Cingapura – A Ásia para iniciantes

14 março, 2013 às 16:58  |  por Candice Bittencourt

Se você nunca esteve na Ásia e não tem idéia por onde começar, Cingapura pode ser uma bela porta de entrada para ir aos poucos se acostumando com tudo de novo que vem pela frente no lado oriental do mundo. Para ser bem sincera, Cingapura já não é assim tão oriental…

 

Localizada no sudeste asiático esse pequeno país insular com apenas 710 km quadrados (só para ter uma medida de comparação, Curitiba tem 435 km quadrados e o Rio de Janeiro 1.180 km quadrados) Cingapura já foi parte da Malásia e depois de muitas batalhas com japoneses e britânicos na época da segunda guerra tornou-se independente em 1965 é hoje é o país mais rico da Ásia e o terceiro mais rico do mundo segundo pesquisa de 2012 da revista Forbes.

E toda essa riqueza investida no país você vê nas ruas, nos seus edifícios imponentes, na sua arquitetura ultra moderna e faz Cingapura colecionadora de vários títulos de grandeza como por exemplo: a maior roda gigante do mundo, a maior piscina infinita do mundo, o melhor aeroporto do mundo, entre outros que vou contar aqui.

Cingapura é um país formado 70% por chineses, 13% por malaios (onde a maioria esmagadora é muçulmana), 10 % de indianos e o restante por Eurasians (europeus casados com asiáticos).

Por aí já dá pra imaginar a torre de babel cultural, religiosa e étnica que borbulha na cidade.

Pelas ruas você encontra desde templos budistas (a religião mais praticada no país) até mesquitas pelo bairro árabe.

A culinária é riquíssima e os bairros como o Little India e Chinatown valem uma visita pela autenticidade. Se você está planejando sua trip para Cingapura eu tenho dicas e quero contar umas curiosidades e impressões bem frescas de uma semana de experiência (fevereiro/2012) pelo país.

Vamos aos clássicos:

 

Cingapura - Quando ir e quanto tempo ficar

 

Cingapura – como chegar no melhor aeroporto do mundo

 

Cingapura – onde ficar, como se locomover e suas leis bizarras

 

Cingapura - pela banalização do superlativo

 

 

Fotos – Daniel Bittencourt

 

A força do Rockabilly curitibano atravessando fronteiras

11 março, 2013 às 05:53  |  por Candice Bittencourt

Você pode até convencer alguém que Curitiba tem potencial para fazer festa de carnaval daqueles trabalhados na lantejoula e no boá e que brincar na avenida ou nos blocos animados do Largo da Ordem seja um direito do cidadão. Sem preconceitos, se a ordem é brincar que seja feita a sua fantasia.

Agora experimente dar uma “googada” usando as palavras “Carnaval Curitiba” e veja o resultado. Perceba que a óbvia turma sobe e desce dos dedos indicadores animados não está sozinha. Vá mais além. Tente explicar para um gringo que carnaval é esse que acontece em Curitiba.

Ele provavelmente vai te perguntar: “Parece que tem algo errado porque essa turma usa quase os mesmos instrumentos para fazer um rock n’ roll. E as meninas gostam de vestidos rodados e os meninos usam cabelo pompadour. Parece que eu já vi essa imagem antes”. – Sim, seu gringo, essa imagem e esse som vem lá na época que seu avô dançava “Rock Around the Clock”.

E Curitiba gosta disso, tem raízes fortes no Rockabilly e um notável reconhecimento internacional que avança muito além do perímetro curitibano atingindo terras longínquas. E o bom exemplo dessa notoriedade mundial é que vira e mexe a cidade está encabeçando os lineups de grandes festivais de Rockabilly pelo mundo.

E esse ano a apimentada banda curitibana Annie & The Malagueta Boys estará representando o Brasil e dividindo o palco com nada menos que o “Tutti Frutti” Little Richard, o rei do surf music, Dick Dale, e os novaiorquinos do Cleftones, no maior festival de Rockabilly do mundo, no Viva Las Vegas Rockabilly Weekend que acontece de 28 a 31 de março em Las Vegas.

E sei que vocês vão concordar: já estava bom demais só de ver essas lendas vivas em ação, afinal, Little Richard está com 80 anos e Dick Tale com 75 anos, mas o festival quer mesmo é provocar uma overdose de prazer para os mais de 20 mil amantes do gênero que por ali se divertem.

O festival que acontece no grande hotel casino The Orleans (que fica fora do eixo turístico onde 99% dos turistas se instalam) está na sua 16 edicão, é audacioso e faz você ter a sensação que um teletransporte te levou para os anos 50.

Com quatro dias de festival, as atrações são das mais variadas: shows de burlesque, reunião de carros antigos com os Hot Rods mais irados do mundo pra causar inveja a qualquer museu do automóvel, estandes de tatuagens, competição da pin up mais original da festa, dezenas de bandas tocando o dia todo pelas piscinas e palcos espalhados pelo evento e muito mais que vou descobrir por lá e contar depois aqui no blog.

E conta na boca pequena que eu vou poder praticar meu curitibanês por lá já que uma turma 35 amigos esperam ansiosos e preparadíssimos para festival desde o ano passado. A raiz é forte mesmo.

Sobre Annie & The Malaguetas Boys

Formada em 2009, o quinteto Malaguetas é apimentado pela poderosa vocal pin up Annie Lee, junto com os violões e guitarras de Rick Pacheco e o sax tenor de Victor Rodder. A cozinha fica por conta do baixo acústico de Jonny Mormelo e as baquetas de Jeffo Moreira. O clima é total pré-rockabilly dos anos 40 misturada com uma brasilidade à flor da pele. Abaixo no vídeo, a divertida “Up &Down” que brinca com aquele clichêzão da imagem do Brasil aos olhos dos “gringos”.

 

A importância do Psychobilly na cena curitibana

Não tem como falar do movimento Rockabilly em Curitiba sem citar o força do movimento Psychobilly  na cidade quando a banda dos anos 90  Os Catalépticos criou em 2000 a primeira edicão do Psycho Carnival.

O festival começou pequeno com o objetivo de reunir bandas que misturavam o rockabilly com o punk rock, sempre brincando com referências do que é tabu na sociedade (horror, sangue, ficção científica, sexo).

Hoje, Psycho Carnival está na sua 14 edição e é o maior festival de Psychobilly  do Brasil, reconhecido no exterior e que sempre tem nos headlines bandas lendárias como The Caravans e o Demented Are Go. Além das dezenas de bandas, um bazar e uma “zombie walk”  já fazem parte da confraternização que dura seis dias e está cada vez mais popular na cidade.

Na verdade, o Psycho Carnival acabou virando um grande intercâmbio musical e que faz Curitiba ser reconhecida como o maior reduto Rockabilly e do Psychobilly no Brasil.

Para você que não sabia e nunca imaginou que tivesse um movimento desse na capital, fica a dica para o carnaval de 2014.

 

 

 

 

 

 

Planejando sua viagem para esquiar na Califórnia

25 fevereiro, 2013 às 07:44  |  por Candice Bittencourt

Se você ama esquiar na neve mas que já está cansado de sempre ir para as mesmas estações de esqui, na Agentina ou no Chile ou se você é tão  fissurado pelo esporte que não se contenta em esquiar só uma vez por ano, esse texto vai te fazer sonhar com novas possibilidades!

Pensando nos apaixonados pelo esporte que resolvi preparar um guia de Tahoe, um dos melhores picos de estações de esqui nos Estados Unidos localizado no norte da Califórnia.

Nesse guia com cinco matérias, você vai encontrar um pouco da história do lugar, a partir de que época é bom planejar sua trip pra Tahoe, como chegaronde ficaropções de restaurantesas melhores estações que existem em volta do lago, alternativas de hospedagem bem bacanas e as melhores lojas de aluguéis de equipamento de neve.

Como vocês devem saber, enquanto o verão no Brasil bomba (hemisfério sul) com temperaturas acima dos 30 graus, nos Estados Unidos (hemisfério norte)  entre dezembro e fevereiro quase tudo fica branquinho com temperaturas abaixo de zero e neve caindo por várias semanas durante o mesmo período.

O que tem para fazer além de ficar dentro de casa tomando vinho, vendo a lareira queimar uns pedacinhos de madeira ou mesmo se deliciar na jacuzzi quente para relaxar e se esquentar?

Que tal esquiar!?

Lençóis Maranhenses – aventura por uma imensidão de paz

3 dezembro, 2012 às 03:57  |  por Candice Bittencourt

Sabe aquele lugar que você tem um sonho em conhecer e até já usou a tal imagem do paraíso como tela de descanso do computador?

A beleza natural dos Lençóis Maranhenses há tempos rondava meu pensamento…só de imaginar aquela imensidão de terra (tamanho de São Paulo em área territorial) cheia de dunas branquinhas entremeadas por infinitas lagoas azuis naturais me fazia sonhar um dia estar a dois passos do paraíso.

Como moro fora há cinco anos e estava de passeio pelo Brasil e programando uma viagem fora do eixo Curitiba – Rio de janeiro, combinamos eu e minha tia de conhecer um lugar inédito para ambas.

Eis que recebo sua ligação com a grata surpresa: passagem Rio – São Luis por R$ 169 cada perna pela Gol em plena estação seca (julho a dezembro – quando as chuvas cessam) e a mais recomendável para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Hora de tirar a mala do armário e começar umas das partes que mais gosto na viagem: pesquisar sobre o local a ser visitado! E aí vai desde a cultura local, culinária, os diversos povoados, artesanato da região, os passeios e por aí vai…e nessa busca eis que me deparo com uma surpresa: o Maranhão é quase uma incógnita “interneticamente” falando: bem precário o acesso às informações sobre o turismo local e os sites dos hotéis ainda na época da manivela, no esquema “manda um email” para ver se tem vaga. As fotos parecem que nunca foram atualizadas e aí é melhor dançar conforme a música e entrar  no clima do “deixa rolar” (o que não é nada mal).

Escolhemos o seguinte itinerário:

  • São Luis – 1 noite
  • Santo Amaro – 2 noites
  • Barreirinhas/Atins – 2 noites
  • São Luis – 1 noite

Decolamos do Santos Dumond no dia 28 de junho pela manhã com apenas uma noite de reserva no hotel Portas da Amazônia que fica no meio do centro histórico de São Luis. O vôo fez uma escala em Brasilia e no início da tarde já estavámos aterrizando no aeroporto que está passando por obras de infraestrutura e o que se vê é uma grande bagunça.

De lá seguimos em uma corrida de 25 minutos de táxi (35 reais) até o hotel Portas da Amazônia para fazer o check in.

Primeira dica de ouro: (e espero que dure bastante): se abrace no Henrique, o concierge do hotel. Além do sorriso fácil no rosto, ele pode e muito te ajudar nas dicas valiosas sobre o Maranhão.

Sobre o hotel o que posso dizer é que é bem bonito, estilão rústico, com aquelas portas e janelas enormes e quase tudo de bom gosto. Com uma localização fantástica (bem no meio do centro histórico) o hotel surgiu da restauração de uma casa colonial de 1839. Eu super recomendo para começar sua aventura pelos Lencóis.

O café da manhã é bem servido, com vários tipos de suco de fruta da região, além de pão, queijo caseiro, café, geléias e etc. A cama é confortável e o banheiro funciona bem, apesar de feio, que também não é nada grave. O preço da diária foi R$ 200.

Como tínhamos apenas uma noite em São Luis, resolvemos pegar um taxista para fazer um city tour pela capital com uma parada no famoso restaurante Chapeú de Palha (pasmen,não tem site) que fica na orla da praia, na Ponta do Farol.

A comida é maravilhosa: carne de sol, baião de dois, macaxeira, manteiga de garrafa. Uma comida saborosa porém pesada.

Durante o percurso, conversando com o taxista, muito simpático por sinal, como quase todo o povo maranhense, descobrimos que mais de 90% das praias de São Luis são impróprias para banho porque o sistema de esgoto lá aplicado não dá conta do problema.

Claro que o assunto “política” veio à tona e conversando com o povo nas esquinas, nos bares e restaurantes você vai descobrindo os podres do mais grosseiro coronelismo da política brasileira.Eu não quero me estender a falar da barbaridade que é ver, ouvir e ler sobre a política que se faz no Maranhão, mas é triste meus amigos, triste mesmo de ver o grande percentual do povo maranhense na extrema pobreza, uma realidade que incomoda até o turista mais alienado.

O povo sem ter o direito nem a um banho de mar, que vem da natureza, imagine o resto…mas seguimos porque esse não é o objetivo do post.

Depois do farto jantar regado à suco de maracujá, cervejinha e sabores que só a comida nordestina tem, voltamos para o hotel caminhando boa parte do trajeto pela orla de São Luis.

Como chegamos um dia antes da comemoração de São João, festejada no dia 29 de junho em grande estilo pelo povo maranhense, a cidade estava num fervo só.

E esse fervor todo vinha de um aguardente artesanal feito de mandioca, bem forte e cor violeta chamado Tiquira, com teor álcoolico quase nos 50% girando na veia do cidadão.

Eu preciso abrir um parênteses aqui: como moro há pelo menos 5 anos em uma cidade que se você estiver muito bêbado na rua a polícia te leva pra dormir no xilindró, foi um tanto chocante ver a quantidade de pessoas caindo de bêbadas nas ruas. Uma tristeza na minha modesta opinião e viva São João que perdoa todos os pecados.

Como estávamos hospedadas no meio do centro histórico, adivinha o que tínhamos de presente?

Em frente ao nosso hotel um palco instalado cheio de atrações musicais e grupos folclóricos fez a festa do povo até às 3 da manhã. Claro que fomos dar uma banda na rua (nunca vi uma festa junina tão original) além de ver e ouvir o som do Maranhão. Esqueça o reggae. Eu não escutei nem uma nota parecida por lá.

O instrumento principal das festas juninas no Maranhão é a matraca que são dois paus que eles ficam batendo e fazendo ritmo. Vai misturando isso com a Tiquira e depois me conta o que você achou…

 

Dia seguinte – rumo a Santo Amaro, o lado mais aventureiro dos Lençóis Maranhenses

Depois de um café da manhã delicioso, seguimos em uma van que contratamos no dia anterior com indicação do Henrique para nos levar até Santo Amaro (28 reais por pessoa) que é a parte menos turística dos Lençóis Maranhenses. No caminho, fomos buscando outros turistas e conhecendo ainda mais São Luis e posso te dizer que é uma cidade que está abandonada e mal cuidada. Praticamente quase todo o centro histórico precisa ser restaurado e são poucos os casarões que já estão recebendo um carinho…

O Manuel, responsável pela empresa que fez esse trajeto também faz transfer para o aeroporto e seu telefone é o (98) 8114 – 1801 ou 8825-0425. Depois da van lotada seguimos por uma boa estrada de asfalto quase 200 km até chegar em Sangue, uma micro cidade que na verdade é conhecida porque é a partir dalí que saem o comboio de pick ups tração 4×4 por uma estrada de areia de 38 quilômetros até chegar em Santo Amaro.

rodoviária de Sangue, de onde saem as pick ups 4×4

Esse trecho leva em média 2 horas de viagem, mas a sensação é que nunca mais vai chegar…principalmente porque viajamos de noite e não deu pra curtir o visual que só descobrimos na volta que até que é bonito!

 

E quem disse que é fácil chegar ao paraíso?

Uma dica: não se esqueça quando for contratar a van pra te levar de São Luis até Sangue, pedir também o trajeto de Sangue até Santo Amaro. Normalmente eles já oferecem o segundo trajeto da viagem mas não custa nada ficar atento. Nem sempre as toyotas estão disponíveis em Sangue para te levar até Santo Amaro. Precisa combinar o horário certinho…

Se você fizer as contas é quase metade de um dia para chegar até Santo Amaro: a primeira parte do percusso de São Luis até Sangue – 200 km ( 3 horas de viagem) e depois a segunda parte do percurso de Sangue até Santo Amaro – 40 km ( 2 horas de viagem).

Nós chegamos à noite em Santo Amaro e nos hospedamos no Ciamat Camp que na verdade é uma grande área verde com árvores frutíferas de frente para um lindo rio, com poucos chalés espalhados dando privacidade total para os hóspedes.

Pra quem gosta de rede para ler um livro, tem várias amarradinhas nas árvores de Santo Amaro.

Os chalés são todos de madeira e muito charmosos.

A localização do Ciamat é incrível porque fica na parte silenciosa de Santo Amaro, ou seja do outro lado do rio longe da bagunça da turma trabalhada na tiquira. Se você procura por descanso e quer contato com a natureza para ouvir o cantar dos pássaros, aqui é o lugar.

Nem pense duas vezes. Além do quê a Fulvia, dona desse pedaço de terra é super atenciosa e faz você se sentir como se estivesse na sua casa. Uma grata experiência. O contato do Ciamat (98) 9604-5824.

Na manhã seguinte, acordamos, tomamos um belo café da manhã e uma pick up ( indicação da Fulvia) com dois nativos veio nos buscar para o passeio até uma parte dos Lençóis que vou contar no próximo post!

Até mais!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte III

27 novembro, 2012 às 13:00  |  por Candice Bittencourt

Acordei bem cedo e já fui na sacada ver se a chuva da noite anterior estava na ativa e por sorte ela tinha dado uma trégua. Machu Picchu na chuva pode até ser interessante, mas não é o que você espera para um primeiro encontro.

Depois de um café da manhã caprichado do hotel seguimos até a pracinha central (que fica ao lado do nosso hotel) e logo na próxima esquina já se via um movimento expressivo de turistas. A partir dalí, você tem duas opções para chegar até Machu Picchu:

  •  seguir a pé os seis quilômetros até o topo da montanha (leva em média 2 horas de caminhada praticamente íngreme).
  • Usar um micro ônibus (viagem de 25 minutos por uma estradinha de chão bem sinuosa) que te deixa na portão de entrada da velha montanha. O comboio parte da estação de Águas Calientes de 20 em 20 minutos e o ticket (ida e volta) sai por nove dólares.

 Se você quer ser o primeiro a chegar a Machu Picchu se prepare para chegar cedo na estação porque o primeiro ônibus parte as 5:10 da manhã e o último volta de Machu Picchu às 5:30 da tarde.



Como não estávamos no espírito “caminhada” e tínhamos pouco tempo, seguimos no micro ônibus das 9:30 e próximo das 10 da manhã já estávamos na entrada de Machu Picchu.

Ainda dentro do ônibus já se vê um movimento grande de turistas e ao lado da entrada um grandioso hotel chamado Machu Picchu Sanctuary Lodgecom diárias a partir de 925 dólares. Só Mike Jagger e seus amigos para se hospedarem em um hotel desse nível! Conta-se na boca pequena que quando o rock star esteve ano passado visitando o Machu Picchu uma chuva torrencial não o deixou apreciar o local.

Ingressos nas mãos, uma fila pequena, passamos por uma catraca, depois uma revista e já estavámos dentro da cidade.

Dica: bem na entrada do parque tem um pessoal oferecendo para carimbar seu passaporte com os 100 anos de comemoração. Não se esqueça de pedir um mapa gratuito da cidade também.


Daqui pra frente o que eu falar aqui, seja lá o adjetivo que for, não será o suficiente para traduzir a emoção que é sentir aquela grandiosidade da natureza bem na sua cara, cada pedra, cada canto, toda a energia girando bem viva naquelas velhas montanhas gigantescas.


É algo realmente emocionante e único.

E se você tem dúvida se vale a pena mesmo conhecer o Machu Picchu, tenha a certeza que a hora que você der de cara com essa paisagem ao vivo, vai perceber que não é a toa que é uma das maravilhas do mundo moderno.  Eu fiquei realmente emocionada, de imaginar o povo Inca vivendo bem lá no alto dessa montanha tão bonita. É algo que toma conta de você, maior que a sua própria respiração, algo dificil de explicar em palavras…algo como se fosse um sonho.



Dicas, dicas!

  • Leve água porque o passeio é longo e o sol é de rachar mesmo.
  • Filtro solar é imprescindível!
  •  Quando eu voltar pela segunda vez quero fazer um pic nic (é permitido) no meio daquelas pedras incas tão lindas! Só (pela amor) deixe tudo limpinho na hora de ir embora.
  • Vista-se em camadas: fica mais fácil pra se adequar ao clima na montanha que muda rapidinho.
  • Aprecie, aprecie. Sente-se na grama e fique ali por horas admirando esse presente.
  • Se você gosta de fotografar, não esqueça de carregar uma bateria extra e se prepare porque os ângulos, cores e dimensões são de tirar o fôlego.

Mas não tem nada de ruim no Machu Picchu?

Tem sim senhor e sabe o quê é? o seu semelhante!

Como o Machu Picchu se transforma diariamente em uma enorme torre de babel com gente do mundo inteiro falando diferentes línguas e se comportando tal qual a educação que lhe foi ensinada, pode-se esperar de tudo e às vezes amigos, pode ser triste.

 Durante as quase cinco horas de passeio pelo parque arqueológico, eu assisti uma cena por lá que foi ultrajante. Uma mulher e uma amiga vestidas como se estivessem indo pra “night” sentaram por uma meia hora lá no topo da montanha e em posse de um celular ligavam muito animadas para vários amigos contando onde estavam e tal. O que aconteceu é que a voz gritada e as gargalhadas dessas mulheres ecoavam forte e incomodaram muitas pessoas que estavam tentando apreciar o local em paz.

 Lidar com esse tipo de falta de educação requer muita paciência. Só mesmo um monge para abstrair com esses tipo de situação. Nessas horas você respira e lembra de Sartre com sua famosa: “O inferno são os outros”.

Agora entendo porque algumas pessoas buscam como prioridade nessa viagem alternativas de chegar bem cedinho ao local sem multidão por perto…Para ir com calma, apreciando cada pedacinho da cidade e fotografando você deve levar entre quatro a cinco horas de passeio. Por isso que uma barrinha de cereal, uma maçâ e uma garrafa de água são salvadoras nesse momento.

Macho Picchu é um lindo presente, por isso aproveite cada momento quando estiver por lá. E ainda dá pra brincar com as alpacas e lhamas da região! A volta para Águas Calientes foi bem tranquila e aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes mais bem comentados da cidade chamado Indio Feliz e que fica bem pertinho da praça principal. O local é uma atração à parte: decoração bem criativa, com cartões postais ou de visita pelas paredes de vários turistas que passam por ali. A comida é divina e o atendimento impecável. Uma experiência de restaurante!

 

Logo depois do almoço, pegamos o nosso trem de volta para Cusco que saiu às 16:45 da estação. Dormi como uma pedra de tanto cansaço no trajeto que levou quase três horas até Ollantaytambo. De lá tivemos que seguir em um ônibus até Cusco (cortesia da Peruail) porque não rolou ir de trem: tinha um trecho interditado por causa das fortes chuvas na região.Chegamos muito cansados e com fome. Seguimos a dica esperta do nosso amigo e tio Paulo e fomos comer em um restaurante delicioso e charmoso chamado Cicciolina bem pertinho da Plaza Del Armas. Recomendo total.

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos direto para o aeroporto pegar nosso vôo para Lima. Sobre Lima prefiro não me atrever a escrever porque passei apenas 24 horas na capital peruana. A única dica que tenho para oferecer é um restaurante maravilhoso chamado Mango’s que fica na beira mar com uma vista lindíssima do Pacifico no fim de tarde. Ali comemos um ceviche, prato típico da cidade e tomamos nossa última Chicha Morada e um suco de maracujá dos deuses!



No dia seguinte cedinho já estávamos voltando para casa…

Se você procura um ótimo guia turístico no Perú, entre em contato com o Raul Pacheco: (51 01) 984686414 ou 984322941.

Viva Perú


De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte II

15 novembro, 2012 às 00:01  |  por Candice Bittencourt

Hoje é dia de dormir no pé de Machu Picchu…veio meu primeiro pensamento quando abri os olhos pela manhã. E lá vamos nós para a aventura mais esperada da viagem. Antes do café reforçado, separamos duas mudas de roupa, câmera fotográfica, protetor solar, óculos de sol, um casaco de chuva (a previsão avisava que ia chover) e socamos na mochila. A outra mala deixamos no guarda volume do hotel e com um quarto já reservadopara última noite em Cusco.

Depois de pesquisar pela internet e ler alguns relatos de viajantes, escolhemos dormir em Águas Calientes para poder subir bem cedinho para Machu Picchu no dia seguinte, 20 de janeiro de 2012, uma sexta-feira.

 Para ir para Machu Picchu pela Perurail existem algumas opções.

Para entender melhor, segue abaixo o mapa do trajeto de trem e suas estações.

Primeira opção: fazer um bate volta de trem (sem pernoite em Águas Calientes) – Precisa reservar o trem que sai bem cedinho de Cusco ( na verdade, a estação fica em Poroy, 30 minutos de carro de Cusco) e o último trem do dia que normalmente retorna perto das quatro da tarde. Dica: seja rápido para adquirir seu ticket se você decidir por essa opção porque é a mais popular, mais em conta e o que lota mais rápido. A viagem dura 4 horas.

Segunda opção: fazer Cusco ida e volta com pernoite em Águas Calientes. Nessa opção você só precisa decidir que dia você irá até Machu Picchu (no mesmo dia da subida do trem ou no dia seguinte bem cedinho). Não esqueça de reservar hotel em Águas Calientes!

Terceira opção: Partir da estação Ollantaytambo e depois voltar por Cusco. Escolhemos esse trajeto por dois motivos: como tínhamos pouco tempo e queríamos explorar um pouco mais o lindíssimo Valle Sagrado, escolhemos dar mais uma banda pela região e no final da tarde (já de noite mesmo) subir de trem até Águas Calientes. Outro bom motivo é que por Ollantaytambo a viagem reduz para duas horas e meia (contra 4 horas via Cusco).

Existem outras opções para se chegar à Velha Montanha, como por exemplo fazer a trilha Inca mas precisa pesquisar mais sobre esse trajeto que desconheço. O que posso adiantar é que dura entre 3 a 4 dias de caminhada.

Nosso dia começou cedo, em busca de um novo taxista para nos levar de novo para o Valle Sagrado: dessa vez escolhemos conhecer Pisac, Uruabamba e por último, antes de embarcar para Águas Calientes, apreciar as ruínas de Ollantaytambo.

Por 100 soles (38 dólares) conseguimos fazer o passeio (que durou 6 horas) mas que faltou tempo pra ver tudo. A estrada que liga Cusco a Pisac é lindíssima e digna de parar o carro para fotografar algumas vezes durante o trajeto. As montanhas gigantes recortando todo o céu é um espetáculo da natureza.

 Pisac é uma das cidades mais importantes do Valle Sagrado por preservar belos resquícios da cultura Inca . Esse vale banhado pelo rio Urubamba, a 35 quilômetros de Cusco é o fino do interior, aquele bem puro, intocável  mesmo.  


Lá você ouve as pessoas conversando em Quechua na rua e pode passear pela famosa feira de artesanato local que fica na praça central da cidade. Nessa feirinha você pode experimentar o milho cozido maravilhoso das nativas, comer uma empanada bem quentinha recém tirada do forno a lenha ou mesmo ver o artesão trabalhando em um tear. Minha dica: deixe para comprar artesanato por aqui. Além de ser mais bonito e barato comparado com Cusco, você ainda ajuda a comunidade local.




De Pisac seguimos pelo vale contornando o rio Urubamba até chegar na cidade que leva o mesmo nome do rio e que fica no coração do Valle Sagrado dos Incas. Urubamba é conhecido por abrigar sítios arqueológicos da época pré-hispânica e por ser um dos vales mais produtivos no setor agropecuário do país. A boa pedida em Urubamba é almoçar nos restaurantes típicos incas na beira do rio.

 O que aconteceu com o nosso passeio nesse dia é que ficamos tão fascinados com tudo que víamos que esquecemos do relógio e quando fomos ver estava mais do que na hora de correr para a estação de Ollantaytambo para seguir até Águas Calientes.

Na hora de embarcar começou uma chuva fina constante, eu e o Daniel nos olhamos e resumimos: Machu Picchu debaixo de chuva? Que pena. Acho que teremos mesmo que voltar para o Perú!

Entramos no vagão do Expedition (nome do trem) e parece que todo mundo já se conhecia. Uma alegria pairava no ar…é como se fossemos todos cúmplices da maravilha que veríamos pela frente!

A viagem foi tranquila e animada. Eu fiquei trocando idéia com a Tati, uma mineirinha simpática que sabia tudo e mais um pouco sobre o Perú.

Chegamos em Águas Calientes 9h30 da noite e fomos caminhando debaixo de chuva para encontrar o nosso hotel que ficava bem pertinho da praça central da cidade. Bem melhor do que o hotel em Cusco, o Gringo Bill’s (diária 50 dólares)  foi uma grata surpresa desde o atendimento, passando pelo conforto do quarto, cama boa, chuveiro bacana, sacadinha linda para as montanhas e um café da manhã caprichado!


Fomos dormir com o barulho da chuva que não deu trégua…

 Próximo post: Machu Picchu e último dia em Cusco – de volta à Lima












De Cusco a Machu Picchu – uma viagem ao passado da América – Parte I

8 novembro, 2012 às 00:15  |  por Candice Bittencourt

Preciso confessar que a experiência de conhecer o Peru foi mais uma oportunidade de percurso do que um planejamento de viagem (como faz a maioria dos turistas) ainda mais visitando Cusco e Machu Picchu, um dos destinos mais visitados na América Latina.

O planejamento desde o início era visitar o Brasil para reunir amigos e família para o fim do ano. Depois de inúmeras pesquisas em companhias aéreas escolhemos voar (pela primeira vez) pela famosa peruana Taca.

Nesse ínterim, como era obrigatória uma conexão em Lima (tanto na ida quanto na volta) perguntei quanto custaria estender a viagem pelo país e descobri que por apenas 100 dólares a mais no valor final do ticket,  tínhamos uma “perna” bate volta com direito a seis noites entre Cusco e Machu Picchu. Bati o martelo! Se valeu a pena? Mil vezes sim!

E aí vai minha primeira dica: leve o mínimo necessário de bagagem. Esqueça o glamour porque simplesmente luxo não combina com Cusco/Machu Picchu. Eu como estava voltando com uma mala grande e uma pequena do Brasil, fiz a redução mágica e viajei apenas com a minha “carry on”. A outra mala grande estacionei no Left Luggage no aeroporto em Lima que fica bem na saída do desembarque doméstico e custa 21 soles (cerca de 8 dólares) por dia.

O Vôo de Lima para Cusco é pá pum. Depois dos primeiros 60 minutos, pela janela do avião começa a surgir um cenário lindo com montanhas enormes e vem a voz do comandante: “tripulação preparar para a aterrissagem”. Agora vou dizer: a sensação de pousar em Cusco é uma experiência única.

Como o aeroporto é um dos mais altos do mundo, a 10.860 pés (3.310 metros) de altitude e ao redor de Cusco tem montanhas ainda mais altas (algumas com mais de 4.500 metros) vai imaginando os contornos insanos que o piloto precisa fazer para pousar na cidade.

A vista da janela do avião é estonteante e deixa qualquer um impressionado pela imensidão das montanhas. Esse foi o primeiro momento que me veio o pensamento: a natureza por aqui é grandiosa.

O aeroporto de Cusco é pequeno, bem simples e cheio de nativos querendo te acompanhar como guia turístico e cheios de dicas de locais que você deve conhecer e tal.

Como não tínhamos planejamento de nada, seguimos em um táxi comum até próximo da famosa Praça Del Armas. Já no caminho, o taxista ofereceu um hostel no bairro de San Blas chamado “Los Monarcas” pela bagatela de 28 dólares o quarto. Decidimos encarar. Nosso hotel tirando o chuveiro que era algo formidável de forte, nada era muito atraente. Tudo bem simples.

A essa altura você já começa a sentir algo diferente no seu corpo. Um cansaço além “das alturas” toma conta e qualquer esforço parece o fim. Incrível como a altitude me pegou de jeito. Chá de coca e cama.


Essa foi a receita para as primeiras horas em Cusco. Depois de ler bastante a respeito sobre os efeitos da altitude no corpo ( falta de ar, cansaço, sangramento no nariz, entre outros) tirei um cochilo e no final de tarde arriscamos uma caminhada até a Plaza Del Armas para jantar e caminhar pela cidade.

Na primeira noite, o passeio foi no estilo tartaruga. O coração ainda disparava e longas caminhadas estavam fora de cogitação. O que fazer? mangiare que te fa bene!

Por um acaso, passeando pelo setor histórico da cidade arriscamos um restaurante chamado Pasta Brava e Grill (recém reformado) e qual a nossa surpresa! Que maravilha de comida. Atendimento impecável e preço justo.

A conta saiu 26 dólares com prato principal, bebida alcoólica e sobremesa inclusa para duas pessoas. Tudo no estilo gourmet!

Depois do jantar caminhamos até o bairro boêmio San Blas, experimentamos o popular Pisco Sour ao som de um show acústico dos Beatles em um bar chamado Km 0, mas o passeio durou pouco porque o cansaço no corpo do ar rarefeito estava punk. Chamamos um táxi e voltamos para o hotel.


Na manha seguinte, dia 18 de janeiro, acordamos mais dispostos para o café da manhã: pão, manteiga, geléia,  queijo branco, chá de coca, café e suco de laranja. Mochila leve nas costas e lá fomos nós para uma das partes mais bacanas da viagem: explorar o desconhecido!

Como ainda não tínhamos garantia alguma de entrada para  Machu Picchu (não aconselho isso para ninguém) fomos até a Praça Del Armas providenciar os tickets e passagens de trem.

Na própria loja da Perurail, (empresa que te leva de trem até Aguas Calientes, cidade mais próxima do Machu Picchu) você emite os bilhetes e se quiser pode comprar as entradas para a cidade perdida dos Incas. Ingressos nas mãos, lá fomos nós explorar o centro histórico de Cusco.



E aí vai minha segunda dica: procure se informar para entender o valor do legado que Cusco deixou para a história da humanidade. A cidade também conhecida como “umbigo do mundo” (como o povo andino gostava de chama-la) é um gigantesco museu a céu aberto onde conforme você vai ouvindo suas histórias, a imaginação voa longe e te transporta fácil para o apogeu do Império Inca (1432 até 1532) até a chegada esmagadora dos espanhóis que coloca no chão Tupac Amaro um dos últimos resistentes indígenas na época. 

Cusco através de suas ruelas, muros e igrejas vai revelando suas incríveis histórias (quantas delas tão inocentes) e nos deixando apaixonados pela cidade. Mas o melhor da cidade eu ainda não contei…

Viver Cusco é mergulhar no olhar desse povo tão encantador. O cusquenho é amigável,  carinhoso, humilde e carrega um sorriso puro e meio que tímido por onde passa. 

 As crianças encantam com suas roupas coloridas e as mulheres gostam de adornar o cabelo com lindas tranças.


Se prepare pois você será abordado na rua inúmeras vezes com a famosa e clássica: “compre amigo” mas basta um “não obrigada” e tudo fica mais fácil. São vendedores ambulantes inofensivos tentando vender algum trabalho manual, bem comum na cidade.

Outra curiosidade em Cusco é a quantidade de cães nas ruas. Repare. De várias cores e tamanhos. Em uma dessas conversas com uma nativa, ela me contou que os cães tem donos e que a noite eles voltam para suas casas.

Para o povo cusquenho, o cão traz sorte e representa o guardião da casa.

PREÇOS

Cusco é uma cidade barata. Só para ter uma idéia:

Cada 10 dólares vale 27 soles.

Em média, uma refeição completa sai em torno de 25/30 soles.

Táxi é quase de graça: qualquer volta pela região do centro histórico (ou proximidades) sai entre 3 a 6 soles.

Uma diária em um hostel mediano (3 estrelas) gira em torno de 100 soles.

Um gorro ou um cachecol de artesãos de rua sai em torno de 20 soles.

Ticket de trem (via Ollantaytambo) ida e volta para Águas Calientes: 230 soles (85 dolares)

Entrada para Machu Picchu: 126 soles (46 dólares)

Contratar um taxista durante um dia todo (5 horas) pra dar uma banda pelos arredores de Cusco (Maras, Moray, Valle Sagrado) custa entre 80 a 120 soles.

Pelos arredores de Cusco – Maras e Moray

Sempre que possível busco fazer turismo da maneira mais livre possível, por isso um transporte particular (ou pelo menos independente) onde você tem a liberdade de parar para admirar uma paisagem ou mesmo fotografar um momento único quando quiser é para mim uma diferença relevante na viagem! Em uma excursão esses momentos não existem.

E foi com o novo amigo Jimmy, um taxista que conhecemos na Plaza Del Armas que fechamos por 100 soles nossa ida até Maras e Moray, cidades vizinhas localizadas no Valle Sagrado a 40 quilômetros de Cusco.

Já na saída de Cusco o cenário foi se modificando aos poucos. Seguimos por uma estrada (que lembra as brasileiras) por quase 45 minutos até que a paisagem se transformou em lindos campos sem fim e no fundo gigantescas montanhas do Valle Sagrado dos Incas. 

 Seguindo por uma estradinha de terra, lá de longe surgiam rebanhos de cabras quase sempre com duas crianças (entre 8 a 10 anos) no comando.



Fotografamos demais. Uma cenário de filme mesmo.


O povoado de Maras é um outro mundo. As casas feitas de adobe, as poucas pessoas nas ruas, os animais…parece que o tempo parou e por ali ficou…

Em Maras também visitamos a salineira Marasal e vimos  o quanto forte é a relação que o povo Inca tem com a natureza, seja ela através da agricultura, de cerimonias de adoração ao sol, entre outras…

De Maras seguimos em uma outra estradinha e mais sete quilômetros uma placa indicava o sitio arqueológico. Para visitar Moray, o maior laboratório de pesquisa agrícola Inca, você precisa desembolsar 10 soles. Como chegamos quase no fim do dia, pegamos Moray sem uma alma viva e que frio fazia naquele cair de tarde..

O guarda muito simpático nos acompanhou no passeio enquanto nos explicava toda a história desse lugar mágico. Mais uma vez a comprovação incrível da relação dos Incas com a natureza estava ali estampada na nossa cara.

O sol estava quase se pondo e longe você via uma nuvem escura se formando com um lindo arco-íris despontando no céu. Hora de voltar para Cusco e descansar para o dia seguinte.

***Próxima parada: Pisac, Urubamba, e Ollantaytambo. E a noite o trem que te leva até Águas Calientes. Destino: Machu Picchu!

 

Quer uma ilha “quase” deserta? Ko Yao Yai

22 outubro, 2012 às 10:30  |  por Candice Bittencourt

Saímos de Phi Phi no sábado de manhã, no ferry até Phuket (viagem de uma hora e meia), de lá um táxi até outro ferry e depois mais um speed boat de meia hora para a Ilha de Ko Yao Yai. Mas por quê?

Depois de conhecer as ilhas Phi Phi e toda sua fama, decidimos ir para uma ilha desconhecida (presumindo-se quase deserta também) e quem sabe arriscarmos a sorte de encontrar uma praia estilo “Phi Phi” virgem!
A ilha escolhida: Ko Yao Yai



Só para situar: Ko Yao se resume a duas ilhas bem no meio da baia de Phang Nga, no meio do lindo e azul mar do Andaman: Ko Yao Yai e Ko Yao Noi (a maior e a menorzinha, respectivamente).


Entramos no booking.com de última hora e achamos um hotel resort no meio da floresta pra lá de charmoso, com aquelas piscinas infinitas conectando com o marzão e decidimos nos dar de presente duas noites nesse hotel.


Já no píer da ilha deu pra sacar que estávamos meio que “ilhados”. Três tailandeses e mais uma mulher que estavam por ali se aproximaram. E lá vamos (de novo) brincar de imagem e ação! Sorrisos pra cá, gestos pra lá, eles apontaram para um mapa grande, bem rústico que ficava pertinho do desembarque da lancha. Ali caiu a ficha: duas vilas e três resorts? Hum, o que vem por ai…


Em cinco minutos chegou uma caminhonete estilo safári do resort e mais nove km de estradinha e já estávamos praticamente entrando no hotel.


Como é fácil ser feliz em um lugar onde tudo é lindo, de extremo bom gosto, com uma cama absurda de boa e um chuveirão ao ar livre! Na verdade, o tal “quarto” que você reserva é um bungalow alto nível com janelões de vidro e com uma enorme varanda no meio da floresta. Aproveitamos o final de tarde na piscina e a noite jantamos no próprio hotel. Tudo melhor do que o esperado.


www.kohyaoyaivillage.com


Aproveitamos o dia seguinte pra fazer um reconhecimento na ilha com uma scotter alugada no próprio hotel. Em duas horas conseguimos dar quase a volta em toda na ilha e se encontramos pelo menos uns vinte turistas passeando pela ilha foi muito.


Não sei a porcentagem real, mas a população massiva da ilha é muçulmana e quase todas as mulheres usavam burca, que no calor que fazia, só por Alá!


Escolhemos uma praia bonita para almoçar e depois fazer uma caminhada. Bem longe da beleza de Phi Phi, diga-se de passagem.





Ao entrar no mar, não deu um minuto e comecei a sentir várias picadas por todo o corpo, bem ardidas e  incômoda. S do mar às pressas e fui conferir o estrago, mas não apareceu nenhuma marca, só a sensação do queimado em alguns pontos. Não sei o que aconteceu (talvez micro água-vivas) mas não foi nem um pouco agradável.


De volta para o hotel, tentamos achar um vilarejo ou algo parecido, mas nada. Nessa ilha, a surpresa é ver um lagartão atravessar a estrada bem devagar, um monte de siri na praia, conchinhas andantes, enfim, uma fauna viva e tanto!



Só pra ter uma idéia da precariedade do local, a gasolina você compra em garrafa pet em vendinhas bem pequenas.


Resumindo Ko Yao Yai: uma ilha que tem seus encantos, mas sem nenhuma infra-estrutura turística (nem uma vilazinha sequer). Se você está procurando ficar isolado, escrever um livro ou algo que precise de silêncio, esse é o lugar.


Diária no Ko Yao Yai Village – $ 110
Aluguel da moto – $ 18

Quer abraçar um tigre e andar de elefante? Chiang Mai é o lugar!

13 outubro, 2012 às 00:38  |  por Candice Bittencourt

Chiang Mai é uma cidade linda, original e cheia de atrações bem exóticas. Vá de olhos fechados porque sem dúvida é melhor do que você pode esperar! Imagine uma Bangkok menorzinha, bem mais “roots”, com um belo parque de diversões natural pelos arredores e bem mais barata do que todo os lugares que estive até agora no país.

Resolvemos dedicar os quatro últimos dias da nossa viagem pela região norte do país e como marinheiros de primeira viagem, fizemos os passeios de praxe! Ahh tá?! Andar no lombo do elefante e abraçar um tigre são passeios de praxe?

Pois veja!

No primeiro dia de Chiang Mai, como nosso vôo chegou já no fim de tarde, ficamos só dando uma passeada pela cidade, admirando a vida ao redor do rio Ping e a noite fomos conhecer o famoso “Night Bazar”.

Dica: se você guardou um din din pra fazer comprinhas, aqui é o lugar! Chiang Mai é o maior centro de artesanato do país e os preços são bem melhores do que no sul ou mesmo em Bangkok.

Uma delícia  o clima da cidade, interiorana, mas cheia de personalidade! Por ali ficamos até o corpo pedir cama e voltamos para o nosso hotel, bem localizado e com o básico nota 10 e fomos descansar.

No dia seguinte, alugamos uma moto e fomos percorrer toda a cidade. Escolhemos ir até o Doi Suthep, uma colina onde fica o principal templo de Chiang Mai, a 12km do centro da cidade. Você sobe, sobe (santa scooter!) e lá do alto, a cidade se apresenta bem linda e rodeada de muito verde. Uma beleza de natureza…

E o que mais tem Chiang Mai?

Uma fauna exuberante e vários passeios relacionados com animais! Pra quem gosta é um prato cheio!

Quer abraçar um tigre manso? quer fazer trekking com elefantes? pegar na cobra? ver uma naja ser hipnotizada? Visitar floresta cheinhas de borboletas? ou uma fazenda com cultivo de orquídeas? aqui tem!

Como tínhamos mais dois dias pela frente, decidimos pegar um dia pra conhecer o Tiger Kingdom pela manhã e a tarde visitar a tribo das mulheres-girafa. E no útimo dia nos dedicar aos elefantes!

Parece um pouco estranho, mas você contratar alguém pra te levar nesses passeios é o melhor a fazer por aqui. Primeiro que você não precisa se preocupar com mapas e ruas. Segundo, que o povo aqui não tem na sua essência a malandragem, terceiro, é barato, (eles te buscam e te levam de volta pro hotel) e ainda tem a chance de fazer um bom amigo!

Bell foi o nosso guia tour em Chiang Mai e tudo foi impecável, no horário certinho e conforme o combinado! O povo tailandês, e não me canso de repetir, é muito carinhoso!

Primeiro dia: café da manhã pra garantir bastante energia e lá vamos nos ver os tigres! O parque fica uns 30 minutos do centro da cidade e é bem rústico (aliás, como tudo por aqui).

Logo que você chega, já dá pra ver de longe um casal emocionado entrando na “jaula gigante” do tigre. Você compra os ingressos e eles te direcionam direitinho pelo parque. Escolhemos ver os filhotes ( os menorzinhos mesmo ) e depois os maiores. Tem opção de outros tamanhos dos bichanos se quiser…

A visita em cada bichano dura em média uns 10 minutos e na verdade é bem tranqüilo porque eles praticamente estão sempre dormindo, bem na deles. Tivemos sorte de pegar uns mais animados! Eu amei a experiência e foi um dos momentos mais bacanas da viagem!

Depois de passar quase 2 horas no Tiger Kingdom, Bell nos esperava para nos levar para Hill Tribe Village, um pouco mais longe a viagem, mas que valeu cada segundo! E como valeu…

Logo que saímos do carro, veio a sensação de uma outra atmosfera. Pra mim, é como se eu estivesse num filme. Difícil explicar em palavras o olhar desse povo, que não fala sua língua, mas se comunica tão bem.

Ali ficamos horas fotografando (eles adoram fotografia e agradecem quando você tira uma) e conversando com o povo da vila. Conversando? não exatamente, mas interagindo e vivendo um pouquinho do jeito que eles vivem…

Eu brinquei de arco e flecha com uma família bem bonita e depois em outra casa ajudei as meninas da tribo das mulheres-girrafas a separar o arroz! Demos tanta risadas juntas…uma experiência bem guardada na minha memória e no meu coração.

Depois de um dia tão fora do usual e cheio de aventuras, só queríamos saber do básico: comida e cama!

No dia seguinte bem cedinho, 7h30 da matina, uma van nos esperava para a ultima aventura em Chiang Mai: passar o dia todo numa fazenda com seis elefantes! Eu mal podia esperar…

Uma viagem de quase uma hora numa estradinha bem precária e pronto, chegamos em uma das mais de 15 fazendas de elefantes ao redor da cidade. Escolhemos o Jumbo Camp por ser conhecida pela autenticidade e tradição ou seja, que não pareça que estamos fazendo tour pelo Bush Gardens!

Chegando lá, fomos carinhosamente recepcionados pelo Big, o dono dos elefantes e que cuidou da gente feito criança! Primeiro, ele nos levou até um vestiário e deu uma sacola para cada um e disse: “se vistam que estou esperando vocês ali junto aos elefantes”.

Abrimos o saco e encontramos três pecas: uma calça com um tecido de algodão bem forte, uma bata, mais leve e um pano que calculamos que seria pra se proteger do sol. Bom, a cena do vestiário foi de quase fazer xixi nas calças! Ainda bem que tinha banheiro ali mesmo…

E ai? A pergunta pairava no ar: vamos encarar esse modelito? Decidimos que sim, afinal o carnaval estava quase chegando e o abadá estava perfeito pro trio do Chiclete com Banana! Daniel Bell Marques na Tailândia! Passado por esses “percalços” estava fácil de encarar o pré-histórico!

Elefante, que bicho mais das antigas! Eu ficava olhando aquela textura, o olhinho bem pequeno…
E o tamanho do animal? E super famintos! quer ser o melhor amigo do elefante? você  vai precisar de muita banana!

Bom, o dia se resumiu em ficar alimentando o pequeno, tirando foto e depois tivemos uma hora de aula de como “domar” o animal (fala serio né).

Você monta no bicho pela primeira vez e fica ouvindo as coordenadas: pra direita, pressione a orelhinha da esquerda e fala “QUE’”…pra frente? PAI, pra parar, HAU e por ai vai!  Até parece que deu certo…o elefante só ouvia o dono!

Depois tivemos uma hora de almoço onde eles nos serviram um prato tailandês, mais meia horinha pra alimentar umas galinhas na volta e fazer a digestão e prontos para o tal trekking. Tudo lindo, mas preciso ser sincera comigo mesmo nesse momento: não tem nada de confortável andar no lombo de um elefante! E assim, meu mundo caiu…rs

No dia seguinte, os ossinhos da virilha eram dois caquinhos. Da próxima vez, vou andar sim, mas naquele elefante que eles colocam uma madeira no lombo…mas fora essas surpresas de última hora foi um dos dias que mais demos risada na viagem!

No final, ainda fui “intimada” a dar banho no elefante. Daniel conseguiu escapar da folia e  fui eu montar no elefante e com uma esponja esfregar o couro e representar a familia! Eu MEREÇO!

Voltamos pro hotel no caminhar estilo “dois velhinhos bem felizes” tomamos um banho e fomos pra nossa útima noite em Chiang Mai!

A Tailândia é coração, é amor, sorriso, emoção, carinho, olhares, simpatia, simplicidade.
A Tailândia te remete às antigas emoções, ao cheiro do passado, as cores da vida, ao calor humano, aquele sentimento puro que já não se acha assim tão fácil…

Eu amei conhecer esse país e com certeza voltarei muitas vezes!
Kop kun ka

Precinhos, precinhos:

- ingresso para o Tiger Kingdom $ 17
- ingresso para o Hill Tribe Village $ 15
- Diaria no Sakorn Residence $ 36
- almoço ou janta (+ bebida) em Chiang Mai $ 20
- Aluguel da Scooter $ 8

Quer uma prainha calma em Phuket? Nay Yang Beach!

4 outubro, 2012 às 08:12  |  por Candice Bittencourt

Na segunda, dia 28,  pegamos um speed boat que nos levou em meia hora até o píer de Phuket. De táxi, seguimos até uma praia ao norte chamada Nay Yang que fica no distrito de Thalang, a 30 km de Phuket.

Desde o início do planejamento da viagem para Tailândia, Phuket não estava no itinerário. Praia com superlotação? não, obrigada. Acontece que Phuket é o destino “base” para qualquer turista que queira explorar o sul do país, ou seja, as ilhas paradisíacas da Tailândia. Posso estar sendo preconceituosa, mas não tenho a menor vontade de conhecer a tal famosa “Patong Beach”, ainda mais na primeira visita ao país.

Como estamos de passagem por Phuket, Nay Yang beach foi a escolha ideal por ser umas das praias mais próximas do aeroporto (7 minutos de táxi) e por coincidência, uma das mais bonitas e calmas da região e que fica ao lado do Sirinat National Park. Essa dica eu peguei no blog viajeaqui.abril.com.br da jornalista Adriana Setti que por sinal é uma delícia de ler. Dito e feito! Por mil baths ($32) pegamos uma suíte bem bonitinha em Nay Yang beach e por ali ficamos curtindo a praia, comendo camarãozinho e tomando umas cervejinhas.

O final do dia estava lindo e Daniel conseguiu belas fotos. Nessa praia, bem do lado esquerdo tem uma árvore e uma ilhota que é de tirar o fôlego! Ficamos horas por ali fotografando a beleza do lugar.


O povo local por aqui é demais! Aliás, esqueço de contar, mas o que é mais lindo aqui é o carinho do povo tailandês! Em qualquer lugar, eles sorriem e acredito que quanto mais simples, menos turístico, o sorriso vem ainda mais genuíno! Depois nos entregamos nas mãos de umas massagistas e fomos descansar no nosso hotelzinho.

Precinhos:

- Speed boat píer Ko Yao / píer Phuket – $ 7

- Táxi porto Phuket / praia de Nay Yang – $ 16

- Pousada “John Mango” em Thalang na Nay Yang Beach – $ 32

- Janta na beira da praia (camarão ao molho, camarão frito, morning glory, 3 cervejas, composição de uma musica para o carnaval da Bahia e muita risada) – $ 30


Proxima parada: Chiang Mai – o que o Norte tem de melhor!