Enfim, alguma oposição
Nelson Fanaya, candidato à presidência do Atlético
Para um clube desacostumado à bate-chapas, o surgimento de um candidato hoje desvinculado ao atual comando é uma ótima notícia. Ganhar ou perder é de menos. Os insatisfeitos com o rumo da prosa precisam marcar terreno.
Oposição não é sinal de crise. São Paulo e Grêmio, por exemplo, sempre têm bate-chapa. O estranho seria a repetição da eleição passada, quando ninguém se candidatou, dando brecha para a situação apregoar: “Gritam, esperneiam, mas na hora H… ninguém aparece.”
Mesmo antes da Era Clube Atlético Petraglia, iniciada em 1995, já não havia bate-chapa na Baixada. Entre 1978 e 1994, tempos de penúria, Antonio Guimarães Lück, Onaireves Moura, Valmor Zimmermann, Milton Ísfer, José Carlos Farinhaqui e Hussein Zraik assumiram a cadeira sem qualquer contestador nas redondezas.
Oposição faz muito bem à saúde.
Foto: Jonas Oliveira.