Cena em que Tom Cruise ‘se quebra’ está em trailer de Missão Impossível

6 fevereiro, 2018 às 17:50  |  por Lycio Vellozo Ribas

A Paramount divulgou nesta segunda-feira (5) o primeiro trailer de ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, sexto filme da franquia com Tom Cruise no papel do agente Ethan Hunt. Curiosamente, uma cena em que o ator sofreu uma fratura de verdade no tornozelo está presente no trailer. Nas filmagens, o ator – notório por fazer todas as cenas de ação, sem o uso de dublês – deveria pular de um prédio para outro, mas o salto foi curto demais. Tom Cruise, em vez de cair e sair rolando no topo do segundo prédio, bateu com o tórax na murada do prédio. Ele sofreu uma fratura no tornozelo.

O filme estreia no dia 26 de julho nos cinemas é produzido por Tom Cruise, Jake Myers, J.J. Abrams e Christopher McQuarrie, que também assina o roteiro e direção da produção. No filme, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe do IMF (Alec Baldwin, Simon Pegg, Ving Rhames), na companhia de aliados conhecidos (Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan), estão em uma corrida contra o tempo depois que uma missão dá errado.

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Henry Cavill, Angela Basset e Vanessa Kirby são as novidades do elenco. Cavill, que interpreta o Superman nos filmes da Warner/DC Comics, está com barba e bigode – o que foi motivo de polêmica em ‘Liga das Justiça’ e no trailer faz uma cena de luta com o protagonista. Curiosamente, Cruise tem 21 anos mais que Cavill (55 a 34) e é 15 cm mais baixo (tem 1,70, contra 1,85 do oponente).

Veja o trailer AQUI.

‘Mamma Mia’ terá uma sequência, dez anos depois

25 janeiro, 2018 às 19:53  |  por Lycio Vellozo Ribas

‘Mamma Mia’, musical lançado em 2008 e que arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo, terá uma sequência: ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ (Mamma Mia: Here We Go Again!). O trailer foi lançado nesta quinta-feira (25).

Veja o trailer

‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’ é uma sequência e, ao mesmo tempo, um “prequel”: embora seja um filme feito depois do original, traz acontecimentos de muitos anos antes de ‘Mamma Mia’.

Junto ao trailer, os produtores também lançaram o primeiro cartaz do filme, que mostra o antes e depois dos personagens. A arte também apresenta Lili James, como Donna – interpretada por Meryl Streep no longa original – aos vinte e poucos anos. Seus três amores também ganharam intérpretes novos. Josh Dylan será Bill (Stellan Skarsgård no primeiro filme). Jeremy Irvine será Sam (Pierce Brosnan no original). E Hugh Skinner será Harry (Colin Firth no original).

A trilha sonora traz sucessos do ABBA não caracterizadas no primeiro filme. O filme chega aos cinemas em 19 de julho.

O governo erra. A culpa é da imprensa? Isso é velho

25 janeiro, 2018 às 19:52  |  por Lycio Vellozo Ribas

Ben Bradlee (Tom Hanks), com o copo na mão: tensão em uma redação (foto: Divulgação)

O jornal ‘The Washington Post’ fez fama global com o caso Watergate, que em 1974 fez com que Richard Nixon renunciasse à presidência dos Estados Unidos. Essa história já foi contada no cinema, no filme ‘Todos os Homens do Presidente’ (1976), com Dustin Hoffmann e Robert Redford no papel de dois jornalistas do ‘Post’ que publicaram as matérias sobre o caso. Antes disso, porém, o jornal viveu momentos de tensão ao publicar outra história contra os interesses do governo americano, o caso do Pentagono Papers, em 1971. É essa a história narrada em ‘The Post: A Guerra Secreta’, dirigido por Steven Spielberg e que estreia nesta quinta-feira (25) em Curitiba.

Resumidamente, o caso do Pentagono Papers traz documentos secretos de como o governo norte-americano sabia desde sempre que a Guerra do Vietnã era uma fria (embora os governantes negassem), que pragmaticamente não valia a pena estar ali (idem) e como as estratégias de guerra se mostravam furadas (idem). Mesmo assim, uma vez dentro da guerra, os Estados Unidos não quiseram mais sair dela – e, dizem os Papers do Pentágono, era para evitar o risco de humilhação com a derrota. A história cai no colo do ‘The New York Times’, o jornal mais famoso dos Estados Unidos e historicamente oposicionista, seja qual foi o presidente. Mas o presidente da vez é Richard Nixon. Belicoso. Mentiroso. Vingativo. Claro que ele dá um jeito para que o caso não apareça mais nas páginas do ‘Times’ – o jornal vinha publicando tudo aos poucos, dado o volume das 14 mil páginas de documentos. E a história vai parar nas mãos do ‘The Washington Post’, através dos trabalhos dos repórteres e do editor.

Ao mesmo tempo em que o caso atrai a atenção do editor Ben Bradlee (Tom Hanks), a dona do ‘Post’, Kat Graham (Meryl Streep), negocia com banqueiros e investidores para dar fôlego financeiro ao jornal, que na época era pequeno e tinha uma pecha ruim de empresa familiar. Muitos acham que Kat está ali por acaso. O pai dela, antigo dono do ‘Post’, havia passado o comando ao genro dele, Phil, e Phil morreu cedo, deixando a viúva Kat como administradora desde os 45 anos (isso em 1963). Bem-intencionada, ela tem o intuito de fazer o ‘Post’ crescer. Mas ela é uma mulher na machista sociedade norte-americana dos anos 70. Ao mesmo tempo, os banqueiros e investidores se dizem bem avessos a “terremotos” como o que a divulgação do Pentagono Papers poderia gerar. Se Nixon provocou uma espécie de censura judiciária ao ‘NY Times’, imagine o que não faria no ‘Post’…

Bradlee, claro, faz o papel dele: insiste em publicar e invoca a primeira emenda da constituição dos Estados Unidos (“O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa”). Os advogados do ‘Washington Post’, claro, fazem o papel deles: insistem em não publicar. Eles sabem que à Primeira Emenda contrapõem-se aquelas leis que os governos adoram criam para proteger a si mesmos, alegando coisas como segurança nacional.

A direção de Spielberg tenta equilibrar os momentos de tensão e consegue valorizar as interpretações de Hanks e principalmente de Meryl Streep – sua Kat Graham parece frívola, mas tem a coragem para fazer coisas, mesmo sendo malvista naqueles altos cargos de comando apenas e tão-somente por ser uma mulher. O maior mérito do diretor, contudo, é retratar como funcionava o jornalismo numa época em que não havia celular, nem internet, nem computador. Época em que o jornalismo era feito “no muque” (a cena em que um repórter tem que fazer uma ligação importante fora da redação e derruba as moedas diante de um orelhão é impensável nos dias de hoje). Época em que se valorizavam mais os repórteres, principalmente os bons. Época em que sempre havia a tensão de a manchete ser derrubada em cima da hora. Uma boa lição de como funciona a apuração de informações de verdade em contraponto aos tempos de hoje, recheados com desinformação, algoritmos e “fake news”. Apenas uma coisa não mudou: os governos, sejam eles quais forem, continuam afirmando que seus erros são sempre culpa da imprensa, seja ela qual for.


Filmes sobre jornalismo

A Montanha dos Sete Abutres (1951)

O repórter Chuck Tatum (Kirk Douglas) é talentoso, mas comete falcatruas e por isso não para nos empregos. Até que ele vai trabalhar em um jornal no Novo México e transforma a história de um caçador de tesouros (Richard Benedict) em uma sensação na mídia. Tatum começa a usar táticas inescrupulosas para tirar proveito da situação

O Jornal (1994)

Diante de um possível furo de reportagem, Henry Hacket (Michael Keaton), editor de um tabloide sensacionalista de Nova York, se vê no meio de um conflito entre sua carreira e sua esposa (Marisa Tomei), que está grávida e quer que o marido arrume outro emprego para passar mais tempo com a família. A chefe do jornal é Alicia Clark (Glenn Close).

Spotlight: Segredos Revelados (2015)

Um grupo de jornalistas em Boston, chefiado pelo veterano Walter Robinson (Michael Keaton, de novo), investiga o abuso de crianças por padres católicos, acobertados pela Igreja. Eles conseguem reunir documentos que podem provar os crimes cometidos e o envolvimento de líderes religiosos que tentaram ocultar os casos. Levou o Oscar de Melhor Filme

Todos os Homens do Presidente (1976)

Dois repórteres que trabalham para o ‘Washington Post’, Bob Woodward (Roberf Redford) e CarlBernstein (Dustin Hoffmann), pesquisam sobre o roubo de 1972 da Sede do Partido Democrático no condomínio Watergate — uma cena, aliás, que aparece rapidamente em ‘The Post’. Com a ajuda de uma fonte misteriosa, os dois repórteres fazem conexão entre os ladrões e um funcionário da Casa Branca.

Zodíaco (2007)

Durante os anos 60 e 70, a cidade de São Francisco vive com os ataques de um assassino maníaco chamado Zodíaco. o chargista iniciante Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) e o repórter cascudoPaul Avery (Robert Downey Jr. ), do jornal ‘San Francisco Chronicle’, tentam descobrir a identidade do assassino — junto com o detetive Dave Toschi (Mark Ruffalo) — e levá-lo à justiça.

Há ‘Jumanji’ sem Robin Williams

5 janeiro, 2018 às 13:31  |  por Lycio Vellozo Ribas

Dr. Bravestone (Dwayne Johnson): avatar do nerd Spencer

Quando o reboot de ‘Jumanji’ foi anunciado pela Sony, houve chiadeira, pelo medo de que o exemplo clássico de ‘Sessão da Tarde’ fosse estragado. Mas não. ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ mantém o clima do original: muita ação e diversão numa história levemente bizarra.

A grande sacada de ‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’ recai sobre a ambientação do filme. Nada de jogo de tabuleiro (quem, nessa geração millennials, ainda tem paciência para um jogo de tabuleiro?). Desta vez, Jumanji é um jogo de videogame, com o poder de transpor os jogadores ao cenário. Quando quatro adolescentes descobrem o videogame em uma casa antiga, acabam sugados à selva do jogo. E os quatro assumem o corpo dos avatares que escolheram. Para completar, os avatares não necessariamente refletem os adolescentes…

Assim, o nerd-de-carteirinha Spencer (Alex Wolff) vira o Dr. Bravestone (Dwayne Johnson), um herói cheio de músculos e com uma voz grossa.

O professor Oberon (Jack Black): avatar da gatinha Bettany

A gatinha-da-turma Bettany (Madison Iseman) toma a forma do professor Shelly Oberon (Jack Black), um cartógrafo com comportamento de adolescente mimada.

O biólogo Moose Finbar (Kevin Hart): avatar do atlético Fridge

O adolescente-atlético Fridge (Ser’Darius Blain) se torna o histriônico biólogo Moose Finbar (Kevin Hart).

Ruby Roundhouse (Karen Gillan): avatar da nerd Martha

E a também-nerd Martha (Morgan Turner) assume o corpo de Ruby Roundhouse (Karen Gillan), uma espécie de Lara Croft, que no fim das contas entrega uma das cenas mais divertidas do filme. Cada um dos avatares tem habilidades especiais, que serão reveladas com o passar da aventura.

Outra grande sacada foi não apelar para a nostalgia barata fazendo referências demais ao filme dos anos 90. ‘Jumanji: Bem Vindo à Selva’ tem vida própria e não tenta lembrar que houve um filme anterior. Fora isso, o novo ‘Jumanji’ repete a premissa do longa de 1995, colocando os quatro personagens diante de perigos diferentes a cada jogada. Há menos ligação com o livro que deu origem ao filme, escrito pelo norte-americano Chris Van Allsburg. Em contrapartida, apresenta um tom cômico mais acentuado que o filme antecessor. Jake Kasdan, o diretor (o mesmo de ‘Sex Tape – Perdido na Nuvem‘ e ‘Professora Sem Classe’), consegue equilibrar ação e humor.

Robin Williams iria gostar.

‘Extraordinário’ traz um garoto contra um mundo individualista e materialista

7 dezembro, 2017 às 21:52  |  por Lycio Vellozo Ribas

‘Extradordinário’, filme que estreia nesta quinta-feira (7) em Curitiba, traz Julia Roberts e Owen Wilson como um casal que tem um filho com uma deformidade facial. Dito isso, o casal de astros fica em segundo plano e quem centraliza as atenções é August Pullmann, ou Auggie (Jacob Tremblay), em seu primeiro dia de escola. Ele é obrigado a tirar o capacete de astronauta – sem o qual, aparentemente, nunca sai de casa – e mostrar sua verdadeira face.

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Qualquer um que tenha estudado em uma escola sabe que o mundo das escolas é cruel com os diferentes. Com quem é gordinho. Com quem usa óculos. Com quem tem uma cor diferente. Com quem tem timidez. Imagine com alguém que tem uma deformidade facial. Os pais sabem disso. O pai (Owen Wilson) diz à mãe (Julia Roberts): “Ó Deus, fazei com que sejam gentis com ele”.

Claro que, durante os primeiros dias, Auggie é visto com desconfiança pelos demais colegas. Mas, por incrível que pareça, ele leva na boa, na medida do possível. Até comenta isso. “Auggie, você deveria fazer uma cirurgia”, diz um colega. “Esse sou eu depois da cirurgia”, responde. Seu jeito de ser começa a cativar os colegas, pouco a pouco. Sua aceitação é (sem trocadilhos) algo extraordinário.

O filme do diretor Stephen Chbosky baseou-se em um livro da norte americana Raquel Jaramillo, que usa o pseudônimo de R.J. Palacio. Tanto o diretor quanto a autora afirmaram que o que mais queriam é que o filme fosse um manifesto de gentileza num mundo cada vez mais individualista e materialista. O trunfo é contar a história de Auggie pelos olhos dos outros personagens. O menino tem deformidade facial. Mas quem disse que os outros também não têm problemas?

Poirot é redescoberto e desvenda o ‘Assassinato no Expresso do Oriente’

29 novembro, 2017 às 20:54  |  por Lycio Vellozo Ribas

Em tempos recentes, o cinema deu roupagens novas para Sherlock Holmes, Tarzan e Drácula, personagens clássicos da literatura do fim do século 19 e começo do século 20. Dito isso, até que demorou para os produtores tirarem o detetive Hercule Poirot do limbo. Poirot é um dos principais personagens criados pela escritora Agatha Christie – a outra é a detetive Miss Marple – para seus contos de investigação policial. Há tempos Poirot não aparecia no cinema, mas ele volta, com bigodão e tudo, à telona.

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E quem o interpreta é Kenneth Branagh, na refilmagem de ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, uma das principais obras de Agatha Christie e que teve uma consagrada adaptação para o cinema em 1974. Agatha talvez reclamasse da releitura de Poirot, que agora sai mais para a ação e até luta no corpo a corpo – uma demanda para os filmes de hoje, mas incompatível com o que a escritora concebeu; o detetive usa apenas o cérebro para resolver problemas.

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Branagh não apenas interpreta Poirot, mas também dirige o filme. E isso significa dirigir um grande elenco, incluindo Michelle Pfeiffer (a ainda elegante madame Hubbard), Judi Dench (a esnobe Princesa Dragomiroff), Olivia Colman (Hildegarde Schmidt, a serviçal da princesa), Willem Dafoe (o professor Gerhard Hardman), Johnny Depp (o escroque Ratchett), Derek Jacobi (o mordomo Edward Masterman), Penélope Cruz (a missionária Greta Ohlsson), Daisy Ridley (a jovem Mary Debenham) e outros menos cotados, como Tom Bateman (o bom vivant M. Bouc), Lucy Boynton (a Condessa Andrenyi), Sergei Polunin (o Conde Andrenyi), Josh Gad (o contador Hector MacQueen), Manuel Garcia-Rulfo (o latino Marquez), Marwan Kenzari (o condutor Pierre Michel) e Leslie Odom Jr. (o médico Arbuthnot).

Na trama, Poirot entra de última hora no Expresso Oriente, saindo do Oriente Médio rumo a Londres, passando por vários países da Europa dos anos 30. O trem carrega uma diversidade de personagens, sendo um deles bastante peculiar: Ratchett. Ele acaba assassinado dentro do trem. Para azar do assassino, o trem acaba parando após uma avalanche, o que dá tempo para Poirot investigar. Nisso, o detetive descobre que Ratchett não é quem diz ser e que todos ali no trem tinham um motivo para matá-lo.

Algumas peças do quebra-cabeças da investigação podem soar como soluções canhestras, principalmente quando se compara Poirot com outro detetive famoso, Sherlock Holmes. Uma questão de estilo. Enquanto sir Arthur Conan Doyle faz do raciocínio de Holmes a mola-mestra para suas histórias, Agatha Christie tem como ponto forte a construção dos personagens. A ponto de suas histórias sempre terem uma aristocrata, um indiano (ou alguém que esteve na Índia) e uma referência a veneno. Branagh respeita e reverencia isso no filme. Mas também acrescenta elementos próprios, como o grand-finale que lembra a santa ceia de Jesus Cristo. Isso o credencia a, eventualmente, comandar uma nova aventura de Poirot – ‘Assassinato no Expresso do Oriente’ contém uma referência a ‘Morte sobre o Nilo’, outro dos grandes sucessos de Agatha Christie. Poirot, até que demorou, foi redescoberto como  potencial protagonista de uma franquia para o cinema.

‘Liga da Justiça’ estreia hoje e tem duas missões

15 novembro, 2017 às 10:52  |  por Lycio Vellozo Ribas

‘Liga da Justiça’, que estreia nesta quarta-feira (15) em Curitiba, acusou a bomba em que ‘Batman vs Supeman: A Origem da Justiça’ se tornou. Primeiro, por causa da pressa: a junção dos poderosos heróis da DC Comics chega aos cinemas um ano e meio após o filme antecessor. Filmes-sequência nunca são lançados num prazo tão curto – a exceção é a saga ‘O Senhor dos Aneis’, mas isso ocorreu porque os três longas foram feitos todos de uma só vez. Segundo, porque ‘Liga da Justiça’ tenta valorizar ‘Batman vs Superman’, com várias referências até em pequenos detalhes, além de trazer vários coadjuvantes de volta, como a jornalista Lois Lane e o mordomo Alfred.

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‘Liga da Justiça’, por sinal, tem lá seu momento ‘Senhor dos Aneis’. A trama que movimenta o filme dos super-heróis existe porque, séculos antes, amazonas, atlantes e humanos lutaram contra um inimigo em comum – o vilão Lobo da Estepe – que cobiça um objeto de poder incalculável – no caso, três caixas-maternas, uma espécie de computadores-vivos. Ao derrotar esse inimigo em comum, amazonas, atlantes e humanos levam as caixas-maternas e as escondem. Mas o inimigo ressurge após muitos e muitos anos e quer recuperar os artefatos para dominar o mundo (parece elfos, anões e humanos contra o detentor do “um anel”?).

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‘Liga da Justiça’ começa onde terminou ‘Batman vs Supeman’, com o mundo chorando a morte do Homem de Aço (esse spoiler prescreveu) e o Batman achando que ele – e qualquer outro com poderes especiais – será necessário numa batalha que ainda pode estar por vir. Ele já havia deduzido isso no filme anterior e a certeza aumenta depois que enfrenta um parademônio em Gotham City. Batman contacta a amazona Diana Prince (A Mulher-Maravilha) e ambos vão atrás do “morto-vivo” Victor Stone, do escondido Barry Allen e do misterioso Arthur Curry. Stone, o Ciborgue, teve o corpo reconstituído com peças metálicas (graças a uma das três caixas-maternas) e pode acessar qualquer tipo de tecnologia. Allen, o Flash, possui supervelocidade. E Curry, o Aquaman, é um atlante, capaz de se comunicar com as águas e a vida marinha. Juntos, os heróis terão como missão salvar o Mundo, algo que nenhum deles poderia fazer sozinho. Batman, claro, lamenta a ausência do Superman…

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‘Liga da Justiça’ possui outra missão: ressaltar o que ‘Batman vs Superman’ tinha de bom (heróis superpoderosos unidos) e esconder o que tinha de ruim. O clima 100% soturno do primeiro filme deu lugar a momentos de bom humor – a mudança de tom teve ligação direta com a troca do diretor Zack Snyder por Joss Whedon, de ‘Os Vingadores’. Por outro lado, há um antagonista que não é lá essas maravilhas. O Lobo da Estepe nem sequer é um vilão bem cotado nos quadrinhos da DC Comics. Suas ambições parecem coisa de dominador do século 20 – no universo da editora, Darkseid seria o oponente ideal e há indícios que ele pode aparecer em um futuro filme. Em ‘Liga’, a única função do Lobo da Estepe é ser a cola que liga heróis que não necessariamente se toleram. Aliás, esse é um dos grandes méritos do filme: ensinar como pessoas aparentemente incompatíveis podem vir a trabalhar em equipe. Batman (Ben Affleck) é a cabeça pensante. Mulher-Maravilha (Gal Gadot) vira a líder de campo. O Ciborgue (Ray Fisher), a ferramenta perfeita. Aquaman (Jason Momoa) assume um lado guerreiro que não tinha antes. Cabe ao Flash (Ezra Miller) ser o escape cômico, embora algumas situações soem forçadas; até o sombrio Batman tem lá suas tiradas.

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‘Liga da Justiça’ não para por aí. O epílogo indica que a equipe pode crescer – provavelmente com algum Lanterna Verde, já que esses heróis intergalácticos aparecem de relance. Aliás, uma cena de um dos trailers, em que o mordomo Alfred (Jerey Irons) conversa com um misterioso visitante (internautas especularam que seria um Lanterna Verde), não aparece no filme. E há duas cenas pós-créditos: uma, de tom cômico. Outra, indicando uma continuação.

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‘Blade Runner 2049’ e os vínculos com o filme original

5 outubro, 2017 às 18:00  |  por Lycio Vellozo Ribas

‘Blade Runner – O Caçador de Androides’ foi um sucesso tardio. Quando lançado, em 1982, o visual carregado e o tom pessimista contrastavam demais com outras produções de ficção científica da época, como ‘ET’ e a saga ‘Star Wars’. Para piorar, a produção foi um balaio de brigas entre diretor, produtores e atores. Além disso, o ator Harrison Ford sempre criticou o personagem Rick Deckard e jamais o valorizava, ao contrário do que fazia com Indiana Jones e Han Solo, seus papéis mais famosos no cinema e que estavam em alta naquela época. Mas ‘Blade Runner’ foi redescoberto quando lançado em vídeo e tornou-se cult. E Deckard voltou à telona anos depois, a exemplo de Indiana Jones e Han Solo. Ele está em ‘Blade Runner 2049’, que estreia nesta quinta-feira (5/10) em Curitiba.

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O primeiro Blade Runner se passava no ano de 2019 e mostrava um futuro distópico, com o planeta Terra semidevastado e habitado apenas pela escória e por androides replicantes – os quais eram caçados pelos Blade Runners, força da qual Deckard fazia parte. O filme se desenrola em meio a uma Los Angeles noir e termina com Deckard indo embora (não diz para onde) com uma das replicantes, Rachael (Sean Young), que, segundo ele, era “diferente” (esse spoiler prescreveu). O planeta Terra está atualmente em 2017 e, felizmente, não está nem perto dessa realidade, mas isso é outra história.

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Como o próprio nome indica, ‘Blade Runner 2049’ salta 30 anos no futuro – na realidade do filme de 1982, obviamente. A corporação que construía os replicantes faliu, houve um blecaute monstruoso que zicou quase todos os dados digitais e o espólio foi adquirido por um misterioso sr. Wallace, um milionário do ramo da agricultura sintética. Os caçadores de androides, contudo, ainda existem. E o protagonista não é mais Harrison Ford. O posto pertence a um outro Blade Runner, K, interpretado por Ryan Gosling. Depois de “aposentar” (um eufemismo para exterminar) um replicante em uma fazenda nos arredores de Los Angeles, o caçador se depara com um problema: ao que tudo indica, uma replicante deu à luz uma criança humana, ainda no ano de 2021. Contudo, ela não sobreviveu ao parto e foi enterrada perto de uma árvore. Segue-se a partir daí uma corrida para encontrar essa criança. Por um lado, sua existência põe em xeque a estrutura social da ainda mais decadente Los Angeles. Por outro, ela é de grande interesse para Wallace (Jared Leto), que enxerga ali uma oportunidade para catapultar a demanda por replicantes de uma forma jamais vista. K faz uma busca por conta própria e descobre que Deckard pode ter as respostas. Mas não é o único a ir atrás do antigo caçador.

‘Blade Runner 2049’ presta grande reverência ao filme original, mas a história flerta também com elementos de ‘Minority Report’ – também escrita originalmente por Philip K. Dick, cujo conto ‘Os Androides sonham com ovelhas elétricas’ foi a base para o roteiro do primeiro ‘Blade Runner’. K tenta encontrar respostas ao mesmo tempo em que é caçado pelas autoridades vigentes, tem em um holograma (Joy, interpretada por Ana de Almas) seu único desafogo e possui uma lembrança específica que o atormenta. Ao mesmo tempo, o filme acena o tempo todo com uma dúvida: K é um replicante? Ou K é um humano? A pergunta “quem sou eu e qual meu papel no mundo?”, que norteou o filme original, acaba sendo o maior vínculo com o filme novo.

‘Kingsman 2 – O Círculo Dourado’ tenta ser maior que o antecessor

27 setembro, 2017 às 22:58  |  por Lycio Vellozo Ribas

‘Kingsman – Serviço Secreto’, de 2014, parecia ser apenas mais um filme de espionagem. Mas mostrou bons personagens, um roteiro divertido e uma abordagem britanicamente fleumática. Como arrecadou US$ 400 milhões em bilheteria pelo mundo, trouxe a reboque uma continuação, ‘Kingsman 2 – O Círculo Dourado’, que estreia nesta quinta-feira (28).

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Como admitiu o diretor Matthew Vaughn, a continuação tinha que ser maior. E foi, ao menos em termos de elenco. O primeiro filme tinha os britânicos Colin Firth, Michael Caine, Mark Strong e o novato Taron Egerton no papel principal, além do norte-americano Samuel L. Jackson no papel do vilão. A continuação traz os norte-americanos Channing Tatum, Halle Berry, Jeff Bridges e Juliane Moore.

Faz sentido ter esses atores no elenco porque ‘Kingsman 2 – O Círculo Dourado’ traz não apenas os Kingsman, que usam uma alfaiataria como fachada, mas também os Statesmen, uma versão norte-americana dos Kingsmen. A fachada é uma destilaria de bebidas alcoólicas no sul dos EUA. Mais americano, impossível. E os nomes dos agentes são nomes de bebidas, como Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal) e Ginger (Halle Berry), comandados por Champagne, ou Champ (Jeff Bridges). Vaughn também usou outros ícones americanos, como a típica dona de casa dos anos 1950. Só que nesse caso ela é a vilã, Poppy, vivida por Julianne Moore.

A inclusão dos norte-americanos dá um tom mais ao estilo dos filmes de Burt Reynolds, em contraponto à aura de James Bond dos britânicos no filme. É, possivelmente, a grande sacada da sequência. Afinal, a história caminha da mesma maneira que o filme anterior – além de resolver o mistério em torno do personagem de Colin Firth. Não é um problema. “Se você faz tudo igual, todo mundo diz que é uma repetição, se faz muito diferente, dizem que não tem nada a ver com o original”, declarou o diretor.

‘Tomb Raider – A Origem’ ganha 1º trailer legendado

20 setembro, 2017 às 22:25  |  por Lycio Vellozo Ribas

A Warner Bros. Pictures divulgou nesta quarta-feira (20) o primeiro trailer legendado de ‘Tomb Raider – A Origem’. O trailer traz diversas cenas de ação de Lara Croft, interpretada pela atriz Alicia Vikander. Com direção de Roar Uthaug, o longa mostra como Lara Croft, uma estudante  inglesa sem propósito na vida, se tornou a famosa aventureira.

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Lara Croft é a filha de um excêntrico aventureiro que desapareceu quando ela mal tinha chegado à adolescência. Agora, uma jovem de 21 anos sem nenhum foco ou propósito na vida, Lara faz entregas de bicicleta nas caóticas ruas de Londres, ganhando apenas o suficiente para pagar o aluguel, e cursa a faculdade, raramente conseguindo ir às aulas.

Determinada a forjar seu próprio caminho, ela se recusa a tomar as rédeas do império global de seu pai com a mesma convicção com que rejeita a ideia de que ele realmente se foi. Aconselhada a enfrentar os fatos e seguir em frente depois de sete anos sem seu pai, Lara busca resolver o misterioso quebra-cabeças de sua morte, mesmo que nem ela consiga entender a sua motivação. Resolve deixar tudo para trás em busca do último destino em que ele foi visto: um lendário túmulo em uma mítica ilha possivelmente localizada ao longo da costa do Japão. Mas sua missão não será fácil, já que a jornada para a ilha será traiçoeira. Se sobreviver aos perigos, ela pode encontrar um propósito para sua vida e tornar-se digna do nome Tomb Raider.

A personagem, oriunda dos jogos de videogame, ganhou dois filmes já em sua fase adulta. Foi interpretada pela pela atriz Angelina Jolie.

A estreia nos cinemas brasileiros deve ocorrer em 15 de março de 2018.

 

 

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