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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

14 março, 2014 às 14:51  |  por Candice Bittencourt

Tenho a impressão que Paris é o tipo de cidade que você pode morar por anos e anos e nunca vai se entediar por falta do que fazer. Paris é um verdadeiro caldeirão cultural, respirando o tempo todo história, arte e cultura. Das três semanas que fiquei por lá seguem alguns passeios que me marcaram:

Cemitério Père- Lachaise

Para sair um pouco dos passeios convencionais, que tal uma tarde em um dos cemitérios mais célebres do mundo? Para alguns pode parecer um tanto estranho ficar caminhando por entre mortos em um ambiente fúnebre, mas acredite, a sensação de caminhar pelas ruelas do Père Lachaise é emocionante e única. Se você se deixar levar pelo clima bucólico e envolvente dos encantos da arquitetura neo-gótica, sua tarde pode se tornar inesquecível. Por lá, descansam nomes consagrados da história e da arte francesa e internacional. É um verdadeiro museu a céu aberto.

Se eu consegui te convencer, tenho um conselho: tenha um mapa em mãos se quiser ver as sepulturas dos famosos. Não é nem um pouco difícil se perder nas vias de paralelepípedos.

Entre as lápides mais visitadas está a de Edith Piaf que encantou gerações com sua voz singular. Na sua lápide coberta de flores é possível ler ” La Vie en Rose”.

Chopin, um dos maiores pianistas da história da humanidade também está enterrado no Père Lachaise.

Seguindo na área musical outra lápide famosa e sempre cheia de fãs é do Jim Morrison, o vocalista do The Doors.

túmulo da Edith Piaf

No dia da minha visita, o túmulo do Jim Morrison é onde tinham mais fãs. Tinha até um cercadinho que separava o túmulo dos visitantes, mas os fãs de Morrison não queriam saber, eles pulavam a cerca, acendiam uma vela, ligavam um som baixinho com a voz de Jim ao fundo e ficavam ao lado da lápide só curtindo o momento.

lápide do Jim Morrison

Voltando a infância, quem não lembra da fábula da lebre e da tartaruga? Pois lá você também pode visitar o túmulo de La Fontaine e bem ao lado da sua lápide está enterrado outro grande dramaturgo e considerado um dos gênios do teatro francês: Molière.

Alguns filósofos, escritores, pintores, escultores, historiadores que deixaram sua história para a posteridade e que estão enterrados no Père-Lachaise: Oscar Wilde, Honorè de Balzac, Cyrano de Bergerac, Delacroix e até o pai do espiritismo, Allan Kardec.

As torres da Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre Dame com certeza é dos passeios mais conhecidos para se fazer em Paris. Localizada bem no coração da antiga cidade e não muito longe das margens do rio Sena, essa obra arquitetônica construída no ano de 1163 é uma das mais antigas igrejas no estilo gótico na cidade. Com suas dimensões imponentes e cheia de detalhes em cada milímetro, a visita à catedral é de encher os olhos de tanta arte e história.

fachada principal da Notre Dame

Confesso que toda essa beleza poderosa da catedral misturada com o circo que virou a praça Parvis, que fica em frente a fachada principal, deixa o clima meio “calçadão” com uma aglomeração de turistas vendo artistas de rua que fazem de tudoum pouco: colocam música da pior qualidade, cantam, pulam, dançam e passam o chapéu. Haja paciência.

interior da catedral

Para conhecer a Catedral você tem duas opções: a primeira e a mais procurada é o passeio pelo interior que é de graça, só que às vezes precisa encarar uma fila que pode ser desanimadora.

alto da torre

A outra opção é subir pela lateral esquerda da catedral por uma escadinha apertada em forma de caracol de quase 400 degraus. Pensei em fazer a visita próximo do pôr do sol e para mim foi uma das vistas mais lindas de Paris. Ficar perto dos gárgulas (o que sempre me atraiu na Catedral ) é uma experiência única. O ingresso para subir custa 8.50 euros e é sempre bom olhar as datas e horários. Nesse link AQUI você pode encontrar informações.

Paris

bem próximo dos gárgulas, com a torre Eiffel ao fundo

A livraria Shakespeare & Company 

Já que você estará do lado da catedral de Notre Dame, que tal atravessar para a margem esquerda do rio Sena e dar uma passada para conhecer uma das livrarias mais charmosas de Paris?

A Shakespeare & Company foi aberta em 1913 por uma americana chamada Sylvia Beach e na época era ponto de encontro de todos os escritores de língua inglesa em Paris.

Ernest Hemingway era um visitante regular na livraria, inclusive no seu livro “A Moveable Feast” ele retrata bem os anos 20 na cidade luz. Nessa mesma época, Beach acolhia, alimentava e dava apoio aos escritores que muitas vezes não tinham onde dormir, mas a única exigência era que eles lessem um livro por dia. A livraria é pequena, mas muito charmosa e sempre tem alguém recitando embaixo de uma linda árvore que fica do lado da Shakespeare & Company. Vale a pena uma visita.

O rio Sena e suas pontes

Essa nem eu imaginava meus caros, mas andei pesquisando e descobri que Paris tem 37 pontes sobre o rio Sena. Esteja certo, cruzar o rio Sena do “rive droite” (como os franceses chamam a margem direita) para o “rive gauche” (a margem esquerda) através de suas pontes lindíssimas é um momento para se viver muitas vezes na cidade. Não importa o horário e nem o tipo de locomoção, absolutamente tudo perto do Sena é de tirar o fôlego de tanta beleza.

As pontes mais famosas e que ficam no coração da antiga Paris são a Ponte Nova ( Pont Neuf ) que apesar do nome, é a mais antiga de todas. Construída de pedra e madeira a ponte foi inaugurado em 1606 por Henrique IV. A segunda ponte mais antiga da cidade e que faz ligação da Ilha de Saint Louis e o famoso Hotel Del Ville é a Pont Marie.

Outras pontes famosas e que valem uma vista são: Pont Alexander III, Pont des Arts, Pont Royal e Pont de La Tornelle.

Pont Alexandre III

 

Pont des Arts – onde os enamorados escrevem seus nomes no cadeado como jura de eterno amor.Diz a lenda que só dá certo se a chave for jogada no rio Sena.

Museu D’Orsay

Situado à margem esquerda do rio Sena, o museu D’ Orsay foi instalado em uma antiga e importante estação ferroviária desativada chamada Gare D’Orsay. Inaugurado em 1986, a coleção do museu retrata principalmente o período de 1848 até 1914, ou seja, um lar de profusão de artistas realistas/naturalistas, pré-impressionistas, impressionistas, expressionistas e art-nouveau como Van Gogh, Manet, Monet, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Renoir, entre tantos outros.

No terceiro andar do museu tem um café e uma grande varanda com vista para o rio Sena. Desfrutar de uma tarde sem pressa no museu D’Orsay é um bom alimento para a alma.

 

No próximo post: venha conhecer um pouco da Grécia! Atenas e as ilhas de Santorini e Milos.

 

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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte II

16 janeiro, 2014 às 20:15  |  por Candice Bittencourt

Como se locomover em Paris – metrô (em qualquer época do ano)

Paris é uma cidade fácil de se locomover graças a seu metrô, considerado um dos melhores e mais movimentados do mundo e que atende quase toda a cidade. Imagine, 214 quilômetros divididos em 16 linhas (numeradas de 1 a 14 com duas pequenas linhas 3bis e 7bis), com 62 conexões entre as linhas e 303 estações espalhadas pela cidade.

Além de ser rápido e barato, é o meio de transporte que te leva de um ponto a outro do mapa sem grandes dificuldades. Só precisa prestar atenção porque algumas vezes é necessário fazer conexões nas estações, ou seja mudar de uma linha para outra para se chegar ao destino desejado.

O que facilita bastante é que as linhas do metrô têm cores, o que nos ajuda muito na hora de se localizar. Eu lembro que ir para a minha casa temporária em Paris, eu precisava sempre chegar até a linha 11, a marrom.

E não se assuste se você se sentir uma sardinha enlatada na hora do rush, afinal são cerca de 5 milhões de pessoas diariamente utilizando o meio de transporte número 1 na cidade luz. Vamos ao mapa:

A primeira linha ( linha 1) do metrô de Paris foi inaugurada em 1900 e a última, linha 14 foi construída no final de 1990 e é toda automatizada.

Dicas de qual bilhete comprar

Se você for explorar apenas o grande centro de Paris compre os bilhetes de zona  1-2. Todos os passeios que estiverem fora da zona 1-2 como por exemplo, o castelo de Versalhes que fica na zona 4, ou o parque da Disneyland que fica na zona 5 ou mesmo os aeroportos Charles de Gaulle, na zona 5 e o Orly, na zona 3 , já tem um acréscimo no valor do bilhete. 

Eu comprei a zona1-2 por uma semana e quando queria ir além como o La Defense, por exemplo, comprava o bilhete individual. Repare no mapa as zonas como são divididas:

Quais são as opções para comprar tickets para a zona 1-2?

- comprar individualmente por 1.70 euros cada vez que for usar ou escolher a opção do pacote com 10 bilhetes (conhecido por carnet voyage) por 13.30 euros. O ticket t+  não tem data de validade e também pode ser usado no ônibus, nos bondes, no funicular de Montmartre e nos trens RER da zona 1.

- outra opção é comprar o passe metro Navigo por uso ilimitado por uma semana, um mês ou um ano.

 Para comprar você precisa pedir para um atendente no guichê do metrô um passe Navigo. Primeiro eles vão te perguntar para qual zona você quer  e depois por quanto tempo.

Importante saber que a validade do passe semanal começa sempre na segunda-feira e termina no domingo. Ou seja, se você chegar na quinta em Paris, vale mais a pena comprar o pacote de 10 bilhetes, a não ser que você vá fazer bem mais de 10 viagens entre quinta a domingo.

Quando comprei escolhi a zona1-2 por uma semana. O preço do passe semanal custa 19,80 €, além dos 5 € para comprar o cartão magnético Navigo. Ou seja, quase 25 euros por uma semana (de segunda a domingo) ou seja, 3,57 € por dia com direito a fazer viagens ilimitadas. Vale a pena né?

 

Como se locomover em Paris – Vélib bike  (para dias de calor ou meia estação) 

Vélib é uma empresa que no verão de 2007 inventou um novo jeito de se locomover por Paris de uma forma barata, rápida, inteligente e bem charmosa: eles espalharam estações de bicicletas por toda a cidade com a idéia de apanhá-la em uma estação (por exemplo na frente da catedral de Notre Dame) e devolvê-la em outra (por exemplo próximo da Torre Eiffel) em no máximo 30 minutos ( tempo máximo em que ela é gratuíta ) para que a rotatividade seja grande e para que todos possam usar.

Hoje em dia, esse sistema de bicicleta de auto-atendimento (disponível 24 horas por dia, durante o ano todo) oferece mais de 20 mil Vélibs com mais de 1.400 estações por toda a cidade.

E nós que somos turistas podemos usufruir desses serviço? sim e é bem fácil e confiável.

Siga os passos que aprendi com meus amigos parisienses:

1 – Vá até a estação mais próxima de você. É muito fácil de encontrar Vélibs pelas ruas de Paris.

2 – Para acessar o serviço, ou seja para retirar uma bike da estação, você precisa ir até o terminal computadorizado, que é tipo um tótem que tem junto com as bikes, mas, antes de passar o cartão de crédito escolha que bike você vai pegar na estação e já anote o número dela.

3 – Para escolher uma boa bike observe primeiro se os pneus estão em boas condições e se as correntes se estão correndo bem ( é só dar uma girada no pedal).  Sempre que você for pegar uma bike, observe se o botão verde está ligado. Se tiver vermelho, não mexa com ela. Ela está indisponível por alguma razão.

Tenha uma dica: toda vez que vc vê as bikes com o assento virado ao contrário é sinal que ela está com algum problema. Os franceses já fazem isso para ajudar um ao outro na hora de escolher uma boa bike.

Quando você encontrar um banco virado assim é porque a bike está com algum defeito. Escolha outra.

4 – Volte para o tótem e agora você verá uma tela e um display com botões. Primeiro, escolha o idioma mais apropriado para se entender com a máquina. Os opções são: inglês, francês, espanhol, alemão e italiano. Agora é só seguir as instruções.

5 – Você vai precisar digitar o número da sua bike escolhida e logo depois passar o seu cartão de crédito no momento solicitado. Eles também pedirão uma autorização para um depósito de segurança caso aconteça alguma com a sua bike, tipo roubo, furto. Depois eles devolvem esse valor, não se preocupe.

6 – Assim que o seu cartão for aceito pela máquina, um ticket será impresso e você só precisa ir até a sua bike, passar o ticket sobre o leitor do lado da bicicleta e ela automaticamente será liberada, fazendo um barulhinho. Aí é só tirá-la do encaixe e pronto, você está pronto para a diversão!

Se você quiser, também dá para alugar a Vélib através da internet. 

Veja como funciona:

1 – vá até o site deles e você verá na primeira página 3 opções do lado esquerdo: sign up now / buy a 1-day ticket por 1.70 Euros / buy a 7 days tickets por 8 Euros. Não clique no signup now e sim na compra para um dia ou para uma semana de acordo com a sua permanência na cidade.

2 – Depois de você escolher entre 1 dia ou 7 dias, eles vão pedir para digitar duas vezes seu email e depois uma senha de 4 dígitos ( PIN ) também duas vezes. Daí você precisa colocar que dia você quer começar a validar sua corrida de bike, Pode ser no mesmo dia ou no dia seguinte…ou o dia que for!

3 – na próxima página vem a confirmação e o pedido dos dados do seu cartão de crédito. Eles farão um depósito de segurança de 150 euros e que depois que terminar o contrato eles liberam de volta esse crédito para você. Eles não cobram esse 150 euros, eles só deixam “pendurado” no seu cartão, da mesma maneira quando você faz check in num hotel.

4 – depois do pagamento você receberá seu número de contrato, ou sua ID number (acredito que são uns 8 a nove números juntos) que você precisa marcar e guardar com você por onde você andar, porque vc precisará toda a vez que for retirar uma bike da estação.

5 – Nos tótens, na hora de retirar a bike, é muito fácil: é só seguir as instruções da máquina: digitando seu ID number, depois sua senha de 4 dígitos (aquela digitada no computador) e o número da bike que você quer destrancar na estação e pronto!

Uma dica muito importante: quando você for devolver sua bike, tenha certeza que ela ficou travada na estação: como? toda vez que ela fizer um CLIC e aparecer uma luz verde, está tudo certo! 

Se aparecer uma luz vermelha ( o que é raríssimo) você vai precisar voltar ao tótem, munidos com o numero da sua ID, o nome da estação e pedir para falar com uma das atendentes ( eles tem atendimento pelo tóten também e falam inglês, uh la la) para reportar que sua bike está com a luz vermelha. 

O resto eles resolvem por você. Já aconteceu comigo uma vez e é tranquilo e tudo se resolve rapidamente, mas é preciso ser feito, porque quando você devolve a bike e aparece a luz vermelha significa que a máquina não registrou que sua bike não foi devolvida e isso pode te trazer problema.

Como funciona os preços para andar de Vélib:

Se você tiver a manha e quiser pagar uma mixaria para conhecer Paris você vai precisar de um cronômetro ou ficar ligado no relógio.

Como funciona: a cada primeira meia-hora o serviço é gratuito, ou seja, se você pega numa estação, roda 25 minutos, devolve na estação mais próxima, espera 2 minutos ( por que é uma regra) pega outra bike na mesma estação que você devolveu sua última bike e roda por mais 25 minutos e vai indo nesse ritmo, você não pagará mais de 1.70 ao dia ou 8 euros a semana patra conhecer Paris de Vélib.

Se você passar a meia hora os preços vão subindo como um foguete:

A próxima meia hora com a mesma bike custará 1 Euro.

A segunda próxima meia hora com a mesma bike, mais 2 Euros.

A terceira próxima meia hora com a mesma bike, mais 4 Euros.

Qualquer adicional meia hora com a mesma bike custará 4 Euros.

Calculando: se você pegar um bike meio-dia e devolver às 4 da tarde por exemplo, a brincadeira custará  23 Euros! Ou seja, não dá chamar a Vélib de “sua” por muito tempo, a brincadeira aqui é comunitária.

O segredo é andar um pouquinho, no máximo por uma horinha, e já troca por outra, compris?

Boa sorte com sua experiência com a Vélib!

 

eu e a  Lu rodando Paris de Velib

 

No próximo e último post : venha descobrir alguns encantos e segredinhos da cidade! Voilá

Mais dicas sobre Paris? Segue alguns links abaixo:

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte I

Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

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As melhores dicas de Paris – por quem vive lá

31 dezembro, 2013 às 09:02  |  por Candice Bittencourt

Como é bom ter amigos morando em uma cidade que você está indo visitar.

Melhor é quando esses amigos dedicam dias para te levar para passear e te mostrar lugares que você não conheceria se não fosse por eles.

Melhor ainda é depois de toda essa gentileza, você pede dicas e impressões da cidade para dividir com os leitores do blog e eles abrem o coração e revelam até segredos que só quem vive no local tem moral para contar. Salve a generosidade!

Sim, melhor impossível:  essa cidade é Paris!

Apresento meus amigos sortudos: (porque viver em Paris requer uma dose de sorte na vida!) 


Luciane Bonatto - minha amiga há 25 anos, daquelas de viajar juntas e de encontrar pelo mundo afora. A Lu vive em Paris desde setembro de 2012 (um ano e meio) e lá estuda direito empresarial em uma das mais conceituadas universidades da Europa, a Panthéon-Assas. 

O que mais te impressiona em Paris? 

Sem sombra de dúvidas a eclética arquitetura da cidade. Seus prédios “Haussmanniens” e em ”Pierre de Taille” e também as luzes naturais da cidade. Nos finais de tarde ensolaradas, a luz ao refletir nos prédios é um presente aos olhos dos curiosos e observadores que costumam andar olhando para o alto. Um verdadeiro show de tons que compõem uma rica palheta de cores que variam desde o amarelo pálido a um encorpado tom de mostarda, este que por sua vez, delicadamente transmuta-se em dourado, transformando inusitadamente a cidade, quase que num processo de Alquimia.  Os reflexos, luzes e sombras, traduzem-se em momentos mágicos, de tirar o fôlego. Paris que vista do alto é branca, ao entardecer veste-se de ouro.

Quais são os três restaurantes daqueles bons e baratos que você ama na cidade? 

Tarefa complicada selecionar apenas três, mas voilá: 

La Formi Alée - lá você degusta pratos descomplicados da culinária francesa, rodeado de livros antigos. Super indico para quem é aficcionado por bibliotecas como eu. 

Café Cassette -  para toda e qualquer ocasião, desde um brunch aos domingos, até um reforçado café da manhã. As “potages”, apelido francês para a tradicional sopa, de lá são deliciosas, sonho até hoje com uma sopa do dia que degustei lá, creme de batata perfumado por trufas negras. O tempero de lá é especial. 

Ribouldingue -  um bistro de instalações modestas em contraste com uma comida extremamente saborosa, os entendidos em gastronomia se refugiam de tempos em tempos por lá, isto é, semanalmente.

Qual é o melhor jeito de se locomover?

A pé, para sorver os detalhes da cidade, principalmente nos dias de temperaturas amenas. Bicicleta é uma forma divertida, bastante ágil e que te permite uma interação interessante com o meio. O metrô também é muito eficaz pela sua rapidez, porém te restringe dos encantos dos inúmeros detalhes e da beleza da superfície. O ônibus é bastante eficiente, mas aconselho para quem tem um tempo para estudar as linhas e tem um conhecimento mediano da cidade.

Imagine um dia dedicado para apreciar arte. Por onde você passaria? 

Começaria o dia dando uma volta de bicicleta (vélo), pela região de Belleville e Menillmontant, para apreciar a Quarta Dimensão da arte urbana , a verdadeira e inusitada Street Art, marcas e reflexos de uma Paris mais underground, mas atenção, olhos atentos, tá tudo lá ao deleite dos bons observadores. 

Após iria à Place du Tertre, um charmoso e imperdível clichê, no alto de Montmartre. Ah, melhor sem bicicleta!  Passaria o início da tarde no Jardin de Tuileries, indo da Concorde ao Louvre, um verdadeiro museu ao céu aberto.

Terminaria o dia na Place des Vosges, apreciando as tantas galerias ao seu redor, instaladas sob arcos. Importante: a casa em que Victor Hugo viveu é lá.

Qual é lugar mais inspirador em Paris?

La Fointaine Médices, no Jardin de Luxembourg.

E a vista mais bonita da cidade? 

Do alto da Tour Montparnasse, você pode compreender Paris, sentir Paris. Chegar pela primeira vez diante à Tour Eiffel pelo Trocadero é com certeza inesquecível também.

Em que ruas em Paris você gosta de passear? 

Aos sábados gosto de flanar pela Rue Montorgeuil, perto de Châtelet. Ver a vida passar, comidinhas variadas, brexós, gente sorridente e de bem com a vida.

A qualquer hora adoro a Passage du Chantier, no Faubourg Saint-Antoine. Você sente o perfume da madeira trabalhada pelos diversos artesãos que vivem por lá, em seus ateliers. Volta no tempo garantida!

Rue des Thermopyles, no 14 arrondissement. Lá eu tenho a impressão de ultrapassar um portal mágico, que em apenas dois passos me remete ao interior da França. Ruela de casas com jardins, bem estilo campanha. 

De tantos museus pela cidade, qual é seu preferido?

O Musee D’Orsay.

Que comidinhas em Paris que só de pensar te deixam com água na boca? 

Com certeza o crepe do Le Grec na Rue Mouffetard, a única coisa que pode ser indigesta é a fila que se forma na hora do almoço ou fim da tarde. Imagine um crepe delicioso, com muito emental, jambon (presunto), alface, tomate, ovo, champignons e mais tudo aquilo que você achar que tem direito. O crepe de banana com Nutella merece ser apreciado, nem que dividido.

As tartelettes aux framboises, e os éclairs au chocolat da Arnaud Delmontel, no 39 Rue de Martyrs. Por sinal essa rua é um paraíso na terra para os Gourmands.

Para quem quer dançar até tarde da noite, que lugar/região você aconselha?

Silencio Club, na região de Grands Boulevards. E mais que evidente, o aclamado Club Rex, eletrônico da melhor qualidade. 

Um lugar emocionante em Paris. 

Pontinha extrema da Ile de La cité, sob o enorme chorão que lá habita, na beirinha do Sena, com vista para a Pont des Arts. Pôr do sol de tirar o fôlego.

Se você pudesse consertar algo em Paris, o que seria?

Não seria bem Paris, mas os parisienses de um modo geral. Admitem eles um certo peso, uma falta de paciência e de otimismo, principalmente com os turistas. Prova disso é quando você pergunta:

- Comment vas tu? 
   Resposta:
- Pas mal.
 (Nem precisa traduzir)

P.S – fora as tantas bufadas que eles vivem dando.



Odilon Merlin - Formado em Artes Cênicas pela PUC/PR, esse amigo é figura conhecida entre os artistas de Curitiba. Odilon foi dono da lendária Temptation Discos nos anos 90 e depois pilotou de 2000 a 2011 um dos bares mais irados de Curitiba: o Era Só O Que Faltava, que por mais de uma década lavou a alma de muitos carentes por música boa na cidade! Algumas bandas que tocaram por lá: Karnak, Los Hermanos, Beijo AA Força, Cat Power, Black Maria, entre outros. 

O que mais te impressiona em Paris? 

O que mais me impressiona é a capacidade dela se reinventar através dos tempos. Paris tem mais de dois mil anos. Era uma aldeia gaulesa, tornou-se uma cidade romana e depois o principal centro urbano da Europa medieval. Foi berço do Renascimento, do Humanismo e precursora do Socialismo. Sobreviveu às maiores guerras da humanidade. É referência na indústria do luxo, da moda, gastronomia, arquitetura, urbanismo, design, artes plásticas e fotografia. Acolheu os maiores compositores da história. Possui os principais museus do planeta. 

E nada disso é suficiente para acomodá-la. Ela continua se transformando, se recriando, construindo seu futuro. Isto é fascinante e muito estimulante para quem vive nela.

Quais são os três restaurantes dos “bons e baratos” que você ama na cidade? 

Muito cuidado nessa hora porque 80% dos restaurantes da cidade servem comida pronta (congelada). Aquela deliciosa entrada de salmão defumado com folhas verdes ,você compra igualzinho em qualquer supermercado da cidade por 1/5 do preço do restaurante! Mas em termos de ambientação, os restaurantes são realmente imbatíveis. Portanto, se você sabe que é assim que funciona, relaxe e aproveite esses deliciosos lugares sem se deslumbrar com o cardápio que, na real, é uma farsa.

Eu posso indicar o restaurante português Pedra Alta, no Boulevard de Bercy com carnes e lagostas de cinema a um preço espetacular para os padrões parisienses. Chegue cedo porque as filas também são de cinema!

O restaurante típico de Paris é a brasserie. É um restaurante de tamanho grande com serviço contínuo (abre cedo e fecha tarde), sempre com decoração elegante, e que serve pratos não muito complicados. Em geral especialidades francesas são frutos do mar. Existem muitas brasseries por toda Paris e para todos os bolsos. Eu gosto particularmente da Le Européen em frente à Gare de Lyon e da Lipp, bem pertinho da Igreja de Saint Germain-des-Prés, mas essa é mais salgada.

Outro restaurante que eu gosto bastante é o Les Fabricants ( 61 rue Jean Pierre Timbaud), com ambiente descolado, frequência jovem e bonita e preço camarada. Fica na região da rua Oberkampf, cheio de restaurantes, bares e casas noturnas.

Mas é importante ressaltar, não existem milagres em Paris. Grandes chefs e excelentes restaurantes custam pequenas fortunas, mas valem quanto pesam (ou custam)

Para orçamentos apertados, eu sinceramente deixaria os restaurantes de lado, me divertiria um monte nos mercados e nas lojas da rede de congelados Picard ( a 8ª maravilha do mundo moderno) e faria excelentes refeições improvisadas no hotel ou no apartamento alugado.

Qual é o melhor jeito de se locomover?

Não só o melhor mas o único razoável é o transporte público. Seja trem, metrô, ônibus, bonde ou bicicleta. É com certeza o melhor sistema integrado de transporte do mundo. Em climas agradáveis e com alguma familiaridade com a cidade, a bicicleta é perfeita. Vale também estudar um pouco os mapas e itinerários dos ônibus. Perde-se muita coisa bacana viajando só de metrô.

Imagine um dia dedicado para apreciar arte. Por onde você passaria? 

Pelas galerias de arte da rue de Seine, da rue des Beaux Arts e da Place des Vosges.

Qual é o lugar mais inspirador em Paris? 

Meu canto preferido é a Place Louis Aragon, no bico da Île de Saint Louis. E se perder pelas ladeiras de Montmartre  é outra experiência espetacular.

E a vista mais bonita da cidade? 

Nas duas vistas mais conhecidas: as escadarias de Sacre Coeur  e a Torre Eiffel, você não consegue ver a Torre, que é o ícone máximo da cidade. Então eu voto no restaurante panorâmico da Tour Montparnasse, o Ciel de Paris.

Onde seus filhos mais se divertem em Paris?

Na Cité des Sciences et de l’Industrie, sem dúvida. Programa de dia inteiro para toda a família. No Parc de La Villette. O Jardin d’Acclimatation também é um programa sensacional que mistura zoológico e parque e diversões ‘old school’.

De tantos museus pela cidade, qual é seu preferido?

Que comidinhas em Paris que só de pensar te deixam com água na boca? 

Sandwiche de falafel na rue des Rosiers no Marais. Macarrons do Ladurée. Sorvete da Bertillon, na Île de St. Louis.

Para quem quer dançar até tarde da noite, que lugar/região você aconselha?

Os bares e clubes de Belleville, de Ménilmontant e de Saint Germain-des-Prés são super concorridos.

Um lugar emocionante em Paris. 

Para mim não existe nenhuma construção erguida pelo homem mais apaixonante que a Torre Eiffel. De qualquer ângulo, de perto, de longe em cima ou embaixo, ela é enorme, linda , perfeita e emocionante. Do Champs de Mars ao Trocadero.

Quais são as lojas/lugares para apreciadores de música e bolachões como você?

Tem muitas. Inclusive eles tem todo ano o Dia da Loja de Discos, o Disquaire Day. Tem shows pela cidade toda, promoções, muito legal. Este é o site da última edição com os principais endereços: http://disquaireday.fr/disquaires/

A loja da Cité de la Musique também é ótima. Muitos LPs, CDs , camisetas e livros. E qualquer Fnac é uma festa para os olhos e uma perdição para o bolso.

Se você pudesse consertar algo em Paris, o que seria?

Um pouco mais de sol não ia ser nada mal. 

No próximo post, venha mergulhar um pouco mais em Paris.

 

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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte I

5 dezembro, 2013 às 07:49  |  por Candice Bittencourt

E lá estava eu em casa preparando o itinerário da nossa viagem de 40 dias de verão pela Europa e já tínhamos um consenso: conhecer novos lugares. A Grécia foi a primeira escolhida e logo em seguida veio a decisão de explorar um pouco o leste europeu começando pela Hungria e depois Eslováquia.

A primeira peça do quebra-cabeça estava difícil de encaixar no orçamento: passagens em pleno verão é para chocar qualquer viajante: nada por menos de 1800 dólares para pisar em qualquer ponto da Europa.  Um belo dia de tanto pesquisar eis que surge por 1.000 dólares um vôo direto San Francisco para o Charles de Gaulle com a low fare francesa XL . Hora de agir. Só para constar: essa companhia só faz vôos dos Estados Unidos para França. Se procurar você encontra vôos a partir de 800 dólares.

Faça o cálculo comigo: duas passagens onde você já estava conformada em gastar 3.600 dólares, de repente fica por 2.000! Pensei: com esses 1.600 que sobra, alugamos um apartamento pelo Airbnb lá nas colinas de Beleville e ficamos duas semanas curtindo o verão em Paris. Fechado.

Eu já sabia que escrever sobre Paris seria chover no molhado. Até um amigo blogeiro me alertou: “escrever sobre Paris deve ser difícil, imagina, falar sobre mais o quê da cidade luz”.  E sabe que por um tempo fiquei mesmo pensando: mas já não tem informação suficiente sobre onde passear, o que ver, onde ficar, o que comer em Paris?

Pois bem, então já que todos sabem que Paris é magnífica, uma das cidades mais lindas do mundo, que caminhar próximo às margens do rio Sena é um deleite para os olhos, que conhecer a catedral de Notre Dame é fantástico, que o museu do Louvre é imponente, que ver a cidade toda iluminada lá do alto da torre Eiffel é inesquecível, que a avenida Champs Èlysées é o paraíso das compras e que ainda tem o Arco do Triunfo como cenário para suas fotos, o que queremos afinal com esse texto?

Descobrir com calma a Paris do parisiense! Onde eles tomam seu vinho rosê no final de tarde? Que praça eles sentam no horário do almoço para degustar uma baguete? Como o parisiense se locomove? Qual é a livraria que eles frequentam? Onde ficam as feiras livres?

Bem, para desbravarmos uma cidade (não ficando apenas na área turística) precisamos estudar e no mínimo conhecer o seu tamanho e como ela está distribuída no mapa.

Entendendo o mapa de Paris 

 

Observe os números em cada pedaço colorido do mapa e brinque de “ligue os pontos” começando do 1 até o 20. Que desenho saiu desse traçado? Não faz lembrar um rocambole ou uma cobra enrolada? Pois é assim que é feita a divisão administrativa de Paris, pelos seus 20 arrondissements (distritos) que compõem a cidade e onde vivem aproximadamente dois milhões e duzentos mil sortudos.

O ponto central da cidade, ou seja a arrondissement 1 começa no Louvre (bem perto do rio Sena) e é distribuído em uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio. Assim os números mais baixos correspondem aos “distritos” mais centrais e quanto mais alto o número, mais longe ele vai ficando do centro. E os preços em Paris também seguem essa lógica: ou seja, quanto mais próximo do centro histórico da cidade, mais caro você vai pagar por um quarto de hotel.

Qual é a melhor época para conhecer Paris

Semanas antes de viajar para a Europa conheci um parisiense aqui em San Francisco e comentei que estava indo passar o verão na terra dele. Ele me disse: você está indo na melhor época. Por quê? perguntei. E ele: é o período onde os parisienses saem da cidade para fugir do verão. Ironia é pouco monsieur…”fugir do verão” pensei com os meus botões, mal sabia o que vinha pela frente.

Se a idéia é passar o verão em Paris é bom saber que você pode dar de cara com o tal canicule que é um fenômeno climático que vem do norte da África e que castiga algumas regiões da Europa. Imagine uma onda de calor excessivo durante o dia (e a noite) combinada com um bloqueio da circulação de ar. Eu senti um pouco dessa sensação por três dias eu digo que é desumana.

Quando o canicule dá o ar da graça em Paris, os jornais ficam em polvorosa, oferecendo dicas de como se proteger e alertando sobre o perigo de pegar uma forte insolação e desidratação, principalmente nos idosos e nas crianças.

Por isso eu não aconselho o verão em Paris. E o inverno também deve ser aterrorizante. Acredito que os meses no final da primavera (maio e junho) e no começo do outono (setembro e outubro) sejam os mais interessantes.

Tem uma piada que diz que o melhor mês para visitar a cidade é em setembro porque você ainda pega o parisiense feliz por ter acabado de voltar das férias. Uh la la!

Onde ficar em Paris

Isso vai depender de quanto você está afim de gastar com uma diária de hotel. Quanto mais próximo do centro histórico, do rio Sena e do Louvre, mais caro será. É nessa região onde os turistas ficam amontoados. Ou seja, era tudo o que eu não queria: pagar caro em um hotel para ficar entre os turistas.

Então comecei minha pesquisa pedindo ajuda para alguns amigos que já moraram (outros que ainda moram) na cidade: “qual é o bairro bacana, charmosinho, onde se concentram os parisienses”?

E aí vieram algumas respostas:

- qualquer cantinho no 11 arrondissement. 

- outro lugar bom de ficar é no 20º arrondissement no bairro de Ménilmontant, perto do canal St Martin.  

Marais – outro bairro bacana. É bem central, contruções medievais, conhecido por ser o bairro judeu e também o bairro gay. Ou seja, as lojinhas mais lindas, os bares descolados e o melhor sandwiche de falafel do mundo. O Marais é para quem gosta de borburinho e fica perto do museu George Pompidou.

Alto de Belleville – La Banane – fica no 20º arrondissement. Um pouco mais afastado mas bem servido de transporte ( esse é um problema que você não terá em Paris: transporte). Fica perto do cemitério Père- Lachaise e de uma concentração enorme de bares e restaurantes ( rue Oberkampf e rue Menilmontant). Tem uma bar chamado Le Bellevilloise que é bem legal. 

Montmartre - é super turístico, mas maravilhoso. Na ‘La butte (colina) Montmartre você encontra as casas onde moraram Picasso, Toulouse-Lautrec, Van Gogh e por aí vai. Tem jeito de cidade do interior, bares e restaurantes deliciosos. E onde fica a linda basílica de Sacré-Coeur. E lá em baixo fica o Pigalle, onde o rock rola!

Quartier Latin – um dos bairros mais charmosos e que fica na5º arrondissement, perto do Panthéon e do Jardim de Luxemburgo. Caminhar pela Rue Moufftard no final de tarde é uma delícia.

Como nossa idéia era acordar, ir na padoca, passar na feira, visitar lojas locais, escolhemos um bairro bem residencial na 20º arrondissement junto às colinas de Belleville. Pagamos por 16 noites, 1015 dólares, ou seja, 63 dólares por noite. Precinho bacana não?

Se quiser conhecer o apartamento é só clicar AQUI.

Nossa estadia foi ótima, o apartamento super confortável, o bairro cheio de parisienses na volta, restaurantes, livrarias, feiras livres às tercas, mercado do lado. Recomendo se você pensa em passar um tempo em Paris e não tem como gastar muito em hotel. Se quiser ver outros apartamentos é só entrar no site do Airbnb.

Se você não pode ficar tanto tempo na cidade e prefere ficar em hotel em uma boa localização eu indico o site da Trivago. Eles conseguem bater o preço de qualquer grande site de busca de hotéis. Vale muito a pena dar uma olhada no preço que eles oferecem antes de fechar diretamente com o hotel. Uma sugestão de ouro!

No próximo capítulo:

Como se locomover em Paris, passeios imperdíveis, o melhor sorvete da cidade (dica do amigo Odilon) e os segredinhos da amiga Lu, uma brasileira que vive e estuda em Paris e que me levou para comer a melhor french soup do planeta. Porque eu vou onde os locais me levam!

Mais links sobre Paris:

Impressões sobre um verão em Paris

 

 

 

 

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19 novembro, 2013 às 20:42  |  por Candice Bittencourt

Resolvi escrever esse texto para ajudar os brasileiros (sul americanos) que amam esquiar na neve mas que já estão cansados de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile. Esse texto também pode ser útil para aqueles que são fissurados pelo esporte e que não se contentam em esquiar só uma vez por ano.

Heavenly – foto divulgação

Foi pensando em você é que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia, porque eu sei bem o que é ser apaixonado pelo esporte.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus entre dezembro e fevereiro, nos Estados Unidos (hemisfério norte) quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período. O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi pelando de quente para relaxar e se esquentar? Que tal esquiar!?

Se você precisa de ajuda para planejamento de viagem com sua família não deixe de conhecer o www.avidaeumaviagem.org

 Segue os links:

 

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Utah, Arizona e Nevada – o paraíso mora ao lado, na terra dos índios navajos – PARTE I

17 setembro, 2013 às 21:03  |  por Candice Bittencourt

É tão interessante pois o texto mais acessado no blog (hoje em dia) é o de Las Vegas. Eu entendo que Vegas seduz pelo seu colorido vibrante, com hotéis magníficos por preços razoavéis e seus caça-níqueis e outlets tentadores mirando o seu bolso. O mundo inteiro quer ver as águas dançantes do Bellagio. Nada contra, mas eu quero te levar além desse paraíso artificial.

É uma grata surpresa quando arrumamos a mala sem muitas expectativas para uma viagem e de repente pelo caminho começam a surgir lugares lindos, mágicos, nunca imaginados e a viagem vai se transformando em uma das mais lindas da sua vida.  E esse foi o sentimento nessa road trip de seis dias divididos em 1800 quilômetros mergulhando na maior reserva indígena dos Estados Unidos, passando pelos estados de Nevada, Arizona e Utah. E parece até ironia porque toda essa maravilha da natureza tem seu ponto de partida e chegada na transloucada e plastificada Vegas.

É meus amigos, o paraíso está bem ao lado mas é ofuscado pelos neons da grande Strip. Sorte a nossa. E eu posso te garantir: essa viagem ao coração da terra dos índios navajos é muito, mas muito mais bonita, emocionante e benéfica para o coração e para alma do que qualquer jogatina de casino.

Se você realmente gosta de pegar estrada, ver e sentir de perto a natureza, passar por desertos, parques nacionais, se perder por cidades fantasmas, ouvir o silêncio e admirar o pôr do sol, você precisa conhecer essa imensidão de terra, que em grande parte pertence a tribos indígenas.

Aluguel de carro

Não é difícil programar essa viagem. A primeira coisa a se fazer é alugar um carro em Vegas. Eu aconselho programar essa viagem entre cinco a sete dias. Quando você aluga um carro por uma semana a diária fica mais barata. É uma regra bem comum nas locadoras. Segue alguns sites que tem boas cotações:

Expedia

Fox

Thrifty

Budget

Dollar

Normalmente os preços variam entre 190 a 250 dólares (de uma locadora para outra) para uma semana de carro econômico. Minha sugestão é reservar sempre o mais barato e na hora negociar um upgrade. Por exemplo, um mustang (quase) zero bala saí por 420 dólares a semana, o que significa 60 dólares por dia. Se você gosta de pegar estrada, invista em um conversível porque é a combinação perfeita para esse tipo de viagem. Não esqueça do GPS (ou mesmo um mapa nas mãos) e prepare um setlist das suas músicas preferidas. Tudo isso faz a diferença.

Separe entre 200 a 250 dólares para a gasolina. Só para se ter uma idéia o trecho completo (1.800 km) da viagem (sem parar para dormir) dá aproximadamente umas 20 horas de estrada, ou seja, dividindo entre cinco a sete dias teremos uma média de três a quatro horas por dia no volante. Claro que alguns dias você deve dirigir menos e outros precisará compensar e isso é o que veremos mais a frente.

Só relembrando que o grande barato dessa trip é o caminho a ser percorrido, os “achados” que quero dividir aqui e que até então não sabia de suas existências.

O Itinerário 

http://roadtrippers.com/trips/51b64b977f3d77641800658a

 

Primeiro dia – 402 quilômetros ( Vegas até Flagstaff )

Como saímos meio tarde de Vegas (perto das 5pm) seguimos pela US 93 sentido Flagstaff até cruzarmos a Interstate 40 (antiga rota 66) passando pelo incrível Lake Mead onde aproveitamos a luz do final do dia. Nesse primeiro dia rodamos perto de 400 quilômetros até chegar em Flagstaff onde decidimos descansar para o dia seguinte. Dormimos no Travelodge na legendária rota 66.

preparando os equipos para as filmagens…


Segundo dia –  294 quilômetros ( Flagstaff até Page )

Acordamos cedo em Flagstaff e seguimos pela US 89. No caminho, fizemos uma parada para conhecer o Sunset Crater Volcano National Monument e o Wupatki National Monument. Você precisa pagar 10 dólares para explorar essa região lindíssima que inclui além do vulcão, o monumento de Wupatki e o Walnut Canyon.

Nessa área, cerca de 900 anos atrás um vulcão entrou em erupção e hoje percorrendo suas trilhas dá para tocar e sentir as lavas petrificadas que mudaram para sempre a paisagem do local. É incrível ouvir o som da fragilidade que as lavas emitem enquanto você caminha sobre elas.

No mesmo parque, outra atração é o Wupatki Monument, as ruínas do maior povoado dos nativos americanos e que foi exterminado depois da erupção do vulcão no século XI. Ali você pode ver o que restou da estrutura e saber um pouco mais da história dos índios navajos.

Seguindo pela estrada 89, cruzamos e prosseguimos pela antiga US 160 sentido Tuba City. Cada vez mais imergidos na terra dos índios navajos e bem perto da fronteira do Arizona e de Utah, surge no caminho uma placa apontando para “Dinosaur Track“. Aqui é um dos lugares no mundo onde geólogos e caçadores de dinossauros de plantão comprovam a existência da espécie. Não fomos atrás das pegadas, até porque já estava tarde, mas reza a lenda que elas existem.

Como estavámos próximos do fim do dia paramos para ver o pôr do sol. Nada mais restava ali do que um silêncio absoluto, uma imensidão de natureza com o céu alaranjado e o sol se escondendo por de trás de uma montanha bem vermelha. Depois que o sol desapareceu no horizonte, o céu rosa e lilás deu o ar da graça. Para mim, foi um dos lugares mais lindos de toda a viagem. Na segunda noite da viagem dormimos em Page, no Arizona no hotel Travelodge com a diária por U$ 62.

Terceiro dia –  202 quilômetros ( Page até Monument Valley)

Um dos dias mais esperados da viagem por estarmos indo de encontro com dois gigantes da natureza e que nos inspirou nessa trip: o Antelope Canyon e o Monument Valley. Acordamos cedo na simpática cidade de Page, tomamos um café da manhã daqueles típicos americanos, no estilo bagel, ovo e bacon e seguimos por uns 25 km até o primeiro parque que nos fez acreditar que essa viagem não seria em vão: o Antelope Canyon.

centro de Page
arredores do Antelope
arredores do Antelope

Na minha imaginação, chegaríamos de carro bem próximo ao local (como qualquer outro parque nacional), pagaríamos um valor simbólico e aí sim estaríamos liberados para ver a natureza atuando nas suas mais diferentes formas e cores. Ledo engano. Acontece que a visita ao Antelope Canyon é totalmente comercializada pelos índios navajos e isso querendo ou não, tira um pouco a magia do lugar porque você é obrigado a fazer a visita com um guia, com horário marcado e muitos turistas pela volta.

O tour começa em um estacionamento ao ar livre onde você deixa seu carro. Lá mesmo você compra seu ingresso para visitar o Antelope que na verdade são dois e você precisa escolher qual quer ir: o Upper (superior) ou Lower (inferior). O mais famoso e que faz fama ao lugar é o Upper. E foi esse o escolhido da vez.

Com o ingresso nas mãos, saímos em excursão (oito em cada grupo) em um 4×4 safado de desconfortável por uns 10 minutos até chegarmos na entrada dessa formação rochosa bem estreita, onde a brincadeira é entrar por esses paredões coloridíssimos e observar luzes espetaculares entrando por suas frestas. E tudo é realmente incrível e único.

O passeio dura uma hora e meia e o grande desafio é driblar o ser humano (que não pára de matracar) para poder apreciar o local, ou mesmo fotografar. Nem sempre é fácil ser turista…

Não quero desanimar ninguém e pode ter certeza: vale muito a pena conhecer essa maravilha, porém eu faria diferente na segunda vez. Eu escolheria fazer o tour dos fotógrafos que começa às 11 da manhã com duração de duas horas. A promessa dos índios é que dá para se movimentar melhor, o número de pessoas circulando é bem menor, além da luz que é a ideal para apreciar a magia do canyon. O preço é bem mais salgado: pula de 40 para 80 dólares. Escolhemos o tour da uma da tarde e estava abarrotado de gente. Espero que você tenha mais sorte que nós.

Do Antelope, em Page, seguimos mais 188 km (começando pela AZ 98 e depois seguindo pela US 160 e depois US 163) até cruzar a fronteira do Arizona para Utah e dar de cara com a imponência do Monument Valley.

Conto no próximo post. Até lá.

Para se ter idéia dos lugares por onde passamos, você pode conferir nessas imagens que captamos durante a viagem:
65809502

1000 miles from daniel azulai bittencourt on Vimeo.

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O Bottle Rock Napa Valley veio para ficar

23 maio, 2013 às 18:52  |  por Candice Bittencourt

A primeira edição do Bottle Rock Napa Valley já nasceu com o desejo de ser um dos maiores festivais de música da América da Norte, porém não deve ter sido fácil convencer a populacão dos 76 mil habitantes da charmosa e pacata Napa Valley que um festival do porte do Bottle Rock pudesse trazer benefícios para uma das mais consagradas regiões de vinículas do mundo.

Sem nenhuma experiência anterior na produção de festivais de música, além da incerteza de como os moradores de Napa Valley iriam aceitar a novidade para a cidade, os idealizadores e fundadores do Bottle Rock, Bob Voigt e Gabe Meyers foram verdadeiros guerreiros. “É um enorme compromisso ter que provar em cinco dias a competência de um  trabalho de equipe durante meses a fio para agradar os locais e o público de mais de 120 mil pessoas que vieram para o festival”, conta Voigt.

Mas o Bottle Rock nasceu em boas mãos, superou as dificuldades de um primeiro ano de festival e a maior prova do sucesso é a confirmação da sua segunda edição para 2014. Quer notícia melhor?

 Dave Grohl e seu primeiro filme como diretor, o Sound City

Napa Valley virou a cidade do rock já na segunda-feira, dia 6 de maio no teatro Uptown onde Dave Grohl, ex baterista do Nirvana e líder do Foo Fighters veio mostrar o filme que conta a história do estúdio de som, o Sound City, onde foram produzidos e gravados discos antológicos que marcaram  gerações como o Nervermind, do Nirvana, Rumours, do Fleetwood Mac, fora vários outros álbuns de nomes consagrados como o Red Hot Chili Peppers, Slayer, Rage Against the Machine, Greatful Dead, Elton John, Carlos Santana, Tom Petty, entre tantos outros. Na verdade, a história do filme gira em torno da mesa de som “Neve” que para os músicos era como se fosse uma “nave espacial da Enterprise” melhorada. Tudo que passava naquela mesa fazia sucesso , te levava para o impossível”, conta Neil Young.


 

Depois do filme, o simpático Dave conversou com a platéia e falou sobre como surgiu a idéia de fazer o filme. ” Se você quer mesmo fazer algo, junte todas suas forças, uns bons amigos, um bocado de tempo e se dedique, que você verá o resultado”. Para seu primeiro trabalho como diretor em um filme, Dave foi impecável e ainda prometeu com uma platéia como testemunha que iria tocar no próximo ano se a primeira edição do Bottle Rock desse certo. Pelo jeito o Dave Grohl e sua trupe devem tomar uns bons drinques em Napa ano que vem.

O festival

Pelas ruas tranquilas de Napa, caminhando por entre jardins de flores até chegar no portão de entrada do festival, dava para sentir o olhar curioso dos moradores. Eles abriam um sorriso bonito e elogiavam o vestido: “Obrigada por vocês virem até a nossa cidade, estamos adorando essa festa, conta a animada Meg, acompanhada de seu marido Bob que vivem há 42 anos na cidade.

Perguntei o que ela achava sobre essa “invasão” na sua cidade e ela toda sorridente respondia: “a gente adora fazer novos amigos e ver todo esse movimento. Obrigada por terem vindo”.  Se não fosse pelo show do Bad Religion prestes a começar eu até acompanhava ela em uma taça de vinho na jardim de sua casa.

“Vim trazer meu filho pela primeira vez em um festival de rock, já que está acontecendo praticamente no quintal da minha casa”, disse Greg Duke um morador de longa data da região.

Com um espaço de 30 mil metros quadrados de grama e terra batida no centro da pacata Napa, o Bottle Rock ganhou vida e foi acomodando em média 25 mil pessoas que diariamente se entretiam entre os três palcos principais ( Willpower, o maior; City, o médio e o Miner, o mais intimista), barracas fantásticas de comida, um palco destinado para stand up comedy e muitas tendas oferecendo o que Napa tem de melhor: vinho.

O impressionante lineup trazendo mais de 60 bandas, entre elas as consagradas The Black Keys, Alabama Shakes, Jane’s Addiction, The Black Crowes, Kings of Leon e The Flaming Lips foi o grande chamariz para o festival. “Não sei se o vento está batendo para o lado errado, mas até agora não senti nenhum cheiro de verde no ar. Só para avisar que nós adoramos fazer o show quando o público e nós estamos chapados”, acrescentou Wayne Coyne, o líder do Flaming Lips, que chegou com um tecido lindo fosforescente meio peixe, meio humano que refletia com as últimas réstias do sol batendo na sua indumentária. O show começou meio intimista, mas depois de meia hora o delírio dos lábios flamejantes veio à tona.

O criador do Lollapalooza e líder do Jane’s Addiction, Perry Farrel  era a própria empolgação em pessoa. “Eu adoro tomar uvas e essa aqui é muito boa”, bebericava na boca da garrafa mesmo entre um acorde e outro. Com uma alegria sem fim, durante uma música e outra ele dissertava sobre suas idéias de como podemos fazer um mundo melhor mas de um jeito nada convencional. Sua liberdade de pensamento impressiona. Ele só fala de amor e viaja muito longe quando canta.

Acompanhado de sua mulher, que não estava sentada assistindo ao show e sim dançando entre uma música e outra e trazendo uma feminilidade ultra sexy para os olhos da platéia, o show parecia um convite para fazer amor com eles. Dave Navajo continua detonando sua guitarra e fez o show do Jane’s Addiction ser um dos melhores do festival.

A dupla infalível do The Black Keys como sempre levando a multidão ao delírio. A competência de Dan Auerbach e Patrick Carney ultrapassa os limites dos acordes e batidas. Eles são puro feeling e para mim é isso que faz o Black Keys ser uma das bandas mais respeitadas no cenário musical atual.

A comida

Entre um banda e outra a aventura era se deliciar entre as dezenas de barracas de comida bem distribuídas pelo parque de exposição no centro de Napa. Já imaginou você se deliciar com um sushi califórnia no capricho ou uma pizza marguerita feita no forno à lenha em um pleno festival de rock ao invés da sempre batata frita gordurosa? A opção de comida era tanta que até  barraquinha vegan você encontrava no festival. E vamos combinar, quem anda por festivais afora sabe a raridade que é encontrar comida saudável e de qualidade mas em Napa Valley onde turistas do mundo inteiro vem passar um fim de semana só para provar da fama dos restaurantes gourmets pela área não foi de se estranhar a qualidade das deliciosas comidas servidas no festival. Outro ponto positivo para o Bottle Rock.

Deus Baco agradece o Bottle Rock

Para os enólogos de plantão, o Bottle Rock foi um mundo à parte. Parecia que todas as vinículas da região estavam alí reunidas proporcionando uma fartura de degustação de vinhos. Sabe que às vezes eu ficava meio confusa se o povo estava lá para tomar vinho ou assistir aos shows.

Independente do seu interesse pelo festival, a melhor notícia é que esse lindo pedaço de terra fértil no norte da Califórnia, renomada pela qualidade de seus vinhos e seus restaurantes maravilhosos está abraçando mais uma consagração, a de ser anfitriã de um dos maiores festivais de música do mundo.

E se você gosta de comer bem, degustar vinho e ouvir música de qualidade, garanta o quanto antes sua presença porque o Bottle Rock já tem data marcada para 2014.

Prepare-se para 2014

Se você tem interesse de participar do Bottle Rock Napa Valley, entre em contato no candicedeluxe@gmail.com que posso te ajudar na parte da logística.

 

 

 

 

 

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Minha primeira vez no maior festival Rockabilly do mundo

16 abril, 2013 às 04:55  |  por Candice Bittencourt

E lá estava eu voando de San Francisco para Las Vegas para o meu primeiro Viva Las Vegas Rockabilly Weekend. Preciso confessar que uma certa excitação quase infantil rolava dentro de mim, afinal novidade é uma das palavras que sustenta o meu jeito de viver. Já tinha lido alguns artigos e bisbilhotado em fotos e vídeos de anos anteriores, mas sentir o clima do festival se formando bem na sua cara é algo inédito mesmo.

Já no táxi, a pergunta: “O que está acontecendo no Orleans Hotel? Parece que estão fazendo um filme. É algum remake dos anos 50?”. E quase no mesmo instante em que eu explicava o evento, do nosso lado (parecia até combinado) três garotas numa hot rod pink conversível acenava para nós, tipo querendo dizer: sigam-me os bons.

A evocação do Viva Las Vegas Rockabilly Weekend é trazer o passado para o presente. É a sua chance de voltar para os anos 50  em uma festa com 100% de teor americano.

Tudo acontece no The Orleans Hotel. Seus quase dois mil quartos acomodam uma boa parte das quase vinte mil pessoas que passam pelos quatro dias do Viva.

Como se inteirar no festival?

Não me venha com nada que é moderno que aqui não cola. Se você acha que vai abafar com o seu novo carro híbrido mostrando sua consciência em sustentabilidade  saiba que nos quatro dias do Viva ninguém vai virar o pescoço pra olhar para o seu novo Prius. Aqui os hot dots beberrões é que arrasam. 

Conselho pra os meninos: layrite nos cabelos ou sinto muito, você não vai estar na crista da onda.

Meninas, vocês que não sejam loucas de usar training confortável e nike air. Podem tirar do armário: vestidos, flores grandes para o cabelo, cerejas nas estampas, saias rodadas, corsets, saltos, sandálias plataformas, colares e é bom que tenha algum colorido nesses acessórios. 

Na frasqueira de maquiagem não pode faltar delineador preto, rímel, curvex (cílio postiço? melhor ainda) e muito batom vermelho. E já se acostume a acordar pelo menos uma hora antes do planejado para ficar na frente do espelho porque a arte do cabelo é um capítulo à parte nesse evento! Acha que é fácil se transformar em uma versão feminina dos anos 50?  Ah, dá trabalho ser mulher nesse festival!

Não tem tatoo? nenhumazinha? vixi… 

Não sabe como se enturmar? vista um twinset, abra uma Pabst (que já é meio caminho andado) e vá caminhando pelo Orleans que a diversão é garantida. Se tiver com sorte, ainda pode dar de cara com a estrela burlesca Tempest Storm pelos corredores.

Lembre-se: com a pulseirinha seu acesso é irrestrito. Não se acanhe e entre mesmo nos teatros para ver as competições de burlesque e as jams com vários monstros do rockabilly guitar como Deke Dickerson, Joel Paterson e ganhe de presente uma surpresa: Marky Ramone na batera.

E o que tem mais pra ver no Viva Las Vegas? 

 

As bandas

O criador do Viva Las Vegas Rockabilly Weekend, o inglês Tom Ingram (que cruzei umas duas vezes pelos corredores do Orleans) me contou que a música é a grande responsável pelo sucesso do festival. “Foi onde tudo começou há 16 anos. E o sucesso é tanto que muitas bandas esperam o Viva para lançar seus discos porque é a reunião exata do público que eles querem atingir”, conta Ingram.

Esse ano foram 65 bandas divididas nos quatro dias de festival e Ingram faz questão de cuidar pessoalmente do lineup todo santo ano.

Para mim, o melhor jeito de entender o espírito do Viva é assistindo as bandas e nesse quesito o Brasil foi super bem representado com a banda curitibana Annie & The Malagueta Boys que tocou duas vezes no Bienville Ballroom levando a gringarada ao delírio.

 

Shows de burlesque

Com lugares limitados, o segredo é reservar o quanto antes sua cadeira do grande teatro Orleans para apreciar as três apresentações de Burlesque. A primeira noite acontece o show com as mais consagradas e profissionais da atualidade. Na segunda noite é o Bingo Burlesque, (a brincadeira é “ela tira, você ganha”) e no último dia, a mais esperada: a competição internacional sempre com uma celebridade bacana no júri, como exemplo desse ano: Marky Ramone e Tempest Storm, a rainha do burlesque e parceira de muitos anos de Betty Page.

 

Car show

Sábado é o grande dia e começa com a maior exposição de hot rods do mundo com mais de mil carros espalhados pelo grande estacionamento do The Orleans. No mesmo espaço, estandes de venda com tudo que você pode imaginar relacionado com o tema Vintage Rockabilly – Rod Hots – Pin Ups – Arte 50  além de um grande palco montado para os três headliners: Dick Dale, The Rockats e Little Richard.

E que memorável assistir ao vivo o som e a fúria de Dick Dale com sua Fender envenenada arrasando em Misirlou e Hava Nagila. Ver essa lenda viva aos 75 anos de volta aos palcos depois de toda a sua luta contra um câncer retal que quase o arruinou é de encher os olhos. ”Vocês são minha razão por eu estar aqui. Obrigada”, falou emocionado o guerreiro. O ápice do festival na minha opinião.

 

Competição de swing dance

Você não está entendendo…é uma seriedade infinita essa competição. Os casais treinam o ano todo para esse momento. Durante o festival, aulas de aprimoramento de swing dance lotam o Mardi Gras, o maior salão do Orleans. E a grande final rola no domingo onde o público escolhe o melhor casal do ano. No video abaixo um pouco da demonstração dos casais dançantes.

Isso te lembra algum filme? Hill Valley, DeLorean, 1955. Onde estará Dr. Brown?

 

 Pool Tiki Party

A pool party do Viva é imperdível. Uma nostalgia no ar das mais fortes. O “clima” mais próximo que me lembro ter visto foi nas fotos da minha mãe de férias no Rio de Janeiro nos anos 60. A indumentária na piscina é de tirar o fôlego, rola um romantismo no ar e a música faz a gente levitar de tão boa.

 

Eu já no segundo drink boot ( o famoso drinque servido numa bota vermelha por todo o casino)  só observando os casais lindos dançando na beira da piscina, sentindo aquele ventinho gostoso do deserto batendo no cabelo, me vem o pensamento: ”Ah, eu nasci na década errada. Vou aproveitar cada minuto dessa frugalidade porque o DeLorean deve partir em breve.

E o próximo Viva, só ano que vem. Ainda bem.

SERVIÇO

Passagem Brasil / Vegas – U$ 1.300 ( aproximadamente )

Diária de 4 noites no The Orleans – U$ 390 ( para até 4 pessoas no quarto)

Ticket para os 4 dias de festival – U$ 115 (fica sold out  meses antes da data do festival)

Se você tem vontade de viver esse aventura, saiba que existe um grupo do Brasil que viaja há anos para o Viva junto. E pode saber, é mais barato que ir pro Nordeste. E ainda dá para aproveitar para renovar eletrônicos, roupas e instrumentos musicais.

Entre em contato se tiver interesse!   HEY HO

Agradecimento especial  - Daniel Bittencourt, responsável pelas fotos e vídeos desta matéria.

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Bali – a primeira impressão não é a que fica

10 abril, 2013 às 01:39  |  por Candice Bittencourt

A sonhada Bali quase vira um pesadelo

Eu tinha um sonho mesmo de conhecer Bali. Sabe aqueles lugares que há pelo menos 15 anos você escuta histórias de amigos e do primo surfista contando: “lá é super barato, tem lugares incríveis, praias maravilhosas e as pessoas são super legais?!”.  Pois é, na minha cabeça Bali já era pra lá de especial e a expectativa existia sim.

E eis que vejo mais um sonho se tornando realidade. No dia 18 de janeiro embarcavámos no vôo de três horas pela Jetstar de Cingapura para Denpasar. O ticket comprado de última hora custou U$ 140 por pessoa e que nos trouxe uma baita surpresa na hora de embarcar.

Essa “surpresa” também pegou um casal de chilenos que conhecemos nas Filipinas (ou seja, deve ser bem comum acontecer)  por isso, releve essa dica que vou te contar agora para manter a paz e a ordem na sua viagem.

Eu sei, dia de aeroporto é chato mesmo, mas faz parte do pacote. Minha dica: vá com calma, chegue cedo, separe uma meia hora para tomar um cafézinho porque as vezes essa “meia hora” a mais que você dedicou para não se estressar pode salvar parte da sua viagem. E vou te contar o porquê.

Na hora do check in, perceba a cena:

- A atendente: Posso ver a passagem de saída da Indonésia?

- Eu: Oi? Como assim? Eu não tenho ainda porque não sabemos quando tempo ficaremos na ilha.

- E ela: desculpe mas sem o ticket de saída da Indonésia vocês não poderão embarcar. É uma regra do país. 

- Pensei: Uh la la, que frio na barriga! E agora José Daniel?

Olhei no celular e tínhamos exatos 30 minutos do “finado cafezinho” pra resolver essa parada. Cada um abriu seu laptop e começamos a busca frenética por um ticket para Filipinas (nosso próximo destino depois de Bali). E nessas horas que filosofo na metafísica e vejo tudo na sincronicidade:

Sorte número 1: estávamos no melhor aeroporto do mundo, com wifi rápido e de graça. Vai imaginando essa cena em um aeroporto digamos, mais simples…

Sorte número 2: desde o início decidimos fazer essa viagem só com uma mala “carry on”, ou seja, não despachamos nada. Mais um ponto ganho contra o tempo.

E você deve estar pensando: E dá pra fazer 40 dias na Ásia com uma mala de 12 quilos? Dá e sobra espaço até para presentinhos para a filha. Essa foi uma sábia decisão que também quero contar aqui.

 

 

Bem, voltando à busca insana: conseguimos a passagem pela Tiger Airways por U$ 150 (cada uma) e levamos a prova com o laptop aberto para a atendente da Jetstar. Ela sorriu, nos encaminhou até o portão de embarque e foi o tempo perfeito para passar pela imigração e sentar na poltrona do avião. Ufa, abre uma cerveja para os companheiros!

Muito importante!

Para entrar na Indonésia você vai precisar além da passagem de saída (que eles não pediram para ver!) um visto que pode ser tirado no guichê no aeroporto. O carimbo no passaporte (que deve ter no mínimo 6 meses de validade) vale 10 dólares para quem fica até sete dias e 25 dólares para permanências de até um mês no país. Para sair de Bali também tem uma taxa de 15 dólares, por isso já separe um dinheirinho para não sair atrás de caixa eletrônico bem na hora de embarcar.

Minhas primeiras 24 horas em Bali – relaxa e entra no clima

Chegamos quase às dez da noite em Denpasar sem nem saber onde iríamos dormir. Na saída do aeroporto um casal alemão nos convidou para dividir um táxi até Sanur, a praia famosa por sua areia dourada. Aceitamos o convite e seguimos com eles até o hostel onde eles tinham reserva (não me lembro o nome mas já estava lotado) e de lá encontramos um hotelzinho para descansar por U$ 25 doletas. Simples com ar condicionado.

No dia seguinte, a curiosidade nos levou até a praia de Sanur, que para nossa surpresa foi totalmente desanimador. Que prainha sem graça e sem charme. Descobrimos depois que Sanur é a praia dos “baby boomers”. Nada contra, mas decidimos vazar. Pegamos um táxi até Jimbaran por vinte dólares (descobrimos depois que o valor do trajeto foi caro) que é um ótimo ponto de partida para conhecer o sul da ilha.

No meio do caminho (que levou quase uma hora) começa a cair a ficha…

- mas que trânsito é esse? tudo parado, cheio de obras pelas estradas e muito, mas muito caótico. Por vários caminhos, parecia que eu estava na avenida Brasil, no Rio de Janeiro ou sei lá no trânsito com obras em Balneário Camboriú em plenas férias de janeiro!

- Opa, o quê aquele bebê está fazendo enfiado no meio de dois adultos naquela scooter? Olha, e ainda tem uma galinha amarrada dentro de um saco do lado do motociclista…

- Olha aquele carregando três televisões na moto…

E pensei com as minhas havaianas…tem alguma coisa errada nessa minha tão sonhada Bali…

A primeira impressão é um tanto quanto diferente e bastante inquietante, mas o desafio aqui é mostrar que ainda é possível ser feliz em Bali de hoje em dia mas você vai precisar se esforçar porque a ilha está tomada de turistas. Poucos lugares de paz ainda restam naquela ilha tão mágica.

Ouvi várias pessoas comentando que depois do filme “Eat, Pray and Love” com a Julia Roberts e o Javier Bardem no elenco, o negócio degringolou…de gringo mesmo!

Mas não perca a esperança. Ainda tem um jeito especial de conhecer Bali de um jeito único, puro e romântico. Que tal começar entendendo sua cultura e tradições?

Sobre as praias? tivemos a sorte de fazer passeios com amigos locais (que moram há sete anos na ilha) que nos levaram em praias belíssimas praticamente sem turistas. Sim, ainda é possível!

Vamos aos clássicos:


Bali – entendendo a cultura balinesa e suas tradições

 

Bali – quando ir, quanto tempo ficar e como se locomover   (EM CONSTRUÇÃO)

 

Bali – como descobrir Bali fora do eixo turístico  (EM CONSTRUÇÃO)

 

Bali – onde ficar e os passeios imperdíveis  (EM CONSTRUÇÃO)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cingapura – A Ásia para iniciantes

14 março, 2013 às 16:58  |  por Candice Bittencourt

Se você nunca esteve na Ásia e não tem idéia por onde começar, Cingapura pode ser uma bela porta de entrada para ir aos poucos se acostumando com tudo de novo que vem pela frente no lado oriental do mundo. Para ser bem sincera, Cingapura já não é assim tão oriental…

 

Localizada no sudeste asiático esse pequeno país insular com apenas 710 km quadrados (só para ter uma medida de comparação, Curitiba tem 435 km quadrados e o Rio de Janeiro 1.180 km quadrados) Cingapura já foi parte da Malásia e depois de muitas batalhas com japoneses e britânicos na época da segunda guerra tornou-se independente em 1965 é hoje é o país mais rico da Ásia e o terceiro mais rico do mundo segundo pesquisa de 2012 da revista Forbes.

E toda essa riqueza investida no país você vê nas ruas, nos seus edifícios imponentes, na sua arquitetura ultra moderna e faz Cingapura colecionadora de vários títulos de grandeza como por exemplo: a maior roda gigante do mundo, a maior piscina infinita do mundo, o melhor aeroporto do mundo, entre outros que vou contar aqui.

Cingapura é um país formado 70% por chineses, 13% por malaios (onde a maioria esmagadora é muçulmana), 10 % de indianos e o restante por Eurasians (europeus casados com asiáticos).

Por aí já dá pra imaginar a torre de babel cultural, religiosa e étnica que borbulha na cidade.

Pelas ruas você encontra desde templos budistas (a religião mais praticada no país) até mesquitas pelo bairro árabe.

A culinária é riquíssima e os bairros como o Little India e Chinatown valem uma visita pela autenticidade. Se você está planejando sua trip para Cingapura eu tenho dicas e quero contar umas curiosidades e impressões bem frescas de uma semana de experiência (fevereiro/2012) pelo país.

Vamos aos clássicos:

 

Cingapura - Quando ir e quanto tempo ficar

 

Cingapura – como chegar no melhor aeroporto do mundo

 

Cingapura – onde ficar, como se locomover e suas leis bizarras

 

Cingapura - pela banalização do superlativo

 

 

Fotos – Daniel Bittencourt

 

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A força do Rockabilly curitibano atravessando fronteiras

11 março, 2013 às 05:53  |  por Candice Bittencourt

Você pode até convencer alguém que Curitiba tem potencial para fazer festa de carnaval daqueles trabalhados na lantejoula e no boá e que brincar na avenida ou nos blocos animados do Largo da Ordem seja um direito do cidadão. Sem preconceitos, se a ordem é brincar que seja feita a sua fantasia.

Agora experimente dar uma “googada” usando as palavras “Carnaval Curitiba” e veja o resultado. Perceba que a óbvia turma sobe e desce dos dedos indicadores animados não está sozinha. Vá mais além. Tente explicar para um gringo que carnaval é esse que acontece em Curitiba.

Ele provavelmente vai te perguntar: “Parece que tem algo errado porque essa turma usa quase os mesmos instrumentos para fazer um rock n’ roll. E as meninas gostam de vestidos rodados e os meninos usam cabelo pompadour. Parece que eu já vi essa imagem antes”. – Sim, seu gringo, essa imagem e esse som vem lá na época que seu avô dançava “Rock Around the Clock”.

E Curitiba gosta disso, tem raízes fortes no Rockabilly e um notável reconhecimento internacional que avança muito além do perímetro curitibano atingindo terras longínquas. E o bom exemplo dessa notoriedade mundial é que vira e mexe a cidade está encabeçando os lineups de grandes festivais de Rockabilly pelo mundo.

E esse ano a apimentada banda curitibana Annie & The Malagueta Boys estará representando o Brasil e dividindo o palco com nada menos que o “Tutti Frutti” Little Richard, o rei do surf music, Dick Dale, e os novaiorquinos do Cleftones, no maior festival de Rockabilly do mundo, no Viva Las Vegas Rockabilly Weekend que acontece de 28 a 31 de março em Las Vegas.

E sei que vocês vão concordar: já estava bom demais só de ver essas lendas vivas em ação, afinal, Little Richard está com 80 anos e Dick Tale com 75 anos, mas o festival quer mesmo é provocar uma overdose de prazer para os mais de 20 mil amantes do gênero que por ali se divertem.

O festival que acontece no grande hotel casino The Orleans (que fica fora do eixo turístico onde 99% dos turistas se instalam) está na sua 16 edicão, é audacioso e faz você ter a sensação que um teletransporte te levou para os anos 50.

Com quatro dias de festival, as atrações são das mais variadas: shows de burlesque, reunião de carros antigos com os Hot Rods mais irados do mundo pra causar inveja a qualquer museu do automóvel, estandes de tatuagens, competição da pin up mais original da festa, dezenas de bandas tocando o dia todo pelas piscinas e palcos espalhados pelo evento e muito mais que vou descobrir por lá e contar depois aqui no blog.

E conta na boca pequena que eu vou poder praticar meu curitibanês por lá já que uma turma 35 amigos esperam ansiosos e preparadíssimos para festival desde o ano passado. A raiz é forte mesmo.

Sobre Annie & The Malaguetas Boys

Formada em 2009, o quinteto Malaguetas é apimentado pela poderosa vocal pin up Annie Lee, junto com os violões e guitarras de Rick Pacheco e o sax tenor de Victor Rodder. A cozinha fica por conta do baixo acústico de Jonny Mormelo e as baquetas de Jeffo Moreira. O clima é total pré-rockabilly dos anos 40 misturada com uma brasilidade à flor da pele. Abaixo no vídeo, a divertida “Up &Down” que brinca com aquele clichêzão da imagem do Brasil aos olhos dos “gringos”.

 

A importância do Psychobilly na cena curitibana

Não tem como falar do movimento Rockabilly em Curitiba sem citar o força do movimento Psychobilly  na cidade quando a banda dos anos 90  Os Catalépticos criou em 2000 a primeira edicão do Psycho Carnival.

O festival começou pequeno com o objetivo de reunir bandas que misturavam o rockabilly com o punk rock, sempre brincando com referências do que é tabu na sociedade (horror, sangue, ficção científica, sexo).

Hoje, Psycho Carnival está na sua 14 edição e é o maior festival de Psychobilly  do Brasil, reconhecido no exterior e que sempre tem nos headlines bandas lendárias como The Caravans e o Demented Are Go. Além das dezenas de bandas, um bazar e uma “zombie walk”  já fazem parte da confraternização que dura seis dias e está cada vez mais popular na cidade.

Na verdade, o Psycho Carnival acabou virando um grande intercâmbio musical e que faz Curitiba ser reconhecida como o maior reduto Rockabilly e do Psychobilly no Brasil.

Para você que não sabia e nunca imaginou que tivesse um movimento desse na capital, fica a dica para o carnaval de 2014.

 

 

 

 

 

 

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Planejando sua viagem para esquiar na Califórnia

25 fevereiro, 2013 às 07:44  |  por Candice Bittencourt

Se você ama esquiar na neve mas que já está cansado de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile ou se você é tão  fissurado pelo esporte que não se contenta em esquiar só uma vez por ano, esse texto vai te fazer sonhar com novas possibilidades!

Pensando nos apaixonados pelo esporte que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus, nos Estados Unidos (hemisfério norte)  entre dezembro e fevereiro quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período.

O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi quente para relaxar e se esquentar?

Que tal esquiar!?

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Lençóis Maranhenses – aventura por uma imensidão de paz

3 dezembro, 2012 às 03:57  |  por Candice Bittencourt

Sabe aquele lugar que você tem um sonho em conhecer e até já usou a tal imagem do paraíso como tela de descanso do computador?

A beleza natural dos Lençóis Maranhenses há tempos rondava meu pensamento…só de imaginar aquela imensidão de terra (tamanho de São Paulo em área territorial) cheia de dunas branquinhas entremeadas por infinitas lagoas azuis naturais me fazia sonhar um dia estar a dois passos do paraíso.

Como moro fora há cinco anos e estava de passeio pelo Brasil e programando uma viagem fora do eixo Curitiba – Rio de janeiro, combinamos eu e minha tia de conhecer um lugar inédito para ambas.

Eis que recebo sua ligação com a grata surpresa: passagem Rio – São Luis por R$ 169 cada perna pela Gol em plena estação seca (julho a dezembro – quando as chuvas cessam) e a mais recomendável para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Hora de tirar a mala do armário e começar umas das partes que mais gosto na viagem: pesquisar sobre o local a ser visitado! E aí vai desde a cultura local, culinária, os diversos povoados, artesanato da região, os passeios e por aí vai…e nessa busca eis que me deparo com uma surpresa: o Maranhão é quase uma incógnita “interneticamente” falando: bem precário o acesso às informações sobre o turismo local e os sites dos hotéis ainda na época da manivela, no esquema “manda um email” para ver se tem vaga. As fotos parecem que nunca foram atualizadas e aí é melhor dançar conforme a música e entrar  no clima do “deixa rolar” (o que não é nada mal).

Escolhemos o seguinte itinerário:

  • São Luis – 1 noite
  • Santo Amaro – 2 noites
  • Barreirinhas/Atins – 2 noites
  • São Luis – 1 noite

Decolamos do Santos Dumond no dia 28 de junho pela manhã com apenas uma noite de reserva no hotel Portas da Amazônia que fica no meio do centro histórico de São Luis. O vôo fez uma escala em Brasilia e no início da tarde já estavámos aterrizando no aeroporto que está passando por obras de infraestrutura e o que se vê é uma grande bagunça.

De lá seguimos em uma corrida de 25 minutos de táxi (35 reais) até o hotel Portas da Amazônia para fazer o check in.

Primeira dica de ouro: (e espero que dure bastante): se abrace no Henrique, o concierge do hotel. Além do sorriso fácil no rosto, ele pode e muito te ajudar nas dicas valiosas sobre o Maranhão.

Sobre o hotel o que posso dizer é que é bem bonito, estilão rústico, com aquelas portas e janelas enormes e quase tudo de bom gosto. Com uma localização fantástica (bem no meio do centro histórico) o hotel surgiu da restauração de uma casa colonial de 1839. Eu super recomendo para começar sua aventura pelos Lencóis.

O café da manhã é bem servido, com vários tipos de suco de fruta da região, além de pão, queijo caseiro, café, geléias e etc. A cama é confortável e o banheiro funciona bem, apesar de feio, que também não é nada grave. O preço da diária foi R$ 200.

Como tínhamos apenas uma noite em São Luis, resolvemos pegar um taxista para fazer um city tour pela capital com uma parada no famoso restaurante Chapeú de Palha (pasmen,não tem site) que fica na orla da praia, na Ponta do Farol.

A comida é maravilhosa: carne de sol, baião de dois, macaxeira, manteiga de garrafa. Uma comida saborosa porém pesada.

Durante o percurso, conversando com o taxista, muito simpático por sinal, como quase todo o povo maranhense, descobrimos que mais de 90% das praias de São Luis são impróprias para banho porque o sistema de esgoto lá aplicado não dá conta do problema.

Claro que o assunto “política” veio à tona e conversando com o povo nas esquinas, nos bares e restaurantes você vai descobrindo os podres do mais grosseiro coronelismo da política brasileira.Eu não quero me estender a falar da barbaridade que é ver, ouvir e ler sobre a política que se faz no Maranhão, mas é triste meus amigos, triste mesmo de ver o grande percentual do povo maranhense na extrema pobreza, uma realidade que incomoda até o turista mais alienado.

O povo sem ter o direito nem a um banho de mar, que vem da natureza, imagine o resto…mas seguimos porque esse não é o objetivo do post.

Depois do farto jantar regado à suco de maracujá, cervejinha e sabores que só a comida nordestina tem, voltamos para o hotel caminhando boa parte do trajeto pela orla de São Luis.

Como chegamos um dia antes da comemoração de São João, festejada no dia 29 de junho em grande estilo pelo povo maranhense, a cidade estava num fervo só.

E esse fervor todo vinha de um aguardente artesanal feito de mandioca, bem forte e cor violeta chamado Tiquira, com teor álcoolico quase nos 50% girando na veia do cidadão.

Eu preciso abrir um parênteses aqui: como moro há pelo menos 5 anos em uma cidade que se você estiver muito bêbado na rua a polícia te leva pra dormir no xilindró, foi um tanto chocante ver a quantidade de pessoas caindo de bêbadas nas ruas. Uma tristeza na minha modesta opinião e viva São João que perdoa todos os pecados.

Como estávamos hospedadas no meio do centro histórico, adivinha o que tínhamos de presente?

Em frente ao nosso hotel um palco instalado cheio de atrações musicais e grupos folclóricos fez a festa do povo até às 3 da manhã. Claro que fomos dar uma banda na rua (nunca vi uma festa junina tão original) além de ver e ouvir o som do Maranhão. Esqueça o reggae. Eu não escutei nem uma nota parecida por lá.

O instrumento principal das festas juninas no Maranhão é a matraca que são dois paus que eles ficam batendo e fazendo ritmo. Vai misturando isso com a Tiquira e depois me conta o que você achou…

 

Dia seguinte – rumo a Santo Amaro, o lado mais aventureiro dos Lençóis Maranhenses

Depois de um café da manhã delicioso, seguimos em uma van que contratamos no dia anterior com indicação do Henrique para nos levar até Santo Amaro (28 reais por pessoa) que é a parte menos turística dos Lençóis Maranhenses. No caminho, fomos buscando outros turistas e conhecendo ainda mais São Luis e posso te dizer que é uma cidade que está abandonada e mal cuidada. Praticamente quase todo o centro histórico precisa ser restaurado e são poucos os casarões que já estão recebendo um carinho…

O Manuel, responsável pela empresa que fez esse trajeto também faz transfer para o aeroporto e seu telefone é o (98) 8114 – 1801 ou 8825-0425. Depois da van lotada seguimos por uma boa estrada de asfalto quase 200 km até chegar em Sangue, uma micro cidade que na verdade é conhecida porque é a partir dalí que saem o comboio de pick ups tração 4×4 por uma estrada de areia de 38 quilômetros até chegar em Santo Amaro.

rodoviária de Sangue, de onde saem as pick ups 4×4

Esse trecho leva em média 2 horas de viagem, mas a sensação é que nunca mais vai chegar…principalmente porque viajamos de noite e não deu pra curtir o visual que só descobrimos na volta que até que é bonito!

 

E quem disse que é fácil chegar ao paraíso?

Uma dica: não se esqueça quando for contratar a van pra te levar de São Luis até Sangue, pedir também o trajeto de Sangue até Santo Amaro. Normalmente eles já oferecem o segundo trajeto da viagem mas não custa nada ficar atento. Nem sempre as toyotas estão disponíveis em Sangue para te levar até Santo Amaro. Precisa combinar o horário certinho…

Se você fizer as contas é quase metade de um dia para chegar até Santo Amaro: a primeira parte do percusso de São Luis até Sangue – 200 km ( 3 horas de viagem) e depois a segunda parte do percurso de Sangue até Santo Amaro – 40 km ( 2 horas de viagem).

Nós chegamos à noite em Santo Amaro e nos hospedamos no Ciamat Camp que na verdade é uma grande área verde com árvores frutíferas de frente para um lindo rio, com poucos chalés espalhados dando privacidade total para os hóspedes.

Pra quem gosta de rede para ler um livro, tem várias amarradinhas nas árvores de Santo Amaro.

Os chalés são todos de madeira e muito charmosos.

A localização do Ciamat é incrível porque fica na parte silenciosa de Santo Amaro, ou seja do outro lado do rio longe da bagunça da turma trabalhada na tiquira. Se você procura por descanso e quer contato com a natureza para ouvir o cantar dos pássaros, aqui é o lugar.

Nem pense duas vezes. Além do quê a Fulvia, dona desse pedaço de terra é super atenciosa e faz você se sentir como se estivesse na sua casa. Uma grata experiência. O contato do Ciamat (98) 9604-5824.

Na manhã seguinte, acordamos, tomamos um belo café da manhã e uma pick up ( indicação da Fulvia) com dois nativos veio nos buscar para o passeio até uma parte dos Lençóis que vou contar no próximo post!

Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte III

27 novembro, 2012 às 13:00  |  por Candice Bittencourt

Acordei bem cedo e já fui na sacada ver se a chuva da noite anterior estava na ativa e por sorte ela tinha dado uma trégua. Machu Picchu na chuva pode até ser interessante, mas não é o que você espera para um primeiro encontro.

Depois de um café da manhã caprichado do hotel seguimos até a pracinha central (que fica ao lado do nosso hotel) e logo na próxima esquina já se via um movimento expressivo de turistas. A partir dalí, você tem duas opções para chegar até Machu Picchu:

  •  seguir a pé os seis quilômetros até o topo da montanha (leva em média 2 horas de caminhada praticamente íngreme).
  • Usar um micro ônibus (viagem de 25 minutos por uma estradinha de chão bem sinuosa) que te deixa na portão de entrada da velha montanha. O comboio parte da estação de Águas Calientes de 20 em 20 minutos e o ticket (ida e volta) sai por nove dólares.

 Se você quer ser o primeiro a chegar a Machu Picchu se prepare para chegar cedo na estação porque o primeiro ônibus parte as 5:10 da manhã e o último volta de Machu Picchu às 5:30 da tarde.


vista do ônibus

Como não estávamos no espírito “caminhada” e tínhamos pouco tempo, seguimos no micro ônibus das 9:30 e próximo das 10 da manhã já estávamos na entrada de Machu Picchu.

Ainda dentro do ônibus já se vê um movimento grande de turistas e ao lado da entrada um grandioso hotel chamado Machu Picchu Sanctuary Lodgecom diárias a partir de 925 dólares. Só Mike Jagger e seus amigos para se hospedarem em um hotel desse nível! Conta-se na boca pequena que quando o rock star esteve ano passado visitando o Machu Picchu uma chuva torrencial não o deixou apreciar o local.

Ingressos nas mãos, uma fila pequena, passamos por uma catraca, depois uma revista e já estavámos dentro da cidade.

Dica: bem na entrada do parque tem um pessoal oferecendo para carimbar seu passaporte com os 100 anos de comemoração. Não se esqueça de pedir um mapa gratuito da cidade também.


Daqui pra frente o que eu falar aqui, seja lá o adjetivo que for, não será o suficiente para traduzir a emoção que é sentir aquela grandiosidade da natureza bem na sua cara, cada pedra, cada canto, toda a energia girando bem viva naquelas velhas montanhas gigantescas.


É algo realmente emocionante e único.

E se você tem dúvida se vale a pena mesmo conhecer o Machu Picchu, tenha a certeza que a hora que você der de cara com essa paisagem ao vivo, vai perceber que não é a toa que é uma das maravilhas do mundo moderno.  Eu fiquei realmente emocionada, de imaginar o povo Inca vivendo bem lá no alto dessa montanha tão bonita. É algo que toma conta de você, maior que a sua própria respiração, algo dificil de explicar em palavras…algo como se fosse um sonho.



Dicas, dicas!

  • Leve água porque o passeio é longo e o sol é de rachar mesmo.
  • Filtro solar é imprescindível!
  •  Quando eu voltar pela segunda vez quero fazer um pic nic (é permitido) no meio daquelas pedras incas tão lindas! Só (pela amor) deixe tudo limpinho na hora de ir embora.
  • Vista-se em camadas: fica mais fácil pra se adequar ao clima na montanha que muda rapidinho.
  • Aprecie, aprecie. Sente-se na grama e fique ali por horas admirando esse presente.
  • Se você gosta de fotografar, não esqueça de carregar uma bateria extra e se prepare porque os ângulos, cores e dimensões são de tirar o fôlego.

Mas não tem nada de ruim no Machu Picchu?

Tem sim senhor e sabe o quê é? o seu semelhante!

Como o Machu Picchu se transforma diariamente em uma enorme torre de babel com gente do mundo inteiro falando diferentes línguas e se comportando tal qual a educação que lhe foi ensinada, pode-se esperar de tudo e às vezes amigos, pode ser triste.

 Durante as quase cinco horas de passeio pelo parque arqueológico, eu assisti uma cena por lá que foi ultrajante. Uma mulher e uma amiga vestidas como se estivessem indo pra “night” sentaram por uma meia hora lá no topo da montanha e em posse de um celular ligavam muito animadas para vários amigos contando onde estavam e tal. O que aconteceu é que a voz gritada e as gargalhadas dessas mulheres ecoavam forte e incomodaram muitas pessoas que estavam tentando apreciar o local em paz.

 Lidar com esse tipo de falta de educação requer muita paciência. Só mesmo um monge para abstrair com esses tipo de situação. Nessas horas você respira e lembra de Sartre com sua famosa: “O inferno são os outros”.

Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto…Para ir com calma, apreciando cada pedacinho da cidade e fotografando você deve levar entre quatro a cinco horas de passeio. Por isso que uma barrinha de cereal, uma maçâ e uma garrafa de água são salvadoras nesse momento.

Macho Picchu é um lindo presente, por isso aproveite cada momento quando estiver por lá. E ainda dá pra brincar com as alpacas e lhamas da região! A volta para Águas Calientes foi bem tranquila e aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes mais bem comentados da cidade chamado Indio Feliz e que fica bem pertinho da praça principal. O local é uma atração à parte: decoração bem criativa, com cartões postais ou de visita pelas paredes de vários turistas que passam por ali. A comida é divina e o atendimento impecável. Uma experiência de restaurante!

 

Logo depois do almoço, pegamos o nosso trem de volta para Cusco que saiu às 16:45 da estação. Dormi como uma pedra de tanto cansaço no trajeto que levou quase três horas até Ollantaytambo. De lá tivemos que seguir em um ônibus até Cusco (cortesia da Peruail) porque não rolou ir de trem: tinha um trecho interditado por causa das fortes chuvas na região.Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo e tio Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto pegar nosso vôo para Lima. Sobre Lima prefiro não me atrever a escrever porque passei apenas 24 horas na capital peruana. A única dica que tenho para oferecer é um restaurante maravilhoso chamado Mango’s que fica na beira mar com uma vista lindíssima do Pacifico no fim de tarde. Ali comemos um ceviche, prato típico da cidade e tomamos nossa última Chicha Morada e um suco de maracujá dos deuses!



No dia seguinte cedinho já estávamos voltando para casa…

Se você procura um ótimo guia turístico no Perú, entre em contato com o Raul Pacheco: (51 01) 984686414 ou 984322941.

Viva Perú


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De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte II

15 novembro, 2012 às 00:01  |  por Candice Bittencourt

Hoje é dia de dormir no pé de Machu Picchu…veio meu primeiro pensamento quando abri os olhos pela manhã. E lá vamos nós para a aventura mais esperada da viagem. Antes do café reforçado, separamos duas mudas de roupa, câmera fotográfica, protetor solar, óculos de sol, um casaco de chuva (a previsão avisava que ia chover) e socamos na mochila. A outra mala deixamos no guarda volume do hotel e com um quarto já reservadopara última noite em Cusco.

Depois de pesquisar pela internet e ler alguns relatos de viajantes, escolhemos dormir em Águas Calientes para poder subir bem cedinho para Machu Picchu no dia seguinte, 20 de janeiro de 2012, uma sexta-feira.

 Para ir para Machu Picchu pela Perurail existem algumas opções.

Para entender melhor, segue abaixo o mapa do trajeto de trem e suas estações.

Primeira opção: fazer um bate volta de trem (sem pernoite em Águas Calientes) – Precisa reservar o trem que sai bem cedinho de Cusco ( na verdade, a estação fica em Poroy, 30 minutos de carro de Cusco) e o último trem do dia que normalmente retorna perto das quatro da tarde. Dica: seja rápido para adquirir seu ticket se você decidir por essa opção porque é a mais popular, mais em conta e o que lota mais rápido. A viagem dura 4 horas.

Segunda opção: fazer Cusco ida e volta com pernoite em Águas Calientes. Nessa opção você só precisa decidir que dia você irá até Machu Picchu (no mesmo dia da subida do trem ou no dia seguinte bem cedinho). Não esqueça de reservar hotel em Águas Calientes!

Terceira opção: Partir da estação Ollantaytambo e depois voltar por Cusco. Escolhemos esse trajeto por dois motivos: como tínhamos pouco tempo e queríamos explorar um pouco mais o lindíssimo Valle Sagrado, escolhemos dar mais uma banda pela região e no final da tarde (já de noite mesmo) subir de trem até Águas Calientes. Outro bom motivo é que por Ollantaytambo a viagem reduz para duas horas e meia (contra 4 horas via Cusco).

Existem outras opções para se chegar à Velha Montanha, como por exemplo fazer a trilha Inca mas precisa pesquisar mais sobre esse trajeto que desconheço. O que posso adiantar é que dura entre 3 a 4 dias de caminhada.

Nosso dia começou cedo, em busca de um novo taxista para nos levar de novo para o Valle Sagrado: dessa vez escolhemos conhecer Pisac, Uruabamba e por último, antes de embarcar para Águas Calientes, apreciar as ruínas de Ollantaytambo.

Por 100 soles (38 dólares) conseguimos fazer o passeio (que durou 6 horas) mas que faltou tempo pra ver tudo. A estrada que liga Cusco a Pisac é lindíssima e digna de parar o carro para fotografar algumas vezes durante o trajeto. As montanhas gigantes recortando todo o céu é um espetáculo da natureza.

 Pisac é uma das cidades mais importantes do Valle Sagrado por preservar belos resquícios da cultura Inca . Esse vale banhado pelo rio Urubamba, a 35 quilômetros de Cusco é o fino do interior, aquele bem puro, intocável  mesmo.  


Lá você ouve as pessoas conversando em Quechua na rua e pode passear pela famosa feira de artesanato local que fica na praça central da cidade. Nessa feirinha você pode experimentar o milho cozido maravilhoso das nativas, comer uma empanada bem quentinha recém tirada do forno a lenha ou mesmo ver o artesão trabalhando em um tear. Minha dica: deixe para comprar artesanato por aqui. Além de ser mais bonito e barato comparado com Cusco, você ainda ajuda a comunidade local.




De Pisac seguimos pelo vale contornando o rio Urubamba até chegar na cidade que leva o mesmo nome do rio e que fica no coração do Valle Sagrado dos Incas. Urubamba é conhecido por abrigar sítios arqueológicos da época pré-hispânica e por ser um dos vales mais produtivos no setor agropecuário do país. A boa pedida em Urubamba é almoçar nos restaurantes típicos incas na beira do rio.

 O que aconteceu com o nosso passeio nesse dia é que ficamos tão fascinados com tudo que víamos que esquecemos do relógio e quando fomos ver estava mais do que na hora de correr para a estação de Ollantaytambo para seguir até Águas Calientes.

Na hora de embarcar começou uma chuva fina constante, eu e o Daniel nos olhamos e resumimos: Machu Picchu debaixo de chuva? Que pena. Acho que teremos mesmo que voltar para o Perú!

Entramos no vagão do Expedition (nome do trem) e parece que todo mundo já se conhecia. Uma alegria pairava no ar…é como se fossemos todos cúmplices da maravilha que veríamos pela frente!

A viagem foi tranquila e animada. Eu fiquei trocando idéia com a Tati, uma mineirinha simpática que sabia tudo e mais um pouco sobre o Perú.

Chegamos em Águas Calientes 9h30 da noite e fomos caminhando debaixo de chuva para encontrar o nosso hotel que ficava bem pertinho da praça central da cidade. Bem melhor do que o hotel em Cusco, o Gringo Bill’s (diária 50 dólares)  foi uma grata surpresa desde o atendimento, passando pelo conforto do quarto, cama boa, chuveiro bacana, sacadinha linda para as montanhas e um café da manhã caprichado!


Fomos dormir com o barulho da chuva que não deu trégua…

 Próximo post: Machu Picchu e último dia em Cusco – de volta à Lima












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De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte I

8 novembro, 2012 às 00:15  |  por Candice Bittencourt

Preciso confessar que a experiência de conhecer o Peru foi mais uma oportunidade de percurso do que um planejamento de viagem (como faz a maioria dos turistas) ainda mais visitando Cusco e Machu Picchu, um dos destinos mais visitados na América Latina.

O planejamento desde o início era visitar o Brasil para reunir amigos e família para o fim do ano. Depois de inúmeras pesquisas em companhias aéreas escolhemos voar (pela primeira vez) pela famosa peruana Taca.

Nesse ínterim, como era obrigatória uma conexão em Lima (tanto na ida quanto na volta) perguntei quanto custaria estender a viagem pelo país e descobri que por apenas 100 dólares a mais no valor final do ticket,  tínhamos uma “perna” bate volta com direito a seis noites entre Cusco e Machu Picchu. Bati o martelo! Se valeu a pena? Mil vezes sim!

E aí vai minha primeira dica: leve o mínimo necessário de bagagem. Esqueça o glamour porque simplesmente luxo não combina com Cusco/Machu Picchu. Eu como estava voltando com uma mala grande e uma pequena do Brasil, fiz a redução mágica e viajei apenas com a minha “carry on”. A outra mala grande estacionei no Left Luggage no aeroporto em Lima que fica bem na saída do desembarque doméstico e custa 21 soles (cerca de 8 dólares) por dia.

O Vôo de Lima para Cusco é pá pum. Depois dos primeiros 60 minutos, pela janela do avião começa a surgir um cenário lindo com montanhas enormes e vem a voz do comandante: “tripulação preparar para a aterrissagem”. Agora vou dizer: a sensação de pousar em Cusco é uma experiência única.

Como o aeroporto é um dos mais altos do mundo, a 10.860 pés (3.310 metros) de altitude e ao redor de Cusco tem montanhas ainda mais altas (algumas com mais de 4.500 metros) vai imaginando os contornos insanos que o piloto precisa fazer para pousar na cidade.

A vista da janela do avião é estonteante e deixa qualquer um impressionado pela imensidão das montanhas. Esse foi o primeiro momento que me veio o pensamento: a natureza por aqui é grandiosa.

O aeroporto de Cusco é pequeno, bem simples e cheio de nativos querendo te acompanhar como guia turístico e cheios de dicas de locais que você deve conhecer e tal.

Como não tínhamos planejamento de nada, seguimos em um táxi comum até próximo da famosa Praça Del Armas. Já no caminho, o taxista ofereceu um hostel no bairro de San Blas chamado “Los Monarcas” pela bagatela de 28 dólares o quarto. Decidimos encarar. Nosso hotel tirando o chuveiro que era algo formidável de forte, nada era muito atraente. Tudo bem simples.

A essa altura você já começa a sentir algo diferente no seu corpo. Um cansaço além “das alturas” toma conta e qualquer esforço parece o fim. Incrível como a altitude me pegou de jeito. Chá de coca e cama.


Essa foi a receita para as primeiras horas em Cusco. Depois de ler bastante a respeito sobre os efeitos da altitude no corpo ( falta de ar, cansaço, sangramento no nariz, entre outros) tirei um cochilo e no final de tarde arriscamos uma caminhada até a Plaza Del Armas para jantar e caminhar pela cidade.

Na primeira noite, o passeio foi no estilo tartaruga. O coração ainda disparava e longas caminhadas estavam fora de cogitação. O que fazer? mangiare que te fa bene!

Por um acaso, passeando pelo setor histórico da cidade arriscamos um restaurante chamado Pasta Brava e Grill (recém reformado) e qual a nossa surpresa! Que maravilha de comida. Atendimento impecável e preço justo.

A conta saiu 26 dólares com prato principal, bebida alcoólica e sobremesa inclusa para duas pessoas. Tudo no estilo gourmet!

Depois do jantar caminhamos até o bairro boêmio San Blas, experimentamos o popular Pisco Sour ao som de um show acústico dos Beatles em um bar chamado Km 0, mas o passeio durou pouco porque o cansaço no corpo do ar rarefeito estava punk. Chamamos um táxi e voltamos para o hotel.


Na manha seguinte, dia 18 de janeiro, acordamos mais dispostos para o café da manhã: pão, manteiga, geléia,  queijo branco, chá de coca, café e suco de laranja. Mochila leve nas costas e lá fomos nós para uma das partes mais bacanas da viagem: explorar o desconhecido!

Como ainda não tínhamos garantia alguma de entrada para  Machu Picchu (não aconselho isso para ninguém) fomos até a Praça Del Armas providenciar os tickets e passagens de trem.

Na própria loja da Perurail, (empresa que te leva de trem até Aguas Calientes, cidade mais próxima do Machu Picchu) você emite os bilhetes e se quiser pode comprar as entradas para a cidade perdida dos Incas. Ingressos nas mãos, lá fomos nós explorar o centro histórico de Cusco.



E aí vai minha segunda dica: procure se informar para entender o valor do legado que Cusco deixou para a história da humanidade. A cidade também conhecida como “umbigo do mundo” (como o povo andino gostava de chama-la) é um gigantesco museu a céu aberto onde conforme você vai ouvindo suas histórias, a imaginação voa longe e te transporta fácil para o apogeu do Império Inca (1432 até 1532) até a chegada esmagadora dos espanhóis que coloca no chão Tupac Amaro um dos últimos resistentes indígenas na época. 

Cusco através de suas ruelas, muros e igrejas vai revelando suas incríveis histórias (quantas delas tão inocentes) e nos deixando apaixonados pela cidade. Mas o melhor da cidade eu ainda não contei…

Viver Cusco é mergulhar no olhar desse povo tão encantador. O cusquenho é amigável,  carinhoso, humilde e carrega um sorriso puro e meio que tímido por onde passa. 

 As crianças encantam com suas roupas coloridas e as mulheres gostam de adornar o cabelo com lindas tranças.


Se prepare pois você será abordado na rua inúmeras vezes com a famosa e clássica: “compre amigo” mas basta um “não obrigada” e tudo fica mais fácil. São vendedores ambulantes inofensivos tentando vender algum trabalho manual, bem comum na cidade.

Outra curiosidade em Cusco é a quantidade de cães nas ruas. Repare. De várias cores e tamanhos. Em uma dessas conversas com uma nativa, ela me contou que os cães tem donos e que a noite eles voltam para suas casas.

Para o povo cusquenho, o cão traz sorte e representa o guardião da casa.

PREÇOS

Cusco é uma cidade barata. Só para ter uma idéia:

Cada 10 dólares vale 27 soles.

Em média, uma refeição completa sai em torno de 25/30 soles.

Táxi é quase de graça: qualquer volta pela região do centro histórico (ou proximidades) sai entre 3 a 6 soles.

Uma diária em um hostel mediano (3 estrelas) gira em torno de 100 soles.

Um gorro ou um cachecol de artesãos de rua sai em torno de 20 soles.

Ticket de trem (via Ollantaytambo) ida e volta para Águas Calientes: 230 soles (85 dolares)

Entrada para Machu Picchu: 126 soles (46 dólares)

Contratar um taxista durante um dia todo (5 horas) pra dar uma banda pelos arredores de Cusco (Maras, Moray, Valle Sagrado) custa entre 80 a 120 soles.

Pelos arredores de Cusco – Maras e Moray

Sempre que possível busco fazer turismo da maneira mais livre possível, por isso um transporte particular (ou pelo menos independente) onde você tem a liberdade de parar para admirar uma paisagem ou mesmo fotografar um momento único quando quiser é para mim uma diferença relevante na viagem! Em uma excursão esses momentos não existem.

E foi com o novo amigo Jimmy, um taxista que conhecemos na Plaza Del Armas que fechamos por 100 soles nossa ida até Maras e Moray, cidades vizinhas localizadas no Valle Sagrado a 40 quilômetros de Cusco.

Já na saída de Cusco o cenário foi se modificando aos poucos. Seguimos por uma estrada (que lembra as brasileiras) por quase 45 minutos até que a paisagem se transformou em lindos campos sem fim e no fundo gigantescas montanhas do Valle Sagrado dos Incas. 

 Seguindo por uma estradinha de terra, lá de longe surgiam rebanhos de cabras quase sempre com duas crianças (entre 8 a 10 anos) no comando.



Fotografamos demais. Uma cenário de filme mesmo.


O povoado de Maras é um outro mundo. As casas feitas de adobe, as poucas pessoas nas ruas, os animais…parece que o tempo parou e por ali ficou…

Em Maras também visitamos a salineira Marasal e vimos  o quanto forte é a relação que o povo Inca tem com a natureza, seja ela através da agricultura, de cerimonias de adoração ao sol, entre outras…

De Maras seguimos em uma outra estradinha e mais sete quilômetros uma placa indicava o sitio arqueológico. Para visitar Moray, o maior laboratório de pesquisa agrícola Inca, você precisa desembolsar 10 soles. Como chegamos quase no fim do dia, pegamos Moray sem uma alma viva e que frio fazia naquele cair de tarde..

O guarda muito simpático nos acompanhou no passeio enquanto nos explicava toda a história desse lugar mágico. Mais uma vez a comprovação incrível da relação dos Incas com a natureza estava ali estampada na nossa cara.

O sol estava quase se pondo e longe você via uma nuvem escura se formando com um lindo arco-íris despontando no céu. Hora de voltar para Cusco e descansar para o dia seguinte.

***Próxima parada: Pisac, Urubamba, e Ollantaytambo. E a noite o trem que te leva até Águas Calientes. Destino: Machu Picchu!

 

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Quer uma ilha “quase” deserta? Ko Yao Yai

22 outubro, 2012 às 10:30  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Phi Phi no sábado de manhã, no ferry até Phuket (viagem de uma hora e meia), de lá um táxi até outro ferry e depois mais um speed boat de meia hora para a Ilha de Ko Yao Yai. Mas por quê?

Depois de conhecer as ilhas Phi Phi e toda sua fama, decidimos ir para uma ilha desconhecida (presumindo-se quase deserta também) e quem sabe arriscarmos a sorte de encontrar uma praia estilo “Phi Phi” virgem!
A ilha escolhida: Ko Yao Yai



Só para situar: Ko Yao se resume a duas ilhas bem no meio da baia de Phang Nga, no meio do lindo e azul mar do Andaman: Ko Yao Yai e Ko Yao Noi (a maior e a menorzinha, respectivamente).


Entramos no booking.com de última hora e achamos um hotel resort no meio da floresta pra lá de charmoso, com aquelas piscinas infinitas conectando com o marzão e decidimos nos dar de presente duas noites nesse hotel.


Já no píer da ilha deu pra sacar que estávamos meio que “ilhados”. Três tailandeses e mais uma mulher que estavam por ali se aproximaram. E lá vamos (de novo) brincar de imagem e ação! Sorrisos pra cá, gestos pra lá, eles apontaram para um mapa grande, bem rústico que ficava pertinho do desembarque da lancha. Ali caiu a ficha: duas vilas e três resorts? Hum, o que vem por ai…


Em cinco minutos chegou uma caminhonete estilo safári do resort e mais nove km de estradinha e já estávamos praticamente entrando no hotel.


Como é fácil ser feliz em um lugar onde tudo é lindo, de extremo bom gosto, com uma cama absurda de boa e um chuveirão ao ar livre! Na verdade, o tal “quarto” que você reserva é um bungalow alto nível com janelões de vidro e com uma enorme varanda no meio da floresta. Aproveitamos o final de tarde na piscina e a noite jantamos no próprio hotel. Tudo melhor do que o esperado.


www.kohyaoyaivillage.com


Aproveitamos o dia seguinte pra fazer um reconhecimento na ilha com uma scotter alugada no próprio hotel. Em duas horas conseguimos dar quase a volta em toda na ilha e se encontramos pelo menos uns vinte turistas passeando pela ilha foi muito.


Não sei a porcentagem real, mas a população massiva da ilha é muçulmana e quase todas as mulheres usavam burca, que no calor que fazia, só por Alá!


Escolhemos uma praia bonita para almoçar e depois fazer uma caminhada. Bem longe da beleza de Phi Phi, diga-se de passagem.





Ao entrar no mar, não deu um minuto e comecei a sentir várias picadas por todo o corpo, bem ardidas e  incômoda. S do mar às pressas e fui conferir o estrago, mas não apareceu nenhuma marca, só a sensação do queimado em alguns pontos. Não sei o que aconteceu (talvez micro água-vivas) mas não foi nem um pouco agradável.


De volta para o hotel, tentamos achar um vilarejo ou algo parecido, mas nada. Nessa ilha, a surpresa é ver um lagartão atravessar a estrada bem devagar, um monte de siri na praia, conchinhas andantes, enfim, uma fauna viva e tanto!



Só pra ter uma idéia da precariedade do local, a gasolina você compra em garrafa pet em vendinhas bem pequenas.


Resumindo Ko Yao Yai: uma ilha que tem seus encantos, mas sem nenhuma infra-estrutura turística (nem uma vilazinha sequer). Se você está procurando ficar isolado, escrever um livro ou algo que precise de silêncio, esse é o lugar.


Diária no Ko Yao Yai Village – $ 110
Aluguel da moto – $ 18

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Quer abraçar um tigre e andar de elefante? Chiang Mai é o lugar!

13 outubro, 2012 às 00:38  |  por Candice Bittencourt

Chiang Mai é uma cidade linda, original e cheia de atrações bem exóticas. Vá de olhos fechados porque sem dúvida é melhor do que você pode esperar! Imagine uma Bangkok menorzinha, bem mais “roots”, com um belo parque de diversões natural pelos arredores e bem mais barata do que todo os lugares que estive até agora no país.

Resolvemos dedicar os quatro últimos dias da nossa viagem pela região norte do país e como marinheiros de primeira viagem, fizemos os passeios de praxe! Ahh tá?! Andar no lombo do elefante e abraçar um tigre são passeios de praxe?

Pois veja!

No primeiro dia de Chiang Mai, como nosso vôo chegou já no fim de tarde, ficamos só dando uma passeada pela cidade, admirando a vida ao redor do rio Ping e a noite fomos conhecer o famoso “Night Bazar”.

Dica: se você guardou um din din pra fazer comprinhas, aqui é o lugar! Chiang Mai é o maior centro de artesanato do país e os preços são bem melhores do que no sul ou mesmo em Bangkok.

Uma delícia  o clima da cidade, interiorana, mas cheia de personalidade! Por ali ficamos até o corpo pedir cama e voltamos para o nosso hotel, bem localizado e com o básico nota 10 e fomos descansar.

No dia seguinte, alugamos uma moto e fomos percorrer toda a cidade. Escolhemos ir até o Doi Suthep, uma colina onde fica o principal templo de Chiang Mai, a 12km do centro da cidade. Você sobe, sobe (santa scooter!) e lá do alto, a cidade se apresenta bem linda e rodeada de muito verde. Uma beleza de natureza…

E o que mais tem Chiang Mai?

Uma fauna exuberante e vários passeios relacionados com animais! Pra quem gosta é um prato cheio!

Quer abraçar um tigre manso? quer fazer trekking com elefantes? pegar na cobra? ver uma naja ser hipnotizada? Visitar floresta cheinhas de borboletas? ou uma fazenda com cultivo de orquídeas? aqui tem!

Como tínhamos mais dois dias pela frente, decidimos pegar um dia pra conhecer o Tiger Kingdom pela manhã e a tarde visitar a tribo das mulheres-girafa. E no útimo dia nos dedicar aos elefantes!

Parece um pouco estranho, mas você contratar alguém pra te levar nesses passeios é o melhor a fazer por aqui. Primeiro que você não precisa se preocupar com mapas e ruas. Segundo, que o povo aqui não tem na sua essência a malandragem, terceiro, é barato, (eles te buscam e te levam de volta pro hotel) e ainda tem a chance de fazer um bom amigo!

Bell foi o nosso guia tour em Chiang Mai e tudo foi impecável, no horário certinho e conforme o combinado! O povo tailandês, e não me canso de repetir, é muito carinhoso!

Primeiro dia: café da manhã pra garantir bastante energia e lá vamos nos ver os tigres! O parque fica uns 30 minutos do centro da cidade e é bem rústico (aliás, como tudo por aqui).

Logo que você chega, já dá pra ver de longe um casal emocionado entrando na “jaula gigante” do tigre. Você compra os ingressos e eles te direcionam direitinho pelo parque. Escolhemos ver os filhotes ( os menorzinhos mesmo ) e depois os maiores. Tem opção de outros tamanhos dos bichanos se quiser…

A visita em cada bichano dura em média uns 10 minutos e na verdade é bem tranqüilo porque eles praticamente estão sempre dormindo, bem na deles. Tivemos sorte de pegar uns mais animados! Eu amei a experiência e foi um dos momentos mais bacanas da viagem!

Depois de passar quase 2 horas no Tiger Kingdom, Bell nos esperava para nos levar para Hill Tribe Village, um pouco mais longe a viagem, mas que valeu cada segundo! E como valeu…

Logo que saímos do carro, veio a sensação de uma outra atmosfera. Pra mim, é como se eu estivesse num filme. Difícil explicar em palavras o olhar desse povo, que não fala sua língua, mas se comunica tão bem.

Ali ficamos horas fotografando (eles adoram fotografia e agradecem quando você tira uma) e conversando com o povo da vila. Conversando? não exatamente, mas interagindo e vivendo um pouquinho do jeito que eles vivem…

Eu brinquei de arco e flecha com uma família bem bonita e depois em outra casa ajudei as meninas da tribo das mulheres-girrafas a separar o arroz! Demos tanta risadas juntas…uma experiência bem guardada na minha memória e no meu coração.

Depois de um dia tão fora do usual e cheio de aventuras, só queríamos saber do básico: comida e cama!

No dia seguinte bem cedinho, 7h30 da matina, uma van nos esperava para a ultima aventura em Chiang Mai: passar o dia todo numa fazenda com seis elefantes! Eu mal podia esperar…

Uma viagem de quase uma hora numa estradinha bem precária e pronto, chegamos em uma das mais de 15 fazendas de elefantes ao redor da cidade. Escolhemos o Jumbo Camp por ser conhecida pela autenticidade e tradição ou seja, que não pareça que estamos fazendo tour pelo Bush Gardens!

Chegando lá, fomos carinhosamente recepcionados pelo Big, o dono dos elefantes e que cuidou da gente feito criança! Primeiro, ele nos levou até um vestiário e deu uma sacola para cada um e disse: “se vistam que estou esperando vocês ali junto aos elefantes”.

Abrimos o saco e encontramos três pecas: uma calça com um tecido de algodão bem forte, uma bata, mais leve e um pano que calculamos que seria pra se proteger do sol. Bom, a cena do vestiário foi de quase fazer xixi nas calças! Ainda bem que tinha banheiro ali mesmo…

E ai? A pergunta pairava no ar: vamos encarar esse modelito? Decidimos que sim, afinal o carnaval estava quase chegando e o abadá estava perfeito pro trio do Chiclete com Banana! Daniel Bell Marques na Tailândia! Passado por esses “percalços” estava fácil de encarar o pré-histórico!

Elefante, que bicho mais das antigas! Eu ficava olhando aquela textura, o olhinho bem pequeno…
E o tamanho do animal? E super famintos! quer ser o melhor amigo do elefante? você  vai precisar de muita banana!

Bom, o dia se resumiu em ficar alimentando o pequeno, tirando foto e depois tivemos uma hora de aula de como “domar” o animal (fala serio né).

Você monta no bicho pela primeira vez e fica ouvindo as coordenadas: pra direita, pressione a orelhinha da esquerda e fala “QUE’”…pra frente? PAI, pra parar, HAU e por ai vai!  Até parece que deu certo…o elefante só ouvia o dono!

Depois tivemos uma hora de almoço onde eles nos serviram um prato tailandês, mais meia horinha pra alimentar umas galinhas na volta e fazer a digestão e prontos para o tal trekking. Tudo lindo, mas preciso ser sincera comigo mesmo nesse momento: não tem nada de confortável andar no lombo de um elefante! E assim, meu mundo caiu…rs

No dia seguinte, os ossinhos da virilha eram dois caquinhos. Da próxima vez, vou andar sim, mas naquele elefante que eles colocam uma madeira no lombo…mas fora essas surpresas de última hora foi um dos dias que mais demos risada na viagem!

No final, ainda fui “intimada” a dar banho no elefante. Daniel conseguiu escapar da folia e  fui eu montar no elefante e com uma esponja esfregar o couro e representar a familia! Eu MEREÇO!

Voltamos pro hotel no caminhar estilo “dois velhinhos bem felizes” tomamos um banho e fomos pra nossa útima noite em Chiang Mai!

A Tailândia é coração, é amor, sorriso, emoção, carinho, olhares, simpatia, simplicidade.
A Tailândia te remete às antigas emoções, ao cheiro do passado, as cores da vida, ao calor humano, aquele sentimento puro que já não se acha assim tão fácil…

Eu amei conhecer esse país e com certeza voltarei muitas vezes!
Kop kun ka

Precinhos, precinhos:

- ingresso para o Tiger Kingdom $ 17
- ingresso para o Hill Tribe Village $ 15
- Diaria no Sakorn Residence $ 36
- almoço ou janta (+ bebida) em Chiang Mai $ 20
- Aluguel da Scooter $ 8

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Quer uma prainha calma em Phuket? Nay Yang Beach!

4 outubro, 2012 às 08:12  |  por Candice Bittencourt

Na segunda, dia 28,  pegamos um speed boat que nos levou em meia hora até o píer de Phuket. De táxi, seguimos até uma praia ao norte chamada Nay Yang que fica no distrito de Thalang, a 30 km de Phuket.

Desde o início do planejamento da viagem para Tailândia, Phuket não estava no itinerário. Praia com superlotação? não, obrigada. Acontece que Phuket é o destino “base” para qualquer turista que queira explorar o sul do país, ou seja, as ilhas paradisíacas da Tailândia. Posso estar sendo preconceituosa, mas não tenho a menor vontade de conhecer a tal famosa “Patong Beach”, ainda mais na primeira visita ao país.

Como estamos de passagem por Phuket, Nay Yang beach foi a escolha ideal por ser umas das praias mais próximas do aeroporto (7 minutos de táxi) e por coincidência, uma das mais bonitas e calmas da região e que fica ao lado do Sirinat National Park. Essa dica eu peguei no blog viajeaqui.abril.com.br da jornalista Adriana Setti que por sinal é uma delícia de ler. Dito e feito! Por mil baths ($32) pegamos uma suíte bem bonitinha em Nay Yang beach e por ali ficamos curtindo a praia, comendo camarãozinho e tomando umas cervejinhas.

O final do dia estava lindo e Daniel conseguiu belas fotos. Nessa praia, bem do lado esquerdo tem uma árvore e uma ilhota que é de tirar o fôlego! Ficamos horas por ali fotografando a beleza do lugar.


O povo local por aqui é demais! Aliás, esqueço de contar, mas o que é mais lindo aqui é o carinho do povo tailandês! Em qualquer lugar, eles sorriem e acredito que quanto mais simples, menos turístico, o sorriso vem ainda mais genuíno! Depois nos entregamos nas mãos de umas massagistas e fomos descansar no nosso hotelzinho.

Precinhos:

- Speed boat píer Ko Yao / píer Phuket – $ 7

- Táxi porto Phuket / praia de Nay Yang – $ 16

- Pousada “John Mango” em Thalang na Nay Yang Beach – $ 32

- Janta na beira da praia (camarão ao molho, camarão frito, morning glory, 3 cervejas, composição de uma musica para o carnaval da Bahia e muita risada) – $ 30


Proxima parada: Chiang Mai – o que o Norte tem de melhor!

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Ilhas Phi Phi, vale a pena ir?

28 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

De volta do acampamento em Maya Bay, por volta das 11 da manhã, fomos direto para a nossa pousada, a última da praia de Tonsai, onde também fica o píer que recebe todos os visitantes das Ilhas Phi Phi.

 

Agora vai uma pergunta: qual é o idioma mais falado em Phi Phi, claro, depois do Tailandês? Aham! É impressionante o número de suecos na Ilha!

As informações interessantes sobre a ilha, consegui com o nosso amigo australiano Phil, que vive e trabalha em Phi Phi há três anos ( e que também tem a concessão do tal acampamento em Maya Bay ) e foi ele nos contou que a ilha é o destino número um de férias dos nórdicos!

Phi Phi é o seguinte: tentarei resumir…

As praias são maravilhosas, principalmente a Long Beach, que você precisa de um táxi boat para ir até lá (a não ser que você esteja hospedado na praia).

Sabe aquele mar que você sempre sonhou, na temperatura ideal, com aquela areia branca bem fininha? pois esse visual está bem de frente pra você por toda a ilha! E ainda tem os passarinhos cantarolando bem alegres! Vale muito mesmo conhecer esse cantinho da Tailândia!

Agora, tem um lado de Phi Phi que sinceramente deixa muito a desejar…a parte estrutural da ilha é mal construída, não tem charme e o centrinho é o que você não espera ver num lugar tão paradisíaco como esse.

E tem mais: a ilha é cara. É realmente uma pena e depois fiquei pensando…será que depois do tsunami em 2004 (que completamente devastou Phi Phi) eles precisaram reconstruir tudo meios às pressas e acabou ficando assim meio que de qualquer jeito?

Bom, como aqui a perfeição não existe, o negocio é jogar a seu favor: curta bastante as praias, faça caminhadas pela ilha e aproveite pra provar as delícias da culinárias da ilha: peixinho, camarão, tudo bem fresquinho!

Se você enjoar de comida tailandesa no meio da viagem (e isso provavelmente deve acontecer) em Phi Phi tem um cantina chamada “Italiano” que é a salvação! Tem horas na viagem que o você quer mesmo é o famoso Carbonara!

Minha dica para Phi Phi: Vá mas fuja ao máximo do centrinho louco e fedido e hospede-se em uns bungalows mais afastados e use os long boats para ir de praia em praia. Vale cada centavo!

Alguns precinhos:

- pasta carbonara – $ 7
- Popular Beach – $ 100
- Taxi boat (de uma praia para outra) – $ 7

Próxima parada: Ko Yao Yai – totalmente desconhecida

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Maya Beach só para você? sim, é possível!

28 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Acordamos cedo e fomos até o porto de Krabi pegar nosso barco pra “incrivelmente famosa” ilha de Ko Phi Phi!
Quando você começa a pesquisar sobre as praias mais lindas da Tailândia, ela sempre vai aparecer nas pesquisas.
E vou ainda mais além: pode procurar pelas praias mais lindas do mundo, ela também estará nas top 10 entre várias pesquisas. Isso é um fato. Seria isso interessante? Hum…pois pense bem…

Imagine o mundo inteiro enlouquecido pra conhecer a famosa Maya Beach, que depois do filme “A Praia” com o Di Caprio como protagonista, ficou ainda mais famosa! E será que vale a pena? sim, vale e muito mesmo! Siga meu pensamento…

Depois de ler sobre o local e principalmente sobre as experiências (nem tão felizes) de turistas e de blogueiros, fiquei preocupada porque já estava prevendo uma decepção. Praia abarrotada de gente?! Por mais linda que seja, não é mesmo o que você idealiza para seu primeiro encontro com o paraíso que é Ko Phi Phi.

Só para situar: Ko Phi Phi se resume a duas ilhas: a maior e cheia de hotéis e atrações chamada Ko Phi Phi Don e bem ao lado, uma menorzinha e totalmente desabitada, a Ko Phi Phi Ley, onde fica exatamente a tão sonhada Maya Bay.

O que acontece é que as pessoas se hospedam em Phi Phi Don e durante o dia, pelo menos 80% dos turistas pegam um táxi boat pra passar o dia em Ko Phi Phi Ley, na tal Maya Bay.
Então a praia sempre estará cheia de gente? sim!
E não tem outra maneira de conhecer a praia? sim!!!


Dica jóia rara e não espalhe pra ninguém! o segredo é acampar em Maya Bay! Na verdade, não é bem um acampamento com barraca, mas sim você e um saco de dormir na praia!

Eu realmente não sou muito fã de acampar e posso contar nos dedos das mãos minhas experiências nesse setor, mas nesse caso, é o melhor a se fazer. E ninguém morre sem uma cama e um chuveiro por 15 horas na vida não é mesmo?

O passeio começa as 4 da tarde, num barco que segue naquele mar azul adentro e em 15 minutos você já está contornando a ilhota com aquelas pedras gigantescas de frente pra você. Mais uns 15 minutos e você já praticamente chegou ao destino.



Assim que você está chegando na baia, consegue-se perceber que quase toda a turistada está deixando o local nos seus barquinhos de volta para Phi Phi Don.

É como se aquele pedaço do paraíso ficasse só pra você e mais uns 20 e poucos turistas. Aquele paredão de pedra quase que contornando toda a praia, com a luz do pôr-do-sol é de tirar o folego tamanha natureza…

E que belo momento propício para os amantes da fotografia! Aliás pra qualquer amante…aquela luz perfeita, naquele paraíso, com aquele marzão azul bem clarinho, cheio de peixinhos, areia branca, só o barulho dos passarinhos, a lua já despontando no céu…


E você pensa: dá pra parar o tempo?


E a programação durante a noite é sensacional! Os meninos tailandeses que cuidam do grupo são bem carinhosos e prestativos! Logo que chegam no local, eles preparam um lounge enorme no cantinho da praia e ali os turistas se revezam plugando seus ipods em duas caixinhas de som.


Mais tarde, eles preparam um jantar típico tailandês e divino e já tarde da noite eles ainda fazem um show com fogo na praia. Claro, que você pode simplesmente sumir com sua lanterna pela ilha se não estiver afim de sociabilizar (eu fiz um pouco de cada).


Já quase uma da manhã, o cansaço começa a bater e você vai procurar um cantinho na praia pra descansar. Antes não esqueça de buscar com os meninos um travesseirinho, cobertor e uma esteira. Isso faz total diferença nessas situações.


Na madrugada, acampando literalmente na praia você fica ali parecendo uma formiguinha admirando tamanha imponência do local! Eu não consegui dormir, dormir mesmo, mas cochilei várias vezes. Foi engraçada a minha experiência porque cada vez que eu voltava de um cochilo, vinha uma nova paisagem na noite do céu de Phi Phi.

Foi uma linda experiência. Na minha modesta opinião, são as pedras gigantes que contornam a praia, que fazem a fama da poderosa Maya Bay!



Logo bem cedinho, você já vê o movimento devagar do grupo, cada um largado num canto da praia e todos admirando a luz do nascer do sol despontando na praia. Café da manhã e todos de volta pro barco direto para Phi Phi Don.


Agora vou contar sobre Ko Phi Phi Don, a ilha habitada!


Segue abaixo alguns preços só pra ter uma idéia de gastos:


Ticket aéreo Bangkok – Krabi – $ 30
Aluguel da moto em Krabi – $ 8
Hotel em Krabi – $ 30
Jantar em Krabi town (dois pratos + 2 cervejas) – $ 7
Camping em Maya Bay (jantar + café da manha + esteira, travesseiro e cobertor) – $ 65

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Krabi Town – jantar delícia para dois + 2 cervejas por 7 dólares? Ah, vá!

24 setembro, 2012 às 10:51  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Bangkok na terça-feira, dia 22 de fevereiro num vôo direto de uma hora para Krabi pela da Air Ásia, atualmente a melhor low fare do oriente! Uma pechincha os preços pra voar entre os países do sudeste Asiático (ou por trechos dentro da própria Tailândia). Só pra ter uma idéia, você consegue ticket de Phuket para Bali (3 horas de vôo) por 40 dólares.

Se você procura vôos baratos mundo afora, segue abaixo um link que reúne quase todas as low fares airlines de mais de 50 países e bem simples usar. É só entrar na página principal, colocar o país a ser explorado e já aparece as companhias aéreas e suas conexões para você fazer as buscas. Uma maravilha!

http://www.attitudetravel.com/

Chegamos no pequeno aeroporto de Krabi às 3 da tarde e em 30 minutos de táxi, já estávamos no centrinho. Deixamos as malas no quarto do hotel bem localizado chamado “La Mansion” e em frente ao hotel alugamos uma moto para dar uma banda pela região.

Quando você chega no sul da Tailândia, o que você mais deseja ver é uma praia! Então pegamos o mapa e localizamos a mais próxima: Ao Nang!  Pelo mapa, uma distância de uns 15 km de onde estávamos. Pela estrada, levamos uns 40 minutos até o destino em um asfalto bem novinho. Achamos um barzinho tailandês bonito na beira mar e por ali ficamos relaxando e curtindo o visual. Quando escureceu pegamos a estrada de volta para Krabi town, devolvemos a moto e fomos dar uma banda pelo centrinho.

Eu sempre ouvi falar que a Tailândia era muito barata e que se podia comer bem gastando míseros dólares em uma refeição. Pois bem, foi aqui em Krabi que pude comprovar que o blábláblá era real!

No centrinho de Krabi tem uma praça grande e bonita com varias barraquinhas de rua onde toda a turistada senta naquelas mesinhas espalhadas pela praça para jantar.
Resolvemos experimentar também! Eu fui no tradicional Pad Thai e o Dani escolheu um Caranqueijo com uma vagem típica aqui da região (chamada morning glory).
Pra beber, Chang, a cerveja dos campeões! Uma delicia de refeição e ainda por uma bagatela de 7 dólares, melhor ainda não acham?!

Depois do jantar, fomos caminhar um pouco pelas lojinhas, mas a energia do corpo já estava entrando no low battery! Seguimos para o nosso hotel simpleszinho mas com tudo que precisávamos: uma cama boa e um chuveiro legal.

Próxima parada: As Ihas Phi Phi

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Vale a pena conhecer a histórica Ayutthaya?

21 setembro, 2012 às 00:25  |  por Candice Bittencourt

Ontem dedicamos o dia inteiro para conhecer a cidade histórica de Ayutthaya que fica 80 km de Bangkok. Alugamos um táxi pelo dia todo para conhecer a região fundada em 1350 pelo rei U-Thong. Ayutthaya foi durante quase 500 anos o reino do Sião. Com mais de 10 dinastias, foi a cidade mais importante na história e nas conquistas da Tailândia, onde por muitos anos teve uma mistura das religiões budista e hinduísmo. Bem, mas isso é uma longa conversa…



Para resumir, Ayutthaya em 1767 foi quase que completamente destruída e queimada pelo exército birmanês. Tudo o que resta da velha cidade são algumas impressionantes ruínas do palácio real e também o local onde se encontra o mais alto Buda sentado de todo o país . Com 19 metros de altura, o Buda tinha sido construido em 1324, antes mesmo da fundação da própria cidade. Um passeio que vale a pena pra quem curte história!



Só pra ter uma idéia, nos “alugamos” um taxista pelo dia todo para fazer o city tour por 40 dólares.
Ele nos buscou no hotel as 10h30 e nos deixou no centro de Bangkok (opcional) quase no final do dia.


Entao, daqui a pouco estamos indo pro aeroporto pegar o voo para a região sul da TailândiaPróxima parada: as famosas Ilhas Phi Phi!
Até mais amigos!

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Tailândia em movimento!

17 setembro, 2012 às 20:30  |  por Candice Bittencourt

Para quem está pensando em conhecer a Tailândia, segue abaixo um vídeo que produzimos durante nossa visita pelo país. Foram 18 dias passando por Bangkok, Phuket, Phi Phi Island, Ko Yao e Chiang Mai.

Uma boa fonte de inspiração!

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Sawadee Bangkok!

7 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Já se passaram três dias de viagem e continuo absorvendo e tentando entender tudo que passa em frente aos meus olhos nessa cidade tão mágica. São várias emoções e sensações muito diferentes das minhas usuais e ontem conversando um pouquinho com meu grande companheiro sobre a vida, sentados na beira do Chao Phraya river, comentei que não seria fácil escrever aqui no blog sobre essas novas experiências. Mas adianto que Bangkok é uma cidade que precisa ser desvendada aos poucos e uma só viagem não é o suficiente. Desses dias de andanças por aqui, gostaria de dividir três passeios imperdíveis:

Grand Palace – É quase uma mini cidade murada construída em 1782 e que serviu de residência para os reis da Tailândia no século XVIII. Mas meu objetivo aqui não é falar sobre a história do lugar e sim de algumas impressões. Logo que você entra nos jardins do Grand Palace e começa a ver as cores, as formas arquitetônicas, os mínimos detalhes nas esculturas, as paredes desenhadas, os telhados coloridos, a suntuosidade do local, tudo isso ainda mais misturado com o lado espiritual do povo tailandês vai te dando uma anestesiada, voce fica ali quietinho tentando absorver tanta Informação. Segue foto de uma das partes do Grand Palace…

Na entrada do templo, fiquei um bom tempo parada, observando os fiéis com seus pequenos gestos, bem singelos, venerando e cultuando a imagem de Buda. Eles chegavam com seus incensos, uma flor de lótus e um pedacinho de papel dourado. Com o incenso eles acendiam em uma chama de fogo bonita que ficava ao lado da imagem do Buda e deixavam queimar em um grande pote cheio de areia. A flor eles molhavam em um lindo balde de metal dourado e passavam na cabeça. E dai me perguntei: e o papelzinho dourado? Eles chegavam bem pertinho da imagem do Buda e passavam pelo seu corpo até grudar. Quando batia o vento, você olhava para o Buda, ele estava flamejando com aqueles milhares de papeizinhos dourados por todo o corpo. O efeito era mágico!

Entre uma caminhada de templo para outro, dentro do Grand Palace, tivemos a sorte de acompanhar uma “missa” tailandesa, toda cantada em mantra. Por ali ficamos mais um tempo no deleite daquela cantoria única para uns ocidentais como nós! Um passeio imperdível em Bangkok!

Wat Po – mais conhecido como o Templo do Buda Deitado, fica a cinco minutos de caminhada a partir do Grand Palace. É uma outra maravilha de Buda! Esse douradão tem 46 metros de comprimento e difícil fotografar de corpo inteiro o descanso do Mestre, mas Daniel realizou o feito! Adoro a feição bem relaxada desse Buda!



Wat Arun – Esse templo é o que há, um espetáculo! E todo seu charme é porque ele é antigo, bem alto ( você consegue subir no mais alto terraço ) e fica num lugar estratégico: na beira no Chao Phraya river. Conhecemos o templo já com a luz do dia terminando, quase sem nenhum turista. Nas torres do Wat Arun, pequenos sininhos tocam quando bate o vento. A vista de 360 graus é inesquecível!



Bangkok definitivamente é linda nos arredores do Chao Phraya river.

Depois do pôr-do-sol decidimos conhecer uma “outra Bangkok”! De carona em um tuk tuk, escolhemos o destino: o famoso bairro chamado Patong. No meio do caminho tudo começa a se transformar: buzinas, carro, carro, táxi, táxi, gente que não tem fim…começou a dar medo! Mas vamos encarar, afinal o que mais tem Bangkok pra oferecer?

Patong é famoso por ser conhecido como a “red district” de Bangkok. Você começa a andar e dali a pouco aparece na sua cara um convite, digamos assim, algo bem diferente do que você está acostumado a receber na rua:


Vocês perceberam que “exotic show” é bem variado! E os carinhas começam a te perseguir, pegar em você e tentam de convencer que você precisa ver o tal Ping Pong show.

Na ruas, barracas de comida espalhadas por todos os lados e a tradição é sentar numa mesinha na rua pra comer! Uma prática uito comum…hum pensei…com esse calor do cão que faz aqui, será que é uma boa idéia? Sei não…

(Esqueci de comentar! Das 12:00 as 3: 30 da tarde o calor aqui é infernal mesmo. Depois melhora bastante)

Mais um pouco a frente, uma aglomeração de barraquinhas de camelôs! Autênticos, desses que você com certeza já viu em algum lugar. Começa te dar uma confusão mental e você se pega perguntando: estaria eu na alta temporada em Balneário Camboriu? Será que fui tele transportado para o carnaval de Guaratuba?

Realmente esse pedaço de Bangkok que também inclui Si Lom, Siam Square e Patong é pra ir uma vez pra conhecer. Eu não recomendo.

Agora o que é altamente recomendável aqui é conhecer a fundo o mundo da massagem nesse país! Haja corpo pra tanta mão! Eu e o Dani resolvemos nos dar de presente uma massagem por dia e não sei se vai dar tempo de experimentar todas as modalidades! A melhor até agora, sem dúvida, foi uma massagem de uma hora no pé na escola de massagem Wat Po. No mais, olhar para a carinha feliz do Dani depois de uma hora de massagem realmente não tem preço! 


Outra boa dica foi um restaurante japonês que descobrimos sem querer chamado Somboom. Foi o melhor e mais fresco frutos do mar que provamos na viagem! Segue o link abaixo.
http://www.somboonseafood.com/


Alguns preços só para ter uma idéia:


-ingresso para o Grand Palace – $ 12 ( que te da’ direito a entrar também no Templo do Buda Deitado )
-ingresso para o Wat Arun – $ 2
valor do taxi/ viagem para Ayuttaya – $ 50

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Tailândia! Um sonho antigo, bem antigo…

4 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Minha vontade de conhecer esse país que agrega quase tudo que eu prezo em uma “viagem ideal”, é cultivado dentro de mim há pelo menos uns 8 anos.

A começar pela sua natureza exuberante, onde você encontra as “consideradas” praias mais lindas do mundo (não vejo a hora de comprovar a fama), florestas imensas e bem tropicais, ilhas desertas, fazendas de criação de elefantes, parques nacionais, cidades históricas com mais de 600 anos e muito bem preservadas, gastronomia única e bem saborosa, fora os mais de 400 templos só pela capital de Bangkok.

Em um pais onde 95% da população é budista vem ai a melhor parte: o povo tailandês! Difícil de explicar em palavras a sensação de ser recebido por um tailandês! Eles carregam o coração no olhar!


Apesar da maioria não conseguir se comunicar em inglês, parece que tudo aqui flui com harmonia, calma, alegria, respeito e sim, com segurança. Que palavra valiosa para um turista hoje em dia, não acham? Há, esqueci um outro detalhe: nada aqui dói no bolso! Ops, tem mais uma preciosidade: aqui é o país da massagem! Bons motivos pra vir pra cá, não?



Nossa viagem para a terra do sorriso começa na sexta-feira, 18 de fevereiro em San Francisco no vôo da Cathay Pacific. Com uma escala em Hong Kong, totalizamos quase 17 horas no ar.  A chegada no aeroporto no sábado, dia 19/02 foi tranqüila e já na fila da imigração se percebe que o mundo inteiro vem pra cá. Em 2010, Bangkok ficou em segundo lugar no ranking das cidades mais visitadas do mundo. Só perdeu para New York.

Logo no aeroporto um amigo tailandês nos esperava para nos levar até o hotel que escolhemos chamado Bangkok Loft Inn. Sim, aqui é muito comum a prática de free translado hotel + aeroporto. E você só dá uma gorjeta se quiser.

Chegamos no hotel recepcionados na porta com um sorriso lindo da recepcionista com dois sucos naturais de laranja. Check in rápido e eficiente, antes de subir para o quarto, ela nos ofereceu duas bananas. E com aquele sorriso no rosto, você não tem como não aceitar! Quarenta minutos pra se recompor, preparar a mochila e lá vamos nos pela primeira vez pelas ruas de Bangkok.

Pegamos o Skytrain, um estilo metrô aéreo muito usado aqui e que liga quase toda a Bangkok de ponta a ponta. Resolvemos conhecer a Siam Square e seus arredores. Por lá mesmo almoçamos em um restaurante típico local chamado Som Tam Nua. Bem saboroso e diferente do que estamos acostumados a conhecer sobre a cozinha tailandesa no Brasil ou nos Estados Unidos. Depois pegamos o famoso Tuk Tuk para ver o pôr-do-sol no Chao Prayar river.



Esse foi o momento mais lindo do dia, sem dúvida. Pegamos o barco local mesmo e fomos percorrendo aquele rio enorme, que corta toda Bangkok com aquele visual amarelado e cheio de silhuetas…uma curiosidade…o povo tailandês é quieto. O verbo “apreciar” é bem aplicado por aqui.

Descemos na estação do Wat Pho (Templo do Buda reclinado) e fomos caminhar pela região mais antiga de Bangkok. Um bairro muito simples mesmo, com construções de palafitas pelos rios, varais e ruelas bem pequenas, com pequenos gatos caminhando pelas ruas, os monks ali parados admirando o pôr-do-sol também…foi o melhor momento pra brincar de fotografia!
Lindo, lindo mesmo. Um dia para se guardar na memória do coração.

Uma dica! Tem um café que descobrimos nas andanças, bem escondidinho nessas ruelas que é uma jóia rara pra descansar e tomar um Thai Iced Tea! Chama-se “Vivi,The Coffee Place”.
O Café faz parte de um hotel boutique chamado Aurum. O visual do lugar, de frente para o rio foi o presente do dia, e ainda tinha uma música linda tocando no ar pra ficar ainda mais charmoso…
Aqui abaixo segue de uma foto que conseguimos captar ontem.


Além dos templos budistas, a Old City é conhecida também pelas escolas de massagem ao redor. Que difícil entrar numa daquelas portinhas depois de quase 30 horas no ar e receber mais um carinho desse povo tão amoroso!

Depois de tudo isso, fomos descansar! Amanhã tem os templos! oba, oba!
Obrigada amigos por acompanhar nossas andanças…

Alguns preços só para ter uma idéia:
- Ticket SFO / BKK – $ 1.100
- Diária do Bangkok Loft inn – $ 32
- Passagem no Sky Train- $ 1,02
- Almoço Som Tam Nua (2 cervejas grandes + 4 pratos) – $ 22
- Ticket do barco para andar no Chao Phraya River – $ 0.80
- Viagem Tuk Tuk – Hotel ate’ centro da cidade – $ 7
- uma hora de massagem tailandesa – $ 7


Sites:

http://www.bangkokloftinn.com/

http://www.aurum-bangkok.com/

http://www.hisfoodblog.com/2011/02/som-tam-nua-som-tam-paradise-siam.html


Endereço:

One Pho Original Thai Massagem
256 Maharaj Road Soi Tha Rongmoe, Pranakorn

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Vá ser charmoso assim em Palermo!

23 agosto, 2012 às 14:38  |  por Candice Bittencourt

Falar sobre Palermo é uma delícia porque minha experiência com o bairro é sempre agradável. Quase tudo é de extremo bom gosto, com ruas arborizadas, livrarias bem originais, bares charmosos, onde você encontra restaurantes com uma culinária de primeiríssima qualidade e artistas pelas ruas ditando tendências de moda.

Vamos entender como nasceu e o que mais tem de interessante nesse bairro?

Agradeço desde já a super ajuda da amiga portenha Florência com suas dicas imperdíveis do bairro! 

Palermo vem do sobrenome de um dono de vastos campos de frutas e parreirais da região no final do século XVI chamado Juan Domínguez Palermo. Por ai já se pode imaginar a imensidão de terras e a quantidade de verde na região.

Claro, Palermo mudou bastante de lá pra cá, mas o bairro permanece com as mesmas características de outrora: é um dos maiores bairros da capital (em questão territorial) e com certeza lidera em metros quadrados de espaços verdes em parques, bosques e praças.

Palermo é conhecido como o pulmão verde de Buenos Aires.

Bosques de Palermo (foto divulgação)

 

Outra curiosidade de Palermo são suas subdivisões dentro do próprio bairro, resultando em vários “mini Palermos”. São eles:

Palermo Chico – conhecido pela suas ruas arborizadas, bela arquitetura e mansões milionárias é onde também  ficam palácios, embaixadas e consulados. Para os turistas que gostam de passeios ao ar livre é fácil se encantar porque aqui que se localiza o Jardim Botânico, o Jardim Japonês, o enorme Zoológico, o Planetário Galileu Galilei, o Hipódromo, a quadra de Pólo e o famoso Malba, o Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires.

Localização - O bairro é delimitado pelas avenidas Figueroa Alcorta e Libertador.

Fachada do Malba (foto divulgação)

Palermo Viejo – é a parte mais antiga do bairro, com casarões lindos, pés direitos altíssimos, janelas enormes e grades antiquíssimas. Além de sua imponente arquitetura, o que ajuda no charme são seus moradores, na maioria artistas (artesãos, músicos, arquitetos, fashionistas, decoradores) que expõem e vendem ali na rua mesmo suas criações.


Ruas de Palermo Viejo (fotos divulgação)


Palermo Soho – o nome foi dado devido a sua similaridade com os bairros de Soho e Village em Nova York. Seu centro é a “Plaza Cortázar” (Serrano ou Placita) onde acontece a maravilhosa feirinha de moda no fim de semana. Florência me contou que as feiras de rua em Palermo surgiram de forma espontânea logo após da crises de 2001.

O cenário é de total descontração: mesinhas espalhadas nas calçadas, jovens bebendo e petiscando, muitas barraquinhas ao redor da praça oferecendo desde velas até objetos para casa bem diferentes. As lojas na redondeza são originais e cruzar o próprio estilista vendendo suas criações é bem comum. Um prato cheio para os amantes do estilo brecha chique.

Localização – O bairro começa na Avenida Córdoba (entre a Avenida Santa Fé e Córdoba ) e as ruas Scalabrini Ortiz e Juan B. Justo.


Praça Cortazar / Palermo Soho (foto divulgação)

Palermo Hollywood – é o reduto da turma alternativa, cheio de pubs, restaurantes de cozinha internacional, bares e cafés literários e onde fica também os grandes estúdios de cinema e televisão da argentina ( esta o porquê do nome) , os teatros e o famoso Niceto Club, uma casa de show com atrações nacionais e internacionais de alto nível. Só precisa ficar ligado na programação!

Palermo Queens – colado com o Palermo Soho é a novidade do momento! A área está sendo reconhecida pelos numerosos outlets dando o ar da graça. No Queens você encontra vários restaurantes legais e segundo minha amiga Florência, sempre tem famosos almoçando pela região. 

Localização - Palermo Queens é atualmente  um dos metros quadrados mais caros da cidade (depois do Novo Puerto Madero). O bairro está delimitado pelas avenidas Córdoba y Corrientes y pelas ruas Julián Alvarez y Thames. A maioria dos outlets fica na rua Aguirre. Mas lá não tem essa de estilistas independentes! Se você procura marcas consagradas aqui é o seu lugar!



Segue um mapa bacana para vocês poderem ver onde ficam os “Palermos” pela cidade:



Antes de passar a dicas preciosas da Florência (divididas por tópicos), me atrevi a colocar dois lugares que considero imperdíveis no bairro: 


Jantar no Green Bamboo – divino esse lugar! A especialidade da casa é reunir num mesmo prato sabores distintos: o salgado, doce, amargo, picante e o azedo. É uma aventura pra quem aprecia uma culinária mais elaborada. O povo que freqüenta é bacana, a musica que toca lá é uma atração a parte e ainda tem uma decoração divertidíssima, bem kitsch! Florência ama o lugar também! Pode ir de olhos fechados!


Galeria Bond Street – quem me apresentou a galeria foi meu amigo Fabio Tavares (que hoje vive em NY) e sempre volto porque adoro ver um pouco do undergroud portenho nas vitrines da Bond Street. Lugar pra alegrar o jovem que vive dentro de você! E se você esta procurando por uma balada na capital é só ficar atento aos flyers e cartazes pendurados pela galeria.
É total estilo Galeira Ouro Fino de Sampa. Florência super aprova o local e  sempre dá uma passadinha por lá!


DICAS PALERMO ( pela portenha Florência):


Que tal uma bike?


Um passeio bem bacana é alugar uma bicicleta e dar uma banda pelo bairro, podendo estender por onde quiser, já que a cidade é quase toda plana! E a novidade é que a cidade está ganhando cerca de 100km de ciclovias novas, separadas das pistas de tráfego.

A empresa biketours além de alugar as magrelas, também oferece serviços de bike tour com guias detalhando todo o passeio. Você pode optar qual passeio te agrada mais. Florência sugere pegar a bike a noite e ir até Palermo tomar cerveja Quilmes e depois continuar o trajeto. É risadera garantida!



Leitura e Café 


Buenos Aires foi eleita pela UNESCO a capital mundial do livro ano passado. Em uma das cidades mais literárias do planeta, não poderia faltar dicas de livrarias, certo?!


Boutique do Libro (Thames 1762)

Livraria Eterna Cadencia (Honduras 5574) com ótimo terraço no primeiro andar da livraria.

foto da Boutique do Libro (foto divulgação)

Museu e Arte


Na Casa Museu de XUL SOLAR tem tudo do pintor Xul Solar, um dos maiores nomes das artes plásticas da Argentina e admirado por Jorge Luis Borges.  (Rua Laprida, 1212)


Hotéis Boutiques


Bobo (Rua Guatemala 4882)

Legado Mítico se você quiser dormir num quarto inspirado em personalidades nacionais, um imperdível é a habitação La Primeta Dama (com fotos de Evita Duarte de Peron, bar privativo, fogão a lenha e decoração super clássica!)

(Rua Gurruchaga 1848)

Cocktails, Comida e Musica


Rio Café (Rua Honduras 4772)

The Cream Bar (Rua Fitz Roy 1612)

ClubVonline (Rua Bonpland 1690)



Parrillas Clássicas


La Cabrera: não percam o ótimo bife de chorizo e a provoleta de cabra.
(Rua J. A. Cabrera, 5127 – Palermo)

La Choza: pratos grandes que dá para dividir com uma parrilla nota 10!
(Rua Gascon, 1701- Palermo)

Don Julio: as sobremesas são famosas por ser típicas “portenhas” e tem uma ótima carta de vinhos “completíssima” com preços muito bons!
(Rua Guatemala, 4691 – Palermo)



Medialunas Maravilhas


Oui Oui:  para os brasileiros viciados em medialunas, não podem perder os croissants, madalenas, brownies, muffins, waffles, e aos domingos tem o Brunch!
(Rua Nicaragua, 6068 – Palermo)

Santa Paula: confeitaria (padaria) tradicional de mais de 60 anos. Tem as melhores medialunas do bairro e também os clássicos sanduíches da capital argentina!
(Avenida Scalabrini Ortiz, 3154 – Palermo)


Milanesas Argentinas


El Preferido de Palermo: Histórica “bodega” com ótima cozinha espanhola e portenha. Aberto desde 1952, lógico que atendido por seus donos “asturianos”, por isso precisa um pouco de paciência!

Especialidade: milanesa de peceto, em todas suas variedades (Rua J. L. Borges 2108 – Palermo)

As Clássicas Empanadas

Ña Serapia: muito pequeno mas uma delicia de lugar que serve empanadas enormes! Vale a pena para quem curte. (Av. Las Heras 3357 – Palermo)

Os Passeios Clássicos 

Jardim Botânico – arquitetura bonita e visual bem relaxante.

Praça Itália -  vá de olhos abertos porque é um lugar cheio de gente! É uma praça que faz ligação para toda a cidade (com muitas linhas de metro, trem e ônibus) e com várias barraquinhas com artesanatos.

Rosedales (Bosques de Palermo) – aos Domingos dá pra ver vários jogos de jockey em rollers.

Jardim Japonês – clássico lugar para tomar chá aos sábados.

Jardim Japonês  (foto divulgação)

Pasajes de Palermo Soho

Tenho três endereços: Russel (Serrano altura 1600), Santa Rosa (Serrano altura 1700), Soria (Serrano altura 1800).
Nesses locais você encontra vestígios de uma urbanização falida, um bairro “obreiro” (de trabalhadores) que nunca foi terminado.  Algumas das residências mais exclusivas da cidade estão ocultas nestas passagens.

Você sabia…

Em Palermo viveu o grande escritor argentino “Jorge Luis Borges” (entre 1901 e 1914). A conhecida “Plaza Serrano” ou “La Placita”, famosa no bairro leva seu nome “JULIO CORTÁZAR”.
Se quiser conhecer onde ele morava é só procurar a Rua Jorge Luis Borges 2.135 (entre as Ruas Santa Fé e Honduras).

Antigamente Palermo tinha muitas bodegas de vinho, onde se faziam os vinhos trazidos de trem de Mendoza. Existe um projeto para fazer “o museu do vinho” nas antigas bodegas que hoje estão abandonadas. Vamos torcer para que o projeto se torne realidade.

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Buenos Aires pelo olhar de uma portenha classe A

16 agosto, 2012 às 00:01  |  por Candice Bittencourt

Que a nossa vizinha Buenos Aires é linda, charmosa e economicamente viável não é nenhuma novidade certo?

Vai dizer que não é uma delícia pegar um vôo e em poucas horas aterrissar numa cidade com um idioma diferente, onde o seu dinheiro vale um pouquinho mais, com uma vida cultural plena e com uma comida que é de matar de boa.

Um bom começo não acham?

Se você ainda não visitou a capital portenha, saiba que Buenos Aires tem personalidade e muita história pra contar. A cidade também é um dos principais centro culturais da América Latina, com uma grande oferta de museus, teatros e bibliotecas que abastecem a capital de arte e cultura.

Se você já foi aposto que já voltou uma vez ou pensa em voltar só pra repetir o famoso flan com dulce de leche e crema de sobremesa.

Aliás, repetir a viagem mais de uma vez nesse caso é perdoável porque Buenos Aires é encantadora e te chama pra isso. Mas agora cheguei ao ponto crucial desse texto (desculpe os amigos que ainda não conhecem a capital, mas vou avançar um pouquinho).

O que fazer em Buenos Aires além dos passeios de praxe como caminhar pela Calle Florida, jantar em Puerto Madero, visitar a Casa Rosada e passear na feira livre na Recoleta?

Pensando nisso, criei coragem e pedi uma colaboração da minha querida amiga portenha, Florencia Navarro Grillo, que aceitou abrir seu coração pra nos contar delícias secretas da sua cidade natal! E olha que sorte a nossa, ela aceitou!
Obrigada Flor e não vejo a hora de voltar pra provar suas dicas fresquinhas da boêmia Buenos Aires.

Para falar da Argentina, vamos a “La Jack, o Estripador” ou seja, por partes!

NOVIDADES EM BUENOS AIRES!

O POINT DO MOMENTO: O NOVO PUERTO MADERO

O local existe desde a fundação da cidade, mas o nome foi dado em 1887 quando o comerciante Eduardo Madero conseguiu aprovação pelo Congresso Nacional para realizar seu projeto do porto idealizado com a intenção de expandir e receber o enorme fluxo de mercadorias chegando do exterior com força total naquela época em Buenos Aires.

A construção do porto durou 10 anos (1887 a 1897) e foi muito utilizado mas mesmo assim tornou-se insuficiente para atender a demanda na época. Com isso, um outro porto foi construído ao norte de Porto Madero, deixando-o obsoleto como porto comercial por quase um século.

Foi só em 1990 que o governo tratou de recuperar e revitalizar a região e os edifícios abandonados do bairro que são uma parte importante do patrimônio da cidade.

Na verdade, o negocio só andou com um investimento forte do empresário argentino Alan Faena. Lembram da época dos panelaços em Buenos Aires, onde o país enfrentou uma das suas piores crises? Alan Faena estava em Nova Yorque batendo na porta de grandes investidores para reconstruir e revitalizar Puerto Madero. Segue abaixo um mapa do bairro que é dividido em quatro diques.

E o resultado deu certo e hoje é um sucesso. O Hotel Faena + Universe  foi a primeira obra construída pelo grupo de investidores reunidos por Alan, o Faena Group. Segue abaixo um pouco do interior do hotel concebido pelo super badalado designer francês Philippe Starck, que comecou a carreira desenhando o interior dos apartamentos privados do presidente francês François Mitterrand e foi por muitos anos diretor de arte da Pierre Cardin.

Florencia diz que o lugar é lindo e que vale a pena curtir um final de tarde no bar da piscina ou um jantar no “El Mercado”. Outra dica é conhecer os banheiros inacreditáveis de lindos que ficam no corredor principal do edifício.

Piscina do Faena (foto divulgação)

“El Mercado”(foto divulgação)

“El Mercado” (foto divulgação)

O império Faena está se expandindo cada vez mais: atualmente, além do hotel, ele criou o Faena Art District, um complexo cultural e residencial, com mais de 300 mil metros quadrados com shoppings, bares, edifícios, parques e restaurantes.

Outra dica de Florencia na região é conhecer o Último projeto Faena, que é o mais novo hotel St. Regis (El Aleph), projetado pelo renomado arquiteto inglês Norman Foster, com projetos espalhados por mais de 48 países em todo o mundo.

No mesmo distrito está também o mais novo museu da cidade: o Coleccion Fortabat com mais de 230 pinturas e esculturas, entre elas, August Rodin, Andy Warhol e muito mais…

Florencia diz que é o único bairro na cidade onde se pode andar com segurança e tranqüilidade. Bom, eu já tenho um dia quase tomado quando voltar pra capital argentina.

Outros hotéis que valem uma visita pela região:
- Hilton Hotel e seu Restaurante EL FARO.
- Sofitel Madero: bar com sushi maravilha.

 

Próxima Parada: Bairro Palermo! Esse eu conheço e sou apaixonada…

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Dossiê San Francisco – “Os clássicos da cidade”

3 agosto, 2012 às 00:44  |  por Candice Bittencourt

Já com os pés em San Francisco, você pensa: o que fazer nessa cidade?

Primeira dica: se você não tiver muitos dias, olhe para o céu. Se você vê um dia lindo de sol priorize os passeios “outdoors” ou seja, aqueles relacionados com a natureza. E aqui tem muito o que fazer com um céu de brigadeiro de presente!

Segue a lista dos passeios que considero muito bacanas na cidade:

“Cruzei de bike a Golden Gate, parei em Sausalito, voltei de ferry…será que foi um sonho?

Na região de North Beach, onde fica o bairro da italianada (já próximo da Marina e da Golden Gate) tem algumas empresas que oferecem um bike tour fantástico! Você aluga a magrela que já vem com um mapa acoplado (bem profissional) que  é só pedalar e ser feliz!

O trajeto começa contornando todo o calçadão da Marina com um visual incrível da baía onde a Golden Gate é a protagonista do cenário. É pra lá que seguimos o percurso, atravessando de ponta a ponta a imponente musa superior! ( isso realmente é emocionante e muito mais bacana que de carro).

Depois descemos uma estradinha simpática até Sausalito, uma das cidades mais charmosas da região. O bacana é dar um tempo pelo centro, tomar um sorvete, ou petiscar algo e no final de tarde retornar para San Francisco no ferry boat (ticket incluso no pacote com a bike) que alias é outro momento fantástico do passeio!

Essa volta dura 30 minutos navegando pela baía. Depois de aportar no píer 1 da cidade é só pegar a orla do Embarcadero, passando pelo Fishermann’s Wharf para mais um pit stop. Depois de todo o passeio é só devolver a bike e pronto.

Serviço

O percurso – 13 km (nada de subidonas)

Tempo do percurso – entre 1 a 2 horas (mas pode estender dependendo dos pit stops)

Empresas – A mais famosa é a Blazing Saddles, mas tem outras como a Bay City Bike ou a Dylan’s Tour.

Valor – entre 20 a 50 dólares (depende da escolha da bike)

Quer conhecer a cultura local? Dolores Park é o que há!

Nesse parque você vai ter uma noção de como vive a comunidade artística de San Francisco. E o grande movimento rola aos sábados e domingos. São jovens, famílias com bebês, amigos com cachorros, todos esparramados na grama verde, fazendo piquenique, praticando yoga, músicos tocando tambores, rodas de violão, artistas fazendo trabalhos manuais, enfim, amigos reunidos pra admirar a cidade do alto.

Nas noites de verão, a prefeitura coloca um telão enorme e passam clássicos dos filmes antigos. Na redondeza, tem restaurantes, pubs, sorveterias onde o comunidade se abastece de delícias! O movimento do povo começa 10 da manhã e vai até o pôr do sol.  O clima é de total descontração.

Quer um postal de verdade de San Francisco? Álamo Square!

Se você já viu a imagem dessas famosas donzelas por , coladinhas uma na outra, conhecidas também por “painted ladies” (casas vitorianas ou eduardianas pintadas com três ou mais cores que destacam seus detalhes arquitetônicos) e gostaria de comprovar ao vivo, o lugar clássico e único é a Álamo Square.

Além do visual deslumbrante é um ponto da cidade calmo, bom pra relaxar, tomar um café, ler um livro ou mesmo pra esticar uma canga e ficar admirando a paisagem. Se você gosta de arquitetura, segue abaixo mais um endereço bacana aqui em San Francisco:

Grace Catedral – fica no bairro nobre de Nob Hill, num dos pontos mais altos da cidade. O mosaico gigante do artista Jan Henryk De Rosen já vale a visita, mas se você olhar a impressionante porta de entrada da catedral vai ver que o local tem muito mais para se admirar.

Quer ver San Francisco lá do alto mesmo? Twin Peaks!

A vista é uma das mais lindas da cidade e a uma das mais altas com certeza! Com uma altitude de quase mil metros de altura, nesse pico você consegue admirar a Bay Área toda numa paisagem de 360 graus. Não se esqueça de levar um casacão porque o vento que bate por lá é medonho! Vale muito mesmo e o por do sol é fantástico!

Haight Ashbury  - As esquinas

Vir até San Francisco e não conhecer as esquinas da Haight e Ashbury, berço do movimento hippie e da contracultura é quase um sacrilégio!

Toda a fama do bairro começou na década de 60 quando um grupo de jovens se uniu com o mesmo ideal: modificar a sociedade que eles viviam (eles carregavam o enorme peso do pós-guerra) buscando fugir do  estilo de vida medíocre e superficial de seus pais. Eles acreditavam que apenas o amor e a arte seria o suficiente para se viver. E a semente do movimento hippie foi plantada exatamente nessas esquinas e se alastrou por toda a cidade.

Eram milhares de jovens, chegando de vários lugares do mundo para se unir ao grupo para fazer música, dançar e amar, isso tudo com pitadas de LSD e maconha, substâncias que faziam parte de todo o contexto, não podemos negar.

O movimento ganhou muitos adeptos e acabou virando uma comunidade. Por ali, as pessoas dormiam mesmo nas ruas, o governo alimentava os desabrigados e eles seguiam fazendo música.

Em 1967 (só pra se ter uma idéia da força da comunidade hippie) eles conseguiram reunir no Golden Gate Park o chamado “World’s First Human Be-In“, que teve a presença de cerca de 20 mil jovens cantando e dançando e cobertos de flores. No parque eles tiravam a roupa e corriam todos pelados pedindo amor entre as pessoas.

Até o fim de 69, eram mais de 100 mil hippies morando na cidade.

Os músicos da época, como Janis Joplin, (Hendrix veio de Seattle pra se juntar ao movimento), Scott MacKenzie, Jefferson Airplane, Mamas and Papas pediam paz e amor nas suas canções.

Hoje, caminhando pela Haight street e’ possível ver o clima envolto no ar.

É claro que a maioria dos hippies foi morar em comunidades rurais como Sonoma County, mas ainda existem vários deles pelas ruas e sempre, sempre acompanhados de um cachorro, muito bem cuidado por sinal.

A Haight é uma rua pra andar devagar, observar sua arquitetura, entrar nas suas incríveis lojas. É aqui que fica a Amoeba, a maior loja independente de música do mundo. Uma loucura o tamanho e a diversidade! Pode-se passar horas e horas lá dentro se você é um aficionado por esse tipo de arte.

Castro Street

San Francisco é uma cidade muito generosa porque além de ser palco do nascimento do movimento hippie e da contracultura, ela também é o berço do movimento dos direitos gays e famosa por abrigar carinhosamente e politicamente um cenário aberto de amor entre pessoas do mesmo sexo. E foi graças a Harvey Milk, o primeiro homem abertamente gay a ser eleito a um cargo público na Califórnia que a Castro se tornou o primeiro bairro gay do mundo. O filme Milk protagonizado por Sean Penn conta a história do politico ativista.

O que tem de atraente por lá? 

Bem, se você não tiver nenhuma curiosidade sobre o assunto, simples: é só seguir adiante. Se você quer ver como é a vida cotidiana de um gay em um ambiente de muito respeito, aqui é o lugar! Eles caminham numa boa de mãos dadas, se abraçam e beijam como qualquer outro ser humano. E por quê seria diferente não é mesmo? As lojas são mais voltadas pra comunidade gay e em todo bairro você vê hasteada a bandeira do arco íris!

Andar de bondinho

Símbolo ícone da cidade, o “Cable Car” além de ser  uma experiência única é uma boa alternativa pra conhecer a cidade!

Os primeiros bondinhos começaram a funcionar em 1892, atendendo quase toda a cidade, mas depois do maior terremoto da história de San Francisco, em 1906, sobraram apenas oito linhas. Hoje apenas três estão em funcionamento, mas muito bem localizadas.  Eu recomendo! É um charme entrar nesses bondinhos bem antigos…

Golden Gate Park

Esse parque é um presente para os moradores e visitantes da cidade e vale a pena passear e conhecer as atrações por dentro desses quase três quilômetros de extensão do grande pulmão de San Francisco.

Vamos as atrações:

-       Japonese Tea Gardenréplica perfeita de um jardim japonês, todo cheio de detalhe, é um lugar sereno pra tomar um chá e ficar admirando os detalhes da jardinagem oriental.

-       Califórnia Academy of Science – recém inaugurado, é um fantástico museu de ciência com um enorme aquário, uma floresta tropical e um planetário. Programa perfeito para fazer em família!

-       De Young  Museu – com uma fachada toda de cobre e com uma design bem inovador e coleções bem instigantes o De Young é um museu conceitual que exibe fotografias, vídeos, quadros, instalações, objetos, esculturas e até roupas.

Segue abaixo um mapa detalhando tudo o que você pode encontrar no parque!

 Os clássicos clichês

Mas como assim? Você está falando dos clássicos de San Francisco e não vai citar a Union Square, o píer 39 no Fishermann’s Wharf , nem Chinatown ou o próprio Alcatraz?

Eu sei, tem muito mais atrações nessa cidade tão linda, mas como não sou muito freqüentadora desses pedacinhos da cidade (apesar de terem o seu valor) deixo as opiniões para quem conhece e aprecia.

Mas posso adiantar uma preciosidade bem no meio daquela loucura do Fishermann’s Wharf: o Musée Mécanique, um espaço com mais de 200 máquinas de fliperama bem antigas que funcionam perfeitamente com moedas de 25 centavos.

Outra dica: experimentar o famoso “Clam Chowder”, uma sopa de mariscos famosa na região. Se você gosta de caranguejo, é aqui  no Fishermann’s Wharf que você vai ser feliz!