Arquivo de outubro, 2008

Reynaldo Gianecchini Entre Lençóis

24 outubro, 2008
14:36

Se o filme será bom ou ruim ninguém sabe. O fato é que já está fazendo sucesso na internet o trailer da produção brasileira “Entre Lençois”, que estréia no dia 05 de dezembro.

No filme o galã Reynaldo Gianecchini contracena com a atriz Paola Oliveira em diversas cenas picantes, num filme que tem boa parte de sua trama, como diz o próprio nome, se passando em cima de uma cama.

Será sucesso ou é apenas mais um pretexto para cenas de sexo? Tirem as suas conclusões conferindo o trailer abaixo.

 

Tudo sobre Última Parada 174

24 outubro, 2008
11:56

Nesta sexta-feira estreía nos cinemas de todo o país o filme Última Parada 174, candidato brasileiro a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Dirigido por Bruno Barreto (Bossa Nova), o filme traz a história real do sequestro do ônibus 174, ocorrido no Rio de Janeiro em 2000.

No Portal de Cinema você confere uma entrevista com o diretor Bruno Barreto, a ficha técina e a crítica do filme.

 

Busca Implacável

23 outubro, 2008
19:28

À primeira vista pode parecer estranho ver Liam Neeson à frente de um filme de ação, distribuindo socos e pontapés, e lutando contra uma rede de prostituição internacional. Parace um papel que caberia melhor a atores como Vin Diesel, Steven Seagal ou qualquer outro do gênero.

A verdade é que ele não compromete. No entanto está longe de se tornar uma nova referência nesse tipo de filme. Busca Implacável tem um bom roteiro e um ritmo interessante.

Embora pareçam um pouco absurda as situações pelas o quais o devotado pai passa para recuperar sua filha, a produção garante aquilo a que se preza: entretenimento.

É interessante notar como a França evoluiu neste gênero. Grande parte dos filmes de ação ou policiais naquele estilo “americano”, tão comum nos anos 90, tem vindo da terra de Jean-Luc Godard. Quem diria não?

Nota 7,0.

 

Entrevista com Bráulio Mantovani

23 outubro, 2008
12:04

“Quando Degas disse a Mallarmé que tinha muitas idéias para escrever poemas, mas não conseguia escrever nenhum, o poeta respondeu: “Um poema não se faz com idéias, mas com palavras” (citei de memória, mas a idéia é essa). Troque conceito por idéia e você tem a resposta. Um conceito ou uma idéia podem resultar em bons ou maus roteiros. Eu não teria escrito o roteiro que escrevi sem o conceito do Bruno. E ele não teria feito o filme que fez sem o meu roteiro”.

Confira uma entrevista com o competente roteirista brasileiro Bráulio Mantovani (Cidade de Deus e Última Parada 174) publicada no UOL. Vale um clique

 

Semana de Cinema Japonês no Cine Luz

22 outubro, 2008
17:20

Até o próximo domingo (26) acontece no Cine Luz a Semana do Cinema Japonês dos anos 90, realização do Consulado Geral do Japão no Paraná e Cinemateca de Curitiba. Todos os filmes da mostra têm entrada franca. Nesta quarta (22), às 15h30, a atração é “Meus Filhos”. Às 17h45, “Época de garoto“. E às 20h,  “O amor de Nabbie“.

 

A Caçada – Uma reflexão sobre jornalismo e jornalistas

22 outubro, 2008
10:05

Nesses anos de jornalismo tive a oportunidade de conhecer todo tipo de profissional. Os subservientes, que se limitam seguir as regras do jogo; os carregadores de piano, que se ocupam em trabalhar e fazer a engrenagem funcionar enquanto o jogo acontece; os suicidas, que ousam desafiar as regras do jogo; os persistentes, que insistem em discutir as regras para que se tornem mais justas; os revoltados, que criticam sem argumentos e, quando os tem, não tem coragem de publicá-los. E tantos outros que poderia elencar por vários parágrafos. Os exemplos não se resumem ao jornalismo. Certamente na sua profissão também caberiam como uma luva.

Jornalistas não são melhores, nem piores do que nenhum um outro profissional. Sua influência no dia a dia da população pode ser grande, mas não é maior do que a de um advogado ou de um médico, por exemplo. Sem demérito, de que adianta um jornalista descobrir que uma lei não está sendo cumprida, se há um advogado, ou todo um sistema jurídico por trás, que não está em busca da verdade, mas apenas se presta a provar uma versão? De que adianta um jornalista apontar uma irregularidade na área de saúde, se há um sistema nos bastidores que premia o médico que economiza em uma cirurgia, mesmo que isso signifique uma recuperação mais lenta de um paciente? E de que adianta médicos e advogados agirem de maneira ética e profissional, se a imprensa vira as costas e insiste em se voltar para a mais recente crise histérica da Britney Spears ou para algum novo escândalo envolvendo a Amy Winehouse?

Simon Hunt (Richard Gere) não é nenhum herói, nem tampouco algum tipo de exemplo. Ele é o estereótipo fiel do jornalista que acostumamos a ver nos cinemas. Totalmente despreocupado consigo mesmo, bebendo em excesso, caminhando no limite entre a ética e a ilegalidade, cheio de dívidas e sem oportunidade de levar ao público as verdades que conhece pelo caminho. Deve haver pelo menos uma dezena de filmes em que essa descrição caberia para o personagem “jornalista” retratado no cinema (Aliás aqui cabe algumas perguntas: somos mesmo assim? O que fizemos para que nos vissem dessa maneira? E se não somos assim, como somos?).

Mas há méritos em A Caçada. E, talvez, o maior deles, seja proporcionar essa reflexão dos limites entre a ética e o interesse público, entre a responsabilidade e a total insensatez, entre a vida pessoal e a vida pública, entre a verdade e a mentira, não só da profissão, mas da política e de todo um sistema organizacional de poder que teima em por à prova todos aqueles que pendem para qualquer um dos lados da linha.

Em A Caçada tudo isso é mostrado de maneira simplista, previsível, ingênua até. Mas quem disse que o objetivo é ser levado a sério ou ser fiel a uma história trágica, como a da guerra da Bósnia? E é justamente esse desprendimento, essa certeza de que é mais importante transmitir uma mensagem do que elaborar um roteiro mirabolante, cheio de explosões ou reviravoltas absurdas, é que torna a produção dirigida por Richard Shepard (do também muito bom O Matador) tão agradável e, ao mesmo tempo, tão rica em informações.

Regras são transgredidas em prol de um interesse público, de um público que não está interessado em mudar seus próprios valores, que são ditados e coagidos por organismos de poder tão corrompidos que fica difícil perceber quem são mesmo os caras malvados. Eximir o público e a mídia da alimentação deste círculo vicioso é tão improvável quanto separar os dois lados de uma moeda.

Mas enquanto o jornalismo ficar reduzido a anexo de departamentos comerciais, órgão oficial de grandes corporações ou mera opção de entretenimento na TV, em nenhum momento “o fato em primeiro lugar” será respeitado. Pois no show business apenas uma regra é seguida à risca: “o show tem que continuar”, custe o que custar.

Não espero que o jornalismo sirva apenas para apontar mocinhos ou bandidos, ou se torne mero reflexo dos fatos que presencia no dia a dia. Até porque mocinhos ou bandidos não existem e os fatos nos mostram que mesmo o pior dos caracteres é capaz de rompantes de bondade de fazer Madre Teresa de Calcutá sorrir de alegria. Onde quero chegar com tudo isso então?

Se você em sua leitura chegou até esse último parágrafo espero que possa aproveitar algo de útil dos oito parágrafos anteriores. Que você ao menos possa refletir sobre o assunto e, quem sabe, quando estiver outra vez diante de um limite você possa decidir por escolher o lado certo. Ainda que ele pareça certo apenas para o seu coração. Afinal, é sempre muito mais fácil julgar qualquer decisão tomada do que encarar qualquer novo caminho quando não se conhece o seu final.

Nota 8,0

 

Diário dos Mortos

21 outubro, 2008
18:30

George A. Romero dedicou grande parte de sua vida para levas às telas as histórias dos zumbis e mortos-vivos que habitam o seu imaginário. Sempre com qualidade, sempre com uma forte crítica social como pano de fundo e buscando a sua reinvenção.

Em Diário dos Mortos ele prova mais uma vez que o tem ainda não se esgotou. Pelo menos para ele. E se inova em utilizar uma linguagem moderna, a câmera tremida e o tom documental da produção, derrapa em uma edição cansativa e uma narração apagada, que torna o filme quase que insuportável em sua metade.

Seus zumbis continuam inexplicáveis, surgindo do nada e indo também para o nada. Mas algumas boas refelexões dos personagens centrais – um grupo de jovens estudantes de cinema – um final completamente aberto e linha tênue entre a redenção e a descrença completa no ser humano fazem com que o filme valha a pena.

Uma boa pedida para os fãs do gênero e também para aqueles que forem assistir sem esperar muita coisa. Embora fraco, há um pouco de George Romero reconhecido em muitas cenas. E, só isso, já vale a pena.

Nota 6,0.

 

67 filmes disputam o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

21 outubro, 2008
14:24

A Academia de Artes Cinematográficas acaba de divulgar a lista dos países que se inscreveram para o disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na cerimônia de 2009. Ao todo, 67 filmes disputam o prêmio.

O representante brasileiro é Última Parada 174, de Bruno Barreto, que estréia nesta sexta-feira nos cinemas nacionais.

Confira a lista completa:
Afeganistão, Opium War, de Siddiq Barmak
África do Sul, Jerusalema, de Ralph Ziman
Albânia, The Sorrow of Mrs. Schneider, de Piro Milkani e Eno Milkani
Alemanha, The Baader Meinhof Complex, de Uli Edel
Argélia, Masquerades, de Lyes Salem
Argentina, Lion’s Den, de Pablo Trapero
Áustria, Revanche, de Gotz Spielmann
Azerbaijão, Fortress, de Shamil Nacafzada
Bangladesh, Aha!, de Enamul Karim Nirjhar
Bélgica, Eldorado, de Bouli Lanners
Bosnia e Herzegovina, Snow, de Aida Begic
Brasil, Última Parada 174, Bruno Barreto
Bulgária, Zift, de Javor Gardev
Canadá, The Necessities of Life, de Benoit Pilon
Cazaquistão, Tulpan, de Sergey Dvortsevoy
Chile, Tony Manero, de Pablo Larrain
China, Dream Weavers, de Jun Gu
Colômbia, Dog Eat Dog, de Carlos Moreno
Coréia do Sul, Crossing, de Tae-kyun Kim
Croácia, No One’s Son, de Arsen Anton Ostojic
Dinamarca, Worlds Apart, de Niels Arden Oplev
Egito, The Island, de Sherif Arafa
Eslováquia, Blind Loves, de Juraj Lehotsky
Eslovênia, Rooster’s Breakfast, de Marko Nabersnik
Espanha, The Blind Sunflowers, de Jose Luis Cuerda
Estônia, I Was Here, de Rene Vilbre
Filipinas, Ploning, de Dante Nico Garcia
Finlândia, The Home of Dark Butterflies, de Dome Karukoski
França, The Class, de Laurent Cantet
Geórgia, Mediator, de Dito Tsintsadze
Grécia, Correction, de Thanos Anastopoulos
Holanda, Dunya & Desie, de Dana Nechushtan
Hong Kong, Painted Skin, de Gordon Chan
Hungria, Iska’s Journey, de Csaba Bollok
Islândia, White Night Wedding, de Baltasar Kormakur
Índia, Taare Zameen Par, de Aamir Khan
Irã, The Song of Sparrows, de Majid Majidi
Israel, Waltz with Bashir, de Ari Folman
Itália, Gomorra, de Matteo Garrone
Japão, Departures, de Yojiro Takita
Jordânia, Captain Abu Raed, de Amin Matalqa
Letônia, Defenders of Riga, de Aigars Grauba
Líbano, Under the Bombs, de Philippe Aractingi
Lituânia, Loss, de Maris Martinsons
Luxemburgo, Nuits d’Arabie, de Paul Kieffer
Macedônia, I’m from Titov Veles, de Teona Strugar Mitevska
México, Tear This Heart Out, de Roberto Sneider
Marrocos, Goodbye Mothers, de Mohamed Ismail
Noruega, O’Horten, de Bent Hamer
Palestina, Salt of This Sea, de Annemarie Jacir
Polônia, Tricks, de Andrzej Jakimowski
Portugal, Our Beloved Month of August, de Miguel Gomes
Quirguistão, Heavens Blue, de Marie Jaoul de Poncheville
Reino Unido, Hope Eternal, de Karl Francis
República Tcheca, The Karamazovs, de Petr Zelenka
Romênia, The Rest Is Silence, de Nae Caranfil
Rússia, Mermaid, de Anna Melikyan
Sérvia, The Tour, de Goran Markovic
Singapura, My Magic, de Eric Khoo
Suécia, Everlasting Moments, de Jan Troell
Suíça, The Friend, de Micha Lewinsky
Taiwan, Cape No. 7, de Te-Sheng Wei
Tailândia, Love of Siam, de Chookiat Sakveerakul
Turquia, 3 Monkeys, de Nuri Bilge Ceylan
Ucrânia, Illusion of Fear, de Aleksandr Kiriyenko
Uruguai, Kill Them All, de Esteban Schroeder
Venezuela, The Color of Fame, de Alejandro Bellame Palácios

A informação é do site Omelete.

 

O Rei do Cinema na Livraria Curitiba

21 outubro, 2008
11:19

Nesta terça-feira acontece o lançamento do livro “O Rei do Cinema”, bate-papo e sessão de autógrafos com o jornalista Toninho Vaz.

A obra conta a história de Luiz Severiano Ribeiro, o homem que construiu a maior rede de cinemas do Brasil nos anos de 1930, 1940 e 1950 e foi responsável por verdadeiras maravilhas arquitetônicas no Rio de Janeiro, Fortaleza e Vitória.

O evento acontece na Livrarias Curitiba do Shopping Estação, a partir das 19h30.

 

Encarnação do Demônio

20 outubro, 2008
18:10

Quem imagina que o passar dos anos poderia enferrujar José Mojica Marins ou torná-lo ultrapassado no gênero terror da atualidade, pode ter certeza que ao ver Encarnação do Demônio mudará completamente de opinião.

Zé do Caixão é impiedoso em sua volta e caminha com a mesma desenvoltura de trinta anos atrás, entre cenas extremamente violentas de tortura, frases reflexivas que caberiam num drama mais sério e um bom humor pontuado por sua personalidade inconfundível.

O cenário também é outro. O clima pacato de cidade interiorana dá lugar à movimentada metrópole São Paulo. Ainda assim ele consegue demonstrar o seu apreço pela inocência e apontar problemas sociais como crianças cheirando cola ou a violência policial.

Vale a pena conferir também o esmerado trabalho feito pela direção de arte e cenografia, além da trilha de André Abujamra e Marcio Nigro, que colaboram, e muito, para criar um clima aterrorizante, valorizando a produção.

Encarnação do Demônio é, sem dúvida, um dos melhores filmes de sua carreira e mostra o quanto mais Mojica poderia ter feito se tivesse, como teve agora, uma estrutura de produção à sua volta. Felizmente, mesmo aos 72 anos, ele não dá mostras de querer parar.

Nota 9,0.

 

« Página Anterior - Próxima Página »