O RESTAURANTE NO FIM DO PARANÁ

22 março, 2017 às 17:27  |  por Elaine de Lemos
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Foto: blog Londrina Baixa Gastronomia

“De Jacarezinho a Pato Branco, de Foz a Paranaguá…”, trecho do jingle da campanha do Jaime Lerner para governador. E era isso que a gente fazia, igual um bando de malucos: cruzava o Estado de cabo a rabo. Tive várias outras oportunidades de viajar pelo Paraná, em campanha, fazendo eventos pelo cerimonial em 3 gestões, ou produzindo ações promocionais não governamentais. A minha eterna pergunta era: onde vamos jantar? Pouco esganifada, mas vá lá, ainda acho que é o melhor jeito de conhecer a cultura de um local.

Nem todos nas diversas equipes de viagem – de motoristas à equipe jornalística, cerimonial, polícia militar, monitores, recepcionistas, enfim, de um tudo- tem o mesmo interesse pela comida. Seja porque não querem gastar ou não estão na vibe de socializar depois de 600 km rodados. Cansei de ir sozinha, não me arrependo. Na verdade, falta de companhia para jantar nunca foi um impedimento. De lá para cá muito deve ter mudado pelo interior, porém fiquei bem feliz,  fazendo uma mini pesquisa, vi que os lugares que eu adorava ainda estão lá! E, gente, tem muita coisa boa além das paradas de beira de estrada. Falando nelas, na volta de Cascavel:

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Açougue e  Posto 500. Antes era um pequeno açougue sempre cheio, hoje em dia um supermercado. Eles tem a melhor cracóvia do Universo, nem Prudentópolis ganha deles. Tá, talvez a Cracóvia ganhe, mas só.  A Anila no caminho para Irati é outra que triplicou de tamanho, com direito a hotel e posto de gasolina, os valores também engordaram, mas os queijos e fiambres valem a parada. Por último mas não menos importante na beira da estrada, a salada de frutas gelada do Castelinho 100 km antes de chegar em  Foz do Iguaçu. Parada obrigatória.

Quando em Francisco Beltrão, não deixe de ir no KasaNostra, com cara de castelinho medieval e aquele brodo de agnolini que só o sudoeste gaudério sabe produzir.

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Londrina?

blog Londrina Baixa Gastronomia

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Restaurante Rodeio, uma cruza de Bar Palácio com Nonna Giovanna, ali na esquina do Hotel Bourbon. Desde 1966, o filet à parmeggiana impera, mas também tem Steak Diana, ou seja, o lugar é um clássico pé vermelho imperdível.

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Se você for a Maringá e não comer uma vez na vida na Casa Portuguesa com Certeza, volte duas casas! De longe um dos melhores portugueses que ja tive a oportunidade de ir. Uma vez tentei comprar os doces do balcão para viagem, o dono não me deixou, disse” só posso lhe vender um. Se a minha senhora vê este balcão vazio, ela corre a fazer mais, e com esse problema na lombar…” Portugueses e seus raciocínios… A picanha do Casarão também costumava ser famosa. E boa.

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Campo Mourão tem o melhor restaurante estilo Santa Felicidade fora dela, um rodízio de massas com nome de bactéria: Cantina di Colli. Spaguetti aglioglio mandatório. E, lógico, durante as festividades na cidade o tal Carneiro no Buraco realmente vale o quanto pesa.

Paranavaí além do calor senegalesco, oferece a rara oportunidade de comer num restaurante alemão de alto nível, o Mein Haus, com filet suíno curado e defumado na casa e purê de maçã como acompanhamento. Deus é alemão! Nunca foi barato, porém.

De Umuarama lembro do Choppatinhas ( como esquecer ?) com chopp geladíssimo ao lado do hotel e aquelas porções de linguiça com aipim tamanho “Pedro e Bino”.

Em Cascavel a churrascaria Portal sempre teve como diferencial um farto buffet de saladas com uma preparadora que serve o que vc escolher cortadinho na hora, ideia boa, não? Chegando em Foz do Iguaçu,  já não tem mais o Antonio Maria, nesse caso minha sugestão é: ande mais um pouco, atravesse a fronteira e vá no ” El Quincho del Tio Querido”. No fim das contas o Restaurante no fim do Paraná fica na Argentina. Aproveite e me traga um saco de HARINA 0000, melhor para massas e pizzas no Brasil, não há. Por hoje é só pessoal!

P.S. Dedico este texto ao incomensurável Valter Chagas, mestre de cerimônias que é a voz do Paraná, grande companheiro de estrada!

 

 

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