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União de Samir e Pedro Castro fortalece o Conselho.

15 dezembro, 2017 às 10:56  |  por Capitão Hidalgo

Os  bastidores do Coritiba , claro, e não poderia ser diferente, teve um dia bastante agitado, pois, ontem, quando da posse do novo Conselho Deliberativo que exercerá o mandato de 3 anos. O fato mais relevante foi a respeito da composição dos 160 membros desse conselho que estarão assumindo o clube. Quando do término da contagem dos votos, saindo como vencedor o candidato, Samir Namur, o outro candidato, João Carlos Vialle, disse em alto e bom tom que iria tentar impugnar o processo eleitoral por entender que erros haviam sido expostos. De cara, afirmava ainda, que contaria com a participação do outro candidato, Pedro Castro, nessa intenção. Pois bem. Nos estúdios da Rádio CBN AM 670, comentei a respeito que tivesse feito de forma, antecipada, entrado com uma liminar de contestação, poderia ter mudança de direção o pleito. Ponderando, depois de se conhecer os votos nas urnas, agora, seria pela aplicação rigorosa da lei.

Contudo, preconizo que, Vialle, havia acordado com, Pedro Castro, e que de última hora se uniu a chapa vencedora. Portanto, a situação para o  Vialle ficou muito mais difícil. Anteriormente, com amplo debate em nossos estúdios, dizia que a chapa vencedora teria sérios problemas, pois, ficaria, com a minoria em conselho( 61 ) até porque, Vialle e Castro, somavam 99 cadeiras. Agora, com o apoio do Castro à chapa vencedora, fica mais fácil de conduzir o clube, claro, com a maioria em plenário.

E agora ? Bem, é esperar pela evolução de um projeto de trabalho iniciando com  a montagem de um elenco e a maneira de se safar dos problemas financeiros. Por experiência adquirida nos bastidores, em 2006, pois, trabalhei no clube para que voltasse depois da sua queda( 2005) , pude notar a obstinação de uma diretoria, que teve o comando do Giovani Gionédis,  composta por um grupo de qualidade e sentimento clubístico  Só gente da agremiação.  O dinheiro era pouco, sim, mas a administração correta de muitos anos, do Gionédis e equipe, permitiu que ações fossem tomadas para o devido retorno. E foi o que aconteceu. Agora, a conta está muito alta, e a própria torcida terá que entender as dificuldades para esse início de temporada.

Nas dependências do Paraná Clube as notícias que surgem fazem parte da cultura do futebol brasileiro. Saídas e entradas de jogadores. Vindo de um trabalho de organização geral, administrativa e esportiva, a diretoria atual terá, também, um trabalho árduo visando ter um ano significativo, sobretudo, por sua volta a 1ª Divisão Brasileira. Muitas ações já estão sendo trabalhadas na agremiação. O fato relevante é a conservação de um profissional, Rodrigo Pastana,  que foi na verdade um baluarte nas negociações de jogadores por esse mundo afora.

Quanto ao Atlético, a principal notícia, dando conta que o ex-jogador e agora técnico, Clarence Seedorf, está na praça já alguns dias para conhecer a agremiação. Pelas informações, Seedorf, vem pelas mãos de empresários internacionais, com a participação atleticana no mundo dos negócios. Coisa que o Petráglia entende muito.

Lembre-se que:  O melhor da vida é sua história.

 

 

A conquista de mais título mundial.

13 dezembro, 2017 às 08:34  |  por Capitão Hidalgo

Já foi o tempo que o futebol paranaense esteve mais próximo aos gaúchos, isso é claro, se olharmos a projeção constante de seus objetivos, onde novamente mostra ao mundo sua capacidade. Falo, especificamente, do Grêmio, que, ontem, ao vencer o time mexicano, Pachuca, volta ao cenário da bola para disputar outro mundial de clubes, que poderá ser o Real Madrid. Outrora, em 1983, em Tóquio, enfrentando o time do Hamburgo,  ganhando esse  jogo na prorrogação por 2 x 1 , marcava de forma brilhante sua passagem futebolística por esse mundo afora. Convenhamos, um clube que ganha um mundial de clubes na certeza escreve seu nome na galeria das grandes conquistas. Na verdade ganhar um título mundial de clubes dá para se afirmar que jamais será esquecido.

Quando o maior time de todos os tempos, Santos F.C, ganhou o Bi-Mundial de Clubes ( 1962/1963), com Pelé e Cia, jogos esses contra o Benfica e Milan, na época duas equipes extraordinárias, pensava-se que outra conquista desse quilate seria difícil de se obter.. Passados muitos anos, foi com o Flamengo, em 1981, que novamente um time brasileiro chegava a ter essa primazia quando contou com um elenco de Zico e Cia. Vale ressaltar que o Internacional, outro time gaúcho, ganhou o mundial/2006. Antes desse feito, vimos chegar o São Paulo, que ganhou o Bi- 1991/1992. Não esqueçamos, também, que em outras oportunidades não ganhamos com o Cruzeiro, Palmeiras e Vasco da Gama.

O mercado da bola, num momento como este, está muito agitado. Muitas discussões sobre contratações de técnicos e jogadores para a temporada/ 2018. Hoje, sabedores de terem que cumprir compromissos com vários torneios à serem disputados, os dirigentes vão à busca do que entende por melhores. Vale qualquer sacrifício, sabemos, mas o problema tem sido crucial quanto a dependência financeira. Praticamente, nenhum clube brasileiro está tranquilo quanto a essa situação. Alguns se atiram outros nem tanto. Como está virando uma cultura a disputa dos regionais por esse pais, onde o preparativo de aproveitamento vem das bases das agremiações, a conscientização das pessoas que comandam seus clubes, é diminuir gasto em pré-temporada.

Por aqui não tem sido diferente. Notícias jogadas para cima, ainda sem nenhuma definição, vão dando conta de que o Atlético poderá trazer o holandês, Seedorf, para seu comando técnico. O Coritiba ainda não se definiu quem vem para o trabalho inicial do ano, sobretudo, por ter caído a 2ª Divisão. Como vai precisar de muito fôlego, com dirigentes sem o devido conhecimento, a verdade é que estarão pisando em ovos, para não errarem de cara.

Por falar na ampla dificuldade de se estabelecer suas diretrizes, ainda ecoam nos alicerces, do Couto Pereira, a possibilidade de uma impugnação das oposições quanto ao resultado da última eleição. Assunto esse que deve ser resolvido o mais rápido possível para não atrapalhar as ações de quem vai comandar o próximo triênio.

Lembre-se que :  O melhor da vida é sua história

 

 

 

Mudança radical no comando alviverde.

11 dezembro, 2017 às 08:54  |  por Capitão Hidalgo

Quando posso, principalmente, aos sábados e domingos, participo das conversas com amigos na famosa Boca Maldita, grande reduto de personagens da cidade, que se envolvem em assuntos dos mais variados. Ontem, não foi diferente, sobretudo, comentários a respeito da eleição acontecida no Coritiba F.C , na qual a maioria não sabia a respeito do vencedor desse pleito. Claro, um clube centenário, que sempre teve dirigentes tradicionais em seus departamentos, e que de uns tempos a essa parte partiu para mudanças que considero radicais, ao mudar totalmente sua concepção. Como pesquisa notei que foi uma surpresa para esse grupo de pessoas o nome de Samir Namur (vencedor) que esgrimou com o ‘veterano” João Carlos Vialle e Pedro Castro, outro integrante da nova safra da agremiação.

Quem é esse rapaz? Já ouviram falar dêle? Como ganha uma eleição nesse momento tão crucial do clube? Perguntas das mais variadas ecoaram no centro de Curitiba. De fato estabelece-se uma dúvida até por saber que a nossa cidade tem requisitos de comportamentos dos mais tradicionalistas, afinal, ainda tem gente que diz ser Curitiba uma província. A conversa , então, girou, nessa pessoa, alguns dizendo que o pai dele foi um destacado Desembargador, e êle um professor de Direito na PUC, e que por muito tempo esteve ligado à torcida Império alviverde. Notoriedade dado a ele até chegar a presidente do Conselho Deliberativo, lembre-se na gestão do Rogério Bacellar.

Mesmo com todas as explicações a conversa não parou por aí, pois, veio a maior dúvida saber do potencial desse rapaz sobre conhecimento das entranhas do futebol. Claro, essa pergunta foi endereçada a mim. Com toda convicção respondi, prontamente, não acreditar que tenha conhecimento do grau de dificuldade que existe no futebol, pois, uma coisa é torcer e outra é comandar. Enfim, assim quis o atual conselho de jovens demostrando sua insatisfação pelos últimos fracassos de alguns dirigentes que atuaram sem o mínimo de conceito futebolístico.

Agora é esperar pela nova concepção de trabalho. Sim, sobretudo, tirar um clube de uma dívida contábil de 220 milhões, se organizar para os compromissos em campo ao ter que liberar e contratar jogadores com uma nova comissão técnica. Não é pouco não, meus amigos. Outra coisa será a condução das propostas que envolverão o conselho geral, afinal, com os números auferidos pelas chapas, a conclusão é que a oposição será maioria em plenário, pois a situação terá 61 componentes da chapa nas reuniões e os opositores com 99 personagens.

Foram várias as vezes que afirmei sobre a a maneira errada com a disputa de 3 chapas, e que, naturalmente, seria um pleito pulverizado. Deu no que deu. Outro problema acontecido é que após a divulgação dos números, as duas chapas de oposição, disseram que ao longo da semana vão tentar uma impugnação por entenderem que houve irregularidades.

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

Cartas na mesa.

8 dezembro, 2017 às 08:48  |  por Capitão Hidalgo

Nesse eleição do alviverde paranaense, Coritiba, que será realizada amanhã (09/12/2017), tive a oportunidade de conversar com os 3 candidatos à presidência do clube, João Carlos Vialle, Samir Namur e Pedro Castro. Como registro, primeiramente, notei o entusiasmo dos concorrentes ao comando da agremiação para o triênio (2018 à 2020). Abrindo o espaço, e de forma igualitária, no programa esportivo que comando na Rádio CBN AM 670, pude ouvir as pregações necessárias para um bom desenvolvimento clubístico, onde todos estão empenhados na busca de melhorias, administrativa e futebolística. Falaram a respeito da maneira como traçarão seus objetivos, e que necessariamente, terão que desenvolver num breve espaço de tempo, afinal, como o clube tem a marca de sucesso no futebol, urge a necessidade, também, de um grau de conhecimento esportivo.

Fiquei sabendo que o clube tem uma dívida contábil entorno de 220 milhões de reais, e que desse passivo está o PROFUT,  lei que instituiu o parcelamento da dívida fiscal, cujo valor é de 100 milhões reais, divididos em parcelas mensais a qual devem ser abatidas sem atrasos. É bom dizer que esse imposto pago libera o clube de qualquer dificuldade de recebimento de outras quantias para se ter a famosa Certidão Negativa de Débitos.

Por conhecer esse clube desde que aqui cheguei, exatamente há 48 anos, contratado como jogador de futebol, e que muito me orgulhou, pela excepcional fase de conquistas de títulos, vivenciei ao mesmo tempo as imensas dificuldades que o Coritiba tinha em sua parte financeira. Com tudo isso, foi o Coritiba o único time brasileiro que mesmo construindo arquibancadas, aquelas atrás das traves, levantava títulos.Exemplos, alguns, como o Morumbi onde o time são paulino ficou 10 anos sem ganhar nada, e o próprio time do Internacional dos Pampas.

O que mudou, então? Diria prontamente, as péssimas administrações. Poderão dizer que hoje o momento é diferente. O que ? Como ?  Se naquela época não se tinha dinheiro de televisão, ou mesmo patrocínios nas camisas. O que dizer a respeito das viagens por esse país continente onde as passagens das delegações eram pagas pelos próprios clubes. Então, façam o meu favor, erros e mais erros nas desastrosas gestões é que prejudicaram o clube. Péssimas contratações e pagamentos altíssimos aos jogadores e que nunca trouxeram benefícios, a não ser em algumas gestões, e que prejudicaram o bom andamento do respiro financeiro.

Agora, todas as chapas, colocam a necessidade de se olhar com mais atenção à Coordenação de Base. Ótimo. É um início onde os próprios conselheiros, que irão votar, conheçam a realidade dos fatos. Como a vida segue, afinal, o clube é centenário, sobretudo,  por ter passado por muitos vendavais, pergunta-se qual seria esse tempo para voltar à uma 1ª Divisão Brasileira. Mesmo assim, o Coritiba terá no dia de amanhã, uma página a mais para o seu curriculum histórico. Torço pelo sucesso do clube.

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

Quem planta colhe. Coritiba na Segunda Divisão. Acreditem.

4 dezembro, 2017 às 08:49  |  por Capitão Hidalgo

Retorno da cidade Chapecó com o sentimento da uma verdadeira mostra de inoperância de uma diretoria. Sim, começo por ela, afinal, a finalidade dessas pessoas era encontrar um equilíbrio geral envolvendo administração e conceito de futebol. Contudo, tudo que começa mal o final é sempre triste. Recordem, senhores conselheiros do Coxa,  que no último pleito votaram sem a devida consciência das coisas. Tudo partiu da  culpa maior em dar a uma pessoa sem o devido credenciamento o comando de um clube centenário. A idéia maior nessa eleição passada era não premiar a sequência do ex-presidente, Wilson Ribeiro de Andrade, que na verdade não andava bem para colocar novamente seu nome e dar continuidade a erros que agravaram seu próprio conceito. Muito bem, não, muito mal. Vimos, também, uma situação inédita, quando o ex-jogador Alex, aproveitando seu prestigio, até então, em dar guarida a um grupo opositor,  Rogério Bacellar. Deu no que deu.

Uma faixa levado por jogadores na época, diria de forma premeditada, comandado pelo esse jogador que achincalhava o presidente, Wilson Ribeiro, chamando-o de mentiroso, já fazia parte do roteiro para destituir o tal presidente, que sem forças para lutar, perdeu de forma fragorosa a eleição. Nada como o tempo. Passados esses 3 anos, o que se viu? Um clube desgovernado, pois, o atual presidente nunca esteve presente, contando ainda, com mudanças constantes de pessoas que compunham o lado gestor.

Imaginar que o clube teve dirigentes como Barbosa, um funcionário do Cruzeiro no departamento de relações públicas, que veio na condição de diretor esportivo,  Professor Medina; Guerra, seria um investidor; no departamento geral, CEO, um tal Andrade, e para culminar uma contratação ilógica do ex-jogador Juliano Beletti, para funções que até agora ninguém entendeu.

Que parafernália virou o Coritiba. É triste mas é uma realidade. Portanto, em Chapecó, onde estive presente desde sábado, para meu trabalho costumeiro, fui sentir o ambiente de um povo que ainda continua triste pela tragédia com o avião da Lamia, que vitimou 71 pessoas, e muitos deles compunham a delegação do time da Chapecoense. E foi justamente nessa semana, é que aflorou a lembrança desse passamento de 1 ano. Portanto, a partida passou a ser importantíssima para o clube local, tanto por esse motivo, como também, uma inclusão na pré-Libertadores do próximo ano.

Por outro lado, deu tudo certo para o time da Chapecoense, sobretudo, ao encontrar um gol no apagar das luzes virando o placar para 2 x 1 , mandando o Coritiba para a 2ª Divisão e completar seu histórico de sucesso na temporada. Acabo, tristemente,  escrevendo pela minha lembrança um rascunho da real situação, criada por um dos piores conceitos de administração dentro de um  clube. Agora, eleições dia 9 de Dezembro. Quem se anima. Ja vou dizendo que não será fácil dirigir o clube que está muito esfacelado.

Lembre-se que:  O melhor da vida é sua história.

Sentimento aflorado em Chapecó.

29 novembro, 2017 às 09:58  |  por Capitão Hidalgo

Como não há outro caminho, então, é ir para a cidade de Chapecó, comentar um jogo difícil de preconizar qualquer resultado. Na verdade não há nenhuma surpresa ver o Coritiba chegar aos estertores da temporada lutando contra tudo e a todos. Parece que é uma missão infindável, afinal, todos os anos esse clube vive correndo atrás de uma cadeira de permanência à 1ª divisão brasileira. Claro, um dia isso terá que acabar. Se já não bastasse a incerteza que conseguirá uma vitória, domingo, lá na Arena Condá, ficaremos todos atentos aos outros resultados envolvendo o Sport, Vitória e Avaí. Que dureza.

Essa partida decisiva às pretensões do Coritiba, para não cair, e a Chapecoense com chances de disputar uma vaga à Libertadores de América, terá ainda, a parte, um apelo de sentimento dos catarinenses pela passagem do 1º ano do acontecido na tragédia que vitimou 71 personagens, entre dirigentes, comissão técnica, jogadores e imprensa. Portanto, emoções não faltarão. Com o trabalho que exerço, comentando pela Rádio CBN AM 670, não poderia estar ausente dessa que considero uma missão histórica, sim, a classificação do Coxa e sentir de perto a lembrança de um povo que continua de luto  pelo infausto acontecido.

O veterano zagueiro, Rodrigo, que jogou por diversas equipes no futebol brasileiro, acabou de jogar sua carreira para as cucuias. Useiro e vezeiro em entrar nas confusões, de uns tempos a essa parte, começou a fugir da realidade do bom comportamento de um jogador em campo. Por sua atitude, inconveniente, acabou sendo expulso corretamente pelo árbitro no jogo em que a Ponte Preta lutava contra o rebaixamento frente ao time do Vitória. Além de prejudicar a equipe campineira que ganhava o jogo por 2 x 0 ,  acabou prejudicando sua equipe que veio a  perder por 3 x 2 .

Com o 3º gol do time baiano aí o espetáculo foi dantesco com torcedores marginais derrubando o gradil que separa ao campo, ao adentrarem ao gramado criando prejuízos inimagináveis. A partida não foi reiniciada, afinal, o tempo já estava quase se esgotando. Por essa e outras coisas, o zagueiro foi desligado do elenco, deixando um mácula em sua carreira.

Fosse em outros tempos uma notícia como a saída do ex-técnico e coordenador de futebol, Paulo Autuori, poderia vir a ser uma bomba. Acontece que o ex-profissional atleticano que teve todas as condições dadas pelo comando clubístico, em minha maneira de interpretar, acabou sendo uma decepção em todos os sentidos. Fiquei por algumas vezes querendo entender suas manifestações contrárias, sobretudo, antipáticas. Deveria essa cidadão explicar quando da saída o ex-técnico, Eduardo Batista, em que, também, pediu para se afastar, mas que em poucos dias aceitou voltar ao clube com uma contratação já definida, e por ele mesmo, de um pseudo técnico, Fabiano Soares. A sua demissão então virou um traque.

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

Coritiba a um passo da tragédia.

27 novembro, 2017 às 08:11  |  por Capitão Hidalgo

Bem que o time do Coritiba poderia ter resolvido sua situação, ontem, justamente em casa contra o irregular time são-paulino, que veio atuar com um time cheio de reservas. Desde o começo da partida dava para notar a instabilidade tática e técnica da equipe, até porque o Tricolor do Morumbi, mandou o tempo todo na meia cancha, empurrando com a maior facilidade o time alviverde para dentro da sua defesa. A verdade é que o time do técnico, Marcelo Oliveira, não conseguia concatenar 3 toques na bola, praticando um bumba-meu-boi de maneira grotesca  e permanente. A salvação deste 1º tempo. foi quando numa bola alçada dentro da grande área, do São Paulo, o meia Thiago Real tocou a mão na bola e o “vigia, aquele cara que fica atrás do gol, inverteu os papéis ao dar uma informação errada ao árbitro, Daronco, que acabou determinando uma penalidade máxima. Gol do Coritiba na penalidade bem batida pelo goleiro, Wilson, e o resultado de 1×0 mostrando um placar indefinido para o 2ª tempo. Dizendo a pura verdade esse gol caiu no colo do Coxa.

Tudo bem para o 2º tempo? Não, pois, foi tudo mal.  A impressionante falta de qualidade Coxa e com a mostra flagrante da desequilíbrio técnico, proporcionou a recuperação no placar a favor do time são-paulino, ao aproveitar em duas bolas paradas 2 gols de cabeça dentro da área alviverde. Isso já estava no roteiro dos comentários que fazia na cabine da Rádio CBN AM-670, ao lado do locutor, Edemar Annuseck e do repórter, Osires Nadal, O que levava a essa conclusão é que o time não nos dava nenhuma segurança de bom futebol. Portanto, agora, é ir para a cidade de Chapecó, na conclusão que se perder, novamente, irá para a 2ª Divisão, o que seria uma grande tragédia.

Jogos finais como o do Santos x Avaí; Sport x Corinthians e Vitória x Flamengo, vão também definir mais duas equipes ao descenso. Fora do certame, a Ponte Preta e o Atlético Goianiense. Portanto, 4 equipes na degola, Coritiba, Avaí, Vitória e Sport. Qualquer tropeço, tchau.

E o Atlético, diria, também, que está uma “gracinha”. Parece que ninguém cobra nada. Contando com uma das melhores estruturas do futebol brasileiro não consegue se aprumar. Aliás, isso foi o ano todo, afinal, nunca se soube quem mandasse no time e a qualquer derrota nada de novo se estabelecia. Com uma comissão técnica que deixou a desejar algum tempo, tratando a tudo e a todos como serviçais, foram buscar um desconhecido, em Portugal, de nome, Fabiano Soares, que chega ao ridículo com suas explicações sem eiras e beiras. Lamentável final de ano atleticano, sobretudo, por ter disputado e perdido tudo, ficando na premissa de  assegurar seu lugar ao sol na 1ª Divisão de 2018.

Concordo com aqueles que disseram que ainda bem que o Paraná Clube deu aos desportistas da cidade uma grande alegria na sua volta a Divisão Maior do Futebol Brasileiro. Esse encanto que levou mais de 37 mil torcedores felizes ao Estádio Couto Pereira no jogo de despedida da 2ª  Divisão contra o time do Boa Esporte.

Lembre-se: Que o melhor da vida é sua his´toria.

Distancia dos clubes com a imprensa.

22 novembro, 2017 às 08:20  |  por Capitão Hidalgo

Algum tempo estou para conversar com os senhores a respeito do distanciamento que hoje existe entre jogadores, comissões técnicas e imprensa. Como estamos nos encaminhando para mais um final de temporada, nada melhor, que divergir dos atuais momentos que envolve clube e imprensa. Como estou há 57 anos no futebol, propriamente dito, tenho a consciência do desequilíbrio que nos dias atuais converge a liberdade de imprensa de trazer grandes reportagens pelas dificuldades que reinam entre as partes. Uma situação que poderia se estreitar mais, porque não? Afinal, os dirigentes poderiam provocar uma maior liberdade à imprensa. O que na época era um estouro da boiada dar um furo, hoje, não passa de um traque.

Vamos lá. Sou do tempo em que os repórteres entrevistavam quem eles quisessem, sem essa frescura de zona mista, onde todos os profissionais da comunicação esportiva trabalham entrevistando o mesmo personagem. Sou do tempo em que os repórteres, após o jogo, entravam nos vestiários para entrevistarem até o roupeiro, hoje, um personagem fora de moda. Imaginar uma entrevista como acontecia com os “enfermeiros ou massagistas “em campo, Oswaldo Sarti , do Coritiba, e Bolinha no Atlético. Antigos comentam até agora o nome, Maçaneiro, conhecido como o “milagreiro” desde os tempos do Ferroviário.

Que tempo foi esse onde a imprensa viajava com todas as dificuldades por esse Brasil de meu Deus, enfrentando toda sorte de dificuldade.  Claro, por extensão, havia uma abertura dos dirigentes dos clubes, assim como dos jogadores, pois, a finalidade era que cada um fizesse seu serviço. A amizade era tão grande que os “amigos repórteres” iam nos quartos dos hotéis para a gravarem de forma antecipada os programas esportivos. Quando falo repórteres de rádio, incluo, também, os fotógrafos e jornalistas, principalmente, quando daquelas viagens ao norte e nordeste brasileiro afinal, as dificuldades  eram imensas à busca dos circuitos para as transmissões e das próprias cabines dos estádios. Tempos difíceis, mas, compreensíveis, porque ninguém deixava ninguém na mão. Quantas não foram as vezes que os amigos repórteres iam à minha casa para a entrevista do dia. Hoje , isso é considerado um fator abusivo. Querem saber, muita frescura e pouco futebol.

Com isso meus caros amigos, o distanciamento provocado pelo fechamento dos portões de treinamentos; a marcações dos horários para entrevistas e a dificuldade no acolhimento das informações, dão hoje a frieza aos comentaristas de viverem suas verdades somente nos minutos dos jogos.  O que sabia-se de antemão quem iria jogar, agora, os técnicos são obrigados a ler a cartilha dos funcionários ditos como relações públicas.

Aproveitando a matéria quero expressar minha gratidão aos tantos profissionais que trabalharam em minha época. O carinho que sempre tive da imprensa da capital e interior de São Paulo. Muita gente boa que preservo amizade. Aqui, em Curitiba, quando o futebol paranaense não tinha seu devido valor, com uma larga distancia dos acontecimentos, foi crescendo graças ao empenho dos empresários de comunicações e dos seus brilhantes profissionais. Gostaria, entretanto, de agradecer no geral, e dizer da minha saudade e da simplicidade que as coisas eram feitas. Portanto, daria para escrever um livro e de muitas páginas. Um dia, porque não?

Lembre-se que: O melhor da vida é sua história.

Enfim, o Paraná Clube voltou.

20 novembro, 2017 às 09:19  |  por Capitão Hidalgo

NO trilar do apito, em Maceió, com resultados conhecidos dos adversários, Oeste e Londrina, e o Paraná Clube vencendo o CRB  por (1 x 0 ), caiu a ficha para os apaixonados torcedores do Tricolor da Vila, que após 10 anos de sofrimento via voltar seu time à Elite do Futebol Brasileiro. O que era um sonho virou realidade, sobretudo, por tudo que viveram dezenas de jogadores, comissões técnicas e dirigentes que passaram ao longo dessa vida pela agremiação. Parecia que esse poderia ser o ano, não só por achar, mas resultados que atual diretoria, jogadores, pavimentaram com excelentes participações tanto no Regional, Primeira Liga e Copa do Brasil. Resultados que foram se somando a personalidade da equipe em campo, lembrando das boas vitórias em cima de times como Internacional, Galo Mineiro,Bahia, Vitória, enfim, muitos deles.

Quanto a torcida ela soube entender os percalços da própria realidade, afinal, via à agremiação trabalhar com parcos recursos financeiros, e com isso somado as contas atrasadas de anos, destacando, principalmente, problemas trabalhistas e administrativas. Agora, voltando à 1ª Divisão Brasileira, outros valores serão recompensados. Agora, é só saber trabalhar, em especial com os pés no chão. Acredito que essas figuras relevantes do clube, onde destaco o arrojo do conselheiro, Carlos Werner, saberão como manejar o próximo ano. Essa vitória paranista foi uma obstinação sem precedentes.

Tivesse mais juízo os homens da comissão técnica do Atlético Paranaense, diria que com o atual elenco poderia estar com alguma antecedência à uma vaga na Libertadores de América. Contudo, as imposições dentro do clube contra os torcedores criaram, sim, uma intolerância geral. Ontem, uma vitória segura contra o Vasco da Gama ( 3 x 1 ), e mesmo assim, um público presente de 9 mil torcedores.

Uma derrota ao natural, do Coritiba, ontem,  contra o Galo Mineiro ( 3 x 0 )  sem nenhuma contestação, afinal, a diferença foi gigantesca em campo pela maior qualidade do time mineiro, deixou, sim,  a torcida ressabiada quanto a maneira de jogar da equipe e as falhas havidas no 1º tempo, onde o placar foi construído. Agora, a pegada terá que ser intensa contra o Tricolor do Morumbi, que já se safou da Zona do Rebaixamento.

Gostaria de me solidarizar com o goleiro, Wilson, que ontem, teve uma tarde/noite desastrosa. Diria,  faz parte do roteiro das boas e más jornadas. De repente esse profissional teve em um jogo tudo contra, até tomando gol de placa do meia, Otero, que chutou uma bola da intermediária. Anteriormente, já havia saído mal da meta. Enfim, espero que a torcida venha entender e se aproxime na dor desse profissional e faça uma saudação louvável para o compromisso contra o São Paulo.

Lembre-se que:  O melhor da vida é sua história.

Façam suas apostas.

18 novembro, 2017 às 10:50  |  por Capitão Hidalgo

Nas rodinhas, nos cafés, enfim, o assunto não é outro conversando com os desportistas. O Paraná Clube sobe e o Coritiba fica na 1ª Divisão ? Então, façam suas apostas. Confesso que minha torcida tem sido enorme para que isso venha acontecer, sobretudo,  porque o futebol paranaense vai provocar no cenário esportivo brasileiro uma mostra da sua força. Uma cidade como Curitiba voltar a ter as 3 equipes tradicionais, olha, vem por encomenda. Sem desmerecer o estado, afinal, com um território muito dividido, principalmente, quando se discute futebol, entendo  que o norte paranaense com cidades  importantes e situadas,  Londrina e Maringá, desde a ligação paulista e paulistana nos tempos da cultura do café, torça para o futebol de São Paulo, e o oeste com muitos gaúchos vivendo em Cascavel, Toledo e cidades próximas, fanáticos torcedores do Grêmio e Internacional, exista uma simpatia diferenciada.

Quanto ao Tricolor da Vila, após, aquele insucesso contra o Oeste/Itápolis, ao perder por 2 x 1, em casa, por esse seguidor constante há uma vaga à Série A, caiu de produção. Agora, vindo de mais um insucesso no empate em 0×0 contra o Santa Cruz. Duro mesmo é aceitar que esse time pernambucano, sem eira e nem beira, com dívidas astronômicas e rebaixado com antecedência, o Tricolor da Vila  não ganhou e o que é pior, não jogou nada. Daí a grande dúvida para esse jogo logo mais à tarde, em Maceió, contra a equipe do CRB, já afastado de queda à outra Série Brasileira. Na verdade o Paraná Clube primou por ser um time vencedor em casa, mas, estudando seu curriculum em sua totalidade vemos somente 3 vitórias fora. É ou não é para colocar a torcida de cabelo em pé ?

A rodada é essa:  CRB x Paraná Clube; Londrina x América Mineiro e ABC x Oeste. Tudo poderá  acontecer e até  resultados inesperados. Quem ganha , empata ou perde ?  Dos jogos entendo que o Oeste, mesmo jogando em Natal contra o ABC, time esse rebaixado, tem boas chances de vitória. Com 58 pontos terá a necessidade de ganhar, se não, continuará na Série B. Não esqueçamos do Londrina que cresceu, e muito, nas últimas 4 partidas quando ganhou de forma seguida. Também, com 58 pontos, o Londrina terá pela frente o América Mineiro que luta para ser o campeão desse certame. Já o Paraná Clube para ter um sossego na última rodada contra o Boa Esporte, em Vila Capanema, não pode perder.

Amanhã, em Belo Horizonte, o Coritiba jogará contra o Galo Mineiro. já respirando um pouco melhor, após, a grande vitória em cima do Flamengo. Com 43 pontos, precisará nesses 3 jogos, Galo, São Paulo e Chapecoense, um mínimo de 3 pontos. Para chegar a esse momento, o Coxa depois de uma longa série de jogos perdidos, conseguiu 4 vitórias e 3 empates. Nesta partida contra o Atlético Mineiro não contará com Cleber Reis, Rildo e Tiago Carletto.

Contudo, vale a pena torcer pelos tropeços das equipes do Sport, Vitória, Fluminense e Ponte Preta. Quanto ao Atlético Goianiense e Avaí, não vejo como se sustentarem nessas últimas partidas.

Lembre-se que:  O melhor da vida é sua história.