A Procuradoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ingressou, na tarde de sexta-feira, com uma ação de reintegração de posse do prédio da Reitoria, ocupada desde a tarde de quinta-feira por um grupo de estudantes contrários à adesão da Federal ao Programa de Apoios aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Os estudantes estão no local desde a quarta-feira, mas neste dia ocupavam apenas a sala do Conselho Universitário.
Segundo a UFPR, “a ação visa resguardar a própria Procuradoria e a Reitoria de responsabilidades administrativas ou legais que a universidade possa receber. A Procuradoria Jurídica tem que cumprir prazos legais para defesa de processos judiciais e a ação visa o restabelecimento desses trabalhos. No caso da Pró-reitoria de Planejamento, Orçamento e Gestão, processos de contratação de 180 professores estão em andamento e com prazo final para conclusão até a próxima sexta-feira.
“Estamos vendo esse grupo que não faz parte do DCE (Diretório Central dos Estudantes) ocupando o prédio, e estamos decepcionados em ver questões da universidade se misturando com questões políticas”, disse o reitor da Federal, Carlos Augusto Moreira Júnior.
Já os representantes dos estudantes que participam do movimento, alegam que não se trata de uma ocupação, mas de uma exposição, e que fazem isso para serem ouvidos. Com relação à reintegração de posse, eles dizem que estão instruídos legalmente como proceder, mas sem avançar detalhes.
Plebiscito — O grupo de estudantes exige que seja realizado um plebiscito para definir a adesão da UFPR ao Reuni. A decisão seria tomada pelo Conselho Universitário. Na sexta-feira, o reitor disse que está disposto a realizar o plebiscito, mas na forma paritária, com pesos diferentes entre os estudantes, professores e servidores, como é feito para a eleição do reitor. Mas os estudantes querem que o plebiscito seja universal, ou seja, com pesos iguais entre a comunidade universitária.
Até o fechamento desta edição, a reintegração de posse, que tem ser efetuada pela Polícia Federal, não havia acontecido.