Reinvente o seu colete no inverno

25 maio, 2017 às 01:40  |  por Dani Amorim

Os coletes faux fur, mais conhecidos como coletes de pelo, invadiram as ruas há alguns invernos e não é por menos: já viu peça mais quentinha e confortável? E tem mais: é aquela terceira peça que entra no look dando um toque todo especial e moderno.

A forma mais rápida de imaginar um colete de pelo no look é na composição com blusa de lã ou fio, mas definitivamente isso é subestimar o potencial de uso dessa peça tão coringa no guarda-roupa feminino.

Hoje trago algumas inspirações para que você possa reinventar o uso do colete e experimentar aquela deliciosa sensação de “tenho um look novo” com uma peça que já existia por aí!

 

Colete de pelo por cima de um casaco de couro: a mistura de textura (couro e pelo) sempre deixa o look bem atual.

 

Imagem: reprodução dailychic.com

Imagem: reprodução dailychic.com

 

Colete de pelo por cima de jaqueta jeans funciona? Com certeza! E com camisa jeans também.

 

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

 

Colete de pelo combinado com blazer alfaiataria, um resultado super elegante.

 

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

 

Colete de pelo usado por baixo do casaco: funciona especialmente em coletes pouco volumosos e dá um charme todo especial ao visual, deixando em dúvida se o detalhe é um colete ou um cachecol peludinho!

 

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

 

E o inverno 2017 traz duas novas atualizações: a moda roubou de vez o faux fur dos casamentos e levou para as ruas, agora em casacos exuberantes combinados com peças casuais e despojadas.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

A segunda atualização são os maxi coletes alfaiataria. Em materiais como lã, suede e outros tecidos planos, eles dão ao visual um acabamento pra lá de elegante e moderno.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

Coletes a postos para o inverno que está chegando? Tem alguma dúvida sobre como escolher a peça ideal pra você? Manda um comentário aqui que logo, logo respondo ;)

 

A real beleza vem em formas diferentes

16 maio, 2017 às 16:46  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Youtube

Imagem: reprodução Youtube

 

Há tempos a marca Dove vem investindo num posicionamento que ressalta a real beleza da mulher, livre de estereótipos que definem um padrão ideal para o corpo feminino.

A última estratégia da marca foi o lançamento de sete embalagens diferentes para o sabonete corporal líquido, representando a beleza dos biótipos femininos, independente das suas características.

Olhando essa e outras campanhas de Dove, do ponto de vista da consultoria de imagem, encontro uma batalha em comum: a do empoderamento. É a ideia de que cada mulher – e também cada homem, já que o empoderamento vale para todos – deve se sentir bem do jeito que é, simplesmente porque as belezas são diferentes e é essa diversidade que torna o mundo tão mais bonito e interessante.

Fazendo um paralelo com a embalagem Dove: o conteúdo representa as nossas características emocionais e intelectuais, o frasco representa as características físicas do nosso corpo e o rótulo representa a forma como nos vestimos.

Sou encantada com a ideia de que podemos olhar no espelho e usar recursos para “brincar” com o que vimos lá refletido, procurando evidenciar o nosso lado mais forte e autoconfiante e amenizar o lado que nos enfraquece. Tenho um mantra para isso:

_disfarçar aquilo que não me agrada ou não me favorece;
_valorizar aquilo que me faz sentir mais bonita e de bem comigo mesma;
_aceitar aquilo que não posso mudar e ser feliz!

Um dos grandes segredos da autoestima está em valorizar aquilo que temos de melhor e mais forte, fazendo as pessoas (e nós mesmos) enxergarem, seja por palavras ou por elementos visuais, a beleza e o potencial que existe dentro de nós.

Por essa e outras campanhas publicitárias que a Dove já fez, levantando a bandeira da real beleza, acredito que a marca seja merecedora dos nossos calorosos aplausos, não acha?

Confira aqui o vídeo da campanha: https://youtu.be/CRiv2lgaX_U

As novas embalagens estão disponíveis apenas no Reino Unido. Esperamos ansiosamente pela sua chegada ao Brasil!

 

Quando a objetividade atrapalha: a saga da camisa branca

9 maio, 2017 às 17:22  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

 

Na semana passada, cai numa armadilha que eu mesma conheço muito bem. Vivo emitindo um alerta para as clientes: quando comprarem uma peça, procurem imaginá-la combinada com pelo menos outras três que já existem no seu guarda-roupa. Caso contrário, não compre.

Ok, isso eu fiz! Mas errei em outro ponto: o de decidir que eu queria usar aquela calça com uma camisa branca, num evento no dia seguinte. Sabe quando a gente mentaliza um look dos sonhos? Aí está a armadilha! Essa camisa branca, toda moderna e elegante, que existia na minha cabeça se tornou o desafio da minha vida naquele dia. Várias vezes eu desejei “dar um Google” nas lojas físicas para conseguir encontrá-la, mas, como esse recurso infelizmente ainda não existe, passei o dia todo procurando. E? Não achei.

Existe uma explicação muito simples para isso: quando idealizamos muito um look, ainda mais quando o objetivo é usá-lo numa ocasião especial, a nossa mente se fecha para qualquer outra possibilidade linda e adequada que possa aparecer. E convenhamos, isso realmente dificulta as coisas.

Voltei para casa triste porque estava sendo super objetiva em minha decisão e mesmo assim não estava conseguindo resolver.

Na manhã seguinte, acordei do meu sonho e, finalmente, pensei: por que precisa ser uma camisa branca? Então saí de casa rumo a uma loja próxima, olhei as opções com a cabeça aberta e voilà: encontrei uma blusa para o meu look em 10 minutos! Combinada com um blazer que já existia no meu guarda-roupa e alguns acessórios, o resultado ficou ótimo e fui feliz para o evento! Depois disso, já usei a mesma calça em outras composições que ficaram até melhores.

Moral dessa história verídica: existem situações em que a objetividade mais atrapalha do que ajuda. A montagem de looks é uma delas. Precisamos arriscar novas possibilidades e sempre pensar que aquela peça pode render mais e mais combinações, basta estar receptivo a essas novas ideias e combinar outras peças e acessórios. É isso que faz um guarda-roupa multiplicar as suas opções do que vestir ;)

Sete dicas para você escolher o seu próximo casaco

3 maio, 2017 às 16:52  |  por Dani Amorim

O frio está chegando e, com ele, também chega a hora de redescobrir as peças de inverno que estavam escondidinhas no guarda-roupa. Entre elas, os casacos!

Os casacos são aquele tipo de peça que não é preciso ter muitas, mas sim poucas e excelentes opções. Como são itens mais caros, além de uma cor coringa que combine com tudo – ou quase tudo – é indispensável prestar atenção em alguns detalhes que podem fazer a peça ser perfeita para você.

Por isso, selecionei aqui sete dicas na hora de você escolher o seu próximo companheiro de dias frios:

 

Comprimento

Casacos muito compridos, que passam da linha do joelho, podem achatar a silhueta das mais baixinhas. Se você tem menos de 1,60m, a sugestão é optar por modelos que terminem um pouco acima do joelho.

Se você tem o quadril volumoso, evite modelos que terminem na parte mais larga do quadril caso não queira destacá-lo ainda mais. Os modelos que caem melhor nesse tipo de silhueta são aqueles que terminam um pouco abaixo da linha do quadril.

 

Comprimento ideal para mais baixas. Imagem: reprodução stealthelook.com.br

Comprimento ideal para as mais baixas | Imagem: reprodução stealthelook.com.br

 

Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo mais comprido | Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região. |  Imagem: reprodução fieroshop.com.br

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região | Imagem: reprodução fieroshop.com.br

 

Manga

Os modelos mais tradicionais costumam ter a manga mais larga. Portanto, se você deseja um visual mais atual, procure casacos com a manga mais ajustada ao braço e com a cava curta.

Atente-se também para o comprimento das mangas. O correto é ir até o punho ou um pouquinho abaixo dele. Nada de cobrir a palma da mão ou uma parte dela, pois passará a impressão de que você emprestou o casaco de alguém. Nesses casos, o melhor é ajustar.

 

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

 

Lapela

Um jeito simples de acertar na lapela é pensar que o tamanho deve ser inversamente proporcional ao volume do seu tronco e busto! Tem muito busto? Opte por lapela média ou fina. Tem pouco busto? Lapelas grandes criam um volume favorável na região.

Lapelas grandes também ajudam a equilibrar a silhueta de mulheres que têm o quadril volumoso.

Atenção! Se você for toda miudinha, cuidado para não abusar muito do tamanho da lapela, pois poderá ficar desproporcional.

 

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

 

Botões

Duas fileiras de botões (abotoamento duplo) ampliam a região do busto e tendem a deixar a silhueta reta. Portanto, se você tem muito busto, gordurinhas no abdômen ou a cintura mais reta, melhor optar pelos modelos com abotoamento simples e corte acinturado.

 

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

 

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

 

Ombros

Ombreiras volumosas já saíram de cena há algum tempo. Então o melhor é preferir modelos com ombreiras discretas, usadas apenas para dar melhor caimento da peça no corpo. Uma dica importante e que nem sempre é levada a sério: a costura entre o final do ombro e começo da manga deve ficar exatamente alinhada com o final do seu ombro, do contrário, o casaco parecerá maior que você.

 

Cintura

Casacos acinturados são mais femininos que os casacos com corte reto e valorizam mais a silhueta de qualquer biótipo. Cortes retos ou quadrados ficam melhores em modelos mais ousados para não cair num visual muito tradicional.

 

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk/

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk

 

Detalhes

Para mulheres que têm mais volume na região do busto: evite zíper, bolsos, botões grandes e outros detalhes chamativos nessa região.

Para mulheres que têm mais volume na região do quadril: evite os mesmos itens citados acima na região da quadril, assim como os modelos com cinto que apertam muito a cintura e dão a impressão de alargar a parte de baixo (a não ser que compense com uma lapela grande).

Para mulheres que têm ombros grandes: evite detalhes chamativos nos ombros e abuse dos bolsos grandes e detalhes na região do quadril.

 

Se você tem mais alguma dúvida que não abordei aqui, manda pra mim por e-mail ou nos comentários que ficarei feliz em responder ;)

Por dentro do closet das consultoras de imagem

26 abril, 2017 às 00:52  |  por Dani Amorim
Imagem: acervo pessoal

Imagem: acervo pessoal

 

No último post que escrevi aqui no canal, fiz uma referência rápida ao documentário The Minimalist. Ao explicar sobre o estilo de vida minimalista, o documentário apresenta um projeto chamado Project 333, que nos convida a vestir 33 itens (ou menos) do guarda-roupa por 3 meses, incluindo roupas, calçados e acessórios. O projeto deriva do conceito de capsule wardrobe, lançado em 1970 por Susie Faux e disseminado 10 anos depois pela estilista Donna Karan, ao criar a coleção chamada “Seven Easy Pieces”: sete peças de roupa que podiam ser combinadas entre si, formando um guarda-roupa muito enxuto e completo, preparado para qualquer hora do dia e da noite, durante a semana ou em finais de semana.

Falar de capsule wardrobe está na moda e isso me despertou uma grande curiosidade: será que essa ideia também está na moda entre as consultoras de imagem? Você já parou para contar quantas peças existem no seu guarda-roupa? Você se sente confortável em relação às escolhas que fez para estarem ali todos os dias?

A partir dessas dúvidas, decidi fazer uma rápida pesquisa exploratória e dar aquela espiadinha no closet de 16 consultoras de imagem, atuantes nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso.

Eis o resultado:

_a maioria das consultoras entrevistadas revelou ter entre 90 e 200 peças no guarda-roupa. O número considera itens de todas as estações, com exceção de roupas íntimas, de academia e de festa;

_em média, são 165 peças de roupas no closet das profissionais que participaram da investigação (estou abaixo da média, com 91);

_e também há alguns extremos: armário com 50 peças e armário com mais de 400 peças!

Com relação aos acessórios, o resultado chama a atenção para um quase consenso:

_a maioria equilibra muito bem a quantidade desses itens, colocando em prática a distribuição ideal para um guarda-roupa funcional: todas têm cerca de 60% de roupas e 40% de acessórios;

_ou seja, a ideia de que os acessórios têm o poder de multiplicar os looks é realmente levada a sério pelas profissionais que trabalham com imagem pessoal;

_a maioria revelou ter entre 70 e 150 itens. Entre eles, estão as bolsas, calçados, colares, brincos, lenços, cintos e pulseiras.

Os números estão bem acima dos 30 e poucos itens sugeridos pelo conceito de guarda-roupa cápsula, mas eu diria que bem mais próximo da realidade das mulheres. As minhas várias visitas ao closet de clientes de diferentes perfis e classes sociais permitem afirmar que grande parte das mulheres tem mais peças do que essa média levantada entre as profissionais, o que não significa a garantia de ter o que vestir em qualquer ocasião. O importante, como sempre digo, não é a quantidade, e sim a qualidade e a facilidade de combinação entre as peças escolhidas para estarem lá.

Você sabe quantas peças existem no seu guarda-roupa? Vamos desvendar ainda mais esse assunto e ampliar a pesquisa para todo o Brasil, falando com mulheres e homens, de todas as profissões. O questionário tem poucas perguntas e pode ser respondido bem rapidinho, só precisa ir lá no guarda-roupa fazer a contagem!

Para participar da pesquisa, acesse o link aqui: https://goo.gl/forms/sm60fk0PB3LVEQxZ2

Vamos juntos continuar explorando esse assunto curioso! Ficarei feliz com a sua participação ;)

Agradeço imensamente às 16 consultoras e amigas que, assim como eu, tiveram sua curiosidade despertada e contribuíram especialmente com esse projeto.

 

O problema não é o consumo, é o consumo compulsivo e inconsciente

11 abril, 2017 às 22:49  |  por Dani Amorim

Dani (3 de 12)

 

Uma das vertentes da consultoria de imagem que mais gosto de falar é sobre consumo consciente. Vibro de alegria, com a sensação de missão cumprida, ao receber das minhas queridas clientes mensagens como essa:

“Realmente você ajudou a mudar a minha forma de pensar. Acabei de passar três semanas nos EUA. Resultado de compras?! Dois vestidos, duas camisetas e um tênis de corrida. Obrigada, Dani, por essa transformação! Nunca me imaginei voltando de uma viagem de férias em que as compras não ficaram em primeiro ou segundo plano. Como é bom e satisfatório pensar antes de comprar!”

Ter uma boa apresentação pessoal não é sinônimo de guarda-roupa cheio, tampouco guarda-roupa recheado de itens da moda. Atualmente, a indústria da moda é conduzida pelo conceito de moda de curta duração. Enquanto as nossas mães e avós compravam peças de coleções únicas para inverno e verão, hoje somos bombardeados pelas principais redes de fast fashion com um ciclo de lançamentos de 52 estações por ano. Tudo para que os consumidores se sintam desatualizados e comprem algo novo a todo e qualquer momento.

Para evitar se deixar seduzir pelos lançamentos e não comprar além do necessário, é importante ter consciência do seu estilo, saber as peças que lhe caem bem e, principalmente, manter um guarda-roupa funcional: peças que combinem entre si, priorizando a qualidade em vez da quantidade, distribuídas em 50% de itens atemporais, 40% de calçados e acessórios e apenas 10% de fast fashion. Ao colocar em prática esses macetes, a ideia de que você nunca tem nada para vestir e sempre precisa de algo novo começa a desaparecer.

Em outras palavras, o segredo é olhar para o seu armário e perceber que todas as peças que estão lá são as suas favoritas, porque tem qualidade e bom caimento, expressam a sua personalidade, valorizam as suas características e estão coerentes com os seus objetivos profissionais e pessoais. Essa é a fórmula da boa apresentação pessoal!

De certo modo, a ideia do guarda-roupa funcional e do consumo consciente vai ao encontro da proposta de estilo de vida minimalista. Segundo o site vidaminimalista.com, “Ter uma vida minimalista é não se deixar levar pela correnteza. É comprar sem culpa, mas com consciência, sabendo que aquilo que está adquirindo é realmente útil e necessário. É saber que, para tudo o que temos em casa, há uma finalidade. É não deixar objetos e roupas estagnadas num canto, acumulando poeira, enquanto há tantos que precisam.”

Se você leu o post até aqui e gostou do assunto, eu gostaria de fazer um convite: assista ao documentário The Minimalists, disponível no Netflix. O filme traz uma abordagem sensacional e esclarecedora sobre o consumo consciente num mundo em que a boa aparência é fundamental, mas a vida deve ser conduzida com um propósito muito maior do que apenas consumir.

Depois volta aqui pra me contar o que achou ;)

Workshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem”

4 abril, 2017 às 23:39  |  por Dani Amorim

Na última semana, participei da palestra de lançamento do workshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem”, promovido pelo Centro Europeu e ministrado pela premiada arquiteta curitibana Luize Andreazza Bussi. Com muito domínio sobre o tema, Luize explorou semelhanças entre o mundo da arquitetura e da consultoria de imagem, mostrando que, assim como o profissional de arquitetura se preocupa em criar projetos arquitetônicos e de decoração de interiores que representem a personalidade do cliente, a consultoria de imagem faz o mesmo com a forma de se vestir.

Segundo a arquiteta, o corpo deve ser usado como uma forma de expressão de arte e personalidade, e isso acontece por meio das escolhas que cada um faz ao se vestir e se preparar para diferentes e quaisquer ocasiões. É preciso pensar nas roupas além de sua função básica de cobrir o corpo e proteger do frio ou calor: cada peça deve ser usada como um recurso para evidenciar quem somos e chamar atenção para o que viemos. Essa é exatamente uma das propostas da consultoria de imagem: potencializar a imagem pessoal e profissional por meio da linguagem não-verbal, que inclui os gestos, as expressões e a aparência.

A ligação entre o universo da arquitetura e o universo da moda é uma constante antiga e já citada pela inspiradora Coco Chanel: “Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”. Alguns artistas atuais traduzem muito originalmente essa citação por meio da ideia da “wearable art”, em que móveis são transformados em roupas e vice-versa.

 

Hussien Chalayan -  Imagem: reprodução delemma.com.au

Hussien Chalayan | Imagem: reprodução delemma.com.au

 

Moreno Ferrari -  Imagem: reprodução dutchdesignevents.com

Moreno Ferrari | Imagem: reprodução dutchdesignevents.com

 

Zaha Hadid - Imagem: reprodução shilpaahuja.com

Zaha Hadid | Imagem: reprodução shilpaahuja.com

 

Como a proposta de Luize envolve consultoria de imagem (e não moda pela moda), a profissional pondera que nem tudo o que está na moda serve para o guarda-roupa do dia a dia de todo mundo. A moda é apenas uma ferramenta de trabalho, tanto na arquitetura como na consultoria, sendo que o mais importante a ser observado e trabalhado é o estilo pessoal e o estilo de vida do cliente.

Nesse aspecto, é possível observar uma relação direta entre o que a pessoa veste e como ela veste a sua casa. Isso quer dizer que uma pessoa moderna na forma de vestir, provavelmente terá uma decoração mais moderna e contemporânea em sua casa. Uma pessoa que se veste de forma clássica, também terá mais chance de ter uma decoração predominantemente clássica. E assim por diante, conforme alguns exemplos a seguir:

 

Imagem 1: Olivia Palermo | Imagem 2: reprodução 99graus.com.br

ESTILO CLÁSSICO/TRADICIONAL
Imagem 1: Olivia Palermo | Imagem 2: reprodução 99graus.com.br

 

Imagem 1: reprodução stealthelook.com.br | Imagem 2: Marcio Kogan - reprodução westwing.com.br

ESTILO MODERNO/CONTEMPORÂNEO
Imagem 1: reprodução stealthelook.com.br | Imagem 2: Marcio Kogan – reprodução westwing.com.br

 

Imagem 1: reprodução fashioncoolture.com.br | Imagem 2: reprodução casinhadanane.com.br

ESTILO CRIATIVO/RETRÔ
Imagem 1: reprodução fashioncoolture.com.br | Imagem 2: reprodução casinhadanane.com.br

 

Imagem 1: reprodução sezane.com | Imagem 2: reprodução sitedebelezaemoda.com.br

ESTILO MODERNO/MINIMALISTA
Imagem 1: reprodução sezane.com | Imagem 2: reprodução sitedebelezaemoda.com.br

 

Imagem 1: reprodução glaminati.com | Imagem 2: reprodução westwing.com

ESTILO ROMÂNTICO/PROVENÇAL
Imagem 1: reprodução glaminati.com | Imagem 2: reprodução westwing.com.br

 

Imagem 1: reprodução fashionambitions.com | Imagem 2: reprodução decoracontent.com

ESTILO ESPORTIVO/NATURAL
Imagem 1: reprodução fashionambitions.com | Imagem 2: reprodução decoracontent.com

 

O worshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem” irá explorar o assunto de forma teórica e prática, interessante para profissionais de moda, consultoria de imagem, arquitetura e profissionais de comunicação e branding que queiram aprofundar o entendimento sobre o consumidor em seus projetos. Para mais informações: 41 3233-6669.

Você desperta atenção positiva?

28 março, 2017 às 22:00  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Forebrain.com.br

Imagem: reprodução forebrain.com.br

 

Conhecimentos técnicos e inteligência emocional são importantes características para uma boa reputação profissional e para a conquista de uma posição de destaque no ambiente de trabalho. Porém, não são suficientes. Além delas, é preciso cuidar do que chamo de “atenção positiva”.

Atenção positiva é o que desejamos das pessoas e de outros profissionais quando estamos em algum momento de interação, seja reunião, palestra, diálogo, ou quando simplesmente somos vistos. Ela acontece quando conseguimos provocar sensações agradáveis que geram empatia e curiosidade a nosso respeito, contribuindo para a formação de uma imagem positiva sobre quem somos e o que fazemos.

Há uma dupla responsável por isso: a comunicação verbal e a comunicação não-verbal. Ambas são igualmente relevantes no contexto profissional e, por isso, devem ser tratadas com a mesma preocupação.

Abrindo aqui um parêntese, algumas fontes citam que 93% da eficiência de nossa comunicação está relacionada à comunicação não-verbal e apenas 7%, à comunicação verbal. Essa é uma informação equivocada, baseada numa interpretação incorreta do estudo realizado por Albert Mehrabian, psicólogo e professor da Universidade de Los Angeles, especialista em comunicação interpessoal, em meados dos anos 60. Como o próprio autor alerta, se você já viu essa informação antes, sugiro que pondere! Afinal, se apenas 7% da eficiência de nossa comunicação se devesse às palavras, penso que os idiomas logo seriam abolidos da Terra.

Voltando ao centro da questão, além do conhecimento técnico, existem artifícios de comunicação não-verbal que contribuem para o despertar da atenção positiva, permitindo ao profissional transmitir uma imagem ainda mais interessante sobre si, capaz de prender a atenção e curiosidade dos seus interlocutores pelas suas palavras. Apresento alguns deles:

Contato visual – O famoso “olho no olho” é o principal elemento de comunicação de credibilidade e deve ser levado a sério tanto em conversas de longa duração como num simples “oi”. Demonstra transparência sobre quem você é e transmite segurança à outra pessoa. Entretanto, deve-se cuidar para que esse contato não seja fixo e penetrante, pois dessa forma provoca desconforto no interlocutor e pode indicar flerte. Uma dica para manter contato visual contínuo durante um diálogo é imaginar um triângulo no meio do rosto do interlocutor, entre os olhos, nariz e testa, e assim “passear” o olhar por esses pontos.

Impacto na chegada – A forma como adentramos um ambiente dá indicações às pessoas que estão nos observando sobre quem somos (personalidade, educação) e como estamos (sentimento e condição momentânea), gerando uma atenção positiva ou negativa a nosso respeito. É importante ter firmeza, presença e elegância, mesmo numa chegada silenciosa.

Sorriso – O sorriso verdadeiro é a expressão máxima do estar bem consigo mesmo e tem o poder de atrair as pessoas. Funciona como um sinal de “pode chegar até mim”, demonstrando acessibilidade e deixando um residual altamente positivo.

Firmeza ao caminhar – A postura ao caminhar pode nos fazer parecer fortes e autoconfiantes ou extremante vulneráveis. Pelo jeito de andar e pela postura dos ombros, é possível identificar atributos sobre nossa personalidade e também o quanto estamos nos sentindo confortáveis em determinada ocasião.

Aperto de mão – O aperto de mão deve ser firme, envolver toda a palma da mão e ser olhos nos olhos. Um aperto de mão sem firmeza ou um “aperto de dedos” pode gerar uma atenção negativa já nos primeiros segundos de interação.

Paralinguagem – A voz também é um importante recurso capaz de atrair atenção positiva, influenciada pela entonação, volume e velocidade. Por exemplo: pessoas que falam num único tom são vistas como cansativas e inseguras. Pessoas que falam com entonação mais grave, transmitem mais credibilidade e influência.

Aparência – Uma roupa alinhada reforça a credibilidade e ganha pontos a favor do profissional, transmitindo a ideia de cuidado e bom gosto. Não significa usar peças caras e de marcas famosas, mas sim de bom caimento, adequado ao seu tipo físico, em excelente estado de conservação e, principalmente, em adequação aos ambientes que serão visitados e às ocasiões que serão vivenciadas no dia. Parece simples, mas muitos profissionais não são atentos a isso e, automaticamente, abrem oportunidades para que os seus colegas se destaquem.

Esses são apenas alguns exemplos de recursos que possibilitam atrair a atenção positiva, sendo que todos eles podem ser habilidades natas ou desenvolvidas. É importante ter a consciência de que a atenção positiva se conquista todos os dias, por isso é essencial que se mantenha uma consistência na sua aparência, comportamento e linguagem corporal a fim de consolidar uma reputação favorável às suas conquistas pessoais e profissionais.

Bag straps: multiplique a sua bolsa!

21 março, 2017 às 18:03  |  por Dani Amorim
FENDI em Tóquio, 2016 | Imagem: reprodução vogue.globo.com

FENDI em Tóquio, 2016 | Imagem reprodução: vogue.globo.com

 

Você já ouviu falar nas bag straps? São bolsas com alças removíveis que começaram a circular no universo fashionista no início do ano passado e ainda permanecem em alta. A ideia é ter várias bolsas em uma só e assim conseguir diversificar o visual de uma maneira cool e super atual.

Os primeiros modelos de bag straps surgiram em coleções de marcas famosas como Fendi, Prada, Valentino, Dolce & Gabbana, Louis Vuitton. Dispensável dizer que eram inacessíveis para o bolso da maioria das mulheres, já que cada alça valia muito mais que as próprias bolsas de outras marcas que compramos por aqui: cerca de 1.000 dólares cada uma.

FENDI. Imagem reprodução: neimanmarcus.com

FENDI. Imagem reprodução: neimanmarcus.com

 

Valentino

VALENTINO

Prada Reprodução Net a Porter com 2

PRADA. Imagem reprodução: netaporter.com

Fendi. Imagem reprodução: Neiman Marcus

Duas felizes notícias: 1) marcas nacionais mais acessíveis já incorporaram as bag straps em suas coleções e 2) se você tiver uma bolsa com ganchinho para alça, você já pode agora procurar a sua bag strap e abusar da criatividade nas trocas de alças.

Passeando pela Shoestock, em São Paulo, no último fim de semana, encontrei uma prateleira recheada dessas alças e já aproveitei para atualizar a minha bolsa! E mais: além de escolher a alça conforme o gosto do freguês, ainda é possível customizar a sua bolsa – a customização de roupas e acessórios está super em alta no mundo fashion, pois permitem a cada um dar o seu toque exclusivo de personalidade a um produto massificado.

 

Bolsa: Schutz | Alça animal print: Schutz | Alça spike: Shoestock | Imagem: acervo pessoal

Bolsa: Schutz | Alça animal print: Schutz | Alça spike: Shoestock | Imagem: acervo pessoal

bolsa shoestock

Bolsa e customização: Shoestock | Imagem: acervo pessoal

 

Uma dica para a vida! Melhor do que ter várias bolsas “mais ou menos” para o dia a dia (e ainda ficar naquela missão de trocar tudo de uma para outra a cada saída) é ter duas bolsas de boa qualidade e coringas. Para acertar na escolha, o segredo é investir em cores neutras que combinem com tudo: uma preta + uma off white ou uma preta + uma caramelo. Com essas duas cores, é certo que você terá bolsa para qualquer look que irá vestir. Se quiser incrementar o closet com um modelo colorido, os tons de vermelho e vinho caem muito bem em visuais mais modernos.

Quer mais dicas sobre como escolher uma bolsa coringa e ideal? Deixe seu comentário aqui no post que logo, logo eu respondo ;)

Gravidez com estilo e consciência de consumo

14 março, 2017 às 15:32  |  por Dani Amorim
Foto: Nina Vilas Boas | Produção: Dani Amorim Consultoria de Imagem | Direitos reservados

Foto: Nina Vilas Boas | Produção: Dani Amorim Consultoria de Imagem | Direitos reservados

 

A gestação é uma fase que compreende muitas transformações na vida da mulher, tanto emocionais como físicas. Um mundo novo começa a surgir e, com ele, também muitas dúvidas naturais no processo. Algumas delas relacionadas a forma de se vestir e de como continuar se sentindo a mesma mulher conforme a barriga vai crescendo ao longo dos meses.

Assim como em qualquer outro momento da vida, vestir-se durante a gravidez pede atenção a alguns pontos essenciais:
- o que fica melhor no corpo em cada fase de transição?
- que truques usar para valorizar a silhueta?
- que peças são importantes ter no guarda-roupa?
- como passar 9 meses de mudanças físicas sem comprar em excesso?
- que características devem ser observadas nas peças antes de comprar para que elas durem o máximo possível?

Manter o estilo durante a gravidez, aliado ao conforto, é ponto-chave para a autoestima feminina durante esse período tão abençoado. Olhar-se no espelho e continuar se reconhecendo e se sentindo bonita traz sentimentos positivos de bem-estar, autoconfiança e segurança que só fazem bem à mamãe e ao bebê.

Normalmente, por volta do quarto mês, a barriguinha começa a dar aquele “boom” de crescimento e as roupas começam a apertar. Nesse momento, é hora de ir às primeiras compras com a consciência de que se pode e deve seguir um estilo pessoal, otimizando o investimento para aproveitar as roupas o máximo possível. Selecionei aqui três dicas bem práticas que podem ajudar nesse processo.

Os modelos de calças e shorts com o cós de elástico são os melhores para essa fase e, se bem escolhidas, podem durar até o puerpério. A boa notícia é que cada vez mais as calças de gestante, seja jeans ou de outros tecidos, estão ficando menos com cara de calça de grávida. Algumas marcas de calça jeans, por exemplo, já fazem até mesmo a parte do elástico revestida com o próprio jeans superflexível, em vez do tradicional suplex. Uma dica importante para escolher uma calça jeans que dure até o último mês: ao provar, coloque a palma da mão fechada por dentro da calça, no cós, na altura da costura que divide o elástico e o jeans. O tecido deve ter elasticidade suficiente para não apertar esse um palmo e sua calça ainda servir até os nove meses. E nada de comprar uma numeração maior que a usual. O indicado é ir até uma loja especializada para comprar peças na sua numeração, adequadas à silhueta gestante.

Imagem reprodução: Solo Infantil

Imagem reprodução: Solo Infantil

 

Invista em peças coringas, que sejam fáceis de combinar. O grande truque de style durante a gestação é investir ainda mais em acessórios e terceiras peças. Colares, coletes e blazers têm o poder de deixar um mesmo look com uma cara totalmente diferente. Cintos de elástico e de amarrar também são grandes aliados das gravidinhas. Com a barriga ainda pequena, usar o cinto abaixo dela costuma deixar o visual mais arrumado. Já com a barriga maior, na maioria das vezes, o melhor é usar o cinto acima da barriga. São detalhes que deixam a silhueta mais equilibrada e harmoniosa.

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Outro ponto importante está relacionado às estampas. Regrinha básica: estampas grandes e estampas com fundo claro aumentam o volume visual da área onde está sendo usada. Por isso, estampas pequenas e médias geralmente produzem um efeito mais favorável.

Imagem reprodução: encontrodeamigas.wordpress.com

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É muito comum vestir uma peça e não se gostar, sem saber o porquê. E nesses casos, também é muito comum, nós mulheres, atribuirmos a culpa do que estamos vendo à falta de nossa beleza. Tudo errado! Somos todas lindas e maravilhosas, o segredo está em escolher coisas que nos valorizam e nos fazem brilhar ainda mais. E claro que isso vale para qualquer fase da vida.

Ah, e como muitas futuras mamães escolhem fazer um ensaio fotográfico para registrar o momento, aí vai uma dica especial: ao escolher o seu look, avalie se você normalmente usaria essa roupa no ambiente em que irá fotografar. Se não conseguir se imaginar usando, melhor trocar para não parecer uma situação forçada, a não ser que as fotos adotem um estilo artístico. As fotos no estilo life style – em casa, na praia, no quartinho do bebê, em momentos do dia a dia – são super atuais e transmitem, com muito mais naturalidade e autenticidade, todo o amor e a beleza do momento.

Foto: Nina Vilas Boas | Produção: Dani Amorim Consultoria de Imagem | Direitos reservados

Foto: Nina Vilas Boas | Produção: Dani Amorim Consultoria de Imagem | Direitos reservados

Foto: Nina Vilas Boas | Produção: Dani Amorim Consultoria de Imagem | Direitos reservados

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