Nos dias do Mar- obras de Marcus André

20 junho, 2017 às 09:50  |  por Marianna Camargo
Pintura série Chicama Têmpera e encaustica Stela. Foto Divulgação/Ybakatu

Pintura série Chicama Têmpera e encaustica Stela. Foto Divulgação/Ybakatu

 

O artista carioca Marcus André apresenta a partir de hoje (20/06) ao público de Curitiba suas obras mais recentes, realizadas este ano, na mostra individual Nos Dias do Mar, na Galeria Ybakatu, com abertura às 19 horas.

Marcus  utiliza a encaustica em seu processo, técnica antiga onde se mistura a cera de abelha, sempre a mais clara possível, a pigmentos, resina vegetal, carnaúba, entre outros, criando tintas estáveis e resistentes ao tempo.

 

Marcus André mostra sua obras mais recentes em Curitiba. Foto Divulgação/Ybakatu

Marcus André mostra sua obras mais recentes em Curitiba. Foto Divulgação/Ybakatu

 

O artista,  que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Búzios, frequentou os cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1978 e 79 e em 1984 participou da exposição ‘Como Vai Você, Geração 80?’. Em 1985 cursou a Parson’s New School of Social Research Printing, em Nova York. De volta ao Brasil, recebe o prêmio no XIII Salão Nacional de Artes Plásticas e realiza individuais de pintura na Funarte Projeto Macunaíma/ Espaço Alternativo RJ, Projeto Centro Cultural São Paulo / Pavilhão da Bienal Ibirapuera e MASP SP.

 

Representa o Brasil em Bienais no México, Cuba, Equador e Japão. Recebe os prêmios de aquisição em pintura no Museu de Arte de Brasília DF e na Mostra Internacional de Gravura Curitiba PR. A partir de 1995 é contemplado com as bolsas: Primeiro Programa de Bolsas RioArte 1995-96, tendo na comissão os críticos e professores Heloisa Buarque de Holanda e Ronaldo Britto, O Artista Pesquisador MAC Niterói RJ 1998, Bolsa FAPERJ / Fundação de Apoio a Pesquisa 1998 e The Pollock-Krasner Foundation Inc. Grant NY 2007.

A mostra fica em cartaz até o dia 28 de julho.

 

Marcus utiliza uma técnica antiga em seu processo. Foto Divulgação Ybakatu

Marcus utiliza uma técnica antiga em seu processo. Foto Divulgação Ybakatu

 

SERVIÇO

Galeria Ybakatu

Rua Francisco Rocha, 62 Lj. 06 Batel – Curitiba/PR

Tel: +55 41 32644752 | Skype: Ybakatu

www.ybakatu.com | ybakatu@ybakatu.com.br

Visitação de segunda a sexta, das 10h às 12h30 e das 13h30 às 17h.

Entrada franca.

Coquetel de abertura: 20 de junho, às 19h.

Período expositivo: 21 de junho a 28 de julho de 2017.

 

 

Mapas e arte – estreita relação

14 junho, 2017 às 17:29  |  por Marianna Camargo
Henricus Hondius (1587 - 1638) & Johannes Janssonius. (1588 -_1664). Foto Divulgação santander Brasil

Henricus Hondius (1587 – 1638) & Johannes Janssonius. (1588 -_1664). Foto Divulgação Santander Brasil

A cartografia dos séculos XVI ao XVIII teve um papel fundamental para o conhecimento e domínio do território, bem como para difundir a imagem do Novo Mundo por toda a Europa. Hoje, além do refinamento atingido pela ciência da cartografia e saberes afins, deve-se considerar o pensamento da arte contemporânea sobre o tema, disseminando múltiplas ideias, visões e interpretações sobre o nosso tempo.

A mostra ” A vastidão dos mapas”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer até 6 de agosto, apresenta um conjunto de mapas originais dos séculos XVI ao XVIII do núcleo de cartografia da Coleção Santander Brasil junto a obras contemporâneas, que se relacionam com questões como o mapeamento do espaço, das fronteiras, dos deslocamentos e fluxos territoriais, econômicos, culturais e subjetivos.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra apresenta mais de 90 obras de artistas dos séculos XVI ao XVIII como Jocodus Hondius, Justus Danckerts, Guillaume de L’Isle, Joan Blaeu, Giacomo Gastaldi, Henricus Hondius, Arnoldus Montanus – inclusive o mapa mais antigo da coleção, de Giacomo Gastaldi, feito em 1556 – aos contemporâneos Adolfo Montejo Navas, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Chang Chi Chai, Carmela Gross, Feco Hamburguer, Fernando Zarif, Guga Szabzon, Humberto Guimarães, Lina Sôlha, Manoel Veiga, Marcelo Brodsky, Marcius Galan, Nelson Leirner, Rafael Assef, Rodrigo Torres, Sylvia Amélia, Vik Muniz, entre outros.

Obra de Carla Vendrami. Foto Marianna Camargo

Obra de Carla Vendrami. Foto Marianna Camargo

Elly de Vries, curadora da Coleção Santander Brasil, comenta: “Esta coleção nos remete à era das grandes navegações e da expansão europeia, revelando os avanços do conhecimento técnico e científico ao longo dos séculos. Os mapas orientam a navegação, descrevem a topografia, marcam a localização e a distância entre portos, a rede hidrográfica, as fronteiras territoriais, etc., além de ilustrar aspectos relativos à economia do país, aos domínios políticos, aos costumes indígenas, às espécies da fauna e da flora. Trazem, também, diversas referências à mentalidade da época, misturando lendas sobre monstros marinhos ou cidades cercadas de ouro, figuras mitológicas e alegorias. Real e imaginário, observação e invenção, ciência e arte. Eis o que torna a cartografia tão fascinante”.

Material Educativo

Além da mostra, a mostra disponibiliza um material educativo com textos do curador da exposição, Agnaldo Farias, com reflexões sobre o processo de planejamento da exposição, da curadora da Coleção Santander Brasil, Elly de Vries, que conta um pouco sobre a coleção e suas obras, e do arte-educador Carlos Barmak, responsável pela elaboração de seis atividades investigativas que acompanham o folder.

Carlos Barmak considera este material um apoio para visitantes e educadores que queiram desenvolver conhecimentos a partir da visita à mostra “A vastidão dos mapas”. “Educação é relação, e, ao se relacionar, você constrói conhecimentos”, defende. Nas escolas, o conteúdo do folder pode ser usado como ponto de partida para outros estudos, como geografia, história, cartografia, etc. O material gratuito está disponível na sala expositiva da mostra.

Serviço

Exposição “A vastidão dos mapas – Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil”

De 31 de maio a 6 de agosto de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter: monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

A arte sinestésica de Washington Silvera

30 maio, 2017 às 10:02  |  por Marianna Camargo
Kitchen Dub Experience - capa Livro

Livro “Kitchen Dub Experience” será lançado nesta quarta (31). Foto Divulgação Lide MUltimídia.

 

 

Em 2012, o artista visual e chef de cozinha Washington Silveira iniciou o projeto Kitchen Dub Experience ( KDE ), em uma ação paralela ao evento SP-Arte, com o objetivo de promover o encontro entre público e artista em ação. Em uma cozinha profissional montada especialmente para o evento, o espectador vê-se envolvido em uma experiência ao vivo intensamente sinestésica, da qual participam outros artistas convidados: sente os cheiros dos alimentos, ouve os ruídos das panelas chiando, ampliados e transformados em base sonora para a trilha musical improvisada, e vê imagens da montagem dos pratos, captadas e editadas ao vivo. Ao fim da encenação, é chegada a hora de exercitar o paladar com a degustação das refeições.

 

Desde então, já foram realizadas 10 edições do projeto em São Paulo e Curitiba.  O processo poético da construção do KDE foi agregando novos elementos e desafios como, por exemplo, um terrário feito de plantas comestíveis e o Alfabeto Aromático, um conjunto de frascos com 56 odores de temperos (cascas, sementes e folhas) que proporcionam uma série de experiências olfativas.

 

Equipe KDE no MuMA, 2014. Foto Rafael Dabul

Equipe KDE no MuMA, 2014. Foto Rafael Dabul

 

O resultado deste trabalho foi registrado em um livro, que será lançado nesta quarta, dia 31 de maio, às 19h30, no Centro Europeu – Mansão Europa.  A renda do livro (R$70,00) será  revertida integralmente ao Instituto TMO, que apoia centros de transplante de medula óssea. Fundado em 1998, o Instituto vem apoiando diversos projetos inovadores em benefício da causa, como ações beneficentes, jornadas e encontros nacionais, lançamentos de campanhas solidárias e muito mais.

 

Obras de Silvera também estarão à venda, com parte da renda destinada ao instituto. O artista transita com a mesma desenvoltura pelo espaço do ateliê e da cozinha. Melhor ainda se está em seu ateliê-cozinha, onde desconstrói os mais diversos objetos, incluindo ingredientes e utensílios culinários, dando-lhes uma aparência insólita. Dali saem obras e experimentos que relacionam arte e gastronomia como, por exemplo, um sabonete comestível que se revela uma deliciosa bavaroise de coco e cupuaçu com espuma de limão.

 

O pesquisador de arte Paulo Reis comenta em texto de apresentação do livro de 192 páginas.“A pesquisa artística de Washington tem gravitado por questões poéticas ligadas a espacialidade, constituição de lugares de encontro e discussão, música, matérias, gravidade, imagem, jogos de linguagem e literatura, entre outras. Parcela importante de sua pesquisa está ligada às linguagens do vídeo, da fotografia e da tridimensionalidade”. Ele lembra que as propostas estéticas do artista, iniciadas em 1990, já tinham como um de seus eixos geradores a colaboração com outros artistas e a participação do espectador.

 

Paulo Reis ressalta  o extenso trabalho de investigação realizado pelo artista para a realização do KDE. Foto Mesa Matrix - Rafael Dabul

Paulo Reis ressalta o extenso trabalho de investigação feito pelo artista para a realização do KDE. Foto Mesa Matrix – Rafael Dabul

 

Trajetória

Washington Silvera nasceu em Curitiba, Paraná, em 1969. É artista visual, chef de cozinha e professor de gastronomia. Dentre as exposições individuais que realizou, estão: Inventário, no Museu Municipal de Arte – MuMa (2014); O que dizem as coisas, no Museu Afro Brasil, em São Paulo (2012); Galeria Abierta, na Plaza Joan Miró, em Barcelona, Espanha (2008); Consciência Expandida, no Memorial de Curitiba (2007); Esculturas, no Centro Cultural Brasil Estados Unidos, Curitiba (1996).  Representado pela Ybakatu Espaço de Arte, de Curitiba, participou das feiras ARCO Madrid, na Espanha, de 2012 a 2014, e SP Arte, em São Paulo, de 2011 a 2014. Algumas de suas obras fazem parte de coleções particulares e instituições como o Museo de la Solidaridad da Fundación Salvador Allende em Santiago do Chile, Museu Afro Brasil em São Paulo e Ole Faarup Collection em Copenhagen.

 

 

 

 

 

Serviço:

Lançamento do livro Kitchen Dub Experience, de Washington Silvera

Data: 31 de maio (quarta-feira)

Horário: das 19h30 às 22h30

Local: Centro Europeu – Mansão Europa

Endereço: Rua Benjamim Lins, 999 – Batel (Curitiba – PR)

Entrada: gratuita

Preço do livro: R$ 70 (valor promocional durante o lançamento, com renda revertida integralmente ao Instituto TMO)

Valet Parking

Mais informações: 41 3016-9663

Página do evento no Facebook:    http://goo.gl/RZd2Ek

 

Link para vídeo do artista:

https://www.youtube.com/watch?v=7qWdPYNf6aU

Gilda: resistência, anarquia e liberdade

28 maio, 2017 às 14:20  |  por Marianna Camargo

 

Gilda tornou-se figura lendária na cidade. Foto macaxeira

Gilda tornou-se figura lendária na cidade. Foto Macaxeira

 

Gilda foi uma figura popular em Curitiba nas décadas de 1970 e 1980.  Seu nome de batismo era Rubens Aparecido Rinke, e se tornou uma personalidade bem conhecida na Boca Maldita, centro de Curitiba, palco de grandes manifestações.

A exposição “Gilda, sem limites” no Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) resgata a história da travesti  e ficará aberta até dia 30 de junho. Gilda representou a resistência ao conservadorismo da época, com seu batom vermelho, suas roupas e suas atitudes. Pedia moedinhas na rua e dava beijos em quem não contribuía. Os contemporâneos de Gilda a definem como liberdade, outros como anarquia.

 

A exposição fica até dia 30 de junho no MIS. Foto Macaxeira

A exposição fica até dia 30 de junho no MIS. Foto Macaxeira

 

Com suas atitudes ousadas para a época, ganhou também muitos odiadores. Em um episódio, Gilda foi golpeada no rosto por uma banda curitibana, enquanto tentava subir em um carro de desfile do Carnaval.

Gilda morreu em 1983, aos 32 anos, até hoje sem confirmação da causa da morte. Foi tema de escolas de sambas, documentários e estudo acadêmico. Tornou-se uma figura lendária com sua ousadia e resistência e habita o imaginário e as histórias da cidade.

A exposição integra o programa DiversidArte da Secretaria de Estado da Cultura, que tem por objetivo incentivar e promover ações afirmativas e inclusivas, que contribuam para o fim de todo tipo de discriminação.

 

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Homenagem à Gilda após sua morte em 1983. Foto Alberto Melo Viana

 

Gilda representa resistência, anarquia e liberdade. Foto Alberto Melo Viana

Gilda representa resistência, anarquia e liberdade. Foto Alberto Melo Viana

 

Serviço
Exposição “Gilda, sem limites”
De 16 de maio a 30 de junho de 2017
Entrada gratuita

Museu da Imagem e do Som do Paraná
Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro. Curitiba-PR
Visitação: terça a sexta-feira das 9h às 17h. Sábado, domingo e feriado das 10h às 16h.
41 3232-9113 | www.mis.pr.gov.br

 

 

Clarice Lispector por Nair Kremer

15 maio, 2017 às 17:08  |  por Marianna Camargo
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O interesse de Nair por Clarice Lispector surgiu de forma visceral por meio de seu
primeiro contato com a escrita da autora, quando estava grávida de seu primeiro filho. Foto Divulgação

 

 

Clarice Lispector (1920-1977), escritora, e Nair Kremer, artista, têm muitas coisas em comum: a obstinação pela arte, a ousadia, a vontade de trazer o outro para dentro.

A artista visual Nair Kremer, com mais de 40 anos de trabalho, conta que seu por Clarice surgiu de forma visceral por meio de seu primeiro contato com a escrita da autora, quando estava grávida de seu primeiro filho. Sua primeira homenagem, em 1986 na galeria da Unicamp, trouxe também uma grande força para a artista, quando a professora e pesquisadora Berta Waldman comparou, em texto sobre a mostra, o seu processo criativo com o de Clarice. “E realmente é muito parecido”, comenta Nair.

Sua arte dialoga com o outro, com o que pode e deve ser extraído, com uma memória submersa, com os elementos que sempre estiveram ali – invisíveis- e quando estimulados ficam à tona. Nair faz emergir a arte, o que está dentro de cada um, como um poderoso quebra-cabeças em que cada peça se encaixa onde está a falta, o vazio, o silêncio,  assim com o trabalho de Clarice Lispector.

As obras podem ser vistas até 8 de junho, no Atelier Reptilia, com entrada gratuita.

 

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A professora e pesquisadora Berta Waldman comparou, em texto sobre a mostra, o processo criativo de Nair Kremer com o de Clarice. Foto Divulgação

 

Sobre a artista

Nair Kremer é artista visual, arte-educadora e arte terapeuta. Começou seu trabalho artístico de forma autodidata para então completar estudos formais na The Art Teachers Training College, em Israel, entre 1978 a 1982. Ela é responsável por implantar oficinas de Arte nas instituições “‘Casa do Zezinho” e “Projeto Anchieta” e também pela publicação do livro “Deslocamentos: Experiências de Arte-educação na periferia de São Paulo”, em 2003. Além de participar de inúmeras exposições individuais e coletivos nacional e internacionalmente, Nair Kremer foi premiada com Grande Medalha de Ouro do Salão Bunkyo e bolsa da Fundação Vitae.

 

Serviço

Mostra de Nair Kremer em homenagem à Clarice Lispector e Atividades Paralelas

Data: 13 de maio a 8 de junho de 2017

Local: Atelier Reptilia – Rua Cel. Dulcídio, 540 – atravesse o jardim.

Visitação: segunda a sexta das 10h às 19h/ sábados das 11h às 18h

(41) 3018-0512

Entrada gratuita

O fantástico mundo de Rafael Silveira

11 maio, 2017 às 09:30  |  por Marianna Camargo

Rafael Silveira possui uma obra singular, provocativa, intuitiva e cerebral. Nada é óbvio, nada é raso, nada é apenas aquilo que se vê. Em cada peça que elabora minuciosamente, o público desvenda os detalhes -  que são muitos – percebe em suas referências um primor pela pesquisa, pela matéria-prima, pelo olhar fora do senso comum. Aliás, comum é uma palavra que não cabe nas obras do artista . Do pensamento ao conteúdo.

 

"Circonjecturas" inaugura nesta quinta, 11 de maio no MON. Foto Divulgação

“Circonjecturas” inaugura nesta quinta, 11 de maio no MON. Foto Divulgação

 

Em sua primeira individual no Museu Oscar Niemeyer, “Circonjecturas”, resultado de uma década de trabalho, Rafael Silveira constrói um imaginário com uma narrativa consistente, complexa e lúdica. O público é convidado a entrar em um portal para outra dimensão, descobre as suas próprias referências, encontra elementos e cria pontos de ligação no fantástico universo do artista.

 

"O que os olhos não veem". Foto Divulgação

“O que os olhos não veem”. Foto Divulgação

 

São cerca de 50 obras, entre instalações inéditas, objetos cinéticos, molduras que se transformam em esculturas, bordados-objetos, além de pinturas, desenhos, gravuras, projeções e outros objetos representativos da produção do artista nos últimos anos.

 

 

"Carrosel" é uma série que reúne pinturas a óleo sobre esculturas em forma de cavalo. Foto Divulgação

“Carrosel” é uma série que reúne pinturas a óleo sobre esculturas em forma de cavalo. Foto Divulgação

 

A curadoria, de Baixo Ribeiro, propõe um percurso pelas obras. “O Corredor das Ilusões envolve o visitante na luz estroboscópica, sons e imagens em movimento. Logo após, uma instalação de escala arquitetônica se desmancha pelo chão. Nas paredes há um encadeamento de quadros minuciosamente pincelados com tinta óleo. Alguns desses quadros recebem molduras entalhadas, sendo que algumas dessas molduras acabam por deixarem de ser um mero adorno das telas pintadas, para tornarem-se elas próprias esculturas quase autônomas”, conta o curador.

 

 

Misto de pintura e escultura que explica bem o conceito das obras do artista. Foto Divulgação

“Folha de rosto” – Misto de pintura e escultura que explica bem o conceito das obras do artista. Foto Divulgação

 

 

A interdependência entre pintura e escultura forma diferentes formatos, pinturas esculpidas e esculturas pintadas exploram-se nas mais variadas conjugações, desde a tela bidimensional com uma simples moldura funcional que a protege até a peça tridimensional modelada em lata com a pintura selando todas as suas faces. Numa das extremidades da sala, a pintura desaparece e dá lugar ao desenho, que também se desprende do bidimensional para surgir em traços sólidos, formados pelo entrelaçar de fios dos bordados que o artista cria em parceria com a artista têxtil Flávia Itiberê.  A mostra  pode ser vista até dia 06 de agosto no Museu Oscar Niemeyer.

 

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Nada é óbvio nas obras do artista, cada detalhe traz várias referências. Foto Divulgação

 

Serviço:

Circonjecturas – Rafael Silveira

Abertura: 11 de maio de 2017, quinta, 19h – entrada franca na hora da abertura

Até dia 06 de agosto de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

Quartas com entrada franca. Primeira quinta do mês horário estendido até as 20h, com entrada gratuita após as 18h. Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca.

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350-4400

www.museuoscarniemeyer.org.br

Disparates de Goya

9 maio, 2017 às 10:35  |  por Marianna Camargo

 

Disparate de Miedo - Foto Art Company - Pesaro - Itália

Disparate de Miedo – Foto Art Company – Pesaro – Itália.

 

“O sonho da razão produz monstros ” – em uma de suas observações Francisco de Goya (1746-1828) orienta o olhar do espectador. Considerado um dos precursores da arte moderna, influenciou gerações de artistas de movimentos tão díspares como o romantismo francês, o impressionismo, o expressionismo alemão e o surrealismo.

 

 

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“Loucuras Anunciadas” revela o lado mais obscuro o artista. “Disparate feminino” – Foto Art Company – Pesaro – Itália

 

Um recorte de suas gravuras estará na exposição “Loucuras anunciadas: gravuras de Francisco de Goya”, com abertura nesta terça, dia 9 de maio, a partir das 19 horas, com visita guiada feita pela curadora Mariza Bertoli, na Caixa Cultural Curitiba.  A coleção, denominada também Disparates, revela o período mais obscuro do artista espanhol. As 20 gravuras selecionadas são uma edição póstuma da Academia de Belas Artes de Madri, que adquiriu estas pranchas em 1864. O ciclo que será apresentado em Curitiba é considerado o mais obscuro e complexo que Goya já fez.

 

O período em que as gravuras foram feitas não é preciso, de acordo com especialistas, devem ser de 1815 a 1820. Goya havia decidido não publicá-las por causa da perseguição aos iluministas na época. O enigmático conjunto de gravuras são as últimas obras gráficas de Francisco de Goya. Disparates é uma série que revela visões, violência, sexo, deboche das instituições relacionadas com o regime absolutista, crítica aos costumes e ao clero.

 

Bobalicón - Foto Art Company - Pesaro - Itália

Bobalicón – Foto Art Company – Pesaro – Itália

 

Espaço interativo

Haverá também um espaço onde as pessoas podem interagir: terão duas grandes gravuras impressas para que as pessoas se fotografem diante das imagens. Para uma delas, haverá sacos, tais como na gravura original em exposição – Os ensacados (Los ensacados). A gravura remete à opressão, ao desespero e à própria sensação da surdez. Goya perdeu a audição aos 46 anos.

Também haverá acessórios e vestuários para que as pessoas se caracterizem e façam suas próprias produções para se fotografar. As gigantografias têm aproximadamente 1,8 x 2,75 metros. O público poderá se fotografar abaixo de asas, como as de anjo. As asas remetem às da gravura O modo de voar (Modo de Volar), que integra a série, e apresenta vários homens alados. Para que os visitantes se vejam por outras perspectivas, haverá máscaras e dois espelhos, um côncavo e um convexo.

 

 

Los Ensacados - Foto Art Company - Pesaro - Itália

Los Ensacados – Foto Art Company – Pesaro – Itália

 

 

Serviço:

Exposição ” Loucuras anunciadas: gravuras de Francisco de Goya”

Caixa Cultural Curitiba

Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro – Curitiba
Abertura: dia 09 de maio (terça) às 19h,  visita guiada com a curadora Mariza Bertoli, às 19h.

Visitação: 10/05/2017 a 02/07/2017, de terça a sábado, das 10h às 20h e domingo, das 10 às 19h

Local: Galerias Térreo e Mezanino

Entrada Franca

 

 

10 curiosidades sobre a mostra sobre os Irmãos Campana no MON

27 abril, 2017 às 16:46  |  por Marianna Camargo

Abre hoje, quinta (27/04), a mostra sobre os Irmãos Campana -  designers mundialmente conhecidos -  no “Olho” do MON.

Confira algumas curiosidades sobre o espaço e a mostra.

 

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Os irmãos Humberto (esq,) e Fernando Campana fundaram o Estúdio Campana há 34 anos. Foto: Divulgação Estudio Campana

 

 

- O espaço onde acontece a mostra, o “Olho”, foi projetado por Oscar Niemeyer e executado em tempo recorde: apenas 6 meses.

 

- o “Olho” tem mais de 1.500 metros quadrados, 30 metros de largura e 70 metros de altura.

 

A construção do Olho foi feita em apenas 6 meses. O projeto é de Oscar Niemeyer. Foto Carlos Renato Fernandes

A construção do Olho foi feita em apenas 6 meses. O projeto é de Oscar Niemeyer. Foto Carlos Renato Fernandes

 

-  A cenografia da mostra foi elaborada pelos Irmãos Campana para dialogar com a obra de Niemeyer – referência para os designers.

 

- Mais de cem alunos voluntários do curso de Arquitetura da PUC PR e SC (Campus Curitiba e Joinville)  participaram da montagem. Eles atuam, especialmente, na composição dos leques gigantes que farão parte do cenário que irá ocupar a sala expositiva.

 

-  Obras icônicas estão na mostra: a poltrona Vermelha (1998), a Favela (2003), a Corallo (2003), a Cadeira Harumaki produzida pelo Estúdio Campana e a Cocoon produzida pela Louis Vuitton.

 

- A poltrona Vermelha (foto) foi feita com o uso de uma corda de tecido trançada de modo único sobre uma estrutura de aço. Esta foi a primeira peça a ser licenciada por uma empresa italiana (Edra).

 

- Peças do início da carreira, como três cadeiras da coleção Desconfortáveis (1989); até trabalhos mais recentes, como a inédita linha de móveis Assimétrica (2017), produzida pela Tok&Stok estão na mostra.

 

Poltrona Vermelha, que se tornou um ícone do design mundial. Foto Emilio Tremolada

Poltrona Vermelha, que se tornou um ícone do design mundial. Foto Emilio Tremolada

 

 

 

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Alunos de Arquitetura participam da montagem da mostra. Foto Divulgação/MON

 

- Além do design de mobiliário, a mostra contará também com trabalhos gráficos dos Irmãos Campana, tais como gravuras e desenhos mais autorais.

 

- Haverá também uma grande variedade de peças licenciadas por empresas internacionais e nacionais, tais como A Lot of BrasilTok&StockAlessi, Grendene, Lacoste, Lasvit, Louis Vuitton, Skitsch, entre outras.

 

 - As peças Campana fazem parte de coleções permanentes de renomadas instituições culturais como MoMa, em Nova York; Centre Georges Pompidou, em Paris; Vitra Design Museum, em Weil am Rhein; Museu de Arte Moderna de São Paulo e, também, Musée Les Arts Décoratifs, em Paris.

 

 

Serviço

Palestra com o os Irmãos Fernando e Humberto Campana

Data: 27 de abril, quinta, 19 horas

Auditório Poty Lazzarotto

345 lugares – a entrada será feita por ordem de chegada

Entrada gratuita

 

Abertura da mostra “Irmãos Campana”

Data: 27 de abril, quinta, às 20h – entrada gratuita na hora da abertura

Até 20 de agosto de 2017

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

Terça a domingo, das 10h às 18h – quartas com entrada franca

Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada gratuita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obras de García Márquez em exposição no Instituto Cervantes

25 abril, 2017 às 12:42  |  por Marianna Camargo
"Cem anos de Solidão" completa 50 anos e Gabo faria 90 em 2017. Foto Divulgação FNPI

“Cem anos de Solidão” completa 50 anos e Gabo faria 90 em 2017. Foto Divulgação FNPI

 

A Mostra bibliográfica: Gabriel García Márquez” aberta no Instituto Cervantes de Curitiba dia 22 de abril apresenta por 25 livros e 1 DVD do escritor (não será exibido o filme, somente a capa junto com os livros) – todos pertencentes ao acervo da biblioteca do Instituto. Está também em exibição a edição comemorativa dos 50 anos de publicação de Cien años de soledad (capa azul – foto), que foi doada pela Embaixada da Colômbia no Brasil.

“Gabo”, como é carinhosamente chamado, nasceu em no ano de 1927 em Aracataca, Colômbia, e faleceu no México em 2014, aos 87 anos. Trabalhou como jornalista no o jornal El Universal,  El Heraldo, El Espectador e participou num grupo de escritores para estimular a literatura. Foi correspondente internacional na Europa e Nova York, mudando-se depois para o México.

Publicou seu primeiro romance em 1955, “La Hojarasca”, na sequência “Ninguém escreve ao coronel”, “Crônica de uma morte anunciada” e “O amor nos tempos do cólera”, entre muitos outros. Em 1967 publica a obra-prima “Cem Anos de Solidão” – livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração -, considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico”. Em 1982, ganhou o Nobel de Literatura.

A exposição fica aberta até dia 6 de maio e tem entrada gratuita.

 

Exposição segue até o dia 6 de maio com entrada gratuita no Instituto Cervantes de Curitiba. Foto Divulgação/ Instituto Cervantes

A obra “Cem anos de Solidão” é considerada um marco do Realismo Fantástico. Foto Divulgação Instituto Cervantes de Curitiba

 

 

Serviço

Mostra bibliográfica: Gabriel García Márquez

Até dia 6 de maio, sábado

Local: Instituto Cervantes de Curitiba – sala de exposições

Rua Ubaldino do Amaral, 927, Alto da XV (próximo à Praça do Expedicionário)

Visitação: segunda a quinta-feira das 9h às 21h, sexta-feira das 9h às 18h, e sábado das 8h30 às 12h30

Entrada:gratuita

http://curitiba.cervantes.es

 

Manet, Goya, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Rembrandt em exposição no MON

30 março, 2017 às 17:12  |  por Marianna Camargo
Cristo Carregando Cruz (ca. 1475), Martin Schongauer - S+-«culo XV (+-« a pe+-¦a mais antiga da cole+-¦++¦o)

Cristo Carregando Cruz, de 1475, Martin Schongauer, a mais antiga da exposição. Foto Itaú Cultural

 

Mais de 50 grandes nomes da gravura entre os séculos XV e XIX. Quase 150 obras. Um mergulho na linguagem, na história, nos costumes, na visão da época. Uma nova leitura a cada traço, em cada incisão talhada em madeira, em metal, em tecido, em papel. Estas obras podem ser vistas a partir desta quinta, 30/03,  no Museu Oscar Niemeyer, na exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural”.

 

Uma mostra que exige tempo, atenção e possibilidades de grandes descobertas. A lupa, entregue ao público que visitar a mostra, é de grande valia para perceber detalhes das técnicas e temas das obras de artistas como: Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec, Rembrandt van Rijn, além de Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia – como a gravura Cristo Carregando Cruz, de 1475,  a mais antiga da exposição -  os artistas do século XIX Gustave Doré e as ilustrações que fez para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e o caricaturista Honoré-Victorien Daumier. Dele, são expostas diversas imagens, sendo uma delas o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período. A imagem é exposta de forma perpendicular à parede em uma moldura de acrílico, de modo a estar visível também a parte de trás da folha do jornal, com notícias e anúncios.

 

 

 

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Edouard Manet (1832-1883) Lola de Valence (s.d.). Foto Itaú Cultural

 

Como observa o curador Marcos Moraes, a imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios. “Podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas. Para abordar esse meio de criação é preciso, portanto, delimitar um escopo. A mostra Imagens Impressas propõe, assim, um percurso histórico pelas gravuras do Itaú Cultural, mapeando cinco séculos da produção gráfica europeia, iniciando-se por xilogravuras produzidas no século XV”.  A partir desse período, aprimoram-se as técnicas, são incorporadas inovações e é desenvolvida a linguagem gráfica. Por esse caminho, no século XIX, a gravura chega à autonomia.

 

Para acessar o folder clique neste link  https://issuu.com/monmuseu/docs/ap_folder_issu_imagens_impressas

 

 

Acervo de Artes Banco Itaú

Rembrandt – Autorretrato com boina e roupa bordada. Foto Itaú Cultural

 

 

Serviço

Exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural”

Abertura: 30 de março, quinta, às 19 horas, entrada gratuita na abertura

Até 27 de julho de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Sala 3

 

Dias e horários especiais

Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h

Primeira quinta do mês: horário estendido até 20h, gratuito após as 18h.

Programação especial todos os domingos

 

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

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