Os irreverentes “Los Carpinteros”

18 agosto, 2017 às 13:25  |  por Marianna Camargo
LOS CARPINTEROS - DAGOBERTO RODRIGUES E MARCO CASTILLO - Foto de Sueraya Saheen

Los Carpinteros – Dagoberto Rodríguez (esquerda) e Marco Castillo – Foto Sueraya Saheen

 

Durante a XI Bienal de La Habana (2012) “Los Carpinteros” apresentaram a obra Conga Irreversible, performance desenvolvida no Paseo del Prado, que contava com mais de 30 bailarinos executando uma dança inusitada: um bloco de carnaval que se move em sentido contrário. A possibilidade que a tecnologia oferece de rebobinar uma fita é colocada a prova na realidade. Para conseguir esse efeito, vários talentos foram convocados: o músico Yosvany Terry inverte os compassos de uma partitura tradicional para criar uma peça inédita, o coreógrafo Isaias Rigas treina os movimentos dos bailarinos em sentido inverso. A letra da música é cantada a coro, mas também ao contrario, em código indecifrável. O vestuário, em tons de cinza e preto, que substitui o colorido habitual, completa a subversão. A dança festiva vira seu reverso.

Esta é uma demonstração da irreverência da dupla cubana Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez de “Los Carpinteros” – conhecidos pelo forte apelo social das obras e pela crítica ácida, sagaz e bem-humorada – que trazem mais de 60 obras ao Museu Oscar Niemeyer a partir do dia 22 de agosto, terça, com abertura gratuita às 19 horas.

 

Obras "Dos pesos". Foto Divulgação

Obras “Dos pesos”. Foto Divulgação

 

São desenhos, aquarelas, esculturas, instalações e vídeos que ficarão expostos em duas salas, que somam cerca de mil metros quadrados. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição no Brasil, a partir de ideias e desenhos anteriores.

“O objeto será o protagonista desta exposição, forçado a uma constante metamorfose pela ideia artística: imaginado em desenhos, projetado e testado nas maquetes tridimensionais ou alcançando sua vitalidade máxima como utopia realizada nas grandes instalações”, descreve o curador Rodolfo de Athayde.

A mostra fica em cartaz até o dia 3 de dezembro e a visitação pode ser feita de terça a domingo das 10h às 18h. Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca todos os dias.

 

Obra "El Pueblo se equivoca". Foto Divulgação

Obra “El Pueblo se equivoca”. Foto Divulgação

 

Sobre Los Carpinteros

Fundado em 1992, o coletivo reunia Marco Castillo, Alexandre Arrechea e Dagoberto Rodriguez, graduados pelo Instituto Superior de Arte de Havana. O nome foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética. Em 2003, Alexandre Arrechea deixou o grupo e Marco e Dagoberto deram continuidade ao trabalho.

“Los Carpinteros” já expuseram em alguns dos maiores museus do mundo, como o MoMA e o Guggenheim em Nova Iorque, o Museum of Contemporary Art em Los Angeles e a TATE Gallery, em Londres. Já passaram também pelo México, Japão, França, Suíça, entre outros países. Os dois artistas que hoje compõem “Los Carpinteros” vivem e trabalham entre a capital cubana e Madri, na Espanha.

 

Obra "Proyeto". Foto Divulgação

Obra “Proyeto”. Foto Divulgação

 

Serviço:

Exposição Los Carpinteros – Objeto Vital

Abertura: 22 de agosto, terça, às 19h – entrada gratuita

Visitação: 23 de agosto a 3 de dezembro de 2017

Terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

 

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999. Curitiba – PR.

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter: monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

Nexos-Desconexos de José Antonio de Lima

11 agosto, 2017 às 17:28  |  por Marianna Camargo

Última semana para conferir as mais recentes obras do artista

 

José Antonio de Lima apresemnta seus mais recentes trabalhos até dia 18/08. Foto Marcelo Elias

José Antonio de Lima apresenta seus mais recentes trabalhos até dia 18/08. Foto Marcelo Elias

 

O artista José Antonio de Lima apresenta os seus mais novos trabalhos na mostra“Nexos-Desconexos”, na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte, até o dia 18 de agosto (sexta-feira). Uma das paredes da galeria apresenta uma instalação com nada menos do que 19 obras, produzidas em série, que foram dispostas de modo que se encaixem formando elos.

 

Conhecido por trabalhar com obras de grandes formatos, o autor apresenta trabalhos diferentes nesta ocasião. José Antonio de Lima passou o ano de 2016 na França, morando em um apartamento no qual tinha menos espaço para trabalhar do que em seu ateliê em casa. A solução foi trabalhar com papel em menores formatos, criando uma série de módulos que podem ser organizados em diferentes formas.

 

O artista fez uso de técnica mista, produzindo imagens com uma variedade de cores, que remetem a espirais e formas abstratas, dispostas por toda a galeria.

 

Artista tem mais de 30 anos de atividades. Foto Divulgação/ZB Galeria

Artista tem mais de 30 anos de atividades. Foto Divulgação/ZB Galeria

 

Sobre o artista

José Antonio de Lima é nascido em Minas Gerais, no município de Sacramento, mas vive no Paraná desde os 9 anos. Formou-se em jornalismo em 1979, atuando como repórter e fotógrafo. Nas artes, realizou sua primeira exposição em 1987, na cidade de Maringá. Além de pintor, é escultor, conhecido por esculturas como totens, casulos, ferramentas primitivas e catedrais espaciais (feitas com tecidos e ferros). Em seus mais de 30 anos de carreira, já realizou 26 exposições individuais e participou de mais de 40 coletivas em diversas cidades do Brasil e também em países como Finlândia, Japão, Suécia, Alemanha e Portugal.

 

Serviço:

Exposição “Nexos-Desconexos”, de José Antonio de Lima

Em cartaz até 18/08 (sexta-feira)

Horários de visitação diária: segunda a sábado das 10h às 22h, domingo das 14h às 20h.

Local: Zuleika Bisacchi Galeria de Arte

Endereço: Av. Batel, 1868 (Shopping Pátio Batel, piso L3 / loja 329)

Entrada gratuita

Telefone para Informações: (41) 3020-3667

 

Sobrevoos de Guilherme Pupo

9 julho, 2017 às 14:40  |  por Marianna Camargo
Foto: Guilherme Pupo

Rua XV com Monsenhor Celso. Foto Guilherme Pupo

 

“Guilherme coloca o público em uma situação paradoxal: quanto mais nos vemos afastados da paisagem fotografada, mais somos impelidos a querer nos aproximar, a pensar sobre que lugar seria aquele, a desvendar o que há de real naquilo que vemos”. As palavras do curador Tom Lisboa descrevem bem o que as fotos de Guilherme Pupo traduzem.

 

 

 Foto Guilherme Pupo

Mostra abre dia 11 de julho. Foto Guilherme Pupo

 

Para isso, Pupo usa as distorções, tanto as naturais (como as sombras) quanto as artificiais (causadas pelo espelhamento de imagens), que propõem ao espectador entrar em um jogo especular e decifrar os enigmas que a possibilidade de enxergar a realidade das alturas pode provocar em nossa percepção. O resultado deste trabalho pode ser visto a partir do dia 11 de julho, terça,  às 19h30, na Galeria interARTividade, no Pátio Batel.

 

Catedral (Foto-Guilherme Pupo)

Catedral. Foto Guilherme Pupo

 

No dicionário, “SOBREVOO” pode aludir tanto a um verbo quanto a um substantivo, mas no caso da exposição do fotógrafo remetem ao modo como ele se expressa, ou seja, o “sobre o voo”. Seja posicionado em cima de prédios, utilizando drones ou a bordo de helicópteros, ele utiliza o distanciamento como forma de expressão.

 

Ilha do Mel (Foto-Guilherme Pupo)

Ilha do Mel. Foto Guilherme Pupo

 

Sobre o fotógrafo

Guilherme Pupo é fotógrafo profissional desde 2001 e tem imagens publicadas nos maiores veículos de comunicação do país. Atualmente, tem se concentrado na produção de imagens aéreas, seja a bordo de helicópteros ou com o uso de drones. No ano passado, lançou o projeto “Curitiba Aérea”, com imagens inéditas dos principais pontos turísticos da cidade. Paralelamente, atua nas áreas de fotografia empresarial, de arquitetura e gastronomia. Site: www.guilhermepupo.com.br

 

Serviço:

Exposição SOBREVOOS, do fotógrafo Guilherme Pupo

Onde: Galeria interARTividade, piso L3, Pátio Batel

Quando: de 11 de julho a 30 de agosto de 2017

Gratuito

Programação:

19:30h BATE-PAPO com o fotógrafo Guilherme Pupo e Tom Lisboa, no concierge, piso L1

20:30h COQUETEL DE ABERTURA

Cor e corpo de Tomie Ohtake

7 julho, 2017 às 14:03  |  por Marianna Camargo

 

As pinturas enfatizam as analogias corpóreas e orgânicas. Foto Divulgação

As pinturas enfatizam as analogias corpóreas e orgânicas. Foto Divulgação

 

Tomie Ohtake (1913-2015),  artista japonesa naturalizada brasileira, chegou ao país aos 23 anos e iniciou sua carreira quase aos 40 anos. Recebeu 28 prêmios, participou de 20 bienais nacionais e internacionais e mais 120 exposições ao redor do mundo. A artista é  considerada uma das grandes referências da arte abstrata brasileira.

Na  exposição “Tomie Ohtake: Cor e Corpo”, que abre dia 11 de julho, às 19 horas, na CAIXA Cultural Curitiba, o público poderá conferir 40 gravuras, cinco pinturas e três esculturas da artista.  A mostra revela um recorte de obras de Tomie, que produziu continuamente por mais de 60 anos e viveu 101 anos.

De acordo com os curadores Carolina De Angelis e Paulo Miyada, os interesses pictóricos de Tomie Ohtake foram constantemente renovados ao longo de sua trajetória profissional. “A artista construiu um vocabulário plástico amplo e complexo. Forma, matéria e cor nunca foram pensadas por ela de modo dissociado, mas alternaram suas ênfases para se potencializar mutuamente”, afirmam. Eles acrescentam que o conjunto da obra é uma unidade coesa. Tomie Ohtake preferia sempre deixar suas obras sem título.

 

Forma, matéria e cor nunca foram pensadas por ela de modo dissociado. Foto Divulgação

Forma, matéria e cor nunca foram pensadas por ela de modo dissociado. Foto Divulgação

 

Embora suas obras sejam associadas ao informalismo por alguns, suas formas destacam-se por remeterem a elementos da natureza e a volumes que se assemelham a movimentos orgânicos. Desde as primeiras décadas, Tomie Ohtake impõe tremores, desvios e abaulamentos às formas geométricas, traçando contornos e silhuetas, evitando a rigidez. Outra característica é o uso das cores. “Desde meados da década de 1980, a artista imerge na intensidade de uma paleta cromática profunda, cheia de pretos, brancos e vermelhos saturados, intercalados com azuis, verdes e amarelos densos”, explicam os curadores.

 

Até a sua morte em fevereiro de 2015, aos 101 anos, seguiu trabalhando. Foto Divulgação

Tomie Ohtake seguiu trabalhando até os 101 anos. Foto Divulgação

 

Tomie Ohtake

Nassceu em Kyoto, no Japão, dia 21 de novembro de 1913, onde fez seus estudos. Em 1936 chegou ao Brasil para visitar um de seus cinco irmãos. Impedida de voltar, devido ao início da Guerra do Pacífico, acabou ficando no país. Casou-se, criou seus dois filhos, e com quase 40 anos começou a pintar incentivada pelo artista japonês Keisuke Sugano.

A carreira atingiu plena efervescência a partir dos seus 50 anos, quando realizou mostras individuais e conquistou prêmios na maioria dos salões brasileiros.  Além da pintura, da gravura e da escultura, marcam sua produção as mais de 30 obras públicas desenhadas na paisagem de várias cidades brasileiras, dentre elas, uma em Curitiba – instalada no Museu Municipal de Arte (MuMA), no Portão Cultural. A obra em concreto tem 11 metros de altura e foi criada especialmente para Curitiba celebrar o centenário de amizade Brasil-Japão, em 1996.

Dos 100 aos 101 anos concebeu cerca de 30 pinturas. Até a sua morte em fevereiro de 2015, aos 101 anos, seguiu trabalhando.

 

Serviço

Mostra “Tomie Ohtake: Cor e Corpo”

Local: CAIXA Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR) – Galerias Térreo e Mezanino

Abertura: 11 de julho (terça-feira), às 19h

Visitação: 12 de julho a 10 de setembro de 2017

Horário das galerias: terça a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 19h

Ingressos: entrada franca

Informações: (41) 2118-5111

Classificação etária: livre para todos os públicos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os cabarés de Toulouse-Lautrec

30 junho, 2017 às 09:41  |  por Marianna Camargo

A grande Maria

Henri de Toulouse-Lautrec, La Grosse Maria [A grande
Maria] [The Big Maria], circa 1886
Óleo sobre tela [Oil on canvas], 79 x 64 cm
Von der Heydt-Museum Wuppertal, Germany

Rolande

Henri de Toulouse-Lautrec, Rolande, 1894
Óleo sobre cartão [Oil on board], 55,8 x 75,5 cm
Fondation Bemberg – Toulouse

 

 

 

A partir de 30 de junho, sexta, no MASP ( Museu de Arte de São Paulo), o público poderá conferir a maior exposição dedicada à obra do francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) já realizada no Brasil. “Toulouse-Lautrec em vermelho”  trata do tema da sexualidade, com 75 obras, entre pinturas, cartazes e gravuras, que estão entre as mais emblemáticas do artista.

Toulouse-Lautrec foi um dos artistas centrais da Paris do final do século 19, ao capturar a efervescência noturna da capital que despertava para a modernidade, quando suas ruas foram iluminadas a gás e as mais diversas figuras passaram a se encontrar nos espaços públicos, entre burgueses, boêmios, prostitutas, dançarinos e artistas.

 

Moulin de la Galette. Foto Divulgação/MASP

Henri de Toulouse-Lautrec, Moulin de la Galette, 1889
Óleo sobre tela [Oil on canvas], 88,5 x 101,3 cm
The Art Institute of Chicago, Mr. and Mrs. Lewis Larned Coburn
Memorial Collection

 

A exposição traz cenas de apresentações em cabarés, danças em bares, bailes de máscaras, retratos de figuras da sociedade e do célebre bairro Montmartre, que lhe renderam a fama ainda em vida. A exposição traz também cenas interiores das maisons closes, como eram chamados os bordéis da época, com suas trabalhadoras em momentos de descanso e intimidade, em seus afazeres cotidianos.

 

O divã. Foto  Divulgação/MASP

Henri de Toulouse-Lautrec, O divã [The Divan], circa 1893
Óleo sobre cartão [Oil on cardboard], 54 x 69 cm
Acervo [Collection] MASP Compra [Purchase], 1958

 

Além de pinturas e gravuras, Toulouse-Lautrec em vermelho apresenta cerca de 50 documentos da época, entre cartas, bilhetes, telegramas e fotografias do artista e seu círculo de amigos. A coleção, reunida pelo editor Pedro Corrêa do Lago ao longo de mais de 20 anos, cobre todo o arco temporal da vida de Toulouse-Lautrec: desde sua primeira carta, aos 7 anos, onde apenas assina seu nome; à última que escreveu, no verso de uma mensagem de seu amigo Paul Viaud à sua mãe, alguns meses antes de sua morte, em 1901. Algumas correspondências e fotografias são inéditas, nunca tendo sido publicadas ou exibidas. Essa é a primeira vez que a coleção é exposta integralmente.

 

 

Moulin Rouge. Foto Divulgação/MASP

Henri de Toulouse-Lautrec, Moulin Rouge (La Goulue), circa 1891
Litografia [Lithography], 170 x 118,7 cm
Rijksmuseum. Purchased with the support of the F. G. Waller-Fonds

Mulher se penteando - Duas mulheres em camisola . Foto Divulgação/MASP

Henri de Toulouse-Lautrec, Mulher se penteando – Duas mulheres em
camisola [Woman Combing her Hair – Two Women Dressing Nightgowns], 1891
Óleo sobre cartão [Oil on cardboard], 62 x 46 cm
Acervo [Collection] MASP
Doação [Gift] Grupo de amigos do Sr. Souza Mello [Group of friends of Mr.
Souza Mello], 1952

 

 

 

SERVIÇO

TOULOUSE-LAUTREC EM VERMELHO

Data: 30 de junho a 1 de outubro de 2017

Local: 1º andar

Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)

Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.

Mais informações: www.masp.org.br

 

Nos dias do Mar- obras de Marcus André

20 junho, 2017 às 09:50  |  por Marianna Camargo
Pintura série Chicama Têmpera e encaustica Stela. Foto Divulgação/Ybakatu

Pintura série Chicama Têmpera e encaustica Stela. Foto Divulgação/Ybakatu

 

O artista carioca Marcus André apresenta a partir de hoje (20/06) ao público de Curitiba suas obras mais recentes, realizadas este ano, na mostra individual Nos Dias do Mar, na Galeria Ybakatu, com abertura às 19 horas.

Marcus  utiliza a encaustica em seu processo, técnica antiga onde se mistura a cera de abelha, sempre a mais clara possível, a pigmentos, resina vegetal, carnaúba, entre outros, criando tintas estáveis e resistentes ao tempo.

 

Marcus André mostra sua obras mais recentes em Curitiba. Foto Divulgação/Ybakatu

Marcus André mostra sua obras mais recentes em Curitiba. Foto Divulgação/Ybakatu

 

O artista,  que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Búzios, frequentou os cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1978 e 79 e em 1984 participou da exposição ‘Como Vai Você, Geração 80?’. Em 1985 cursou a Parson’s New School of Social Research Printing, em Nova York. De volta ao Brasil, recebe o prêmio no XIII Salão Nacional de Artes Plásticas e realiza individuais de pintura na Funarte Projeto Macunaíma/ Espaço Alternativo RJ, Projeto Centro Cultural São Paulo / Pavilhão da Bienal Ibirapuera e MASP SP.

 

Representa o Brasil em Bienais no México, Cuba, Equador e Japão. Recebe os prêmios de aquisição em pintura no Museu de Arte de Brasília DF e na Mostra Internacional de Gravura Curitiba PR. A partir de 1995 é contemplado com as bolsas: Primeiro Programa de Bolsas RioArte 1995-96, tendo na comissão os críticos e professores Heloisa Buarque de Holanda e Ronaldo Britto, O Artista Pesquisador MAC Niterói RJ 1998, Bolsa FAPERJ / Fundação de Apoio a Pesquisa 1998 e The Pollock-Krasner Foundation Inc. Grant NY 2007.

A mostra fica em cartaz até o dia 28 de julho.

 

Marcus utiliza uma técnica antiga em seu processo. Foto Divulgação Ybakatu

Marcus utiliza uma técnica antiga em seu processo. Foto Divulgação Ybakatu

 

SERVIÇO

Galeria Ybakatu

Rua Francisco Rocha, 62 Lj. 06 Batel – Curitiba/PR

Tel: +55 41 32644752 | Skype: Ybakatu

www.ybakatu.com | ybakatu@ybakatu.com.br

Visitação de segunda a sexta, das 10h às 12h30 e das 13h30 às 17h.

Entrada franca.

Coquetel de abertura: 20 de junho, às 19h.

Período expositivo: 21 de junho a 28 de julho de 2017.

 

 

Mapas e arte – estreita relação

14 junho, 2017 às 17:29  |  por Marianna Camargo
Henricus Hondius (1587 - 1638) & Johannes Janssonius. (1588 -_1664). Foto Divulgação santander Brasil

Henricus Hondius (1587 – 1638) & Johannes Janssonius. (1588 -_1664). Foto Divulgação Santander Brasil

A cartografia dos séculos XVI ao XVIII teve um papel fundamental para o conhecimento e domínio do território, bem como para difundir a imagem do Novo Mundo por toda a Europa. Hoje, além do refinamento atingido pela ciência da cartografia e saberes afins, deve-se considerar o pensamento da arte contemporânea sobre o tema, disseminando múltiplas ideias, visões e interpretações sobre o nosso tempo.

A mostra ” A vastidão dos mapas”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer até 6 de agosto, apresenta um conjunto de mapas originais dos séculos XVI ao XVIII do núcleo de cartografia da Coleção Santander Brasil junto a obras contemporâneas, que se relacionam com questões como o mapeamento do espaço, das fronteiras, dos deslocamentos e fluxos territoriais, econômicos, culturais e subjetivos.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra apresenta mais de 90 obras de artistas dos séculos XVI ao XVIII como Jocodus Hondius, Justus Danckerts, Guillaume de L’Isle, Joan Blaeu, Giacomo Gastaldi, Henricus Hondius, Arnoldus Montanus – inclusive o mapa mais antigo da coleção, de Giacomo Gastaldi, feito em 1556 – aos contemporâneos Adolfo Montejo Navas, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Chang Chi Chai, Carmela Gross, Feco Hamburguer, Fernando Zarif, Guga Szabzon, Humberto Guimarães, Lina Sôlha, Manoel Veiga, Marcelo Brodsky, Marcius Galan, Nelson Leirner, Rafael Assef, Rodrigo Torres, Sylvia Amélia, Vik Muniz, entre outros.

Obra de Carla Vendrami. Foto Marianna Camargo

Obra de Carla Vendrami. Foto Marianna Camargo

Elly de Vries, curadora da Coleção Santander Brasil, comenta: “Esta coleção nos remete à era das grandes navegações e da expansão europeia, revelando os avanços do conhecimento técnico e científico ao longo dos séculos. Os mapas orientam a navegação, descrevem a topografia, marcam a localização e a distância entre portos, a rede hidrográfica, as fronteiras territoriais, etc., além de ilustrar aspectos relativos à economia do país, aos domínios políticos, aos costumes indígenas, às espécies da fauna e da flora. Trazem, também, diversas referências à mentalidade da época, misturando lendas sobre monstros marinhos ou cidades cercadas de ouro, figuras mitológicas e alegorias. Real e imaginário, observação e invenção, ciência e arte. Eis o que torna a cartografia tão fascinante”.

Material Educativo

Além da mostra, a mostra disponibiliza um material educativo com textos do curador da exposição, Agnaldo Farias, com reflexões sobre o processo de planejamento da exposição, da curadora da Coleção Santander Brasil, Elly de Vries, que conta um pouco sobre a coleção e suas obras, e do arte-educador Carlos Barmak, responsável pela elaboração de seis atividades investigativas que acompanham o folder.

Carlos Barmak considera este material um apoio para visitantes e educadores que queiram desenvolver conhecimentos a partir da visita à mostra “A vastidão dos mapas”. “Educação é relação, e, ao se relacionar, você constrói conhecimentos”, defende. Nas escolas, o conteúdo do folder pode ser usado como ponto de partida para outros estudos, como geografia, história, cartografia, etc. O material gratuito está disponível na sala expositiva da mostra.

Serviço

Exposição “A vastidão dos mapas – Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil”

De 31 de maio a 6 de agosto de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter: monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

A arte sinestésica de Washington Silvera

30 maio, 2017 às 10:02  |  por Marianna Camargo
Kitchen Dub Experience - capa Livro

Livro “Kitchen Dub Experience” será lançado nesta quarta (31). Foto Divulgação Lide MUltimídia.

 

 

Em 2012, o artista visual e chef de cozinha Washington Silveira iniciou o projeto Kitchen Dub Experience ( KDE ), em uma ação paralela ao evento SP-Arte, com o objetivo de promover o encontro entre público e artista em ação. Em uma cozinha profissional montada especialmente para o evento, o espectador vê-se envolvido em uma experiência ao vivo intensamente sinestésica, da qual participam outros artistas convidados: sente os cheiros dos alimentos, ouve os ruídos das panelas chiando, ampliados e transformados em base sonora para a trilha musical improvisada, e vê imagens da montagem dos pratos, captadas e editadas ao vivo. Ao fim da encenação, é chegada a hora de exercitar o paladar com a degustação das refeições.

 

Desde então, já foram realizadas 10 edições do projeto em São Paulo e Curitiba.  O processo poético da construção do KDE foi agregando novos elementos e desafios como, por exemplo, um terrário feito de plantas comestíveis e o Alfabeto Aromático, um conjunto de frascos com 56 odores de temperos (cascas, sementes e folhas) que proporcionam uma série de experiências olfativas.

 

Equipe KDE no MuMA, 2014. Foto Rafael Dabul

Equipe KDE no MuMA, 2014. Foto Rafael Dabul

 

O resultado deste trabalho foi registrado em um livro, que será lançado nesta quarta, dia 31 de maio, às 19h30, no Centro Europeu – Mansão Europa.  A renda do livro (R$70,00) será  revertida integralmente ao Instituto TMO, que apoia centros de transplante de medula óssea. Fundado em 1998, o Instituto vem apoiando diversos projetos inovadores em benefício da causa, como ações beneficentes, jornadas e encontros nacionais, lançamentos de campanhas solidárias e muito mais.

 

Obras de Silvera também estarão à venda, com parte da renda destinada ao instituto. O artista transita com a mesma desenvoltura pelo espaço do ateliê e da cozinha. Melhor ainda se está em seu ateliê-cozinha, onde desconstrói os mais diversos objetos, incluindo ingredientes e utensílios culinários, dando-lhes uma aparência insólita. Dali saem obras e experimentos que relacionam arte e gastronomia como, por exemplo, um sabonete comestível que se revela uma deliciosa bavaroise de coco e cupuaçu com espuma de limão.

 

O pesquisador de arte Paulo Reis comenta em texto de apresentação do livro de 192 páginas.“A pesquisa artística de Washington tem gravitado por questões poéticas ligadas a espacialidade, constituição de lugares de encontro e discussão, música, matérias, gravidade, imagem, jogos de linguagem e literatura, entre outras. Parcela importante de sua pesquisa está ligada às linguagens do vídeo, da fotografia e da tridimensionalidade”. Ele lembra que as propostas estéticas do artista, iniciadas em 1990, já tinham como um de seus eixos geradores a colaboração com outros artistas e a participação do espectador.

 

Paulo Reis ressalta  o extenso trabalho de investigação realizado pelo artista para a realização do KDE. Foto Mesa Matrix - Rafael Dabul

Paulo Reis ressalta o extenso trabalho de investigação feito pelo artista para a realização do KDE. Foto Mesa Matrix – Rafael Dabul

 

Trajetória

Washington Silvera nasceu em Curitiba, Paraná, em 1969. É artista visual, chef de cozinha e professor de gastronomia. Dentre as exposições individuais que realizou, estão: Inventário, no Museu Municipal de Arte – MuMa (2014); O que dizem as coisas, no Museu Afro Brasil, em São Paulo (2012); Galeria Abierta, na Plaza Joan Miró, em Barcelona, Espanha (2008); Consciência Expandida, no Memorial de Curitiba (2007); Esculturas, no Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Curitiba (1996).  Representado pela Ybakatu Espaço de Arte, de Curitiba, participou das feiras ARCO Madrid, na Espanha, de 2012 a 2014, e SP Arte, em São Paulo, de 2011 a 2014. Algumas de suas obras fazem parte de coleções particulares e instituições como o Museo de la Solidaridad da Fundación Salvador Allende em Santiago do Chile, Museu Afro Brasil em São Paulo e Ole Faarup Collection em Copenhagen.

 

 

 

 

 

Serviço:

Lançamento do livro Kitchen Dub Experience, de Washington Silvera

Data: 31 de maio (quarta-feira)

Horário: das 19h30 às 22h30

Local: Centro Europeu – Mansão Europa

Endereço: Rua Benjamim Lins, 999 – Batel (Curitiba – PR)

Entrada: gratuita

Preço do livro: R$ 70 (valor promocional durante o lançamento, com renda revertida integralmente ao Instituto TMO)

Valet Parking

Mais informações: 41 3016-9663

Página do evento no Facebook:    http://goo.gl/RZd2Ek

 

Link para vídeo do artista:

https://www.youtube.com/watch?v=7qWdPYNf6aU

Gilda: resistência, anarquia e liberdade

28 maio, 2017 às 14:20  |  por Marianna Camargo

 

Gilda tornou-se figura lendária na cidade. Foto macaxeira

Gilda tornou-se figura lendária na cidade. Foto Macaxeira

 

Gilda foi uma figura popular em Curitiba nas décadas de 1970 e 1980.  Seu nome de batismo era Rubens Aparecido Rinke, e se tornou uma personalidade bem conhecida na Boca Maldita, centro de Curitiba, palco de grandes manifestações.

A exposição “Gilda, sem limites” no Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) resgata a história da travesti  e ficará aberta até dia 30 de junho. Gilda representou a resistência ao conservadorismo da época, com seu batom vermelho, suas roupas e suas atitudes. Pedia moedinhas na rua e dava beijos em quem não contribuía. Os contemporâneos de Gilda a definem como liberdade, outros como anarquia.

 

A exposição fica até dia 30 de junho no MIS. Foto Macaxeira

A exposição fica até dia 30 de junho no MIS. Foto Macaxeira

 

Com suas atitudes ousadas para a época, ganhou também muitos odiadores. Em um episódio, Gilda foi golpeada no rosto por uma banda curitibana, enquanto tentava subir em um carro de desfile do Carnaval.

Gilda morreu em 1983, aos 32 anos, até hoje sem confirmação da causa da morte. Foi tema de escolas de sambas, documentários e estudo acadêmico. Tornou-se uma figura lendária com sua ousadia e resistência e habita o imaginário e as histórias da cidade.

A exposição integra o programa DiversidArte da Secretaria de Estado da Cultura, que tem por objetivo incentivar e promover ações afirmativas e inclusivas, que contribuam para o fim de todo tipo de discriminação.

 

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Homenagem à Gilda após sua morte em 1983. Foto Alberto Melo Viana

 

Gilda representa resistência, anarquia e liberdade. Foto Alberto Melo Viana

Gilda representa resistência, anarquia e liberdade. Foto Alberto Melo Viana

 

Serviço
Exposição “Gilda, sem limites”
De 16 de maio a 30 de junho de 2017
Entrada gratuita

Museu da Imagem e do Som do Paraná
Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro. Curitiba-PR
Visitação: terça a sexta-feira das 9h às 17h. Sábado, domingo e feriado das 10h às 16h.
41 3232-9113 | www.mis.pr.gov.br

 

 

Clarice Lispector por Nair Kremer

15 maio, 2017 às 17:08  |  por Marianna Camargo
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O interesse de Nair por Clarice Lispector surgiu de forma visceral por meio de seu
primeiro contato com a escrita da autora, quando estava grávida de seu primeiro filho. Foto Divulgação

 

 

Clarice Lispector (1920-1977), escritora, e Nair Kremer, artista, têm muitas coisas em comum: a obstinação pela arte, a ousadia, a vontade de trazer o outro para dentro.

A artista visual Nair Kremer, com mais de 40 anos de trabalho, conta que seu por Clarice surgiu de forma visceral por meio de seu primeiro contato com a escrita da autora, quando estava grávida de seu primeiro filho. Sua primeira homenagem, em 1986 na galeria da Unicamp, trouxe também uma grande força para a artista, quando a professora e pesquisadora Berta Waldman comparou, em texto sobre a mostra, o seu processo criativo com o de Clarice. “E realmente é muito parecido”, comenta Nair.

Sua arte dialoga com o outro, com o que pode e deve ser extraído, com uma memória submersa, com os elementos que sempre estiveram ali – invisíveis- e quando estimulados ficam à tona. Nair faz emergir a arte, o que está dentro de cada um, como um poderoso quebra-cabeças em que cada peça se encaixa onde está a falta, o vazio, o silêncio,  assim com o trabalho de Clarice Lispector.

As obras podem ser vistas até 8 de junho, no Atelier Reptilia, com entrada gratuita.

 

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A professora e pesquisadora Berta Waldman comparou, em texto sobre a mostra, o processo criativo de Nair Kremer com o de Clarice. Foto Divulgação

 

Sobre a artista

Nair Kremer é artista visual, arte-educadora e arte terapeuta. Começou seu trabalho artístico de forma autodidata para então completar estudos formais na The Art Teachers Training College, em Israel, entre 1978 a 1982. Ela é responsável por implantar oficinas de Arte nas instituições “‘Casa do Zezinho” e “Projeto Anchieta” e também pela publicação do livro “Deslocamentos: Experiências de Arte-educação na periferia de São Paulo”, em 2003. Além de participar de inúmeras exposições individuais e coletivos nacional e internacionalmente, Nair Kremer foi premiada com Grande Medalha de Ouro do Salão Bunkyo e bolsa da Fundação Vitae.

 

Serviço

Mostra de Nair Kremer em homenagem à Clarice Lispector e Atividades Paralelas

Data: 13 de maio a 8 de junho de 2017

Local: Atelier Reptilia – Rua Cel. Dulcídio, 540 – atravesse o jardim.

Visitação: segunda a sexta das 10h às 19h/ sábados das 11h às 18h

(41) 3018-0512

Entrada gratuita