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Novela

Reitoria da UFPR cede para garantir desocupação pacífica

Instituição decide ampliar os debates sobre o plano de reestruturação e expansão da universidade, o Reuni
  21/10/07 às 19:33  |  Carlos Simon, do Jornal do Estado
A reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) cedeu aos apelos de estudantes e professores e aprovou a extensão dos debates para adesão ao Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O primeiro prazo para inscrição, que era o próximo dia 29, não deverá ser cumprido. 

Na tarde de sábado, em encontro entre a cúpula da UFPR e representantes da comunidade acadêmica (APUFPR, dos professores, DCE, dos estudantes, e SINDITEST, dos servidores técnico-administrativos), foi elaborado um documento com a finalidade de desocupar o prédio da Reitoria. O reitor Carlos Augusto Moreira Júnior agendou para quarta-feira, às 8h30, reunião do Conselho Universitário aberto a toda a comunidade acadêmica, para discutir formas de ampliar o debate ao Reuni – principal reivindicação dos estudantes.

A reitoria ainda não decidiu se haverá votação interna para inscrição no Reuni – solicitação dos professores. Com as novas discussões, a UFPR só poderá se inscrever no programa no segundo prazo (19 de dezembro), o que adia o recebimento das verbas para do primeiro para o segundo semestre de 2008.

Por outro lado, o DCE comprometeu-se a trabalhar pela desocupação pacífica do prédio da reitoria, tomado desde a última quarta-feira por um grupo de estudantes. O diretório central não reconhece a ocupação e a atribui a um grupo de estudantes dissidentes. De qualquer forma, a UFPR obteve na justiça liminar de reintegração de posse do terreno, que só deve ser aplicado m último caso, segundo informações da própria universidade. No sábado, os estudantes que ocupam a reitoria divulgaram até uma agenda de atividades no local, que incluía café-da-manhã, mutirão de limpeza e até sessão de cinema.

O Reuni, proposto pelo governo federal, prevê o aumento do número de vagas, redução da evasão e maior mobilidade entre as universidades federais. A principal crítica de estudantes e professores é que o programa não garante que a expansão das vagas será acompanhada de melhorias na infra-estrutura das universidades. A adesão é voluntária a cada instituição.  

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