Arquivo de May, 2009
Feitiço no céu

Morreu hoje, aos 82 anos, o parnanguara João Hélio Alves, supervisor e técnico dos principais times paranaenses entre os anos 60 e 80. O “Feiticeiro” foi campeão brasileiro pelo Coritiba em 1985 e como toda a torcida atleticana nunca esqueceu o gol (só um golzinho…) que faltou, em 1983, contra o Flamengo.
Era tão respeitado por dirigentes e jogadores quando respeitador de uma arte extra-futebol: o da macumba.
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A foto é a capa da biografia O Feiticeiro do Futebol, escrita por Carneiro Neto.
Não deixe para amanhã
Brasileirão: São Paulo 3 x 0 Cruzeiro
Gols de dois ex-atleticanos (Washington e Dagoberto) e de um ex-paranista (Borges) na estréia do ex-coxa-branca Marlos, que foi muito elogiado e declarou:
“O Muricy (Ramalho) pediu que encarássemos o jogo como se fosse uma final”.
No Morumbi, o papo de que o jogo que vale é o de hoje e não o de quarta-feira funcionou. Enquanto isso, no Alto da Glória…
Fora do baile
Pela vitória de Curitiba hoje no Congresso da Fifa, Mario Celso Petraglia mereceu justa homenagem do ETA (Esquadrão da Torcida Atleticana). A Copa do Mundo de 2014 na Arena da Baixada era, inicialmente, mais uma obsessão do outrora poderoso chefão rubro-negro do que uma causa do Estado.
O que surpreende é de quem partiu a iniciativa: Doático Santos, comandante do ETA, braço-direito e esquerdo do governador Roberto Requião e que costumava atormentar Petraglia com medidas populistas, como ir à Justiça para reduzir preço de ingresso de futebol, como se isto fosse uma questão pública.
No Barigui, houve a festa da cidade, comandada por Beto Richa. Para as Bahamas voou Orlando Pessutti (faria diferença aos 45 do 2º?). Petraglia (agorrante, desagredador, não importa aqui) ficou fora do baile oficial.
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As cidades-sedes, por região: 4 do Nordeste (Fortaleza, Natal, Recife e Salvador), 3 do Sudeste (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo), 2 do Sul (Curitiba e Porto Alegre), 2 do Centro-Oeste (Brasília e Cuiabá) e 1 do Norte (Manaus).
Foto: Jonas Oliveira.
O passeio do Imperador
Campeonato Brasileiro, Série A, 4ª rodada:
Flamengo 2 x 1 Atlético Paranaense
(hoje, 16h, Maracanã)
Gols: Antônio Carlos (contra) 14 do 1º, Adriano (cabeça) 50s e Rafael Moura (pênalti) 24 do 2º.
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Esses cariocas para fazer festa são imbatíveis. Hoje, fizeram auê pelo retorno de Adriano, festejaram gol de Adriano, viram toque de calcanhar de Adriano e para que nada quebrasse a magia deste domingo ainda arranjaram um adversário inofensivo, veloz como uma carroça.
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A qualidade atleticana limitou-se a Vinícius, que evitou uma goleada, e a Márcio Azevedo patrocinou alguns arranques ao ataque (foi ele quem sofreu o pênalti).
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Voltou Valencia, mas Rhodolfo é que parecia estar há tempos sem jogar.
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Flamengo: Bruno; Léo Moura (Everton Silva, 42 do 2º), Ronaldo Angelim, Aírton e Juan; Toró (Welinton, 35 do 2º), Williams, Kléberson e Ibson; Emerson (Everton, 35 do 2º) e Adriano; técnico: Cuca.
Atlético: Vinicius; Rhodolfo, Antonio Carlos e Chico; Raul (Manoel, 19 do 2º), Valencia, Rafael Miranda (Wesley, 28 do 2º), Julio dos Santos e Márcio Azevedo; Rafael Moura e Marcinho (Patrick, intervalo); técnico: Geninho.
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Foto: Júlio César Guimarães/Agência Fla.
O Verdão (de lá) jogou em casa
Campeonato Brasileiro, Série A, 4ª rodada:
Coritiba 1 x 3 Goiás
(hoje, 18h30, Couto Pereira)
Gols: Felipe Silva (pênalti) 6, Iarley 30, Felipe Silva 37 do 1º e Marcelinho Paraíba 5 do 2º.
Expulsão: Rafael Tolói (Go) 21 do 2º.
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1º tempo do Coxa: Vanderlei, que defendeu o pênalti que o juiz mandou voltar, alegando que o goleiro se adiantara. E só.
2º tempo do Coxa: Marcelinho Paraíba e Renatinho.
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Disseram que o jogo seria no campo do Verdão e o alviverde de lá sentiu-se muito à vontade. Ramalho foi o inspetor geral no meio-campo e Felipe Silva, o dono da bola no ataque.
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Coritiba: Vanderlei; Cleiton (Leandro Donizete, 34 do 1º), Felipe e Pereira; Márcio Gabriel, Jaílton, Pedro Ken (Ariel Nahuelpan, intervalo), Carlinhos Paraíba e Vicente (Renatinho, 18 do 2º); Marcelinho Paraíba e Bruno Batata; técnico: René Simões.
Goiás: Harlei; Leandro Euzébio, Rafael Tolói e Ernando; Fábio Bahia, Amaral (Everton, intervalo), Ramalho, Felipe Menezes (João Paulo, 24 do 2º) e Julio César; Felipe Silva e Iarley (Zé Carlos. 40 do 2º); técnico: Hélio dos Anjos.
Árbitro: Pablo dos Santos Alves.
Fotos: Jonas Oliveira.
Como gente grande
Campeonato Brasileiro, Série B, 4ª rodada:
Paraná 3 x 1 Vasco
(hoje, 16h10, Vila Capanema)
Gols: Edgar (cabeça) 12, Alex Afonso (cabeça) 17 do 1º, Marcelo Toscano (falta) 9 e Dinelson 24 do 2º.
Expulsão: Enrico (Vas) 38 do 1º.
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Nem o gramado irregular da Vila impediu um bom jogo nesta tarde. Toques rapidos e precisos de lado a lado. Os senões dos capanemas se resumiram a inconstância da defesa no início da partida. Faltava alguém para cobrir as viagens do ala-esquerda Marcelo Toscano ao ataque e sobrava indecisão dos zagueiros Freire e Dirley: Edgar achou vaga fácil para fazer 1 a 0.
Mas o Paraná não se abateu com a vantagem vascaína. Se não fosse o goleiro Fernando Prass (ex-Coritiba) o time de Zetti já sairia vitorioso antes do intervalo. Alex Afonso que o diga.
Depois do empate, os lançamentos de Davi, os cruzamentos de Bebeto pela esquerda e as investidas de Marcelo Toscano empurraram os caseiros para o ataque. E Alex Afonso, além de anotar um gol, ainda acionou Dinelson, que selou a vitória 12 min depois de sua volta à equipe.
Pouco importa se o Vasco veio com um time reserva ou se sofreu uma expulsão no final do primeiro tempo. O Paraná hoje fez a sua parte. E fez bem feito.
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Será preciso aparecer um “bicho papão” para a trupe da Vila jogar como gente grande?
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Paraná: Ney; Marcelo Toscano, Freire, Dirley e Murilo Ceará; Adoniran, João Paulo, Davi (Luiz Henrique, 28 do 2º) e Bebeto (Malaquias, 34 do 2º); Alex Afonso e Wando (Dinelson, 12 do 2º); técnico: Zetti.
Vasco: Fernando Prass; Paulinho, Leonardo, Titi e Pará (Nilton, 19 do 2º); Mateus, Bruno Gallo, Enrico e Jeferson (Rodrigo Pimpão, intervalo); Edgar e Fernandinho (Ramon, intervalo); técnico: Dorival Júnior.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Fotos: Jonas Oliveira.
Taison demolidor
Copa do Brasil, semifinal, jogo de ida:
Internacional 3 x 1 Coritiba
(ontem, 21h50, Beira-Rio)
Gols: Marcos Aurélio 13, Taison 21 do 1º, Alecsandro 14 e Andrezinho 16 do 2º.
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O Coritiba fez o “impossível” gol no Beira-Rio, mas recuou demais e tornou previsível o resultado. Antes de qualquer lamento, porém, convém frisar que foi uma vitória do talento colorado e não um fiasco coxa-branca.
Taison mostrou veia de demolidor com um gol, servido por Nilmar, e ao despistar a marcação com dois sassaricos (um pelo miolo, outro pela direita) que abriram a estrada para a virada. E merece aplausos o “elevador” de Alecsandro, um passe pelo alto na grande área, que serviu para Andrezinho fechar a conta.
A lamentar, além do placar, o fato do diplomata René Simões ao mexer nas peças ofensivas (Marcos Aurélio por Ramón e Ariel por Hugo) não ter chamado o rápido Renatinho, que seria a melhor opção para tentar outra brecha na cerca do Inter, quando os caseiros já se acomodavam com o 3 a 1 e davam espaço para o Coxa.
O Internacional não precisou ser brilhante, mas quando teve a vez não pestanejou.
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Semana que vem tem Marcelinho Paraíba. Ajuda muito. E “eles” não terão Nilmar. Oremos, irmãos!
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Internacional: Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Sandro, Magrão, Andrezinho (Marcelo Cordeiro, 37 do 2º) e D’Alessandro (Gleidson, 32 do 2º); Taison e Nilmar (Alecsandro, 37 do 1º); técnico: Tite.
Coritiba: Vanderlei; Pereira, Rodrigo Mancha e Felipe; Márcio Gabriel, Pedro Ken (Cleiton, 26 do 2º), Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba e Vicente; Marcos Aurélio (Ramon, 30 do 2º) e Ariel Nahuelpan (Hugo, 16 do 2º); técnico: René Simões.
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes (SP)
Fotos: Jefferson Bernardes/Vipcomm.
Crise conjugal
“Eugênio já foi um gênio. Oito anos depois, ele está nos enganando. Como um Ray Conniff que vem aqui buscar nosso dinheiro por conta de um sucesso antigo num tempo que não mais existe”.
Sandro Guti, no Blog da Baixada.
Sandro não fala sozinho. Acabou o encanto da torcida por Geninho. Pelo menos, até que o Atlético volte a respirar…
Ilustração: Blog Partilhar.
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Felipe Pinto, bom meia do Cianorte, que interessou ao Atlético, foi emprestado ao todo-poderoso Paulista de Jundiaí. Vai disputar a Série D, a quarta divisão do Brasileiro.
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Na foto, jornalista quebra a cabeça para encontrar uma animadora notícia atleticana.
Vinícius em vez de Galatto? Talvez.
Achei! O jogo contra o Flamengo, talvez com um festerê carioca por Adriano, será no Maracanã. E agora o (muito) melhor para o Furacão é sair de casa. Serve esta?
LondrIraty?
O Iraty quer se mudar para Londrina, onde a SM Sports, do presidente iratiense Sérgio Malucelli, mantém um centro de treinamentos. Para isso, o Azulão deve alterar o nome, mantendo o CNPJ. Falta apenas o “sim” da Federação Paranaense de Futebol.
Esta é a única hipótese da “capital do Café” ter um time na primeira divisão do Paranaense de 2009, pois o Londrina foi rebaixado este ano. Mas será difícil convencer a torcida do Tubarão a vestir outra camisa.





