As portas da esperança

25 August, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
16:44

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Mais uma vez o desempenho (23º lugar) ficou perto do que a sensatez previa, mas infinitamente abaixo da expectativa da torcida. E assim terminou mais uma Olímpiada, esta versão d’A Porta da Esperança na qual os brasileiros são heróis por serem sempre os desafortunados, os pobrezinhos do terceiro mundo. Mesmo que isto nem sempre seja verdade.

E renascem a indignação coletiva pela falta de apoio e as promessas governamentais para que daqui a quatro anos estejamos à frente de potências, como Jamaica (13º), Quênia (15º) e Etiópia (18º). Pelo menos, ultrapassamos Cuba (28º), outrora imbatível na América Latina.

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A primeira Olímpiada a que eu assisti com atenção foi a de Moscou, em 1980 (da de 1976, em Montreal, lembro vagamente), programa que aliás não despertava nenhuma corrente patriótica. Mas a coisa já era outra em 1984: o vôlei gerava ídolos como Bernard, Isabel e Montanaro e a televisão começava a praticar outros esportes, além do futebol. Luciano do Valle, chegando à Bandeirantes, já sonhava com um Brasil Olímpico, mas ouro mesmo só quem viu foi Joaquim Cruz, do atletismo.

Em 1984, dizia-se, os jogadores de futebol eram um “bando de mercenários” que só pensavam em dólares e anunciava-se que os brasileiros estavam preferindo vôlei e basquete. A revista Placar acreditou nesta mudança de hábito e lançou um sub-título “Todos os Esportes, que durou apenas três meses.

Vinte e quatro anos depois, o espaço midiático (internet, tevê a cabo) multiplicou-se e o esporte também foi chamado para preenchê-lo. Mas novamente saímos de uma Olímpiada execrando a seleção de futebol masculino, a dos “mercenários”, aplaudindo os heróis que trouxeram as “nossas” medalhas e acreditando que gostamos de judô, atletismo e natação.

Na real, não gostamos de ver esporte. Nós gostamos é de nos vernos no pódio. Com as “nossas” medalhas.

Foto (Maureen Maggi): Alaor Filho/COB.

 

2 Comentários para “As portas da esperança”

  1. 1 Laercio Tavares
    26 August, 2008 às 11:12

    Olá na realidade a quantidade de medalhas do Brasil continua uma Piada, os atletas estão sem amparo lega, e incentivo para a formação de jovens atletas a exemplo da China, que bateu os EEUU nas quantidades de medalhas, isto demonstra que o Governo deu apoio incentivo e subsidio financeiro para os atletas se aprimorarem.

  2. 2 Laercio Tavares
    26 August, 2008 às 11:15

    Quanto a Seleção de Futebol masculino, não deu mais uma vez, a falha de preparação, e a espera dos atletas que encontran-se no Exteiror, dificulta a formação de uma Equipe base que tenha entrosamento, poís o futebol é conjunto. O Dunga não tem culpa poís é o que lhe apresentam, deveria sim se importar em Selecionar sómente os jovens jogadores que atuam no Brasil, com mais tempo para o treinamento tipo de uma orquestra sinfonica.

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