Richa recebeu vantagens indevidas através de doações eleitorais, diz Odebrecht

12 abril, 2017 às 16:43  |  por Tabata Viapiana

O pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria Geral da República contra Beto Richa foi enviado para o Superior Tribunal de Justiça, que é a instância competente para investigar e julgar governadores. A decisão é do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Richa ainda não é investigado, denunciado ou réu da Lava Jato. No momento, o que existe são indícios contra o governador, que foi citado por dois delatores da Odebrecht: Benedicto Barbosa, ex-presidente da Construtora Norberto Odebrecht, apontado como a ponte entre a empresa e os políticos beneficiados com propina, além de Valter Arruda Lana, ex-diretor da Odebrecht Sul.

O despacho de Fachin revela que os delatores citaram pagamentos de vantagens indevidas a Beto Richa através de doações eleitorais feitas pela Odebrecht. O objetivo do inquérito seria apurar a veracidade das informações. Agora, os ministros do Superior Tribunal de Justiça devem decidir pela abertura ou não de um inquérito contra o governador paranaense. Não há prazo para manifestação do STJ.

Caso um inquérito seja instaurado pelo STJ, a Procuradoria-Geral da República pode solicitar novas diligências, com apoio da Polícia Federal, como por exemplo, buscas e apreensões e interrogatórios. Ao final do prazo das investigações, a Procuradoria decide se oferece denúncia contra Richa ao Superior Tribunal de Justiça ou se o caso deve ser arquivado por falta de provas.

Em nota, Richa disse desconhecer o contexto em que teve o nome citado pelos executivos. Ele disse ainda que declarou à Justiça Eleitoral a origem de todos os recursos usados em campanhas. Em março, quando a PGR enviou ao Supremo os pedidos de investigação baseados nas delações da Odebrecht, o governador se manifestou. Na época, ele disse estar “tranquilo” com uma possível investigação.

Beto Richa também negou ter recebido doações eleitorais de qualquer empresa ligada ao Grupo Odebrecht e ainda defendeu a legalidade dos recursos que financiaram todas as suas campanhas.

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