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“Visiva” realiza um dos maiores eventos de arte e tatuagem do país

12 outubro, 2017 às 15:51  |  por Marianna Camargo

 “Visiva 2017″  tem várias atrações nacionais e internacionais confirmadas. A curadora de arte nova-iorquina Morgan English vai falar sobre a renomada galeria digital tattrx.com, fundada e editada por ela

 

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Kat Alden (Brasil)

 

A segunda edição do Visiva, “Arte que Transforma”, será realizada de 13 a 15 de outubro e traz a Curitiba artistas, tatuadores e pesquisadores de várias mídias e de diversas partes do mundo para pensar, fomentar e produzir tatuagem e arte contemporânea.

A abertura é nesta sexta (13), a partir das 19 horas, no Estúdio e Galeria Teix .  O evento  terá exposições de arte, tatuagem, oficinas, shows e diversas outras atividades, como workshop para tatuadores iniciantes, palestras, debates e bate-papos. “Todo esse conjunto deve dialogar com o tema principal do Visiva: a arte geradora não apenas de transformações sociais, mas também de profundas mudanças no corpo e na alma dos que se dispõem a viver essa experiência”, conta a organizadora Jô Maciel.

 

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Artem Korobov (Russia)

 

 

 

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André Cast (Brasil)

 

Participam convidados nacionais e internacionais, como o coletivo argentino Kizun, Valeria e Pablo, que trabalham juntos em diferentes suportes – o principal deles a pele; e a ucraniana Rita Zolotuhina, a ‘Rit Kit’, que tem chamado atenção no mundo todo por suas tatuagens botânicas bem diferentes das que costumamos ver, pois ao invés do estêncil utiliza carbono e plantas vivas, pressionando-as contra a pele, para criar os desenhos. Também do Leste Europeu vem o russo Artem Korobov. E, do México, Stan Leeray, além de diversos tatuadores de vários estados brasileiros, como a “tattoista” Ingryd Guimarães.

 

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Jack Holmer (Brasil). Foto Rafael Dabul

 

Crítica 

Nem apenas artistas estarão presentes nesta edição. Dos Estados Unidos virá uma das principais curadoras de arte contemporânea da tatuagem do mundo, nova-iorquina Morgan English. Ela é fundadora e editora da renomada e mundialmente famosa galeria digital tattrx.com e trabalha também como crítica de tatuagem independente e agente para novos artistas. Ela fará palestra sobre o tattrx, seguida de bate-papo com o público.

 

A abertura oficial do evento será na noite do dia 13 de outubro, sexta-feira, com coquetel, exposição da dupla Kizun e show da banda Gringo’s Washboard, trazendo ao evento a tradicional música negra de New Orleans.

 

Kizun ( Argentina)

Kizun ( Argentina)

 

 PROGRAMAÇÃO

SEXTA, 13 de outubro

15h Oficina de tatuagem para iniciantes, com Marco Teix. Três horas de duração e vagas limitadas.

19h Abertura oficial, seguida da abertura da exposição do grupo de artistas Kizun e coquetel aberto ao público, com show da Gringo´s Washboard Band.

 

SÁBADO, 14 de outubro

 

11h Conversa informal com tatuadores residentes e convidados — Passando por temas tais quais construção de portfolio, desenvolvimento de carreira, questões técnicas, equipamento, inspiração, vida e tudo mais que possa surgir no momento. A conversa será aberta e, quando necessário, haverá tradução.

 

13h30 Sessões de tatuagem experimental — Seguindo o ideal da tatuagem como linguagem, tatuadores convidados irão propor e executar, ao vivo, trabalhos altamente artísticos e/ou conceituais nos bravos de coração que aceitarem participar dessa experiência única, celebrando juntos a mudança através da arte.

 

18h00 Contextualizando a tatuagem contemporânea — Quem são os agentes da tatuagem nos dias de hoje? Como funcionam todos esses diferentes processos? A forma de trabalho realmente influencia o resultado? Marco Teixeira tentará obter respostas para estas e outras perguntas.

 

18h30 Uma conversa sobre arte multimeios — O professor da EMBAP, Jack Holmer, especialista em multimeios, discutirá as últimas interseções entre arte contemporânea, tatuagem e tecnologia.

 

19h30 Tattrx, a brief history — Morgan English compartilhará algumas de suas aventuras na curadoria do Tattrx e nos contará o que realmente está acontecendo agora—e, quem sabe, o que ainda está por vir.

 

DOMINGO, 15 de outubro

Tatuagem, arte, música, comida, bebida… — Um dia inteiro dedicado ao caos, com sessões de tatuagem, exposições de arte, comida e bebida, bandas ao vivo, djs, bazar, pessoas legais e muito mais!

 

SERVIÇO

 

VISIVA 2017

13 a 15 de outubro

Estúdio e Galeria Teix (Rua Augusto Stellfeld, 1581 – Batel Soho – Curitiba)

Informações: (41) 3018-2732 | 3019-2294 | estudioteix@gmail.com

Site: http://visiva.teix.ink

Atsuo Nakagawa e Acervo Circular lançam “Monstro Circular”

6 outubro, 2017 às 13:51  |  por Marianna Camargo
Foto: Heloise Imaguire/Acervo Circular

Fachada do Acervo Circular (Cristian Sapo, em frente à porta, e Atsuo Nakagawa, no telhado). Foto: Heloise Imaguire/Acervo Circular

 

Neste domingo, dia 8 de outubro, às 15 horas, acontece a abertura da exposição “Monstro Circular”. As obras foram feitas em parceria entre o artista e grafiteiro japonês Atsuo Nakagawa e os donos do “Acervo Circular” Heloise Imaguire e Cristian Sapo. O espaço é um ateliê colaborativo urbano, idealizado e criado por Cristian e Heloise, que envolve criação, desenvolvimento e produção em costura, artes e carpintaria.

O projeto traz uma visão sustentável da arte e o traço nipônico forte em personagens efêmeros, como monstros, dragões, gatos e a caveira da bandeira dos últimos espadachins do Japão, os Shinsengumi, o maior e mais forte grupo da história japonesa que tinham a missão de defender Kyoto e foram derrotados pelas armas de fogo modernas, desaparecendo na história. A exposição apresenta o resultado da fusão de mentes lúdico-criativas que se direcionam ao simples reaproveitado. Materiais descartados, abandonados ou achados em cantos de gavetas são ressignificados e adquirem novos valores.

 

Obra "Santa Sapo". Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

Obra “Santa Sapo”. Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

 

Atsuo Nakagawa

O artista e grafiteiro Atsuo Nakagawa nasceu em Kyoto, no Japão. Há 7 anos, adotou São Paulo por conta das leis restritivas do Japão com relação ao grafite. Na sua arte estão presentes elementos da arte japonesa tradicional misturados a um repertório de referências modernas. Teve sua primeira participação artística no Brasil, na Galeria Choque Cultural. Fez trabalhos para grandes marcas como New Era e Onitsuka Tiger, produzindo modelo exclusivo de tênis para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na campanha “The Art of Mixing”. Participou no ano passado da exposição “Olhar Incomum : Japão Revisitado” no Museu Oscar Niemeyer, com artistas nipo-brasileiros. Também tem muitos trabalhos e grafites espalhados em várias cidades brasileiras.

 

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“Cara Fechada”. Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

 

Heloise Imaguire, Acervo Circular

Formada em Farmácia Industrial, começou a trabalhar na parte criativa da Maha Skates, onde se tornou estilista. Atuando no mercado de skatewear por longos anos. Criou a Hi Stuff em 2012, que presta serviços, cria, desenvolve e executa ideias na costura e no design de peças decorativas funcionais. Inventa e reinventa com arte e sustentabilidade. Produtos exclusivos feitos um a um e em pequenas quantidades, com amor e dedicação slow, descompromissados de uma linha de tempo.

Cristian Sapo, Acervo Circular

Cristian Sapo, skatista profissional, carpinteiro e técnico em edificações. Trabalhou muito anos no mercado de skate, quando elaborou e executou projetos de pistas, miniramps e obstáculos em madeira e alvenaria. Foi Presidente da Federação de Skate do Paraná, Diretor de Árbitros e Secretário de Esportes da Confederação Brasileira de Skate (CBSK). Criou a DxStar que dentro do Acervo Circular tem foco na ressignificação de materiais descartados e abandonados, recriando com exclusividade e originalidade peças únicas.

 

Goemon. Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

Goemon. Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

 

 

Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

Foto Heloise Imaguire/Acervo Circular

 

Serviço:

ABERTURA

Dia 8 de outubro de 2017

Horário das 15 às 21h

 

PERÍODO EXPOSITIVO

Quintas e sextas de outubro das 17h às 20h

Domingos de outubro das 10h às 15h

 

ACERVO CIRCULAR

Rua Mateus Leme, 142 e

Centro Histórico de Curitiba

Fones 30101218 e 999655375

 

 

 

Guerrilla Girls no Museu da Fotografia

2 outubro, 2017 às 17:08  |  por Marianna Camargo
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Guerrilla Girls no V&A Museu em Londres. Foto Eric Huybrechts

 

Algumas obras do coletivo Guerrilla Girls serão exibidas na exposição “O museu é feminista e outras esperanças sobre o futuro”, dentro da programação da Bienal de Curitiba 2017, que abre nesta terça, dia 3 de outubro, a partir das 19 horas, no Museu da Fotografia.

“A mostra não tem como objetivo único de apresentar obras icônicas das Guerrilla Girls, mas também de usar essas obras como ponto de partida para o diálogo, debate e discussão sobre o que podemos fazer para contribuir por um futuro feminista”, diz a curadora Carolina Loch.

O coletivo Guerrilla Girls expôs pela primeira vez no Brasil, em Curitiba, em 1992. Vinte e cinco anos depois, as artistas retornam com uma participação no Trienal de Frestas, em Sorocaba, e com uma exposição no MASP, em São Paulo.

 

Sobre as Guerrilla Girls

 

As Guerrilla Girls são artistas ativistas feministas e iniciaram em 1985, em Nova York. Elas usam máscaras de gorila em público e usam fatos, humor e irreverência para expor questões de gênero no mundo da arte, bem como a corrupção na política, entre outras questões. Mais de 55 pessoas foram membros ao longo dos anos, algumas por semanas, algumas por décadas.

Segundo elas, o anonimato mantém o foco nas questões: “Podemos ser qualquer um e estamos em todos os lugares. Acreditamos em um feminismo interseccional que combate a discriminação e apoia os direitos humanos para todas as pessoas e para todos os sexos. Derrubamos a ideia de uma narrativa convencional, revelando o subtexto, o negligenciado e o injusto”, de acordo com o texto de apresentação no site.

Realizam centenas de projetos (cartazes, ações, livros, vídeos, adesivos) em todo o mundo, como Bilbao, Islândia, Istambul, Londres, Los Angeles, Cidade do México, Nova York, Roterdã, São Paulo e Xangai. Também fazem intervenções e exposições em museus. Em 2016, produziram novos projetos de rua e museu na Tate Modern e na Galeria Whitechapel, em Londres; e em Paris, Colônia e Minneapolis.

 

Serviço:

Abertura: “O museu é feminista e outras esperanças sobre o futuro”

Data: 3 de outubro

Até 25 de fevereiro de 2018

Horário: a partir das 19 horas

Local:  Museu da Fotografia Cidade de Curitiba – Solar do Barão.

Rua presidente Carlos Cavalcanti, 533

Curitiba/PR

A nudez surreal dos sonhos por André Donadio

30 setembro, 2017 às 10:57  |  por Marianna Camargo

 

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Fotógrafo André Donadio mostra a nudez surreal dos sonhos em exposição no Café Botanique. Abertura é neste domingo (01/10)

 

O surrealismo e o onirismo da nudez estão presentes na exposição “O Irracional, o Surreal, o Onírico, a Essência Animal”, do fotógrafo André Donadio, que abre no próximo domingo (01/10) às 16 horas no Café Botanique, como parte da Bienal de Curitiba 2017.

 

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Maringaense radicado em Curitiba, André largou a advocacia em 2016 para se dedicar integralmente à arte fotográfica. Mesmo antes dessa guinada profissional, já desenvolvia projetos e ensaios fotográficos, a maioria relacionada à fotografia do cotidiano e de nus. O projeto da nudez surreal, especificamente, foi ganhando forma até se transformar no ensaio da mostra, composta por 16 obras com diferentes modelos retratadas em Curitiba e São Paulo. Nenhuma das pessoas retratadas foi contratada – todas se dispuseram a ser fotografadas nuas.

 

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Foto André Donadio

 

“Há mais de um ano desenvolvo um trabalho com o surrealismo da nudez. A exposição é parte desta jornada. Tentei reproduzir as imagens de acordo com meus sonhos. E nos meus sonhos com pessoas peladas, elas não têm rostos”, conta André.

A partir desses sonhos, surgiu a ideia de mostrar o nu em situações inusitadas, oferecendo ao espectador o exercício da inconsciência, de maneira que a sua interpretação passeie pelo mundo onírico, surreal e absurdo antes de esbarrar em conceitos cristalizados. “As máscaras de animais surgiram para compor essa sensação de estranheza, remetendo aos seres irracionais, que tendem a viver mais próximos da essência da natureza, do puro, sendo menos influenciados pela cultura suas regras e leis”, explica o fotógrafo. “Por isso fui buscar a relação animal. É uma nudez sem conceito racional.”

 

Interatividade – A exposição traz também uma proposta bastante inusitada. Haverá um espaço para que os espectadores que se propuserem a fazer parte da mostra possam ser fotografados, no mesmo estilo das demais obras expostas – nus e com máscara de animais. Os interessados devem deixar um contato e serão convocados para a data do ensaio. Não haverá custo para os participantes.

 

SERVIÇO

O Irracional, o Surreal, o Onírico, a Essência Animal

Exposição fotográfica de André Donadio

* Café Botanique – segundo andar (Rua Brigadeiro Franco, 1193 – Curitiba)

* De 01 de outubro a 26 de novembro. Domingo a quinta-feira das 10h as 23h / Sexta e sábado das 10h as 24h

* Festa de abertura no dia 01/10, domingo, a partir das 16h, com DJs convidados

* ENTRADA FRANCA

* Todas as obras expostas (42cm x 60cm, em fine art) estarão à venda por R$ 600

Mostra “QUEER QUARREL” reage às recentes polêmicas na arte

19 setembro, 2017 às 09:57  |  por Marianna Camargo
Foto/Divulgação

Foto/Divulgação

 

A mostra “Queer Quarrel”, idealizada pelo curador Tom Lisboa, abre nesta quarta, dia 20/09, às 19 horas, na Galeria Airez. Com  a participação de diversos artistas como: Alex Flemming, André Coelho, André Malinski, Antonio Wolff, Edilson Viriato, Fabio Motta, Foca e Vilma Slomp, a exposição foi pensada como uma reação aos recentes atos de cancelamento da mostra “Queermuseu- Cartografias da diferença na Arte Brasileira”, pelo Santander Cultural; da apreensão da obra “Pedofilia” na mostra “Cadafalso”, no Museu de Arte Contemporânea (Marco), no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande (feita pela Polícia Civil  do Mato Grosso do Sul por alegação de apologia à pedofilia e já devolvida depois de colocada a faixa etária); e o espetáculo “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, que teve sua temporada cancelada no SESC Jundiaí por provocar reflexões sobre a questão de gênero.

Tom Lisboa explica a ideia: “QUEER QUARREL é uma inconformada reação ao cenário atual e possível alerta sobre o que está por vir. A invisibilidade é uma condição que certos grupos tentam impor a outros seres humanos por não se adequarem a um padrão considerado vigente. Uma situação paradoxal, é bom deixar claro. As diferenças não devem ser associadas à escuridão mas à claridade que dá forma às principais perguntas de nossa existência.

Neste embate entre o que se quer ver e ser, construímos nossas QUARRELS. Felizmente esta tentativa de apagamento de um modo de viver veio cercada das mais diversas iniciativas em sentido contrário. Não podemos nunca nos esquecer que, se um espaço for fechado, faz-se necessário inaugurar outros. Se a censura nos proibir de dizer algo, precisamos falar de outro jeito e mais alto. We will survive”, conclui.

 

Obra "Sagrado Coração partido  do Andy Warhol, de André Malinski

Obra “Sagrado Coração partido do Andy Warhol”, de André Malinski.

 

SERVIÇO:

Exposição “QUEER QUARREL”, por Tom Lisboa.
Curadoria: Tom Lisboa
Local: • AIREZ • Galeria de Artistas Independentes.

Data de abertura: 20 de setembro, quarta, 19h.

• AIREZ • Galeria de Artistas Independentes – Rua 13 de maio,778, cj 15 . São Francisco – Curitiba.

Horários de visitação: 13h às 19h (segunda a sexta).

Masao Yamamoto – fotografias nas palmas das mãos

6 setembro, 2017 às 17:21  |  por Marianna Camargo
Masao Yamamoto - A Box of Ku 105 - 1995 - gel

Masao Yamamoto – A Box of Ku 105 – 1995 – gel

 

“As fotografias de Masao Yamamoto têm pequenas dimensões, a maioria delas, como declara o artista, cabe na palma da mão, como um pequeno objeto que recolhemos e olhamos com cuidado, como um pássaro que agarramos com surpresa e ternura, desejando acalmar o ritmo frenético do seu coração, aplacar seu medo e ânsia de fugir da prisão momentânea dos nossos dedos cingidos sobre seu corpo, como se lhe fosse possível entender a curiosidade e o amor que nos impele reter sua beleza delicada”, analisa um dos curadores Agnaldo Farias.

 

Masao Yamamoto - Kawa=Flow 1650 - 2016 - gelatina e prata - 22,7 x 16,9 cm - Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

Masao Yamamoto – Kawa=Flow 1650 – 2016 – gelatina e prata – 22,7 x 16,9 cm – Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

 

O Museu Oscar Niemeyer é o primeiro museu de arte do continente americano a receber uma antologia do artista japonês “Masao Yamamoto – O Sensei das Imagens Pequenas”. A mostra reúne três séries fotográficas distintas: “A Box of Ku”, “Nakazora” e “Kawa=Flow”, produzidas entre 1989 e 2016. A curadoria é de Agnaldo Farias e Marcelo Guarnieri.

 

Masao Yamamoto - A Box of Ku 194 - 1995 - gelatina e prata - 13 x 19,5 cm - Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

Masao Yamamoto – A Box of Ku 194 – 1995 – gelatina e prata – 13 x 19,5 cm – Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

 

Além das paredes da sala expositiva do museu, onde estará a maioria das obras de Yamamoto, também integram a exposição cinco caixas-poemas e dois livros-objeto. O artista entende ambos os formatos também como espaços expositivos, que possuem uma dinâmica própria, onde fica evidente a dimensão material da fotografia – nas imperfeições das bordas do papel – e de seu caráter intimista.

Masao Yamamoto (1957) vive e trabalha em Gamagori, no Japão. Mostra imperdível em cartaz até dia 22 de outubro, aproveite o feriado para visitar. A entrada ao MON custa R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada). Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca. Nas quartas a entrada é sempre gratuita. A retirada de ingressos no museu pode ser feita até as 17h30, na bilheteria.

 

Masao Yamamoto - Nakazora 1170 - 2004 - gelatina e prata - 11 x 15,5 cm - Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

Masao Yamamoto – Nakazora 1170 – 2004 – gelatina e prata – 11 x 15,5 cm – Cortesia Galeria Marcelo Guarnieri

 

Serviço

Masao Yamamoto- O sensei das imagens pequenas

Horário de funcionamento no feriado de Independência do Brasil

Quinta-feira, 7 de setembro: aberto das 10h às 20h, com entrada gratuita após as 18h

Ingressos: R$ 16,00 e R$8,00 (meia-entrada)

Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca

 

Sexta-feira, sábado e domingo, dias 8, 9 e 10 de setembro

Aberto normalmente das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16,00 e R$8,00 (meia-entrada)

Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca

 

 

Didonet Thomaz doa peça original do Hotel Majestic

24 agosto, 2017 às 11:32  |  por Marianna Camargo
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Mario Quintana viveu neste hotel entre 1968 e 1982. Foto Divulgação CCMQ

 

Peça foi doada à Casa de Cultura Mário Quintana, espaço onde foi originalmente o Hotel Majestic, em Porto Alegre

 

A artista radicada em Curitiba Vera Lúcia Didonet Thomaz doou nesta terça, dia 22 de agosto, à Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ) um claviculário (porta-chaves) em madeira, adquirido por ela em leilão após o encerramento das atividades do famoso Hotel Majestic, há mais de 30 anos.  Atualmente o espaço abriga a Casa de Cultura Mário Quintana.

O Majestic teve seu auge nas décadas de 1930, 1940 e 1950, tendo nesse período hóspedes ilustres como os ex-presidentes Getúlio Vargas e Jango Goulart, Vicente Celestino, Virginia Lane, Francisco Alves e Mário Quintana, que viveu no hotel entre 1968 e 1982, no apartamento 217. Didonet conta que esta peça foi foi o primeiro porta-chaves do Hotel Majestic.

O claviculário será restaurado e ficará sob responsabilidade do Núcleo de Acervo e Memória. Segundo o diretor da CCMQ, Jessé Oliveira, uma das vertentes da sua gestão é resgatar a memória do Majestic e da própria Casa, seja com móveis, seja com cartaz es de espetáculos apresentados no centro cultural.

Quem tiver informações sobre outros itens do Hotel Majestic, entrar em contato com o Núcleo de Acervo e Memória da Casa de Cultura Mario Quintana pelo telefone (51) 3212.7061 ou pelo e-mail memoriaccmq@sedactel.rs.gov.br.

 

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A peça foi o primeiro porta-chaves do Hotel Majestic construído em 1916. Foto Divulgação CCMQ

Os irreverentes “Los Carpinteros”

18 agosto, 2017 às 13:25  |  por Marianna Camargo
LOS CARPINTEROS - DAGOBERTO RODRIGUES E MARCO CASTILLO - Foto de Sueraya Saheen

Los Carpinteros – Dagoberto Rodríguez (esquerda) e Marco Castillo – Foto Sueraya Saheen

 

Durante a XI Bienal de La Habana (2012) “Los Carpinteros” apresentaram a obra Conga Irreversible, performance desenvolvida no Paseo del Prado, que contava com mais de 30 bailarinos executando uma dança inusitada: um bloco de carnaval que se move em sentido contrário. A possibilidade que a tecnologia oferece de rebobinar uma fita é colocada a prova na realidade. Para conseguir esse efeito, vários talentos foram convocados: o músico Yosvany Terry inverte os compassos de uma partitura tradicional para criar uma peça inédita, o coreógrafo Isaias Rigas treina os movimentos dos bailarinos em sentido inverso. A letra da música é cantada a coro, mas também ao contrario, em código indecifrável. O vestuário, em tons de cinza e preto, que substitui o colorido habitual, completa a subversão. A dança festiva vira seu reverso.

Esta é uma demonstração da irreverência da dupla cubana Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez de “Los Carpinteros” – conhecidos pelo forte apelo social das obras e pela crítica ácida, sagaz e bem-humorada – que trazem mais de 60 obras ao Museu Oscar Niemeyer a partir do dia 22 de agosto, terça, com abertura gratuita às 19 horas.

 

Obras "Dos pesos". Foto Divulgação

Obras “Dos pesos”. Foto Divulgação

 

São desenhos, aquarelas, esculturas, instalações e vídeos que ficarão expostos em duas salas, que somam cerca de mil metros quadrados. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição no Brasil, a partir de ideias e desenhos anteriores.

“O objeto será o protagonista desta exposição, forçado a uma constante metamorfose pela ideia artística: imaginado em desenhos, projetado e testado nas maquetes tridimensionais ou alcançando sua vitalidade máxima como utopia realizada nas grandes instalações”, descreve o curador Rodolfo de Athayde.

A mostra fica em cartaz até o dia 3 de dezembro e a visitação pode ser feita de terça a domingo das 10h às 18h. Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca todos os dias.

 

Obra "El Pueblo se equivoca". Foto Divulgação

Obra “El Pueblo se equivoca”. Foto Divulgação

 

Sobre Los Carpinteros

Fundado em 1992, o coletivo reunia Marco Castillo, Alexandre Arrechea e Dagoberto Rodriguez, graduados pelo Instituto Superior de Arte de Havana. O nome foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética. Em 2003, Alexandre Arrechea deixou o grupo e Marco e Dagoberto deram continuidade ao trabalho.

“Los Carpinteros” já expuseram em alguns dos maiores museus do mundo, como o MoMA e o Guggenheim em Nova Iorque, o Museum of Contemporary Art em Los Angeles e a TATE Gallery, em Londres. Já passaram também pelo México, Japão, França, Suíça, entre outros países. Os dois artistas que hoje compõem “Los Carpinteros” vivem e trabalham entre a capital cubana e Madri, na Espanha.

 

Obra "Proyeto". Foto Divulgação

Obra “Proyeto”. Foto Divulgação

 

Serviço:

Exposição Los Carpinteros – Objeto Vital

Abertura: 22 de agosto, terça, às 19h – entrada gratuita

Visitação: 23 de agosto a 3 de dezembro de 2017

Terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 16 e R$ 8 (meia-entrada)

 

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999. Curitiba – PR.

41 3350 4400

museuoscarniemeyer.org.br

Facebook e twitter: monmuseu

Instragram: museuoscarniemeyer

Nexos-Desconexos de José Antonio de Lima

11 agosto, 2017 às 17:28  |  por Marianna Camargo

Última semana para conferir as mais recentes obras do artista

 

José Antonio de Lima apresemnta seus mais recentes trabalhos até dia 18/08. Foto Marcelo Elias

José Antonio de Lima apresenta seus mais recentes trabalhos até dia 18/08. Foto Marcelo Elias

 

O artista José Antonio de Lima apresenta os seus mais novos trabalhos na mostra“Nexos-Desconexos”, na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte, até o dia 18 de agosto (sexta-feira). Uma das paredes da galeria apresenta uma instalação com nada menos do que 19 obras, produzidas em série, que foram dispostas de modo que se encaixem formando elos.

 

Conhecido por trabalhar com obras de grandes formatos, o autor apresenta trabalhos diferentes nesta ocasião. José Antonio de Lima passou o ano de 2016 na França, morando em um apartamento no qual tinha menos espaço para trabalhar do que em seu ateliê em casa. A solução foi trabalhar com papel em menores formatos, criando uma série de módulos que podem ser organizados em diferentes formas.

 

O artista fez uso de técnica mista, produzindo imagens com uma variedade de cores, que remetem a espirais e formas abstratas, dispostas por toda a galeria.

 

Artista tem mais de 30 anos de atividades. Foto Divulgação/ZB Galeria

Artista tem mais de 30 anos de atividades. Foto Divulgação/ZB Galeria

 

Sobre o artista

José Antonio de Lima é nascido em Minas Gerais, no município de Sacramento, mas vive no Paraná desde os 9 anos. Formou-se em jornalismo em 1979, atuando como repórter e fotógrafo. Nas artes, realizou sua primeira exposição em 1987, na cidade de Maringá. Além de pintor, é escultor, conhecido por esculturas como totens, casulos, ferramentas primitivas e catedrais espaciais (feitas com tecidos e ferros). Em seus mais de 30 anos de carreira, já realizou 26 exposições individuais e participou de mais de 40 coletivas em diversas cidades do Brasil e também em países como Finlândia, Japão, Suécia, Alemanha e Portugal.

 

Serviço:

Exposição “Nexos-Desconexos”, de José Antonio de Lima

Em cartaz até 18/08 (sexta-feira)

Horários de visitação diária: segunda a sábado das 10h às 22h, domingo das 14h às 20h.

Local: Zuleika Bisacchi Galeria de Arte

Endereço: Av. Batel, 1868 (Shopping Pátio Batel, piso L3 / loja 329)

Entrada gratuita

Telefone para Informações: (41) 3020-3667

 

Sobrevoos de Guilherme Pupo

9 julho, 2017 às 14:40  |  por Marianna Camargo
Foto: Guilherme Pupo

Rua XV com Monsenhor Celso. Foto Guilherme Pupo

 

“Guilherme coloca o público em uma situação paradoxal: quanto mais nos vemos afastados da paisagem fotografada, mais somos impelidos a querer nos aproximar, a pensar sobre que lugar seria aquele, a desvendar o que há de real naquilo que vemos”. As palavras do curador Tom Lisboa descrevem bem o que as fotos de Guilherme Pupo traduzem.

 

 

 Foto Guilherme Pupo

Mostra abre dia 11 de julho. Foto Guilherme Pupo

 

Para isso, Pupo usa as distorções, tanto as naturais (como as sombras) quanto as artificiais (causadas pelo espelhamento de imagens), que propõem ao espectador entrar em um jogo especular e decifrar os enigmas que a possibilidade de enxergar a realidade das alturas pode provocar em nossa percepção. O resultado deste trabalho pode ser visto a partir do dia 11 de julho, terça,  às 19h30, na Galeria interARTividade, no Pátio Batel.

 

Catedral (Foto-Guilherme Pupo)

Catedral. Foto Guilherme Pupo

 

No dicionário, “SOBREVOO” pode aludir tanto a um verbo quanto a um substantivo, mas no caso da exposição do fotógrafo remetem ao modo como ele se expressa, ou seja, o “sobre o voo”. Seja posicionado em cima de prédios, utilizando drones ou a bordo de helicópteros, ele utiliza o distanciamento como forma de expressão.

 

Ilha do Mel (Foto-Guilherme Pupo)

Ilha do Mel. Foto Guilherme Pupo

 

Sobre o fotógrafo

Guilherme Pupo é fotógrafo profissional desde 2001 e tem imagens publicadas nos maiores veículos de comunicação do país. Atualmente, tem se concentrado na produção de imagens aéreas, seja a bordo de helicópteros ou com o uso de drones. No ano passado, lançou o projeto “Curitiba Aérea”, com imagens inéditas dos principais pontos turísticos da cidade. Paralelamente, atua nas áreas de fotografia empresarial, de arquitetura e gastronomia. Site: www.guilhermepupo.com.br

 

Serviço:

Exposição SOBREVOOS, do fotógrafo Guilherme Pupo

Onde: Galeria interARTividade, piso L3, Pátio Batel

Quando: de 11 de julho a 30 de agosto de 2017

Gratuito

Programação:

19:30h BATE-PAPO com o fotógrafo Guilherme Pupo e Tom Lisboa, no concierge, piso L1

20:30h COQUETEL DE ABERTURA