Arquivo mensais:novembro 2010

Morre o ator Leslie Nielsen

29 novembro, 2010 às 00:03  |  por wikerson

O ator canadense Leslie Nielsen, de 84 anos, morreu vítima de Pneumonia em um hospital de Fort Lauderdale, na Flórida. A informação foi confirmada pelo site CJOB.

Nielsen era considerado um dos expoentes da comédia e nos anos 80 fez grande sucesso com suas produções. Atuando desde a década de 50, o ator fez parte do elenco de O Planeta Proibido (1956) e entre os seus filmes mais conhecidos destacam-se Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu, Corra Que a Polícia Vem Aí e Drácula – Morto, Mas Feliz.

Harry Potter desbanca Tropa de Elite 2 e é a segunda maior abertura do ano no Brasil

22 novembro, 2010 às 22:12  |  por wikerson

Everyone mounts up and leaves Privet Drive. Harry and Hagrid (Greg Powell) take the bike. (SC22)

O sucesso mundial de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 se repetiu nas salas de cinema brasileiras. A produção faturou nada menos que R$ 12 milhões entre os dias 19 e 21 de novembro e garantiu com folga a primeira posição. O resultado marca também a segunda maior abertura do ano no país.

O recorde ainda permanece com Tropa de Elite 2, líder das últimas cinco semanas, que somou mais R$ 1,9 milhões. O filme já ultrapassou a impressionante marca de 10 milhões de espectadores e é o segundo filme nacional mais visto de todos os tempos.

Com tanto sucesso dos dois primeiros colocados sobrou pouco para os demais. O filme nacional Muita Calma Nessa Hora ficou em terceiro com R$ 1,4 milhões e segue com uma boa trajetória no país. Red – Aposentados e Perigosos ficou em quarto com R$ 1,2 milhões e a comédia Um Parto de Viagem ficou em quinto com pouco mais de R$ 490 mil.

Harry Potter e as Relíquias da Morte estreia com recorde nos EUA

21 novembro, 2010 às 15:08  |  por wikerson

Harry dodges wand hits in the Lovegood House. (SC153)

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1, sétimo filme da série, estreou na primeira posição nas bilheterias norte-americanas. A produção faturou US$ 125 milhões em apenas três dias, marcando o recorde de melhor abertura para um filme da franquia. A animação Megamente, líder das duas últimas semanas, ficou com a segunda posição somando mais US$ 16,2 milhões.

Incontrolável, filme estrelado por Denzel Washington, ficou em terceiro com US$ 13.1 milhões. A comédia Um Parto de Viagem ficou em quarto com US$ 9,1 milhões. Em quinto ficou o filme o filme The Next Three Days, com US$ 6,7 milhões.

Confira o Top 10 EUA entre os dias 19 e 21 de novembro de 2010
Leia a crítica de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
Leia a crítica de Um Parto de Viagem

[Crítica] Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

18 novembro, 2010 às 03:24  |  por wikerson

Adaptações literárias para o cinema sempre foram consideradas um terreno espinhoso e árduo para roteiristas e diretores. Se por um lado há a tentação fácil em pegar os pontos chaves de uma obra bem sucedida e levá-la para as telas ipsis literis, sem se preocupar muito com a distinção de linguagens entre os dois meios, por outro a impossibilidade de colocar um toque pessoal em algumas situações é uma das barreiras mais frustrantes para muitos profissionais renomados do meio.

Como proceder então com a adaptação de um best seller, com milhões de fãs ao redor do planeta e que, certamente, conhecem mais os detalhes da obra literária do que boa parte dos nomes envolvidos em uma produção? E mais, como transformar essas páginas de uma história consagrada em uma obra audiovisual de qualidade capaz de ser compreendida tanto por aqueles que não leram os livros quanto pelos fãs mais afoitos que provavelmente vão reclamar a cada sequência que não seja incluída no resultado final?

Por mais difícil que essa missão possa parecer, não há como negar que o resultado alcançado pelo diretor David Yates neste sétimo filme da franquia é, sem dúvida, um dos melhores entre os filmes da série. A decisão de transformar o último livro em dois filmes, vista inicialmente como um simples truque mercadológico, felizmente comprova na tela que havia mesmo uma razão para que as 784 páginas do último volume tivessem um tratamento mais do que especial.

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Com exatas 2h26, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 cumpre a sua missão ao fazer uma transição segura a partir do sexto filme e deixar no ar após a sua exibição um clima de expectativa e suspense para o desfecho da aventura no oitavo título da franquia. Mesmo a longa duração não é um empecilho para que a trama flua com naturalidade. Pelo contrário. O tempo corre a favor de Yates que, com competência, constrói sequências contemplativas e transições entre cenas que, de fato, deixam no ar a mesma sensação que um leitor poderia ter com o livro em mãos.

Um grande exemplo disso, e que você pode prestar atenção ao conferir a produção, são as transições de sequências utilizando o recurso fade out. Estamos acostumados na atualidade a acompanhar cenas em que há muito mais cortes de câmera do que podemos perceber. Em questão de segundos, dezenas de pequenos trechos, mostrados por ângulos distintos, insistem em criar sensações de impacto junto ao espectador. Relíquias da Morte se sobressai nesse aspecto justamente pelo oposto.

Em diversos momentos a câmera pouco se movimenta, colocando o espectador muito mais na posição “uma testemunha da história” do que na de um mero consumidor de um videoclipe frenético recheado de efeitos especiais. Essa característica sugere uma proximidade com o espectador, fato mais do que justificado após termos acompanhado a saga dos personagens ao longo dos últimos dez anos. Ao sair de um plano para outro, Yates aposta numa simples transição com a tela se apagando e som sendo diminuído. O corte, nesse caso, funciona com maestria. É como se virássemos uma página a cada nova sequência, algo que raramente prevalece no cinema de grande orçamento.

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Se em Harry Potter e o Enigma do Príncipe o clima sombrio se tornou uma característica acentuada e os conflitos emocionais e amorosos dos personagens, em alguns pontos, chegassem mesmo a se mostrar inoportunos e sobrepostos ao foco da trama, neste sétimo filme a história pouco se fixa nesse mérito, tornando a preparação para o conflito final que está por vir a motivação maior do trio principal – Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione Granger (Emma Watson) e Ron Weasley (Ruper Grint).

Com duas horcruxes destruídas nos filmes anteriores, o foco passa a ser a busca e a destruição das outras cinco existentes. Essa característica da trama faz com que o grupo precise colocar o pé na estrada, criando uma espécie de road movie – ainda que a trajetória do grupo seja feita a pé ou por meio de feitiços – lembrando muito nesse aspecto a segunda parte da trilogia de O Senhor dos Anéis. Não há tanta ação como muitos poderiam esperar, por outro lado há conflitos de sobra, uma ótima sequência de batalha aérea e momentos sublimes dignos do melhor estilo de filmes europeus.

Aliás, o adjetivo “europeu” cabe como uma luva na descrição do clima proposto em muitas das cenas do filme. Uma das sequências que melhor ilustram essa característica se passa quando Harry e Hermione ficam sozinhos e ela está triste pela partida de Ron. Harry não diz nada e, para consolá-la a pega pelas mãos e insiste para que os dois dancem. É impossível não deixar escapar um sorriso no canto do rosto tanto pela sutileza da abordagem quanto pela plasticidade da sua execução.

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Como um velho amigo com quem convivemos por longa data e esta prestes a partir, Harry Potter se aproxima do seu público e, com muita parcimônia, revisita muitos dos momentos vividos ao longo das outras seis produções. São elementos simbólicos, que muitas vezes serão reconhecidos apenas pelos leitores dos livros, misturados a referências claras e pequenos flashbacks, gerando uma saborosa unicidade a todo o universo da franquia.

Se o período em Hogwarts tinha tudo para ser a época mais incrível na vida de cada um dos personagens e valores como amizade, lealdade e aprendizado deram o tom à moral dominante em toda a série, o desfecho dessa primeira parte certamente levará muitos às lágrimas, não só pela maneira triste como ela é concluída, mas principalmente pela lição de humildade e pelo exemplo de amizade verdadeira deixada por um dos personagens.

Harry Potter está chegando ao fim nos cinemas. Mas para toda uma geração que cresceu lendo as suas histórias e acompanhando o desenvolvimento de cada um dos personagens ao longo dos filmes, a hora do adeus representará nada mais do que um até logo. Para esses bastará apenas fechar os olhos e deixar a saudade revisitar as memórias do amigo Potter, companheiro cuja amizade feitiço nenhum será capaz de quebrar. Nem mesmo o tempo. Que venha a parte final e permita que Harry passe das telas do cinema para a história como uma das franquias mais bem-sucedidas que o mundo do cinema já viu.

Confira o trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Nota 8

15 filmes concorrem ao Oscar de Melhor Animação em 2011

15 novembro, 2010 às 19:42  |  por wikerson

A Acdemia de Artes Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta segunda-feira (15) uma lista com 15 filmes que concorrem a uma indicação ao Oscar 2011 na categoria de Melhor Animação. Os finalistas serão conhecidos no dia 25 de janeiro de 2011. Confira a lista completa de pré-indicados:

- Alpha and Omega
- Como Cães e Gatos 2 – A Vingança de Kitty Galore
- Meu Malvado Favorito
- The Dreams of Jinsha
- Como Treinar o Seu Dragão
- Idiots and Angels
- O Mágico
- A Lenda dos Guardiões
- Megamente
- My Dog Tulip
- Shrek para Sempre
- Summer Wars
- Enrolados
- Tinker Bell and the Great Fairy Rescue
- Toy Story 3

[Crítica] Atividade Paranormal 2

15 novembro, 2010 às 17:53  |  por wikerson

Depois de se tornar um dos filmes mais lucrativos da história do cinema era mais do que natural que Atividade Paranormal ganhasse uma continuação. Lançada em 2009 a produção independente custou pouco mais de US$ 15 mil em, tendo se destacado no circuito independente, teve a oportunidade de emplacar no grande circuito e não fez feio. Pelo contrário. A produção faturou mais de US$ 193 milhões, um lucro de quase 13000% sobre valor investido.

Simplicidade e um roteiro conciso foram algumas das características que tornaram o primeiro filme um sucesso. Apesar dos truques comuns e da filmagem com imagem precária em muitos momentos, o tom documental da narrativa tornava a trama verossímil e, assim cativava o espectador, trazendo o para dentro da história e transformando a sala de cinema em um prato cheio para “sustos sonoros” ou pequenos detalhes de edição.

A fórmula sempre funcionou em filme de terror e o simples fato de ela poder ser utilizada até mesmo em um filme de baixíssimo orçamento e com praticamente apenas dois atores em cena é a maior prova da importância do gênero como porta de entrada para diretores e atores estreantes. Mas com uma produção aceitável do ponto de vista técnico e com roteiro interessante, justamente pelo seu desfecho inesperado e pela condução “descompromissada” da trama, o que poderia ser acrescentado em uma nova produção para manter o mesmo nível?

Um dos maiores exemplos de fracasso a partir desse desenvolvimento é A Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras. A produção que no início da década abriu as portas para muitos filmes do gênero ganhou uma continuação medíocre anos depois, justamente por tornar ficcional o que, num primeiro momento, tentou transparecer como documental. Atividade Paranormal 2 parece ter aprendido com esse erro e opta por dar continuidade ao mesmo discurso, acrescentando elementos anteriores aos fatos ocorridos no primeiro filme.

Se do ponto de vista da abordagem a proposta parece ser a mais correta, em termos de execução não se pode dizer o mesmo. O filme segue a rotina de produções do gênero, com a apresentação dos personagens principais nos vinte minutos iniciais, até mesmo como forma de ambientar o espectador e trazê-lo para dentro da realidade do casal Daniel (Brian Boland) e Kristi (Sprague Grayden). Após a ambientação, o clima torna-se propício para que o espectador seja surpreendido. E é justamente nesse ponto que reside o problema: a maior surpresa é o fato de não haver surpresas.

Durante a primeira hora de filme, em linhas gerais, nada acontece. A trama caminha de forma linear e pouco empolgante, cabendo a um aspirador de pó o papel principal nos primeiros sessenta minutos. Isso, em um filme de pouco mais de noventa minutos de duração, significa mais de dois terços do tempo, literalmente, jogado fora ou, no mínimo, passíveis de serem reduzidos em menos da metade.

Claramente funcionando como uma espécie de enxerto ao primeiro filme, a produção peca por não conseguir desenvolver a sua trama de maneira satisfatória, já que tanto a premissa quanto o final do filme, de fato, contribuem para melhor explicar a produção de 2009. Porém, na prática, tudo aquilo que realmente interessa em Atividade Paranormal 2 poderia ser resumido em um curta-metragem, tornando a sessão uma verdadeira tortura para o espectador. Além disso, muito daquilo que cativa o público é mérito do primeiro filme, já que as atenções se voltam para as explicações possíveis e para a maneira como a trama se encaixa na história anterior.

Assim, embora não se possa dizer que Atividade Paranormal 2 é um filme desnecessário, a produção se resume apenas a um filme suportável, não pelos seus próprios méritos, mas muito em parte pelo construiu na versão de 2009, essa sim digna de atenção e de um melhor conceito.

Confira o trailer do filme Atividade Paranormal 2

Nota 6

[Promoção] Tron Night em Curitiba

15 novembro, 2010 às 16:44  |  por wikerson

No dia 17 de dezembro a Disney lança nos cinemas brasileiros o filme Tron – O Legado. A produção retoma a trama de sucesso na década de 80, iniciada no filme Tron – Uma Odisseia Eletrônica, porém com visual renovado, efeitos especiais de ponta e exibição em 3D.

Ficou curioso? Bem, no próximo dia 18 (quinta-feira) dezenas de cidades do país poderão conferir uma prévia do que virá por aí. Diversos cinemas participarão da Tron Night, evento no qual serão exibidos 15 minutos de cenas do filme. Em Curitiba, a Tron Night acontece no Cinemark do Shopping Mueller, a partir das 19h15.

Para marcar essa data o Portal de Cinema vai sortear dois pares de ingresso para você conferir em primeira mão as cenas de Tron – O Legado. A promoção é válida apenas para moradores de Curitiba. Para participar é simples. Basta deixar um comentário nesse post, informando seu nome completo e um email de contato. Se preferir você pode postar o seguinte texto no Twitter e seguir o perfil @portaldecinema: “Quero participar da Tron Night junto com o @portaldecinema”.

Os vencedores serão anunciados na quarta-feira (17) e os ingressos deverão ser retirados no local da sessão do filme.

Update: os ganhadores da promoção Tron Night são @aneldecaveira e @anapettres

5ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na Cinemateca em Curitiba

15 novembro, 2010 às 15:03  |  por wikerson

Tem início nesta quarta-feira (17/11) a quinta edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O evento acontece em 20 capitais brasileiras entre os dias 08 de novembro e 19 de dezembro. Em Curitiba as exibições serão concentradas entre os dias 17 e 23 de novembro.

A mostra contempla curtas e longas-metragens, a grande maioria inéditos nos cinemas brasileiros. Todos os filmes têm entrada franca e as exibições acontecem sempre na Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1174).

O grande destaque da Mostra é a produção Abutres, filme escolhido pelo país vizinho para representar a cinematografia argentina em uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2011. Confira a programação completa:

17/11 – Quarta-feira

19h – Sessão de Abertura
Abutres – Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/ Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

18/11 – Quinta-feira

14h
A Verdade Soterrada – Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
Rosita Não Se Desloca – Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

16h
Kamchatka – Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/ Itália, 103 min, 2002, fic)
Classificação indicativa: livre

18h
A Batalha do Chile 2 – O Golpe de Estado – Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

20h
Vidas Deslocadas – João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
Perdão, Mister Fiel – Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

19/11 – Sexta-feira

14h – Audiodescrição
Avós – Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
Aloha – Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
Carreto – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
Eu Não Quero Voltar Sozinho – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 12 anos

16h
Hércules 56 – Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

18h
Dias de Greve – Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
Paraíso – Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

20h
Carnaval dos Deuses – Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
Meu Companheiro – Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
Leite e Ferro – Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

20/11 – Sábado

14h
Mãos de Outubro – Vitor Souza Lima (Brasil, 20 min, 2009, doc)
Juruna – O Espírito da Floresta – Armando Lacerda (Brasil, 86 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

16h
Halo – Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
Andrés Não Quer Dormir a Sesta – Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos

18h
Maribel – Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)
O Quarto de Leo – Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 14 anos

20h
O Filho da Noiva – Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)
Classificação indicativa: livre

21/11 – Domingo

14h
Dois Mundos – Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
América Tem Alma – Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

16h
Carreto – Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
Bailão – Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)
Defensa 1464 – David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

18h
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias – Cao Hamburger (Brasil, 110 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 10 anos

20h
Eu Não Quero Voltar Sozinho – Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
Imagem Final – Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

22/11 – Segunda-feira

14h – Audiodescrição
Pra Frente Brasil – Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 14 anos

16h
A Casa dos Mortos – Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
Claudia – Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

18h
Aloha – Paula Luana Maia / Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
Avós – Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
Cinema de Guerrilha – Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

20h
Groelândia – Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
Mundo Alas – León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

23/11 – Terça-feira

14h
Ensaio de Cinema – Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)
108 – Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

16h
Vlado, 30 Anos Depois – João Batista de Andrade (Brasil, 85 min, 2005, doc)
Classificação indicativa: 14 anos

18h
A História Oficial – Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

20h
XXY – Lúcia Puenzo (Argentina/ França/ Espanha, 86 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

Megamente lidera nos EUA pela segunda semana

14 novembro, 2010 às 19:58  |  por wikerson

A animação Megamente liderou as bilheterias norte-americanas pela segunda semana consecutiva. A produção faturou mais US$ 30,1 milhões e garantiu o primeiro lugar novamente. Megamente estreia no Brasil no dis 03 de dezembro. A segunda posição ficou com o filme Incontrolável, estrelado por Denzel Washington, com US$ 23,5 milhões. No Brasil o filme só chega em 2011.

Um Parto de Viagem ficou em terceiro lugar com US$ 15,5 milhões. A ficção científica Skyline estreou em quarto faturando US$ 11,7 milhões. O filme Morning Glory estreou em quinto e somou pouco mais de US$ 9,6 milhões.

Confira o Top 10 das bilheterias norte-americanas entre os dias 12 e 14 de novembro de 2010

[Crítica] Um Parto de Viagem

7 novembro, 2010 às 14:03  |  por wikerson

Todo produto que é vendido em grande quantidade segue, necessariamente, uma fórmula de fabricação. Não importa em qual objeto você pense, saiba que em seu processo de fabricação existem regras definidas e uma metodologia de trabalho que visa produzir sempre a maior quantidade de itens ao menor custo unitário possível.

Sendo a maior indústria de cinema do mundo, em Hollywood as coisas não são diferentes. O problema maior consiste em encontrar uma fórmula de sucesso. Quando isso acontece, além dos lucros provenientes dela, uma série de novos produtos similares surge dia após dia até que essa fórmula seja saturada ou superada por outra de maior eficácia. Esse é um ciclo padrão na indústria do cinema norte-americano.

Quando Se Beber, Não Case estreou nos cinemas em 2009, a receptividade do público e da crítica forma as melhores possíveis. O filme faturou mais de US$ 400 milhões mundo afora e se converteu em uma nova fórmula: uma comédia com ritmo acelerado, roteiro repleto de reviravoltas e elementos absurdos, um personagem principal mais sério e outro secundário servindo de escada para as piadas.

Não demorou para que a fórmula começasse a ser colocada em prática. O primeiro da listas foi A Ressaca. Se Beber, Não Case já tem continuação confirmada para 2011 e Um Parto de Viagem, também dirigido por Todd Phillips, segue o mesmo padrão, inclusive repetindo um dos atores do “filme matriz”. Porém, não estamos falando de parafusos ou bolachas. Estamos falando de um produto cultural e, nesse caso, uma fórmula perfeita repetida à exaustão, nem sempre é garantia de sucesso.

No filme Peter Highman (Robert Downey Jr.) é um pai de primeira viagem cuja esposa dará à luz em cinco dias. Enquanto tenta pegar um voo para sua casa em Atlanta e chegar a tempo de ficar ao lado de sua mulher, suas boas intenções vão para o espaço quando ele se encontra com o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis) e uma série de acontecimentos o obrigam a pegar uma carona com ele, numa longa viagem pelo país.
Desde o cartaz até o estilo de filmagem, passando pela estrutura do roteiro tudo em Um Parto de Viagem lembra o filme Se Beber, Não Case. Porém, diferente do primeiro onde mesmo as situações mais inverossímeis se encaixavam com naturalidade no desenvolvimento da trama e as piadas, de bom ou mau gosto, funcionavam perfeitamente dentro da estrutura do filme aqui o que acompanhamos é uma boa premissa, mas que se perde em pontos-chave da trama e chega até mesmo a constranger em alguns momentos com situações completamente forçadas e desnecessárias.

Zach Galifianakis mais uma vez interpreta o papel do típico imbecil, que faz as coisas mais estúpidas possíveis, mas sem perder o seu ar inocente. Em alguns momentos, o ator que é um dos grandes responsáveis pelo sucesso do filme anterior, exagera com traços exacerbados que soam como uma caricatura de si próprio. Sem naturalidade no desempenho, ponto forte de sua atuação, algumas piadas soam forçadas ou, para ser mais preciso, mal encaixadas no roteiro.

Uma das sequências que ilustra esse conceito acontece quando Ethan e Peter estão discutindo à beira de um penhasco. Ao sair correndo do carro Ethan corre em círculos e, indo em direção à porta do carro aberta, atropela-a e arranca. Mesmo dentro de um contexto de comédia, essa não é uma situação plausível e uma situação que deveria tender par o cômico com naturalidade soa como se estivesse inserida em uma comédia pastelão. Exemplos como são freqüentes na produção.

Apesar de situações embaraçosas como essas, não se pode negar que Um Parto de Viagem funciona. A fórmula é eficiente, a premissa é válida e Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis são carismáticos o suficiente para segurarem sozinhos boa parte da produção. No melhor estilo road movie,  grande parte das sequências se passam dentro de um carro e ambos são predominantes nos diálogos ao longo do filme. Juntos são capazes de conduzir momentos de altíssimo nível, com no momento em que Ethan encena alguns monólogos em um banheiro ou quando ele e Peter param para comprar drogas com Heidi (Juliette Lewis, numa pequena e simpática participação). Aliás, seu papel no filme funciona como uma espécie de teaser já que a atriz está escalada para interpretar o mesmo personagem em Se Beber, Não Case 2.

Embora divirta, Um Parto de Viagem é claramente uma reciclagem da fórmula criada pelo próprio diretor, e funciona muito mais como um laboratório para a produção que estreia em 2011 do que como uma comédia original ou que acrescente algo para o formato ou para o espectador. Talvez com um pouco mais de cuidado e menos oportunismo, no sentido ruim da palavra, a produção poderia ser também uma grata surpresa como o filme que a inspirou já que, como é apresentada, certamente não repetirá o mesmo bom desempenho nas bilheterias.

Nota 6