
Fotos: César Teixeira
Depois da polêmica sobre o uso de um chicote para coibir a festa de final de ano de alguns alunos do colégio Gabriel de Lara, que é vizinho da Paróquia, episódio que terminou com uma menor ferida nos olhos por chicotada desferida pelo próprio padre, fato que rendeu ao mesmo o apelido de “Padre Beto Carreiro”, Mansueto Pantarol, pároco da Igreja Matriz de São Pedro, no centro da Cidade de Matinhos, litoral do Paraná, resolveu “isolar” sua paróquia do resto da cidade.
Cansado de recorrer ao uso da chibata, conforme depoimento de alguns populares, para afastar os “flanelinhas não autorizados”, que cobravam dos fiéis e de outros frequentadores que usam o estacionamento da Igreja, Mansueto, cujo nome em latim significa “o que amansa”, resolveu cercar todo o pátio da paróquia com um gradil de aproximadamente sessenta centímetros de altura.
Uma placa no local, informa que o pátio só poderá ser usado para fins “religiosos”, e somente pelos fiéis da Igreja. Levantada a possibilidade do Padre vir a cobrar pelo estacionamento, o Blog foi informado que somente o Pároco poderia falar sobre o assunto, mas que no momento, não se encontrava na Paróquia.
Segundo a Prefeitura Municipal de Matinhos, a grade instalada pelo Padre não está em desacordo e nem contraria nenhuma lei ou orientação urbanística local.
Este isolamento da Paróquia pelo Padre Mansueto, além de aparentar represália por conta das manifestações contrárias ao uso frequente de seu chicote, acontece num momento em que, além da época de Natal, busca-se a aproximação de todos os movimentos: sociais, culturais, religiosos e eclesiásticos, no sentido de que a fraternidade possa vencer as dificuldades. Já no sentido pastoral, de cativar o seu rebanho e conquistar, agregar novas ovelhas, o padre, pelo chicote e pelo gradil, é um péssimo marqueteiro, diferentemente de outros padres da Igreja Católica. Vai espantar fiéis para as outras seitas.