Tratamento de choque
Castigo para cinco no Atlético Paranaense: Alberto, Antônio Carlos, Zé Antônio, Netinho e Rafael Moura treinam, a partir de hoje, separados dos demais.
Desde que voltou, Alberto nunca foi o de antigamente. Era o favorito deste páreo de cabeças cortadas. De Zé Antônio não havia muito o que esperar, afinal nunca se firmou. Quanto a Rafael Moura pesou a má fase e o falastrão que já tumultuara o clima no ano passado, embora posteriormente tenha se redimido com gols básicos.
O que muito surpreende nesta crise é a “ressurreição” de Netinho, outrora xodó. Agora, ainda se recuperando de uma cirurgia no púbis, tornou-se a laranja podre desde que veio a público sua discussão com Waldemar Lemos. Antigo candidato a fazer bela história no Atlético, com cobranças de faltas e cruzamentos fundamentais no terrível retão final de 2008, Netinho faz história às avessas.
Não se sabe até quando vai a ordem. Pode bem o novo técnico imediatamente anular este tratamento de choque que, tanto quanto uma necessidade, é uma forma da diretoria lavar as mãos diante da torcida, um aviso de que “estamos trabalhando”.
Convém destacar o questionamento contra Antônio Carlos. O zagueiro nem é dos vilões preferidos pela massa, mas há muito destoa. Seu afastamento é o melhor aviso de que não há mais intocáveis no CT do Caju. Nenhum? Quer dizer, ainda resta o Marcinho.



