Brasileiros tem Destaque no Cinema em Hollywood

11 agosto, 2017 às 20:43  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

Se você gosta de cinema, trabalha na área ou tem interesse sobre a indústria de cinema em Los Angeles esse post é para você.

Descobri que nosso país é um contribuidor da indústria cinematográfica, ainda que modestamente, principalmente aqui em Hollywood, onde venho acompanhando mais de perto esse mercado. A boa notícia é que existem brasileiros que estão tentando fazer o mercado brasileiro movimentar-se e ganhar espaço. Um exemplo é a fundadora do LABRFF, Meire Fernandes, que através de muito esforço e dedicação vem ano a ano abrindo a porta para muitos brasileiros mostrarem seu talento aqui em Hollywood.

Apesar de nosso país enfrentar uma crise econômica, política e social em dimensões incalculáveis existem alguns poucos heróis tentando remar contra a maré da incerteza e da instabilidade para produzir de maneira independente, sem auxílio de governo, e alcançar seu lugar ao sol.

Pra começar vou falar sobre o Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF) que é considerado o maior festival de cinema brasileiro nos Estados Unidos. Foi fundado em 2007 e exibiu mais de 550 filmes, incluindo longas, documentários e curtas. É um importante evento cultural realizado fora do Brasil, mais especificamente em Los Angeles, na Califórnia. O festival dedica-se a exibição de filmes nacionais, assim como também ao desenvolvimento de relações entre profissionais brasileiros e da indústria cinematográfica americana. Ele também tem o objetivo de incentivar o mercado do audiovisual brasileiro nas áreas de serviços de produção, coprodução e distribuição de filmes. O Festival é uma grande oportunidade para profissionais da área terem seus projetos exibidos para executivos de Hollywood.

Noite de gala do LABRFF 2016 no Teatro  Harmony Gold, em Hollywood.

Cerimónia de abertura do LABRFF 2016 no Teatro Harmony Gold, em Hollywood. Crédito da foto: LABRFF

 No ano passado tivemos a oportunidade de  participar do Festival através do nosso curta “The Dress“, do talentoso diretor Raphael Botelho Bittencourt, que foi selecionado para o Festival. Acompanhamos todos os filmes selecionados e exibidos durante o festival. Foram curtas, longas e documentários, entre eles: Pulso, dirigido por Daniele Suzuki, O Caso de Dionisio Diaz, dirigido por Fabiana Karla e Chico Amorim, Batman: Personal Issues, dirigido por Gerson Sanginitto, Food For Thoughts, dirigido por Luísa Novo, Debaixo D’Agua: Mergulhe Fundo, dirigido por Lucas Paz, Chocolatedirigido por Thiago Dadalt , entre outros diversos.

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Raphael Bittencourt no dia da exibiçnao de seu filme no LABRFF 2016.

O nosso primeiro tapete vermelho com o filme "The Dress" em Hollywood no 9th LABRFF.

O nosso primeiro tapete vermelho com o filme “The Dress” em Hollywood no 9th LABRFF.

 

Sobre o curta- metragem “THE DRESS

Em 2016, Raphael Bittencourt lançou o seu curta-metragem “The Dress” (O Vestido) que concorreu ao 9 th LABRFF.

Raphael que também é o roteirista do filme relata que a história narra através de 15 minutos como pessoas de uma mesma família lidam de forma diferente diante de um mesmo fato da vida.  “A ideia do filme surgiu do meu interesse pessoal nas relações interpessoais, nos dramas reais que pessoas de carne e osso enfrentam em suas vidas (…). O filme não é constituído de super-heróis, mas sim de personagens muito realísticos, com qualidades e defeitos, cheios de paixões e inseguranças, como todos nós”. O final de “The Dress” é inesperado e além de surpreender também emocionou a Platéia como a do LABRFF 2016, confira o depoimento do ator André Mattos após assistir o “The Dress” no festival: DEPOIMENTO. Confira também o trailer do filme aqui: THE DRESS TRAILER.

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Em 2016, fotos das gravações do curta-metragem “The Dress” (O Vestido, em tradução livre). O diretor Raphael Bittencourt dirigindo os atores: o americano, David Westberg, (Orlando, o pai) e a russa, Elena Marshall (Christine, vendedora da loja de roupas em Beverly Hills) para uma cena do filme. O filme também teve a participação da atriz brasileira, Marília Coulturato, que atualmente reside em Los Angeles, e da atriz americana, Tereza Tracy. O filme teve uma equipe internacional com pessoas de diferentes origens como: a brasileira, a americana, a russa, a chinesa e a indiana. Esta foi uma das minhas grandes aventuras por aqui, além é claro, ter sentido na pele o que o cinema pode fazer através de uma produção: unir diversas línguas, culturas e experiências para criar uma mesma história. Não posso deixar de mencionar a importância do inglês, a linguagem oficial utilizada durante as filmagens. Cada vez mais vejo como é muito importante ter o domínio desse idioma.

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Na foto o diretor de fotografia americano, Martin Lasa, a assistente de direção russa, Olga Solodukhina, Raphael Bittencourt e David Westberg .

Na foto da esquerda para a direita: o primeiro assistente de câmera, Pratik Shah, o diretor de fotografia americano, Martin Lasa, a assistente de direção russa, Olga Solodukhina, Raphael Bittencourt e David Westberg na Loja de roupas femininas em Beverly Hills, que era uma das locações do filme.

LABRFF 2017

  Neste ano o LABRFF acontecerá de 5 a 9 de novembro com uma cerimônia de abertura no Harmony Gold Theater, na famosa Sunset Strip, em West Hollywood. Para quem é profissional da área e tem interesse em ter o seu projeto no festival, as inscrições ainda estão abertas, mas ficam apenas até o dia 21 de agosto. Confira mais informações sobre o festival aqui: www.labrff.com

Em 2017, o LABRFF está celebrando seus 10 anos de sua fundação e está recebendo muitas mensagens de felicitações em sua página no facebook pelos profissionais que já marcaram presença no festival confira no link abaixo: LABRFF

Curiosidade

O BFM ( Brazilian Film Market) do LABRFF que tem como objetivo incentivar as produções entre Brasil e Estados Unidos, através de encontros entre produtores, distribuidores, investidores e criadores de conteúdo audiovisual acontece em paralelo ao festival e conta com a presença de diversos executivos da indústria cinematográfica de Hollywood. Majors como Sony, MGM, Fox, Paramount, Universal, Netflix, Warner estão sempre presentes no BFM, o qual recebe inscrições de projetos todos os anos.

Sim nós também fazemos parte dessa indústria cinematográfica e estamos fazendo história por aqui, além é claro de estarmos conquistando nosso espaço e contribuindo para o cinema Hollywoodiano.

É possível ter uma Alimentação saudável vivendo no EUA?

5 junho, 2017 às 14:58  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

Ao contrário do que muitos imaginam, é possível manter uma alimentação saudável vivendo aqui nos Estados Unidos, sim. Claro que as tentações são muitas, sem falar da facilidade e do baixo preço, a comida fast food acaba sendo uma das primeiras opções para a maioria.

Mas antes vamos falar sobre o termo “Fast food”, que significa “comida rápida”, e como a expressão já diz, uma refeição que pode ser preparada e servida em um intervalo pequeno de tempo, ou seja, fácil, prática e rápida de ser consumida. O problema é que cometemos o erro de associá-la apenas a comidas com alto valor calórico e não saudáveis como por exemplo, alimentos industrializados, processados, ricos em açúcar, gordura, excesso de sódio, e claro, com menor valor nutritivo. Alguns exemplos óbvios desse tipo de alimento são os hambúrgueres, pizzas, sanduíches, etc. das grandes redes.

As grandes redes de “fast food” como o McDonald’s, Burguer King, Subway, entre outros, oferecem opções de saladas com preços atrativos que variam de Us$1.69 até US$ 7,39. Uma das mais queridinhas por aqui em Los Angeles, o IN-N-OUT Burguer, até apresenta a alternativa de se pedir o hambúrguer envolto em uma folha de alface, substituindo o pão.

Mesmo com essa opção mais saudável tenha cuidado, pois as vezes esses alimentos em si nem são tão ruins, mas os vilões são os molhos industrializados que são utilizados neles, aqui os chamados “dressing”. Não adianta você pedir uma salada, por exemplo, pensando que está fazendo uma opção saudável e temperá-la com os molhos prontos que as acompanham. O segredo é temperar com o  básico: o limão, azeite de oliva, sal, vinagre e pimenta.

Supermercados

Os americanos pensaram nisso não apenas em seus restaurantes, mas também nos supermercados. Aqui você encontra uma grande variedade de legumes, verduras e frutas para preparar em casa e também tudo pronto para ser consumido na hora, com preços razoáveis. Vale lembrar que essa onda do “tudo pronto” não é perfeita, pois gera bastante lixo com as embalagens descartáveis.

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Grande variedade de alimentos saudáveis: legumes, verduras e frutas com preços acessíveis no supermercado de uma grande rede nos Estados Unidos.

 

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Praticidade e facilidade para o dia a dia de quem não tem tempo para cozinhar mas não abre mão de uma alimentação saudável.

 

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Você encontra uma sessão só para frutas cortadas prontas para o consumo.

 

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Aqui realmente é o país da praticidade e da facilidade. Encontramos muitas saladas prontas, frutas cortadinhas, tudo que facilite a vida na hora de comer e poupar tempo, é claro.

 

Curiosidades

Agora uma das minhas maiores decepções foi ao ver um abacate, que aqui tem no máximo o tamanho de uma pera. Sou fã de carteirinha da fruta, mas nas terras do Tio Sam, ninguém acredita que no Brasil temos abacates maiores que o tamanho de um mamão papaia. Essa é uma das coisas que dá saudades com certeza. O preço também comparado ao tamanho se você converter ao real sai muito caro. Ponto para o Brasil.

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US$ 0.99 pela unidade do abacate com tamanho minúsculo.

 

Podemos encontrar uma grande variedade por aqui de “berries”, como são classificadas as pequenas frutas em inglês, ou frutas vermelhas, como são conhecidas no Brasil. As  framboesas, amoras e mirtilo que chamamos por aqui de raspberry, blackberry, blueberry respectivamente, possuem preços muito atrativos para nós brasileiros mesmo convertendo dólar para real. O quilo da fruta no mercado, em Los Angeles, custa menos de R$15,00, enquanto no Brasil passa facilmente dos R$ 230,00.

Esse preço de “ouro” pode ser justificado por essas frutas serem, geralmente muitas das vezes, importadas justamente daqui dos EUA, já que são um dos principais produtores mundiais.  Outro fator pode ser pela sua sensibilidade e a forma de transporte que deve ser feito com muito cuidado. Por serem delicadas, geralmente é feito por frete aéreo, o que faz aumentar ainda mais os custos delas, sem falar nos impostos brasileiros.

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Framboesas, mirtilo e amora com preços baixos. Fruta muito tradicional e comum de encontrar por aqui. Na foto vemos que se comprar duas caixinhas o preço final, em promoção, será de apenas US$3.00.

 

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Enquanto aqui podemos encontrar a caixa com 170 gramas por US$ 1.50, no Brasil os preços são altos: 125 gramas por R$ 29,39.

 

O preço de uma das minhas frutas favoritas, o morango, também estava ótimo. Eles sempre estão fazendo promoções de hortifruti que vale muito a pena e, é claro, dar uma incrementada na dieta por aqui.

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Quando você mora no exterior e se depara com comidas da nossa terra natal, é uma grande alegria. Esses dias estava no mercado e encontrei  ”brazilian” escrito em uma etiqueta de preço, era o nosso mamãozinho papaia. Não imaginava que sentiria tantas vontades por aqui. Hoje eu entendo porque muitos brasileiros expatriados fazem certos pedidos de encomendas para a família.

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Farmer’s Markets

Além de encontrarmos essa grande quantidade de produtos fresquinhos nos supermercados americanos, também é muito comum os americanos realizarem suas compras nos famosos Farmer’s Markets. Equivalentes a nossa feirinha no Brasil, onde encontramos produtos direto do produtor para o consumidor. Meus amigos que moram por aqui há mais de 40 anos, e alguns americanos também, preferem comprar por lá por acreditarem que são de melhor qualidade, mesmo com um preço mais caro.

Se você tem interesse em conhecer as feirinhas de rua por aqui, fique atento aos dias, locais e horários de cada feira, pois existe dezenas delas espalhadas por toda Los Angeles. Então primeiro saiba em qual localização você vai estar para aí então fazer a busca. Para a minha região frequentamos essa : studiocityfarmersmarket Você pode encontrar a sua aqui

 

Então quando se trata de comida nada de desculpas para manter o peso e uma dieta alimentar equilibrada e saudável por aqui. Sei que não é fácil resistir a tentação das gordices locais, principalmente pelo preço e pela facilidade. Vou admitir que são bombas calóricas e me fizeram ganhar alguns quilinhos. Principalmente no inverno que parece que a gula parece vir com tudo.

E é claro que nessa estação a maior parte dos programas são gastronômicos. Agora com a chegada do verão está mais fácil entrar na rotina saudável novamente e resistir as tentações de consumir alimentos mais calóricos e optar pelos mais leves. Também com as temperaturas beirando os 40 graus fica difícil conseguir sentir tanta fome.

Então uma boa dica para você que estiver de passagem por aqui e quer continuar sua alimentação saudável e comer barato durante a viagem de férias é ir aos supermercados locais e comprar por lá as suas refeições.

 

O Tradicional Café da Manhã Americano

29 maio, 2017 às 15:30  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

O Breakfast (nome em inglês para café da manhã) é muito tradicional por aqui, principalmente quando se fala em prato típico americano, ele entra na lista também. Ele é diferente do que eu estava acostumada a comer no Brasil em nosso cardápio matinal. Atualmente morando por aqui acabei me rendendo a essa delicia e virou rotina aqui em casa para nós aos domingos .

Aos finais de semana é muito comum, principalmente aos domingos, as famílias saírem para comer o famoso brunch, que é um café da manhã reforçado, e em um horário mais tarde, supondo que você não vai almoçar. intermediário entre o café da manhã (breakfast) e o almoço (lunch). Uma refeição bem completa e caprichada com panquecas, waffles, batatas, bagels, ovos, o típico bacon, salsicha, café preto a vontade e etc.

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Nós estivemos recentemente no original Jerry’s Famous Deli, em Studio City, fundado em 1978. É um tradicional e famoso “diner” aqui em Los Angeles, onde muitos atores e profissionais da área do entretenimento frequentam.

Mas o que seria o “diner”? É um restaurante pequeno com características típicas americanas e que é comum também em alguns lugares do Canadá e oeste da Europa. Geralmente possui um balcão com bancos de bar onde os clientes podem comer, comidas variadas, principalmente hambúrguer e batata frita e um bom café da manhã americano. Eles geralmente são menores e menos formais que os típicos restaurantes.

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O Jerry’s tem um menu bem variado e logo ao entrar no local você se deslumbra com o design de interior típico, e com a vitrine colorida repleta de delícias de dar água na boca, como tortas e doces.

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Eu pedi o prato “All American” com meio waffle e meu marido o mesmo, mas com panquecas. As porções são bem servidas, ele que é bom de garfo, por exemplo, não conseguiu comer todas as panquecas e trouxe para casa. Aqui é muito comum quando tem excedente de comida no prato, o próprio atendente muitas vezes pergunta se você gostaria de uma embalagem. Então não tenha vergonha de pedir o que você não conseguiu comer para levar.

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Apesar de ser uma refeição que sustenta achei o preço um pouco caro pelo que pedimos e por experiências anteriores em outros restaurantes.

 

CURIOSIDADES

Uma das principais diferenças que notei inicialmente ao tomar o café daqui é que é bem mais fraco do que o nosso famoso cafezinho. Um pouco aguado, para descrever melhor, que meu marido o chama de chafé. Enquanto nós brasileiros preparamos a bebida bem forte e tomamos só um pouco, em uma xícara pequena, eles preferem um café mais fraco e em uma xícara bem grande e com um creme a temperatura ambiente ou até mesmo gelado.

 Ah e você pode optar por várias opções de ovos: como o omelete, o ovo mexido e você pode escolher como quer o ovo também. No meu caso foi o over easy (frito, com gema mole.) Vou confessar que a famosa pergunta que os atendentes fazem : “How would you like your eggs?” ( Como você quer os seus ovos?) foi estranha a primeira vez, porque não sabia todos os termos em inglês para a preparação dos ovos. O que quer dizer “Sunny Side Up” (Sol do lado de cima)? Fiz aquela cara de paisagem e olhei diretamente pro meu marido esperando ele falar alguma coisa, e pra ajudar mais um pouco, não é tão simples entender todos os sotaques dos atendentes de diferentes partes do mundo.

     Então vale lembrar que eles tem diversos nomes para isso, aqui vai alguns deles:

Poached egg – ovo poché (cozido em agua)

Eggs Benedict – ovo poché com molho “ Hollandaise sauce”

Hard boiled egg – nosso ovo cozido, a gema é dura.

Soft boiled egg – ovo quente ou ovo cozido com a gema mole.

Scrambled eggs – ovos mexidos.

Basted egg – ovo frito e posteriormente cozido em água, feito com um pouco de sal ou temperos e abafado com tampa.

Sunny side up = ovo frito com a gema média. Ele é frito de um lado só.

Over – hard – ovo frito dos dois lados, com a gema bem cozida.

Eu particularmente, admito que não é uma refeição leve, mas pelo menos ela me deixa saciada pelo dia todo. Sempre que tomamos esse breakfast só vou pensar em comida lá pela hora do jantar. Quanta mudança, nem imaginava antes de vir morar aqui comendo isso semanalmente, mas nos dias de hoje posso falar que adoro o café-da-manhã “gringo”. E você? Já provou o café Americano? Comeria? Qual cardápio você escolheria para ser seu café da manhã?

Uma das Minhas Guloseimas Preferidas nos Estados Unidos

21 abril, 2017 às 18:10  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

Sabe aquela rosquinha que vemos nos filmes os policiais americanos comendo? Esse mesmo, o Donut, uma das guloseimas mais famosas por aqui.

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 Se você me perguntar hoje qual é uma das coisas para comer quando estiver por aqui e que é imperdível eu responderia os donuts do Krispy Kreme. Te garanto que você não vai se arrepender, pois nada supera a experiência de ver e comer uma rosquinha saindo do forno. Não é a toa que eles aparecem nos filmes e desenhos. Eles fazem parte do dia a dia do americano, assim como o café. Conheço americanos e estrangeiros que não abrem mão deles.

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Nesta semana estivemos lá, na falta dos tradicionais sonhos brasileiros, eu e meu marido substituímos o desejo por donuts. Descobrimos este lugar por acaso, algum tempo atrás, e já virou um de nossos favoritos por aqui. Que falta faz o carro do sonho passando na minha rua com aquele som alto anunciando os sabores do dia. Os curitibanos saberão do que estou falando.

Pagamos US$ 8.58 em dois combos “Quick Break”. Cada combo contém um copo de café do tamanho a sua escolha (pequeno, médio ou grande), o nosso foi o médio, e dois donuts para cada um. Tanto pra mim como para meu marido os dois donuts (quatro no total) foram suficientes para saciar a nossa vontade.

Gosto da Dunkin Donuts também. Entretanto creio que a experiência de poder ver através de uma vitrine como é preparado o doce e poder degustar ele quentinho é uma experiência completa, divertida e muito saborosa.

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No final da experiência da apresentação de como é a fabricação eles te entregam uma rosquinha fresquinha recém saída do forno para degustar.

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Tem uma variedade muito grande de sabores e tipos: com recheio, sem recheio, com cobertura de chocolate, e os especiais, de acordo com cada data especial e ou feriado comemorativo por exemplo, no natal. Confira os sabores aqui.

 

Os Donuts também são Estrelas de Hollywood

Eles são tão famosos por aqui que já se tornaram coadjuvantes em muitos filmes e desenhos. Não precisa ser fã do Simpsons para saber que o Homer adora comer um donut. Se você já assistiu ao novo filme Power Rangers deve ter reparado que a loja Krispy Kreme e seus donuts tem um papel fundamental na trama do filme.

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Crédito da foto: Raphael Bittencourt

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Luz, ação e rosquinhas quentinhas recém saídas do forno.

Quando a loja acende o luminoso “HOT NOW” é sinal de que as tradicionais rosquinhas estão saindo do forno. E os clientes podem assistir a apresentação de todo o processo. Esse é um entretenimento da loja que atrai diversos consumidores curiosos como eu.

 

A Krispy Kremer

A Krispy Kreme abriu suas portas em 13 de julho de 1937. Vernon Rudolph comprou uma receita secreta de rosquinha de levedura de um chef francês de Nova Orleans, alugou um prédio no que hoje é o histórico Old Salem em Winston-Salem, Carolina do Norte, e começou a vender Krispy Kreme donuts para locais Mercearias. É uma companhia varejista global de doces de qualidade premium. Muito famosa nos Estados Unidos assim como a Dunkin Donuts. Possui mais de mil lojas em outros 30 países. É tradicionalmente conhecida pela sua rosquinha glaceada chamada pela empresa de Hot Original Glazed Doughnuts.

The Last Bookstore em Los Angeles

8 abril, 2017 às 15:29  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

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The Last Bookstore (a Última Livraria) é a maior livraria independente ​​da Califórnia. Sua trajetória se iniciou em 2005 com um nome um tanto irônico em meio ao avanço dos tablets, ebooks, e lojas virtuais. A livraria continua com o comércio de livros como sua principal atividade. É um grande sebo também, onde encontramos inúmeros livros e discos usados e lançamentos, alguns deles raros. A Loja fica localizada em Downtown, no centro da cidade, em um prédio que funcionou como banco e ainda mantém seu cofre como uma sala com livros de ficção científica.

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Sala onde era o cofre do banco com livros de ficção cientifica.

Não é difícil encontrar estacionamentos disponíveis, há vários pagos por perto, mas são extremamente caros. E para estacionar na rua não é muito fácil, principalmente nos fins de semana, e quanto mais perto mais cara a hora do parquímetro.

O espaço é amplo, muito bem iluminado, rodeado de estantes com livros, onde eles não estão apenas a venda, eles fazem parte da decoração peculiar, o que atrai muitas pessoas, principalmente nos fins de semana.

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O espaço aberto e o layout do lugar é bem pensado, com poltronas e sofás confortáveis para você ler seu livro com tranquilidade.

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Os livros são os atores principais e se transformam em obras artísticas.

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Uma obra de arte feita com uma máquina antiga e muitos papéis datilografados.

 O arco feito por livros foi cuidadosamente arranjado formando um túnel de livros empilhados, estabelecendo a harmonia do ambiente. Até parece um cenário que foi criado para a gravação de algum filme, pois cada detalhe é muito bem produzido. Claro que essa livraria só poderia estar na cidade do cinema, pois é impossível você entrar e não querer tirar pelo menos uma foto do lugar.

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Foto inevitável nessa livraria que até tiveram que colocar um aviso. Não demore muito para fazer essa foto, pois se você estiver atrapalhando as outras pessoas será convidado a parar, então seja rápido. 

Uma dica para quem for visitar a The Last Bookstore é ir durante o dia, principalmente se você estiver sozinho. Há histórico de assaltos e também roubos de carros a noite.  Nas proximidades da livraria a região é esquisita e encontrei alguns usuários de drogas e mendigos. Então mesmo durante o dia fique alerta também, mas é uma atitude que nós brasileiros já sabemos fazer direitinho, pois, confesso que até hoje não consigo relaxar ao andar sozinha em alguns lugares por aqui.

Os preços e o estado dos livros são muito bons, muito deles nem parecem que são livros usados, pois não possuem qualquer vestígio de marcas ou danos. Os antigos donos devem ter sido muito cuidadosos, ou já lêem pensando em vender logo após o término da sua leitura. Aqui essa é uma das atitudes que acho muito interessante e nobre, um exemplo para seguirmos aí no Brasil, principalmente nesse momento de crise que estamos passando. Esse comércio de usados por aqui é muito forte e fazem não apenas para livros, mas também para muitos tipos de objetos, que falarei sobre isso em um novo post. Para vocês terem ideia podemos encontrar na parte superior  da loja milhares de livros ao preço de US$1.00.

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Aqui a atividade de vender livros está intimamente ligada a arte também. Nas galerias no mezanino você pode ter contato direto com o artista, acompanhar seu trabalho, descobrir um pouco mais sobre a sua arte, até conversar e comprar suas obras. E a relação com a arte não para por aí, os visitantes também são agraciados pelas exposições de artistas em um grande espaço no piso superior. IMG_2734

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Um espaço cultural que funciona também como um “ponto de encontro” das manifestações artísticas e seus autores. A artista Andrea Bogdan muito atenciosa e simpática me mostrou e explicou como a sua arte acontece.

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Algumas das obras da exposição no nível superior com esculturas de arte e pinturas que estavam expostas no dia em que visitei.

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 Realmente descobri um espaço de cultura mais multifacetado do que eu imaginava. Em um mesmo local funciona uma livraria diversificada, e que também é palco de diversos eventos como palestras, bate-papo com autores de livros, e até casamentos, além de ser um cenário para exposições e apresentações de várias artes. Para estudantes como eu conseguir encontrar bons livros com preços mais acessíveis foi sensacional também. Enfim, é um local onde história, conhecimento, arte, cultura e turismo se encontram. Se você gosta de ler um bom livro, economizar, e também é um apreciador de arte, este lugar superou minhas expectativas, pois é muito mais do que isso. Aqui a experiência é completa. A prova de que em Los Angeles o cenário artístico se reinventa e recria novas formas de arte e cultura em cada metro quadrado que a cidade possui. Essa é uma livraria muito interessante que vale a pena visitar!

Informações:

Endereço: 453 S Spring St – Ground Floor, Los Angeles, CA 90013

Horários: Segunda-Quinta 10 am – 10pm Sexta-Sábado 10am -11pm Domingo 10am-9pm

Nota: Ao entrar eles verificam se você está com alguma sacola, bolsa ou mochila maior que uma folha de papel de 8×11”, se sim, você é solicitado que deixe na entrada. Isso é feito para que se evite roubos.

Se você quiser mais informações sobre como e o que a loja recebe como doação, itens que eles geralmente precisam em boas condições e o que eles compram e não compram acesse o site.

 

Um pedacinho do México em Los Angeles

24 março, 2017 às 04:23  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

Como tenho falado em meus posts, aqui na Califórnia parece que temos quase todos os países do mundo em apenas um estado. Cada dia me surpreendo e conheço um pouco mais das diferentes culturas presentes nessa metrópole cosmopolita.

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Localizada no bairro mais antigo da cidade como parte do El Pueblo de Los Angeles Monumento Histórico

 

A Olvera Street é um exemplo disso, pois você não precisa sair daqui pra conhecer o México. A rua é conhecida como “o berço de Los Angeles” e é localizada no centro da cidade, “Downtown”, ao lado da Union Station. Com estruturas antigas, pavimentadas por tijolos, é bem arborizada e muito colorida. Nela você pode encontrar diversas barraquinhas, lojas, bancas pintadas, restaurantes com comidas típicas, vendedores ambulantes, cafés e até mesmo ouvir músicas tradicionais com grupos de Mariachi.

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Olvera Street foi criada em 1930 “para preservar e apresentar os costumes e o comércio do início da Califórnia”. Muitos dos comerciantes na rua Olvera hoje são descendentes dos vendedores originais.

Com suas passagens estreitas e edifícios do século XIX, foi criada para celebrar a herança mexicana da cidade. Tecnicamente, faz parte do El Pueblo de Los Angeles Monumento Histórico, que inclui muitos dos edifícios mais antigos da cidade.

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Restaurante Mexicano Las Anitas

Fazia algum tempo que gostaria de conhecer essa rua, mas fui até lá por outro motivo e sem querer acabei, literalmente, esbarrando nela, e como sou curiosa por natureza resolvi dar uma olhada no que era, e simplesmente amei o que encontrei.

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Vale a pena jantar em um dos restaurantes mexicanos e passar algumas horas olhando as lojinhas e barraquinhas.

 

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É a celebração da cultura mexicana em cada detalhe.

 

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Nas barraquinhas e lojinhas encontramos itens artesanais como cerâmica, itens religiosos, ponchos, roupas, sapatos, cintos, carteiras, bolsas, couro e arte popular mexicana.

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Produtos artesanais relacionados com as datas comemorativas, como por exemplo, el dia de los muertos, cruzes, caveiras, velas e imagem de santos.

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A riqueza cultural mexicana.

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Olvera Candle Shop. Essa loja é simplesmente incrível, uma das minhas favoritas, vale a pena entrar e olhar cada artefato.

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Diversos artefatos religiosos na loja Olvera Candle Shop.

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Você pode começar a aprender a tocar Mariachi comprando uma dessas, o que acha?

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Grupo musical de Mariachi. A alegria e o clima de descontração contagia a todos que passam por esse lugar.

Essa rua além de me deixar um pouco saudosa, pois me traz a memória algumas lembranças da Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, que é conhecida como Feirinha Hippie, também traz muitas semelhanças. Aqui também é um lugar onde os artesãos tem a oportunidade de expor suas obras de artes e com um preço justo. Estava com saudades de ir a uma feirinha ao ar livre, em que encontrasse artesanato e comidinhas típicas, adorava passear no fim de semana por lá.

É fácil de chegar até a Olvera Street com transporte público, eu por exemplo, fui de metro pela linha vermelha saindo da estação Universal City e descendo na Union Station. Foi muito econômico, pois gastei apenas U$1,75 por cada trecho, ida e volta, o que saiu bem mais barato que se eu tivesse ido de carro, pois não precisei gastar com estacionamento e nem com a gasolina, então super recomendo utilizar o metro para esse passeio.

Este é um ponto turístico bem famoso por aqui, mas que muitas vezes acaba sendo esquecido nos roteiros de muitos turistas, embora conhecido como o local de nascimento de Los Angeles. Quase dois milhões de pessoas visitam anualmente esse lugar que também é chamado de mercado mexicano.

 

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A visita foi bem rápida, pois já estava escurecendo, então com certeza terei que voltar com mais tempo. Era um sábado e o local estava bem cheio, principalmente os restaurantes.

A casa mais antiga de Los Angeles fica lá, a Avila Adobe, construída em 1818 por Don Francisco Avila, e tem como fazer um tour guiado para conhecer um pouco mais da história. Vá com tempo para aproveitar.

 Caso venha a Los Angeles esteja preparado para conhecer a alegre, multicolorida e rica cultura mexicana.

 

Informações sobre a Olvera Street 

Endereço: Olvera Street – 845 N Alameda Street, Los Angeles (Estados Unidos)

Horário: de segunda a sexta das 6 às 20 horas e fins de semana das 10 às 22 horas.

Se você desejar conhecer um pouco mais da história da Olvera Street, você pode fazer um passeio gratuito de 50 minutos com o Las Angelitas del Pueblo de terça a sábado, às 10 horas, às 11 horas e meio-dia. Para agendar uma visita gratuita aos museus, ao El Pueblo Monumento Histórico e a Olvera Street você deve entrar no site e preencher o formulário com, pelo menos, uma semana antes da data desejada para o tour.

Los Angeles a Cidade dos Festivais

16 março, 2017 às 07:00  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

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Los Angeles tem uma diversidade gigantesca de festivais o ano todo. Quem pensou que havia apenas festivais da indústria de entretenimento, como os de cinema, que acontecem por aqui vai se surpreender. Todos os meses há uma série de eventos e atividades que ocorrem na cidade, e muito deles são gratuitos. Este mês eu estive no 16º annual Los Angeles Lantern Festival, para conhecer e compreender um pouquinho mais da história e cultura chinesa.

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Gravura do signo do galo feita de papel representando o ano de 2017 do horóscopo chinês, que caracteriza pessoas cheias de coragem, honestidade e ambição.

 

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O Festival ocorre todo ano no décimo quinto dia do primeiro mês lunar para marcar o encerramento das festividades do Ano Novo Chinês. O evento trouxe uma série de atrações ao centro da cidade de Los Angeles, desde tours no Chinese American Museum, espaço ensinando você a escrever o ideograma chinês, estandes para você mesmo criar sua lanterna de papel, food trucks, apresentações de dança, mágicas, música, até artesanato.

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Escrever os caracteres é considerado uma obra de arte que exige disciplina mental e concentração.

 

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A comunidade é muito contagiante, simpática e sempre nos apresentando aquele sorriso, apesar de um pouco tímido e muito respeitoso. Pude observar o orgulho que eles tem de sua cultura colorida, repleta de formas, das suas artes, seus costumes, da tradição milenar e ritos. A riqueza do conjunto de histórias, lendas e ritos são passados de geração para geração.

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 Também não pude deixar de perceber como é grande a vontade e o prazer em passar ao público que esteve presente no festival um pouco mais sobre a sua cultura, fazendo com que nos sentíssemos parte dela.

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Um evento para toda família participar. As crianças tiveram muita diversão, mas também aprendizado ao confeccionarem suas próprias lanternas no formato de um galo.

Realmente Los Angeles é o lar de todos os povos, um centro mundial de entretenimento e cultura. É uma das cidades mais dinâmicas que conheço. A cidade tem muito para mostrar, através de sua cultura peculiar, pois mesmo com seu gigantismo consegue fazer com que inúmeras comunidades do mundo inteiro se conectem. Frequentemente residentes pensam que conhecem muito bem a cidade, e sempre acabam descobrindo algo novo. Essa é uma daquelas cidades onde realmente entendemos o conceito  de diversidade. 

Por que mudei de país?

2 março, 2017 às 19:47  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

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O sonho de mudar na tentativa de alçar outros vôos pessoais fez com que e eu e meu marido viéssemos, de repente, viver em Los Angeles. As motivações foram diversas, desde a qualidade de vida, a liberdade pessoal, a segurança, o aprimoramento profissional, até, porque não, o reconhecimento. Juntos embarcamos para a maior de nossas aventuras, e hoje estamos construindo o tão desejado sonho americano.

Com essa viagem eu poderia adquirir mais experiências e vivências que iriam só aumentar a minha bagagem pessoal e com certeza a profissional, então eu pensei, por que não?

Apesar dos encantos da vida em Los Angeles, eu encontrei no início algumas dificuldades aqui. E por quê? Em Curitiba, deixei minha família, amigos, trabalho, rotina, para dar lugar a um certo vazio, uma solidão, mesmo apesar de eu estar no estado mais populoso do país, com mais de 37 milhões de habitantes. Com o tempo, o vazio se transformou em saudade, um sentimento que nós brasileiros conhecemos muito bem.

As novas regras, a nova cultura, a nova língua traz conhecimentos indescritíveis, lhe obrigando a sair da sua zona de conforto e passar por algumas saias justas também. As vezes dá a sensação de que vivemos em um novo mundo, totalmente diferente de nossa rotina e realidade que tínhamos no Brasil. Um dia nunca é igual ao outro, pois sempre há um novo aprendizado, a todo tempo, sua cabeça está a mil.

No começo você chega até a ficar paranoico em querer saber e entender tudo sobre o local em que está vivendo. Mas são tantas as mudanças que dá um frio na barriga, e as vezes lhe passa pela cabeça a ideia de desistir. Até hoje, após dois anos, são diversas as informações que devemos assimilar, desde as mais sutis, até as que já estavam enraizadas em nós. Muitas vezes acabamos “modificando” e reaprendendo o que achávamos que sabíamos. 

Mas o que é Hollywood e a Califórnia?

2 março, 2017 às 19:47  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

Na verdade Hollywood é um distrito em Los Angeles, Califórnia, famosa em todo o mundo por ser o lugar onde filmes e séries de televisão são feitos. Aqui podemos encontrar diferentes atrações turísticas como a calçada da fama, Universal Studios e o famoso letreiro de Hollywood, o “Hollywood Sign”.

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Hollywood Sign

Mas tenho que confessar, como curitibana da gema que sou, um fato nada comum aconteceu, diria até estranho, eu estava sentindo falta de uma constante na minha cidade natal: não vi uma gota de chuva por mais de dois meses.

 O clima por aqui é maravilhoso, nada parecido com Curitiba, onde acontecem as quatro estações em um só dia. Desde que cheguei muitos Angelinos, assim como estrangeiros de toda a parte do mundo, classificam o clima como perfeito. Com razão, pois a maioria dos dias são ensolarados e quentes. A humidade é muito baixa e chove bem pouco, um dos motivos da indústria cinematográfica ter escolhido aqui como a capital do cinema.

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Death Valley National Park na Califórnia, um dos lugares mais quentes do planeta.

Um dos pontos positivos que encontramos aqui é a diversidade geográfica, que faz daqui um lugar especial e eclético agradando todos os gostos. O pessoal por aqui brinca que na Califórnia se você quiser pode surfar pela manhã e esquiar durante a tarde, pois encontramos praias, montanhas e desertos muito próximos uns dos outros.

 

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Pismo Beach

Se você é da área do entretenimento aqui é um ótimo mercado, pois existe uma infinidade de profissionais e negócios relacionados com a produção audiovisual. Encontrei profissões que nunca imaginei existirem.  Só aqui em Hollywood descobri sobre atividades como: script supervisor, studio teacher e gaffer, por exemplo, e existe uma grande demanda. 

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Crédito da foto: Raphael Bittencourt

É praticamente impossível andarmos pelas ruas e não esbarrarmos em alguma produção acontecendo, repleta de caminhões, interditando ruas, ou em algum ator ou atriz famosa.

Califórnia “Dream”

2 março, 2017 às 19:46  |  por Kettelin Zafra Bittencourt

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Foto da Hollywood Boulevard.

Hollywood é conhecida como o símbolo da indústria do cinema, da noite do Oscar, da calçada da fama, da luxuosa Beverly Hills, de artistas famosos e palco de diversos eventos e premieres.

Me lembro da minha primeira vinda até aqui, de todos os tours que fiz, e claro, voltei encantada com Hollywood e suas histórias cinematográficas, sua rica gastronomia e diversidade cultural.

Só não imaginava que após pouco mais de um ano eu iria viver o tão desejado “Califórnia Dream”, quando abri meus olhos aqui estava eu, com duas malas e um lugar que eu pensava conhecer e pronto para ser explorado. Mal sabia eu os inúmeros desafios, medos, inseguranças e incertezas que iria enfrentar. Sim no começo o entusiasmo pelo novo, a ansiedade de ser feliz e fazer acontecer, me fizeram esquecer que eu era apenas mais uma estrangeira, que acabara de chegar e precisava saber como a música toca.

Acho que só me esquecera de pedir o roteiro ou o script para ler e estudar antes de escutar a palavra: “action”. Creio que não existe diretor e nem assistente de direção pra esse filme que decidi produzir. Ops, uma falha de pré-produção, seria?

No começo pensei: Los Angeles me escolheu, mas hoje posso dizer que eu escolhi inconscientemente viver essa aventura, esse choque multicultural. Cruzo diariamente com pessoas do mundo todo, me deparo com outras línguas, outros hábitos, outras formas de manifestar afeto, outra forma de se vestir e outras formas de abordagem.

Tenho certeza que essa é a principal riqueza desse lugar e a garantia de que escolhi muito bem, pois hoje, mesmo não sendo uma tarefa diária muito fácil, sou feliz por ter criado uma realidade que transpassa fronteiras, derruba barreiras e soma culturas. Sou uma nova Kettelin, com toda certeza, e ainda estou engatinhando no lugar que eu renasci: “Califórnia”.