Mario Celso Petraglia ataca novamente. Ao repórter José Gil, do jornal Água Verde, o ex-poderoso chefão do Atlético Paranaense falou sobre Copa do Mundo em Curitiba, interminável novela da qual foi o primeiro autor. No capítulo de hoje, Petraglia…
… critica o Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba:
“Tivemos o apoio do IPPUC (IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) e trabalhamos até 14 de janeiro de 2009 para apresentar a proposta de Curitiba. Tudo que está lá dentro foi o Atlético que gastou. O Estado e a Prefeitura não gastaram nem um real, nem xerox (…) O IPPUC e o Estado não gastaram um figo podre pra trazer a Copa pra Curitiba (…) Ficamos três anos pagando do nosso bolso estudos, aconselhamentos, assessores, consultoria, viagens pelo mundo… Já fomos duas vezes para a África do Sul. Nós somos especialistas nisso: eu, meu filho (Mario Celso Keinert Petraglia) e todo nosso grupo. Os arquitetos, os que nós contratamos, estão aí até hoje dentro do projeto da cidade de Curitiba, inclusive o arquiteto Carlos Arcos, que nada recebeu até agora”.
… fala sobre uma nova arena que, segundo ele, só não saiu do papel por casa da inércia dos políticos paranaenses:
“Temos um estudo avançado para a construção da Areninha, uma arena coberta (multiuso) para 10 mil lugares, integrado ao estádio criando um complexo de forma inexistente no mundo. É algo viável, em parceria com o governo municipal, com recursos já assegurados junto ao governo federal (… ) Vocês sabiam que nós tínhamos R$ 120 milhões disponíveis no orçamento da União, por emenda federal dos nossos deputados para Curitiba fazer uma arena coberta e que virou pó? Nós perdemos. Porque não tivemos projeto e nem local. R$ 120 milhões a fundo perdido! Nós perdemos, o Paraná, Curitiba e os clubes perderam…”
… acha pouco o que Atlético cobra hoje de seus sócios, convicto de que a “esmola” só emperra o futebol paranaense:
“Não aumentam o valor de sócio-torcedor para R$ 100… Tô fora. Ou se continua com um projeto sério, ou se fica eternamente naquela mediocridade que sempre foi o nosso futebol”.
… repete o que sempre é útil lembrarmos:
“Quando você vai para uma reunião no Clube dos 13, eles não te consideram. É Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. O resto não existe”.
Leia a íntegra no Jornal Água Verde.
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O filho de Petraglia, citado na entrevista, é dono da Kangoo, instaladora de cadeiras em estádios de futebol. Interesses econômicos à parte, o ex-presidente atleticano é professor no assunto economia do futebol.
Contudo, o rótulo de “autofágico” que Petraglia e muitos atleticanos aplicam contra quem discorda de doação pública a um estádio de futebol particular revela intolerância, quando não arrogância, diante de pensamentos contrários. Refiro-me a questão Copel, felizmente já enterrado. Acho a solução BNDES/BRDE, um empréstimo, mais digna.

“Construí o Caju e não ganhei um figo podre. É hora de trocar a Copa pela cozinha e descascar o abacaxi!”