Arquivos da categoria: filmes

Comer Rezar Amar

2 outubro, 2010 às 22:08  |  por wikerson

Nesta sexta-feira, 01 de outubro, estreou nos cinemas brasileiros o filme Comer Rezar Amar. A produção, que traz Julia Roberts e Javier Barden no elenco, é baseada no livro homônimo de  Elizabet Gilbert. A produção teve um orçamento de US$ 60 milhões.

Sinopse: uma mulher casada, que não consegue ter filhos, decide ter uma vida diferente: ela abandona o marido e resolve viajar pelo mundo todo.

Confira o trailer e a ficha técnica de Comer Rezar Amar

[Cine Belas Artes] Os Gatões – Uma Nova Balada

2 outubro, 2010 às 22:01  |  por wikerson

O filme programado para o Cine Belas Artes do SBT neste sábado é a comédia Os Gatões – Uma Nova Balada. A produção foi lançada em 2005 e traz Johnny Knoxville, Seann William Scott, Jessica Simpson, Burt Reynolds e Willie Nelson no elenco.

Os primos Luke e Bo distribuem bebida ilegal na pequena Hazzard a bordo do possante da dupla, o general Lee. Apesar dos vários contratempos com a polícia, que obriga os primos a dirigirem em altíssima velocidade, e das constantes brigas no bar local, Luke e Bo levam uma vida até que normal. Quando descobrem que o corrupto chefe Hogg está tomando as terras dos moradores da cidade, a balada da dupla será outra.

Os Gatões – Uma Nova Balada
Cine Belas Artes – SBT
Exibição: 02/10 – 23h15

[Supercine] Instinto Secreto

2 outubro, 2010 às 22:00  |  por wikerson

A atração na noite deste sábado no Supercine da Rede Globo é o filme Instinto Secreto. A produção é de 2007 e traz Kevin Costner e Demi Moore no elenco.

Brooks (Kevin Costner) é um respeitado empresário, mas tem um distúrbio. Tudo se complica quando ele passa a ser perseguido por uma detetive durona e por um homem que testemunhou um de seus crimes.

Instinto Secreto
Supercine – Rede Globo
Exibição: 02/10 – 23h06

Documentário “Terra” dá início a novo projeto da Disney

22 abril, 2009 às 11:20  |  por wikerson

Nesta quarta-feira (22/04) comemora-se o dia da Terra. E é aproveitando esta data que estréia hoje nos cinemas o documentário Terra. A produção é a primeira do selo DisneyNature. A proposta do novo selo é levar até o público as maravilhas do planeta, potencializando os sentimentos de respeito e cuidado a ele por parte do público.

“Walt Disney costumava dizer que a natura escreve os melhores roteiros. Hoje nos damos conta dessa visão única fazendo o que mais gostamos: contando histórias e, ao mesmo tempo, ressaltando nosso compromisso com o planeta. Cada uma de nossas divisões adotará essa iniciativa por meio de diferentes formatos e plataformas para transmitir a todos os públicos a apreciação que os temas da natureza merecem”, comenta Diego Lerner, Presidente da The Walt Disney Company Europa, Oriente Médio e Ásia e Presidente da The Walt Disney Company América Latina.

Terra, o primeiro filme do selo Disneynature, conta a notável história de três famílias de animais e suas fantásticas viagens através do planeta que chamamos de lar. Terra (Earth) combina ação única, escala inimaginável e locações inacessíveis para captar os momentos íntimos das criaturas mais selvagens e elusivas do planeta. Os diretores Alastair Fothergill e Mark Linfield, a consagrada equipe responsável pela série de televisão Planeta Terra (Planet Earth), ganhadora do prêmio Emmy, une-se novamente para levar às telas do cinema uma aventura épica.

Saiba mais sobre o filme Terra

Sai a lista de indicados ao Oscar 2009

22 janeiro, 2009 às 12:21  |  por wikerson

Foi divulgada nesta manhã alista de indicados ao Oscar 2009. A premiação acontece no dia 23 de fevereiro. O grande destaquew ficou por conta de O Curioso Caso de Benjamin Button, com 13 indicações.
Confira a lista completa:

Melhor Filme
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost / Nixon
The Reader
Milk – A Voz da Igualdade
Slumdog Millionaire

Melhor Direção
David Fincher – O Curioso Caso de Benjamin Button
Ron Howard – Frost/Nixon
Gus Van Sant – Milk
Stephen Daldry – The Reader
Danny Boyle – Slumdog Millionaire

Melhor Ator
Brad Pitt – O Curioso Caso de Benjamin Button
Frank Langella – Frost / Nixon
Sean Penn – Milk – A Voz da Igualdade
Richard Jenkins – The Visitor
Mickey Rourke – O Lutador

Melhor Ator Coadjuvante
Josh Brolin – MIlk – A Voz da Igualdade
Robert Downey Jr. – Trovão Tropical
Philip Seymour Hoffman – Dúvida
Heath Ledger – Batman – O Cavaleiro das Trevas
Michael Shannon – Foi Apenas Um Sonho

Melhor Atriz
Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
Angelina Jolie – A Troca
Melissa Leo – Frozen River
Meryl Streep – Dúvida
Kate Winslet – The Reader

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams – Dúvida
Penelope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis – Dúvida
Taraji P. Hanson – O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei – O Lutador

Melhor Roteiro Original
Frozen River
Happy-Go-Lucky
Na Mira do Chefe
Milk – A Voz da Igualdade
WALL-E

Melhor Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button
Dúvida
Frost/Nixon
The Reader
Slumdog Millionaire

Melhor Direção de Arte
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Fotografia
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
The Reader
Slumdog Millionaire

Melhor Figurino
Australia
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk – A Voz da Igualdade
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Edição
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
Milk
Slumdog Millionaire

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 – O Exército Dourado

Melhor Trilha Sonora
O Curioso Caso de Benjamin Button
Defiance
Milk
Slumdog Millionaire
WALL-E

Melhor Canção Original
WALL-E – “Down to Earth”
Slumdog Millionaire – “Jai Ho”
Slumdog Millionaire – “O Saya”

Melhor Filme Estrangeiro
The Baader Meinhof Complex
The Class
Departures
Revanche
Waltz with Bashir

Melhor Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Homem de ferro
Slumdog Millionaire
WALL-E
O Procurado

Melhor Edição de Som
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Slumdog Millionaire
WALL-E
O Procurado

Melhores Efeitos Especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro

Melhor Animação
Wall-E
Kung Fu Panda
Bolt – Supercão

Melhor documentário
The Betrayal (Nerakhoon)
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water

Remember, remember, the fifth november!

5 novembro, 2008 às 12:55  |  por wikerson

Remember, remember, the fifth november“! A data revolucionária anunciada por V no ótimo filme V de Vingança, marcava o fim de uma Inglaterra totalitária, com milhões de britânicos tomando as ruas, vestindo uma máscara que simbolizava uma idéia. “Idéias não morrem, homens sim”, dizia V.

Quis o destino que a vida imitasse a arte. Os dias 04 e 05 de novembro de 2008 já estão marcados na história. No dia 04 de novembro, um número recorde de americanos foi às urnas, sem máscaras, mas com idéias fixas na cabeça. “Change we need” (a mudança que precisamos) e “Yes, we can” (sim, nós podemos) foram os mantras que marcaram a eleição de Barak Hussein Obama, o primeiro presidente negro da história dos EUA.

Mas foi no dia 05 de novembro, após o encerramento da votação e o início da contagem dos votos que veio a ratificação. Diferente de V, não foi necessária a explosão do Big Ben para destruir um símbolo do passado e marcar uma nova era. Essa tarefa os terroristas já se encarregaram de cumprir em 11 de setembro, no atentado às torres gêmeas em Nova York.

Tratam-se apenas de idéias. Idéias que não morrem. E que estão acima dos homens e seus preconceitos de raça, religião ou classe social. Obama não é um super-herói. E embora se espere isso dele (mesmo que inconscientemente) não será. Mas a onda democrata que varreu os EUA serviu apenas para refutar as proféticas palavras de V, que encontram dezenas de outros exemplos na história. “Idéias não morrem, homens sim”!

Vida longa ao desejo de mudança!!

Busca Implacável

23 outubro, 2008 às 19:28  |  por wikerson

À primeira vista pode parecer estranho ver Liam Neeson à frente de um filme de ação, distribuindo socos e pontapés, e lutando contra uma rede de prostituição internacional. Parace um papel que caberia melhor a atores como Vin Diesel, Steven Seagal ou qualquer outro do gênero.

A verdade é que ele não compromete. No entanto está longe de se tornar uma nova referência nesse tipo de filme. Busca Implacável tem um bom roteiro e um ritmo interessante.

Embora pareçam um pouco absurda as situações pelas o quais o devotado pai passa para recuperar sua filha, a produção garante aquilo a que se preza: entretenimento.

É interessante notar como a França evoluiu neste gênero. Grande parte dos filmes de ação ou policiais naquele estilo “americano”, tão comum nos anos 90, tem vindo da terra de Jean-Luc Godard. Quem diria não?

Nota 7,0.

A Caçada – Uma reflexão sobre jornalismo e jornalistas

22 outubro, 2008 às 10:05  |  por wikerson

Nesses anos de jornalismo tive a oportunidade de conhecer todo tipo de profissional. Os subservientes, que se limitam seguir as regras do jogo; os carregadores de piano, que se ocupam em trabalhar e fazer a engrenagem funcionar enquanto o jogo acontece; os suicidas, que ousam desafiar as regras do jogo; os persistentes, que insistem em discutir as regras para que se tornem mais justas; os revoltados, que criticam sem argumentos e, quando os tem, não tem coragem de publicá-los. E tantos outros que poderia elencar por vários parágrafos. Os exemplos não se resumem ao jornalismo. Certamente na sua profissão também caberiam como uma luva.

Jornalistas não são melhores, nem piores do que nenhum um outro profissional. Sua influência no dia a dia da população pode ser grande, mas não é maior do que a de um advogado ou de um médico, por exemplo. Sem demérito, de que adianta um jornalista descobrir que uma lei não está sendo cumprida, se há um advogado, ou todo um sistema jurídico por trás, que não está em busca da verdade, mas apenas se presta a provar uma versão? De que adianta um jornalista apontar uma irregularidade na área de saúde, se há um sistema nos bastidores que premia o médico que economiza em uma cirurgia, mesmo que isso signifique uma recuperação mais lenta de um paciente? E de que adianta médicos e advogados agirem de maneira ética e profissional, se a imprensa vira as costas e insiste em se voltar para a mais recente crise histérica da Britney Spears ou para algum novo escândalo envolvendo a Amy Winehouse?

Simon Hunt (Richard Gere) não é nenhum herói, nem tampouco algum tipo de exemplo. Ele é o estereótipo fiel do jornalista que acostumamos a ver nos cinemas. Totalmente despreocupado consigo mesmo, bebendo em excesso, caminhando no limite entre a ética e a ilegalidade, cheio de dívidas e sem oportunidade de levar ao público as verdades que conhece pelo caminho. Deve haver pelo menos uma dezena de filmes em que essa descrição caberia para o personagem “jornalista” retratado no cinema (Aliás aqui cabe algumas perguntas: somos mesmo assim? O que fizemos para que nos vissem dessa maneira? E se não somos assim, como somos?).

Mas há méritos em A Caçada. E, talvez, o maior deles, seja proporcionar essa reflexão dos limites entre a ética e o interesse público, entre a responsabilidade e a total insensatez, entre a vida pessoal e a vida pública, entre a verdade e a mentira, não só da profissão, mas da política e de todo um sistema organizacional de poder que teima em por à prova todos aqueles que pendem para qualquer um dos lados da linha.

Em A Caçada tudo isso é mostrado de maneira simplista, previsível, ingênua até. Mas quem disse que o objetivo é ser levado a sério ou ser fiel a uma história trágica, como a da guerra da Bósnia? E é justamente esse desprendimento, essa certeza de que é mais importante transmitir uma mensagem do que elaborar um roteiro mirabolante, cheio de explosões ou reviravoltas absurdas, é que torna a produção dirigida por Richard Shepard (do também muito bom O Matador) tão agradável e, ao mesmo tempo, tão rica em informações.

Regras são transgredidas em prol de um interesse público, de um público que não está interessado em mudar seus próprios valores, que são ditados e coagidos por organismos de poder tão corrompidos que fica difícil perceber quem são mesmo os caras malvados. Eximir o público e a mídia da alimentação deste círculo vicioso é tão improvável quanto separar os dois lados de uma moeda.

Mas enquanto o jornalismo ficar reduzido a anexo de departamentos comerciais, órgão oficial de grandes corporações ou mera opção de entretenimento na TV, em nenhum momento “o fato em primeiro lugar” será respeitado. Pois no show business apenas uma regra é seguida à risca: “o show tem que continuar”, custe o que custar.

Não espero que o jornalismo sirva apenas para apontar mocinhos ou bandidos, ou se torne mero reflexo dos fatos que presencia no dia a dia. Até porque mocinhos ou bandidos não existem e os fatos nos mostram que mesmo o pior dos caracteres é capaz de rompantes de bondade de fazer Madre Teresa de Calcutá sorrir de alegria. Onde quero chegar com tudo isso então?

Se você em sua leitura chegou até esse último parágrafo espero que possa aproveitar algo de útil dos oito parágrafos anteriores. Que você ao menos possa refletir sobre o assunto e, quem sabe, quando estiver outra vez diante de um limite você possa decidir por escolher o lado certo. Ainda que ele pareça certo apenas para o seu coração. Afinal, é sempre muito mais fácil julgar qualquer decisão tomada do que encarar qualquer novo caminho quando não se conhece o seu final.

Nota 8,0

Diário dos Mortos

21 outubro, 2008 às 18:30  |  por wikerson

George A. Romero dedicou grande parte de sua vida para levas às telas as histórias dos zumbis e mortos-vivos que habitam o seu imaginário. Sempre com qualidade, sempre com uma forte crítica social como pano de fundo e buscando a sua reinvenção.

Em Diário dos Mortos ele prova mais uma vez que o tem ainda não se esgotou. Pelo menos para ele. E se inova em utilizar uma linguagem moderna, a câmera tremida e o tom documental da produção, derrapa em uma edição cansativa e uma narração apagada, que torna o filme quase que insuportável em sua metade.

Seus zumbis continuam inexplicáveis, surgindo do nada e indo também para o nada. Mas algumas boas refelexões dos personagens centrais – um grupo de jovens estudantes de cinema – um final completamente aberto e linha tênue entre a redenção e a descrença completa no ser humano fazem com que o filme valha a pena.

Uma boa pedida para os fãs do gênero e também para aqueles que forem assistir sem esperar muita coisa. Embora fraco, há um pouco de George Romero reconhecido em muitas cenas. E, só isso, já vale a pena.

Nota 6,0.