O zouk veio pra ficar, com par ou sem par

29 novembro, 2017 às 13:38  |  por Juliana Ribeiro

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Embora o zouk não seja uma novidade – já tem alguns anos que a modalidade chegou com força no Brasil – a demanda e as possibilidades dessa dança continuam crescendo no país. Para quem ainda não conhece, explico: trata-se de um estilo musical que surgiu nas Antilhas, embora alguns estudos apontem que foi a cultura árabe que desenvolveu sua base.

Hoje, tanto no Brasil quanto em outros países, o Zouk está presente, com estilos diferentes (como o soul zouk, o reggaeton, entre outros) e se misturando a diversos outros ritmos. Quando vira dança, esse ritmo encanta pela fluidez e sensualidade. Deixo aqui, apenas como curiosidade, um vídeo entre muitos disponíveis no Youtube.

Na dança, além dos bailes de zouk, nos quais os casais rodopiam lindamente, crescem os praticantes individuais. O zouk ladies, por exemplo, reúne mulheres de várias idades, em busca dos mais variados resultados e que, acima de tudo, trabalham mente e corpo por meio dessa modalidade.

Por isso hoje eu trouxe para vocês uma rápida entrevista que fiz com a professora de Zouk Ladies, Thamilla França, que contou algumas curiosidades sobre o ritmo:

Juliana Ribeiro: Para quem nunca praticou, como podemos descrever o zouk?

Thamilla França: O zouk é um ritmo muito sensual e suave. Mais do que isso: é muito divertido! É um ritmo que veio da lambada, porém dança músicas mais lentas, como a quizomba. Quem gosta desses dois gêneros, por exemplo, certamente vai adorar o zouk.

Juliana Ribeiro: Na dança, o que marca essa modalidade?

Thamilla França: O zouk trabalha fundamentos da dança de salão. Então explora técnicas de giros e movimentos de cabeça e braços. Com isso, o praticante acaba tendo como resultado o alongamento das pernas, o equilíbrio do corpo, a consciência corporal e a coordenação motora.

Juliana Ribeiro: E fisicamente, quais são os benefícios?

Thamilla França: São muitos. É um ritmo que trabalha movimentos do tronco e quadril, além de movimentos de braços, por ser uma dança fluida. Em uma hora de aula é possível perder de 400 a 500 calorias. Então ele contribui para a perda de peso e ainda tonifica o corpo. Outros benefícios são o aumenta da capacidade sanguínea e cardiorespiratória.

Juliana Ribeiro: É uma opção para quem também busca combater o estresse?

Thamilla França: Com certeza! Além de reduzir o estresse e a ansiedade, muitos praticantes relatam melhora na autoestima e na capacidade de socialização. Também uma prática muito indicada para quem está lutando contra a depressão.

Juliana Ribeiro: Qualquer um pode praticar?

Thamilla França: Sem dúvida. Pode ser praticado por qualquer pessoa, mesmo quem nunca fez aula de dança. Basta colocar uma roupa confortável, um calçado que deslize bem e vir dançar J

Juliana Ribeiro, coreógrafa e bailarina profissional especializada em dança contemporânea.

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