Essa moda é pra mim?

21 junho, 2017 às 01:19  |  por Dani Amorim
Imagem: Thassia Naves

Imagem: Thassia Naves

 

A cada estação, observamos a moda indo e vindo. Algumas caem mais no gosto popular, outras menos. Algumas ficam nas ruas por muito tempo, outras são efêmeras. Algumas nos apaixonamos, outras estranhamos e não conseguimos usar.

A moda é uma ferramenta que ajuda a fazer escolhas para nos vestir e, para usá-la de maneira inteligente, antes é preciso conhecer o nosso estilo pessoal. O estilo pessoal, por sua vez, deve estar fortemente embasado pela nossa personalidade, nosso estilo de vida e nossos objetivos (pessoais e profissionais). Portanto, quanto mais coerência existir entre a forma de nos vestir, o estilo de vida, a personalidade e os objetivos, mais seremos fieis a quem, de fato, somos.

Quero dizer que se tornar refém da moda pode significar abrir mão da personalidade. Nem tudo o que surge como tendência merece ganhar espaço no guarda-roupa simplesmente pelo fato de que não nos representa, em especial quando se trata de uma tendência mais impactante. Um exemplo são as botas brancas, que caíram no gosto das fashionistas nesse inverno. Acho super legal, mas, se você não for dona de um estilo moderno e criativo e não tiver uma personalidade marcante, corre o risco de a ousadia não colar e cair no estereótipo de Paquita! Nesse caso, talvez seja melhor deixar a moda de lado!

As coisas precisam conversar e se complementar: o seu estilo pessoal, o seu estilo de vida, a sua personalidade, o seu comportamento e a moda. Complexo, porém simples quando temos clareza sobre quem somos e o que queremos.

E ainda cabe aqui outro ponto importante que sempre gosto de reforçar: a adequação. Não basta estar de acordo com todos elementos acima se não estiver adequado ao ambiente que iremos frequentar. Um exemplo recente disso foi o caso da âncora de um telejornal, que virou motivo de comentários na internet após aparecer em uma chamada usando um quimono branco de cetim. Apesar de estar na moda e totalmente coerente com o estilo pessoal da apresentadora, a roupa não estava adequada ao ambiente conservador que é a bancada de um telejornal. Logo, causou estranheza no público, que associou a blusa a um roupão e virou meme nas redes sociais. Em outros contextos, o look poderia até passar batido.

Como diz Gloria Kalil, “A moda é oferta, o estilo é escolha. Estilo é seu jeito particular de se apresentar e de se relacionar com o mundo. O estilo é formado por escolhas consistentes e coerentes, cujo resultado deve ser um depoimento de como você quer ser visto e tratado”.

E aí convido você a uma reflexão: você está sabendo usar a moda a seu favor?

Casaco mais comprido que o vestido ou a saia pode?

14 junho, 2017 às 01:10  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

Adoro quando as dúvidas chegam e eu posso respondê-las! Na semana passada, recebi a seguinte pergunta de uma leitora: “posso usar um casaco mais comprido do que o vestido ou a saia? Quando isso acontece, tenho medo das pessoas acharem que estou sem nada por baixo do casaco”.

A resposta é: sim, pode! Aliás, defendo a ideia de que tudo pode, basta estar alinhado com o seu estilo, adequado com o ambiente e de acordo com a mensagem que você deseja transmitir.

Conhecendo essas condições, o primeiríssimo ponto a avaliar é se o comprimento do casaco e do vestido é muito curto para o ambiente onde ele será usado. Mesmo que o look esteja acompanhado por uma meia-calça grossa, no ambiente profissional é mais adequado que as peças fiquem até dois dedos acima do joelho – ou no máximo quatro, dependendo do local e do sapato que estiver usando (salto alto passa a impressão de que as saias ficam mais curtas!). Estando dentro desse limite, não há com o que se preocupar.

Em geral, optar por um casaco mais comprido do que a peça de baixo ou do mesmo tamanho deixa o visual com um aspecto mais atual, elegante e harmonioso. Kate Middleton é referência máxima nesse assunto. Com visuais sempre impecáveis, a princesa sempre opta pelo casaco em comprimento maior do que o vestido ou igual.

Kate Middleton. Imagens: divulgação

Kate Middleton. Imagens: divulgação

 

Quando o vestido ou a saia são mais compridos, o look tende a criar um desiquilíbrio na silhueta, mas basta usar um simples truque de style para equilibrar, dando um toque de estilo todo especial: o casaco jogado sobre os ombros.

Imagem: reprodução Mi Aventura Con La Moda

Imagem: reprodução Mi Aventura Con La Moda

 

Também temos a combinação entre casaco comprido e vestido longo. É um caminho interessante para as mais ousadas e modernas, que conseguem fazer com que o comprimento das peças não resulte num visual desleixado. Para isso, outro truque de style que torna o look mais harmonioso é marcar a cintura. De qualquer modo, substituir o sobretudo por uma jaqueta ou um blazer nessas situações é sempre mais assertivo.

Laura Bailey. Imagem: Getty Imagens | Angelina Jolie. Imagem: Grosby Group

Laura Bailey. Imagem: Getty Imagens | Angelina Jolie. Imagem: Grosby Group

 

Tem dúvidas? Deixa seu comentário aqui ou envia um e-mail que eu respondo. Ela pode ser a mesma de outras leitoras que nos acompanham ;)

 

Adequação: palavra-chave ao fazer escolhas para se vestir

1 junho, 2017 às 00:50  |  por Dani Amorim
Imagem: EFE/Osservatore Romano

Imagem: EFE/Osservatore Romano

 

Um dos cuidados que nos fazem chamar a atenção positivamente pelos locais onde passamos, seja de forma profissional ou particular, é a adequação. Na última semana, em audiência oficial de Trump com Papa Francisco, o look de Melania e Ivanka Trump atraiu olhares de questionamento: por que visitar o Papa com um visual tão black?

Melania e Ivanka, assim como Michelle Obama e outras primeiras-damas, seguiram rigorosamente o código de vestimenta do Vaticano. Portanto, estavam adequadas. O código determina que, em ocasiões mais importantes no Vaticano, as mulheres devem usar vestido preto, sem qualquer decote, com saia abaixo do joelho e ombros cobertos. Na cabeça, mantilha preta. Não devem usar joias chamativas, no máximo um clássico colar de pérolas.

 

Imagem: Vatican/Getty Images (reprodução veja.abril.com.br)

Imagem: Vatican/Getty Images (reprodução veja.abril.com.br)

 

Também é permitido encontrar oficialmente o Papa vestindo trajes nacionais ou regionais. Entre as cores, é proibido vermelho (reservada aos cardeais) e roxo (cor da penitência). Existe ainda uma exceção para rainhas e princesas católicas, que podem usar o que o código chama de “privilégio do branco”. Ou seja, vestido e mantilha na cor branca.

 

Imagem: Princesa Charlene, de Mônaco (reprodução Renascença no Ar)

Imagem: Princesa Charlene, de Mônaco (reprodução Renascença no Ar)

 

Num fato importante como esse, é normal a roupa chamar a atenção de todos e ganhar importância tão grande na mídia e também nas rodas de conversa entre amigos. Mas aqui chego a um ponto importante que gostaria de destacar: a roupa que escolhemos para usar no dia a dia profissional também deve estar em adequação ao ambiente de trabalho, chamando atenção positiva e capaz de reforçar a nossa credibilidade e competência.

Obviamente, os holofotes da mídia não recaem sobre nós, mas é importante termos consciência de que somos alvos dos holofotes das pessoas de nosso convívio, desde o colega de mesa ou chefe até um potencial cliente ou futuro empregador. Ou seja, em proporções infinitamente menores, porém com impacto direto e importante na construção de nossa reputação, somos tão observados e julgados no dia a dia quanto os famosos em suas aparições públicas.

Vestir-se com adequação no ambiente profissional significa:

_obedecer ao dresscode da empresa quando essas diretrizes existem. Quando a empresa não estabelece um dresscode, uma dica é compreender a cultura e o posicionamento da organização e, de algum modo, traduzir um pouco desse espírito na forma de se vestir, mesclando com o seu estilo pessoal e personalidade;

_não cair na armadilha dos sabotadores de imagem: saia curta ou decote que mostre demais, saltos muito altos, acessórios muito chamativos e barulhentos, unhas em cores chamativas ou muito decoradas. Vale para os homens também: gravata muito curta ou muito comprida, barra da calça “sobrando”, roupas puídas, sapatos mal conservados, entre outros;

_pensar nas ocasiões especiais que você terá no seu dia e equilibrar o visual para todas elas;

_ter clareza dos objetivos profissionais que você deseja atingir e avaliar se a sua imagem está contribuindo para que eles sejam alcançados mais rapidamente.

Você está se vestindo de forma adequada? Conte pra mim e também envie suas dúvidas aqui nos comentários!

Reinvente o seu colete no inverno

25 maio, 2017 às 01:40  |  por Dani Amorim

Os coletes faux fur, mais conhecidos como coletes de pelo, invadiram as ruas há alguns invernos e não é por menos: já viu peça mais quentinha e confortável? E tem mais: é aquela terceira peça que entra no look dando um toque todo especial e moderno.

A forma mais rápida de imaginar um colete de pelo no look é na composição com blusa de lã ou fio, mas definitivamente isso é subestimar o potencial de uso dessa peça tão coringa no guarda-roupa feminino.

Hoje trago algumas inspirações para que você possa reinventar o uso do colete e experimentar aquela deliciosa sensação de “tenho um look novo” com uma peça que já existia por aí!

 

Colete de pelo por cima de um casaco de couro: a mistura de textura (couro e pelo) sempre deixa o look bem atual.

 

Imagem: reprodução dailychic.com

Imagem: reprodução dailychic.com

 

Colete de pelo por cima de jaqueta jeans funciona? Com certeza! E com camisa jeans também.

 

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

Imagem: @dani__cardoso, Envy Ótica

 

Colete de pelo combinado com blazer alfaiataria, um resultado super elegante.

 

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

Imagem: Olivia Palermo | modernensemble.com

 

Colete de pelo usado por baixo do casaco: funciona especialmente em coletes pouco volumosos e dá um charme todo especial ao visual, deixando em dúvida se o detalhe é um colete ou um cachecol peludinho!

 

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

Imagem: reprodução lesdivas.com.br

 

E o inverno 2017 traz duas novas atualizações: a moda roubou de vez o faux fur dos casamentos e levou para as ruas, agora em casacos exuberantes combinados com peças casuais e despojadas.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

A segunda atualização são os maxi coletes alfaiataria. Em materiais como lã, suede e outros tecidos planos, eles dão ao visual um acabamento pra lá de elegante e moderno.

 

Imagem: reprodução Steal The Look

Imagem: reprodução Steal The Look

 

Coletes a postos para o inverno que está chegando? Tem alguma dúvida sobre como escolher a peça ideal pra você? Manda um comentário aqui que logo, logo respondo ;)

 

A real beleza vem em formas diferentes

16 maio, 2017 às 16:46  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução Youtube

Imagem: reprodução Youtube

 

Há tempos a marca Dove vem investindo num posicionamento que ressalta a real beleza da mulher, livre de estereótipos que definem um padrão ideal para o corpo feminino.

A última estratégia da marca foi o lançamento de sete embalagens diferentes para o sabonete corporal líquido, representando a beleza dos biótipos femininos, independente das suas características.

Olhando essa e outras campanhas de Dove, do ponto de vista da consultoria de imagem, encontro uma batalha em comum: a do empoderamento. É a ideia de que cada mulher – e também cada homem, já que o empoderamento vale para todos – deve se sentir bem do jeito que é, simplesmente porque as belezas são diferentes e é essa diversidade que torna o mundo tão mais bonito e interessante.

Fazendo um paralelo com a embalagem Dove: o conteúdo representa as nossas características emocionais e intelectuais, o frasco representa as características físicas do nosso corpo e o rótulo representa a forma como nos vestimos.

Sou encantada com a ideia de que podemos olhar no espelho e usar recursos para “brincar” com o que vimos lá refletido, procurando evidenciar o nosso lado mais forte e autoconfiante e amenizar o lado que nos enfraquece. Tenho um mantra para isso:

_disfarçar aquilo que não me agrada ou não me favorece;
_valorizar aquilo que me faz sentir mais bonita e de bem comigo mesma;
_aceitar aquilo que não posso mudar e ser feliz!

Um dos grandes segredos da autoestima está em valorizar aquilo que temos de melhor e mais forte, fazendo as pessoas (e nós mesmos) enxergarem, seja por palavras ou por elementos visuais, a beleza e o potencial que existe dentro de nós.

Por essa e outras campanhas publicitárias que a Dove já fez, levantando a bandeira da real beleza, acredito que a marca seja merecedora dos nossos calorosos aplausos, não acha?

Confira aqui o vídeo da campanha: https://youtu.be/CRiv2lgaX_U

As novas embalagens estão disponíveis apenas no Reino Unido. Esperamos ansiosamente pela sua chegada ao Brasil!

 

Quando a objetividade atrapalha: a saga da camisa branca

9 maio, 2017 às 17:22  |  por Dani Amorim
Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

Imagem: reprodução garotasglamourosasbysc.com

 

Na semana passada, cai numa armadilha que eu mesma conheço muito bem. Vivo emitindo um alerta para as clientes: quando comprarem uma peça, procurem imaginá-la combinada com pelo menos outras três que já existem no seu guarda-roupa. Caso contrário, não compre.

Ok, isso eu fiz! Mas errei em outro ponto: o de decidir que eu queria usar aquela calça com uma camisa branca, num evento no dia seguinte. Sabe quando a gente mentaliza um look dos sonhos? Aí está a armadilha! Essa camisa branca, toda moderna e elegante, que existia na minha cabeça se tornou o desafio da minha vida naquele dia. Várias vezes eu desejei “dar um Google” nas lojas físicas para conseguir encontrá-la, mas, como esse recurso infelizmente ainda não existe, passei o dia todo procurando. E? Não achei.

Existe uma explicação muito simples para isso: quando idealizamos muito um look, ainda mais quando o objetivo é usá-lo numa ocasião especial, a nossa mente se fecha para qualquer outra possibilidade linda e adequada que possa aparecer. E convenhamos, isso realmente dificulta as coisas.

Voltei para casa triste porque estava sendo super objetiva em minha decisão e mesmo assim não estava conseguindo resolver.

Na manhã seguinte, acordei do meu sonho e, finalmente, pensei: por que precisa ser uma camisa branca? Então saí de casa rumo a uma loja próxima, olhei as opções com a cabeça aberta e voilà: encontrei uma blusa para o meu look em 10 minutos! Combinada com um blazer que já existia no meu guarda-roupa e alguns acessórios, o resultado ficou ótimo e fui feliz para o evento! Depois disso, já usei a mesma calça em outras composições que ficaram até melhores.

Moral dessa história verídica: existem situações em que a objetividade mais atrapalha do que ajuda. A montagem de looks é uma delas. Precisamos arriscar novas possibilidades e sempre pensar que aquela peça pode render mais e mais combinações, basta estar receptivo a essas novas ideias e combinar outras peças e acessórios. É isso que faz um guarda-roupa multiplicar as suas opções do que vestir ;)

Sete dicas para você escolher o seu próximo casaco

3 maio, 2017 às 16:52  |  por Dani Amorim

O frio está chegando e, com ele, também chega a hora de redescobrir as peças de inverno que estavam escondidinhas no guarda-roupa. Entre elas, os casacos!

Os casacos são aquele tipo de peça que não é preciso ter muitas, mas sim poucas e excelentes opções. Como são itens mais caros, além de uma cor coringa que combine com tudo – ou quase tudo – é indispensável prestar atenção em alguns detalhes que podem fazer a peça ser perfeita para você.

Por isso, selecionei aqui sete dicas na hora de você escolher o seu próximo companheiro de dias frios:

 

Comprimento

Casacos muito compridos, que passam da linha do joelho, podem achatar a silhueta das mais baixinhas. Se você tem menos de 1,60m, a sugestão é optar por modelos que terminem um pouco acima do joelho.

Se você tem o quadril volumoso, evite modelos que terminem na parte mais larga do quadril caso não queira destacá-lo ainda mais. Os modelos que caem melhor nesse tipo de silhueta são aqueles que terminam um pouco abaixo da linha do quadril.

 

Comprimento ideal para mais baixas. Imagem: reprodução stealthelook.com.br

Comprimento ideal para as mais baixas | Imagem: reprodução stealthelook.com.br

 

Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo mais comprido | Imagem: reprodução gosto-disto.com

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região. |  Imagem: reprodução fieroshop.com.br

Modelo termina na linha maior do quadril, ressaltando a região | Imagem: reprodução fieroshop.com.br

 

Manga

Os modelos mais tradicionais costumam ter a manga mais larga. Portanto, se você deseja um visual mais atual, procure casacos com a manga mais ajustada ao braço e com a cava curta.

Atente-se também para o comprimento das mangas. O correto é ir até o punho ou um pouquinho abaixo dele. Nada de cobrir a palma da mão ou uma parte dela, pois passará a impressão de que você emprestou o casaco de alguém. Nesses casos, o melhor é ajustar.

 

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

Manga slim | Imagem: reprodução 1001consejos.com

 

Lapela

Um jeito simples de acertar na lapela é pensar que o tamanho deve ser inversamente proporcional ao volume do seu tronco e busto! Tem muito busto? Opte por lapela média ou fina. Tem pouco busto? Lapelas grandes criam um volume favorável na região.

Lapelas grandes também ajudam a equilibrar a silhueta de mulheres que têm o quadril volumoso.

Atenção! Se você for toda miudinha, cuidado para não abusar muito do tamanho da lapela, pois poderá ficar desproporcional.

 

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

Lapela ampla | Imagem: reprodução aliexpress.com

 

Botões

Duas fileiras de botões (abotoamento duplo) ampliam a região do busto e tendem a deixar a silhueta reta. Portanto, se você tem muito busto, gordurinhas no abdômen ou a cintura mais reta, melhor optar pelos modelos com abotoamento simples e corte acinturado.

 

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

Abotoamento duplo | Imagem: megashopsul.com.br

 

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

Abotoamento simples | omgoutfitideas.com

 

Ombros

Ombreiras volumosas já saíram de cena há algum tempo. Então o melhor é preferir modelos com ombreiras discretas, usadas apenas para dar melhor caimento da peça no corpo. Uma dica importante e que nem sempre é levada a sério: a costura entre o final do ombro e começo da manga deve ficar exatamente alinhada com o final do seu ombro, do contrário, o casaco parecerá maior que você.

 

Cintura

Casacos acinturados são mais femininos que os casacos com corte reto e valorizam mais a silhueta de qualquer biótipo. Cortes retos ou quadrados ficam melhores em modelos mais ousados para não cair num visual muito tradicional.

 

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk/

Corte reto | Imagem: reprodução southmoltonststyle.com e fashionmenow.co.uk

 

Detalhes

Para mulheres que têm mais volume na região do busto: evite zíper, bolsos, botões grandes e outros detalhes chamativos nessa região.

Para mulheres que têm mais volume na região do quadril: evite os mesmos itens citados acima na região da quadril, assim como os modelos com cinto que apertam muito a cintura e dão a impressão de alargar a parte de baixo (a não ser que compense com uma lapela grande).

Para mulheres que têm ombros grandes: evite detalhes chamativos nos ombros e abuse dos bolsos grandes e detalhes na região do quadril.

 

Se você tem mais alguma dúvida que não abordei aqui, manda pra mim por e-mail ou nos comentários que ficarei feliz em responder ;)

Por dentro do closet das consultoras de imagem

26 abril, 2017 às 00:52  |  por Dani Amorim
Imagem: acervo pessoal

Imagem: acervo pessoal

 

No último post que escrevi aqui no canal, fiz uma referência rápida ao documentário The Minimalist. Ao explicar sobre o estilo de vida minimalista, o documentário apresenta um projeto chamado Project 333, que nos convida a vestir 33 itens (ou menos) do guarda-roupa por 3 meses, incluindo roupas, calçados e acessórios. O projeto deriva do conceito de capsule wardrobe, lançado em 1970 por Susie Faux e disseminado 10 anos depois pela estilista Donna Karan, ao criar a coleção chamada “Seven Easy Pieces”: sete peças de roupa que podiam ser combinadas entre si, formando um guarda-roupa muito enxuto e completo, preparado para qualquer hora do dia e da noite, durante a semana ou em finais de semana.

Falar de capsule wardrobe está na moda e isso me despertou uma grande curiosidade: será que essa ideia também está na moda entre as consultoras de imagem? Você já parou para contar quantas peças existem no seu guarda-roupa? Você se sente confortável em relação às escolhas que fez para estarem ali todos os dias?

A partir dessas dúvidas, decidi fazer uma rápida pesquisa exploratória e dar aquela espiadinha no closet de 16 consultoras de imagem, atuantes nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso.

Eis o resultado:

_a maioria das consultoras entrevistadas revelou ter entre 90 e 200 peças no guarda-roupa. O número considera itens de todas as estações, com exceção de roupas íntimas, de academia e de festa;

_em média, são 165 peças de roupas no closet das profissionais que participaram da investigação (estou abaixo da média, com 91);

_e também há alguns extremos: armário com 50 peças e armário com mais de 400 peças!

Com relação aos acessórios, o resultado chama a atenção para um quase consenso:

_a maioria equilibra muito bem a quantidade desses itens, colocando em prática a distribuição ideal para um guarda-roupa funcional: todas têm cerca de 60% de roupas e 40% de acessórios;

_ou seja, a ideia de que os acessórios têm o poder de multiplicar os looks é realmente levada a sério pelas profissionais que trabalham com imagem pessoal;

_a maioria revelou ter entre 70 e 150 itens. Entre eles, estão as bolsas, calçados, colares, brincos, lenços, cintos e pulseiras.

Os números estão bem acima dos 30 e poucos itens sugeridos pelo conceito de guarda-roupa cápsula, mas eu diria que bem mais próximo da realidade das mulheres. As minhas várias visitas ao closet de clientes de diferentes perfis e classes sociais permitem afirmar que grande parte das mulheres tem mais peças do que essa média levantada entre as profissionais, o que não significa a garantia de ter o que vestir em qualquer ocasião. O importante, como sempre digo, não é a quantidade, e sim a qualidade e a facilidade de combinação entre as peças escolhidas para estarem lá.

Você sabe quantas peças existem no seu guarda-roupa? Vamos desvendar ainda mais esse assunto e ampliar a pesquisa para todo o Brasil, falando com mulheres e homens, de todas as profissões. O questionário tem poucas perguntas e pode ser respondido bem rapidinho, só precisa ir lá no guarda-roupa fazer a contagem!

Para participar da pesquisa, acesse o link aqui: https://goo.gl/forms/sm60fk0PB3LVEQxZ2

Vamos juntos continuar explorando esse assunto curioso! Ficarei feliz com a sua participação ;)

Agradeço imensamente às 16 consultoras e amigas que, assim como eu, tiveram sua curiosidade despertada e contribuíram especialmente com esse projeto.

 

O problema não é o consumo, é o consumo compulsivo e inconsciente

11 abril, 2017 às 22:49  |  por Dani Amorim

Dani (3 de 12)

 

Uma das vertentes da consultoria de imagem que mais gosto de falar é sobre consumo consciente. Vibro de alegria, com a sensação de missão cumprida, ao receber das minhas queridas clientes mensagens como essa:

“Realmente você ajudou a mudar a minha forma de pensar. Acabei de passar três semanas nos EUA. Resultado de compras?! Dois vestidos, duas camisetas e um tênis de corrida. Obrigada, Dani, por essa transformação! Nunca me imaginei voltando de uma viagem de férias em que as compras não ficaram em primeiro ou segundo plano. Como é bom e satisfatório pensar antes de comprar!”

Ter uma boa apresentação pessoal não é sinônimo de guarda-roupa cheio, tampouco guarda-roupa recheado de itens da moda. Atualmente, a indústria da moda é conduzida pelo conceito de moda de curta duração. Enquanto as nossas mães e avós compravam peças de coleções únicas para inverno e verão, hoje somos bombardeados pelas principais redes de fast fashion com um ciclo de lançamentos de 52 estações por ano. Tudo para que os consumidores se sintam desatualizados e comprem algo novo a todo e qualquer momento.

Para evitar se deixar seduzir pelos lançamentos e não comprar além do necessário, é importante ter consciência do seu estilo, saber as peças que lhe caem bem e, principalmente, manter um guarda-roupa funcional: peças que combinem entre si, priorizando a qualidade em vez da quantidade, distribuídas em 50% de itens atemporais, 40% de calçados e acessórios e apenas 10% de fast fashion. Ao colocar em prática esses macetes, a ideia de que você nunca tem nada para vestir e sempre precisa de algo novo começa a desaparecer.

Em outras palavras, o segredo é olhar para o seu armário e perceber que todas as peças que estão lá são as suas favoritas, porque tem qualidade e bom caimento, expressam a sua personalidade, valorizam as suas características e estão coerentes com os seus objetivos profissionais e pessoais. Essa é a fórmula da boa apresentação pessoal!

De certo modo, a ideia do guarda-roupa funcional e do consumo consciente vai ao encontro da proposta de estilo de vida minimalista. Segundo o site vidaminimalista.com, “Ter uma vida minimalista é não se deixar levar pela correnteza. É comprar sem culpa, mas com consciência, sabendo que aquilo que está adquirindo é realmente útil e necessário. É saber que, para tudo o que temos em casa, há uma finalidade. É não deixar objetos e roupas estagnadas num canto, acumulando poeira, enquanto há tantos que precisam.”

Se você leu o post até aqui e gostou do assunto, eu gostaria de fazer um convite: assista ao documentário The Minimalists, disponível no Netflix. O filme traz uma abordagem sensacional e esclarecedora sobre o consumo consciente num mundo em que a boa aparência é fundamental, mas a vida deve ser conduzida com um propósito muito maior do que apenas consumir.

Depois volta aqui pra me contar o que achou ;)

Workshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem”

4 abril, 2017 às 23:39  |  por Dani Amorim

Na última semana, participei da palestra de lançamento do workshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem”, promovido pelo Centro Europeu e ministrado pela premiada arquiteta curitibana Luize Andreazza Bussi. Com muito domínio sobre o tema, Luize explorou semelhanças entre o mundo da arquitetura e da consultoria de imagem, mostrando que, assim como o profissional de arquitetura se preocupa em criar projetos arquitetônicos e de decoração de interiores que representem a personalidade do cliente, a consultoria de imagem faz o mesmo com a forma de se vestir.

Segundo a arquiteta, o corpo deve ser usado como uma forma de expressão de arte e personalidade, e isso acontece por meio das escolhas que cada um faz ao se vestir e se preparar para diferentes e quaisquer ocasiões. É preciso pensar nas roupas além de sua função básica de cobrir o corpo e proteger do frio ou calor: cada peça deve ser usada como um recurso para evidenciar quem somos e chamar atenção para o que viemos. Essa é exatamente uma das propostas da consultoria de imagem: potencializar a imagem pessoal e profissional por meio da linguagem não-verbal, que inclui os gestos, as expressões e a aparência.

A ligação entre o universo da arquitetura e o universo da moda é uma constante antiga e já citada pela inspiradora Coco Chanel: “Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”. Alguns artistas atuais traduzem muito originalmente essa citação por meio da ideia da “wearable art”, em que móveis são transformados em roupas e vice-versa.

 

Hussien Chalayan -  Imagem: reprodução delemma.com.au

Hussien Chalayan | Imagem: reprodução delemma.com.au

 

Moreno Ferrari -  Imagem: reprodução dutchdesignevents.com

Moreno Ferrari | Imagem: reprodução dutchdesignevents.com

 

Zaha Hadid - Imagem: reprodução shilpaahuja.com

Zaha Hadid | Imagem: reprodução shilpaahuja.com

 

Como a proposta de Luize envolve consultoria de imagem (e não moda pela moda), a profissional pondera que nem tudo o que está na moda serve para o guarda-roupa do dia a dia de todo mundo. A moda é apenas uma ferramenta de trabalho, tanto na arquitetura como na consultoria, sendo que o mais importante a ser observado e trabalhado é o estilo pessoal e o estilo de vida do cliente.

Nesse aspecto, é possível observar uma relação direta entre o que a pessoa veste e como ela veste a sua casa. Isso quer dizer que uma pessoa moderna na forma de vestir, provavelmente terá uma decoração mais moderna e contemporânea em sua casa. Uma pessoa que se veste de forma clássica, também terá mais chance de ter uma decoração predominantemente clássica. E assim por diante, conforme alguns exemplos a seguir:

 

Imagem 1: Olivia Palermo | Imagem 2: reprodução 99graus.com.br

ESTILO CLÁSSICO/TRADICIONAL
Imagem 1: Olivia Palermo | Imagem 2: reprodução 99graus.com.br

 

Imagem 1: reprodução stealthelook.com.br | Imagem 2: Marcio Kogan - reprodução westwing.com.br

ESTILO MODERNO/CONTEMPORÂNEO
Imagem 1: reprodução stealthelook.com.br | Imagem 2: Marcio Kogan – reprodução westwing.com.br

 

Imagem 1: reprodução fashioncoolture.com.br | Imagem 2: reprodução casinhadanane.com.br

ESTILO CRIATIVO/RETRÔ
Imagem 1: reprodução fashioncoolture.com.br | Imagem 2: reprodução casinhadanane.com.br

 

Imagem 1: reprodução sezane.com | Imagem 2: reprodução sitedebelezaemoda.com.br

ESTILO MODERNO/MINIMALISTA
Imagem 1: reprodução sezane.com | Imagem 2: reprodução sitedebelezaemoda.com.br

 

Imagem 1: reprodução glaminati.com | Imagem 2: reprodução westwing.com

ESTILO ROMÂNTICO/PROVENÇAL
Imagem 1: reprodução glaminati.com | Imagem 2: reprodução westwing.com.br

 

Imagem 1: reprodução fashionambitions.com | Imagem 2: reprodução decoracontent.com

ESTILO ESPORTIVO/NATURAL
Imagem 1: reprodução fashionambitions.com | Imagem 2: reprodução decoracontent.com

 

O worshop “Diálogos entre arquitetura e consultoria de imagem” irá explorar o assunto de forma teórica e prática, interessante para profissionais de moda, consultoria de imagem, arquitetura e profissionais de comunicação e branding que queiram aprofundar o entendimento sobre o consumidor em seus projetos. Para mais informações: 41 3233-6669.