Sem graça
Saiu do ar ontem, após sete anos de sucesso, o Tribuna do Esporte, da TV Iguaçu/Rede Massa. A hora do almoço ficou menos divertida.
Saiu do ar ontem, após sete anos de sucesso, o Tribuna do Esporte, da TV Iguaçu/Rede Massa. A hora do almoço ficou menos divertida.
Na história recente do Atlético Paranaense, sobraram ídolos: Kelly, Alex Mineiro, Cocito, Kléber Pereira, Washington. Alan Bahia foi além desta categoria: foi um Sócio-Furacão no gramado. E se não bastassem o espírito guerreiro o volante, que agora embarca para o Vissel Kobe, do Japão, ainda marcou um punhado de gols. Valeu!
Foto: Jonas Oliveira.
Os fãs dos Beatles iniciaram 2009 com uma dúvida juvenil: torcer para John Lenon, do Atlético Sorocaba, ou para João Lennon, do Cuiabá, na Copa São Paulo de Juniores?
O Lennon do time paulista começou melhor, marcando o primeiro gol da vitória sobre o Bahia, por 2 a 1. O xará, por sua vez, teve dor de cabeça: a equipe matogrossense foi atropelada pelo Palmeiras, por 5 a 1.
Talvez uma viagem pelo submarino amarelo ajude o jovem João a esquecer a tragédia.
Copa São Paulo de Juniores, sábado, em Itu:
Desportivo Brasil-SP 3 x 0 Baré-RR
Alguns atletas perderam o vôo (pelo menos, esta foi a desculpa oficial) e, por isso, o Baré atuou com apenas nove jogadores. Mas apenas um dos garotos veio de Roraima. Os demais são ligados à empresários que alugaram o clube para usá-lo como vitrine neste torneio.
Os que aparecerem ainda hoje têm chance de encarar amanhã o Cruzeiro, que aplicou 5 a 1 no Rio Bananal-ES. Será que compensa chegar na hora?
Copa São Paulo de Juniores
1º tempo: Paraná 2 x 1 Vila Nova-GO
Alegria na Vila
Final: Paraná 2 x 4 Vila Nova
Alegria do Vila
Vanderlei; Pereira, Rodrigo Mancha e Felipe; Pedro Ken, Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba, Marlos e Guaru; Marcos Aurélio e Keirrison.
Estes são os prováveis titulares do Coritiba para a largada do Campeonato Paranaense (contra o Iraty, dia 25, 19h, no Couto Pereira). Só maio dirá se os planos de Ivo Wortmann vão render a taça do estadual (questão de honra no ano do centenário), mas é muito bom o desenho na prancheta do novo técnico.
A saída do zagueiro Maurício é (muito) bem compensada com a vinda de Pereira, os laterais-esquerdos Guaru e Vicente têm potencial para não que não brotem “viúvas de Ricardinho” (que, frise-se, nunca foi uma unanimidade) e há em Marcos Aurélio nível para boas tabelas com Keirrison.
Ah… mas e o Brasileiro sem Keirrison? Calma! O ano está só começando.
Leia mais na matéria de Abraão Benício no Bem Paraná.
Foto (Marcos Aurélio): Comunicação do Coritiba.
Cada virada de ano é tempo de esperanças, resoluções e promessas. E é também o momento das previsões de Mãe Acácia. No ano recém-enterrado, muitos riram quando ela afirmou que Ronaldo não assinaria com o Combate Barreirinha, mas como reza a sabedoria “o tempo é o senhor da razão”…
Então, eis o que Mãe Acácia vê em 2009:
Janeiro
Às vésperas do Campeonato Paranaense, Henrique Dias (ex-Coritiba) é assediado por 14 clubes e faz cinco exigências: 1º) dez meses de férias; 2º) uma limusine para levá-lo à pequena área; 3º) atuar somente no segundo tempo; 4º) um vale-cafézinho permanente do Café Paris; 5º) um pai-de-santo com PhD na arte de benzer a trave adversária.
Cumprindo uma tradição anual, o Iraty dá um suor no Coxa.
Fevereiro
Hóspede da zona de rebaixamento na Inglaterra, o Manchester City é convidado a encarar dois nomes de peso no futebol mundial: o Milan, de São José dos Pinhais, e o Internacional, de Campo Largo. O torneio é marcado para um terreno próximo à zona de Curitiba.
Cumprindo uma tradição anual, o Engenheiro Beltrão engrossa pra cima do Paraná Clube.
Março
A Fifa anuncia as sedes da Copa de 2014: Bocaiúva do Sul fica fora.
Cumprindo uma tradição anual, Pedro Oldoni faz gol contra o Cianorte.
Abril
Contrariando uma tradição anual, o Iguaçu de União da Vitória sai do campeonato sem ter perdido uma vez sequer de oito: 8 a 1, 8 a 2…
Enquanto Dunga ouve vaias, Zagallo manifesta sua vontade de completar 100 anos de “amarelinha”.
Maio
O Nacional de Rolândia não consegue vaga para a decisão do Campeonato Paranaense.
Edmundo prepara a hora do adeus, mas é interrompido por um convite do Bad Boys, equipe amadora de Almirante Tamandaré.
Junho
Crise no Planalto: Ronaldo faz as malas e Mano Menezes se recusa a convocar Lula para o ataque do Corinthians.
Crise no Comando de Caça aos Cachaceiros: a ala radical do CCC encontra um zagueiro bebendo quentão na festa junina do Paraná Clube, mas a diretoria se recusa a enquadrar o criminoso.
Julho
Ônibus de finalista quebra na estrada e decisão da segundona paranaense vai para o tapetão.
Emerson Leão reclama do juiz, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo se queixam da imprensa, Dorival Júnior pede mais tempo para acertar o time e Cuca aparece com semblante cabisbaixo no vestiário.
Agosto
Jogador do Atlético Paranaense ganha causa na Justiça e, em seguida, assina com o São Paulo.
Reza em Londrina: o Tubarão recebe um adversário já eliminado e depende apenas de si para avançar na Série D. A torcida teme o pior.
Setembro
Na Vila Capanema, cumprindo uma tradição quinzenal, a turma do amendoim vaia o técnico do Paraná Clube.
Escalado para um jogo em Belém, Wagner Tardelli é acusado de ter se vendido por conta de uns ingressos para o show da Joelma do Calypso.
Outubro
Antes do duelo contra o Brasil, Maradona polemiza: “Maradona es muy mejor que Biro-Biro”.
Nenhum jogador comparece à festa do centenário do Coritiba: vão todos para o Palmeiras.
Novembro
Cristiano Ronaldo diz “não” para o Flamengo e, fiel às suas raízes, flerta com um time da colônia portuguesa: a Tuna Luso.
Mais uma revelação do interior paranaense brilha na capital. Na capital do Rio Grande do Sul.
Dezembro
Barack Obama esnoba convite para conhecer a Arena da Baixada. Resignado, Mário Celso Petraglia aceita a realidade: a ONU é contra o Atlético.
Ainda devendo para a dona da pensão da Saldanha Marinho, o Real Brasil apresenta a maquete da Arena Almeida (estádio, centro comercial e hotel seis estrelas) e se inscreve no Campeonato Mexicano.
“Olha o gol!”
“Aonde, Kramer?”, perguntava o narrador Lombardi Junior.
“No VGD, Zé Dias aos 23 do 1º: Londrina 1, Matsubara 0.”
Nas tardes de domingo, a Rádio Clube Paranaense espalhava sua equipes nos estádios da capital e do interior. Mas seja por questões técnicas ou econômicas era inviável estar em todos os campos. Mas Oldemar Kramer estava.
Num tempo em que futebol na televisão era artigo de luxo e que celulares e computadores eram cenas de ficção científica, Kramer telefonava, se preciso, até para delegacias de pequenas cidades para descobrir o resultado de um jogo do Campeonato Paranaense. Ao final da domingueira a tabela estava completa.
O esforço do Professor Oldemar Kramer e de seus parceiros, em especial Carlos Kleina, com quem dividiu o microfone por três décadas, e Pedro Rogério Gregoski, que o auxiliou na retaguarda por mais de vinte anos, era também o alívio de jornalistas de todo o estado: para fechar a página de resultados bastava sintonizar o Grande Placar Esportivo B-2.
Em cinquentas anos de rádio, completados no dia 1º de novembro passado, Kramer ganhou respeito de moradores dos grandes palácios e das humildes moradas. Em 1972, o presidente Emílio Médici, em visita ao Paraná, o consultou sobre as possibilidades do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Ao longo da carreira, recebeu incontáveis mensagens de ouvintes que lhe agradeciam pelo fato de, mesmo longe de suas cidades de origem, poderem acompanhar a “marcha da contagem” de seus times. Em setembro de 2006, quando a Clube iniciou o desmonte de sua programação local, foi ao “papa dos plantões esportivos do Brasil” que o vice-governador Orlando Pessutti perguntou o que poderia ser feito para mudar a situação.
Ontem, vários alunos, ouvintes e admiradores de Oldemar Kramer estiveram no Cemitério da Água Verde. Como última homenagem palavras do apresentador e comentarista Sílvio de Tarso sintetizaram o sentimento de todos os presentes.
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Mesmo fora do ar e extremamente revoltado com os rumos da Clube, agora uma mera repetidora de programação paulista, Kramer prosseguia atualizando dados sobre os diversos campeonatos. “Se precisar entrar no ar hoje está tudo na mão”, Em outubro, voltou ao microfone, através da Difusora AM 590, atendendo convite de Sidnei Campos, Edgar Felippe e Capitão Hidalgo, com quem convivera na Clube dos tempos de Lombardi Junior.
Lombardi, lá no céu, estava precisando de um plantão esportivo…
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“Oldemar Kramer sempre foi e sempre será, para mim, o maior plantão esportivo que este país já teve”.
Domingos Machado, da Rádio Expressão FM de São Paulo, ex-plantão da equipe de Osmar Santos na Rádio Globo.
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Iniciei minha vida de cronista esportivo como rádio-escuta da B-2 em 1986, aprendendo com Oldemar Kramer. Obrigado, Professor!
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Foto retirada do blog de Edemar Annuseck, com quem Kramer cobriu a Copa América de 1995, no Uruguai, pela Clube.
Ouça o depoimento de Carlos Kleina na Rádio CBN.
“Fizemos uma proposta para ter o Carlinhos Paraíba e o Coritiba não manifestou interesse. Com isso, o negócio está praticamente encerrado”.
Gilberto Cipullo, vice-presidente do Palmeiras, ontem ao portal Terra.
Ficou mal para o Paraíba. Pelas declarações, o 10 estava louco para ir embora. Papai Noel não atendeu o pedido. Espera-se que a frustração não contamine seu futebol no Paranaense.
Foto: Franklin de Freitas.
Para que time você torce?
Corinthians…12,5%
Atlético Paranaense…9,6%
Palmeiras…7,6%
Coritiba..7,5%
São Paulo…6,5%
Flamengo…6,2%
Santos…4,3%
Paraná…3,2%
Grêmio…2,6%
Internacional…1,4%
Fonte: Paraná Pesquisas, que entrevistou 101.981 pessosas, entre fevereiro e novembro deste ano em 68 cidades paranaenses. Os resultados foram publicados ontem e hoje pela Gazeta do Povo.
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Não espanta a liderança do Corinthians, mas este excelente levantamento aponta outros índices da mísera importância que os times de Curitiba têm no interior:
1) fora da região metropolitana, o trio da capital divide uma fatia de apenas 3,65% deste bolo: Atletico, 2%; Coritiba, 1,3%; Paraná, 0,35%.
2) mesmo sem um título relevante, além do Campeonato Paulista, há quase dez anos (campeão da Libertadores da América em 1999), o Palmeiras tem tantos torcedores quanto o Coxa;
3) O Flamengo é o preferido em quatro cidades ouvidas na pesquida (Paranaguá, Rio Negro, São Mateus do Sul e União da Vitória) e o Coxa “manda” apenas em Contenda
4) em Adrianópolis, a apenas 133km de Curitiba, as cinco maiores torcidas são de fora: pela ordem, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Flamengo.
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É inútil brigar com a história do estado (paulistas colonizaram o Norte e gaúchos, o Oeste), com o despejo semanal de jogos de cariocas e paulistas pela televisão e com a escolhas já feitas por pessoas que vieram de outros estados. Tampouco funcionam apelos como “paranaense deve torcer para paranaense”.
No interior mineiro os clubes de Belo Horizonte eram rejeitados. O Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Natal e Raul Plassmann ganhou a Taça Brasil de 1996, derrotando o Santos de Pelé, no Pacaembu, e quebrou a barreira. Nos anos 70, a ascensão do Atlético Mineiro também ajudou.
No interior gaúcho até a década de 60, Grêmio e Internacional eram vistos como forasteiros “lá de Porto de Alegre”. Quando a dupla Gre-Nal se firmou entre os grandes do país a rejeição acabou de vez.
Para diminuir o buraco entre o trio de Curitiba e o torcedor do interior paranaense só há um jeito: disputar títulos nacionais. E, se possível, ganhá-los…
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“Doutor, eu não me engano! O Paraná é corintiano!”
“O Elano está jogando abaixo do esperado. Então, deixei ele em casa.”
Mark Hughes, técnico do Manchester City, que não incluiu o meia nem entre os reservas, ontem, no jogo contra o lanterna West Bromwich.
Sem Robinho, Jô (contundidos) e Elano, o novo-rico do futebol inglês (gastou R$ 300 para a temporada 2008/2009) também jogou “abaixo do esperado” e perdeu por 3 a 1 e caiu para a 18ª colocação, hospedando-se na zona de rebaixamento.
Herói do título mundial de 2006, Adriano Gabiru não interessa mesmo ao Internacional. O contrato do meia, que frequentou a reserva do Goiás no final do Brasileiro, não será renovado.
Gabiru sai e entra Giuliano. Falta pouco para a jóia da coroa do Paraná Clube deixar a Vila Capanema e rumar para o Beira-Rio.
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Não tem uma vaguinha para Gabiru na Vila?
Fotos: Rafael Nonemacher (montagem) e Franklin de Freitas.
“Era uma relação baseada na amizade, no amor. Tínhamos um plano de deixar ele se recuperar primeiro para depois apresentar uma proposta (…) Achamos que era pegadinha.”
Kleber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo, no Sportv, sobre a relação do clube carioca com Ronaldo e a contratação do craque pelo Corinthians.
“Fiz muita burrada, realmente. Mas sempre dei a cara pra bater”.
Do zagueiro Daniel Marques ao repórter Irapitan Costa, da Tribuna do Paraná.
Em 2009 a torcida do Paraná Clube terá que eleger outro alvo para os dias de crise: o camisa 3, muito criticado pelo seu apego à noite, vai para o Barueri. Há um mês, Daniel temia a queda para a terceirona do Campeonato Brasileiro. Agora, subiu para a primeira.
Foto: Franklin de Freitas.