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Protesto

ONGs protestam contra uso de animais em circos

Grupos quer que vereadores proíbam circos de se apresentarem em Curitiba
  15/06/07 às 09:58  |  Redação Bem Paraná
Neste sábado, 16, a partir das 9 horas, entidades, grupos e ativistas independentes do Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região fazem uma manifestação, no centro de Curitiba, pela aprovação – em segundo turno - do projeto de lei que tramita na  Câmara de Vereadores e proíbe a entrada de circos que exibem animais na cidade.

A manifestação começa na Praça Santos Andrade e terá a presença de integrantes do grupo de maracatu “Estrela do Sul” e da ONG Boizinho Faceiro, que resgatam as tradições de rua do povo brasileiro. De  lá, os manifestantes seguem em passeata pela Rua XV em direção à Boca Maldita. Eles ficarão concentrados em frente ao Bondinho, onde serão coletadas assinaturas para abaixo-assinado em apoio a projetos de lei que propõem a proibição à manutenção, utilização e apresentação de animais em circos ou espetáculos assemelhados. Já foram coletadas mais de 5 mil assinaturas no abaixo-assinado.

Projeto original

A intenção, agora, é trazer novamente o assunto à tona, de modo a pressionar pela aprovação, em segundo turno, do projeto de lei original que tramita na Câmara Municipal de Curitiba. O projeto original, de autoria do vereador Jair César, que proíbe a apresentação de circos com animais em Curitiba, foi aprovado em primeira votação em 2004.

O texto, no entanto, recebeu uma emenda criticada pelo movimento em defesa dos animais. Ela prevê que os circos com animais podem se apresentar na cidade, desde que apresentem parecer de um veterinário garantindo que os animais estão em boas condições. O Estado do Rio de Janeiro e mais de 50 cidades brasileiras já proíbem o uso de animais em circos.

Choques elétricos e corte de dentes

Os maus tratos começam com a retirada dos animais de seus ambientes naturais. "Os animais como leões, tigres, ursos e elefantes são retirados de seus ambientes naturais e passam a viver enjaulados e acorrentados. Isso contraria totalmente a Declaração Universal dos Direitos dos Animais e todas as leis de proteção animal do País", avalia Rosana Gnipper, presidente da ONG Movimento SOS Bicho.

Enclausurados em jaulas minúsculas ou acorrentados, os animais de circo alimentam-se, fazem as necessidades fisiológicas e dormem nos mesmos pequenos espaços onde são mantidos por toda a vida. Além disso, sofrem com longas viagens e com uma alimentação inadequada.

Outro problema refere-se ao treinamento dos animais. Eles são submetidos a maus-tratos para que realizem seus ¨números¨. As técnicas de treinamento incluem espancamentos com bastões, choques elétricos, queimaduras e uso de instrumentos como ganchos de metal. Para que sejam controlados, os animais também têm os dentes e presas serrados ou arrancados e são constantemente surrados.

Para fazer com que um urso "dance”, por exemplo, os adestradores colocam o animal  em uma chapa quente e tocam uma música. O urso fica pulando e se deslocando por causa das queimaduras nas patas. No palco, quando se coloca a mesma canção, o animal "dança" por associação.

Finalmente, quando os animais já estão velhos ou muito maltratados e não conseguem mais ficar de pé, os responsáveis pelo circo os abandonam nas jaulas, causando um grande transtorno para a cidade por onde passaram.

Exemplos dessa situação não faltam, como o caso de três leões do Circo Stankowich. Eles foram descartados e levados para o Circo da Romênia, que também os abandonou em uma praça, na cidade de Sumaré (SP). 
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