Filipinas – quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais!

24 abril, 2014 às 18:20  |  por Candice Bittencourt

Você já parou para olhar por um minuto o mapa das Filipinas? Pois eu também nunca tinha visto até o dia de preparar o itinerário. Me diga se não faz lembrar uma pintura abstrata onde o artista deu várias pinceladas nesse azul da cor do mar? Aqui dá até para brincar de desbravador do sudeste asiático como fez o português Fernão de Magalhães em 1521: mais uma ilha à vista!

Com mais de sete mil ilhas a perder de vista, o país conhecido também como República das Filipinas é um grande arquipélago localizado no sudeste asiático fazendo fronteiras marítimas ao norte com Taiwan, ao sudoeste com a Malásia e ao sul com a Indonésia.

Eu fico imaginando esses navegadores com suas caravelas pelo mundo em uma época que era só chegar “montar acampamento” e trazer a turma para o paraíso. Por mais de 300 anos a colonização espanhola predominou nas Filipinas e foi nessa época que se introduziu o catolicismo também, religião que predomina em mais de 90% da população. Só depois de segunda guerra mundial (depois de ficar sob o domínio dos americanos e dos japoneses) que o país se tornou uma nação independente, hoje com 98 milhões de habitantes.

O povo Filipino faz lembrar muito o brasileiro no quesito “alegria”, aliás eles são muito prestativos, sorridentes e dá pra sentir uma latinidade até no jeito de andar. Se você prestar atenção, dá para ouvir os resquícios da língua espanhola misturada com o Tagalog, um dos idiomas falados no país. Sabe como se fala “Oi, tudo bem” por lá? “Kamusta”, mas na hora que vc ouve é igualzinho ao “Como está“.

Família de Filipinos que vive na Ilha de Bantayan

Outra situação: estávamos navegando para uma ilha quando escuto um barqueiro ajudando o outro na navegação: “atrás, atrás“, “avante”“avante”. É bem interessante perceber no vocabulário filipino como tem palavras que nos parece tão familiares no meio de um idioma tão diferente. Outra curiosidade é que são vários os filipinos que falam inglês (independente da classe social) e isso provavelmente vêm da época onde os americanos dominaram o país. Ou seja, se você fala inglês e espanhol, você vai se sentir bem confuso porque vai ouvir palavras conhecidas mergulhadas em um oceano de frases, sons e dialetos ininteligíveis.

Molecada saindo da escola para um mergulho no mar, fizeram amizade com o Daniel e pronto.

Bem mas vamos voltar para as ilhas e suas praias paradisíacas.


Agora me diga: como escolher duas ao menos três ilhas no meio de tantas milhares?

Aí veio um pensamento: quanto mais eu caminho, mais eu vejo como o mundo está para lá de povoado. Por exemplo, minha primeira vez em Bali no começo desse ano foi um grande susto porque eu idealizava uma Bali que quase já não existe. O turismo se instalou tão forte na ilha que eu só percebi a dimensão do estrago quando pisei no aeroporto. Abarrotado é pouco para Bali. Se você procura sossego nessa ilha, você precisará fugir para as montanhas.

E é contextualizando Bali que veio meu segundo pensamento: seria as Filipinas minha sonhada Bali dos anos 80?

O que me atraiu e o que me fez escolher as Filipinas nessa nossa segunda viagem ao sudeste asiático foi exatamente a intenção de explorar o desconhecido, desbravar terras novas, sem muitas pegadas de turistas pelas areias.

É pra lá que eu vou (pensei)  afinal com mais de sete mil ilhas para visitar, se você se der ao trabalho de encarar uma daquelas que fica difícil encontrar no mapa, fica fácil vivenciar aquele momento “ET” no seu próprio planeta, o que é no mínimo curioso, aliás, é uma experiência única.

Como tínhamos duas semanas no país (4 a 19 de fevereiro) decidimos conhecer duas ilhas: a pacata e paradisíaca Bantayan Island, e Palawan Island, onde fica a conhecida cidade de El Nido com suas ilhotas e cenários de tirar o fôlego. Pois já posso te adiantar, nunca vi nada tão lindo em toda a minha vida. Só que ela já está “famosa” devido a reportagem da CNN ano passado, mas ainda vale muito a pena conhecer. Agora vou te explicar como chegar até lá, os preços dos hotéis e passeios entre outras curiosidades.

MELHOR ÉPOCA

O clima nas Filipinas é definido pelos ventos predominantes, o Habagat (maio a outubro) e o Amihan (novembro a maio).

A estação seca, que é o Amihan (e que nos interessa já que ninguém quer ir para o paraíso com chuva) começa em novembro e segue até maio.

E a estação chuvosa começa em junho (com picos de chuva de julho a setembro) e termina em outubro, apesar que eu já ouvi falar que essa chuva pode se estender até dezembro.

Outro ponto a pensar antes de comprar a passagem é que entre os meses de junho a dezembro tem a temporada de tufões (ciclone tropical) e nunca se sabe o que pode vir pela frente.

 

Se puder escolher, a melhor época para conhecer as Filipinas começa em janeiro e vai até junho. 

Eu estive em fevereiro deste ano e foi sensacional. Outra dica, como o país foi colonizado por espanhóis por mais de 300 anos, preste atenção e tente evitar feriados católicos como Páscoa e Natal onde tudo fica lotado.

COMO CHEGAR

Claro, isso vai depender para onde você quer ir mas posso te adiantar que tem três cidades onde quase todos os vôos fazem conexões: Manila (a capital das Filipinas e a que tem mais opções), Boracay (com suas praias famosas mas já cheias de coreanos) e Cebu (ponto de partida para algumas ilhas paradisíacas).

As companhias aéreas que você pode pesquisar e que servem o sudeste asiático são as seguintes:

Airphil Express - passagens baratas de Cingapura para Filipinas (usei e aprovo)

Air India Express - passagens baratas de Cingapura para Índia

Air Asia - umas das melhores low fares, tem passagens baratas para quase todo o sudeste asiático e tem base em Kuala Lumpur, na Malásia (usei e aprovo)

Cebu Pacific Air - se você quiser ir para Filipinas, essa companhia é ótima e barata! (usei e aprovo)

Firefly - outra boa low fare e serve Malásia, Indonésia, Cingapura e Tailândia.

Garuda Indonésia - com base em Jakarta, essa serve quase todas as ilhas da Indonésia.

IndiGo - com base na Índia, essa low fare serve Tailândia, Cingapura, Índia e Emirados Árabes.

JetStar - essa é uma das melhores também de custo/benefício junto com a AirAsia. Serve inúmeros países e tem base em Cingapura. (já usei e aprovo)

LionAir - essa é a menina dos olhos da Indonésia. Se quiser explorar a Malásia e o Vietnan, eles também voam.

Malaysia Airlines - não é uma verdadeira low fare, mas serve vários países do sudeste asiático e se procurar com antecedência dá pra achar boas ofertas.

Singapore Air - também não é uma real low fare, mas pode te ajudar em alguma situação. Ela faz muitos vôos internacionais (tipo Europa, Estados Unidos para o sudeste asiático).

Tiger Airways - a melhor low fare com base em Cingapura! Faz todos os países do sudeste asiático e mais a Índia, Bangladesh, Cambodia, China…uma beleza e preço camarada! (já voei e super aprovo!)

 

QUAL ILHA ESCOLHER NA REGIÃO MAIS LINDA DAS FILIPINAS: VISAYAS

- Malapascua Island (norte de Cebu)

- Bantayan Island (norte de Cebu)

- Boracay Island (noroeste de Cebu)

- Borol Island (sudeste de Cebu)

- Palawan Island (leste de Cebu)

As ilhas costumam ser divididas em três grupos: Luzon, ao norte, Visayas no centro e Mindanao, no sul.

Uma dica: tente evitar a região de Mindanao. Quase todos os filipinos nos alertaram que é uma região perigosa, onde você pode ser assaltado à mão armada e até ser sequestrado. 

No próximo post: venha descobrir como chegar nessas ilhas, onde ficar e o que tem de melhor em cada uma delas.

Textos sobre as Filipinas:

Filipinas – quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte II

Filipinas – quando ir, como chegar, onde ficar, o que fazer e muito mais! Parte III

 

 

 

 

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