Uma nova reunião do Conselho Universitário está marcada para o dia 23 de outubro, a próxima terça-feira. Mas segundo o reitor Carlos Augusto Moreira Júnior, ela não vai definir sobre a adesão ao Reuni, mas é uma oportunidade para debater mais o assunto. A UFPR convidou a diretoria da Associação dos Professores da UFPR (Apuf-PR), DCE, e até mesmo representantes dos estudantes que mantêm a ocupação da Reitoria. “É uma reunião para discutir, não para deliberar”, avisa.
Moreira quer esclarecer pontos sobre o Reuni. Segundo o reitor, se o projeto da Federal fosse aprovado pelo MEC, a universidade contrataria 200 professores a mais, e outros 300 servidores técnico-administrativos. A meta é criar seis mil novas vagas nos próximos cinco anos, a maioria em cursos noturnos, elevando para 28 mil estudantes na UFPR.
Meta — Um dos pontos que mais provoca discussão é a meta proposta pelo MEC para as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Elas teriam que atingir uma proporção de um docente para cada grupo de 18 alunos — atualmente a UFPR tem proporção de um para 14 —, e alcançar uma taxa de aprovação de 90%, para garantir que as IFES não tenham vagas ociosas.
“Neste ponto é fácil cumprir a meta. Com o Provar (Processo de Ocupação de Vagas Remanescentes da UFPR), já alcançamos esse índice”, afirma Moreira. Uma reunião estava marcada com os estudantes que ocuparam a Reitoria às 14 horas, mas eles desmarcaram o encontro, informou o reitor.
Todo o País — Os protestos e discussões em torno do Reuni não são exclusivos da UFPR. Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que instituiu o Reuni, em abril deste ano, váriaas entidades representativas se levantaram contra o programa. No Rio de Janeiro, estudantes também chegaram a ocupar prédios da UFRJ exigindo mais participação nas discussões.
Em Curitiba, os professores da Federal também defendem um plebiscito entre a comunidade acadêmica. (MA)