Arquivo da seção:
'Nas ondas do rádio'

Boris e Viva o Futebol

4 setembro, 2009 por Ayrton Baptista Jr.
00:54

borismusialowskiradioclubeparanaenseacervoubiratanlustosa.jpg

Morreu ontem em Curitiba, aos 71 anos, o radialista Boris Musialowski.

O normal é que uma nota de falecimento cause tristeza. Ainda mais quando trata de um sujeito como o Boris, dos quais muitos torcedores curitibanos lembram como integrante do agitado e divertido Viva o Futebol (1977-1984), atração da TV Iguaçu num tempo em que o lance era filmado apenas por uma câmera e pênaltis e impedimentos eram esclarecidos em intermináveis bate-bocas que não deixavam o Dirceu Graeser, comandante do programa, chamar o intervalo.

Quando recebi a notícia, através do amigo Pedro Rogério Gregoski, lamentei a falta de registro do narrador Boris, titular da Rádio Clube Paranaense nos anos 50 e 60. Mas eis que ouvi a boa notícia: o apego da equipe da Banda B à memória do rádio brasileiro. André York colocou no ar o minuto final de Coritiba 2 x 0 Pinheiros, narrado pelo Boris na extinta Rádio Cruzeiro do Sul, em 1974, e avisou que uma entrevista que o agora saudoso cronista concedeu ao Valmir Gomes será reprisada domingo, às 13h.

Boris deve ter ido embora louco para contar ao amigo Dirceu Graeser que o André, o Valmir e o Carlos Alberto Correia (o “Peninha”, dono do maior acervo memorialista do rádio curitibano) não deixam as vozes do rádio do passado serem apagadas.

*****

Só falei uma vez com o Boris. Foi durante uma entrevista para um projeto de memória do futebol, no qual me reuni aos amigos Valdelis Gubiã Antunes e Túlio Viaro. Não consegui fazer o Boris confessar que era coxa-branca.

Foto: Acervo de Ubiratan Lustosa.

 

Abraço no Lombardi e no Kramer, Barão!

3 fevereiro, 2009 por Ayrton Baptista Jr.
15:43

Faleceu hoje, aos 60 anos, vítima de infarto, Lourival Barão Marques, ex-comentarista de rádio, ex-presidente do Tribunal de Justiça Desportiva e ex-dirigente da Federação Paranaense de Futebol.

No anos 80, trabalhei com Le Baronet (assim ele assinava as escalas de trabalho) na B-2. Após um ano como rádio-escuta, ouvi dele a sugestão para ser repórter. Com medo de fracassar não topei, o que me valeu um amargo arrependimento.

Agradeço pelo incentivo, Barão! Dê um abraço no Lombardi Junior e no Oldemar Kramer.

*****

Barão foi assessor jurídico do Atlético, mas suas verdadeiras paixões eram o Coritiba e o Vila Fanny.

 

A voz da bela

20 janeiro, 2009 por Ayrton Baptista Jr.
14:13

anapaulaoliveira3.jpg

Hoje é dia de futebol. E quem não gosta de uma boa pelada?

A torcida brasileira está de luto:

Ana Paula Oliveira foi reprovada no teste físico da Federação Paulista.

O remédio é sintonizar na CBN Campinas, onde ela vai comandar um programa diário de esportes, a partir de fevereiro.

Foto: JR Duran/Playboy.

 

Valeu, Professor!

26 dezembro, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
15:17

edemarannuseck.jpg 

“Olha o gol!”

“Aonde, Kramer?”, perguntava o narrador Lombardi Junior.

“No VGD, Zé Dias aos 23 do 1º: Londrina 1, Matsubara 0.”

Nas tardes de domingo, a Rádio Clube Paranaense espalhava sua equipes nos estádios da capital e do interior. Mas seja por questões técnicas ou econômicas era inviável estar em todos os campos. Mas Oldemar Kramer estava.

Num tempo em que futebol na televisão era artigo de luxo e que celulares e computadores eram cenas de ficção científica, Kramer telefonava, se preciso, até para delegacias de pequenas cidades para descobrir o resultado de um jogo do Campeonato Paranaense. Ao final da domingueira a tabela estava completa.

O esforço do Professor Oldemar Kramer e de seus parceiros, em especial Carlos Kleina, com quem dividiu o microfone por três décadas, e Pedro Rogério Gregoski, que o auxiliou na retaguarda por mais de vinte anos, era também o alívio de jornalistas de todo o estado: para fechar a página de resultados bastava sintonizar o Grande Placar Esportivo B-2.

Em cinquentas anos de rádio, completados no dia 1º de novembro passado, Kramer ganhou respeito de moradores dos grandes palácios e das humildes moradas. Em 1972, o presidente Emílio Médici, em visita ao Paraná, o consultou sobre as possibilidades do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Ao longo da carreira, recebeu incontáveis mensagens de ouvintes que lhe agradeciam pelo fato de, mesmo longe de suas cidades de origem, poderem acompanhar a “marcha da contagem” de seus times. Em setembro de 2006, quando a Clube iniciou o desmonte de sua programação local, foi ao “papa dos plantões esportivos do Brasil” que o vice-governador Orlando Pessutti perguntou o que poderia ser feito para mudar a situação. 

Ontem, vários alunos, ouvintes e admiradores de Oldemar Kramer estiveram no Cemitério da Água Verde. Como última homenagem palavras do apresentador e comentarista Sílvio de Tarso sintetizaram o sentimento de todos os presentes.

*****

Mesmo fora do ar e extremamente revoltado com os rumos da Clube, agora uma mera repetidora de programação paulista, Kramer prosseguia atualizando dados sobre os diversos campeonatos. “Se precisar entrar no ar hoje está tudo na mão”, Em outubro, voltou ao microfone, através da Difusora AM 590, atendendo convite de Sidnei Campos, Edgar Felippe e Capitão Hidalgo, com quem convivera na Clube dos tempos de Lombardi Junior

Lombardi, lá no céu, estava precisando de um plantão esportivo…

*****

“Oldemar Kramer sempre foi e sempre será, para mim, o maior plantão esportivo que este país já teve”.

Domingos Machado, da Rádio Expressão FM de São Paulo, ex-plantão da equipe de Osmar Santos na Rádio Globo.

******

Iniciei minha vida de cronista esportivo como rádio-escuta da B-2 em 1986, aprendendo com Oldemar Kramer. Obrigado, Professor!

*****

Foto retirada do blog de Edemar Annuseck, com quem Kramer cobriu a Copa América de 1995, no Uruguai, pela Clube.

Leia mais no Bem Paraná.

Ouça o depoimento de Carlos Kleina na Rádio CBN.

 

Esporte no campus

15 dezembro, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
12:16

microfone.jpg

O esporte entra no campo da universidade. Acontece nesta terça-feira, às 19h30, no campus Prado Velho da PUCPR, o 2º Seminário de Comunicação Esportiva, que reúne atletas e nomes da mídia.

Elenco: os jornalistas João Palomino (ESPN Brasil), Marcelo Di Lallo (Rádio Eldorado/ESPN-SP) e Adriano Rattmann (Paraná Esportes e Coritiba); o empresário Marcos Malaquias (agente de Keirrison, entre outros jogadores); o surfista Sérgio Laus (o do surfe na pororoca); o piloto André Bragantini Jr. (Stock Car); e o boxeador Edson Foreman. A mediação é de Márcio Rodrigues (Sindicato dos Jornalistas do Paraná).

Inscrições pelo e-mail eventosesporteclube@gmail.com. Mais detalhes no site da PUC.

 

Paranaenses às pampas

15 outubro, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
15:02

radioguaiba.jpg

Primeiro foi Linhares Júnior (ex-RPC TV e rádios Globo e CBN), que trocou Curitiba por São Paulo, no semestre passado, a convite do canal Sportv. Em setembro, o narrador que fez as malas foi Jacir de Oliveira, um apaixonado pelo rádio gaúcho, que deixou a Difusora 590 e embarcou num sonho de adolescência: gritar gols pela Guaíba, de Porto Alegre.

O titular da Guaíba, um dos ídolos de Jacir, também é paranaense: Haroldo de Souza, nascido em Castro, está em Porto Alegre desde 1975, quando trocou a Itatiaia, de Belo Horizonte, pela Gaúcha.

 

O papa dos plantões

29 setembro, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
15:13

oldemarkramersitemiltonneves.jpg

Oldemar Kramer, 73 anos de idade, mais de 50 de rádio, voltou ontem ao microfone, após um ano de afastamento. O “papa dos plantões esportivos do Brasil”, consagrado na velha Rádio Clube Paranaense, estreou ontem na Difusora AM 590.

Sorte a dos dirigentes que o Brasileiro, hoje, é de pontos corridos. Na época em que os campeonatos eram torneios com grupos e fases, Kramer sabia mais do que a cartolagem como encerrar dúvidas de regulamento. Era o tira-teima. E sem computador.]

Leia entrevista de Oldemar Kramer ao repórter Carlos Simon, do Paraná Online.

Foto: site Milton Neves.

 

Rádio no escuro

25 setembro, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
15:56

motoradio.jpg

Virou praxe no rádio brasileiro transmitir futebol sem sair do estúdio. Para conter gastos de viagem, as emissoras apóiam-se na imagem da televisão e, no máximo, enviam um repórter para acompanhar os nossos times.

E se a imagem não vem? Isto raramente acontece, mas em Curitiba resolveu acontecer duplamente nos últimos dias: ABC x Paraná e Chivas Guadalajara x Atlético só chegaram aqui aos 5min de jogo.

Sábado, a agonia da espera forçou os narradores a transmitirem o que ouviam de emissoras de Natal pela internet. Ontem, apenas Jacques Santos, da Banda B, escolado em rádio-escuta, gritou o goooooool (e com detalhes da jogada) que o atleticano Pedro Oldoni marcou no primeiro minuto. 

Atualmente, só a Itatiaia, de Belo Horizonte, desloca equipe completa (narrador, comentarista e repórter) a todos os jogos. Um dos titulares da rádio mineira é o catarinense Willy Gonzer. Na década de 1960, ele atuava em Londrina, mas sua emissora perdeu a única linha telefônica disponível no campo do Mandaguari. Recurso: ouvir a concorrente. Aos 45min do segundo tempo, pênalti contra o Londrina e… pânico! A rádio que estava no estádio saiu do ar. Como não podia revelar aos ouvintes que estava em um estúdio, Willy narrou o gooool do Mandaguari. Quando chegaram em casa, os jogadores londrinenses não entenderam o porquê do abatimento da torcida, afinal o atacante do Mandaguari errou a cobrança…

Outro caso tragicômico do gênero “rádio no escuro” aconteceu em 1989. Apenas a rádio Capital acompanhou o Vasco em Medellín pela Libertadores da América. Mas as outras não deixaram “o ouvinte na mão”. Quando o goleiro colombiano Higuita perdeu um pênalti, o narrador Garcia Júnior, presente ao estádio, marotamente anunciou o carro da Volkswagen, a patrocinadora: Gol. Os locutores rivais, que ficaram no Rio de Janeiro, aceitaram a carona: Gooooooooooooooolll!

Ao contrário da aflição de Willy e dos rivais de Garcia Júnior, o drama das emissoras curitibanas durou apenas cinco minutos. Um “apenas” que foi uma eternidade. Ufa!

 

Marcus Aurélio e os hóspedes do DM

14 agosto, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
17:32

band-aidmussum.jpg

O ponderado Marcus Aurélio de Castro, foi um dos melhores comentaristas do rádio paranaense, entre os anos 60 e 80, quando fez dupla com o preciso narrador Airton Cordeiro. Lembro quando ambos estrearam na Independência, em 1981, num domingo de Atletiba: Atlético 1 a 0, gol do ponta-esquerda Gilson, no Couto Pereira.

Lamentavelmente, Marcus deixou o microfone, mas felizmente voltou à crônica, através do Coxanautas, onde escreve semanalmente. Eis um trecho da coluna de hoje, na qual ele estranha o excesso de visitas dos jogadores ao departamento médico:

Não me lembro de ter sabido que o excelente Fedato tivesse estagiado no Departamento Médico. Alguém lesionado só por uma ocorrência muito grave.

Uma vez o Bequinha teve a perna fraturada por um paraguaio do Mandaguari.

Ou o fabuloso Dirceu Kruger, corajoso, que encontrou o joelho do goleiro do Água Verde e sofreu rompimento das alças intestinais.

E não havia a parafernália de equipamentos hoje existentes… Nem equipe médica. Era um só, que todo mundo sabia o nome… Nem fisiologista… Nem fisioterapeuta…”.

Leia a íntegra do texto Eu Só Queria Entender no Coxanautas.

*****

Marcus Aurélio, que também foi relações-pública do Coxa nos anos 80, disfarçava bem no microfone. Como ouvinte, eu não conseguia saber qual era o time dele.

 

Almoço com Resenha

16 julho, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
14:45

O internauta Silvestre pergunta que fim levou A Grande Resenha Esportiva, da Rádio Continental. O programa trocou de casa na semana passada: está na Colombo (AM 1020) e que começa meia hora mais tarde: 12h30.

 

O patriarca da Família Rádio

15 julho, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
14:18

Faleceu hoje, aos 74 anos, em Curitiba, o ex-comentarista Joe Silva, pai do narrador Fernando César (Rádio Banda B) e avô do também narrador César Júnior (Difusora de Paranaguá) e dos repórteres Bruno Henrique (Difusora 590, de Curitiba) e Tiago Silva (Banda B).

No final dos anos 90, pela Rádio Independência, a família trabalhou unida em vários jogos: Fernando narrando, Joe comentando e Tiago nas reportagens.

José Alfredo Silva, o Joe, ex-presidente da Associação de Cronistas Esportivos do Paraná (Acep), deixou o rádio em 2000 e morreu vitimado por uma doença degenerativa.

 

Almoço sem Resenha

1 julho, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
13:39

A Grande Resenha Esportiva, que após 24 anos na Rádio Paraná, se transferiu em 2007 para a Rádio Continental, do grupo RPC, saiu do ar ontem. Uma igreja evangélica alugou o horário (12h às 13h).

 

Rede Globo apresenta

18 junho, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
20:13

galvaobueno.jpg

É muito anterior a Galvão Bueno o misto de narrador e chefe de torcida que cerca os jogos da Seleção Brasileira. Pela Rádio Bandeirantes, Edson Leite, nos minutos finais da Copa de 58, conclamava: “Brasileiros, saíam às ruas para comemorar”. Em 1970, o gol de Carlos Alberto Torres, que selou o tri, provocou o choro de Jorge Curi, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro: “Chorem conosco”, soluçava, direto do México.    

Mesmo em épocas de amistosos, torcedores se orgulhavam de ver jogadores de seu time entre os convocados. Por isso, a Seleção era um chamariz natural que facilitava o convite para as transmissões de Jorge Curi, Edson Leite, Fiori Gigliotti, Pedro Luís e Valdir Amaral.

Mas a partir dos anos 80, quando a revoada de ídolos e pseudo-craques para a Europa tornou-se corriqueira, o narrador precisou adotar a função de mestre-de-cerimônias do “escrete canarinho”. É o papel de Galvão Bueno, que narra, dá palpite e, acima de tudo, apresenta a Seleção aos brasileiros.

Quando o Brasil joga, há um misto de partida de futebol e programa da Rede Globo. Se a atração desagrada, pode-se vaiar o técnico e xingar o narrador. Dunga, porém, é passageiro. Mas o bem informado, competente, chato e festivo Galvão Bueno como catalizador dos amores e ódios destinados à Seleção é único.

Principalmente para quem não tem tevê a cabo…

 

Coxa 85 na voz de Lombardi

16 maio, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
15:21

coritiba1985placar.jpg

Você quer recordar o Coritiba campeão brasileiro de 1985 e também o saudoso Lombardi Junior? Então, mande um e-mail para o torcedor Edvaldo Soares, que disponibiliza trechos de transmissões da Rádio Clube Paranaense através de um arquivo eletrônico: esoares@teracom.com.br.

Foto (reprodução): Revista Placar.

 

Causa atleticana agora é de todos

13 maio, 2008 por Ayrton Baptista Jr.
17:24

radioantigo.jpg

Joel Malucelli é o primeiro presidente da FUTPAR (Associação das Entidades de Prática de Futebol Profissional do Estado do Paraná), oficializada ontem. Já de saída, a entidade composta por todos os times da primeira e da segunda divisão estadual apóia o vespeiro patrocinado pelo Atlético há um mês: a cobrança de direitos de transmissão às emissoras de rádio. Os valores do pacote para o Campeonato Paranaense serão definidos no segundo semestre.

 

« Página Anterior - Próxima Página »