Escolhendo a bolsa ideal para o dia a dia

15 novembro, 2017 às 01:27  |  por Dani Amorim

Quantas bolsas você tem? E quantas você, de fato, usa?

Além dos calçados, as bolsas costumam estar entre os objetos de desejo das mulheres, mas algo tem me chamado a atenção quando visito o guarda-roupa das minhas clientes: a grande quantidade de bolsas sem uso e armazenadas de modo incorreto. O resultado são peças com aparência muito mais velha do que de fato são, pois ficam amassadas e o material torna-se desgastado. Por isso, sou incansável em dizer como gosto da proposta do consumo consciente. Ou seja, que tenhamos em nosso guarda-roupa somente peças com frequência de uso que a justifique ocupar aquele espaço todos os dias.

No caso das bolsas, um bom começo é pensar que melhor do que ter várias opções “mais ou menos” para o dia a dia é ter duas ou três bolsas de qualidade. Para acertar na escolha, o segredo é investir em cores neutras que combinem com tudo: uma preta, uma off white ou caramelo e uma vermelha ou vinho cumprem o papel excepcionalmente bem.

 

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Imagens reprodução: Pinterest Store Latina | Carolburgo.com |  Outfitshunter.com | stealthelook.com.br

 

Além da cor e da qualidade, escolher uma bolsa para o dia a dia tem mais alguns macetes interessantes:

 

ALTURA

O ideal é que o modelo seja proporcional à sua altura e ao seu peso. Se você tem até 1,60m de altura, os modelos com até 30cm criam uma harmonia perfeita no seu visual, pois assim não ficam grandes demais a ponto de roubar a atenção do restante do look ou mesmo de você.

Por outro lado, para mulheres altas ou mais gordinhas, os modelos muito pequenos tendem a ficar sem graça, sendo melhor dar preferência aos maiores, que ficarão mais equilibrados.

 

CURVAS

Diferente do pensamento anterior, o ideal é que ela seja desproporcional às suas curvas. Mas como assim? Quem tem o corpo mais curvilíneo, vale dar preferência a bolsas mais quadradinhas. Quem tem o corpo com poucas curvas, pode equilibrar o formato com os modelos mais arredondados.

Mulheres com quadril volumoso usando bolsas transversais (aquelas que caem na altura do quadril) tendem a criar mais volume para a área. Nesse caso, a dica é optar por modelos com alça curta, levando-as na frente do corpo.

 

ESTILO

As bolsas também ajudam a compor o estilo pessoal. Bolsas mais estruturadas, daquelas que “param em pé” quando colocadas sobre a mesa, são as mais indicadas para quem aposta no estilo mais clássico e elegante. Porém, nem toda bolsa estruturada é clássica! Pode ter elementos em seu design que remetam a outros estilos, e é justamente por esse motivo que sou fã desse tipo de bolsa. Pequena ou grande, normalmente transmite a ideia de um visual mais alinhado com resultados bem diferentes.

 

MAIS 5 DICAS QUENTINHAS!

 

_Se você tiver um guarda-roupa com predominância de cores neutras, invista em bolsas coloridas. Elas dão um up poderoso no visual.

Crédito imagens: Stylefrizz.com | Bloglovin.com | Stylishwife.com | Guitamoda.com | Thezoereport.com

Imagens reprodução: Stylefrizz.com | Bloglovin.com | Stylishwife.com | Guitamoda.com | Thezoereport.com

 

_Dê um toque atual e sofisticado às suas bolsas usando um simples truque de styling: o lenço como acessório.

Crédito imagens: Theyallhateus.com | Stealthelook.com.br | Fazhion.co | Mdemulher.abril.com.br

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_No alto verão 2018, as bolsas de palha sairão da praia em direção aos centros urbanos. Aposte nessa opção como um item fast fashion, dando preferência aos modelos mais estruturados e com formas diferentes daqueles usados na areia.

Crédito imagens: Collagevintage.com | Jeanne Damas

Imagens reprodução: Collagevintage.com | Jeanne Damas

 

_Se você for adepta do estilo esportivo, aproveite que as mochilas estão em alta.

Crédito imagens: Thevivaluxury.com | Stealthelook.com.br | Stealthelook.com.br

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_E como nunca é muito lembrar: bolsa não precisa ser da mesma cor do sapato nem do cinto. O que precisa combinar é o estilo das peças!

Quer saber mais sobre o assunto ou sugerir uma nova matéria para a próxima semana? Deixe o seu comentário aqui!

Consultoria de imagem pessoal: para quem, por que e quanto?

8 novembro, 2017 às 00:44  |  por Dani Amorim
Imagem reprodução: blogbonecadeluxo.com.br

Imagem: reprodução blogbonecadeluxo.com.br

 

Já não cabem mais nos dedos as vezes em que ouvi dizer que consultoria de imagem é privilégio de pessoas famosas. Mas será que essa é uma verdade? O que exatamente faz um processo de consultoria de imagem? Quem precisa desse trabalho? Quanto se paga por ele?

A consultoria de imagem é um processo de autoconhecimento, cujo objetivo é moldar uma imagem autêntica e de credibilidade para que ela expresse a sua essência por meio da forma de se vestir e se comportar, de modo alinhado com os seus objetivos pessoais e profissionais. Gostando ou não, somos todos julgados – homens e mulheres – pela nossa aparência, mesmo que isso aconteça de modo inconsciente e em questões de segundos. Estudos mostram que bastam menos de 3 segundos para que alguém forme uma primeira impressão sobre nós. E essa primeira impressão, muitas vezes, pode contribuir para abrir ou fechar portas no mundo profissional ou pessoal.

Importante saber, porém, que ao falar de imagem vamos além da aparência. Há um conjunto de elementos que influenciam na percepção da imagem formada sobre uma pessoa, que podem gerar sensações positivas ou negativas, influenciando a forma como um interlocutor decidirá se comportar e se comunicar em relação ao outro. Estamos falando também de linguagem corporal, expressões faciais, comportamento e postura, paralinguagem, uso do espaço e do tempo, odores.

Dessa forma, a consultoria de imagem é uma das ferramentas que podemos usar para gerenciar a nossa marca pessoal, ou seja, a mensagem que eu conto para as pessoas sem nem mesmo precisar falar. Não existe roupa neutra, comportamento neutro ou um rosto que não expresse emoções. Tudo desperta sensações e, por isso, cabe a cada um de nós escolher quais sensações queremos despertar e estar cientes das suas consequências.

Quando nos conscientizamos sobre o assunto, fica fácil perceber que não se trata de algo restrito a celebridades! Todos podem se beneficiar de um adequado gerenciamento de sua imagem, fazendo-o de forma a contribuir com os seus objetivos pessoais e profissionais.

Tempos atrás atendi uma cliente que se queixava sobre as dificuldades de conquistar mais espaço na empresa onde trabalhava. As pessoas lhe atribuíam menos idade e, por consequência, menos tempo de experiência e confiança em relação ao cargo que ocupava. A partir disso, a sua principal queixa era de que precisava se vestir de forma mais elegante. De fato, concordei que havia de se melhorar a escolha de suas roupas profissionais, mas percebi que não era apenas isso quando ela me contou que trabalhava num hospital e que, na maior parte do seu tempo interagindo com colegas de trabalho e pacientes, ela se vestia com uniforme hospitalar e touca. Ou seja, suas roupas pouco apareciam e o que mais estava influenciando a percepção das pessoas sobre ela era a postura. Trabalhamos adicionalmente algumas orientações relacionadas à linguagem corporal e, tempo depois, soube como havia melhorado a sua imagem.

Portanto, a consultoria de imagem envolve análise de biótipo, coloração pessoal, estilo, revitalização do guarda-roupa, personal shopper, montagem de looks, visagismo, mas também precisa estar atenta a essa amplitude de entendimento da palavra imagem para explorá-la sempre que for necessário.

Atualmente, é grande a oferta de consultores e consultoras de imagem no mercado. São profissionais de todos os níveis e formações, com mais ou menos tempo de experiência em consultoria, com ou sem bagagem profissional anterior, com diferentes focos e que se aprofundam de formas distintas durante o trabalho. Considerando essas diferenças, o valor de um processo completo pode variar muito, mas geralmente fica entre R$ 1.000,00 e R$ 3.500,00 no mercado de Curitiba, havendo ainda profissionais que praticam valores mais altos. Antes de contratar um profissional, além de comparar preços e os aspectos por trás deles, é interessante observar se o estilo de trabalho está alinhado com os seus objetivos e sentir, num contato mais próximo, se desperta segurança e empatia, já que todo o atendimento envolve questões importantes e muito pessoais.

 

5 dicas para evitar as compras por impulso

2 outubro, 2017 às 15:24  |  por Dani Amorim
Cena do filme Confessions of a Shopaholic

Cena do filme Confessions of a Shopaholic

 

“Vou comprar porque eu mereço!” Quem nunca usou essa frase como justificativa para uma comprinha por impulso? Segundo pesquisa realizada em maio desse ano pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), quatro em cada dez brasileiros compram por impulso. Entre os itens que mais instigam esse comportamento, estão roupas, calçados e acessórios em primeiro lugar. Comprar pode proporcionar uma deliciosa sensação de prazer, mas isso é tão imediato e tão inversamente proporcional ao prazer de olhar a conta bancária depois que vale a pena pensar um pouquinho antes de decidir.

Para Ana Lidia Coutinho Galvão, coordenadora de economia doméstica da Universidade Federal de Viçosa, seguir o “jogo dos três sins” pode ser uma boa saída para evitar as compras por impulso: eu preciso disso? eu tenho dinheiro? tem que ser agora? A compra está autorizada se a resposta for afirmativa às três perguntas. O jogo é simples e valioso, por isso trago aqui cinco dicas muito práticas e infalíveis que poderão ajudar a responder a primeira questão: eu preciso disso?

 

1) Compre para quem você é, e não para quem você sonha ser

Vamos imaginar que o seu dia a dia é normalmente agitado e requer conforto e agilidade para se locomover de um lugar a outro a pé. O seu ambiente de trabalho é bem informal. Quando sai a lazer, costuma frequentar ambientes mais descontraídos. Você adora sapatos no modelo scarpin, com salto agulha, mas eles não costumam ser uma escolha adequada à sua rotina. Nessa situação, mesmo que você se veja apaixonada pela sua imagem usando um scarpin vermelho, não é recomendado levá-lo para casa. Isso porque, se você continuar colocando esse tipo de calçado na sua sapateira, sempre terá a sensação de que não tem nada para usar, já que as opções disponíveis não combinam com o seu estilo de vida. Se não tiver consciência disso, quando for comprar, a chance de repetir o erro será grande.

 

2) Visualize a peça que você quer comprar com outras quatro que você já tem

Esse exercício é essencial para evitar as compras por impulso e para que você consiga construir um guarda-roupa inteligente: poucas peças e milhares de looks. Se você gostar muito de uma calça, mas não conseguir imaginá-la com pelo menos quatro blusas diferentes que já existam no seu guarda-roupa, em situações diferentes, é melhor abandonar a vontade de comprá-la. Isso porque correrá grande risco de ser uma peça pouco aproveitada, o que é uma péssima ideia em termos de um guarda-roupa inteligente. Portanto, pense sempre em várias possibilidades de combinações para as peças que você já tem e para as novas que irá adquirir.

 

3) Calcule o custo real de uma peça

O custo real de uma peça está diretamente associado à quantidade de vezes que será usada. Peças com qualidade e caimento ruins e peças que são muito modinha podem sobreviver pouco tempo no guarda-roupa e acabar custando mais caro do que se imagina. E são elas que mais encontramos nas promoções! Existe uma matemática muito simples para isso, então vamos imaginar uma situação: você compra uma blusa da moda em liquidação, de R$ 300 por R$ 150, no final de uma estação. Você terá umas dez oportunidades de usá-la antes do verão acabar e, portanto, ela lhe custará R$ 15 por uso. Se você tivesse comprado a mesma blusa no início da estação, provavelmente teria conseguido usá-la 30 vezes, o que lhe custaria R$ 10 por uso. Gosto muito de aplicar essa matemática a peças-chave: vale mais a pena pagar caro por um blazer preto que será peça coringa e importante para vários encontros profissionais do que pagar caro por um vestido de festa que será usado pouquíssimas vezes.

 

4) Mentalize o seu guarda-roupa em setores: atemporal, fast fashion e acessórios

Um guarda-roupa funcional e bem distante das compras impulsivas é formado por 60% de itens atemporais, 30% de acessórios (colares, lenços, pulseiras, prendedores de cabelo, bolsas, cintos e calçados) e 10% de itens fast fashion. Visualizar essa setorização no guarda-roupa torna mais fácil a tarefa de entender se você está ou não precisando colocar algo novo lá dentro e o que colocar. Se você já extrapolou o espaço dos fast fashion, por exemplo, é melhor encerrar as compras na estação e aproveitar o que já tem. Por outro lado, se você ainda não tiver atingido o limite de 30% de acessórios, invista neles. Essa é a forma mais consciente de comprar quando ninguém consegue te segurar!

 

5) Crie uma lista de compras

Comprar roupas é como ir ao supermercado: se não olhar o armário antes e conferir o que é preciso comprar, corre o risco de levar mais do que precisa ou levar itens repetidos ou, ainda, voltar para casa e continuar sentindo falta de algumas coisas. Então, vá sempre às compras com uma lista de prioridades e não deixe para criá-la de última hora. Adote como prática no seu dia a dia: sempre que sentir falta de alguma coisa quando estiver se arrumando, anote na lista. Dessa forma, quando for às compras, terá a certeza de que escolherá algo de que realmente precisa.

Personal Branding e Gestão da Imagem Profissional

15 setembro, 2017 às 12:43  |  por Dani Amorim

Dani Amorim e Karla Giacomet

 

Acontece com você também? Essa coisa de se sentir preparado para concorrer a um cargo, ter certeza de que é o melhor candidato (experiência, cursos, idiomas, etc.) e mesmo assim acaba não dando certo? Se isso acontece com muita frequência, fique atento. Talvez esteja relacionado com a imagem profissional que você projeta.

No atual cenário econômico, com tanta gente concorrendo a cada oportunidade que surge, é fundamental entender quais são seus talentos, suas forças, seus valores e criar uma estratégia para chegar a uma imagem profissional reconhecida e relevante que te ajude a conquistar seus objetivos. Esse pensamento vale para a conquista de um novo emprego e também para a conquista de uma promoção.

Estamos falando de marca pessoal. Marca pessoal é o conjunto de características que as pessoas percebem ao entrar em contato com você. É sobre quem você é, o que você faz e com que propósito. Todos nós temos uma marca pessoal, a diferença é que alguns estão atentos a isso e fazem o gerenciamento dela de forma a se projetar com mais qualidade no mercado de trabalho.

Não podemos controlar o que as pessoas pensam a nosso respeito, mas temos total condições de gerenciar a nossa imagem. Esse processo de gerenciamento é chamado de Personal Branding, uma ferramenta de posicionamento  com o objetivo de assessorar o profissional a desenvolver e comunicar o que o faz único, a partir da sua essência como pessoa.

Com a facilidade de acesso a informações e cursos de capacitação e aprimoramento cada vez mais disponíveis, cresce o nivelamento técnico entre os profissionais. Recrutadores se deparam com currículos potencialmente equivalentes e incluem outros fatores de peso em suas escolhas, provando que, hoje, isolar o papel profissional do pessoal é tarefa praticamente impossível.

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa de recursos humanos Robert Half, 44% dos recrutadores apontam que aspectos negativos nas redes sociais seriam suficientes para desclassificar um candidato. Isso reforça a ideia de que construímos o nosso posicionamento profissional dentro e fora do ambiente de trabalho, por meio da entrega de resultados de qualidade e do nosso comportamento em geral, seja em pequenas situações cotidianas seja na forma como lidamos com conflitos.

O que você está fazendo para desenvolver uma reputação profissional positiva? Quais sensações você desperta nos profissionais que entram em contato com você? Que impressões você está deixando? Você tem uma rede de relacionamento que contribui para o seu fortalecimento profissional? Essas são apenas algumas questões trabalhadas no processo de Personal Branding e que podem fazer a diferença na sua carreira. Antigamente, era um conceito limitado a celebridades e figuras públicas. Hoje, é de fundamental importância para todos os profissionais que desejam se projetar com qualidade, clareza e de forma coerente com os seus objetivos profissionais e pessoais.

 

Serviço

PALESTRA: “Personal Branding e Gestão da Imagem Profissional”, com Dani Amorim e Karla Giacomet
Data: 20/09/17
Local: Redhook School – Rua Fernando Amaro, 154, Alto da XV, Curitiba
Horário: 8h30 às 10h
Mais informações: contato@redhookschool.com ou WhatsApp (41) 98715-4543
Vagas limitadas.

CURSO: “Personal Branding e Gestão da Imagem Profissional”, com Dani Amorim e Karla Giacomet
Datas: 07 e 14/10/17
Mais informações: https://goo.gl/dMhvd1
Vagas limitadas.

Mais conforto, por favor!

4 setembro, 2017 às 20:15  |  por Dani Amorim

Lembro-me bem do dia em que cheguei na empresa onde trabalhava, alguns anos atrás, preparada para a visita à fábrica de um cliente. Entre as exigências, uma delas era ir de calçado com sola de borracha, totalmente fechado. Como era verão e ainda estávamos longe da era dos flatforms, a única opção que me restava era o tênis de academia. Na época, eu era dona de um estilo tradicional/elegante de modo muito consistente, o que fez com que as pessoas da minha equipe se espantassem ao me verem num visual esportivo. Todos acharam engraçado, inclusive eu, que me sentia estranha naquele calçado totalmente desprovido de elegância.

Ao lembrar desse episódio, hoje eu vejo como a moda abriu os meus horizontes e trouxe felicidade aos meus pés! Sou livre de uma antiga dependência por saltos e sapatilhas e adepta de um visual muito mais moderno e confortável, graças à tendência de masculinização do guarda-roupa feminino, que fez a indústria adotar um olhar muito mais atento ao conforto das mulheres e entregar produtos que realmente atendem a essa característica, indo além das clássicas sapatilhas.

Para ter elegância, não é preciso subir no salto! As dicas a seguir servem como prova disso e como inspiração para suas próximas composições no ambiente de trabalho. Mas vale lembrar: tudo depende do grau de formalidade da empresa onde você trabalha e da mensagem que você deseja transmitir.

 

Sapatos flatforms com saia lápis é garantia, quase que automática, de um visual moderno. Para equilibrar o conforto do calçado com a seriedade do ambiente de trabalho, a dica é optar por saias com tecidos mais nobres e compor com camisas ou blusinhas mais soltas. Em ambientes mais informais, entram também as t-shirts. Para as mais baixinhas, o look monocromático é um truque para não achatar a silhueta, especialmente se o cós da saia estiver na altura da cintura. Nas imagens abaixo, temos três tipos de calçados: oxford, loafer e slip on, do menos informal ao mais informal. Os modelos com solado branco imprimem mais esportividade ao visual.

Imagens reprodução: whowhatwear.com | iloveecommerce.com | dadyparra.com

Imagens reprodução: whowhatwear.com | iloveecommerce.com | dadyparra.com

 

A calça skinny talvez seja a primeira lembrança de quem busca um visual confortável. E aqui a dica é simples: arremate o visual com um blazer para agregar um toque de formalidade.

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Imagens reprodução: Annabelle Fleur | guitamoda.com

 

Para o verão 2018, as calças skinny vão deixar o seu reinado absoluto para dividir espaço com as calças de caimento mais soltinho, entre elas as retas e clochards. O corte alfaiataria dessas peças, combinado com esses sapatos confortáveis, resultam em visuais muito atuais, com aspecto esportivo e elegante ao mesmo tempo.

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Imagens reprodução: lolobu.com | lalanoleto.com.br | estilorenner.com.br

 

Sem dúvida, se hoje eu fosse novamente convidada para aquela visita à fábrica, teria inúmeras possibilidades de calçados e nenhuma delas seria o tênis de academia! Conseguiria manter a elegância que adoro e, com certeza, a equipe também não ficaria tão espantada com a mudança repentina no visual :)

Lançamento do livro Chic Profissional, por Gloria Kalil

25 agosto, 2017 às 15:51  |  por Dani Amorim

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Na última terça-feira (22), aconteceu, na Livrarias Curitiba, do Shopping Palladium, o lançamento do livro Chic Profissional, de Gloria Kalil. Como fã da escritora, jornalista, empresária e consultora de moda, fui prestigiar! É uma profissional que me inspira muito! Em 30 minutos de bate-papo, ela destacou as expressivas mudanças no mercado de trabalho em relação à postura, comportamento e imagem profissional, que continuam fazendo valer a importância de todos continuarmos atentos à nossa imagem.

Segundo Gloria,  poucas coisas mudaram tanto nos últimos anos quanto o ambiente de trabalho. De acordo com o relatório The New Work Order, divulgado pela Foundation for Young Australians, 60% dos jovens estão aprendendo hoje profissões que poderão deixar de existir daqui 20 anos, o que evidencia a grandiosidade da mudança que já começou e continua caminhando em ritmo acelerado.

Se o ambiente vive essa evolução, consequentemente, as empresas e os profissionais também estão vivendo algumas mudanças no dia a dia, e uma delas está relacionada à forma de se gerenciar a imagem pessoal na profissão. O que antes era tido como “certo e errado”, hoje lemos como “tudo depende”. Para Gloria Kalil, a moda é muito múltipla para tornar obrigatório alguma coisa, além do que os ambientes se tornaram muito informais.

Antigamente, o nível de formalidade entre as empresas, de uma forma geral, era muito maior. Hoje, podemos arriscar dizer que existem muito mais ambientes informais do que formais. Do ponto de vista da imagem profissional, essa mudança altera a forma como definimos o que é estar bem vestido para o ambiente de trabalho. É importante entender que todas as empresas, mesmo as mais informais, têm os seus códigos de vestimenta e de comportamento. Parece um ambiente muito livre, mas não se pode deixar enganar pelo excesso de liberdade. Gloria alerta que, muitas vezes, quanto maior a informalidade de uma empresa, maior o rigor nos processos de seleção. O nivelamento de currículo entre os candidatos faz os recrutadores buscarem outros critérios de avaliação, atribuindo importância dobrada à comunicação não-verbal dos candidatos, tanto no comportamento quanto na aparência, relacionada à capacidade de adequação.

Assim como o profissional é escolhido por uma empresa, ele também tem a opção de escolher de quais processos seletivos quer participar, avaliando se ele se enquadra ou não no perfil da instituição. Um homem que preza pela total informalidade na aparência, e não se sente bem vestindo terno e gravata, provavelmente terá dificuldades em aceitar os códigos de uma instituição financeira.

Três perguntas ajudam a entender o que é estar bem vestido: para quem? em que tipo de situação? que mensagem eu quero transmitir? Um exemplo muito atual que nos ajuda a entender com clareza essas questões é o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. Adepto a um estilo totalmente básico e esportivo no seu dia a dia profissional, adequa-se perfeitamente a situações que exigem um visual mais formal.

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Imagens: 1Facebook CEO Mark Zuckerberg 2AP by Noah Berger 3Reprodução News.Harvard.edu 4Facebook CEO Mark Zuckerberg by Bloomberg 5Getty Images by Paul Marotta 6Getty Images by Justin Sullivan

 

Nas palavras de Gloria Kalil, “tudo tem a sua hora, o seu lugar e a sua propriedade. Chique é ter aparência com conteúdo, e não tem competência que não se beneficie de uma boa aparência”.

 

Serviço:
Livro | “Chic profissional: circulando e trabalhando num mundo conectado”
Autora | Gloria Kalil
Editora | Paralela
Preço | R$ 40,40 (em 25/08/17, na Livrarias Curitiba)

As armadilhas da informalidade

15 agosto, 2017 às 15:04  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução guitamoda.com

Imagem: reprodução guitamoda.com

 

Podemos usar tudo o que gostamos, a depender do conhecimento que temos sobre quem somos por dentro, como gostamos de nos ver por fora e como queremos que as pessoas nos vejam em determinadas situações, ou seja, quais os nossos objetivos.

Vestir-se no dia a dia pode ser apenas uma obrigação como também mais uma forma de expressar a nossa personalidade e atrair a atenção dos nossos interlocutores para o que temos de melhor: o nosso potencial intelectual. Pensando nisso, é preciso saber que a imagem pessoal é capaz de nos impulsionar ou nos enfraquecer em alguns momentos.

Por exemplo: se um profissional concede uma entrevista na televisão e, em seguida, a repercussão de sua exposição fica toda relacionada à sua aparência ou à sua linguagem corporal, é sinal de que a sua apresentação pessoal não foi eficaz, já que as pessoas deveriam mesmo é lembrar e comentar o conteúdo apresentado na entrevista.

No ambiente profissional, a melhor função da nossa apresentação pessoal é dar indícios sobre a nossa personalidade e potencializar o nosso discurso (em vez de ofuscá-lo).

Atualmente, nota-se um movimento cada vez mais intenso pela informalidade e liberdade de se vestir no mundo corporativo. Sou a favor do movimento, mas vejo que muitos profissionais se autossabotam por acreditar que tudo podem e não enxergar que existem alguns limites importantes. Dependendo do grau de informalidade da empresa, nem tudo o que está na moda ou que gostamos entra. Uma boa forma de começar a entender esses limites é observar como se comportam e se apresentam os profissionais que ocupam cargos de diretoria na empresa onde você trabalha. Se a sua intenção for chegar lá e a sua apresentação pessoal não estiver minimamente condizente com a desses profissionais, pode ser que seu percurso seja mais difícil.

Atenção! Isso não significa deixar de ser quem você é para seguir um pensamento desatualizado de que as pessoas não podem revelar suas preferências pessoais no mercado de trabalho. Podem sim, desde que se leve em consideração o posicionamento e a cultura da empresa ou os principais códigos visuais da área onde está inserido. Em resumo, podemos alcançar certas conquistas mais facilmente a partir do momento em que valorizamos o próprio eu e, ao mesmo tempo, compreendemos os valores das outras pessoas com quem iremos interagir. Tudo está relacionado à mensagem que cada um deseja transmitir.

Imagem é comunicação. E como toda comunicação tem seus objetivos, consequentemente, a construção da imagem profissional também tem os seus. Entender essa equação é fundamental para não cair nas armadilhas da informalidade.

 

Cintos: mil e uma utilidades (parte 2)

3 agosto, 2017 às 14:42  |  por Dani Amorim

Na semana passada, falamos sobre o potencial do cinto como acessório muitas vezes esquecido no guarda-roupa feminino. Além de dar acabamento ao look e decorar o visual, como já vimos, ele também pode ser usado para desenhar a silhueta. E aqui cabem mais três dicas quentíssimas e muito simples pra você praticar:

 

ALTURA DO CINTO

O cinto posicionado bem na altura da cintura faz as pernas parecerem mais longas e, consequentemente, dão a impressão de uma estatura mais alta. Portanto, usar calças, shorts e saias com cós na altura da cintura ajuda a alongar – se esse for o seu objetivo. Já o cinto posicionado sobre o quadril age de forma inversa, tornando o tronco mais longo e aumentando o volume do quadril. Quanto mais grosso o cinto, mais amplia visualmente a área onde está sendo usado.

 

Imagens reprodução: 1 tudocommoda.com | 2 Olivia Palermo | 3 gabimay.com.br | 4 stylepantry.com

Imagens reprodução: 1 tudocommoda.com | 2 Olivia Palermo | 3 gabimay.com.br | 4 stylepantry.com

 

Imagens reprodução: 1 carreirabeauty.com | 2 chic.uol.com.br | 4 lovika.com Michael Kors | 5 steal the look

Imagens reprodução: 1 carreirabeauty.com | 2 chic.uol.com.br | 4 lovika.com Michael Kors | 5 steal the look

 

LARGURA DO CINTO

Para alcançar um visual mais equilibrado, prefira cintos com uma largura proporcional à sua silhueta. Ou seja, um cinto com 8 cm de largura ou mais num corpo pequeno pode ficar desproporcional, da mesma forma que um cinto de 1 cm num corpo grande. A largura mais democrática: de 3 a 6 cm.

 

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Imagem: reprodução modaplussize.org

 

CINTURA “FALSA”

“Não uso cinto porque não tenho cintura”. Se você tiver esse pensamento, vou contar um segredo libertador: os cintos ajudam a criar cintura! O truque é posicioná-lo na altura exata da sua cintura e combinar com peças que ajudem a criar algum volume na parte de baixo do seu corpo (saia rodada, calça com pregas ou bolsos volumosos). Se usar com tudo muito justo não irá funcionar. Blusas transpassadas também ajudam na missão de criar uma cintura falsa no corpo reto, possibilitando aí o uso de um cinto mais largo no quadril.

 

Imagens reprodução: 1 e 3 gabimay.com.br | 2 pinterest | 4 Olivia Palermo

Imagens reprodução: 1 e 3 gabimay.com.br | 2 pinterest | 4 Olivia Palermo

 

Com tantas dicas, fica injusto restringir o potencial do cinto aos passantes da calça, não acha?! Quer saber mais sobre algum assunto? Deixe seu comentário aqui que irei adorar esclarecer ;)

 

Cintos: mil e uma utilidades (parte 1)

26 julho, 2017 às 21:50  |  por Dani Amorim

O cinto é um antigo acessório do vestuário, datado de aproximadamente 3.300 a.C. Provavelmente, também seja o acessório mais versátil do guarda-roupa.

Um rápido olhar ao longo da história e também pelos dias atuais nos permite identificar a sua presença em contextos completamente diferentes e com funções bem distintas. Exemplos? Eles são utilizados para deixar as mãos dos militares livres ao carregarem suas armas, eram usados para elevar o peitoral dos militares do século XIX como sinal de imponência, ajudam a segurar as calças, indicam níveis de habilidades em artes marciais e também auxiliam a enfeitar o visual.

No universo fashion feminino, essa lista de funções cresce ainda mais e vai além de simplesmente enfeitar o visual. A partir de hoje, quero convidar você a olhar esse acessório abandonado com três objetivos: dar acabamento ao look, decorar o visual e definir a silhueta.

 

DAR ACABAMENTO AO LOOK

Sabe quando você coloca uma roupa e parece que está faltando alguma coisa? Comece a reparar: essa coisa são os acessórios, e o cinto pode ser um deles. Cintos com fivelas neutras e discretas são grandes parceiros nessa tarefa de dar um toque final ao look e ainda permitem tranquilamente o uso de um colar que chame atenção. Por outro lado, cintos com fivelas grandes e chamativas costumam “brigar” com os colares, principalmente se forem compridos.

Costumo dizer que não basta ter a peça certa, é preciso saber usar. E o saber usar é um treino que acontece sempre que colocamos uma roupa no corpo: nada de “colocou e pronto”. Teste as possibilidades de arrumação: por dentro da calça, por fora da calça, metade pra dentro e metade pra fora, amarrada e sem amarrar, fechada e aberta, com cinto e sem cinto. Enfim, é assim que começamos a multiplicar as opções do guarda-roupa. Só o cinto nos permite várias possibilidades nesse sentido. Veja só:

 

Cinto usado com lenço e echarpe:

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Imagem 1: Olivia Palermo | Imagem 3: reprodução glamradar.com

 

Cinto com cardigan, por cima e por baixo:

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Imagens: reprodução modaculturamix.com

 

Cinto transformando o vestido:

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Imagem: reprodução quevestidousar.com

 

Cinto por cima do blazer ou colete:

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Imagem: reprodução womenfashionly.com

 

DECORAR O VISUAL

Diferente do que acontece com os homens, a cor do cinto não precisa ser a mesma cor do sapato ou da bolsa. Quando esses itens ficam todos iguais, não tem erro, mas dependendo da combinação geral do look, o resultado pode passar uma imagem mais conservadora (o que também não é errado se esse for o seu objetivo). Se você, gosta de um apelo mais moderno, a dica é combinar os acessórios com o estilo da roupa que estiver usando e escolher o sapato ou o cinto para ser o item de mais destaque. Um truque bom para você se sentir mais segura com as escolhas descombinadas é: tire uma foto do seu look e se observe nele. Quando tudo está em harmonia, o nosso olhar passeia naturalmente da cabeça aos pés, sem travar em algum ponto de informação. É como se ficasse gostoso de olhar! E já que a ideia é decorar, vale lembrar que o estilo também está nos detalhes. Fechar o cinto com um nó em vez de seguir o fechamento tradicional pode agregar mais um ponto ao visual.

 

Imagem 2: Getty Images/ Agnews | Imagem 3: Helena Lunardelli/ dojeitoh.com.br | Imagem 4: stealthelook.com.br

Imagem 2 e 4: Getty Images/ Agnews | Imagem 3: Helena Lunardelli/ dojeitoh.com.br

 

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Imagem: reprodução melhoramiga.com.br

 

DEFINIR A SILHUETA

Além de dar acabamento e decorar, o cinto também pode ajudar a desenhar a silhueta. No entanto, para conseguirmos o efeito desejado, precisamos nos atentar a dois itens importantes e que fazem toda a diferença: a largura do modelo escolhido e a altura/posição no corpo.

Como o assunto é extenso, na próxima semana continuarei com mais dicas relacionadas às silhuetas. Continue acompanhando e enviando suas dúvidas por aqui ;)

O jogo das proporções: estampas

19 julho, 2017 às 22:14  |  por Dani Amorim

Conhecer o próprio corpo facilita as nossas escolhas diante da moda. São inúmeras as ofertas do mercado em relação ao que podemos vestir, mas é fato que nem tudo o que está nas lojas fica bem em mim ou em você. E isso não é novidade! O importante é saber que isso acontece não pelo fato de não termos um corpo com as medidas que gostaríamos, mas simplesmente porque existem cortes, tecidos, modelos, cores e estampas que valorizam mais ou menos determinadas silhuetas.

Existem muitos recursos que nos permitem equilibrar a aparência, e gosto de enquadrá-los no que chamo de “jogo das proporções”. Entre os elementos que citei acima, hoje vamos usar as estampas para entender um pouquinho melhor essa história.

 

FUNDO CLARO X FUNDO ESCURO

Estampas com fundo claro aumentam visualmente a área onde estão sendo usadas. Já as estampas com fundo escuro agem como emagrecedoras.

estampas fundo claro e escuro baixo fundo claro e escuro cima

 

LISTRAS HORIZONTAIS X LISTRAS VERTICAIS

Sempre ouvimos dizer que listras horizontais aumentam, enquanto listras verticais alongam e diminuem. Verdade? Depende! Quando observamos as imagens abaixo, percebemos que sim, a estampa vertical cria a impressão de um corpo mais longilíneo.

 

estampas listra vertical e horizontal

 
Mas, quando observamos as próximas imagens, lembramos rapidamente que, para toda regra, há exceções! E o que talvez nunca tenham lhe contado é que o tamanho das listras influencia muito nessa regrinha. Na imagem seguinte, note como o volume do quadril parece o mesmo ou até menor quando as listras são menores e horizontais.

 

estampa listra fina e grossa

 
E na próxima sequência, olha só que interessante: quanto maior a listra, maior parece a área onde está sendo usada. E isso vale para estampas de uma forma geral.

 

estampas listras verticais

Ao escolher roupas listradas, lembre-se que as listras menos espaçadas e com tamanhos irregulares são aquelas que mais cumprem o papel de alongar ou disfarçar!

 

ESTAMPAS GRANDES X ESTAMPAS PEQUENAS

O ideal é que as estampas tenham um tamanho proporcional ao corpo que irá usá-las. Nesse sentido, se você for toda pequenininha, é interessante evitar as estampas muito grandes e espaçadas. Por outro lado, se você tiver uma silhueta maior, talvez seja melhor evitar as estampas muito pequenas. Os grafismos em tamanho médio são os mais democráticos.

 
Com esses exemplos, tenho certeza de que você já conseguiu entender melhor como pode brincar com o jogo das proporções e conseguir olhar para as inúmeras opções nas araras e filtrar, de cara, aquilo que vai te deixar mais contente com você mesma ao se olhar no espelho. Tem quadril largo e ombros estreitos? Use os truques para aumentar a região do seu tronco e diminuir o quadril. Tem ombros largos e quadril estreito? Use os truques para criar mais volume na sua parte de baixo e diminuir a parte de cima. Agora é só você compreender os seus próprios objetivos e tirar o máximo proveito das dicas para sair ganhando com uma imagem que a faz se sentir mais bonita, segura e autoconfiante.