Arquivo de September, 2008

Os Reis da Rua

30 September, 2008
17:56

Se existisse uma versão americana de Tropa de Elite, Os Reis da Rua seria a opção mais próxima da temática tratada na produção brasileira. Aqui Keanu Reeves (acima do peso) é Tom, um policial violento e agressivo, que costuma resolver suas ocorrências dando fim aos bandidos.

Ele conta com o apoio e a cobertura de Forest Whitaker, chefe de polícia com trânsito livre na alta sociedade e com apoio irrestrito da maioria dos policiais de sua divisão.

Porém, quando Tom e acaba matando dois supostos traficantes – que anteriormente teriam matado seu parceiro – suas investigações apontam para uma série de crimes e irregularidades tendo como autores seus colegas de trabalho.

Os Reis da Rua é um bom filme policial, com uma trama previsível, mas com ação e entretenimento garantidos por uma hora e meia. Apesar do pouco sucesso que fez, é uma boa pedida.

Nota 7,0.

 

Sindicatos querem diminuir festivais no país

30 September, 2008
17:38

Uma das formas de exibição e distribuição com maior apoio por parte dos realizadores, os festivais estão na mira dos sindicatos dos produtores.

A entidade está planejando elaborar uma lista com os eventos mais respeitados do cinema brasileiro, ratificando uma espécide selo de qualidade, para onde os cineastas podem enviar os seus filmes. Os festivais de Brasília, Gramado, Paulínea (SP), Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza despontam como os mais importantes desta lista.

“O Brasil gastou neste ano mais de R$ 70 milhões nesses eventos, dinheiro captado por lei de incentivo que poderia ter sido investido em dezenas de filmes”, afirma o produtor Luiz Carlos Barreto. “É uma verdadeira indústria e uma concorrência predatória com os cineastas.”

Levantamento da entidade mostra que há mais de 40 festivais, “alguns até em cidades ribeirinhas do Amazonas”. “Temos que acabar com essa farra. Não podemos apoiar qualquer biboca por aí”, diz Barreto.

 

Controle Absoluto também lidera por aqui

30 September, 2008
17:29

Foi por pouco, mas com uma diferença de R$ 50 mil, Controle Absoluto assumiu a liderança nas bilheterias brasileiras no último final de semana. O longa estrelado por Shia Labeouf faturou R$ 861 mil em sua estréia e jogou para a segunda posição o líder da semana passada Mamma Mia!, que faturou mais R$ 814 mil.

Ensaio Sobre a Cegueira, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, ficou com a terceira posição, com renda de R$ 751 mil.

Casa da Mãe Joana ficou em quarto, com R$ 639 mil e Missão Babilõnia (qu ainda não estreiou em Curitiba) ficou com a quinta posição, faturando mais R$ 449 mil.

 

Controle Absoluto lidera bilheterias nos EUA

29 September, 2008
17:42

Shia Labeouf está mesmo com o moral alto. Sua mais nova produção Controle absoluto estreiou na liderança das bilheterias norte-americanas, faturando US$ 29,2 milhões neste final de semana.

O romance Noites de Tormenta, estrelado por Richard Gere e Diane Lane ficou na segunda posição, bem atrás, com uma arrecadação de US$ 13,6 milhões. O Vizinho, com Samuel L. Jackson, líder da semana anterior ficou na terceira posição, com US$ 7 milhões.

O filme independente “Fireproof” (ainda sem título no Brasil) ficou em quarto com US$ 6,5 milhões. Queime Depois de Ler, em sua terceira semana em cartaz, ficou n quinta com posição arrecadando mais US$ 6,1 milhões.

 

Mostra de cinema espanhol

29 September, 2008
17:19

De quarta-feira (1º) a domingo (5), a Cinemateca de Curitiba exibe, na sessão das 20h, filmes espanhóis produzidos entre 2006 e 2007. Todas legendadas em português, as obras integram a Mostra do Cinema Atual Espanhol, uma realização da Embaixada da Espanha no Brasil. A entrada é franca.

Confira a programação:
01/10 – Um Franco, 14 Pesetas
02/10 – Azul Escuro Quase Preto
03/10 – O Melhor de Mim
04/10 – Eu Sou a Juani
05/10 – Salvador / Tua Vida em 65′

 

Alfred Hitchcock na Cinemateca

29 September, 2008
16:39

Nesta terça-feira (30), a Cinemateca da Curitiba estará recebendo as inscrições dos interessados em participar do curso Leituras de Alfred Hitchcock, que acontece nos dias 8 e 9 de outubro, sob a orientação de Paulo Biscaia Filho. Serão ofertadas 30 vagas, com inscrições gratuitas que devem ser efetuadas das 9h às 12h e das 14h às 18h30. Informações pelo telefone (41) 3321-3252.

 

Morre o ator Paul Newman

27 September, 2008
15:04

O ator Paul Newman morreu na noite de ontem (26) aos 83 anos, informou a porta-voz do lendário artista, Marni Tomljanovic, hoje (27). Newman sofria de câncer. Indicado 10 vezes para receber o Oscar, Newman levou a estatueta de melhor ator em 1987 pelo filme “A Cor do Dinheiro”, além de dois outros prêmios honorários.

Com “Gata em Teto de Zinco Quente” e “O Mercador de Almas”, Newman se tornou o novo astro de Hollywood no fim dos anos 50 e virou um líder de bilheterias da década seguinte. Na década de 60, estreou o mega sucesso de crítica e bilheteria mundial Butch Cassidy, contracenando com Robert Redford.

 

Entrevista com o ator Shia Labeouf

26 September, 2008
11:22

Ele é o novo queridinho de Steven Spielberg e pode ser visto em sucessos como Transformers e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. E a partir dessa sexta-feira pode ser visto também em Contole Absoluto, que estréia nos cinemas.

Assista uma entrevista exclusiva de Jânio Nazareth com Shia Labeouf.

 

Angelina Jolie vira boneca de brinquedo

26 September, 2008
11:01

Que tal ter a atriz Angelina Jolie, no seu quarto, olhando o tempo todo pra você. Se depender da criação do artista Noel Cruz, isso é possível.

Ele pegou uma boneca normal, tirou todas as roupas, pintura e cabelos e recriou a imagem de Angelina de maneira perfeita. Basta saber se alguém compra a idéia e inicia a fabricação em massa. Alguma dúvida que venderia?

 

Um Beijo Roubado

25 September, 2008
16:18

Um Beijo Roubado não foge ao perfil habitual dos filmes de Wong Kar Wai (2046 – Os Segredos dos Amor, Amor à Flor da Pele). As cores fortes e vibrantes, o ritmo acelerado da metrópole entremeando a vida dos personagens entre uma cena e outra e a presença marcante de sensações como ausência e solidão tem se tornado um referencial comum em suas produções.

Embora os destinos dos personagens se cruzem eles não são suficientes para mudar os rumos de suas vidas. É longe dos olhos, na solidão e na ausência que acontecem as transformações. Pequenas, é bem verdade. Mas não por isso menos significativas ou substanciais.

O papel de fio condutor da trama cabe a Elizabeth (Norah Jones) um jovem em busca de resoluções para os seus problemas interiores que parte em uma viagem pela América. Junto consigo ela carrega uma pesada carga de incertezas e o sonho de juntar algum dinheiro para comprar um carro. Pelo caminho ela conhece pessoas como o alcoólatra Arnie, numa excelente interpretação de David Strathairn (Boa Noite e Boa Sorte), e sua ex-mulher Sue Lynne (Rachel Weisz, de O Jardineiro Fiel) ou a inveterada jogadora de pôquer Leslie (Natalie Portman, de A Outra).



Elizabeth não é a responsável pelo que vem a seguir em seus destinos. No entanto é o seu destino, o seu caminho incerto que passa a ser definido através de suas novas experiências. E é através delas que molda sua nova personalidade, tornando-se alguém mais segura de si, porém ainda repleta de questionamentos.

Embora estreante nas telonas, a cantora Norah Jones – que também participa da bela e suave trilha sonora do filme – não compromete. Embora seja a atriz principal, são os coadjuvantes – Rachel Weisz, Natalie Portman e David Strathairn – que brilham com mais intensidade, em cenas longas e carregadas de uma forte carga emocional (e isso é muito bem ilustrado na cena em que Arnie admite seu alcoolismo, mostrando suas fichas na mesa do bar). Jeremy (Jude Law), o proprietário de um bar de Nova York completa o elenco de boas atuações da produção e sua naturalidade no papel também merece destaque.

Co-produção entre China e França, Um Beijo Roubado consegue unir ainda características do cinema dos dois países, como a parcimônia e o simbolismo do cinema oriental, com o diálogo intelectual e os movimentos de câmera quase que experimentais do cinema francês (do bom cinema francês, não do atual).

Por isso, não espere por um filme convencional, bem delineado e perfeitinho para os padrões de manuais de roteiro norte-americanos. Aqui há espaço para algumas ousadias e há uma permissividade de experimentação, de tentativas, de erros e acertos. Felizmente, no balanço final, há mais acertos do que erros. E como brinde ainda nos são oferecidos alguns momentos de reflexão bastante interessantes. Afinal de nada adianta a percepção de tantas mudanças se não houver espaço para que nós mesmos possamos pensar em colocar em ordem algumas questões mal-resolvidas.

Nota 8,0.

 

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