Artigo – “Gestão em Foco”

9 março, 2015 às 15:20  |  por Willian Mac-Cormick Maron

O Professor Willian Mac-Cormick Maron, docente do Curso de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos das Faculdades Santa Cruz teve o seu artigo publicado, sob o título: “Motivação: De Maslow à Freud”.

 

Para realizar a leitura acesse o link do informativo eletrônico do curso: “Gestão em Foco”.

 

http://www.santacruz.br/v4/download/gestao-em-foco/a-motivacao-de-maslow-a-freud.pdf

CBN Debate: Os maus chefes e os reflexos no ambiente de trabalho

25 fevereiro, 2015 às 16:29  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Para quem não ouviu (mas pretende), segue abaixo o link para o áudio de mais uma participação minha no CBN Debate da CBN Curitiba deste último sábado dia 21/02.

http://www.cbncuritiba.com.br/site/texto/noticia/CBN+Debate/19363

“As atitudes de maus chefes podem ser nocivas para o ambiente de trabalho e prejudicar os resultados da empresa. Quais comportamentos negativos devem ser evitados pelos gestores e que características são indispensáveis em um bom líder? Foi o tema do CBN Debate do último sábado, às dez da manhã. A apresentação foi de Gabriela Brandalise.

Convidados

- Willian Mac-Cormick, psicólogo clínico de orientação psicanalítica;

- Sonia Gurgel, diretora da empresa RH Soul e consultora em gestão de pessoas;

- Ruth Bandeira, headhunter, sócia e diretora-executiva da Propósito.

O blá blá blá da motivação!

20 fevereiro, 2015 às 06:00  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Sem dúvida, o produto mais facilmente vendido e mais rentável hoje em dia, é o do Sentido. Sentido para a vida, para o sofrimento, para os obstáculos, para perdas e ganhos. Sentido que nos trará amparo e uma sensação transcendental de felicidade e sucesso. E, para tal, se faz necessário, em contrapartida, uma venda casada de uma receita milagrosa, mastigada e passo-a-passo para a obtenção deste sucesso.

Nisso se apegam grandes palestrantes “motivacionais” e escritores de livros de “autoajuda”, verdadeiros anjos que descem do céu para nos mostrar o verdadeiro caminho da felicidade e sucesso, o que conquistarei se o seguir, o replicar e consequentemente me anular se não em implicar em minha vida, assim, estes grandes mestres da motivação se responsabilizarão por minha vida nos mantendo em nossa posição de vítimas do destino ou da sorte, neuroticamente covardes. Parece fácil e perfeito… Parece, mas apesar da legitima boa vontade destes, sentido é algo singular, pessoal e intransferível que construímos. O ser humano não vem com um manual descrevendo o melhor alimento, os tipos de pilhas que usamos e qual o sentido, mas continuamos sendo bombardeados por ofertas em forma de livros, vídeos e ou palestras de uma “mercadoria” chamada sentido. Mercadoria que tenta-se vender, sem-a-ter-tido.

A palestras de motivação, poderiam se chamar de excitação, pois elevam o nível de adrenalina e serotonina do organismo pela via da fala e obtém sucesso por meio de uma sugestionabilidade do ouvinte ou leitor. O indivíduo sai com alto nível de excitação, acreditando que vai mudar, que vai crescer que poderá ser feliz agora, mas após duas noites, e após se deparar novamente com seus problemas e frustrações, esta excitação passa a dar lugar novamente a angústia. Nos excitamos facilmente com uma palavra bem colocada, um tom de voz, um verso bem escrito, mas o que nos motiva-a-ação é outra coisa. Posso oferecer recompensas, desafios, um bom ambiente, remuneração, status, mas a motivação é sua. Não tem nome pois pertence a ordem da falta. A falta como um conceito psicanalítico, pois só levantamos da cama porque algo nos falta e precisamos ir buscar, interagir, aventurar, é algo de simbólico e não de material. É para onde aponta o desejo e desejar é diferente de querer.

Twitter: @wmaccormick

As relações e as organizações – Entrevista com Willian Mac-Cormick

10 fevereiro, 2015 às 06:00  |  por Willian Mac-Cormick Maron

As relações e o ambiente de trabalho foi o tema da entrevista do Psicólogo e orientação Psicanalítica Willian Mac-Cormick para o jornalista Wilson Soler no programa Conversa S/A do canal OTV

As relações e as organizações – Entrevista com Willian Mac-Cormick – Parte 01 from Willian Mac-Cormick on Vimeo.

As relações e as organizações – Entrevista com Willian Mac-Cormick – Parte 02 from Willian Mac-Cormick on Vimeo.

Mais sobre a moral…

6 fevereiro, 2015 às 16:06  |  por Willian Mac-Cormick Maron

A moral pode ser mais uma daquelas péssimas invenções (ou consequência) da humanidade. Ao constituir vida em sociedade o homem optou por um pacto, pela moral tornando-se marginal à sua própria “natureza”. Talvez o mais natural disso tudo seja propriamente o “incomodo”, o mal-estar gerado da tensão entre a o natural e o cultural/moral. O homem passou a renunciar a suas pulsões para viver em sociedade e assim instituiu uma primeira lei como norma, onde quase tudo é proibido.

A moral é uma das mais frágeis instituições do homem como regulador de suas relações e ações. Dissolve como areia, como vemos no livro de Saramago “Ensaios sobre a cegueira”.

O moralista, por outro lado tenta, mas não consegue esconder suas raízes absolutistas e totalitárias. E repito: O moralista pode ser um dos piores perversos e dos mais temidos opressores.  Bem, precisamos lembrar que de perto ninguém é norm… Ninguém é moral!

Comportamentos negativos podem prejudicar a reputação no trabalho? – CBN Curitiba

6 fevereiro, 2015 às 15:46  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Comportamentos negativos podem prejudicar a reputação no trabalho e impedir profissionais de crescerem na carreira. Quais hábitos são mal vistos dentro das empresas? Como identificá-los e mudar a maneira de agir no trabalho? Foi o tema do CBN Debate de 20/12/2014.

- Willian Mac-Cormick, psicólogo de orientação psicanalítica

- Renato Casagrande, especialista em educação e comentarista da rádio CBN Curitiba de educação e trabalho

- Mozar de Ramos, professor de Comportamento Humano nas Organizações na FAE Centro Universitário

Clique aqui para acessar o link com o áudio do debate.

O moralista

13 dezembro, 2014 às 06:00  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Sempre que leio “sociedade moralista”, algo soa-me como pleonasmo. Toda coletividade (sejam pequenos grupos ou grandes sociedades), de certa forma, busca impor sua moral (seja ela qual for) de uma forma hegemônica. É onde o perigo ronda. O moralista pode se tornar um dos piores perversos e dos mais temidos opressores usando a questão “moral” como pano de fundo para expor, difundir e praticar seu atos perversos, assim reduzindo o outro à mero resto, escória.
Como disse Luciano Elia certa vez…: “O moralista é o subterrâneo do perverso, portanto, podemos considerá-lo o seu submundo…”

A negação

10 dezembro, 2014 às 14:35  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Pensando alto…

“O que supõe a negação? Toda negação supõe a afirmação sobre a qual ela se apóia.” (J. Lacan – Sem. 09)

Essa poderia ser tanto a lógica do homofóbico ou daquelas figuras políticas que, incansavelmente, se dizem “éticas”, rechaçando de forma efusiva qualquer envolvimento em esquemas de corrupção …
Parece-me que discurso radicalmente repetitivo é, de certa forma, o discurso do autoconvencimento.

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Segregação e as formações coletivas

1 dezembro, 2014 às 13:00  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Os vínculos comunitários e coletivos se dão a partir de uma exclusão de um de seus membros. A segregação ou a exclusão não é um efeito ou conseqüência cronológica de uma identificação coletiva, ela é base lógica. A exclusão é originária das relações coletivas. Para que seja possível uma identificação de grupo ou de massa, se faz necessário que já haja um outro, diferente, segregado. Não há um “nós” sem um “eles”.

Não há uma formação coletiva sem a segregação. A constituição das coletividades se dá a partir de algum tipo de exclusão. Sempre haverá exclusões; alguma forma de exclusão é a condição necessária da identidade subjetiva. A questão o que se faz com o adversário, o inimigo, o excluído ou segregado. Quando há um encaminhamento por um sistema repressivo, podemos ver uma saída perversa visando a destruição do outro. Quando temos um encaminhamento sublimatório perceber, desta sublimação, o surgimento de novas subjetividades e o entendimento do desejo do outro (mesmo que diferente do meu) como também legítimo.

Embora muito menos discutido, o primeiro embrião de uma identificação coletiva (como vemos em “Totem e tabu”) é em relação ao ódio em comum. Nos identificamos como irmãos pois odiamos o mesmo objeto (no caso o “pai da horda”). O fenômeno de uma identificação ao mesmo inimigo, ao mesmo objeto de ódio parece-me uma herança pré-totêmica.

O ódio é o irmão mais velho…

Falo também sobre segregação e exclusão no post: “A identificação, um povo e o seu estrangeiro”.

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Verdades e verdades…

14 outubro, 2014 às 15:48  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Que verdade é essa que esse outro me apresenta? Essa verdade que discorda da minha e que me causa estranheza pois aponta para um outro desejo. Desejo esse que questiona meu próprio desejo, minha própria verdade até então inquestionável.

Que verdade é essa que preciso eliminar, destruir com palavras ou até atos antes que coloque toda minha certeza em risco?
Logo eu que era tão seguro de minhas verdades, coloco-me em uma posição por vezes agressiva com o simples objetivo de eliminar o desejo e a verdade do outro?

Que verdade é essa que me violenta?
Que verdade é essa que eu violento?
Bem, qual era a minha verdade mesmo?

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