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De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte III

27 novembro, 2012 às 13:00  |  por Candice Bittencourt

Acordei bem cedo e já fui na sacada ver se a chuva da noite anterior estava na ativa e por sorte ela tinha dado uma trégua. Machu Picchu na chuva pode até ser interessante, mas não é o que você espera para um primeiro encontro.

Depois de um café da manhã caprichado do hotel seguimos até a pracinha central (que fica ao lado do nosso hotel) e logo na próxima esquina já se via um movimento expressivo de turistas. A partir dalí, você tem duas opções para chegar até Machu Picchu:

  •  seguir a pé os seis quilômetros até o topo da montanha (leva em média 2 horas de caminhada praticamente íngreme).
  • Usar um micro ônibus (viagem de 25 minutos por uma estradinha de chão bem sinuosa) que te deixa na portão de entrada da velha montanha. O comboio parte da estação de Águas Calientes de 20 em 20 minutos e o ticket (ida e volta) sai por nove dólares.

 Se você quer ser o primeiro a chegar a Machu Picchu se prepare para chegar cedo na estação porque o primeiro ônibus parte as 5:10 da manhã e o último volta de Machu Picchu às 5:30 da tarde.



Como não estávamos no espírito “caminhada” e tínhamos pouco tempo, seguimos no micro ônibus das 9:30 e próximo das 10 da manhã já estávamos na entrada de Machu Picchu.

Ainda dentro do ônibus já se vê um movimento grande de turistas e ao lado da entrada um grandioso hotel chamado Machu Picchu Sanctuary Lodgecom diárias a partir de 925 dólares. Só Mike Jagger e seus amigos para se hospedarem em um hotel desse nível! Conta-se na boca pequena que quando o rock star esteve ano passado visitando o Machu Picchu uma chuva torrencial não o deixou apreciar o local.

Ingressos nas mãos, uma fila pequena, passamos por uma catraca, depois uma revista e já estavámos dentro da cidade.

Dica: bem na entrada do parque tem um pessoal oferecendo para carimbar seu passaporte com os 100 anos de comemoração. Não se esqueça de pedir um mapa gratuito da cidade também.


Daqui pra frente o que eu falar aqui, seja lá o adjetivo que for, não será o suficiente para traduzir a emoção que é sentir aquela grandiosidade da natureza bem na sua cara, cada pedra, cada canto, toda a energia girando bem viva naquelas velhas montanhas gigantescas.


É algo realmente emocionante e único.

E se você tem dúvida se vale a pena mesmo conhecer o Machu Picchu, tenha a certeza que a hora que você der de cara com essa paisagem ao vivo, vai perceber que não é a toa que é uma das maravilhas do mundo moderno.  Eu fiquei realmente emocionada, de imaginar o povo Inca vivendo bem lá no alto dessa montanha tão bonita. É algo que toma conta de você, maior que a sua própria respiração, algo dificil de explicar em palavras…algo como se fosse um sonho.



Dicas, dicas!

  • Leve água porque o passeio é longo e o sol é de rachar mesmo.
  • Filtro solar é imprescindível!
  •  Quando eu voltar pela segunda vez quero fazer um pic nic (é permitido) no meio daquelas pedras incas tão lindas! Só (pela amor) deixe tudo limpinho na hora de ir embora.
  • Vista-se em camadas: fica mais fácil pra se adequar ao clima na montanha que muda rapidinho.
  • Aprecie, aprecie. Sente-se na grama e fique ali por horas admirando esse presente.
  • Se você gosta de fotografar, não esqueça de carregar uma bateria extra e se prepare porque os ângulos, cores e dimensões são de tirar o fôlego.

Mas não tem nada de ruim no Machu Picchu?

Tem sim senhor e sabe o quê é? o seu semelhante!

Como o Machu Picchu se transforma diariamente em uma enorme torre de babel com gente do mundo inteiro falando diferentes línguas e se comportando tal qual a educação que lhe foi ensinada, pode-se esperar de tudo e às vezes amigos, pode ser triste.

 Durante as quase cinco horas de passeio pelo parque arqueológico, eu assisti uma cena por lá que foi ultrajante. Uma mulher e uma amiga vestidas como se estivessem indo pra “night” sentaram por uma meia hora lá no topo da montanha e em posse de um celular ligavam muito animadas para vários amigos contando onde estavam e tal. O que aconteceu é que a voz gritada e as gargalhadas dessas mulheres ecoavam forte e incomodaram muitas pessoas que estavam tentando apreciar o local em paz.

 Lidar com esse tipo de falta de educação requer muita paciência. Só mesmo um monge para abstrair com esses tipo de situação. Nessas horas você respira e lembra de Sartre com sua famosa: “O inferno são os outros”.

Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto…Para ir com calma, apreciando cada pedacinho da cidade e fotografando você deve levar entre quatro a cinco horas de passeio. Por isso que uma barrinha de cereal, uma maçâ e uma garrafa de água são salvadoras nesse momento.

Macho Picchu é um lindo presente, por isso aproveite cada momento quando estiver por lá. E ainda dá pra brincar com as alpacas e lhamas da região! A volta para Águas Calientes foi bem tranquila e aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes mais bem comentados da cidade chamado Indio Feliz e que fica bem pertinho da praça principal. O local é uma atração à parte: decoração bem criativa, com cartões postais ou de visita pelas paredes de vários turistas que passam por ali. A comida é divina e o atendimento impecável. Uma experiência de restaurante!

 

Logo depois do almoço, pegamos o nosso trem de volta para Cusco que saiu às 16:45 da estação. Dormi como uma pedra de tanto cansaço no trajeto que levou quase três horas até Ollantaytambo. De lá tivemos que seguir em um ônibus até Cusco (cortesia da Peruail) porque não rolou ir de trem: tinha um trecho interditado por causa das fortes chuvas na região.Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo e tio Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto pegar nosso vôo para Lima. Sobre Lima prefiro não me atrever a escrever porque passei apenas 24 horas na capital peruana. A única dica que tenho para oferecer é um restaurante maravilhoso chamado Mango’s que fica na beira mar com uma vista lindíssima do Pacifico no fim de tarde. Ali comemos um ceviche, prato típico da cidade e tomamos nossa última Chicha Morada e um suco de maracujá dos deuses!



No dia seguinte cedinho já estávamos voltando para casa…

Se você procura um ótimo guia turístico no Perú, entre em contato com o Raul Pacheco: (51 01) 984686414 ou 984322941.

Viva Perú


De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte II

15 novembro, 2012 às 00:01  |  por Candice Bittencourt

Hoje é dia de dormir no pé de Machu Picchu…veio meu primeiro pensamento quando abri os olhos pela manhã. E lá vamos nós para a aventura mais esperada da viagem. Antes do café reforçado, separamos duas mudas de roupa, câmera fotográfica, protetor solar, óculos de sol, um casaco de chuva (a previsão avisava que ia chover) e socamos na mochila. A outra mala deixamos no guarda volume do hotel e com um quarto já reservadopara última noite em Cusco.

Depois de pesquisar pela internet e ler alguns relatos de viajantes, escolhemos dormir em Águas Calientes para poder subir bem cedinho para Machu Picchu no dia seguinte, 20 de janeiro de 2012, uma sexta-feira.

 Para ir para Machu Picchu pela Perurail existem algumas opções.

Para entender melhor, segue abaixo o mapa do trajeto de trem e suas estações.

Primeira opção: fazer um bate volta de trem (sem pernoite em Águas Calientes) – Precisa reservar o trem que sai bem cedinho de Cusco ( na verdade, a estação fica em Poroy, 30 minutos de carro de Cusco) e o último trem do dia que normalmente retorna perto das quatro da tarde. Dica: seja rápido para adquirir seu ticket se você decidir por essa opção porque é a mais popular, mais em conta e o que lota mais rápido. A viagem dura 4 horas.

Segunda opção: fazer Cusco ida e volta com pernoite em Águas Calientes. Nessa opção você só precisa decidir que dia você irá até Machu Picchu (no mesmo dia da subida do trem ou no dia seguinte bem cedinho). Não esqueça de reservar hotel em Águas Calientes!

Terceira opção: Partir da estação Ollantaytambo e depois voltar por Cusco. Escolhemos esse trajeto por dois motivos: como tínhamos pouco tempo e queríamos explorar um pouco mais o lindíssimo Valle Sagrado, escolhemos dar mais uma banda pela região e no final da tarde (já de noite mesmo) subir de trem até Águas Calientes. Outro bom motivo é que por Ollantaytambo a viagem reduz para duas horas e meia (contra 4 horas via Cusco).

Existem outras opções para se chegar à Velha Montanha, como por exemplo fazer a trilha Inca mas precisa pesquisar mais sobre esse trajeto que desconheço. O que posso adiantar é que dura entre 3 a 4 dias de caminhada.

Nosso dia começou cedo, em busca de um novo taxista para nos levar de novo para o Valle Sagrado: dessa vez escolhemos conhecer Pisac, Uruabamba e por último, antes de embarcar para Águas Calientes, apreciar as ruínas de Ollantaytambo.

Por 100 soles (38 dólares) conseguimos fazer o passeio (que durou 6 horas) mas que faltou tempo pra ver tudo. A estrada que liga Cusco a Pisac é lindíssima e digna de parar o carro para fotografar algumas vezes durante o trajeto. As montanhas gigantes recortando todo o céu é um espetáculo da natureza.

 Pisac é uma das cidades mais importantes do Valle Sagrado por preservar belos resquícios da cultura Inca . Esse vale banhado pelo rio Urubamba, a 35 quilômetros de Cusco é o fino do interior, aquele bem puro, intocável  mesmo.  


Lá você ouve as pessoas conversando em Quechua na rua e pode passear pela famosa feira de artesanato local que fica na praça central da cidade. Nessa feirinha você pode experimentar o milho cozido maravilhoso das nativas, comer uma empanada bem quentinha recém tirada do forno a lenha ou mesmo ver o artesão trabalhando em um tear. Minha dica: deixe para comprar artesanato por aqui. Além de ser mais bonito e barato comparado com Cusco, você ainda ajuda a comunidade local.




De Pisac seguimos pelo vale contornando o rio Urubamba até chegar na cidade que leva o mesmo nome do rio e que fica no coração do Valle Sagrado dos Incas. Urubamba é conhecido por abrigar sítios arqueológicos da época pré-hispânica e por ser um dos vales mais produtivos no setor agropecuário do país. A boa pedida em Urubamba é almoçar nos restaurantes típicos incas na beira do rio.

 O que aconteceu com o nosso passeio nesse dia é que ficamos tão fascinados com tudo que víamos que esquecemos do relógio e quando fomos ver estava mais do que na hora de correr para a estação de Ollantaytambo para seguir até Águas Calientes.

Na hora de embarcar começou uma chuva fina constante, eu e o Daniel nos olhamos e resumimos: Machu Picchu debaixo de chuva? Que pena. Acho que teremos mesmo que voltar para o Perú!

Entramos no vagão do Expedition (nome do trem) e parece que todo mundo já se conhecia. Uma alegria pairava no ar…é como se fossemos todos cúmplices da maravilha que veríamos pela frente!

A viagem foi tranquila e animada. Eu fiquei trocando idéia com a Tati, uma mineirinha simpática que sabia tudo e mais um pouco sobre o Perú.

Chegamos em Águas Calientes 9h30 da noite e fomos caminhando debaixo de chuva para encontrar o nosso hotel que ficava bem pertinho da praça central da cidade. Bem melhor do que o hotel em Cusco, o Gringo Bill’s (diária 50 dólares)  foi uma grata surpresa desde o atendimento, passando pelo conforto do quarto, cama boa, chuveiro bacana, sacadinha linda para as montanhas e um café da manhã caprichado!


Fomos dormir com o barulho da chuva que não deu trégua…

 Próximo post: Machu Picchu e último dia em Cusco – de volta à Lima












De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte I

8 novembro, 2012 às 00:15  |  por Candice Bittencourt

Preciso confessar que a experiência de conhecer o Peru foi mais uma oportunidade de percurso do que um planejamento de viagem (como faz a maioria dos turistas) ainda mais visitando Cusco e Machu Picchu, um dos destinos mais visitados na América Latina.

O planejamento desde o início era visitar o Brasil para reunir amigos e família para o fim do ano. Depois de inúmeras pesquisas em companhias aéreas escolhemos voar (pela primeira vez) pela famosa peruana Taca.

Nesse ínterim, como era obrigatória uma conexão em Lima (tanto na ida quanto na volta) perguntei quanto custaria estender a viagem pelo país e descobri que por apenas 100 dólares a mais no valor final do ticket,  tínhamos uma “perna” bate volta com direito a seis noites entre Cusco e Machu Picchu. Bati o martelo! Se valeu a pena? Mil vezes sim!

E aí vai minha primeira dica: leve o mínimo necessário de bagagem. Esqueça o glamour porque simplesmente luxo não combina com Cusco/Machu Picchu. Eu como estava voltando com uma mala grande e uma pequena do Brasil, fiz a redução mágica e viajei apenas com a minha “carry on”. A outra mala grande estacionei no Left Luggage no aeroporto em Lima que fica bem na saída do desembarque doméstico e custa 21 soles (cerca de 8 dólares) por dia.

O Vôo de Lima para Cusco é pá pum. Depois dos primeiros 60 minutos, pela janela do avião começa a surgir um cenário lindo com montanhas enormes e vem a voz do comandante: “tripulação preparar para a aterrissagem”. Agora vou dizer: a sensação de pousar em Cusco é uma experiência única.

Como o aeroporto é um dos mais altos do mundo, a 10.860 pés (3.310 metros) de altitude e ao redor de Cusco tem montanhas ainda mais altas (algumas com mais de 4.500 metros) vai imaginando os contornos insanos que o piloto precisa fazer para pousar na cidade.

A vista da janela do avião é estonteante e deixa qualquer um impressionado pela imensidão das montanhas. Esse foi o primeiro momento que me veio o pensamento: a natureza por aqui é grandiosa.

O aeroporto de Cusco é pequeno, bem simples e cheio de nativos querendo te acompanhar como guia turístico e cheios de dicas de locais que você deve conhecer e tal.

Como não tínhamos planejamento de nada, seguimos em um táxi comum até próximo da famosa Praça Del Armas. Já no caminho, o taxista ofereceu um hostel no bairro de San Blas chamado “Los Monarcas” pela bagatela de 28 dólares o quarto. Decidimos encarar. Nosso hotel tirando o chuveiro que era algo formidável de forte, nada era muito atraente. Tudo bem simples.

A essa altura você já começa a sentir algo diferente no seu corpo. Um cansaço além “das alturas” toma conta e qualquer esforço parece o fim. Incrível como a altitude me pegou de jeito. Chá de coca e cama.


Essa foi a receita para as primeiras horas em Cusco. Depois de ler bastante a respeito sobre os efeitos da altitude no corpo ( falta de ar, cansaço, sangramento no nariz, entre outros) tirei um cochilo e no final de tarde arriscamos uma caminhada até a Plaza Del Armas para jantar e caminhar pela cidade.

Na primeira noite, o passeio foi no estilo tartaruga. O coração ainda disparava e longas caminhadas estavam fora de cogitação. O que fazer? mangiare que te fa bene!

Por um acaso, passeando pelo setor histórico da cidade arriscamos um restaurante chamado Pasta Brava e Grill (recém reformado) e qual a nossa surpresa! Que maravilha de comida. Atendimento impecável e preço justo.

A conta saiu 26 dólares com prato principal, bebida alcoólica e sobremesa inclusa para duas pessoas. Tudo no estilo gourmet!

Depois do jantar caminhamos até o bairro boêmio San Blas, experimentamos o popular Pisco Sour ao som de um show acústico dos Beatles em um bar chamado Km 0, mas o passeio durou pouco porque o cansaço no corpo do ar rarefeito estava punk. Chamamos um táxi e voltamos para o hotel.


Na manha seguinte, dia 18 de janeiro, acordamos mais dispostos para o café da manhã: pão, manteiga, geléia,  queijo branco, chá de coca, café e suco de laranja. Mochila leve nas costas e lá fomos nós para uma das partes mais bacanas da viagem: explorar o desconhecido!

Como ainda não tínhamos garantia alguma de entrada para  Machu Picchu (não aconselho isso para ninguém) fomos até a Praça Del Armas providenciar os tickets e passagens de trem.

Na própria loja da Perurail, (empresa que te leva de trem até Aguas Calientes, cidade mais próxima do Machu Picchu) você emite os bilhetes e se quiser pode comprar as entradas para a cidade perdida dos Incas. Ingressos nas mãos, lá fomos nós explorar o centro histórico de Cusco.



E aí vai minha segunda dica: procure se informar para entender o valor do legado que Cusco deixou para a história da humanidade. A cidade também conhecida como “umbigo do mundo” (como o povo andino gostava de chama-la) é um gigantesco museu a céu aberto onde conforme você vai ouvindo suas histórias, a imaginação voa longe e te transporta fácil para o apogeu do Império Inca (1432 até 1532) até a chegada esmagadora dos espanhóis que coloca no chão Tupac Amaro um dos últimos resistentes indígenas na época. 

Cusco através de suas ruelas, muros e igrejas vai revelando suas incríveis histórias (quantas delas tão inocentes) e nos deixando apaixonados pela cidade. Mas o melhor da cidade eu ainda não contei…

Viver Cusco é mergulhar no olhar desse povo tão encantador. O cusquenho é amigável,  carinhoso, humilde e carrega um sorriso puro e meio que tímido por onde passa. 

 As crianças encantam com suas roupas coloridas e as mulheres gostam de adornar o cabelo com lindas tranças.


Se prepare pois você será abordado na rua inúmeras vezes com a famosa e clássica: “compre amigo” mas basta um “não obrigada” e tudo fica mais fácil. São vendedores ambulantes inofensivos tentando vender algum trabalho manual, bem comum na cidade.

Outra curiosidade em Cusco é a quantidade de cães nas ruas. Repare. De várias cores e tamanhos. Em uma dessas conversas com uma nativa, ela me contou que os cães tem donos e que a noite eles voltam para suas casas.

Para o povo cusquenho, o cão traz sorte e representa o guardião da casa.

PREÇOS

Cusco é uma cidade barata. Só para ter uma idéia:

Cada 10 dólares vale 27 soles.

Em média, uma refeição completa sai em torno de 25/30 soles.

Táxi é quase de graça: qualquer volta pela região do centro histórico (ou proximidades) sai entre 3 a 6 soles.

Uma diária em um hostel mediano (3 estrelas) gira em torno de 100 soles.

Um gorro ou um cachecol de artesãos de rua sai em torno de 20 soles.

Ticket de trem (via Ollantaytambo) ida e volta para Águas Calientes: 230 soles (85 dolares)

Entrada para Machu Picchu: 126 soles (46 dólares)

Contratar um taxista durante um dia todo (5 horas) pra dar uma banda pelos arredores de Cusco (Maras, Moray, Valle Sagrado) custa entre 80 a 120 soles.

Pelos arredores de Cusco – Maras e Moray

Sempre que possível busco fazer turismo da maneira mais livre possível, por isso um transporte particular (ou pelo menos independente) onde você tem a liberdade de parar para admirar uma paisagem ou mesmo fotografar um momento único quando quiser é para mim uma diferença relevante na viagem! Em uma excursão esses momentos não existem.

E foi com o novo amigo Jimmy, um taxista que conhecemos na Plaza Del Armas que fechamos por 100 soles nossa ida até Maras e Moray, cidades vizinhas localizadas no Valle Sagrado a 40 quilômetros de Cusco.

Já na saída de Cusco o cenário foi se modificando aos poucos. Seguimos por uma estrada (que lembra as brasileiras) por quase 45 minutos até que a paisagem se transformou em lindos campos sem fim e no fundo gigantescas montanhas do Valle Sagrado dos Incas. 

 Seguindo por uma estradinha de terra, lá de longe surgiam rebanhos de cabras quase sempre com duas crianças (entre 8 a 10 anos) no comando.



Fotografamos demais. Uma cenário de filme mesmo.


O povoado de Maras é um outro mundo. As casas feitas de adobe, as poucas pessoas nas ruas, os animais…parece que o tempo parou e por ali ficou…

Em Maras também visitamos a salineira Marasal e vimos  o quanto forte é a relação que o povo Inca tem com a natureza, seja ela através da agricultura, de cerimonias de adoração ao sol, entre outras…

De Maras seguimos em uma outra estradinha e mais sete quilômetros uma placa indicava o sitio arqueológico. Para visitar Moray, o maior laboratório de pesquisa agrícola Inca, você precisa desembolsar 10 soles. Como chegamos quase no fim do dia, pegamos Moray sem uma alma viva e que frio fazia naquele cair de tarde..

O guarda muito simpático nos acompanhou no passeio enquanto nos explicava toda a história desse lugar mágico. Mais uma vez a comprovação incrível da relação dos Incas com a natureza estava ali estampada na nossa cara.

O sol estava quase se pondo e longe você via uma nuvem escura se formando com um lindo arco-íris despontando no céu. Hora de voltar para Cusco e descansar para o dia seguinte.

***Próxima parada: Pisac, Urubamba, e Ollantaytambo. E a noite o trem que te leva até Águas Calientes. Destino: Machu Picchu!