Tratamento de osteopatia combate dores na coluna

18 abril, 2017 às 11:27  |  por Blog Corpo em movimento

lombalgia_atletas É muito comum encontrarmos pessoas que sofrem ou já sofreram com dores nas costas. Em maior ou menor intensidade, a maioria da população é afetada pela lombalgia ou simplesmente, dor na região da lombar. Cerca de 80% da população mundial apresentará os sintomas da lombalgia durante sua vida. A dor nas costas pode ser desenvolvida pelas posturas do dia a dia, pois, quando ficamos muito tempo sentado na mesma posição pode estressar os tecidos ao redor da coluna e isso gerar a dor mas costas.  Outro fator que é bastante prejudicial é a postura ao mexer no celular. De acordo com o a pesquisa de marketing móvel MMA realizada pela Millward Brown Brasil e NetQuest e divulgada em setembro de 2016, o brasileiro gasta em média 3h14 no smartphone. A postura errada aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais, resultando também em dor. Na maioria das vezes, a localização e os sintomas na coluna vertebral são consequências de alguma disfunção, como desequilíbrios posturais, musculares, viscerais, enfim, independente do tecido acometido. Por exemplo, as dores sobre a coluna lombar podem ter diversas causas, como: tensões ligamentares, contraturas musculares, desgastes nas facetas articulares, colites funcionais, hérnias de disco, entre outras. Uma opção para o tratamento de dor nas costas é a osteopatia, um método de avaliação, diagnóstico e tratamento muito eficaz, utilizado no mundo todo. É uma técnica de terapia manual, sem utilizar qualquer tipo de aparelho eletrônico, apenas as mãos. Não possui contra indicações absolutas e pode ser realizada por pessoas de todas as idades, respeitando sempre os limites de cada indivíduo. A principal diferença entre a fisioterapia convencional e a osteopatia é principalmente o raciocínio clínico voltado para a causa dos sintomas, integrando os sistemas muscular, visceral e craniano. A osteopatia possui um diagnóstico diferenciado, exclusivo para cada paciente, dependendo da avaliação – talvez a parte mais importante de um tratamento. Através dela podemos detectar as possíveis causas para as dores. Primeiramente, procuramos ouvir a história de como começaram os sintomas, em que momento agrava a dor, o tipo de dor, o período e os movimentos que pioram ou melhoram. Usamos também, testes físicos para diagnosticar e confirmar os sintomas. Posteriormente checamos a mobilidade e qualidade dos tecidos envolvidos, sempre fazendo uma inter-relação entre todos os sistemas corporais, até chegarmos em um diagnóstico final com as possíveis causas.

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Lombalgia em atletas

3 abril, 2017 às 15:35  |  por Blog Corpo em movimento

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Cerca de 80% a população sofre de uma crise de dor lombar em algum momento de sua vida. Por razões óbvias, os atletas estão em maior risco de sofrer uma lesão da coluna, devido à atividade física.  Esportes como o esqui, basquete, futebol, ginástica olímpica, golfe ou tênis, oferecem a coluna grandes cargas de estresse, absorção de pressão, torções , giros, e até mesmo lesões de impacto.  Essa atividade extenuante coloca uma pressão na coluna que pode causar danos ao melhor e mais condicionado atleta.  A maioria das lesões ocorre na coluna lombar. Os atletas muitas vezes relutam em procurar ajuda médica.  Muitos deles negam ou minimizam as queixas, a fim de evitar consequências, tais como: ter de diminuir a atividade para a recuperação, perder uma posição ou até ser removido de uma equipe, faltar uma competição, ou deixar a equipe desfalcada. No entanto, evitar a ajuda médica pode agravar lesões.

A maioria das lombalgias pode ser tratada com meios conservadores.  Todos os atletas que sofrem com isso devem procurar um médico.

As causas mais comuns de dor lombar em atletas

Entorses musculoligamentares

Este termo refere-se a todas as lesões de tecidos moles da coluna lombar.  Os tecidos moles são os músculos, nervos, ligamentos, tendões e vasos sanguíneos ao redor da coluna vertebral.  Estas são provavelmente as mais comuns lesões esportivas.  Estas lesões são diagnosticadas por exclusão, o que significa que o diagnóstico é oferecido após todas as outras causas de dor serem descartadas.  Estas lesões são geralmente auto-limitadas, geralmente curam com o tempo, mesmo sem tratamento apropriado, algumas vezes uma reabilitação é necessária.

Espondilolíse e Espondilolistese

Provavelmente causado por um”pars interarticular” geneticamente fraco somado ao esforço repetido para a coluna de diversas atividades físicas durante os anos de grande crescimento.  Pensa-se que espondilolíse aparece em adolescentes e adultos jovens , como resultado do excesso de cargas para a coluna ou eventuais fraturas por estresse do “pars”.

Em atletas, espondilolíse é mais comumente encontrada naqueles que participam de esportes que exigem esforços de hiperextensão da coluna lombar, tais como: ginástica, futebol. Levantadores de peso também têm uma maior incidência da doença devido ao esforço excessivo sobre a coluna vertebral.

Espondilolíse nem sempre produz sintomas perceptíveis.  Quando isso acontece, a lombalgia crônica é o sintoma mais comum. Inicialmente, o tratamento conservador é geralmente sugerido.

Medicamentos anti-inflamatórios e alongamentos / exercícios de fortalecimento podem reduzir a dor.  Se o seu especialista em coluna fizer o diagnóstico de uma fratura de estresse ocasionado pela atividade esportiva, pode-se utilizar um colete imobilizador para que a fratura possa curar. A cirurgia raramente é considerada em tais casos.

Espondilolíse pode também evoluir para uma condição chamada “espondilolistese”. Esta condição ocorre quando a fraqueza causada pela espondilolíse faz com que uma vértebra escorregue para frente sobre a inferior. A possibilidade de progressão é provavelmente mais preocupante em adolescentes do que adultos.

Muitos casos são assintomáticos e não causam quaisquer problemas maiores.  No entanto, por vezes, a vértebra escorregada pode pressionar o canal vertebral.  Isto deixa menos espaço para as raízes nervosas.  A pressão neural pode levar dor a região lombar, nádegas e dor nas pernas, assim como dormência no pé.  Se o problema for grave, a cirurgia pode ser sugerida.

Hérnia discal

Devido ao impacto e movimentos rotacionais extenuantes sobre a coluna dos atletas o disco intervertebral pode sofrer lesões.  Os discos intervertebrais são estruturas que agem como amortecedores entre as vértebras na coluna. Ele é composto de uma anel fibroso e de um núcleo pulposo.

A hérnia de disco ocorre quando a pressão sobre o ânulo fibroso é tão grande que este rompe.  Ao romper, o núcleo pode herniar (deslocar) para dentro do canal vertebral colocando em risco as raízes nervosas. Quando as raízes nervosas se tornam pressionadas e doentes ocorre um padrão de dor e dormência que vai desde a coluna lombar, irradia posteriormente a coxa, abaixo do joelho afetando a panturrilha e até o pé. Esta á a chamada dor ciática, causada pela hérnia discal.

Hérnia de disco geralmente pode ser tratada sem cirurgia, é o que acontece em aproximadamente 70% dos casos. O tratamento de uma hérnia de disco depende dos sintomas e do grau de irritação do nervo ou disfunção.

Cada uma destas patologias se apresenta de forma característica e é de suma importância o diagnóstico adequado.

As lesões musculoligamentares cicatrizam adequadamente e raramente afetam a atividade desportiva por longos períodos.

A hérnia discal, embora algumas vezes necessite tratamento cirúrgico, tem evolução bastante favorável na maioria dos casos e atletas podem voltar a sua condição física inicial.

Os casos de espondilolise e espondilolistese podem ter cursos de dor mais prolongados e tem maior chance de afetar a vida atlética mais definitivamente ou por períodos maiores.

Desta forma, é importante sempre o devido diagnóstico para condução de cada caso, uma vez que, quanto mais precoce a identificação e tratamento, maior a possibilidade de recuperação.

 

Cirurgia da Coluna Vertebral

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Método Mckenzie estimula o próprio corpo na recuperação de lesões

3 abril, 2017 às 15:35  |  por Blog Corpo em movimento

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Entre as variadas formas de tratamento para dores no corpo, especialmente na coluna, pescoço, ombro e braços, o método Mckenzie vem se destacando como uma das melhores opções na fisioterapia da atualidade.

Originado na Nova Zelândia na década de 50, o método se destaca por não utilizar de cirurgias, remédios, calor, gelo, ultrassom ou equipamentos, mas usando apenas a capacidade do próprio corpo em se recuperar.

A maioria das dores músculo esqueléticas é de origem “mecânica”, ou seja, é provocada por uma posição ou um movimento aplicado nos músculos e articulações.

Após avaliação e diagnóstico, os profissionais, devidamente certificados no Brasil pelo Mckenzie Institute, sugerem posições e movimentos capazes de eliminar os sintomas de dor, formigamento, queimação, fisgada, dormência e câimbras, além de recuperar completamente a função dos músculos e articulações e prevenir as reincidências.

No meio da fisioterapia costumamos dizer que o método Mckenzie pode ser comparado com a expressão “menos é mais”. Em Curitiba, desenvolvemos o método no Clube de Reabilitação que está localizado no Complexo da Clínica Artro. Agende uma visita.

 

fisioterapeuta, método mckenzie

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Lesões ligamentares no joelho

3 abril, 2017 às 15:35  |  por Blog Corpo em movimento

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As lesões no joelho são muito comuns na prática esportiva. Dentre elas podemos fazer uma divisão entre as lesões traumáticas (entorses, contusões, luxações) e as lesões que acontecem por sobrecarga, como por exemplo as tendinites, entre outras.  Neste artigo, vou falar sobre as lesões ligamentares de joelho, que se configuram como as lesões traumáticas mais comuns, bem como as mais graves, levando a um tempo maior de recuperação.

Numa descrição anatômica mais básica do joelho (foto 1), as estruturas mais afetadas são os ligamentos e os meniscos. Os ligamentos são os principais responsáveis pela estabilidade do joelho, e dentre eles, os mais importantes são os ligamentos colaterais interno e externo, chamados respectivamente de medial e lateral, e os ligamentos cruzado anterior e posterior. As lesões dos ligamentos colaterais costumam ser menos graves, tendo como sintomas a dor na região do ligamento, bem como nos testes que estressam o ligamento. A recuperação depende do grau da rotura, sendo normalmente o tratamento conservador, com fisioterapia, podendo levar de 2 até 12 semanas para a recuperação completa.

As lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) são bastante comuns em atletas, e acontecem normalmente num trauma indireto, com o individuo torcendo o joelho sozinho. Normalmente, escuta um estalo e não consegue continuar na atividade. Na maioria dos casos, o joelho incha imediatamente. Nesses casos, indicamos o uso do gelo imediatamente e a procura por um médico o quanto antes.   A principal função do LCA é a estabilidade rotacional do joelho, logo, o paciente que tem esse ligamento rompido, após a melhora do quadro agudo, consegue correr em linha reta e nadar, porem não consegue fazer atividades que precise “girar” em cima do joelho. Como raramente este ligamento cicatriza, para aqueles que querem continuar a fazer atividade esportiva, o tratamento é cirúrgico, com a substituição do LCA por tendões da região do joelho, ou enxerto proveniente de banco de tecidos (cadáver).  O tempo de recuperação médio para reestabelecimento da atividade esportiva é de 6 meses, com uma chance de sucesso em torno de 90 % retorno ao esporte.

O ligamento Cruzado Posterior (LCP) normalmente é lesado quando se tem um trauma forte na região anterior do joelho, jogando a tíbia do paciente para trás. O tratamento é controverso, porem em lesões isoladas costumo optar pelo tratamento conservador, com fisioterapia. O tempo de retorno ao esporte em média é de 90 dias.

Além destas lesões mais comuns, temos as lesões combinadas entre estes ligamentos, bem como lesões de outros ligamentos menores, além de lesões meniscais associadas, e em alguns casos fraturas.

Concluindo, temos que individualizar cada caso, e chegar ao diagnóstico correto, para que possamos tratar da melhor maneira possível, visando um retorno breve , sempre prezando pela saúde e bem estar do paciente.

 

Traumatologia do esporte,  Artroscopia, Cirurgia de joelho e Ombro

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