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Paris: quando ir, onde ficar, o que fazer e muito mais – Parte III

14 março, 2014 às 14:51  |  por Candice Bittencourt

Tenho a impressão que Paris é o tipo de cidade que você pode morar por anos e anos e nunca vai se entediar por falta do que fazer. Paris é um verdadeiro caldeirão cultural, respirando o tempo todo história, arte e cultura. Das três semanas que fiquei por lá seguem alguns passeios que me marcaram:

Cemitério Père- Lachaise

Para sair um pouco dos passeios convencionais, que tal uma tarde em um dos cemitérios mais célebres do mundo? Para alguns pode parecer um tanto estranho ficar caminhando por entre mortos em um ambiente fúnebre, mas acredite, a sensação de caminhar pelas ruelas do Père Lachaise é emocionante e única. Se você se deixar levar pelo clima bucólico e envolvente dos encantos da arquitetura neo-gótica, sua tarde pode se tornar inesquecível. Por lá, descansam nomes consagrados da história e da arte francesa e internacional. É um verdadeiro museu a céu aberto.

Se eu consegui te convencer, tenho um conselho: tenha um mapa em mãos se quiser ver as sepulturas dos famosos. Não é nem um pouco difícil se perder nas vias de paralelepípedos.

Entre as lápides mais visitadas está a de Edith Piaf que encantou gerações com sua voz singular. Na sua lápide coberta de flores é possível ler ” La Vie en Rose”.

Chopin, um dos maiores pianistas da história da humanidade também está enterrado no Père Lachaise.

Seguindo na área musical outra lápide famosa e sempre cheia de fãs é do Jim Morrison, o vocalista do The Doors.

túmulo da Edith Piaf

No dia da minha visita, o túmulo do Jim Morrison é onde tinham mais fãs. Tinha até um cercadinho que separava o túmulo dos visitantes, mas os fãs de Morrison não queriam saber, eles pulavam a cerca, acendiam uma vela, ligavam um som baixinho com a voz de Jim ao fundo e ficavam ao lado da lápide só curtindo o momento.

lápide do Jim Morrison

Voltando a infância, quem não lembra da fábula da lebre e da tartaruga? Pois lá você também pode visitar o túmulo de La Fontaine e bem ao lado da sua lápide está enterrado outro grande dramaturgo e considerado um dos gênios do teatro francês: Molière.

Alguns filósofos, escritores, pintores, escultores, historiadores que deixaram sua história para a posteridade e que estão enterrados no Père-Lachaise: Oscar Wilde, Honorè de Balzac, Cyrano de Bergerac, Delacroix e até o pai do espiritismo, Allan Kardec.

As torres da Catedral de Notre Dame

A catedral de Notre Dame com certeza é dos passeios mais conhecidos para se fazer em Paris. Localizada bem no coração da antiga cidade e não muito longe das margens do rio Sena, essa obra arquitetônica construída no ano de 1163 é uma das mais antigas igrejas no estilo gótico na cidade. Com suas dimensões imponentes e cheia de detalhes em cada milímetro, a visita à catedral é de encher os olhos de tanta arte e história.

fachada principal da Notre Dame

Confesso que toda essa beleza poderosa da catedral misturada com o circo que virou a praça Parvis, que fica em frente a fachada principal, deixa o clima meio “calçadão” com uma aglomeração de turistas vendo artistas de rua que fazem de tudoum pouco: colocam música da pior qualidade, cantam, pulam, dançam e passam o chapéu. Haja paciência.

interior da catedral

Para conhecer a Catedral você tem duas opções: a primeira e a mais procurada é o passeio pelo interior que é de graça, só que às vezes precisa encarar uma fila que pode ser desanimadora.

alto da torre

A outra opção é subir pela lateral esquerda da catedral por uma escadinha apertada em forma de caracol de quase 400 degraus. Pensei em fazer a visita próximo do pôr do sol e para mim foi uma das vistas mais lindas de Paris. Ficar perto dos gárgulas (o que sempre me atraiu na Catedral ) é uma experiência única. O ingresso para subir custa 8.50 euros e é sempre bom olhar as datas e horários. Nesse link AQUI você pode encontrar informações.

Paris

bem próximo dos gárgulas, com a torre Eiffel ao fundo

A livraria Shakespeare & Company 

Já que você estará do lado da catedral de Notre Dame, que tal atravessar para a margem esquerda do rio Sena e dar uma passada para conhecer uma das livrarias mais charmosas de Paris?

A Shakespeare & Company foi aberta em 1913 por uma americana chamada Sylvia Beach e na época era ponto de encontro de todos os escritores de língua inglesa em Paris.

Ernest Hemingway era um visitante regular na livraria, inclusive no seu livro “A Moveable Feast” ele retrata bem os anos 20 na cidade luz. Nessa mesma época, Beach acolhia, alimentava e dava apoio aos escritores que muitas vezes não tinham onde dormir, mas a única exigência era que eles lessem um livro por dia. A livraria é pequena, mas muito charmosa e sempre tem alguém recitando embaixo de uma linda árvore que fica do lado da Shakespeare & Company. Vale a pena uma visita.

O rio Sena e suas pontes

Essa nem eu imaginava meus caros, mas andei pesquisando e descobri que Paris tem 37 pontes sobre o rio Sena. Esteja certo, cruzar o rio Sena do “rive droite” (como os franceses chamam a margem direita) para o “rive gauche” (a margem esquerda) através de suas pontes lindíssimas é um momento para se viver muitas vezes na cidade. Não importa o horário e nem o tipo de locomoção, absolutamente tudo perto do Sena é de tirar o fôlego de tanta beleza.

As pontes mais famosas e que ficam no coração da antiga Paris são a Ponte Nova ( Pont Neuf ) que apesar do nome, é a mais antiga de todas. Construída de pedra e madeira a ponte foi inaugurado em 1606 por Henrique IV. A segunda ponte mais antiga da cidade e que faz ligação da Ilha de Saint Louis e o famoso Hotel Del Ville é a Pont Marie.

Outras pontes famosas e que valem uma vista são: Pont Alexander III, Pont des Arts, Pont Royal e Pont de La Tornelle.

Pont Alexandre III

 

Pont des Arts – onde os enamorados escrevem seus nomes no cadeado como jura de eterno amor.Diz a lenda que só dá certo se a chave for jogada no rio Sena.

Museu D’Orsay

Situado à margem esquerda do rio Sena, o museu D’ Orsay foi instalado em uma antiga e importante estação ferroviária desativada chamada Gare D’Orsay. Inaugurado em 1986, a coleção do museu retrata principalmente o período de 1848 até 1914, ou seja, um lar de profusão de artistas realistas/naturalistas, pré-impressionistas, impressionistas, expressionistas e art-nouveau como Van Gogh, Manet, Monet, Delacroix, Toulouse-Lautrec, Renoir, entre tantos outros.

No terceiro andar do museu tem um café e uma grande varanda com vista para o rio Sena. Desfrutar de uma tarde sem pressa no museu D’Orsay é um bom alimento para a alma.

 

No próximo post: venha conhecer um pouco da Grécia! Atenas e as ilhas de Santorini e Milos.