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'Pasta de arquivo'
O mandamento de Moisés
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“Zagueiro que se preza não ganha Belfort Duarte”.
Moisés, que faleceu ontem, aos 60 anos, vítima de câncer, no Rio de Janeiro. Ele se referia ao prêmio oferecido aos jogadores mais disciplinados.
Seu grande momento no futebol foi o título paulista de 1977 que encerrou no Corinthians um jejum de 22 anos. Para os paranaenses, entretanto, Moisés é lembrado porque foi o técnico do Bangu na decisão do Brasileiro de 1985 contra o Coritiba. No mesmo ano, o time de Marinho, Ado e Mário, bancado pelo bicheiro Castor de Andrade fez história também no Carioca do mesmo ano, quando foi novamente vice-campeão, perdendo a taça para o Fluminense.
O ex-zagueiro, que não foi um grande jogador, sempre sempre a recusou a fama de violento, apesar da frase que o imortalizou. E que é genial.
Colorado forever

1980: Cascavel 3 x 0 Colorado
2008: Avaí 3 x 1 Paraná
Hoje, foi Mauro quem amargou um gol de outro goleiro (Eduardo Martini).
Nos anos 80, o dissabor coube a Joel Mendes ao levar um gol do também goleiro Zico.
O azar de Joel Mendes foi duplo. Em 1981, numa disputa de pênaltis por uma vaga na Taça de Prata, a segunda divisão nacional, a decisão ficou para os goleiros: Zico converteu e ainda defendeu, com o braço engessado, o chute de Joel.
O Colorado compõe a árvore genealógica do Paraná Clube. Maldita herança…
No alto da glória

E lá se vão 23 anos…
Quinta-feira, 1º de agosto de 1985, 0h38min:
Coritiba campeão brasileiro.
Abaixo, um compacto da decisão contra o Bangu, no Maracanã, exibido na época pelo Globo Esporte:
Foto: reprodução Placar.
Do Pinheirão à Arena
“Quando comecei, a Baixada era só um campo que usávamos para treinar. Em 2003, já era este Atlético que conhecemos hoje”.
Leomar, jogador que melhor presenciou as transformações do Atlético Paranaense nos últimos 20 anos. O ex-volante começou sua carreira quando o rubro-negro jogava no Pinheirão (1988/90), retornou a tempo de reabrir a Baixada (1992/96) e, mais tarde, passou pela moderna Arena (2003).
Hoje, ele joga pelo Iguaçu, time amador de Curitiba, e treina garotos de um projeto social da transportadora Rodolatina.
Paulista sempre tricolor
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Faleceu hoje Emerson Andrade, o ex-goleiro Paulista, bicampeão paranaense (1965/66) pelo Ferroviário, titular também no 1º Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, o Campeonato Brasileiro da época.
Paulista foi ainda dirigente de dois sucessores do Ferroviário, extinto em 1971: Colorado e Paraná Clube. Ou seja, nunca deixou de ser tricolor da Vila.
Na foto, Paulista é o quarto em pé da esquerda para a direita.
O raio duas vezes no mesmo lugar
Copa do Brasil 1996
Grêmio 3 x 0 Atlético-PR
3 gols de Adílson Batista, 3 gols de pênalti
Campeonato Brasileiro 2008
Grêmio 3 x 0 Atlético-PR
3 gols de Roger, 3 gols de pênalti
Foto: Labramo.
A molecagem do pai de Joãozinho
Joãozinho, novo contratado do Atlético Paranaense, é filho de outro Joãozinho, também atacante (ponta-esquerda), que vestiu a camisa da dupla Atletiba nos anos 80 (foi melhor na Baixada do que no Alto da Glória).
Joãozinho pai fez fama na Libertadores da América, em 1976. No último minuto da decisão contra o River Plate, ele marcou de falta o gol do título do Cruzeiro (3 a 2), em Santiago. Enquanto todos comemoravam, o camisa 11 levava bronca do técnico Zezé Moreira: “Moleque! Irresponsável! Não sabe que é o Nelinho o nosso cobrador?”.
Coube a Nelinho, dono de um mais potentes chutes do futebol brasileiro em todos os tempos, acalmar a fera: “Seo Zezé, o senhor tem razão. Foi uma molecagem do Joãozinho. Mas o senhor não vai comemorar?”.
Joãozinho filho, autor de 18 gols pelo Vitória na Série B do Brasileiro de 2007, estava no Morelia, do México, e conhece Ney Franco de outros salões: o técnico o orientou num time de futebol de salão em Belo Horizonte.
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Marcelo Ramos, Wallyson, Joãozinho. Artilheiro o Atlético tem de sobra. Se a bola freqüentar mais o ataque (como fez no Atletiba final), ajuda…
Foto: site do Vitória.
Aplausos merecidos
Em 1983, o Coritiba não evitou o título do rival no Couto Pereira. Mas os coxas-brancas reconheceram a luta, após o empate por 1 a 1, e aplaudiram os vice-campeões.
Hoje, a cena foi repetida pelos rubros-negros. O Atlético não reverteu a vantagem, mas ganhou o jogo e nunca deixou de lutar. O esforço foi aplaudido.
O ponta, o juiz, a torcida e o cartão
Às vésperas de uma decisão, sempre é especulada a vinda de árbitros de fora do Paraná. Bobagem. Erra-se aqui, ali e acolá.
Em 1979, o excelente Dulcídio Wanderley Boschillia foi chamado para Coritiba x Colorado. Se alguém se queixou foi o campeão. Aos 10min, o ponta-esquerda Santos, do Coxa, recebeu cartão amarelo e iniciou um diálogo com Sua Senhoria.
Santos: “O senhor me deu cartão, sem me advertir primeiro”.
Boschilia: “Comigo não tem advertência. Se merecer é cartão direto. E na próxima vai para a rua”.
Santos (apontado para a arquibancada): “Se eu for expulso, jogo esta torcida inteira contra o senhor”.
Boschillia (mostrando o cartão vermelho para Santos): “Então, jogue”.
Mesmo com um jogador a menos durante 80 minutos, o Coritiba ganhou por 2 a 0 e vestiu a faixa de bicampeão paranaense.
As histórias de Nilo
Numa tarde de 1968, Nilo Neves teve como adversário o time que lhe pagava o salário: o Coritiba. Naquele dia, o lateral-esquerdo defendeu a Seleção Brasileira, enfrentando o alviverde no Couto Pereira (resultado: Brasil 2 a 1).
Sete vezes campeão paranaense (1969/69 e 71/75), este porto-alegrense recorda o amistoso e os títulos no Esporte Banda B Conceito, que Valmir Gomes e Marcelo Ortiz comandam hoje, entre 20h e 22h, na Rádio Banda B.
Em 2004, entrevistei Nilo para o FutebolPR e ouvi dele um entusiasmado elogio ao ex-presidente Evangelino Costa Neves, que faleceu na manhã de sábado: “O dirigente mais inteligente que conheci. O que mais posso falar de um homem que constrói um estádio, ganha títulos e ainda mantém a sua fortuna?”.
Aos 65 anos, Nilo mora na capital gaúcha e espera convites para retomar a carreira de treinador, que lhe títulos no Mato Grosso com o Sinop (estadual em 1990 e 2000) e o Barra do Garças (campeão da Série C do Brasileiro em 2003).
Hoje, além das glórias coxas-brancas, o ex-lateral tem outro orgulho: o de ter revelado Rogério Ceni. O ídolo são-paulino era o terceiro goleiro do Sinop em 1990. O titular e o reserva imediato se machucaram, mas quando se recuperaram Nilo achou que a camisa 1 era do garoto de Pato Branco.
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Na foto acima, de 1973, Nilo é o primeiro em pé, à direita.
Zetti na maior porcaria
Antes da campanha de 2008, a melhor lembrança que Toledo tinha de um time local era de 1983, ano em que cedeu três jogadores à Seleção Paranaense de Juniores, campeã brasileira em janeiro de 1984: o goleiro Zetti (emprestado pelo Palmeiras), o lateral-direito Vanderlei e o atacante Mané. “Foi depois de uma derrota para o Pinheiros, na capital, que o Zetti assumiu a camisa 1 do Toledo”, recorda o ex-meia Hélio Ninho sobre o jogador que se consagraria no São Paulo, bicampeão mundial do São Paulo (1992/93).
Passados 25 anos, Zetti é técnico do Paulista de Jundiaí e Ninho, longe do futebol, possui uma micro-empresa de temperos alimentícios em Toledo, a cidade que vibra novamente com o Porco.
De quatro e com muita dor
Sabe aquela dorzinha inconveniente… Ontem, pelo Campeonato Paraibano, o Souza goleava por 4 a 0, aos 39min do segundo tempo. Mas os jogadores da Desportiva sentiram dores inteestinais e abandonaram o gramado.
Foi enjôo de tanto levar gol!
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Lembro um caso ocorrido na velha Baixada, em 1982. O árbitro Dulcício Wanderley Boschillia interrompeu o jogo (Atlético x Campo Grande-RJ), correu para o banheiro e, aliviado, reiniciou o cotejo.
Ilustração: Portal da Vaca.
Campeão, depois do aperto
Alento aos tricolores: em 1996, o Paraná só confirmou estada entre os oito primeiros do Campeonato Paranaense (um inchaço com 20 times) na última rodada da segunda fase. Sob vaias, aplicou 2 a 0 no Cascavel.
E foi campeão. Melhor, tetracampeão.
Ah, sim! Atlético e Coritiba dominaram as duas primeiras etapas.
Foto: Federação Paranaense de Futebol.
Nas pegadas de Dirceuzinho
Se a trupe da dupla Atletiba (Keirrison, Nei, Pedro Ken, Pedro Oldoni e Rhodolfo) passar nos testes de Dunga vai repetir um feito que, até hoje, é exclusivo de Dirceu: ser chamado para uma Olímpiada jogando por um time paranaense.
Em 1972, o meia-atacante (considerado um falso ponta-esquerda) do Coritiba foi à Munique tendo Falcão como colega. O Brasil caiu na primeira fase, derubado por Dinamarca (3 a 2) e Irã (1 a 0).
Foto: Acervo História do Coritiba.
Segundona é coisa nossa
Falei das finais do Atlético contra os pernambucanos e acrescento lembrando os títulos de Londrina e Paraná na Série B. Em 1980, os londrinenses atropelaram o CSA no Café, por 4 a 0 (dois gols de Paulinho, um de Ze Antônio e um de Lívio). Em 1992, os paranistas calaram 60 mil torcedores do Vitória, na Fonte Nova, com um gol de Saulo: 1 a 0. Já em 2000, a vítima do tricolor foi o São Caetano, batido por 3 x 1, no Palestra Itália (gols de André, Reinaldo e Frédson).
Vídeo: gol de Saulo, 1992 (duração: 37s).
Era uma casa rubro-negra
O Bem Paraná publicou um dossiê Onaireves Moura, com escândalos de várias espécies. Muito antes dos desvarios, porém, o ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol seduziu o Atlético com um plano centenário. Ele concluiu o Pinheirão com apenas três meses de mandato e convenceu o rubro-negro (do qual fora presidente bicampeão estadual em 1982/83) a se instalar por ali. O contrato assinado em 1997 terminaria só em 2096.
No sonho do grande estádio, a velha Baixada se reduziu à uma área de treinos. Era a hora de quebrar o orgulho coxa-branca pelo Couto Pereira. Nenhum cardeal atleticano votou contra.
Nas (magras) arrecadações, a torcida vomitou sua contrariedade com o Pinheirão. O acordo de 99 anos não durou cinco e, em 1994, a Baixada reabriu e reassumiu sua vocação de eterno templo do Furacão.
Foto (prisão de Onaireves Moura): Secretaria de Segurança Pública.
Felipão antes da fama
Algo em comum entre Coritiba e Criciúma? Luiz Felipe Scolari, antes da fama, treinou os dois. Aqui, em 1990, só perdeu e, após a terceira derrota, voltou para o Rio Grande do Sul no ônibus do adversário, o Juventude. Já o 1991 de Felipão foi menos tumultuado: ganhou a Copa do Brasil pelo time catarinense.










