A interdição da Lagoa
Durante o julgamento do Coritiba no STJD, o procurador Paulo Schimitt, que é paranaense, pediu a manutenção da pena anunciada em dezembro: perda de 30 mandos. Direito dele. É ridículo pedir que o cidadão, só porque é paranaense, puxe a brasa pra cá.
Contra a crônica queixa de que o tribunal favorece cariocas e paulistas, Schimitt falou que nós, paranaenses, temos mania de perseguição e usou uma expressão imortal de Nelson Rodrigues para definir nosso mal: complexo de vira-latas.
Eu não tenho mania de perseguição. Até lembro que, em 2004, o Coxa correu risco de perder seis pontos por causa de uma escalação irregular (do meia Ataliba) e o item do regulamento que incomodava o alviverde acabou anulado.
Não tenho mania de perseguição, mas gosto de especular… Em igual situação, o Vasco da Gama estaria se perguntando: “Vamos jogar em Juiz de Fora ou em Duque de Caxias?”
Cito o Vasco que joga em casa própria (São Januário) porque, se fosse o Flamengo, que atua no estatal Maracanã, creio que a culpa sobraria para o governo do Rio de Janeiro e haveria interdição sumária… da Lagoa Rodrigo de Freitas ou da estátua do Cristo Redentor.
Preciso ir ao analista. Descobri que tenho mania de perseguição!
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E Vílson Ribeiro de Andrade, dirigente coxa, colocou mais fogo: “Ele (Schimitt) chamou os paranaenses de vira-latas. Não respeitou um senador (Flávio Arns) que estava presente”.
É grave a crise do Senado.
Chamem a carrocinha!