Lançamento oficial do livro “Do que é feito um líder? Uma leitura Psicanalítica das coletividades e suas identificações”.

26 julho, 2016 às 16:55  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Um dos pontos cegos e problemáticos na teoria da democracia e nas organizações é exatamente o lugar da liderança.
Como a psicanálise freudolacaniana alinhada a conceitos da filosofia política podem nos auxiliar a pensar os fenômenos de liderança e formações coletivas?
É o que debateremos neste dia 05/08, 19h na Livraria da Vila em Curitiba.
Para debater comigo estarão os amigos Daniel Omar Perez (Prof. Dr. Unicamp) Olivier Feron (Prof. Dr. PUCPR/Evora) Allan Martins Mohr (Prof. Ms. Facel)

Clique na imagem para mais informações.
Evento aberto.

CONVITE - DO QUE É FEITO UM LIDER

CBN Debate: Esgotamento e sofrimento das relações de trabalho e a possibilidade de se reinventar.

19 julho, 2016 às 11:04  |  por Willian Mac-Cormick Maron

CBN Debate: Esgotamento e sofrimento das relações de trabalho e a possibilidade de se reinventar.

Para quem não ouviu, confira no link abaixo o áudio do CBN Debate da CBN Curitiba no dia 02 de julho.
Com participação de Daniela Leluddak e Bernt Entschev, a mediação foi de Fábio Buchmann.

Clique aqui para ouvir o áudio do debate.

 

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Do que é feito um líder? Uma leitura psicanalítica das coletividades e suas identificações.

18 julho, 2016 às 18:28  |  por Willian Mac-Cormick Maron

É com imensa alegria que informo que meu livro “Do que é feito um líder? Uma leitura Psicanalítica das Coletividades e duas Identificações” já encontra-se disponível para vendas no site da Juruá Editora pelo link https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=24834

Obra que começa em 2012 com um embrionário problema de pesquisa que foi desenvolvido em meu mestrado e se mantém em avanço e vivaz em doutorado.

Um dos pontos cegos e problemáticos na teoria da democracia e nas organizações é exatamente o lugar da liderança. A Psicanálise, alinhada a conceitos da Filosofia e Ciências Políticas, nos oferecem uma diferente pos­sibilidade de pensar fenômenos sociais e as identificações coletivas (que ocor­rem em uma massa ou grupos) e sua relação com a posição do líder.

Em breve informarei sobre datas e locais de lançamento/debate sobre a obra assim como outros locais de venda.

Divulgação Do que é feito um líder

Psicanálise e Neurociências

20 junho, 2016 às 15:48  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Esta semana, foi publicada na Folha de São Paulo uma entrevista do renomado neurocientista Ivan Izquierdo onde afirma que “os estudos de neurociência superaram a psicanálise” (vide matéria no link) e que funcionaria como um “exercício meramente estético”. Bem, discordo que seja e questiono o que se entende por estética. A estética é propriamente uma categoria filosófica que nos fornece uma das formas possíveis para lidar justamente com o vazio, a angústia e o sintoma.  É um antigo debate, mas vale pontuar algumas questões.

Mesmo respeitando, tenho dificuldade a qualquer tipo de determinismo. Isso inclui genes, destino e essência.
Se já partimos de uma concepção sujeito diferente através de campos distintos, talvez não haja muito o que discutir ferrenhamente, pois voltamos a uma questão originalmente antropológica: O que é um homem?
Um sujeito biologicamente determinado é aquele que se articula entre necessidades fisiológicas e representações mentais correlatas.

O determinismo genético ou biológico “desculpabiliza” o indivíduo. Elimina o sujeito como minimamente responsável e implicado em sua vida. O determinismo genético/biológico nos exime de se implicar nos nossos atos e decisões.

“Se tudo o que somos resulta de um determinismo cerebral, estamos salvos da angústia de ter que ser sem saber o que se é.”(Jorge Sesarino)

É o conhecido discurso do: “Não é você, é seu cérebro”. Assim uma narrativa histórica justamente perde o sentido de cura, pois seria apenas uma questão sináptica e, como tal, se extinguirmos a causa, viveríamos mais felizes. Seria bem mais fácil assim.

Cada da um se aliena à narrativa que lhe faz mais sentido seja da religião, astrologia, neurociência da própria psicanálise. A produção de sentido, seja que qual fonte for, nos consola de um desamparo que é estrutural. O ser humano é um ser que precisa produzir sentido onde não há. Para Lacan, a verdade só pode ser dita nas malhas da ficção.

” O neurótico é um doente que se trata com a palavra, e acima de tudo, com a dele.”
(Jacques Lacan)

Por isso a importância da palavra. A palavra possibilita, através de narrativas e do discurso, a produção de sentido e novas subjetividades. O desejo precisa da linguagem para se diluir em uma fantasia e poder se propagar ao mundo em forma de uma narrativa que produza algum sentido.

É muita sinapse para pouca sinopse …

Escolher é marcar a falta.

20 junho, 2016 às 10:51  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Viver demanda escolhas. Sempre estamos em posição de escolhas. Até quando não escolhemos, optamos por não escolher. O não escolher já é uma escolha.

Sempre há opções, mas por vezes o preço e a renúncia por elas é tamanha que preferimos negá-las. Há, portanto, quem escolha não escolher e assim renuncia viver intensamente a dor e o prazer.

Somos um emaranhado de escolhas de suas consequências.

Toda escolha exige uma renúncia e enquanto não se faz as pazes com a perda, não se abre a possibilidade do novo. Escolher é bancar a perda.

O vácuo depois do escolher é uma incógnita. Nunca há um sucesso garantido para cada escolha, também por isso há resistência.

 Nunca se sabe se ganha para perder, ou se perde para ganhar. Se escolhe ao renunciar, mas também se renuncia para poder escolher

Saber escolher para poder acolher.

 

A crise e a castração – CBN DEBATE

13 maio, 2016 às 11:14  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Um dos efeitos mais perversos da crise econômica é o desemprego, crescente em todo o país. No entanto, quem está empregado também sofre reflexos, com a pressão cada vez maior por desempenho e resultados. A crise é o mais perverso processo seletivo.

A crise é dádiva exclusiva do homem. A crise pertence exclusivamente ao social.

Não há crise na natureza a menos que o homem a coloque em crise. A crise emergencia a necessidade de uma readaptação de um impasse que a pulsão trouxe e a linguagem precisa dar conta, tomar posse. Antes de uma crise de fato, sempre aparece uma crise da palavra, de especulação.

A crise é mais negativa não aprendemos com ela e sempre damos as mesmas respostas para ela. Assim só se torna uma exaltação do problema. A crise nos obriga a encarar a impotência, a castração, nos esfrega na cara nosso desamparo. Na angústia eu crio, na crise eu cresço e no conflito eu aprendo… Mas só, e somente só, eu realmente quiser e puder bancar tal atitude.

Ouça na íntegra minha participação do CBN debate de 30/04 clicando aqui

Alienação e separação.

10 maio, 2016 às 11:43  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Lendo inflamados debates penso ser no mínimo ingênuo um lado se colocar como menos alienado que o outro.

Se a transferência é um dos nomes do amor, a identificação poderia ser um dos nomes da alienação (ou produto).
Uma identidade só é constituída após me identificar para poder, posteriormente, me separar. Estamos sempre em um movimento de alienação e segregação. Não há identificação sem o mínimo de alienação. É uma constante relação de exterioridade que vem para explicar o que eu sou ou entregar uma espécie de sentido que dá conta de minhas narrativas ou justifica minha existência, o que faço e como penso. Nos alienamos à nossa família na primeira infância, aos amigos e à escola na juventude, às religiões, à profissão quando adultos, à ideologias e às organizações que se tornam nosso sobrenome e que nos ajudam a responder à pergunta social: “Quem é você?”.

Sempre quero que o discurso ou narrativa pela qual eu esteja alienado prevaleça hegemonicamente perante outros discursos alienatórios.

“Meu discurso alienatório é mais identificatório que o seu”, disse a velha ideologia.

Enquanto os daqui defendem a ideologia (o que acho justíssimo), os de lá defendem bolso… Assim aquele significante entoado várias vezes vai mudando de boca.

O sujeito é um pêndulo.
Entre alienação e separação, oscila.

O líder e o totalitarismo do sentido.

16 abril, 2016 às 09:39  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Todo grupo reivindica à si o título dos “escolhidos” os melhores, os abençoados. Sejam em organizações, instituições, partidos ou religiões.
Da mesma forma todo líder carismático evoca para si o título de messias, o profeta, aquele que levará seu rebanho a um caminho da luz, da salvação, da “felicidade” ou do prazer, trazendo consigo um monopólio de sentido.
A rígida ideologia traz consigo um monopólio de sentido, nos mantendo presos em uma única possibilidade de produção de significados.
O monopólio de sentido elimina o potencial de autonomia e produção de novas subjetividades do sujeito. Sou a partir daquela única verdade que acolho.
O monopólio de sentido é totalitarista.

A palavra

5 abril, 2016 às 09:40  |  por Willian Mac-Cormick Maron

Nem toda palavra é digna de entendimento.
Nem sempre a palavra consegue elaborar uma experiência.
Nem sempre a palavra dá conta de um sentir. O sentir é absolutista.

A palavra é falha
é falo

Às vezes a palavra diz sem um querer dizer aquilo que quer dizer quando não o diz.