Um clube e sua gente
No filme argentino Clube da Lua, um sócio tenta impedir que a sede seja vendida para uma imobiliária. Esta, para seduzir os votantes, oferece empregos. Não vou contar mais do filme, mas a impressão é de que o tradicional clube não mais importa àquela gente.
Quarta-feira passada, o Londrina foi rebaixado à segunda divisão no Campeonato Paranaense. A queda foi dura, mas já prevista. De 2004 para cá, o alviceleste sofreu três rebaixamentos (dois no Brasileiro), a renúncia de um presidente (Carlos Alberto Garcia), a penhora da sede campestre, um sem-fim de dívidas e acreditou que os bons contatos de Peter Silva, presidente desde 2006, seriam suficientes para bons resultados.
Como o Clube da Lua, o Londrina corre o risco de não mais importar à sua gente.
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Em outros tempos, economia forte na região e renda na bilheteria faziam a diferença no futebol do interior. Hoje, a formação de um bom time despreza estes itens. O que Cianorte tem que Maringá não tem?
Para pensar na cama, como diria Joelmir Beting:
o orçamento mensal do Nacional de Rolândia, vizinho de Londrina, é de modestos R$ 40 mil.
