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Brasil

Polêmica

Irmão "paranaense" de ganhador da Mega-Sena diz que família perdeu o sossego

Morador de Toledo há 14 anos, Helio da Igreja fala sobre ameaças
  11/09/07 às 19:27  |  Agência Estado

 O empresário Hélio da Igreja, de 58 anos, irmão mais velho do também empresário de Joaçaba (SC), Altamir José da Igreja, 52 anos, um dos ganhadores do segundo maior prêmio da Mega-Sena, disse que a família perdeu o sossego devido à premiação. "A família não tem mais tranqüilidade e ficou exposto a uma situação que não condiz com a realidade", afirma.

Morador de Toledo há 14 anos, Helio atua no setor de vendas de máquinas industriais. Ele disse estar auxiliando juridicamente o irmão a recolher os documentos para provar na Justiça que o bilhete vitorioso é mesmo de Altamir, e não do funcionário da marcenaria do irmão que o acusa de ter se apropriado indevidamente do cartão vencedor.

Segundo Helio, as dezenas sorteadas são combinações das datas de nascimento do irmão, 30/09/54 e da filha, 03/04/88. "O meu irmão fez a aposta sem a associação com o empregado", garante. O empresário conta ainda que Altamir foi à lotérica pagar uma conta e aproveitou para fazer a aposta. Ele diz que o irmão saiu de Joaçaba por questão de segurança.

"Ele (Altamir) está num lugar desconhecido por proteção. Houve uma grande divulgação sobre o fato. O risco que corre é maior pelo dinheiro envolvido. Isso mexe com toda a família. A gente não consegue ter mais sossego." Helio diz que Altamir tomou a decisão porque estaria sofrendo ameaças da família do empregado, que também diz estar sendo ameaçado pelos Igreja.

O prêmio de R$ 55,7 milhões foi dividido com apostadores de Rondônia, que acertaram num bolão. Altamir levou os outros R$ 27 7 milhões. O empregado Flávio Júnior Biass, de 21 anos, entrou na Justiça e conseguiu, na semana passada, bloquear o dinheiro. Helio informa que o irmão não dará nenhum centavo a Biass. "Vamos provar na Justiça que estamos falando a verdade", diz o empresário de Toledo.

Segundo ele, o advogado Fernando Dias, contratado pela família para cuidar do caso, deve ingressar nos próximos dias com um pedido na Justiça de Joaçaba para desbloquear o dinheiro.

 

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