Cobertor insuficiente
Há pouco tempo o Coritiba perguntava se alguém sabia de um bom lateral-esquerdo e de um bom centroavante disponível. E lá do Barigui vieram Rodrigo Crasso e Bruno Batata. Pensei: salvo alguma perda na janela de meio de ano, a companhia alviverde está bem montada. Entretanto, tal como no drama do cobertor insuficiente que socorre um lado e desabriga outro, a defesa outrora confiável agora escorrega.
Quando um ataque quando vai mal, as alternativas para melhorá-lo partem do exercício de estar com a bola. Mas quando uma defesa vai mal há um agravante, pois muito do jogo de uma defesa é feito sem a bola. É preciso treinar “prevendo” o que o adversário será capaz de fazer.
Felipe, o “vilão” de domingo passado, falhou com a bola nos pés. Não foi um erro de marcação, embora deste mal o Coxa sofra com mais frequência, como melhor ilustrou a derrota anterior para o Internacional (3 a 1, pela Copa do Brasil), numa comprovação de que os vacilos são mais de grupo do que individuais.
Domingo próximo, contra o São Paulo, René Simões terá que improvisar um volante na vaga de Felipe e Pereira, ambos ausentes. Talvez Jaílton se revele como surpresa, como já aconteceu com Rodrigo Mancha. Mas, por enquanto, só o que contraria a previsão de trovoadas na defesa é o retorno de Leandro Donizete, o vigilante postado no meio-campo.
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Ainda sobre defesa. Agora a do Atlético. Há apenas três rodadas em ação na Baixada, Waldemar Lemos já ajuda Rhodolfo a recuperar a confiança da torcida. E Rhodolfo, entre os atleticanos mais radicais, era tido com um sujeito sem salvação.
Foto: Jonas Oliveira.