Do Cascavel, de Cascavel
O torcedor do Cascavel tem o dever de se orgulhar. O time enfrentou o descrédito geral e obteve uma vaga para o octogonal decisvo do Campeonato Paranaense. Na pior das hipóteses, a Serpente do Oeste será o 8º colocado, o que não ocorre com uma equipe local desde 1994.
Eloi Krüger, o técnico, já havia passado por Cascavel e não entusiasmara. Desta vez, foi diferente, mas com a receita de quase todos os outros adversários: apostar em jogadores desconhecidos do interior do país. Tipo da aposta que consagra alguns, mas desgraça muitos.
Então, o que houve a mais? Arrisco dizer (confesso que é chute!) que ter entre os titulares dois nascidos em Cascavel foi positivo: o experiente volante Sidiclei, de 37 anos; e o jovem ala-direita Rafael, de 20, filho de Nei Victor, presidente do clube. Eles sentem mais a cobrança na vizinhança. Rafael tinha até um calcanhar-de-aquiles no início do ano: se jogasse mal, ele ouviria “só tá ali porque é filho do homem”.
O torcedor DO Cascavel se orgulha.
O torcedor DE Cascavel também.
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0 x 0 Atlético
1 x 1 Paraná
0 x 0 Coritiba
Ninguém da capital matou a Cobra.



