A cirurgia bariátrica e eu

25 maio, 2016 às 10:40  |  por Jana Fogaça
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Imagem: Pinterest

 

O #AfinaMenina surgiu de uma mudança muito brusca, de buscar uma vida mais saudável, que aliasse o equilíbrio entre corpo são e mente sã, e hoje eu resolvi dividir com vocês um pouquinho da minha história para que vocês possam aos poucos me conhecer.

Digo, não é fácil se expor, falar de si, mas às vezes é necessário.

A partir desse post, vocês vão conhecer a minha jornada e como o #Afina nasceu e ganhou espaço na minha vida e na minha busca por uma vida saudável.

Hoje é um dia muito especial. Completo seis meses de um processo que não foi fácil e ainda não é, porque só eu sei quais são e foram as renúncias para chegar até aqui. Hoje, eu completo seis meses de uma vitória diária chamada cirurgia bariátrica (ou redução de estômago), método Bypass, e menos 35kg.

Aceitar que a cirurgia era a única saída para o meu problema foi difícil, muito difícil. Tinha pra mim que quem fazia essa cirurgia era uma pessoa fraca e derrotada. Eu? Eu ia emagrecer na raça! Mas não foi assim!

Virei uma insana por academia, chegava lá às 6h e saía às 11h, de segunda a sexta-feira, me matava num método louco e “inovador” inventado por pessoas que achavam que sabiam o que estavam fazendo, quando na verdade não sabiam. Nesse caminho encontrei um nutrólogo, que me entupiu de boletas dizendo que as cápsulas continham aquilo que seria necessário para reparar a minha saúde. Os exames solicitados por ele mostravam que há muito tempo o meu corpo pedia socorro, e os sinais não eram aparentes.

Depois de um mês de academia, dieta e nutrólogo, a balança acusou menos 1kg. Menos 1kg????

Parei uma semana a academia, porque eu havia lesionado o ombro, por conta do método “inovador”. E o resultado: mais 3kg!

O que eu to fazendo de errado?

Fui ao médico que já havia me dado bolinhas para emagrecer em 2002. Já havia experimentado todas as drogas para emagrecer. Ele olhou meus exames e disse: “Vou te dar o medicamento X, mas você vai perder no máximo 10kg… Você precisa perder 40kg. Por que você não faz a cirurgia bariátrica? Você atende a alguns dos requisitos”.

Saí de lá com a receita e com lágrimas nos olhos… Antes de sair do consultório, ele disse: Vai ver esse teu fígado aí.

Cheguei a tomar o medicamento para emagrecer por uma semana, mas abandonei. Os efeitos colaterais eram muitos.

Fui à hepatologista. Ela olhou meus exames, me mediu, me pesou… Ela disse que o meu fígado estava em um estado avançado de inflamação, e que o próximo passo seria o transplante. Nesse instante, ela pegou um papel e enquanto anotava algumas coisas, para em seguida me entregar esse papel, ela disse: “Vá até o primeiro andar e converse com este médico. Ele pode te ajudar”. Eu tinha certeza de que esse médico me ajudaria a curar meu fígado. Então, perguntei a ela qual a especialidade dele? Ao que ela me sentenciou: “ele é cirurgião bariátrico”.

Mais uma vez, nessa negativa idiota da minha cabeça, principalmente da minha condição. Saí de lá chorando e questionando milhões de coisas mal resolvidas comigo mesmo.

O assunto ainda é delicado, porque só quem passa por um processo como esse, só quem já foi obeso um dia sabe exatamente o que cada quilo a menos significa, mas isso é assunto pra outro post.

Nesse caminho eu conheci várias pessoas que passaram pelo mesmo que eu, e você que me lê não faz ideia do que seja!

Hoje eu sei o que é poder escolher a roupa que eu quiser, ter segurança e autoconfiança, ter autoestima, não ficar mais me escondendo, fugindo de espelhos, de fotos. Minha cirurgia não foi uma opção, foi uma solução, não era mais só uma questão de estética, embora isso faça toda a diferença, era uma questão de vida e saúde.

Lá no meu Facebook pessoal eu postei uma foto do antes e do agora, corre lá pra espiar e me conhecer. ;)

Na próxima semana eu vou contar tudo sobre a técnica escolhida, o pós-operatório e a minha rotina de alimentação.

Vai ter o cirurgião falando, a nutricionista, a psicóloga…

Se você tiver alguma dúvida sobre as técnicas cirúrgicas, o procedimento, o pós-operatório,  e quiser perguntar à equipe multidisciplinar, mande um email para falecom@afinamenina.com.br

Um beijo e até o próximo post.

:*

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