Arquivo de fevereiro, 2010

Cinema de graça até o final de 2010

17 fevereiro, 2010
21:24

A Rede Cinemark entra no clima da premiação do Oscar 2010 e realiza o já tradicional concurso cultural Cinemaníacos no site www.cinemark.com.br. Para participar, o internauta precisa se cadastrar no site e dar seu palpite sobre os possíveis vencedores da estatueta em 16 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Filme de Animação, Melhor Música Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Montagem, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais.

Os quatro participantes com maior número de acertos e que tiverem respondido primeiro ao questionário receberão uma carteirinha de passe livre da Rede Cinemark, ganhando acesso a todas as salas do país (exceto Shopping Iguatemi SP e Salas Cinemark Bradesco Prime Cidade Jardim) até dezembro de 2010. O concurso cultural termina em 7 de março, às 18h, e o resultado será divulgado no dia seguinte.

 

Baixe filmes antigos e raridades de domínio público

16 fevereiro, 2010
19:03

Se você é cinéfilo e gosta de conhecer filme raros e antigos vai gostar de visitar estes dois links. Tratam-se de dois sites especializados em filmes clássicos e antigos que já caíram em domínio público. Ou seja, você pode baixá-los legalmente. Excelente pedida para encontrar aqueles filmes que não estão disponíveis em DVD.

Public Domain Torrents – link para filmes no formato torrent. Se você não possui nenhum programa compartilhador de arquivos recomendo o BitComet.
The Entertainment Magazine Free Movies – link para o site que disponibiliza centenas de filmes antigos ordenados por gêneros.

Vale lembrar que todos os filmes estão em suas versões originais e não possuem legendas em português. Lembramos também que o Portal de Cinema e o Bem Paraná não incentivam a pirataria de filmes em DVD ou Blu-ray.

 

Promoção Alice no País das Maravilhas

15 fevereiro, 2010
12:57

A Rede Cinemark lançou a Promoção Alice no País das Maravilhas no site www.cinemark.com.br e levará o vencedor para assistir à pré-estreia oficial do filme em Londres, no dia 25 de fevereiro. Para participar, o internauta deverá responder a cinco questões de múltipla escolha sobre o longa-metragem e a seguinte questão dissertativa: “Com qual personagem do país das maravilhas você mais se parece e por quê?”.

O participante que obtiver mais acertos e inventar a resposta mais criativa ganhará uma viagem para Londres – com direito a um acompanhante -, com passagens, hospedagem e passeios inclusos, além de um “Chá da Tarde do Chapeleiro Maluco”, na Fortum Manson. As respostas serão avaliadas por profissionais da Cinemark e da Buena Vista Internacional, a distribuidora do filme.

A promoção é válida até o dia 16 de fevereiro e o resultado será divulgado no site no dia 18, após as 16h.

 

Goya 2010 – Vencedores

14 fevereiro, 2010
23:58

O drama carcerário Celda 211, de Daniel Monzón, foi o grande vencedor da 24ª edição dos prêmios Goya, a premiação anual do cinema espanhol, ao ficar com oito prêmios, entre eles os de melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Celda 211 ganhou a disputa com o outro grande favorito da noite, a superprodução Agora, de Alejandro Amenábar, que ficou com sete prêmios, a maioria técnicos, das treze categorias em que concorria. Confira a relação completa de premiados em todas as categorias:

Melhor Filme – Celda 211
Melhor Diretor – Daniel Monzon, Celda 211
Diretor Revelação – Mar Coll, Three Days with the Family
Melhor Roteiro Original – Alejandro Amenabar e Mateo Gil, Agora
Melhor Roteiro Adaptado – Jorge Gerricaechevarria e Daniel Monzon, Celda 211
Melhor Trilha Sonora – Alberto Iglesias, Abraços Partidos
Melhor Canção Original – “Yo Tambien” do filme “Me Too” de Guille Milkyway
Melhor Ator - Luis Tosar, Celda 211
Melhor Atriz - Lola Duenas, Me Too
Melhor Ator Coadjuvante – Raul Arevalo, Gordos
Melhor Atriz Coadjuvante – Marta Etura, Celda 211
Ator Revelação – Alberto Amman, Celda 211
Atriz Revelação – Soledad Villamil, O Segredo dos Seus Olhos
Melhor Design de Produção – Jose Luis Escolar, Agora
Melhor Fotografia – Xavi Gimenez, Agora
Melhor Edição – Mapa Pastor, Celda 211
Melhor Direção de Arte – Guy Hendrix Dyas, Agora
Melhor Figurino – Gabriella Pescucci, Agora
Melhor Maquiagem e Cabelo – Jan Sewell e Suzanne Stokes-Munton, Agora
Melhor Som – Sergio Burmann, Jaime Fernandez e Carlos Faruolo, Celda 211
Melhores Efeitos Especiais – Chris Reynolds e Felix Berges, Agora
Melhor Filme de AnimaçãoPlaneta 51
Melhor Documentário – Garbo, el hombre que salvo el mundo
Melhor Filme Hispano-Americano – O Segredo dos Seus Olhos
Melhor Filme Europeu – Quem Quer Ser Um Milionário?
Melhor Curta de Ficção – Dime que yo, dirigido por Mateo Gil
Melhor Curta Documentário – Flores de Ruanda, dirigido por David Munoz Lopez
Melhor Curta de Animação – La Dama y La Muerte, dirigido por Javier Recia Gracia
Goya Honorário – Antonio Mercero

 

High School Musical em promoção no Cinemark

14 fevereiro, 2010
12:44

Nesta semana, a versão brasileira do musical da Disney High School Musical – O Desafio, de César Rodrigues, entra em cartaz na Sessão Desconto da Rede Cinemark no Shopping Mueller e do Park Shopping Barigui. Já o infantil Alvin e os Esquilos 2, de Tim Hill, participa da promoção no complexo do Shopping São José.

Até 18 de fevereiro, às 15h, o espectador poderá assistir aos filmes pagando apenas R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia) pelo ingresso, em qualquer dia da semana – inclusive sábado, domingo e feriado.

 

Promoção no Cinemark São José

12 fevereiro, 2010
23:08

Entre os dias 13 e 16 de fevereiro, o Cinemark do Shopping São José estará com uma promoção especial para os clientes. Qualquer sessão iniciada até as 17h terá ingressos promocionais com preço único de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia). As sessões iniciadas após as 17h terão preço normal. Mais informações no site da Rede Cinemark.

 

Bate-papo trekker na FNAC

11 fevereiro, 2010
23:35

No próximo dia 22 de fevereiro, na FNAC do Park Shopping Barigui, o fã-clube Federação dos Planetas Unidos promove um debate para marcar o lançamento em DVD do filme Star Trek. Participam do evento os jornalistas Wikerson Landim e Marden Machado, o turismólogo Roberson Nunes e o professor Carlos Alberto Machado. Aos presentes no evento será sorteado um DVD da Federação dos Planetas Unidos.

O evento acontece a partir das 19h30 e tem entrada franca. Mais informações pelo telefone 41 2141-2000 ou pelo email contato@federacao.org.

 

Curso de Linguagem Cinematográfica

10 fevereiro, 2010
23:31

No próximo dia 20 de fevereiro, acontece mais uma edição do Curso de Linguagem Cinematográfica, ministrado pelo professor Tom Lisboa. Nesta edição serão abordados conceitos de plano, montagem, narrativa clássica hollywoodiana, narrativas “não-clássicas”, análise de fotografia e o uso do som no cinema.

As aulas acontecem em um único dia, das 9h às 12h30 e das 14h às 18h. As vagas são limitadas e o valor da inscrição é de R$ 90. Mais informações pelo telefone (41) 9965-2565 ou no email tomlisboa@terra.com.br.

 

HBO Latin America confirma especial da série Alice

9 fevereiro, 2010
20:59

A HBO Latin America iniciará em abril as filmagens de um especial da bem-sucedida série brasileira Alice. O especial, composto de duas partes de 90 minutos cada, continua a história de Alice dois anos após ela ter se mudado para São Paulo, agora morando em um apartamento no centro e com mais estabilidade financeira. Ao lado de novos personagens, Alice viverá experiências que irão transformar sua vida para sempre.

Com direção geral de Karim Ainöuz e Sergio Machado, o elenco do especial conta com a atuação de Andreia Horta, como Alice, Vinicius Zinn, como Nicholas, Daniela Piepszyk, como Regina Célia, Sílvia Lourenço como Monique, entre outros. Alice é produzido pela HBO Latin America Originals em parceria com a produtora brasileira Gullane Filmes. “Alice é um produto que corresponde perfeitamente ao que buscamos. A personagem é jovem, bonita, cheia de vida e suas aventuras têm um perfil de crônica urbana que permite ousar e experimentar, em termos de dramaturgia”, explica Luis Peraza, vice-presidente executivo de Aquisições e Produção Original da HBO Latin America.

 

Crítica – Nine

8 fevereiro, 2010
22:51

Se você gosta de cinema, não é preciso muitos argumentos para tentar convencê-lo a ver o filme Nine. Basta dar uma olhada no cartaz da produção e reparar a quantidade de nomes atores famosos que participam do filme para imaginar o quão interessante ele pode ser. Daniel Day Lewis, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Sophia Loren, Judi Dench, Kate Hudson, Marion Cottilard e até mesmo a cantora Fergie são motivos mais do que suficientes para convencê-lo a comprar o ingresso.

Porém, qual a razão que torna o musical Nine, ao mesmo tempo em que é belo e ousado, chato e sonolento? Não é difícil explicar o porque. Porém, antes de tudo, é preciso entendê-lo para, assim, evitarmos algumas conclusões precipitadas. Nine nasceu como uma homenagem a aquele que talvez seja o mais importante dos filmes do diretor italiano Federico Fellini – 8 ½.

Lançado em 1963, o filme era uma espécie de autobiografia do diretor, que questionava o seu papel nas produções que tinha feito até então ao mesmo tempo em que sofria um bloqueio criativo para a produção daquele que seria seu nono filme – por isso o 8 ½ numa alusão a um filme que se apresentava inacabado. Na década de 80 a produção de Fellini foi adaptada para a Broadway, transformando-se num musical de grande sucesso.

A missão de trazer o musical da Broadway para o caminho inverso – readaptá-lo para o cinema – coube ao já falecido Anthony Minghella (Cold Mountain) e a Michael Tolkin (O Jogador). Para a direção o projeto foi entregue a Rob Marshall, que levou o filme Chicago ao Oscar de Melhor Filme em 2003. Com tantos nomes de peso envolvidos no projeto é difícil imaginar que um filme assim “não funcione”. Porém, após acompanhar a trajetória de Guido Contini (Daniel Day-Lewis) em quase duas horas de projeção a sensação que fica é mais de cansaço do que de encantamento.

Vamos por partes. Nine é, na verdade, muito mais do que um simples musical é uma verdadeira homenagem à concepção da sétima arte. Todos os processos criativos envolvidos em um filme são abordados e questionados. A concepção do roteiro, a escolha do elenco, a criação dos figurinos, o processo de direção, a pressão por parte da mídia, a industrialização do processo por parte dos produtores. O cinema, enquanto arte, caminha sobre uma linha tênue juntamente com a indústria. Ora pende para um lado, ora pende para outro, mas é somente juntas que acabam sobrevivendo.

Em termos visuais Nine é um espetáculo garantido. Os diversos cenários em que as canções são executadas são ricamente iluminados com cores vivas – quando a canção assim pede – ou cores neutras, mas de um contraste exuberante. Da mesma forma, a composição das coreografias é um elemento que agrega ritmo à narrativa, proporcionando ao espectador o desejo de estar na plateia de um espetáculo como esse.

O elenco de atores, da mesma forma, funciona em grande sintonia, com raríssimas exceções. Daniel Day Lewis, por exemplo, consegue transparecer claramente os momentos de tormento e angústia do seu personagem, bem como o seu deslumbramento diante de uma diva. Penélope Cruz, no papel da amante do grande diretor, enche os olhos em sua coreografia de dança e vai do momento cômico ao momento dramático de uma maneira tão suave que é difícil duvidar da verossimilhança de sua atuação. Marion Cotillard, da mesma forma chama atenção pela sua atuação contida, no papel da devotada esposa de Guido Contini. Apenas com o olhar ela consegue transparecer seus sentimentos, deixando claro o quanto sofre em função do seu amor.

Porém, diferente de Chicago, onde todos esses elementos estavam em sintonia, em Nine temos uma composição de roteiro e montagem parcimoniosa e anticlímax do que as próprias coreografias propõem. Em outras palavras, falta ritmo ao filme quando ele “foge” das sequências musicais. Por si só, o drama de Guido Contini é muito mais introspectivo do que qualquer outra coisa. As canções, nesse ponto acabam por contrapor um estado de espírito com outro e, no final das contas, o espectador que permanecer junto àquele espetáculo, sem precisar voltar para a vida de Guido.

Se por um lado a proposta era mesmo mostrar o diretor com uma vida enfadonha – ao menos sob o seu ponto de vista – em um período de turbulências e bloqueio criativo, por outro lado fica difícil para o espectador identificar-se com aquele personagem. É muito mais natural nos posicionarmos ao lado daquilo que parece colocar a trama adiante – as sequências musicais – do que daquele que, pos suas ações e atitudes, insiste em boicotar-se o tempo todo.

Assim, embora artisticamente o filme seja perfeito em sua concepção, para o espectador, mesmo o mais cinéfilo deles, que reconheça as referências da obra original de Fellini, fica no ar a sensação de alguma coisa está faltando para o filme ser completo. O tempo de duração – 118 minutos – também colabora para acentuar essa percepção. Seria possível editar ao menos uns vinte minutos sem que houvesse alguma perda significativa no andamento da produção. Pelo contrário. Seria benéfico e, talvez, colaborasse para dar mais ritmo à mesma.

Bem intencionado e tecnicamente bem concebido, Nine acerta por um lado em sua homenagem ao mundo do cinema e o faz com beleza e glamour dignos dos grandes filmes do passado ou do sucesso dos musicais da Broadway. Só se esquece de um “detalhe” fundamental e que talvez seja o mais importante de todos eles na história da sétima arte: o público. Afinal, de que adianta o artista conceber a mais importante das mensagens se o receptor delas – o grande público – não puder compreendê-las? Nesse caso entre o oito e o oitenta o meio termo, infelizmente, não é a melhor das opções.

Confira o trailer de Nine

Nota 7.

 

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