2018 chega com muita energia para mexer com todos nós

3 janeiro, 2018 às 10:45  |  por Juliana Ribeiro

A imagem pode conter: 16 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas no palco

Mais um ano começando e estou com grandes expectativas para 2018. Meu 2017 foi intenso e recheado de boas surpresas, o que me faz pensar que tudo será ainda melhor, estou apostando nisto. Vou colocar em prática em meu Studio de Dança um modelo inteligente para quem quer aprender a dançar, já estou com algumas ideias para o espetáculo deste ano, enfim, são tantos planos para colocar tirar do papel que antes disso resolvi relembrar os bons momentos que passaram.

Um dos momentos mais marcantes deste ano aconteceu em setembro, na cidade de São Paulo. Tive a honra de participar do workshop Gaga Dancers Brasil, um curso para ensinar a linguagem Gaga desenvolvida pelo coreógrafo israelense Ohad Naharin. Foi mágico, intenso, uma experiência que vou levar para toda a vida. Meu conselho para quem dança é: se puderem participar de uma experiência em Gaga, façam, é revolucionário!

Também participei do IMP – Investigação do Movimento Particular Núcleo de Pesquisa em Dança – que realizou oficinas, escritas, cafés da manhã e mostras de processo durante oito meses em toda a Curitiba. Foi especial estar na Casa Hoffman ao lado de profissionais incríveis.

Um grande profissional que também pude ver em ação foi a Déborah Colker e sua companhia, que apresentaram em novembro, em Curitiba, o espetáculo Cão sem Plumas, baseado em um poema de João Cabral de Melo Neto. Assisti ao espetáculo ao lado de toda a minha companhia de dança e foi lindo compartilhar este momento com pessoas tão especiais.

Ainda sobre dança contemporânea, mas que infelizmente não pude ver ao vivo, o Grupo Corpo estreou “Gira”, uma ode a Umbanda, em especial a Exu, que na religião é responsável pelos movimentos, pela energia. Fiquei fascinada pela montagem e assisti pela internet, espero logo assistir frente a frente. Aliás, falando em vídeos e internet, uma boa dica para este período é assistir ao filme A Bailarina, que apesar de ser destinado para crianças tem uma temática bem adulta e está disponível no Netflix. No filme, a personagem principal precisa ser maltratada para se tornar uma excelente bailarina, requisito que infelizmente ainda existe no mundo real. Ainda espero um filme de dança que não fale sobre maus-tratos tanto por parte dos professores quanto dos colegas, mas vale assistir.

Em 2017,  tive o prazer de ver amigos fazendo bonito, como Juliana Adur, com Cuidado Frágil, no Festival Ruído em Cena, que tive a honra de ser apoiadora. A artista Mari Paula também apresentou um lindo trabalho com o Retrópica, produzido pela Associação do Balé Teatro Guaíra com a ABABTG, que discutiu e atualizou o debate sobre a dança contemporânea.

E por fim, fechamos o ano com chave de ouro com o espetáculo Tráfego, com toda a Companhia de Dança Juliana Ribeiro no palco, seguido da apresentação de Enso, com todos os alunos da escola. Foi inesquecível!

Para 2018, as novidades serão muitas e intensas. Como contei no início do texto, vou implementar na cidade um modelo de escola de dança inteligente inspirado nos grandes centros mundiais.

Tenho certeza que este novo ano vai mexer com todos nós, feliz 2018!

Juliana Ribeiro, coreógrafa e bailarina profissional especializada em dança contemporânea.

 

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