O jogo das proporções: estampas

19 julho, 2017 às 22:14  |  por Dani Amorim

Conhecer o próprio corpo facilita as nossas escolhas diante da moda. São inúmeras as ofertas do mercado em relação ao que podemos vestir, mas é fato que nem tudo o que está nas lojas fica bem em mim ou em você. E isso não é novidade! O importante é saber que isso acontece não pelo fato de não termos um corpo com as medidas que gostaríamos, mas simplesmente porque existem cortes, tecidos, modelos, cores e estampas que valorizam mais ou menos determinadas silhuetas.

Existem muitos recursos que nos permitem equilibrar a aparência, e gosto de enquadrá-los no que chamo de “jogo das proporções”. Entre os elementos que citei acima, hoje vamos usar as estampas para entender um pouquinho melhor essa história.

 

FUNDO CLARO X FUNDO ESCURO

Estampas com fundo claro aumentam visualmente a área onde estão sendo usadas. Já as estampas com fundo escuro agem como emagrecedoras.

estampas fundo claro e escuro baixo fundo claro e escuro cima

 

LISTRAS HORIZONTAIS X LISTRAS VERTICAIS

Sempre ouvimos dizer que listras horizontais aumentam, enquanto listras verticais alongam e diminuem. Verdade? Depende! Quando observamos as imagens abaixo, percebemos que sim, a estampa vertical cria a impressão de um corpo mais longilíneo.

 

estampas listra vertical e horizontal

 
Mas, quando observamos as próximas imagens, lembramos rapidamente que, para toda regra, há exceções! E o que talvez nunca tenham lhe contado é que o tamanho das listras influencia muito nessa regrinha. Na imagem seguinte, note como o volume do quadril parece o mesmo ou até menor quando as listras são menores e horizontais.

 

estampa listra fina e grossa

 
E na próxima sequência, olha só que interessante: quanto maior a listra, maior parece a área onde está sendo usada. E isso vale para estampas de uma forma geral.

 

estampas listras verticais

Ao escolher roupas listradas, lembre-se que as listras menos espaçadas e com tamanhos irregulares são aquelas que mais cumprem o papel de alongar ou disfarçar!

 

ESTAMPAS GRANDES X ESTAMPAS PEQUENAS

O ideal é que as estampas tenham um tamanho proporcional ao corpo que irá usá-las. Nesse sentido, se você for toda pequenininha, é interessante evitar as estampas muito grandes e espaçadas. Por outro lado, se você tiver uma silhueta maior, talvez seja melhor evitar as estampas muito pequenas. Os grafismos em tamanho médio são os mais democráticos.

 
Com esses exemplos, tenho certeza de que você já conseguiu entender melhor como pode brincar com o jogo das proporções e conseguir olhar para as inúmeras opções nas araras e filtrar, de cara, aquilo que vai te deixar mais contente com você mesma ao se olhar no espelho. Tem quadril largo e ombros estreitos? Use os truques para aumentar a região do seu tronco e diminuir o quadril. Tem ombros largos e quadril estreito? Use os truques para criar mais volume na sua parte de baixo e diminuir a parte de cima. Agora é só você compreender os seus próprios objetivos e tirar o máximo proveito das dicas para sair ganhando com uma imagem que a faz se sentir mais bonita, segura e autoconfiante.

Três dicas para você valorizar o seu vestido preto básico

11 julho, 2017 às 18:16  |  por Dani Amorim

Quem nunca ouviu dizer que todo guarda-roupa feminino precisa ter um “pretinho básico”? Ele funciona como uma peça coringa e se adapta facilmente a várias situações!

No dia em que a gente acorda sem inspiração para se arrumar, é só colocar o pretinho básico que, sem esforço, estamos prontas. No dia em que temos vários acontecimentos com níveis de formalidade diferentes e não podemos dar uma passadinha em casa antes, ele faz o papel versátil para qualquer ocasião. No dia em que temos um jantar elegante e ficamos com aquele sentimento de “não tenho roupa”, mais uma vez ele também pode resolver.

De fato, ter um vestido preto no guarda-roupa nos salva de alguns momentos, mas é preciso entender que não existe um modelo único e ideal para todas. Por isso, para que você tenha uma peça realmente coringa e que represente quem você é, aqui vão três dicas quentíssimas:

1_ Em primeiro lugar, escolha um modelo que tenha um bom tecido e um bom caimento no corpo. Isso não significa investir numa peça caríssima, mas sim ter um pouco mais de atenção na hora de escolher e não aceitar qualquer proposta, dando preferência a um modelo que tenha mais qualidade e durabilidade (falei mais sobre tecidos no post da semana anterior!).

 

 

2_ Assuma a ideia de que o seu pretinho básico é diferente do pretinho básico da amiga! Cada uma tem o seu estilo pessoal e isso deve ser valorizado. Ou seja, se você tiver um estilo mais romântico, pode optar por um modelo com saia godê; já se você for mais moderna, talvez prefira um modelo com detalhes em couro. Só assim você terá uma peça que será sua parceira para todas as horas. Abaixo, selecionei alguns modelos para exemplificar melhor essa ideia:

 

Elegante

Estilo elegante

 

Estilo moderno | Imagem: reprodução Ali Express

Estilo moderno | Imagem: reprodução Ali Express

 

Estilo esportivo | Imagem: reprodução Zkkoo.com

Estilo esportivo | Imagem: reprodução Zkkoo.com

 

Estilo tradicional

Estilo tradicional

 

Estilo sensual | Imagem: reprodução Zkkoo.com

Estilo sensual | Imagem: reprodução Zkkoo.com

 

Estilo romântico | Imagem: reprodução horadediva.com.br

Estilo romântico | Imagem: reprodução horadediva.com.br

 

3_ Procure olhar o seu vestido preto muito além de um simples vestidinho! Como? Acrescentando mais informações a ele, como colar, blazer, jaqueta, colete, poncho, cinto e também blusa: por baixo, a segunda-pele que está super alta nesse inverno; e por cima, blusa, camisa e camiseta podem fazer o vestido se transformar em saia! Assim você deixa de ter apenas um vestido e passa a ter vários looks diferentes com a mesma peça-base, como na imagem abaixo:

 

um vestido vários looks

 

Com essas dicas e a sua criatividade na hora de se arrumar, o seu pretinho básico, de básico, já não terá nada!

A etiqueta que nos incomoda é a mesma que nos agrega

29 junho, 2017 às 10:03  |  por Dani Amorim

etiqueta

 

Imagem pessoal é assunto abrangente. Num primeiro instante, pode parecer algo simples e superficial, mas a complexidade logo vem à tona quando compreendemos a quantidade de elementos capazes de influenciar o que transmitimos às outras pessoas (e a nós mesmos também!).

Aparência, linguagem corporal, expressões faciais, comportamento e postura, paralinguagem, uso do espaço e do tempo, odores. Ufa! Essa é uma lista breve dos elementos que compõem a nossa imagem pessoal e cada um deles pode ser explorado em sua profundidade, mas neste momento vamos nos ater à aparência.

Pergunte aos seus amigos: quando você conhece ou encontra alguém, em que observa? Fato: a maioria vai dar respostas relacionadas à aparência. Ou seja, difícil negar que os cuidados com a nossa imagem são capazes de nos impulsionar ou enfraquecer na vida pessoal ou profissional.

A nossa aparência é formada por códigos visuais que nos ajudam a contar aos outros, sem precisar falar, um pouco sobre quem somos e o que gostamos. Um desses códigos são os tecidos das roupas que usamos. Sabe aquela pessoa que sempre parece estar elegante, mesmo com roupas simples? Tenha certeza de que ela tem um olhar especial para o tecido, costura e acabamento das roupas.

Vamos a alguns pontos práticos e bem rápidos.

Existem dois tipos principais de tecidos: tecidos de fibras naturais (algodão, linho, lã, seda…) e tecidos de fibras químicas (viscose, modal, poliéster, poliamida, acrílico…).

Roupas de fibras naturais são mais caras, pois envolvem um processo de produção que depende diretamente de recursos vindos da natureza. No geral, amassam mais e são mais difíceis de passar. Por outro lado, apresentam toque normalmente mais suave, mantêm o corpo com temperatura mais agradável e imprimem um aspecto mais sofisticado ao visual. Se bem cuidadas, duram por longo tempo, mas exigem atenção especial tanto no processo de lavagem quanto de secagem, o que significa que para a correria dos dias atuais são pouco práticas.

Roupas de fibras químicas, em geral, amassam menos (ou não amassam) e secam mais rápido. São mais secas no toque e normalmente têm preço mais acessível. Também são mais resistentes às máquinas de lavar. Para quem não gosta do efeito amassado ao longo do dia, as fibras químicas são boa opção. Já para quem tem problemas com suor excessivo, as fibras químicas sintéticas, especialmente poliéster, retêm o calor do corpo e costumam provocar mau cheiro.

Olhar as etiquetas das roupas – aquelas que nos incomodam e ficamos ansiosos por cortar! – é uma atitude pouco comum, mas muito válida. Dependendo das lojas onde você costuma comprar, irá notar que a maioria das peças é feita de fibra química. Esse é o caminho da indústria: aliar preço e praticidade na entrega. É comum também encontrar peças que misturam as fibras sintéticas e naturais na composição. Particularmente, não sou adepta aos tecidos 100% naturais, então sempre observo muito o acabamento das roupas que escolho em tecidos químicos e o quão suaves e bons de transpiração eles parecem. Fico feliz quando descubro que a peça que gostei tem o mix de tecidos. Ah, e no inverno, faz ainda mais sentido olhar as etiquetas, já que as blusas de fibra natural são mais quentinhas e preservam mais tempo sem bolinhas.

E tem mais! Malha versus tecidos planos.

Fique de olho no seu guarda-roupa: se tiver muitas peças de malha, é interessante começar a dar lugar para outros tipos de tecidos. O motivo? A escolha por tecidos planos causa aquele sentimento (real) de que você está pronta para qualquer ocasião, pois proporcionam uma aparência mais arrumada. Mas se você preza pelo conforto que a malha oferece, também não tem problema nenhum! Na onda do conforto que cada vez mais domina o closet feminino, existem grifes especializadas em confeccionar roupas de malha com corte alfaiataria. Paga-se mais caro, porém, o caimento e o design são impecáveis e é uma forma de manter o estilo em dia com o conforto desejado.

Enfim, quando o tema é “aparência”, a imagem pessoal é formada por detalhes pequenos e, ao mesmo tempo, super relevantes nas escolhas que fazemos ao nos vestir. Portanto, esteja atento à qualidade do tecido das próximas peças que adquirir. Afinal, é mais um código visual que conecta você com o mundo!

Essa moda é pra mim?

21 junho, 2017 às 01:19  |  por Dani Amorim
Imagem: Thassia Naves

Imagem: Thassia Naves

 

A cada estação, observamos a moda indo e vindo. Algumas caem mais no gosto popular, outras menos. Algumas ficam nas ruas por muito tempo, outras são efêmeras. Algumas nos apaixonamos, outras estranhamos e não conseguimos usar.

A moda é uma ferramenta que ajuda a fazer escolhas para nos vestir e, para usá-la de maneira inteligente, antes é preciso conhecer o nosso estilo pessoal. O estilo pessoal, por sua vez, deve estar fortemente embasado pela nossa personalidade, nosso estilo de vida e nossos objetivos (pessoais e profissionais). Portanto, quanto mais coerência existir entre a forma de nos vestir, o estilo de vida, a personalidade e os objetivos, mais seremos fieis a quem, de fato, somos.

Quero dizer que se tornar refém da moda pode significar abrir mão da personalidade. Nem tudo o que surge como tendência merece ganhar espaço no guarda-roupa simplesmente pelo fato de que não nos representa, em especial quando se trata de uma tendência mais impactante. Um exemplo são as botas brancas, que caíram no gosto das fashionistas nesse inverno. Acho super legal, mas, se você não for dona de um estilo moderno e criativo e não tiver uma personalidade marcante, corre o risco de a ousadia não colar e cair no estereótipo de Paquita! Nesse caso, talvez seja melhor deixar a moda de lado!

As coisas precisam conversar e se complementar: o seu estilo pessoal, o seu estilo de vida, a sua personalidade, o seu comportamento e a moda. Complexo, porém simples quando temos clareza sobre quem somos e o que queremos.

E ainda cabe aqui outro ponto importante que sempre gosto de reforçar: a adequação. Não basta estar de acordo com todos elementos acima se não estiver adequado ao ambiente que iremos frequentar. Um exemplo recente disso foi o caso da âncora de um telejornal, que virou motivo de comentários na internet após aparecer em uma chamada usando um quimono branco de cetim. Apesar de estar na moda e totalmente coerente com o estilo pessoal da apresentadora, a roupa não estava adequada ao ambiente conservador que é a bancada de um telejornal. Logo, causou estranheza no público, que associou a blusa a um roupão e virou meme nas redes sociais. Em outros contextos, o look poderia até passar batido.

Como diz Gloria Kalil, “A moda é oferta, o estilo é escolha. Estilo é seu jeito particular de se apresentar e de se relacionar com o mundo. O estilo é formado por escolhas consistentes e coerentes, cujo resultado deve ser um depoimento de como você quer ser visto e tratado”.

E aí convido você a uma reflexão: você está sabendo usar a moda a seu favor?

Casaco mais comprido que o vestido ou a saia pode?

14 junho, 2017 às 01:10  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

Adoro quando as dúvidas chegam e eu posso respondê-las! Na semana passada, recebi a seguinte pergunta de uma leitora: “posso usar um casaco mais comprido do que o vestido ou a saia? Quando isso acontece, tenho medo das pessoas acharem que estou sem nada por baixo do casaco”.

A resposta é: sim, pode! Aliás, defendo a ideia de que tudo pode, basta estar alinhado com o seu estilo, adequado com o ambiente e de acordo com a mensagem que você deseja transmitir.

Conhecendo essas condições, o primeiríssimo ponto a avaliar é se o comprimento do casaco e do vestido é muito curto para o ambiente onde ele será usado. Mesmo que o look esteja acompanhado por uma meia-calça grossa, no ambiente profissional é mais adequado que as peças fiquem até dois dedos acima do joelho – ou no máximo quatro, dependendo do local e do sapato que estiver usando (salto alto passa a impressão de que as saias ficam mais curtas!). Estando dentro desse limite, não há com o que se preocupar.

Em geral, optar por um casaco mais comprido do que a peça de baixo ou do mesmo tamanho deixa o visual com um aspecto mais atual, elegante e harmonioso. Kate Middleton é referência máxima nesse assunto. Com visuais sempre impecáveis, a princesa sempre opta pelo casaco em comprimento maior do que o vestido ou igual.

Kate Middleton. Imagens: divulgação

Kate Middleton. Imagens: divulgação

 

Quando o vestido ou a saia são mais compridos, o look tende a criar um desiquilíbrio na silhueta, mas basta usar um simples truque de style para equilibrar, dando um toque de estilo todo especial: o casaco jogado sobre os ombros.

Imagem: reprodução Mi Aventura Con La Moda

Imagem: reprodução Mi Aventura Con La Moda

 

Também temos a combinação entre casaco comprido e vestido longo. É um caminho interessante para as mais ousadas e modernas, que conseguem fazer com que o comprimento das peças não resulte num visual desleixado. Para isso, outro truque de style que torna o look mais harmonioso é marcar a cintura. De qualquer modo, substituir o sobretudo por uma jaqueta ou um blazer nessas situações é sempre mais assertivo.

Laura Bailey. Imagem: Getty Imagens | Angelina Jolie. Imagem: Grosby Group

Laura Bailey. Imagem: Getty Imagens | Angelina Jolie. Imagem: Grosby Group

 

Tem dúvidas? Deixa seu comentário aqui ou envia um e-mail que eu respondo. Ela pode ser a mesma de outras leitoras que nos acompanham ;)

 

Adequação: palavra-chave ao fazer escolhas para se vestir

1 junho, 2017 às 00:50  |  por Dani Amorim
Imagem: EFE/Osservatore Romano

Imagem: EFE/Osservatore Romano

 

Um dos cuidados que nos fazem chamar a atenção positivamente pelos locais onde passamos, seja de forma profissional ou particular, é a adequação. Na última semana, em audiência oficial de Trump com Papa Francisco, o look de Melania e Ivanka Trump atraiu olhares de questionamento: por que visitar o Papa com um visual tão black?

Melania e Ivanka, assim como Michelle Obama e outras primeiras-damas, seguiram rigorosamente o código de vestimenta do Vaticano. Portanto, estavam adequadas. O código determina que, em ocasiões mais importantes no Vaticano, as mulheres devem usar vestido preto, sem qualquer decote, com saia abaixo do joelho e ombros cobertos. Na cabeça, mantilha preta. Não devem usar joias chamativas, no máximo um clássico colar de pérolas.

 

Imagem: Vatican/Getty Images (reprodução veja.abril.com.br)

Imagem: Vatican/Getty Images (reprodução veja.abril.com.br)

 

Também é permitido encontrar oficialmente o Papa vestindo trajes nacionais ou regionais. Entre as cores, é proibido vermelho (reservada aos cardeais) e roxo (cor da penitência). Existe ainda uma exceção para rainhas e princesas católicas, que podem usar o que o código chama de “privilégio do branco”. Ou seja, vestido e mantilha na cor branca.

 

Imagem: Princesa Charlene, de Mônaco (reprodução Renascença no Ar)

Imagem: Princesa Charlene, de Mônaco (reprodução Renascença no Ar)

 

Num fato importante como esse, é normal a roupa chamar a atenção de todos e ganhar importância tão grande na mídia e também nas rodas de conversa entre amigos. Mas aqui chego a um ponto importante que gostaria de destacar: a roupa que escolhemos para usar no dia a dia profissional também deve estar em adequação ao ambiente de trabalho, chamando atenção positiva e capaz de reforçar a nossa credibilidade e competência.

Obviamente, os holofotes da mídia não recaem sobre nós, mas é importante termos consciência de que somos alvos dos holofotes das pessoas de nosso convívio, desde o colega de mesa ou chefe até um potencial cliente ou futuro empregador. Ou seja, em proporções infinitamente menores, porém com impacto direto e importante na construção de nossa reputação, somos tão observados e julgados no dia a dia quanto os famosos em suas aparições públicas.

Vestir-se com adequação no ambiente profissional significa:

_obedecer ao dresscode da empresa quando essas diretrizes existem. Quando a empresa não estabelece um dresscode, uma dica é compreender a cultura e o posicionamento da organização e, de algum modo, traduzir um pouco desse espírito na forma de se vestir, mesclando com o seu estilo pessoal e personalidade;

_não cair na armadilha dos sabotadores de imagem: saia curta ou decote que mostre demais, saltos muito altos, acessórios muito chamativos e barulhentos, unhas em cores chamativas ou muito decoradas. Vale para os homens também: gravata muito curta ou muito comprida, barra da calça “sobrando”, roupas puídas, sapatos mal conservados, entre outros;

_pensar nas ocasiões especiais que você terá no seu dia e equilibrar o visual para todas elas;

_ter clareza dos objetivos profissionais que você deseja atingir e avaliar se a sua imagem está contribuindo para que eles sejam alcançados mais rapidamente.

Você está se vestindo de forma adequada? Conte pra mim e também envie suas dúvidas aqui nos comentários!

Reinvente o seu colete no inverno

25 maio, 2017 às 01:40  |  por Dani Amorim

Os coletes faux fur, mais conhecidos como coletes de pelo, invadiram as ruas há alguns invernos e não é por menos: já viu peça mais quentinha e confortável? E tem mais: é aquela terceira peça que entra no look dando um toque todo especial e moderno.

A forma mais rápida de imaginar um colete de pelo no look é na composição com blusa de lã ou fio, mas definitivamente isso é subestimar o potencial de uso dessa peça tão coringa no guarda-roupa feminino.

Hoje trago algumas inspirações para que você possa reinventar o uso do colete e experimentar aquela deliciosa sensação de “tenho um look novo” com uma peça que já existia por aí!

 

Colete de pelo por cima de um casaco de couro: a mistura de textura (couro e pelo) sempre deixa o look bem atual.

 

Imagem: reprodução dailychic.com

Imagem: reprodução dailychic.com

 

Colete de pelo por cima de jaqueta jeans funciona? Com certeza! E com camisa jeans também.

 

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

 

Colete de pelo combinado com blazer alfaiataria, um resultado super elegante.

 

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

 

Colete de pelo usado por baixo do casaco: funciona especialmente em coletes pouco volumosos e dá um charme todo especial ao visual, deixando em dúvida se o detalhe é um colete ou um cachecol peludinho!

 

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

 

E o inverno 2017 traz duas novas atualizações: a moda roubou de vez o faux fur dos casamentos e levou para as ruas, agora em casacos exuberantes combinados com peças casuais e despojadas.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

A segunda atualização são os maxi coletes alfaiataria. Em materiais como lã, suede e outros tecidos planos, eles dão ao visual um acabamento pra lá de elegante e moderno.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

Coletes a postos para o inverno que está chegando? Tem alguma dúvida sobre como escolher a peça ideal pra você? Manda um comentário aqui que logo, logo respondo ;)

 

A real beleza vem em formas diferentes

16 maio, 2017 às 16:46  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Youtube

Imagem: reprodução Youtube

 

Há tempos a marca Dove vem investindo num posicionamento que ressalta a real beleza da mulher, livre de estereótipos que definem um padrão ideal para o corpo feminino.

A última estratégia da marca foi o lançamento de sete embalagens diferentes para o sabonete corporal líquido, representando a beleza dos biótipos femininos, independente das suas características.

Olhando essa e outras campanhas de Dove, do ponto de vista da consultoria de imagem, encontro uma batalha em comum: a do empoderamento. É a ideia de que cada mulher – e também cada homem, já que o empoderamento vale para todos – deve se sentir bem do jeito que é, simplesmente porque as belezas são diferentes e é essa diversidade que torna o mundo tão mais bonito e interessante.

Fazendo um paralelo com a embalagem Dove: o conteúdo representa as nossas características emocionais e intelectuais, o frasco representa as características físicas do nosso corpo e o rótulo representa a forma como nos vestimos.

Sou encantada com a ideia de que podemos olhar no espelho e usar recursos para “brincar” com o que vimos lá refletido, procurando evidenciar o nosso lado mais forte e autoconfiante e amenizar o lado que nos enfraquece. Tenho um mantra para isso:

_disfarçar aquilo que não me agrada ou não me favorece;
_valorizar aquilo que me faz sentir mais bonita e de bem comigo mesma;
_aceitar aquilo que não posso mudar e ser feliz!

Um dos grandes segredos da autoestima está em valorizar aquilo que temos de melhor e mais forte, fazendo as pessoas (e nós mesmos) enxergarem, seja por palavras ou por elementos visuais, a beleza e o potencial que existe dentro de nós.

Por essa e outras campanhas publicitárias que a Dove já fez, levantando a bandeira da real beleza, acredito que a marca seja merecedora dos nossos calorosos aplausos, não acha?

Confira aqui o vídeo da campanha: https://youtu.be/CRiv2lgaX_U

As novas embalagens estão disponíveis apenas no Reino Unido. Esperamos ansiosamente pela sua chegada ao Brasil!

 

Quando a objetividade atrapalha: a saga da camisa branca

9 maio, 2017 às 17:22  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

 

Na semana passada, cai numa armadilha que eu mesma conheço muito bem. Vivo emitindo um alerta para as clientes: quando comprarem uma peça, procurem imaginá-la combinada com pelo menos outras três que já existem no seu guarda-roupa. Caso contrário, não compre.

Ok, isso eu fiz! Mas errei em outro ponto: o de decidir que eu queria usar aquela calça com uma camisa branca, num evento no dia seguinte. Sabe quando a gente mentaliza um look dos sonhos? Aí está a armadilha! Essa camisa branca, toda moderna e elegante, que existia na minha cabeça se tornou o desafio da minha vida naquele dia. Várias vezes eu desejei “dar um Google” nas lojas físicas para conseguir encontrá-la, mas, como esse recurso infelizmente ainda não existe, passei o dia todo procurando. E? Não achei.

Existe uma explicação muito simples para isso: quando idealizamos muito um look, ainda mais quando o objetivo é usá-lo numa ocasião especial, a nossa mente se fecha para qualquer outra possibilidade linda e adequada que possa aparecer. E convenhamos, isso realmente dificulta as coisas.

Voltei para casa triste porque estava sendo super objetiva em minha decisão e mesmo assim não estava conseguindo resolver.

Na manhã seguinte, acordei do meu sonho e, finalmente, pensei: por que precisa ser uma camisa branca? Então saí de casa rumo a uma loja próxima, olhei as opções com a cabeça aberta e voilà: encontrei uma blusa para o meu look em 10 minutos! Combinada com um blazer que já existia no meu guarda-roupa e alguns acessórios, o resultado ficou ótimo e fui feliz para o evento! Depois disso, já usei a mesma calça em outras composições que ficaram até melhores.

Moral dessa história verídica: existem situações em que a objetividade mais atrapalha do que ajuda. A montagem de looks é uma delas. Precisamos arriscar novas possibilidades e sempre pensar que aquela peça pode render mais e mais combinações, basta estar receptivo a essas novas ideias e combinar outras peças e acessórios. É isso que faz um guarda-roupa multiplicar as suas opções do que vestir ;)

Sete dicas para você escolher o seu próximo casaco

3 maio, 2017 às 16:52  |  por Dani Amorim

O frio está chegando e, com ele, também chega a hora de redescobrir as peças de inverno que estavam escondidinhas no guarda-roupa. Entre elas, os casacos!

Os casacos são aquele tipo de peça que não é preciso ter muitas, mas sim poucas e excelentes opções. Como são itens mais caros, além de uma cor coringa que combine com tudo – ou quase tudo – é indispensável prestar atenção em alguns detalhes que podem fazer a peça ser perfeita para você.

Por isso, selecionei aqui sete dicas na hora de você escolher o seu próximo companheiro de dias frios:

 

Comprimento

Casacos muito compridos, que passam da linha do joelho, podem achatar a silhueta das mais baixinhas. Se você tem menos de 1,60m, a sugestão é optar por modelos que terminem um pouco acima do joelho.

Se você tem o quadril volumoso, evite modelos que terminem na parte mais larga do quadril caso não queira destacá-lo ainda mais. Os modelos que caem melhor nesse tipo de silhueta são aqueles que terminam um pouco abaixo da linha do quadril.

 

Comprimento ideal para mais baixas. Imagem: reprodução stealthelook.com.br

Comprimento ideal para as mais baixas | Imagem: reprodução stealthelook.com.br

 

Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo mais comprido | Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região. |  Imagem: reprodução fieroshop.com.br

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região | Imagem: reprodução fieroshop.com.br

 

Manga

Os modelos mais tradicionais costumam ter a manga mais larga. Portanto, se você deseja um visual mais atual, procure casacos com a manga mais ajustada ao braço e com a cava curta.

Atente-se também para o comprimento das mangas. O correto é ir até o punho ou um pouquinho abaixo dele. Nada de cobrir a palma da mão ou uma parte dela, pois passará a impressão de que você emprestou o casaco de alguém. Nesses casos, o melhor é ajustar.

 

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

 

Lapela

Um jeito simples de acertar na lapela é pensar que o tamanho deve ser inversamente proporcional ao volume do seu tronco e busto! Tem muito busto? Opte por lapela média ou fina. Tem pouco busto? Lapelas grandes criam um volume favorável na região.

Lapelas grandes também ajudam a equilibrar a silhueta de mulheres que têm o quadril volumoso.

Atenção! Se você for toda miudinha, cuidado para não abusar muito do tamanho da lapela, pois poderá ficar desproporcional.

 

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

 

Botões

Duas fileiras de botões (abotoamento duplo) ampliam a região do busto e tendem a deixar a silhueta reta. Portanto, se você tem muito busto, gordurinhas no abdômen ou a cintura mais reta, melhor optar pelos modelos com abotoamento simples e corte acinturado.

 

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

 

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

 

Ombros

Ombreiras volumosas já saíram de cena há algum tempo. Então o melhor é preferir modelos com ombreiras discretas, usadas apenas para dar melhor caimento da peça no corpo. Uma dica importante e que nem sempre é levada a sério: a costura entre o final do ombro e começo da manga deve ficar exatamente alinhada com o final do seu ombro, do contrário, o casaco parecerá maior que você.

 

Cintura

Casacos acinturados são mais femininos que os casacos com corte reto e valorizam mais a silhueta de qualquer biótipo. Cortes retos ou quadrados ficam melhores em modelos mais ousados para não cair num visual muito tradicional.

 

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk/

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk

 

Detalhes

Para mulheres que têm mais volume na região do busto: evite zíper, bolsos, botões grandes e outros detalhes chamativos nessa região.

Para mulheres que têm mais volume na região do quadril: evite os mesmos itens citados acima na região da quadril, assim como os modelos com cinto que apertam muito a cintura e dão a impressão de alargar a parte de baixo (a não ser que compense com uma lapela grande).

Para mulheres que têm ombros grandes: evite detalhes chamativos nos ombros e abuse dos bolsos grandes e detalhes na região do quadril.

 

Se você tem mais alguma dúvida que não abordei aqui, manda pra mim por e-mail ou nos comentários que ficarei feliz em responder ;)