Arquivos da categoria: Tailândia

Quer uma ilha “quase” deserta? Ko Yao Yai

22 outubro, 2012 às 10:30  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Phi Phi no sábado de manhã, no ferry até Phuket (viagem de uma hora e meia), de lá um táxi até outro ferry e depois mais um speed boat de meia hora para a Ilha de Ko Yao Yai. Mas por quê?

Depois de conhecer as ilhas Phi Phi e toda sua fama, decidimos ir para uma ilha desconhecida (presumindo-se quase deserta também) e quem sabe arriscarmos a sorte de encontrar uma praia estilo “Phi Phi” virgem!
A ilha escolhida: Ko Yao Yai



Só para situar: Ko Yao se resume a duas ilhas bem no meio da baia de Phang Nga, no meio do lindo e azul mar do Andaman: Ko Yao Yai e Ko Yao Noi (a maior e a menorzinha, respectivamente).


Entramos no booking.com de última hora e achamos um hotel resort no meio da floresta pra lá de charmoso, com aquelas piscinas infinitas conectando com o marzão e decidimos nos dar de presente duas noites nesse hotel.


Já no píer da ilha deu pra sacar que estávamos meio que “ilhados”. Três tailandeses e mais uma mulher que estavam por ali se aproximaram. E lá vamos (de novo) brincar de imagem e ação! Sorrisos pra cá, gestos pra lá, eles apontaram para um mapa grande, bem rústico que ficava pertinho do desembarque da lancha. Ali caiu a ficha: duas vilas e três resorts? Hum, o que vem por ai…


Em cinco minutos chegou uma caminhonete estilo safári do resort e mais nove km de estradinha e já estávamos praticamente entrando no hotel.


Como é fácil ser feliz em um lugar onde tudo é lindo, de extremo bom gosto, com uma cama absurda de boa e um chuveirão ao ar livre! Na verdade, o tal “quarto” que você reserva é um bungalow alto nível com janelões de vidro e com uma enorme varanda no meio da floresta. Aproveitamos o final de tarde na piscina e a noite jantamos no próprio hotel. Tudo melhor do que o esperado.


www.kohyaoyaivillage.com


Aproveitamos o dia seguinte pra fazer um reconhecimento na ilha com uma scotter alugada no próprio hotel. Em duas horas conseguimos dar quase a volta em toda na ilha e se encontramos pelo menos uns vinte turistas passeando pela ilha foi muito.


Não sei a porcentagem real, mas a população massiva da ilha é muçulmana e quase todas as mulheres usavam burca, que no calor que fazia, só por Alá!


Escolhemos uma praia bonita para almoçar e depois fazer uma caminhada. Bem longe da beleza de Phi Phi, diga-se de passagem.





Ao entrar no mar, não deu um minuto e comecei a sentir várias picadas por todo o corpo, bem ardidas e  incômoda. S do mar às pressas e fui conferir o estrago, mas não apareceu nenhuma marca, só a sensação do queimado em alguns pontos. Não sei o que aconteceu (talvez micro água-vivas) mas não foi nem um pouco agradável.


De volta para o hotel, tentamos achar um vilarejo ou algo parecido, mas nada. Nessa ilha, a surpresa é ver um lagartão atravessar a estrada bem devagar, um monte de siri na praia, conchinhas andantes, enfim, uma fauna viva e tanto!



Só pra ter uma idéia da precariedade do local, a gasolina você compra em garrafa pet em vendinhas bem pequenas.


Resumindo Ko Yao Yai: uma ilha que tem seus encantos, mas sem nenhuma infra-estrutura turística (nem uma vilazinha sequer). Se você está procurando ficar isolado, escrever um livro ou algo que precise de silêncio, esse é o lugar.


Diária no Ko Yao Yai Village – $ 110
Aluguel da moto – $ 18

Quer abraçar um tigre e andar de elefante? Chiang Mai é o lugar!

13 outubro, 2012 às 00:38  |  por Candice Bittencourt

Chiang Mai é uma cidade linda, original e cheia de atrações bem exóticas. Vá de olhos fechados porque sem dúvida é melhor do que você pode esperar! Imagine uma Bangkok menorzinha, bem mais “roots”, com um belo parque de diversões natural pelos arredores e bem mais barata do que todo os lugares que estive até agora no país.

Resolvemos dedicar os quatro últimos dias da nossa viagem pela região norte do país e como marinheiros de primeira viagem, fizemos os passeios de praxe! Ahh tá?! Andar no lombo do elefante e abraçar um tigre são passeios de praxe?

Pois veja!

No primeiro dia de Chiang Mai, como nosso vôo chegou já no fim de tarde, ficamos só dando uma passeada pela cidade, admirando a vida ao redor do rio Ping e a noite fomos conhecer o famoso “Night Bazar”.

Dica: se você guardou um din din pra fazer comprinhas, aqui é o lugar! Chiang Mai é o maior centro de artesanato do país e os preços são bem melhores do que no sul ou mesmo em Bangkok.

Uma delícia  o clima da cidade, interiorana, mas cheia de personalidade! Por ali ficamos até o corpo pedir cama e voltamos para o nosso hotel, bem localizado e com o básico nota 10 e fomos descansar.

No dia seguinte, alugamos uma moto e fomos percorrer toda a cidade. Escolhemos ir até o Doi Suthep, uma colina onde fica o principal templo de Chiang Mai, a 12km do centro da cidade. Você sobe, sobe (santa scooter!) e lá do alto, a cidade se apresenta bem linda e rodeada de muito verde. Uma beleza de natureza…

E o que mais tem Chiang Mai?

Uma fauna exuberante e vários passeios relacionados com animais! Pra quem gosta é um prato cheio!

Quer abraçar um tigre manso? quer fazer trekking com elefantes? pegar na cobra? ver uma naja ser hipnotizada? Visitar floresta cheinhas de borboletas? ou uma fazenda com cultivo de orquídeas? aqui tem!

Como tínhamos mais dois dias pela frente, decidimos pegar um dia pra conhecer o Tiger Kingdom pela manhã e a tarde visitar a tribo das mulheres-girafa. E no útimo dia nos dedicar aos elefantes!

Parece um pouco estranho, mas você contratar alguém pra te levar nesses passeios é o melhor a fazer por aqui. Primeiro que você não precisa se preocupar com mapas e ruas. Segundo, que o povo aqui não tem na sua essência a malandragem, terceiro, é barato, (eles te buscam e te levam de volta pro hotel) e ainda tem a chance de fazer um bom amigo!

Bell foi o nosso guia tour em Chiang Mai e tudo foi impecável, no horário certinho e conforme o combinado! O povo tailandês, e não me canso de repetir, é muito carinhoso!

Primeiro dia: café da manhã pra garantir bastante energia e lá vamos nos ver os tigres! O parque fica uns 30 minutos do centro da cidade e é bem rústico (aliás, como tudo por aqui).

Logo que você chega, já dá pra ver de longe um casal emocionado entrando na “jaula gigante” do tigre. Você compra os ingressos e eles te direcionam direitinho pelo parque. Escolhemos ver os filhotes ( os menorzinhos mesmo ) e depois os maiores. Tem opção de outros tamanhos dos bichanos se quiser…

A visita em cada bichano dura em média uns 10 minutos e na verdade é bem tranqüilo porque eles praticamente estão sempre dormindo, bem na deles. Tivemos sorte de pegar uns mais animados! Eu amei a experiência e foi um dos momentos mais bacanas da viagem!

Depois de passar quase 2 horas no Tiger Kingdom, Bell nos esperava para nos levar para Hill Tribe Village, um pouco mais longe a viagem, mas que valeu cada segundo! E como valeu…

Logo que saímos do carro, veio a sensação de uma outra atmosfera. Pra mim, é como se eu estivesse num filme. Difícil explicar em palavras o olhar desse povo, que não fala sua língua, mas se comunica tão bem.

Ali ficamos horas fotografando (eles adoram fotografia e agradecem quando você tira uma) e conversando com o povo da vila. Conversando? não exatamente, mas interagindo e vivendo um pouquinho do jeito que eles vivem…

Eu brinquei de arco e flecha com uma família bem bonita e depois em outra casa ajudei as meninas da tribo das mulheres-girrafas a separar o arroz! Demos tanta risadas juntas…uma experiência bem guardada na minha memória e no meu coração.

Depois de um dia tão fora do usual e cheio de aventuras, só queríamos saber do básico: comida e cama!

No dia seguinte bem cedinho, 7h30 da matina, uma van nos esperava para a ultima aventura em Chiang Mai: passar o dia todo numa fazenda com seis elefantes! Eu mal podia esperar…

Uma viagem de quase uma hora numa estradinha bem precária e pronto, chegamos em uma das mais de 15 fazendas de elefantes ao redor da cidade. Escolhemos o Jumbo Camp por ser conhecida pela autenticidade e tradição ou seja, que não pareça que estamos fazendo tour pelo Bush Gardens!

Chegando lá, fomos carinhosamente recepcionados pelo Big, o dono dos elefantes e que cuidou da gente feito criança! Primeiro, ele nos levou até um vestiário e deu uma sacola para cada um e disse: “se vistam que estou esperando vocês ali junto aos elefantes”.

Abrimos o saco e encontramos três pecas: uma calça com um tecido de algodão bem forte, uma bata, mais leve e um pano que calculamos que seria pra se proteger do sol. Bom, a cena do vestiário foi de quase fazer xixi nas calças! Ainda bem que tinha banheiro ali mesmo…

E ai? A pergunta pairava no ar: vamos encarar esse modelito? Decidimos que sim, afinal o carnaval estava quase chegando e o abadá estava perfeito pro trio do Chiclete com Banana! Daniel Bell Marques na Tailândia! Passado por esses “percalços” estava fácil de encarar o pré-histórico!

Elefante, que bicho mais das antigas! Eu ficava olhando aquela textura, o olhinho bem pequeno…
E o tamanho do animal? E super famintos! quer ser o melhor amigo do elefante? você  vai precisar de muita banana!

Bom, o dia se resumiu em ficar alimentando o pequeno, tirando foto e depois tivemos uma hora de aula de como “domar” o animal (fala serio né).

Você monta no bicho pela primeira vez e fica ouvindo as coordenadas: pra direita, pressione a orelhinha da esquerda e fala “QUE’”…pra frente? PAI, pra parar, HAU e por ai vai!  Até parece que deu certo…o elefante só ouvia o dono!

Depois tivemos uma hora de almoço onde eles nos serviram um prato tailandês, mais meia horinha pra alimentar umas galinhas na volta e fazer a digestão e prontos para o tal trekking. Tudo lindo, mas preciso ser sincera comigo mesmo nesse momento: não tem nada de confortável andar no lombo de um elefante! E assim, meu mundo caiu…rs

No dia seguinte, os ossinhos da virilha eram dois caquinhos. Da próxima vez, vou andar sim, mas naquele elefante que eles colocam uma madeira no lombo…mas fora essas surpresas de última hora foi um dos dias que mais demos risada na viagem!

No final, ainda fui “intimada” a dar banho no elefante. Daniel conseguiu escapar da folia e  fui eu montar no elefante e com uma esponja esfregar o couro e representar a familia! Eu MEREÇO!

Voltamos pro hotel no caminhar estilo “dois velhinhos bem felizes” tomamos um banho e fomos pra nossa útima noite em Chiang Mai!

A Tailândia é coração, é amor, sorriso, emoção, carinho, olhares, simpatia, simplicidade.
A Tailândia te remete às antigas emoções, ao cheiro do passado, as cores da vida, ao calor humano, aquele sentimento puro que já não se acha assim tão fácil…

Eu amei conhecer esse país e com certeza voltarei muitas vezes!
Kop kun ka

Precinhos, precinhos:

- ingresso para o Tiger Kingdom $ 17
- ingresso para o Hill Tribe Village $ 15
- Diaria no Sakorn Residence $ 36
- almoço ou janta (+ bebida) em Chiang Mai $ 20
- Aluguel da Scooter $ 8

Quer uma prainha calma em Phuket? Nay Yang Beach!

4 outubro, 2012 às 08:12  |  por Candice Bittencourt

Na segunda, dia 28,  pegamos um speed boat que nos levou em meia hora até o píer de Phuket. De táxi, seguimos até uma praia ao norte chamada Nay Yang que fica no distrito de Thalang, a 30 km de Phuket.

Desde o início do planejamento da viagem para Tailândia, Phuket não estava no itinerário. Praia com superlotação? não, obrigada. Acontece que Phuket é o destino “base” para qualquer turista que queira explorar o sul do país, ou seja, as ilhas paradisíacas da Tailândia. Posso estar sendo preconceituosa, mas não tenho a menor vontade de conhecer a tal famosa “Patong Beach”, ainda mais na primeira visita ao país.

Como estamos de passagem por Phuket, Nay Yang beach foi a escolha ideal por ser umas das praias mais próximas do aeroporto (7 minutos de táxi) e por coincidência, uma das mais bonitas e calmas da região e que fica ao lado do Sirinat National Park. Essa dica eu peguei no blog viajeaqui.abril.com.br da jornalista Adriana Setti que por sinal é uma delícia de ler. Dito e feito! Por mil baths ($32) pegamos uma suíte bem bonitinha em Nay Yang beach e por ali ficamos curtindo a praia, comendo camarãozinho e tomando umas cervejinhas.

O final do dia estava lindo e Daniel conseguiu belas fotos. Nessa praia, bem do lado esquerdo tem uma árvore e uma ilhota que é de tirar o fôlego! Ficamos horas por ali fotografando a beleza do lugar.


O povo local por aqui é demais! Aliás, esqueço de contar, mas o que é mais lindo aqui é o carinho do povo tailandês! Em qualquer lugar, eles sorriem e acredito que quanto mais simples, menos turístico, o sorriso vem ainda mais genuíno! Depois nos entregamos nas mãos de umas massagistas e fomos descansar no nosso hotelzinho.

Precinhos:

- Speed boat píer Ko Yao / píer Phuket – $ 7

- Táxi porto Phuket / praia de Nay Yang – $ 16

- Pousada “John Mango” em Thalang na Nay Yang Beach – $ 32

- Janta na beira da praia (camarão ao molho, camarão frito, morning glory, 3 cervejas, composição de uma musica para o carnaval da Bahia e muita risada) – $ 30


Proxima parada: Chiang Mai – o que o Norte tem de melhor!

Maya Beach só para você? sim, é possível!

28 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Acordamos cedo e fomos até o porto de Krabi pegar nosso barco pra “incrivelmente famosa” ilha de Ko Phi Phi!
Quando você começa a pesquisar sobre as praias mais lindas da Tailândia, ela sempre vai aparecer nas pesquisas.
E vou ainda mais além: pode procurar pelas praias mais lindas do mundo, ela também estará nas top 10 entre várias pesquisas. Isso é um fato. Seria isso interessante? Hum…pois pense bem…

Imagine o mundo inteiro enlouquecido pra conhecer a famosa Maya Beach, que depois do filme “A Praia” com o Di Caprio como protagonista, ficou ainda mais famosa! E será que vale a pena? sim, vale e muito mesmo! Siga meu pensamento…

Depois de ler sobre o local e principalmente sobre as experiências (nem tão felizes) de turistas e de blogueiros, fiquei preocupada porque já estava prevendo uma decepção. Praia abarrotada de gente?! Por mais linda que seja, não é mesmo o que você idealiza para seu primeiro encontro com o paraíso que é Ko Phi Phi.

Só para situar: Ko Phi Phi se resume a duas ilhas: a maior e cheia de hotéis e atrações chamada Ko Phi Phi Don e bem ao lado, uma menorzinha e totalmente desabitada, a Ko Phi Phi Ley, onde fica exatamente a tão sonhada Maya Bay.

O que acontece é que as pessoas se hospedam em Phi Phi Don e durante o dia, pelo menos 80% dos turistas pegam um táxi boat pra passar o dia em Ko Phi Phi Ley, na tal Maya Bay.
Então a praia sempre estará cheia de gente? sim!
E não tem outra maneira de conhecer a praia? sim!!!


Dica jóia rara e não espalhe pra ninguém! o segredo é acampar em Maya Bay! Na verdade, não é bem um acampamento com barraca, mas sim você e um saco de dormir na praia!

Eu realmente não sou muito fã de acampar e posso contar nos dedos das mãos minhas experiências nesse setor, mas nesse caso, é o melhor a se fazer. E ninguém morre sem uma cama e um chuveiro por 15 horas na vida não é mesmo?

O passeio começa as 4 da tarde, num barco que segue naquele mar azul adentro e em 15 minutos você já está contornando a ilhota com aquelas pedras gigantescas de frente pra você. Mais uns 15 minutos e você já praticamente chegou ao destino.



Assim que você está chegando na baia, consegue-se perceber que quase toda a turistada está deixando o local nos seus barquinhos de volta para Phi Phi Don.

É como se aquele pedaço do paraíso ficasse só pra você e mais uns 20 e poucos turistas. Aquele paredão de pedra quase que contornando toda a praia, com a luz do pôr-do-sol é de tirar o folego tamanha natureza…

E que belo momento propício para os amantes da fotografia! Aliás pra qualquer amante…aquela luz perfeita, naquele paraíso, com aquele marzão azul bem clarinho, cheio de peixinhos, areia branca, só o barulho dos passarinhos, a lua já despontando no céu…


E você pensa: dá pra parar o tempo?


E a programação durante a noite é sensacional! Os meninos tailandeses que cuidam do grupo são bem carinhosos e prestativos! Logo que chegam no local, eles preparam um lounge enorme no cantinho da praia e ali os turistas se revezam plugando seus ipods em duas caixinhas de som.


Mais tarde, eles preparam um jantar típico tailandês e divino e já tarde da noite eles ainda fazem um show com fogo na praia. Claro, que você pode simplesmente sumir com sua lanterna pela ilha se não estiver afim de sociabilizar (eu fiz um pouco de cada).


Já quase uma da manhã, o cansaço começa a bater e você vai procurar um cantinho na praia pra descansar. Antes não esqueça de buscar com os meninos um travesseirinho, cobertor e uma esteira. Isso faz total diferença nessas situações.


Na madrugada, acampando literalmente na praia você fica ali parecendo uma formiguinha admirando tamanha imponência do local! Eu não consegui dormir, dormir mesmo, mas cochilei várias vezes. Foi engraçada a minha experiência porque cada vez que eu voltava de um cochilo, vinha uma nova paisagem na noite do céu de Phi Phi.

Foi uma linda experiência. Na minha modesta opinião, são as pedras gigantes que contornam a praia, que fazem a fama da poderosa Maya Bay!



Logo bem cedinho, você já vê o movimento devagar do grupo, cada um largado num canto da praia e todos admirando a luz do nascer do sol despontando na praia. Café da manhã e todos de volta pro barco direto para Phi Phi Don.


Agora vou contar sobre Ko Phi Phi Don, a ilha habitada!


Segue abaixo alguns preços só pra ter uma idéia de gastos:


Ticket aéreo Bangkok – Krabi – $ 30
Aluguel da moto em Krabi – $ 8
Hotel em Krabi – $ 30
Jantar em Krabi town (dois pratos + 2 cervejas) – $ 7
Camping em Maya Bay (jantar + café da manha + esteira, travesseiro e cobertor) – $ 65

Ilhas Phi Phi, vale a pena ir?

28 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

De volta do acampamento em Maya Bay, por volta das 11 da manhã, fomos direto para a nossa pousada, a última da praia de Tonsai, onde também fica o píer que recebe todos os visitantes das Ilhas Phi Phi.

 

Agora vai uma pergunta: qual é o idioma mais falado em Phi Phi, claro, depois do Tailandês? Aham! É impressionante o número de suecos na Ilha!

As informações interessantes sobre a ilha, consegui com o nosso amigo australiano Phil, que vive e trabalha em Phi Phi há três anos ( e que também tem a concessão do tal acampamento em Maya Bay ) e foi ele nos contou que a ilha é o destino número um de férias dos nórdicos!

Phi Phi é o seguinte: tentarei resumir…

As praias são maravilhosas, principalmente a Long Beach, que você precisa de um táxi boat para ir até lá (a não ser que você esteja hospedado na praia).

Sabe aquele mar que você sempre sonhou, na temperatura ideal, com aquela areia branca bem fininha? pois esse visual está bem de frente pra você por toda a ilha! E ainda tem os passarinhos cantarolando bem alegres! Vale muito mesmo conhecer esse cantinho da Tailândia!

Agora, tem um lado de Phi Phi que sinceramente deixa muito a desejar…a parte estrutural da ilha é mal construída, não tem charme e o centrinho é o que você não espera ver num lugar tão paradisíaco como esse.

E tem mais: a ilha é cara. É realmente uma pena e depois fiquei pensando…será que depois do tsunami em 2004 (que completamente devastou Phi Phi) eles precisaram reconstruir tudo meios às pressas e acabou ficando assim meio que de qualquer jeito?

Bom, como aqui a perfeição não existe, o negocio é jogar a seu favor: curta bastante as praias, faça caminhadas pela ilha e aproveite pra provar as delícias da culinárias da ilha: peixinho, camarão, tudo bem fresquinho!

Se você enjoar de comida tailandesa no meio da viagem (e isso provavelmente deve acontecer) em Phi Phi tem um cantina chamada “Italiano” que é a salvação! Tem horas na viagem que o você quer mesmo é o famoso Carbonara!

Minha dica para Phi Phi: Vá mas fuja ao máximo do centrinho louco e fedido e hospede-se em uns bungalows mais afastados e use os long boats para ir de praia em praia. Vale cada centavo!

Alguns precinhos:

- pasta carbonara – $ 7
- Popular Beach – $ 100
- Taxi boat (de uma praia para outra) – $ 7

Próxima parada: Ko Yao Yai – totalmente desconhecida

Krabi Town – jantar delícia para dois + 2 cervejas por 7 dólares? Ah, vá!

24 setembro, 2012 às 10:51  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Bangkok na terça-feira, dia 22 de fevereiro num vôo direto de uma hora para Krabi pela da Air Ásia, atualmente a melhor low fare do oriente! Uma pechincha os preços pra voar entre os países do sudeste Asiático (ou por trechos dentro da própria Tailândia). Só pra ter uma idéia, você consegue ticket de Phuket para Bali (3 horas de vôo) por 40 dólares.

Se você procura vôos baratos mundo afora, segue abaixo um link que reúne quase todas as low fares airlines de mais de 50 países e bem simples usar. É só entrar na página principal, colocar o país a ser explorado e já aparece as companhias aéreas e suas conexões para você fazer as buscas. Uma maravilha!

http://www.attitudetravel.com/

Chegamos no pequeno aeroporto de Krabi às 3 da tarde e em 30 minutos de táxi, já estávamos no centrinho. Deixamos as malas no quarto do hotel bem localizado chamado “La Mansion” e em frente ao hotel alugamos uma moto para dar uma banda pela região.

Quando você chega no sul da Tailândia, o que você mais deseja ver é uma praia! Então pegamos o mapa e localizamos a mais próxima: Ao Nang!  Pelo mapa, uma distância de uns 15 km de onde estávamos. Pela estrada, levamos uns 40 minutos até o destino em um asfalto bem novinho. Achamos um barzinho tailandês bonito na beira mar e por ali ficamos relaxando e curtindo o visual. Quando escureceu pegamos a estrada de volta para Krabi town, devolvemos a moto e fomos dar uma banda pelo centrinho.

Eu sempre ouvi falar que a Tailândia era muito barata e que se podia comer bem gastando míseros dólares em uma refeição. Pois bem, foi aqui em Krabi que pude comprovar que o blábláblá era real!

No centrinho de Krabi tem uma praça grande e bonita com varias barraquinhas de rua onde toda a turistada senta naquelas mesinhas espalhadas pela praça para jantar.
Resolvemos experimentar também! Eu fui no tradicional Pad Thai e o Dani escolheu um Caranqueijo com uma vagem típica aqui da região (chamada morning glory).
Pra beber, Chang, a cerveja dos campeões! Uma delicia de refeição e ainda por uma bagatela de 7 dólares, melhor ainda não acham?!

Depois do jantar, fomos caminhar um pouco pelas lojinhas, mas a energia do corpo já estava entrando no low battery! Seguimos para o nosso hotel simpleszinho mas com tudo que precisávamos: uma cama boa e um chuveiro legal.

Próxima parada: As Ihas Phi Phi

Vale a pena conhecer a histórica Ayutthaya?

21 setembro, 2012 às 00:25  |  por Candice Bittencourt

Ontem dedicamos o dia inteiro para conhecer a cidade histórica de Ayutthaya que fica 80 km de Bangkok. Alugamos um táxi pelo dia todo para conhecer a região fundada em 1350 pelo rei U-Thong. Ayutthaya foi durante quase 500 anos o reino do Sião. Com mais de 10 dinastias, foi a cidade mais importante na história e nas conquistas da Tailândia, onde por muitos anos teve uma mistura das religiões budista e hinduísmo. Bem, mas isso é uma longa conversa…



Para resumir, Ayutthaya em 1767 foi quase que completamente destruída e queimada pelo exército birmanês. Tudo o que resta da velha cidade são algumas impressionantes ruínas do palácio real e também o local onde se encontra o mais alto Buda sentado de todo o país . Com 19 metros de altura, o Buda tinha sido construido em 1324, antes mesmo da fundação da própria cidade. Um passeio que vale a pena pra quem curte história!



Só pra ter uma idéia, nos “alugamos” um taxista pelo dia todo para fazer o city tour por 40 dólares.
Ele nos buscou no hotel as 10h30 e nos deixou no centro de Bangkok (opcional) quase no final do dia.


Entao, daqui a pouco estamos indo pro aeroporto pegar o voo para a região sul da TailândiaPróxima parada: as famosas Ilhas Phi Phi!
Até mais amigos!

Tailândia em movimento!

17 setembro, 2012 às 20:30  |  por Candice Bittencourt

Para quem está pensando em conhecer a Tailândia, segue abaixo um vídeo que produzimos durante nossa visita pelo país. Foram 18 dias passando por Bangkok, Phuket, Phi Phi Island, Ko Yao e Chiang Mai.

Uma boa fonte de inspiração!

Sawadee Bangkok!

7 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Já se passaram três dias de viagem e continuo absorvendo e tentando entender tudo que passa em frente aos meus olhos nessa cidade tão mágica. São várias emoções e sensações muito diferentes das minhas usuais e ontem conversando um pouquinho com meu grande companheiro sobre a vida, sentados na beira do Chao Phraya river, comentei que não seria fácil escrever aqui no blog sobre essas novas experiências. Mas adianto que Bangkok é uma cidade que precisa ser desvendada aos poucos e uma só viagem não é o suficiente. Desses dias de andanças por aqui, gostaria de dividir três passeios imperdíveis:

Grand Palace – É quase uma mini cidade murada construída em 1782 e que serviu de residência para os reis da Tailândia no século XVIII. Mas meu objetivo aqui não é falar sobre a história do lugar e sim de algumas impressões. Logo que você entra nos jardins do Grand Palace e começa a ver as cores, as formas arquitetônicas, os mínimos detalhes nas esculturas, as paredes desenhadas, os telhados coloridos, a suntuosidade do local, tudo isso ainda mais misturado com o lado espiritual do povo tailandês vai te dando uma anestesiada, voce fica ali quietinho tentando absorver tanta Informação. Segue foto de uma das partes do Grand Palace…

Na entrada do templo, fiquei um bom tempo parada, observando os fiéis com seus pequenos gestos, bem singelos, venerando e cultuando a imagem de Buda. Eles chegavam com seus incensos, uma flor de lótus e um pedacinho de papel dourado. Com o incenso eles acendiam em uma chama de fogo bonita que ficava ao lado da imagem do Buda e deixavam queimar em um grande pote cheio de areia. A flor eles molhavam em um lindo balde de metal dourado e passavam na cabeça. E dai me perguntei: e o papelzinho dourado? Eles chegavam bem pertinho da imagem do Buda e passavam pelo seu corpo até grudar. Quando batia o vento, você olhava para o Buda, ele estava flamejando com aqueles milhares de papeizinhos dourados por todo o corpo. O efeito era mágico!

Entre uma caminhada de templo para outro, dentro do Grand Palace, tivemos a sorte de acompanhar uma “missa” tailandesa, toda cantada em mantra. Por ali ficamos mais um tempo no deleite daquela cantoria única para uns ocidentais como nós! Um passeio imperdível em Bangkok!

Wat Po – mais conhecido como o Templo do Buda Deitado, fica a cinco minutos de caminhada a partir do Grand Palace. É uma outra maravilha de Buda! Esse douradão tem 46 metros de comprimento e difícil fotografar de corpo inteiro o descanso do Mestre, mas Daniel realizou o feito! Adoro a feição bem relaxada desse Buda!



Wat Arun – Esse templo é o que há, um espetáculo! E todo seu charme é porque ele é antigo, bem alto ( você consegue subir no mais alto terraço ) e fica num lugar estratégico: na beira no Chao Phraya river. Conhecemos o templo já com a luz do dia terminando, quase sem nenhum turista. Nas torres do Wat Arun, pequenos sininhos tocam quando bate o vento. A vista de 360 graus é inesquecível!



Bangkok definitivamente é linda nos arredores do Chao Phraya river.

Depois do pôr-do-sol decidimos conhecer uma “outra Bangkok”! De carona em um tuk tuk, escolhemos o destino: o famoso bairro chamado Patong. No meio do caminho tudo começa a se transformar: buzinas, carro, carro, táxi, táxi, gente que não tem fim…começou a dar medo! Mas vamos encarar, afinal o que mais tem Bangkok pra oferecer?

Patong é famoso por ser conhecido como a “red district” de Bangkok. Você começa a andar e dali a pouco aparece na sua cara um convite, digamos assim, algo bem diferente do que você está acostumado a receber na rua:


Vocês perceberam que “exotic show” é bem variado! E os carinhas começam a te perseguir, pegar em você e tentam de convencer que você precisa ver o tal Ping Pong show.

Na ruas, barracas de comida espalhadas por todos os lados e a tradição é sentar numa mesinha na rua pra comer! Uma prática uito comum…hum pensei…com esse calor do cão que faz aqui, será que é uma boa idéia? Sei não…

(Esqueci de comentar! Das 12:00 as 3: 30 da tarde o calor aqui é infernal mesmo. Depois melhora bastante)

Mais um pouco a frente, uma aglomeração de barraquinhas de camelôs! Autênticos, desses que você com certeza já viu em algum lugar. Começa te dar uma confusão mental e você se pega perguntando: estaria eu na alta temporada em Balneário Camboriu? Será que fui tele transportado para o carnaval de Guaratuba?

Realmente esse pedaço de Bangkok que também inclui Si Lom, Siam Square e Patong é pra ir uma vez pra conhecer. Eu não recomendo.

Agora o que é altamente recomendável aqui é conhecer a fundo o mundo da massagem nesse país! Haja corpo pra tanta mão! Eu e o Dani resolvemos nos dar de presente uma massagem por dia e não sei se vai dar tempo de experimentar todas as modalidades! A melhor até agora, sem dúvida, foi uma massagem de uma hora no pé na escola de massagem Wat Po. No mais, olhar para a carinha feliz do Dani depois de uma hora de massagem realmente não tem preço! 


Outra boa dica foi um restaurante japonês que descobrimos sem querer chamado Somboom. Foi o melhor e mais fresco frutos do mar que provamos na viagem! Segue o link abaixo.
http://www.somboonseafood.com/


Alguns preços só para ter uma idéia:


-ingresso para o Grand Palace – $ 12 ( que te da’ direito a entrar também no Templo do Buda Deitado )
-ingresso para o Wat Arun – $ 2
valor do taxi/ viagem para Ayuttaya – $ 50

Tailândia! Um sonho antigo, bem antigo…

4 setembro, 2012 às 00:00  |  por Candice Bittencourt

Minha vontade de conhecer esse país que agrega quase tudo que eu prezo em uma “viagem ideal”, é cultivado dentro de mim há pelo menos uns 8 anos.

A começar pela sua natureza exuberante, onde você encontra as “consideradas” praias mais lindas do mundo (não vejo a hora de comprovar a fama), florestas imensas e bem tropicais, ilhas desertas, fazendas de criação de elefantes, parques nacionais, cidades históricas com mais de 600 anos e muito bem preservadas, gastronomia única e bem saborosa, fora os mais de 400 templos só pela capital de Bangkok.

Em um pais onde 95% da população é budista vem ai a melhor parte: o povo tailandês! Difícil de explicar em palavras a sensação de ser recebido por um tailandês! Eles carregam o coração no olhar!


Apesar da maioria não conseguir se comunicar em inglês, parece que tudo aqui flui com harmonia, calma, alegria, respeito e sim, com segurança. Que palavra valiosa para um turista hoje em dia, não acham? Há, esqueci um outro detalhe: nada aqui dói no bolso! Ops, tem mais uma preciosidade: aqui é o país da massagem! Bons motivos pra vir pra cá, não?



Nossa viagem para a terra do sorriso começa na sexta-feira, 18 de fevereiro em San Francisco no vôo da Cathay Pacific. Com uma escala em Hong Kong, totalizamos quase 17 horas no ar.  A chegada no aeroporto no sábado, dia 19/02 foi tranqüila e já na fila da imigração se percebe que o mundo inteiro vem pra cá. Em 2010, Bangkok ficou em segundo lugar no ranking das cidades mais visitadas do mundo. Só perdeu para New York.

Logo no aeroporto um amigo tailandês nos esperava para nos levar até o hotel que escolhemos chamado Bangkok Loft Inn. Sim, aqui é muito comum a prática de free translado hotel + aeroporto. E você só dá uma gorjeta se quiser.

Chegamos no hotel recepcionados na porta com um sorriso lindo da recepcionista com dois sucos naturais de laranja. Check in rápido e eficiente, antes de subir para o quarto, ela nos ofereceu duas bananas. E com aquele sorriso no rosto, você não tem como não aceitar! Quarenta minutos pra se recompor, preparar a mochila e lá vamos nos pela primeira vez pelas ruas de Bangkok.

Pegamos o Skytrain, um estilo metrô aéreo muito usado aqui e que liga quase toda a Bangkok de ponta a ponta. Resolvemos conhecer a Siam Square e seus arredores. Por lá mesmo almoçamos em um restaurante típico local chamado Som Tam Nua. Bem saboroso e diferente do que estamos acostumados a conhecer sobre a cozinha tailandesa no Brasil ou nos Estados Unidos. Depois pegamos o famoso Tuk Tuk para ver o pôr-do-sol no Chao Prayar river.



Esse foi o momento mais lindo do dia, sem dúvida. Pegamos o barco local mesmo e fomos percorrendo aquele rio enorme, que corta toda Bangkok com aquele visual amarelado e cheio de silhuetas…uma curiosidade…o povo tailandês é quieto. O verbo “apreciar” é bem aplicado por aqui.

Descemos na estação do Wat Pho (Templo do Buda reclinado) e fomos caminhar pela região mais antiga de Bangkok. Um bairro muito simples mesmo, com construções de palafitas pelos rios, varais e ruelas bem pequenas, com pequenos gatos caminhando pelas ruas, os monks ali parados admirando o pôr-do-sol também…foi o melhor momento pra brincar de fotografia!
Lindo, lindo mesmo. Um dia para se guardar na memória do coração.

Uma dica! Tem um café que descobrimos nas andanças, bem escondidinho nessas ruelas que é uma jóia rara pra descansar e tomar um Thai Iced Tea! Chama-se “Vivi,The Coffee Place”.
O Café faz parte de um hotel boutique chamado Aurum. O visual do lugar, de frente para o rio foi o presente do dia, e ainda tinha uma música linda tocando no ar pra ficar ainda mais charmoso…
Aqui abaixo segue de uma foto que conseguimos captar ontem.


Além dos templos budistas, a Old City é conhecida também pelas escolas de massagem ao redor. Que difícil entrar numa daquelas portinhas depois de quase 30 horas no ar e receber mais um carinho desse povo tão amoroso!

Depois de tudo isso, fomos descansar! Amanhã tem os templos! oba, oba!
Obrigada amigos por acompanhar nossas andanças…

Alguns preços só para ter uma idéia:
- Ticket SFO / BKK – $ 1.100
- Diária do Bangkok Loft inn – $ 32
- Passagem no Sky Train- $ 1,02
- Almoço Som Tam Nua (2 cervejas grandes + 4 pratos) – $ 22
- Ticket do barco para andar no Chao Phraya River – $ 0.80
- Viagem Tuk Tuk – Hotel ate’ centro da cidade – $ 7
- uma hora de massagem tailandesa – $ 7


Sites:

http://www.bangkokloftinn.com/

http://www.aurum-bangkok.com/

http://www.hisfoodblog.com/2011/02/som-tam-nua-som-tam-paradise-siam.html


Endereço:

One Pho Original Thai Massagem
256 Maharaj Road Soi Tha Rongmoe, Pranakorn