Arquivo de agosto, 2009
O garçom Careca
Barueri 2 x 2 Corinthians
O ala-esquerda Márcio Careca, que não aprovou no Paraná Clube em 2007, fez as assistências dos dois gols do Barueri, um de Flavinho, outro do artilheiro Val Baiano (ex-Grêmio Maringá), agora com 11 gols. No primeiro lance, ele cruzou, no segundo, tocou de cabeça.
Além de Careca, o caçula da Série A dispõe de outro chutado da Vila Capanema: Daniel Marques.
Paranista, visite a fábrica de reciclagem do Barueri.
Não há vagas
Pouco a pouco, esgotam-se as chances do Coritiba ser campeão de alguma coisa em 2009. O 32º Peladeiro Santa Amélia já está na segunda fase. Distraído, o alviverde nem se inscreveu. Eis alguns resultados: Super Mercado Burrão 3 x 0 Caiçara; Santa Helena 2 x 0 Puro Sangue; Jaguarões 4 x 0 Vynicalse.
Mas, jornalista invesgativo que sou, pretendo investigar se ainda há tempo de inscrição para o 17º Torneio Curitiba-Araucária de Truco Sub-63.
Baianos incômodos
O Coritiba eliminou o Bahia na Copa do Brasil após dois empates (2 x 2, lá; 0 x 0, cá). Porém, no saldo da temporada, o trio-de-ferro curitibano é freguês da dupla Ba-Vi: 6 vitórias baianas, 2 empates e só 1 vitória paranaense, a do Coxa sobre o Vitória (2 x 0), ontem.
E você ainda acha que baiano não trabalha?
Avaí da B?
Brasileiro, Série B: Duque de Caxias 1 x 4 Campinense
O rubro-negro da Paraíba continua na lanterna, mas reage: três vitórias em seis rodadas; invicto há quatro jogos. Com a volta de Freitas Nascimento (ex-Londrina), o técnico do acesso à Série B, o time já ganhou cinco partidas. Antes, venceu apenas um (e perdeu sete).
Será um clone do Avaí?
Fotomontagem: Blog Mais.
Em alta com Franco
O Coritiba perdeu para o Vitória nos pênaltis, mas o que prevalece na estatística é o resultado dos 90min: 2 a 0 para os verdes. O que importa isso? Vale para frisar a boa performance alviverde nos primeiros dias de Ney Franco: 75% de aproveitamento (3 vitórias e 1 derrota) e saldo positivo de 4 gols (6 a favor e 2 contra).
Foto: Franklin de Freitas.
Armada portuguesa
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Após a derrota para o Vila Nova (2 a 1), ontem no Canindé, quatro homens armados entraram no vestiário da Portuguesa, que não vence há seis rodadas, e intimidaram alguns jogadores. Ao comentar a invasão, o técnico René Simões, no cargo há três jogos, afirmou que o elenco costuma receber ameaças anônimas por telefone.
Desabafo do meia-atacante Edno: “Não tenho mais clima para jogar aqui. A torcida é muito folgada. Tudo que acontece eles correm pra cima de mim. Até minha família já foi ameaçada”.
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Uma torcida assim só um técnico controla: o Delegado.
Duplo acarajé: chora, pinhão!
Campeonato Brasileiro, Série B, 20ª rodada:
Paraná 1 x 2 Bahia
(hoje, 19h30, Vila Capanema)
Gols: Rafinha 25 do 1º, Jael (2 de cabeça) 19 e 42 do 2º.
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Copa Sul-Americana, 1ª fase, jogo de volta:
Coritiba 2 x 0 Vitória…pênaltis: Vitória 5 x 3
(hoje, 20h15, Couto Pereira)
Gols: Marcelinho Paraíba 2 e Renatinho 12 do 2º.
Pênaltis: gols de Carlos Alberto, Leandro Domingues, Magal, Apodi, Roger (V), Marcelinho Paraíba, Rodrigo Heffner e Renatinho (C). Jéci (C) chutou para fora.
Vitória classificado para a 2ª fase.
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Numa só noite a dupla Ba-Vi apagou a ilusão de duas torcidas curitibanas. O Paraná não sobe para a Série A e o Coritiba não ergue taça alguma no ano do centenário. Resta apenas tentar não cair de divisão.
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Marcelo Toscano e Márcio Goiano voando nas alas, Davi senhor dos passes longos e Rafinha e Adriano bem colocados no ataque insinuaram uma goleada paranista. Um minuto após bem servir Rafinha (1 a 0), Toscano quase ampliou, da entrada da área, mas o disparo voou fora. Ainda no primeiro tempo, um cabeceio de Davi exigiu notável vôo do goleiro Fernando. Já no segundo tempo, o artilheiro Rafinha jogou fora duas chances espetaculares (na primeira, nem goleiro havia).
Alheio aos desperdícios caseiros, Jael cabeceou certeiro duas vezes para o canto esquerdo de Ney (no primeiro lance, escandalosamente livre de marcação). Valeu o ditado: “Quem não faz, leva”.
Entre o primeiro e o segundo gol, o Bahia agradeceu ao técnico Sérgio Soares pela saída de Davi (entrou Wando). Sem o meia condutor, o Paraná se apagou.
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O goleiro Cléguer evitou um gol contra de Fábio Ferreira (após um cruzamento de Rodrigo Heffner). Um tiro de Marco Aurélio passou à direita da trave. O Coritiba dominou os 15min iniciais, mas logo pediu água e faltou um tiquinho assim ó para Neto Berola encaçapar com um chute cruzado pela faixa esquerda.
A perda de ritmo motivou Ney Franco a repetir, antes do intervalo, uma solução para substituir alas-esquerdas em noite ruim: o meia Renatinho. Sábado em Santo André, o sacado foi Guaru. Hoje, Rodrigo Crasso. Funcionou.
Apagado no primeiro tempo, Marcelinho Paraíba avisou novos tempos com um chute do meio da avenida: 1 a 0. Mas ainda havia a barreira Cléguer para deter o Coxa. O goleiro espalmou uma bomba de Marcos Aurélio, mas nada pode fazer quando Renatinho pegou o rebote e a bola desviou em Apodi: 2 a 0.
O Vitória voltou a incomodar no último quarto de jogo: Vanderlei saltou para evitar um gol de Leandro Domingues e Márcio Gabriel, quase na risca, barrou um de Roger. E que tal um contra-ataque mortal, Coxa? Sem chance. O veloz Marcos Aurélio saiu de campo aos 33min (por que, Ney Franco?) e a emtrada de Leozinho não causou efeito. Com velocidade reduzida, restou esperar a hora dos pênaltis. Hora amarga.
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O acarajé visitou Curitiba e engoliu o pinhão.
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Paraná: Ney; Gabriel, Dedimar e Elton; Marcelo Toscano, Adoniran, João Paulo (Kléber, 31 do 2º), Davi (Wando, 22 do 2º) e Fabinho; Rafinha e Adriano (Alex Afonso, 23 do 2º); técnico: Sérgio Soares.
Bahia: Fernando; Bebeto (Hernani, intervalo), Nen, Vinícius e Rubens Cardoso; Marcone, Elton, Paulo Isidoro (Elton Luiz, 12 do 2º) e Juninho; Nadson (Alex Terra, 39 do 2º) e Jael; técnico: Sérgio Guedes.
Árbitro: Cláudio Mercante (PE).
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Coritiba: Vanderlei; Rodrigo Heffner, Jéci, Pereira e Rodrigo Crasso (Renatinho, 26 do 1º); Jailton, Leandro Donizete, Pedro Ken (Márcio Gabriel, 17 do 2º) e Marcelinho Paraíba; Marcos Aurélio (Leozinho, 33 do 2º) e Ariel Nahuelpan; técnico: René Simões.
Vitória: Gléguer; Wallace, Fábio Ferreira e Anderson Martins; Apodi, Robinho (Robson, 28 do 2º), Magal, Vanderson e Leandro Domingues; Neto Berola (Carlos Alberto, 45 do 2º) e Roger; técnico: Vagner Mancini.
Árbitro: Victor Hugo Rivera (Peru).
Fotos: Franklin de Freitas.
Volante desgovernado
Pela ridícula expulsão após a tentativa de agarrar o goleiro Neneca (será que ele queria um autógrafo?), que castigo merece o volante Rodrigo Pontes, do Coritiba, que durou apenas 9min no gramado de Santo André?
a) Uma passagem só de ida para o Tigrão de Umuarama, vice-lanterna da terceira divisão paranaense.
b) Assistir a reprise quase integral de A Fazenda: foram cortadas apenas as cenas da Mulher Samambaia.
c) Casar com a neta mais encalhada do Sarney sem usufruir das mordomias da família e com a possibilidade de presentear o chefe do clã pagando uma gravata italiana e duas caixas de uísque escocês no amigo secreto de Natal.
d) Três meses de viagem diária entre os aromas de sovaco da sessão das 18h do ônibus Santa Cândida-Capão Raso (foto: Acredite se Quiser.Net).
e) Frequentar as cadeiras da Arena da Baixada nos jogos do Atlético com a camisa do Coxa para tentar promover a paz entre os dois povos.
Um gancho pela mão
Um lance como o de André Lima no tumultuado Corinthians 3 x 3 Botafogo de ontem é digno de punição para o jogador. Não é um lance interpretativo. O atacante claramente teve a intenção de usar a mão esperando que o árbitro não visse. Conseguiu.
Não vai mudar o resultado, nem deve. Mas não pode passar em branco. O juiz Arílson Bispo da Anunciação, que desagradou os dois times, não apita na próxima rodada. Aguarda-se o gancho de André, que quando vestia a camisa do São Paulo foi profético: “Pode ser meio a zero ou gol de mão”, afirmou antes de um jogo contra o Flamengo, em setembro passado.
Foto da escultura A Mão do Deserto, de Mario Irarrázabal (Chile): J.Eduardo.


