Abismo entre capital e interior
Para que time você torce?
Corinthians…12,5%
Atlético Paranaense…9,6%
Palmeiras…7,6%
Coritiba..7,5%
São Paulo…6,5%
Flamengo…6,2%
Santos…4,3%
Paraná…3,2%
Grêmio…2,6%
Internacional…1,4%
Fonte: Paraná Pesquisas, que entrevistou 101.981 pessosas, entre fevereiro e novembro deste ano em 68 cidades paranaenses. Os resultados foram publicados ontem e hoje pela Gazeta do Povo.
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Não espanta a liderança do Corinthians, mas este excelente levantamento aponta outros índices da mísera importância que os times de Curitiba têm no interior:
1) fora da região metropolitana, o trio da capital divide uma fatia de apenas 3,65% deste bolo: Atletico, 2%; Coritiba, 1,3%; Paraná, 0,35%.
2) mesmo sem um título relevante, além do Campeonato Paulista, há quase dez anos (campeão da Libertadores da América em 1999), o Palmeiras tem tantos torcedores quanto o Coxa;
3) O Flamengo é o preferido em quatro cidades ouvidas na pesquida (Paranaguá, Rio Negro, São Mateus do Sul e União da Vitória) e o Coxa “manda” apenas em Contenda
4) em Adrianópolis, a apenas 133km de Curitiba, as cinco maiores torcidas são de fora: pela ordem, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Flamengo.
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É inútil brigar com a história do estado (paulistas colonizaram o Norte e gaúchos, o Oeste), com o despejo semanal de jogos de cariocas e paulistas pela televisão e com a escolhas já feitas por pessoas que vieram de outros estados. Tampouco funcionam apelos como “paranaense deve torcer para paranaense”.
No interior mineiro os clubes de Belo Horizonte eram rejeitados. O Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Natal e Raul Plassmann ganhou a Taça Brasil de 1996, derrotando o Santos de Pelé, no Pacaembu, e quebrou a barreira. Nos anos 70, a ascensão do Atlético Mineiro também ajudou.
No interior gaúcho até a década de 60, Grêmio e Internacional eram vistos como forasteiros “lá de Porto de Alegre”. Quando a dupla Gre-Nal se firmou entre os grandes do país a rejeição acabou de vez.
Para diminuir o buraco entre o trio de Curitiba e o torcedor do interior paranaense só há um jeito: disputar títulos nacionais. E, se possível, ganhá-los…
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“Doutor, eu não me engano! O Paraná é corintiano!”


