A Secretaria Municipal de Saúde confirmou hoje (dia 10), que a leptospirose foi a causa do óbito do paciente de 30 anos, residente na área rural de Londrina, ocorrido no último dia 3, no Hospital Universitário (HU). A diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde, Simone Garani Narciso, disse que recebeu ontem (dia 9), no final da tarde, do Laboratório Central do Estado (Lacen), o resultado confirmando a principal suspeita clínica da secretaria – a leptospirose. “Recebemos juntos também o resultado da sorologia de dengue que deu negativo”, afirmou.
O paciente, morador do distrito de Irerê, deu entrada no hospital da Zona Sul, no dia 27 de março, com sintomas de febre, dores musculares, dor intensa na panturrilha, cefaléia, vômito e dor abdominal. Atendido inicialmente no hospital, e devido ao quadro, foi transferido para o HU. Ele evoluiu para um quadro de alteração renal e teve uma hemorragia pulmonar, indo a óbito.
De acordo com Simone Garani Narciso, logo após a secretaria ter sido comunicada da entrada do paciente no hospital, com suspeita de leptospirose e dengue, já foi realizada uma operação de higiene ambiental no distrito rural onde residia o paciente. “Foi feito um bloqueio no local relacionado à dengue, mas que serve para o combate de todo o tipo de doença”, afirmou Simone. Ela explicou que a família do paciente, também foi orientada sobre medidas de desratização, para evitar a criação e proliferação de ratos, causador da leptospirose.
Desde 1999, Londrina não tinha um falecimento em virtude de leptospirose. Naquele ano, dois pacientes de 50 anos foram vítimas da doença. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, nos últimos quatro anos, a cidade registrou 16 casos da doença e todos foram tratados eficazmente.
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, que é eliminada pela urina de ratos e outros animais, contaminando esgoto, tocas dos animais, solo e alimentos. As pessoas adquirem leptospirose, principalmente, através da pele e das mucosas ao entrar em contato com o ambiente contaminado, como córregos e lagoas poluídas.
Os primeiros sintomas são fraqueza, dor no corpo e febre. Esta pode se elevar podendo ocorrer calafrios, vômitos, mal estar, dor na barriga das pernas (panturrilhas). Pode haver também o aparecimento de cor amarelada (icterícia), hemorragias e diminuição ou ausência da produção de urina (insuficiência renal).