Dor no quadril em atletas

7 agosto, 2017 às 16:46  |  por Blog Corpo em movimento

dor_no_quadril

Dor na região do quadril é uma queixa muito frequente em atletas de diversos esportes e motivo frequente de visita ao ortopedista e demais profissionais da saúde. E o problema não é exclusivamente causado por impacto e saltos, tão recorrentes em certos esportes como corrida e vôlei. Na verdade, observamos que as lesões nessa região estão mais relacionadas a insuficiências e desequilíbrios musculares, malformações ósseas e certos padrões de movimentos repetitivos ou traumáticos.

Impacto Fêmuro-Acetabular

A chamada Síndrome do Impacto Fêmoro-Acetabular é uma patologia descrita tardiamente na história da medicina. Há apenas pouco mais de uma década começamos a diagnosticá-la e tratá-la especificamente. No entanto, seu diagnóstico é bem frequente em atletas com dor no quadril. Basicamente, o problema ocorre porque a cabeça ou o colo (pescoço) do fêmur se choca repetidamente contra a borda acetábulo ou comprime estruturas existentes entre os dois. Este choque, ou impacto, ocorre principalmente durante os movimentos de rotação interna e maior flexão do quadril, frequente em alguns esportes como o hóquei, ciclismo, futebol, ginástica artística, salto ornamental, e até mesmo tênis e golfe. Obviamente, o Impacto não acomete todos os praticantes desses esportes, mas principalmente aqueles que tem pré-disposição devido a alterações na formação óssea do quadril. Alguns indivíduos apresentam a cabeça do fêmur ovalada, e não esférica. Outras pessoas apresentam o acetábulo excessivamente profundo, com um rebordo aumentado ou com o eixo alterado. Algumas pessoas apresentam deformidades em ambos ossos. E uns poucos pacientes com a lesão não apresentam qualquer predisposição anatômica. A Síndrome do Impacto Fêmoro-Acetabular costuma levar a lesões do labrum (um prolongamento de cartilagem fibrosa do acetábulo), da cartilagem articular e dos ossos. Leva a dor durante os movimentos desencadeantes do impacto e de piora progressiva. Alguns pacientes apresentam quadro agudo o bastante para sentir dor mesmo em repouso. Talvez por se tratar de um problema “novo” para a medicina, o tratamento é bem controverso. Algumas pessoas sentem melhora boa o bastante para suas pretensões esportivas apenas com medicação e fisioterapia, diminuindo a inflamação e melhorando a biomecânica do quadril. No entanto, é verdade que boa parte dos pacientes acaba mesmo na mesa de cirurgia. A correção anatômica das lesões e das deformidades pré-disponentes pode ser a única salvação para a melhora da dor e retorno às atividades físicas.

avatar_andre

Siga o Clube de Reabilitação nas mídias sociais: Facebook -  Instagram

0 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>