10 curiosidades sobre a mostra sobre os Irmãos Campana no MON

27 abril, 2017 às 16:46  |  por Marianna Camargo

Abre hoje, quinta (27/04), a mostra sobre os Irmãos Campana -  designers mundialmente conhecidos -  no “Olho” do MON.

Confira algumas curiosidades sobre o espaço e a mostra.

 

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Os irmãos Humberto (esq,) e Fernando Campana fundaram o Estúdio Campana há 34 anos. Foto: Divulgação Estudio Campana

 

 

- O espaço onde acontece a mostra, o “Olho”, foi projetado por Oscar Niemeyer e executado em tempo recorde: apenas 6 meses.

 

- o “Olho” tem mais de 1.500 metros quadrados, 30 metros de largura e 70 metros de altura.

 

A construção do Olho foi feita em apenas 6 meses. O projeto é de Oscar Niemeyer. Foto Carlos Renato Fernandes

A construção do Olho foi feita em apenas 6 meses. O projeto é de Oscar Niemeyer. Foto Carlos Renato Fernandes

 

-  A cenografia da mostra foi elaborada pelos Irmãos Campana para dialogar com a obra de Niemeyer – referência para os designers.

 

- Mais de cem alunos voluntários do curso de Arquitetura da PUC PR e SC (Campus Curitiba e Joinville)  participaram da montagem. Eles atuam, especialmente, na composição dos leques gigantes que farão parte do cenário que irá ocupar a sala expositiva.

 

-  Obras icônicas estão na mostra: a poltrona Vermelha (1998), a Favela (2003), a Corallo (2003), a Cadeira Harumaki produzida pelo Estúdio Campana e a Cocoon produzida pela Louis Vuitton.

 

- A poltrona Vermelha (foto) foi feita com o uso de uma corda de tecido trançada de modo único sobre uma estrutura de aço. Esta foi a primeira peça a ser licenciada por uma empresa italiana (Edra).

 

- Peças do início da carreira, como três cadeiras da coleção Desconfortáveis (1989); até trabalhos mais recentes, como a inédita linha de móveis Assimétrica (2017), produzida pela Tok&Stok estão na mostra.

 

Poltrona Vermelha, que se tornou um ícone do design mundial. Foto Emilio Tremolada

Poltrona Vermelha, que se tornou um ícone do design mundial. Foto Emilio Tremolada

 

 

 

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Alunos de Arquitetura participam da montagem da mostra. Foto Divulgação/MON

 

- Além do design de mobiliário, a mostra contará também com trabalhos gráficos dos Irmãos Campana, tais como gravuras e desenhos mais autorais.

 

- Haverá também uma grande variedade de peças licenciadas por empresas internacionais e nacionais, tais como A Lot of BrasilTok&StockAlessi, Grendene, Lacoste, Lasvit, Louis Vuitton, Skitsch, entre outras.

 

 - As peças Campana fazem parte de coleções permanentes de renomadas instituições culturais como MoMa, em Nova York; Centre Georges Pompidou, em Paris; Vitra Design Museum, em Weil am Rhein; Museu de Arte Moderna de São Paulo e, também, Musée Les Arts Décoratifs, em Paris.

 

 

Serviço

Palestra com o os Irmãos Fernando e Humberto Campana

Data: 27 de abril, quinta, 19 horas

Auditório Poty Lazzarotto

345 lugares – a entrada será feita por ordem de chegada

Entrada gratuita

 

Abertura da mostra “Irmãos Campana”

Data: 27 de abril, quinta, às 20h – entrada gratuita na hora da abertura

Até 20 de agosto de 2017

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

Terça a domingo, das 10h às 18h – quartas com entrada franca

Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada gratuita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obras de García Márquez em exposição no Instituto Cervantes

25 abril, 2017 às 12:42  |  por Marianna Camargo
"Cem anos de Solidão" completa 50 anos e Gabo faria 90 em 2017. Foto Divulgação FNPI

“Cem anos de Solidão” completa 50 anos e Gabo faria 90 em 2017. Foto Divulgação FNPI

 

A Mostra bibliográfica: Gabriel García Márquez” aberta no Instituto Cervantes de Curitiba dia 22 de abril apresenta por 25 livros e 1 DVD do escritor (não será exibido o filme, somente a capa junto com os livros) – todos pertencentes ao acervo da biblioteca do Instituto. Está também em exibição a edição comemorativa dos 50 anos de publicação de Cien años de soledad (capa azul – foto), que foi doada pela Embaixada da Colômbia no Brasil.

“Gabo”, como é carinhosamente chamado, nasceu em no ano de 1927 em Aracataca, Colômbia, e faleceu no México em 2014, aos 87 anos. Trabalhou como jornalista no o jornal El Universal,  El Heraldo, El Espectador e participou num grupo de escritores para estimular a literatura. Foi correspondente internacional na Europa e Nova York, mudando-se depois para o México.

Publicou seu primeiro romance em 1955, “La Hojarasca”, na sequência “Ninguém escreve ao coronel”, “Crônica de uma morte anunciada” e “O amor nos tempos do cólera”, entre muitos outros. Em 1967 publica a obra-prima “Cem Anos de Solidão” – livro que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração -, considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo único do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico”. Em 1982, ganhou o Nobel de Literatura.

A exposição fica aberta até dia 6 de maio e tem entrada gratuita.

 

Exposição segue até o dia 6 de maio com entrada gratuita no Instituto Cervantes de Curitiba. Foto Divulgação/ Instituto Cervantes

A obra “Cem anos de Solidão” é considerada um marco do Realismo Fantástico. Foto Divulgação Instituto Cervantes de Curitiba

 

 

Serviço

Mostra bibliográfica: Gabriel García Márquez

Até dia 6 de maio, sábado

Local: Instituto Cervantes de Curitiba – sala de exposições

Rua Ubaldino do Amaral, 927, Alto da XV (próximo à Praça do Expedicionário)

Visitação: segunda a quinta-feira das 9h às 21h, sexta-feira das 9h às 18h, e sábado das 8h30 às 12h30

Entrada:gratuita

http://curitiba.cervantes.es

 

Manet, Goya, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Rembrandt em exposição no MON

30 março, 2017 às 17:12  |  por Marianna Camargo
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Cristo Carregando Cruz, de 1475, Martin Schongauer, a mais antiga da exposição. Foto Itaú Cultural

 

Mais de 50 grandes nomes da gravura entre os séculos XV e XIX. Quase 150 obras. Um mergulho na linguagem, na história, nos costumes, na visão da época. Uma nova leitura a cada traço, em cada incisão talhada em madeira, em metal, em tecido, em papel. Estas obras podem ser vistas a partir desta quinta, 30/03,  no Museu Oscar Niemeyer, na exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural”.

 

Uma mostra que exige tempo, atenção e possibilidades de grandes descobertas. A lupa, entregue ao público que visitar a mostra, é de grande valia para perceber detalhes das técnicas e temas das obras de artistas como: Edouard Manet, Eugène Delacroix, Francisco Goya, Henri de Toulouse-Lautrec, Rembrandt van Rijn, além de Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia – como a gravura Cristo Carregando Cruz, de 1475,  a mais antiga da exposição -  os artistas do século XIX Gustave Doré e as ilustrações que fez para o livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e o caricaturista Honoré-Victorien Daumier. Dele, são expostas diversas imagens, sendo uma delas o original de uma charge publicada no jornal Le Charivari, um dos principais veículos franceses no período. A imagem é exposta de forma perpendicular à parede em uma moldura de acrílico, de modo a estar visível também a parte de trás da folha do jornal, com notícias e anúncios.

 

 

 

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Edouard Manet (1832-1883) Lola de Valence (s.d.). Foto Itaú Cultural

 

Como observa o curador Marcos Moraes, a imagem impressa acompanha a humanidade desde os seus primórdios. “Podemos remontar essa trajetória às primeiras mãos marcadas, por meio de pigmentos, nas paredes de grutas e cavernas. Para abordar esse meio de criação é preciso, portanto, delimitar um escopo. A mostra Imagens Impressas propõe, assim, um percurso histórico pelas gravuras do Itaú Cultural, mapeando cinco séculos da produção gráfica europeia, iniciando-se por xilogravuras produzidas no século XV”.  A partir desse período, aprimoram-se as técnicas, são incorporadas inovações e é desenvolvida a linguagem gráfica. Por esse caminho, no século XIX, a gravura chega à autonomia.

 

Para acessar o folder clique neste link  https://issuu.com/monmuseu/docs/ap_folder_issu_imagens_impressas

 

 

Acervo de Artes Banco Itaú

Rembrandt – Autorretrato com boina e roupa bordada. Foto Itaú Cultural

 

 

Serviço

Exposição “Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural”

Abertura: 30 de março, quinta, às 19 horas, entrada gratuita na abertura

Até 27 de julho de 2017

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Sala 3

 

Dias e horários especiais

Toda quarta gratuita com programação especial: 10h às 18h

Primeira quinta do mês: horário estendido até 20h, gratuito após as 18h.

Programação especial todos os domingos

 

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter: monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

 

 

Arquitetura de Kirschgässner é tema de oficinas na “Farol Arte e Ação”

28 março, 2017 às 16:22  |  por Marianna Camargo

 

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Edifício projetado por Frederico Kirschgässner, na Rua Portugal, 63. Foto Gilson Camargo

 

 

A  Galeria “Farol Arte e Ação” está com  inscrições abertas para o projeto “NEBLINA”, que consiste na realização de oficinas teórico-práticas, tendo como ponto de partida o projeto arquitetônico do modernista alemão Frederico Kirchgassner (1899-1988) , localizado na Rua Portugal. A ideia é realizar um programa dedicado a práticas site-specific em diálogo direto com esta construção.

 

A programação inclui: “Maquetes de Papel”, com o arquiteto Gabriel Gallarza, “Expografias Experimentais”, realizada pela arquiteta recifense Morgana Braga, “O Problema do Lugar da Arte”, com a artista Deborah Bruel e “Práticas de registro e memória”, ministrado pelo fotógrafo Gilson Camargo. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas por e-mail ou telefone (serviço), com início dia 2 de de abril.

 

 

A Galeria Farol Arte e Ação promove o Projeto "Neblina"

A Galeria Farol Arte e Ação promove o Projeto “Neblina”

 

 

Sobre Kirschgässner

Kirchgässner nasceu na Alemanha em 1899, vindo para o Brasil pouco tempo depois em 1909. Instalado em Curitiba, estudou Artes Plásticas e Arquitetura por correspondência na Architectktur System Karnack-Hachfeld de Potsdam e na Deutche Kunstschule de Berlim. No final da década de 1920, foi para Berlim fazer provas e tirar seu diploma. Lá conheceu Hilda (1902-1999), sua prima, com quem já trocava cartas. Apaixonaram-se, casaram-se e vieram para o Brasil.

 

Aqui, o arquiteto projetou a casa em que moraria com Hilda, no ano de 1930. Na Rua Jaime Reis, no centro da capital paranaense, a casa de Kirchgässner surpreendeu com a estética modernista que só seria difundida no país nas décadas de 1950 e 1960. A edificação com laje ao invés de telhado, com pórticos no terraço emoldurando a paisagem, seguia a tendência modernista já reconhecida na Europa e Estados Unidos, com Le Corbusier, Ludwig Mies van der Rohe, Alvar Aalto e Frank Lloyd Wright. Em Curitiba, o usual eram as casas com grandes telhados inclinados, herança da colonização europeia.

 

Kirchgässner desenhou e produziu móveis de design inovador, criando um mobiliário notável. O arquiteto projetou também a casa de seu irmão, Bernardo Kirchgässner, e este edifício, na Rua Portugal. Para quem quiser conhecer melhor o trabalho do arquiteto, o Museu Oscar Niemeyer abriu a exposiçãoKirchgassner: um modernista solitário”, com curadoria de Salvador Gnoato, que fica em cartaz até dia 4 de junho de 2017.

 

 

Frederico e Hilda Kirschgassner nacCasa modernista na Jaime Reis. Foto: Acervo família Kirschgassner

Frederico e Hilda Kirschgassner na casa modernista da Jaime Reis. Foto: Acervo família Kirschgassner

 

 

Sobre o espaço

A Farol Arte e Ação, fundada por Margit Leisner, trabalha com contextos relacionados às práticas contemporâneas. É uma iniciativa autodependente dedicada à noção de mobilidade (ex. mobilidade urbana, trânsito entre linguagens, etc.), espaço de recepção, distribuição e comunicação por meio da arte. O projeto da galeria é parte do agenciamento Farol Arte e Ação, iniciativa de natureza artística que joga luz sobre o pensamento contemporâneo a partir de uma perspectiva local.

 

Serviço

Galeria Farol Arte e Ação

41 9 9690 77 32

galeriafarol@gmail.com

 

Projeto NEBLINA

http://farolshow.com.br/br/cozinha

 

OFICINA DE MAQUETE DE PAPEL / GABRIEL GALLARZA, arquiteto urbanista do estúdio Oficina Projetos

Data: 02/04 a 04/06

Carga horária – 24 horas

Agenda: tardes dos domingos – 8 encontros : 15 as 18h

Investimento: R$ 720,00 (2 mensalidades de R$ 360,00)

Vagas: 8

 

O PROBLEMA DO LUGAR DA ARTE / DEBORAH BRUEL

Datas: 05/04 até 24/05

Quartas-feiras, das 15 às 18hs

Carga horária 24 horas

Investimento: R$ 720,00 ( 2 mensalidades de R$ 360,00)

Vagas: 8

 

Expografia : Pensando a expografia e a cidade para ações expositivas / Morgana Braga (Recife), arquiteta

Data: 06/05 a 27/05

Sábados das 15 às 18 hs

Carga horária 12 horas

Investimento: R$ 360,00

Vagas: 8

 

PRÁTICAS DE REGISTRO E MEMÓRIA / Gilson Camargo, fotógrafo, autor do blog Olhar Comum – http://www.olharcomum.com.br

Datas: 02/04 a 04/06

8 encontros: 4 sábados das 11h as 12h30 + almoço, e 4 datas a serem definidas no início dos trabalhos em consonância com os interesses apresentados pelos participantes e as datas estabelecidas pelas outras oficinas.

Investimento: R$ 720,00 (2 mensalidades de R$ 360,00)

Vagas: 10

Mostra sobre Regina Vogue narra sua trajetória

27 março, 2017 às 09:54  |  por Marianna Camargo

 

Regina Vogue tem mais de 50 anos de carreira como atriz .Fundou sua própria companhia em 1986 e se especializou em espetáculos para o público infantojuvenil. Foto Chico Nogueira

Regina Vogue tem mais de 50 anos de carreira como atriz. Fundou sua própria companhia em 1986 e se especializou em espetáculos para o público infantojuvenil. Foto Chico Nogueira

 

Com mais de 50 anos de carreira como a atriz, Regina Vogue ganha a mostra “As mulheres em Regina Vogue”, que inaugura nesta segunda, dia 27/03, no hall da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), a partir das 17 horas, com entrada gratuita. A data também celebra o Dia Mundial do Teatro.

 

Regina Vogue se destacou também como uma grande empreendedora cultural. Fundou sua própria companhia em 1986 e se especializou em espetáculos para o público infantojuvenil. Desde então vem colecionando diversos prêmios de teatro para crianças. Todo esse amor e dedicação pelas artes tornaram possível um sonho da artista: ter um teatro com o seu nome. Para ela, a inauguração do Teatro Regina Vogue em 2004 é um dos capítulos mais especiais de sua trajetória nas artes cênicas.

 

A mostra, que pode ser vista até 9 de junho, é composta por um painel  que apresenta de forma cronológica a vida da artista, e outros 12 trazem fotos da carreira de Regina Vogue. Também compõe a exposição um vídeo com depoimentos de personalidades do cenário artístico paranaense.

 

 

A mostra tem também um vídeo com depoimentos de personalidades do cenário artístico paranaense. Foto Fernando Dias

A mostra tem também um vídeo com depoimentos de personalidades do cenário artístico paranaense. Foto Fernando Dias

 

Serviço

Abertura da exposição “As mulheres em Regina Vogue”

27 de março de 2017 às 17h

A exposição permanece até de 9 junho de 2017

Hall da Secretaria de Estado da Cultura

Rua Ébano Pereira, 240 – Centro. Curitiba-PR

Visitação de segunda a sexta-feira das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h

www.cultura.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

 

 

 

 

 

 

Artista francês inaugura mostra e tatua sua obra nas pessoas

24 março, 2017 às 10:30  |  por Marianna Camargo

 Interessados podem escolher fragmentos da obra para tatuar

 

"Gosto de criar, de inovar, construir algo diferente, sentir e conectar pessoas. Esse projeto criará essa conexão, e isso é o mais importante nele”. Foto Mateus Sari / insta@saritattooist

“Gosto de criar, de inovar, construir algo diferente, sentir e conectar pessoas. Esse projeto criará essa conexão, e isso é o mais importante nele”, explica o artista. Foto Matheus Sari /@saritattooist

 

O artista e tatuador Olivier Poinsignon traz especialmente ao Estúdio Galeria Teix, em Curitiba, uma experiência única: na mostra que abre nesta sexta, dia 24/3, “Primitive” – composta de ilustrações inéditas criadas por ele durante residência no estúdio – uma das paredes será coberta por uma obra única, da qual os visitantes poderão escolher fragmentos para transformar em uma tatuagem feita por ele. Desta forma, as pessoas tatuadas estarão, mesmo que não se conheçam, conectadas para sempre com detalhes de um projeto único. Olivier é um dos mais renomados tatuadores europeus da nova geração e está no Brasil pela primeira vez, cada tatuagem custará em torno de R$ 600.

 

“Em minha opinião, a tatuagem é a maior e mais poderosa linguagem artística da atualidade. Pode ser algo muito fácil de entender ou algo muito específico, conectando muitas pessoas à arte contemporânea. A tatuagem faz com que as pessoas se comuniquem. Para mim, respeitar o corpo e a linguagem representa uma grande motivação. Essa é a minha conexão artística com o mundo.”, diz o artista.

 

 

A exposição “Primitive”  será a primeira Ocupação na Galeria Teix em 2017. Foto Matheus sari/@saritattooist.

A exposição “Primitive” será a primeira Ocupação na Galeria Teix em 2017. Foto Matheus Sari/@saritattooist.

 

Laboratório

Olivier traz a Curitiba também o seu “Laboratório”, projeto no qual não há qualquer tipo de comunicação oral entre tatuador e tatuado – a ideia final do desenho sairá a partir de observações que deverão romper a barreira da língua. “O que importa é ser fiel a mim e às pessoas que me escolherem. Gosto de garantir aos trabalhos uma solidez e uma legibilidade que não percam impacto com o tempo. Meu objetivo é entrar na vida das pessoas e encontrar um detalhe pessoal que possa expressar, mesmo sem conhecer sua história”, explica.

“Luto para tornar as coisas diferentes, buscando encontrar algo específico nos lugares e nas pessoas. Estar na Teix, onde tantas tatuagens autorais com estilo mais gráfico nasceram, é incrível. Quero continuar seguindo nesta direção”, finaliza. A exposição Primitive – uma referência à linguagem original e indomada utilizada por Olivier em sua arte – será a primeira Ocupação na Galeria Teix em 2017.

Na abertura hoje, sexta-feira (24/03), os visitantes já podem escolher os fragmentos das obras para tatuar durante o fim de semana (25 e 26/03). Até dia 29/03, Olivier está com a agenda aberta para interessados em participar de seu Laboratório. Para conhecer mais o trabalho do artista, acesse: http://oliviertattoo.blogspot.com.br/p/tattoo.html

 

 

 “Primitive” é uma referência à linguagem  indomada utilizada por Olivier. Foto Matheus Sari/@saritattooist

“Primitive” é uma referência à linguagem indomada utilizada por Olivier. Foto Matheus Sari/@saritattooist

Estúdio Galeria Teix

O Estúdio Galeria Teix é pioneiro no conceito de tatuagem autoral na cidade de Curitiba, uma das importantes capitais brasileiras no sul do país, onde os bairros alternativos são tendência e a cultura da tatuagem é muito estimada. O espaço possui uma Galeria de arte contemporânea que faz parte do circuito de galerias da cidade,  proporcionando ao público a possibilidade de se utilizar desta estrutura para realizarem seus projetos artísticos. Mais informações: www.estudioteix.com.br

 

 

Serviço

Estúdio Galeria Teix

Alameda Augusto Stellfeld, 1581

Abertura da mostra “Primitive”, de Olivier Poinsignon : sexta-feira (24/03), às 20h

Tatuagens “Primitive”: sábado e domingo (25 e 26/03), das 10h às 16h

Laboratório: até dia 29/03

Agendamentos pelo fone (41) 3018.2732

 

“Baralho underground” no Acervo Circular

17 março, 2017 às 12:00  |  por Marianna Camargo
Cartas são inspiradas nos personagens do centro de São Paulo. Imagem: Paula Duarte

Cartas são inspiradas nos personagens do centro de São Paulo. Imagem: Paula Duarte

O Acervo Circular, um dos espaços mais bacanas da cidade, cravado no centro histórico de Curitiba, recebe apenas neste domingo, 19/03, uma mini exposição intitulada “Baralho Underground – mais outras séries”, de Paula Jardim, ilustradora e muralista carioca.

O material, produzido pela Copag,  tem 54 cartas ilustradas com tiragem limitada. O Baralho Underground faz parte dos projetos ilustrados que foram inspirados no Centro de São Paulo, uma associação dos personagens das cartas com habitantes da vida noturna.

Além da mostra, a artista realiza um workshop de estamparia corrida, dia 18/03, sábado, no espaço Album Fashion Think, da loja Album Hits. O público poderá aprender mais sobre estamparia, do tratamento de imagens à construção de estampas complexas.

Paula desenvolve projetos diversos para área de moda, murais, editorial e cenografia. Autora do E-book “Tudo sobre Estamparia” e atuante na indústria têxtil, com clientes como Santa Constância, Maria Filó, Editora Abril, Livraria Cultura entre outros. Para saber mais sobre a artista: paulajardim.com

Sobre o espaço – O Acervo Circular é um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Fica no setor histórico de Curitiba, ao lado do Largo da Ordem na Rua Mateus Leme, em frente ao antigo Cine Bristol. A casa do ano de 1929 foi restaurada e repaginada de modo sustentável, contando com muitas lembranças do passado e materiais reutilizados. Artistas e criadores colaborativos têm espaço aberto para criar e expor seus trabalhos, valorizando raízes e identidades locais.

 

O Acervo Circular é um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Foto Paolo Provenzano

O Acervo Circular é um ateliê colaborativo urbano que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria. Foto Paolo Provenzano

 

 

Serviço:

Oficina de Estamparia com Paula Jardim

Data: 18/03, sábado

Capacidade: 10 pessoas

Valor: R$250,00 (pode ser parcelado em duas vezes)

Contato: 3408- 0205

Horário: 10h às 14h

Local: Album Hits

Rua Brigadeiro Franco, 1193 loja 1.

 

“Baralho Underground – mais outras séries”, de Paula Jardim

Data: apenas neste domingo, dia 19/03

Horário: 11h às 18h

Local: Acervo Circular

Mateus Leme, 142

 

Últimos dias para ver Julio Le Parc, Christian Megert, Palatnik, Ianelli, Maria Bonomi no “Olho” do MON

14 março, 2017 às 10:59  |  por Marianna Camargo

 

Mostra fica em  cartaz até este domingo, 19/03

 

Obra do suíço Christian Megert (1936), integrante do grupo ZERO,  que criou um novo conceito de arte na Europa, que acabou se espalhando pelo mundo, inclusive pelo Brasil e América Latina

Obra do suíço Christian Megert (1936), integrante do grupo de vanguarda ZERO, criado no fim da década de 1950. Foto Marcello Kawase/MON

A união dos acervos do MAC ( Museu de Arte Contemporânea do Paraná) e do MON ( Museu Oscar Niemeyer) resultou em uma exposição que deve ser vista: “MAC-MON – um diálogo” fica em cartaz só até este domingo, dia 19 de março, no MON.

São mais de 50 obras de grandes dimensões, apropriadas para o local: o “Olho” do Museu Oscar Niemeyer, espaço com cerca de 1.800 metros quadrados. Adriana Tabalipa, Bernadete Amorim, Carina Weidle, Eliane Prolik, Daniel Senise, Dulce Osinski,  Dudi Maia Rosa, José Rufino, Orlando Azevedo, Siron Franco, Regina Silveira, Emanoel Araújo, Isidro Blasco, João Osorio Brzezinski, Nelson Leirner, José Antonio de Lima, José Balmes Parramon, Osmar Chromiec são alguns dos nomes que compõem a mostra.

 

São mais de 50 obras em um espaço de mais de 1.400 metros quadrados

São mais de 50 obras em um espaço de mais de 1.400 metros quadrados. Foto Marcello Kawase/MON

MAC-PR

O acervo do MAC-PR  incorporou parte do acervo artístico do antigo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura, que reunia prêmios de aquisição do Salão Paranaense, aquisições por compra, doações de artistas e colecionadores. Outros eventos promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura contribuíram para ampliar o acervo, como o Salão de Arte Religiosa Brasileira (1965-1975), o Salão de Artes Plásticas para Novos (1957-2002), a Mostra do Desenho Brasileiro (1979-2004) e o Projeto Faxinal das Artes (2002).Atualmente o museu tem cerca de 1.700 obras dos mais representativos nomes das artes visuais do país, abrangendo pintura, desenho, gravura, escultura, fotografia, objeto, tapeçaria, colagem, instalação e vídeo.

 
MON
Inaugurado em 22 de novembro de 2002 com o nome de NovoMuseu, reuniu os acervos do Museu de Arte do Paraná (MAP) e do Banestado em um único lugar. Em 2003, ganhou o nome de Museu Oscar Niemeyer. O espaço proporcionou ao Estado sua inclusão no roteiro de exposições nacionais e internacionais, antes mais restrito ao eixo Rio-São Paulo. Hoje o MON possui um acervo com cerca de 4 mil obras de artistas expressivos no cenário nacional e internacional, com peças doadas e adquiridas.
 
A mostra apresenta pintura, instalação, tridimensional, entre outras técnicas. Foro Maíta Franco/MON

A mostra apresenta pintura, instalação, tridimensional, entre outras técnicas. O Olho tem cerca de 1800 metros quadrados, 30 metros de altura e 70 metros de largura. Foto Maíta Franco/MON

Exposição “MAC-MON: Um diálogo”

Local Museu Oscar Niemeyer

Período expositivo: 14 de abril a 19 de março de 2017
Local: Olho
Terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia-entrada)
Rua Marechal Hermes, 999
41 3350 4400

 

“Atos” reúne 13 artistas na ZB Galeria

11 março, 2017 às 13:15  |  por Marianna Camargo
Sandra Hiromoto - Nem toda nudez quer ser vestida - acrílica sobre tela 2017

Sandra Hiromoto “Nem toda nudez quer ser vestida”, 2007. Foto Divulgação

Curitiba ganha uma nova exposição que pode ser vista de 11 de março a 5 de maio -  “Atos”, composta por 13  artistas: Alfi Vivern, André Coelho, Denise Ferioli, Diogo Duda, Eleutherio Netto, Elizabeth Titton, Helena Wong, Kazuo Wakabayashi, Manabu Mabe, Maria Cheung, Rodrigo Pereira, Sandra Hiromoto e Zuleika Bisacchi, que utilizam diferentes técnicas, como pintura, serigrafia e modelagem em argila.

Denise Ferioli, Nossa Senhora Do Caos. Foto Divulgação

Denise Ferioli. “Nossa Senhora Do Caos”. Foto Divulgação

Rodrigo Pereira - Frame 1

Rodrigo Pereira. “Frame 1″. Foto Divulgação

A mostra acontece na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte (ou simplesmente ZB Galeria) e marca uma nova etapa do local, anteriormente chamado Diretriz Arte Contemporânea, em atividade há mais de um ano.

Maria Cheung. "Nui Toy", 2008. Foto Divulgação

Maria Cheung. “Nui Toy”, 2008. Foto Divulgação

De acordo com a proprietária, que imprime seu nome ao espaço, ” A Zuleika Bisacchi Galeria de Arte tem por princípio construir um trabalho de responsabilidade, critério, coerência, integridade e respeito para com os artistas e o público apreciador das artes em suas diversas linguagens e criações artísticas”.

A mostra tem entrada gratuita e pode ser vista de segunda a sábado, das 10h às 22h, e  domingo, das 14h às 20h.

Kazuo Wakabayashi, Pássaros, 2006, serigrafia - 28 de 120, 72x72cm

Kazuo Wakabayashi. “Pássaros”, 2006. Foto Divulgação

Serviço:

Mostra “Atos”

Período expositivo: 11 de março a 5 de maio de 2017

Local: Zuleika Bisacchi Galeria de Arte

Endereço: Av. Batel, 1868 (Shopping Pátio Batel, 3º piso / loja 329)
Horários de visitação: segunda a sábado das 10h às 22h, domingo das 14h às 20h.
Entrada gratuita
Informações: (41) 3020-3667

 

 

 

Eliane Prolik leva à Pinacoteca a instalação “Pra que”

4 março, 2017 às 12:02  |  por Marianna Camargo

 

A instalação “Pra que” (2007-2009), da artista curitibana Eliane Prolik, pode ser vista a partir do dia 4 de março, sábado, na Pinacoteca de São Paulo.  A obra possui 45 placas de veículo em alumínio e pintura eletroestática que ficam suspensas na parede e possuem palavras em relevo branco sobre branco. “Essa obra explora o potencial de confronto entre a palavra e a imagem. Será a oportunidade apresentá-la pela primeira vez na Pinacoteca e no Estado e de propor um diálogo com as demais obras expostas na Pinacoteca neste período”, explica a curadora Valeria Piccoli.

 

 

Sua obra traz o rumor incessante encontrado em nossa experiência urbana, efetiva a transposição de materiais e coisas cotidianas para a arte. Foto Eliane Prolik

A obra possui 45 placas de veículo em alumínio e pintura eletroestática que ficam suspensas na parede e possuem palavras em relevo branco sobre branco. Foto Eliane Prolik

 

Para a artista, “Pra que” trata da experiência urbana, dos fluxos do trânsito e do pensamento e formulação de linguagem. Além de questionar o sentido das coisas. “A apreensão da obra se dá para quem se situa diante dela, na possibilidade de formar conjuntos diversos, maiores ou menores de leituras. Cada placa é um objeto em si, porém aberto a conexões e associações com as demais. Onde estamos e como operamos essas escolhas é relevante para o processo de significação”, explica Prolik.

Desde 1986, a artista dedica-se à produção tridimensional, trata com precisão e leveza as qualidades da matéria, da forma e do espaço utilizando-se de operações conceituais e procedimentos de apropriação de elementos do nosso cotidiano, o que envolve a experiência corporal e perceptiva do público.

 

“A apreensão da obra se dá para quem se situa diante dela, na possibilidade de formar conjuntos diversos, maiores ou menores de leituras", analisa a artista. Foto Kraw Penas/SEEC

“A apreensão da obra se dá para quem se situa diante dela, na possibilidade de formar conjuntos diversos, maiores ou menores de leituras”, analisa a artista. Foto Kraw Penas/SEEC

 

Sua obra traz o rumor incessante encontrado em nossa experiência urbana, efetiva a transposição de materiais e coisas cotidianas para a arte. Lida com o paradoxo de um silêncio ruidoso, da leveza e equilíbrio instáveis e tensos, do movimento em trânsito frente à fixidez.

A artista transpõe por meio de sua obra reverberações do mundo, seja por meio da espacialidade, da cor, da palavra, do jogo ou de outras relações questionadoras e inventivas na construção do seu trabalho. Suas apropriações criam uma inversão e um contraponto para uma visão acostumada com cada coisa em seu lugar.

 

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“Cada placa é um objeto em si, porém aberto a conexões e associações com as demais. Onde estamos e como operamos essas escolhas é relevante para o processo de significação”, explica a artista. Foto Eliane Prolik

 

A instalação de Eliane Prolik já foi exposta em Londrina e Curitiba e faz parte da coleção da instituição desde 2012, quando foi adquirida pelos integrantes do Programa Patronos da Arte Contemporânea, projeto pioneiro fundado pela Pinacoteca neste mesmo ano.

 

A obra possui 45 placas de veículo em alumínio e pintura eletroestática que ficam suspensas na parede e possuem palavras em relevo branco sobre branco. Foto Eliane Prolik

A obra explora o potencial de confronto entre a palavra e a imagem, de acordo com a curadora Valeria Piccoli . Foto Eliane Prolik

 

A instalação permanece em cartaz até 22 de maio de 2017, no segundo andar da Pinacoteca – Praça da Luz, 2. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 – com permanência até as 18h – e o ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam. Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.

Mais informações:  pinacoteca.org.br – (11) 3324-1000.

 

Foto Eliane Prolik

Foto Eliane Prolik

Foto Eliane Prolik

Foto Eliane Prolik

Foto Eliane Prolik

Foto Eliane Prolik