Cartas na mesa.

8 dezembro, 2017 às 08:48  |  por Capitão Hidalgo

Nesse eleição do alviverde paranaense, Coritiba, que será realizada amanhã (09/12/2017), tive a oportunidade de conversar com os 3 candidatos à presidência do clube, João Carlos Vialle, Samir Namur e Pedro Castro. Como registro, primeiramente, notei o entusiasmo dos concorrentes ao comando da agremiação para o triênio (2018 à 2020). Abrindo o espaço, e de forma igualitária, no programa esportivo que comando na Rádio CBN AM 670, pude ouvir as pregações necessárias para um bom desenvolvimento clubístico, onde todos estão empenhados na busca de melhorias, administrativa e futebolística. Falaram a respeito da maneira como traçarão seus objetivos, e que necessariamente, terão que desenvolver num breve espaço de tempo, afinal, como o clube tem a marca de sucesso no futebol, urge a necessidade, também, de um grau de conhecimento esportivo.

Fiquei sabendo que o clube tem uma dívida contábil entorno de 220 milhões de reais, e que desse passivo está o PROFUT,  lei que instituiu o parcelamento da dívida fiscal, cujo valor é de 100 milhões reais, divididos em parcelas mensais a qual devem ser abatidas sem atrasos. É bom dizer que esse imposto pago libera o clube de qualquer dificuldade de recebimento de outras quantias para se ter a famosa Certidão Negativa de Débitos.

Por conhecer esse clube desde que aqui cheguei, exatamente há 48 anos, contratado como jogador de futebol, e que muito me orgulhou, pela excepcional fase de conquistas de títulos, vivenciei ao mesmo tempo as imensas dificuldades que o Coritiba tinha em sua parte financeira. Com tudo isso, foi o Coritiba o único time brasileiro que mesmo construindo arquibancadas, aquelas atrás das traves, levantava títulos.Exemplos, alguns, como o Morumbi onde o time são paulino ficou 10 anos sem ganhar nada, e o próprio time do Internacional dos Pampas.

O que mudou, então? Diria prontamente, as péssimas administrações. Poderão dizer que hoje o momento é diferente. O que ? Como ?  Se naquela época não se tinha dinheiro de televisão, ou mesmo patrocínios nas camisas. O que dizer a respeito das viagens por esse país continente onde as passagens das delegações eram pagas pelos próprios clubes. Então, façam o meu favor, erros e mais erros nas desastrosas gestões é que prejudicaram o clube. Péssimas contratações e pagamentos altíssimos aos jogadores e que nunca trouxeram benefícios, a não ser em algumas gestões, e que prejudicaram o bom andamento do respiro financeiro.

Agora, todas as chapas, colocam a necessidade de se olhar com mais atenção à Coordenação de Base. Ótimo. É um início onde os próprios conselheiros, que irão votar, conheçam a realidade dos fatos. Como a vida segue, afinal, o clube é centenário, sobretudo,  por ter passado por muitos vendavais, pergunta-se qual seria esse tempo para voltar à uma 1ª Divisão Brasileira. Mesmo assim, o Coritiba terá no dia de amanhã, uma página a mais para o seu curriculum histórico. Torço pelo sucesso do clube.

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

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