O álibi e Niehues
A inesperada demissão de Antônio Lopes deixou claro que o Atlético já queria se livrar de Lopes. O gol de Marcos Aurélio serviu de álibi.
Já havia tremores: o sufoco sofrido em Rolândia (1 a 1 com o agora rebaixado Nacional) e o péssimo primeiro tempo em Paranaguá (final: 2 a 1 sobre o Rio Branco). Só a ausência de Paulo Baier não justificava a inconstância, principalmente dos meias.
Listo fatores, mas não aplaudo a demissão. Acho que o feijão-com-arroz de Lopes ainda seria útil. Não aplaudo, porém entendo: 1º) o Atlético tem o dever de estar “sobrando na turma”; 2º) despachar agora um técnico de ótimos serviços prestados é, na visão atleticana, um jeito de não repetir 2009 quando o histórico Geninho ficou além da hora.
E, mais do que entender, gostei do escolhido: Leandro Niehues. Conhece a casa e mostrou no J. Malucelli, lutando até o último dia pelo título de 2009, que merece a grande chance.
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“Pois é, meu santo! Você não bate com o do Ocimar.”
Foto: Franklin de Freitas.