As armadilhas da informalidade

15 agosto, 2017 às 15:04  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução guitamoda.com

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Podemos usar tudo o que gostamos, a depender do conhecimento que temos sobre quem somos por dentro, como gostamos de nos ver por fora e como queremos que as pessoas nos vejam em determinadas situações, ou seja, quais os nossos objetivos.

Vestir-se no dia a dia pode ser apenas uma obrigação como também mais uma forma de expressar a nossa personalidade e atrair a atenção dos nossos interlocutores para o que temos de melhor: o nosso potencial intelectual. Pensando nisso, é preciso saber que a imagem pessoal é capaz de nos impulsionar ou nos enfraquecer em alguns momentos.

Por exemplo: se um profissional concede uma entrevista na televisão e, em seguida, a repercussão de sua exposição fica toda relacionada à sua aparência ou à sua linguagem corporal, é sinal de que a sua apresentação pessoal não foi eficaz, já que as pessoas deveriam mesmo é lembrar e comentar o conteúdo apresentado na entrevista.

No ambiente profissional, a melhor função da nossa apresentação pessoal é dar indícios sobre a nossa personalidade e potencializar o nosso discurso (em vez de ofuscá-lo).

Atualmente, nota-se um movimento cada vez mais intenso pela informalidade e liberdade de se vestir no mundo corporativo. Sou a favor do movimento, mas vejo que muitos profissionais se autossabotam por acreditar que tudo podem e não enxergar que existem alguns limites importantes. Dependendo do grau de informalidade da empresa, nem tudo o que está na moda ou que gostamos entra. Uma boa forma de começar a entender esses limites é observar como se comportam e se apresentam os profissionais que ocupam cargos de diretoria na empresa onde você trabalha. Se a sua intenção for chegar lá e a sua apresentação pessoal não estiver minimamente condizente com a desses profissionais, pode ser que seu percurso seja mais difícil.

Atenção! Isso não significa deixar de ser quem você é para seguir um pensamento desatualizado de que as pessoas não podem revelar suas preferências pessoais no mercado de trabalho. Podem sim, desde que se leve em consideração o posicionamento e a cultura da empresa ou os principais códigos visuais da área onde está inserido. Em resumo, podemos alcançar certas conquistas mais facilmente a partir do momento em que valorizamos o próprio eu e, ao mesmo tempo, compreendemos os valores das outras pessoas com quem iremos interagir. Tudo está relacionado à mensagem que cada um deseja transmitir.

Imagem é comunicação. E como toda comunicação tem seus objetivos, consequentemente, a construção da imagem profissional também tem os seus. Entender essa equação é fundamental para não cair nas armadilhas da informalidade.

 

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